quarta-feira, 11 de fevereiro de 2026

Rússia/Moscovo diz que continuará a cumprir tratado nuclear se EUA o fizerem

Bissau, 11 Fev 26 (ANG) - O ministro dos Negócios Estrangeiros russo, Sergue Lavrov, afirmou hoje que Moscovo continuará a cumprir os limites impostos ao seu arsenal nuclear, apesar do recente fim do tratado New START, desde que os Estados Unidos façam o mesmo.

Estas restrições "permanecerão em vigor, mas apenas enquanto os Estados Unidos não ultrapassarem os limites estipulados" no tratado, disse Lavrov numa intervenção feita hoje no parlamento russo.

Moscovo "agirá de forma responsável e ponderada, com base numa análise da política militar norte-americana (...) e numa análise da situação estratégica geral", acrescentou.

A Rússia e os Estados Unidos detêm, de longe, os maiores arsenais nucleares do mundo, mas, desde que o Tratado Novo START expirou, no início deste mês, que não existe qualquer acordo de desarmamento nuclear a ligar as duas potências.

A presidência russa (Kremlin) anunciou na semana passada que Moscovo e Washington concordaram em manter uma "abordagem responsável" e continuar a negociar sobre o assunto.

O tatado, assinado em 2010 entre a Rússia e os Estados Unidos, limitava o número de lançadores de mísseis nucleares para distâncias intercontinentais.

Expirou a 05 de fevereiro, uma vez que o Presidente norte-americano, Donald Trump, não respondeu à proposta de Moscovo para o prolongar.

Donald Trump defendeu um "novo, melhorado e modernizado tratado" com a Rússia, argumentando que o Novo START tinha sido "mal negociado" pela então administração Obama.

Os Estados Unidos também têm tentado incluir a China em discussões futuras, algo que Pequim afasta, argumentando que o seu arsenal nuclear, embora ainda em desenvolvimento, se mantém de pequena escala.ANG/Lusa

 

Suíça/Peritos de defesa recomendam autonomia à Europa face à "nova ordem" de Trump

Bissau, 11 Fev 26 (ANG) - Peritos da Conferência de Segurança de Munique (MSC), que decorre entre sexta-feira e domingo, recomendaram à Europa uma aposta rápida em áreas como a defesa aérea por estar "criticamente dependente" dos Estados Unidos.

era em que a Europa podia confiar nos Estados Unidos como um garante de segurança inquestionável terminou. Os líderes europeus devem aceitar esta realidade e agir em conformidade", justificaram os peritos no relatório de segurança da MSC.

Intitulado "Sob Destruição", o documento divulgado esta semana constitui o ponto de partida das discussões na conferência anual na cidade alemã entre líderes europeus e americanos.

O que está a ser destruído, segundo os peritos, é a ordem internacional de que os Estados Unidos foram um dos principais arquitetos desde o fim da Segunda Guerra Mundial, em 1945.

O responsável pela "demolição" é Donald Trump, que tem seguidores, e a "obra" está em curso desde que iniciou o segundo mandato presidencial, em 20 de janeiro de 2025, depois da primeira experiência na Casa Branca (2017-2021).

Para descrever a ação do magnata ligado ao imobiliário, os peritos recorreram a termos como "golpes de marreta", "escavadoras, bolas de demolição e motosserra", uma ferramenta popularizada pelo Presidente argentino, Javier Milei, aliado de Trump.

A capa do relatório e o vídeo de promoção da conferência exibem um elefante e, no lançamento da conferência, os promotores justificaram que decidiram abordar diretamente o "elefante na sala".

Os Estados Unidos, sob a presidência do líder dos republicanos, o partido do elefante, "desrespeitam algumas das normas mais básicas do sistema pós-1945", como a integridade territorial e a proibição da ameaça ou do uso da força, denunciaram.

Exemplificaram com a insistência de Trump em adquirir a Gronelândia ou o uso de força contra alvos no Iraque, Irão, Nigéria, Somália, Síria, Venezuela e Iémen.

Tudo isto durante o primeiro ano de mandato, assinalaram.

No relatório, usaram expressões como "ansiedade de abandono" ou "a Europa entre a negação e a aceitação" para descrever um ano de alguma desorientação europeia - e até mesmo global - na forma de lidar com a América de Trump.

"Os líderes europeus evitaram, durante muito tempo, críticas abertas às políticas norte-americanas. Em vez disso, seguiram uma estratégia dual: lutar para manter Washington envolvido a quase qualquer custo, enquanto se preparam cautelosamente para uma maior autonomia", afirmaram.

No caso da Ucrânia, referiram que a "coligação dos voluntários" de mais de 30 parceiros europeus assumiu a responsabilidade de coordenar a ajuda militar e financeira, e de preparar garantias de segurança para o pós-cessar-fogo.

Mas tais esforços "também expuseram a fraqueza estratégica duradoura da Europa: uma forte dependência da liderança dos Estados Unidos e a falta de uma visão independente e coerente para gerir a Rússia e moldar uma paz duradoura na Ucrânia".

Para os autores do relatório, a abordagem de Washington à segurança europeia "é agora vista como instável, oscilando entre garantias, condicionalidades e coerção", pelo que a Europa tenta não hostilizar em demasia enquanto se prepara".

"A longo prazo, isto exigirá não só aumentos sustentados nos gastos de defesa, mas também um acordo rápido sobre prioridades de capacidades partilhadas", consideraram.

Destacaram como áreas mais críticas, por mais dependentes dos Estados Unidos, as da defesa aérea, de mísseis a drones, ou ainda de transporte estratégico, informações e capacidades cibernéticas.

Defenderam ainda que os governos europeus devem reforçar a preparação civil e desenvolver medidas coordenadas para "detetar, combater e dissuadir proativamente a campanha híbrida" da Rússia.

Na região do Indo-Pacífico, a "pax americana" também tem estado em causa, com Trump a exigir aos aliados tradicionais mais gastos em defesa e a usar as tarifas aduaneiras como arma de coerção.

"A China é já o centro de gravidade económico da região", afirmaram os peritos da MSC.

Os autores referiram que muitos intervenientes regionais, como o Japão, a Coreia do Sul ou Taiwan, "responderam a esta mudança de poder e ao agravamento do cenário de segurança" intensificando os próprios esforços de defesa.

Outra consequência da "política de demolição" é o fim das regras que estiveram na base da criação da Organização Mundial do Comércio (OMC).

A administração Trump argumentou que o sistema multilateral permitiu que parceiros comerciais "se aproveitassem" e que rivais, especialmente a China, "utilizassem práticas desleais para minar a base industrial norte-americana".

Como resultado, Washington impôs tarifas sobre quase todos os parceiros comerciais, incluindo aliados próximos, para forçar a renegociação de acordos bilaterais sob termos mais favoráveis.

"A utilização da coerção económica --- através de ameaças de acesso ao mercado e sanções financeiras --- tornou-se o principal instrumento da política externa económica norte-americana", afirmaram os peritos.

Destacaram também que os cortes orçamentais no apoio norte-americano ao desenvolvimento estão já a afetar populações em muitos países de baixo e médio rendimento.

"A incapacidade de responder a desastres e à pobreza extrema nos países do Sul Global alimenta a instabilidade política e os fluxos migratórios descontrolados", alertaram.

Os peritos da Conferência de Munique não estão certos de que a destruição da ordem internacional seja substituída por políticas que aumentem a segurança, a prosperidade e a liberdade das pessoas.

Receiam mesmo uma nova ordem com base no mundo dos negócios, dos interesses privados e em regiões dominadas por potências regionais, em vez de regras e normas internacionais.

"Ironicamente, este seria um mundo que privilegia os ricos e poderosos, e não aqueles que depositaram esperanças na política de demolição", advertiram. ANG/Lusa

 

terça-feira, 10 de fevereiro de 2026

Política/Governo indigita ministro da Economia para representar o país na Assembleia Geral Constituinte da Sociedade Mista de Transformação da Castanha de Caju

Bissau, 10 Fev 26(ANG) – O Governo deu hoje a sua anuência ao ministro da Economia, Plano e Integração Regional, para representar o país, na qualidade de   acionista, na Assembleia Geral constituinte da Sociedade Mista de Transformação da Castanha de Caju.

A revelação foi feita através do  comunicado final da reunião ordinária do Conselho de Ministros, realizada hoje, lido à imprensa pelo ministro da Comunicação Social, Abduramane Turé.

Na parte deliberativa, o colectivo ministerial, após análises e discussões, aprovou a adesão do país a Convenção Pustilha de Haia relativa a eliminação de exigências de legalização de documentos públicos estrangeiros.

O comunicado refere ainda que o Conselho de Ministros protelou a adopção da Convenção para o estabelecimento da Organização Internacional para a Mediação.

Protelou igualmente a adopção da Convenção sobre o Reconhecimento e a Execução das Sentenças Arbitrárias Estrangeiras celebrada em Nova Yorque, a 10 de Junho de 1958. ANG/ÂC//SG

Regiões/ PCA da UCTB de Canchungo aposta no reforço da capacitação docente para melhorar a qualidade do ensino

Canchungo, 10 Fev 26 (ANG) - O Presidente do Conselho de Administração da Universidade de Ciências e Tecnologias Reino Bassarel(UCTB), defendeu o reforço das capacidades pedagógicas e científicas dos professores como fator determinante para a melhoria da qualidade do ensino básico e superior na região de Cacheu.

Segundo o despacho do correspondente da ANG para região de Cacheu, Francisco Gomes Wambar falava no ato de abertura de uma acção de formação destinada aos professores da Escola do Ensino Básico de Canchungo, centrada no sistema nacional de avaliação, planificação e metodologias de ensino e aprendizagem.

A formação foi organizada pela Direção da Escola do Ensino Básico de Canchungo, em parceria com a Universidade de Ciências e Tecnologias  Reino Bassarel, nos dias 7 e 8 de Fevereiro de 2026.

Na ocasião, Francisco Wambar  declarou a disponibilidade da Universidade de  apoiar as escolas da região de Cacheu, com  iniciativas de formação contínua e  reforço das capacidades profissionais dos docentes.

O Diretor da Escola do Ensino Básico de Canchungo, Didi Impame, reiterou que a formação tem como principal objetivo dotar os professores de melhores competências sobre as áreas abordadas, permitindo-lhes desempenhar as suas funções de forma mais eficaz, em benefício das crianças e do sistema educativo.

Segundo Impame, os participantes já haviam recebido formações noutras áreas de ensino nomeadamente a pedagogia, administração e contabilidade. ANG/AG/MI/ÂC//SG

Alfândegas/Major Tommy Nhaga Cassamá substitui Fernando Cá nas funções de  Comandante da Brigada de Ação Fiscal

Bissau, 10 Fev 26 (ANG) – O Major Tommy Nhaga Cassamá foi nomeado, segunda-feira, novo Comandante da Brigada de Ação Fiscal (BAF), afecto  à Direção-Geral das Alfândegas (DGA), através do Despacho nº 05, de 05 de fevereiro, do Gabinete do Primeiro-ministro de Transição Ilídio Vieira Té e que acumula a pasta das Finanças.

No acto de transferência de poderes  decorrido segunda-feira, Malam Homi Injai, em representação do Secretário-geral do Ministério das Finanças, destacou o desempenho do ex-Comandante do BAF, Fernando Cá, e exortou ao novo titular a pautar a sua liderança pela cooperação, respeito hierárquico, trabalho  de equipa, em prol da eficiência e da transparência.

O Diretor-geral das Alfândegas, Doménico Sanca, assegurou que as movimentações de comando constituem atos administrativos normais,  e  realçar os trabalhos desenvolvidos pelo ex-Comandante da BAF, Fernando Cá.

Sanca disse que a  dedicação e coragem de Fernando Cá  contribuíram significativamente para os resultados alcançados pela DGA nos últimos anos.

Garantiu por outro lado, o seu total apoio institucional ao novo Comandante da BAF, no combate à fraude e à evasão fiscal.

Na sua intervenção, o ex-Comandante da BAF Fernando Cá, agradeceu ao ex-Presidente da República Umaro Sissoco Embaló, e ao atual Primeiro-ministro de transição e Ministro das Finanças Ilídio Vieira Té, pela confiança depositada na sua pessoa, e ainda  ao DGA e aos agentes da Brigada pelo empenho demostrado no trabalho, durante o seu mandato.

O novo comandante do BAF prometeu manter a disciplina, dedicação e o rigor na fiscalização aduaneira,  e basear a sua  atuação na cooperação com todos os agentes, e com o Diretor-geral das Alfândegas, visando o sucesso da instituição fiscal.ANG/LLA/ÂC//SG


França/Vacinas contra gripe podem ser mais eficazes contra transmissão, mostra novo estudo

Bissau, 10 Fev 26 (ANG) -  Uma pesquisa recente publicada na revista Nature Communication, de coautoria do cientista francês Simon Cauchemez, do Instituto Pasteur, em Paris, mostrou que é possível desenvolver no futuro vacinas contra a gripe capazes de reduzir a propagação do vírus.

“O vírus da gripe muta sem parar, evolui e muda todos os anos. Isso faz com que nosso sistema imunológico tenha dificuldade em reconhecê-lo corretamente. Quando somos vacinados, estamos protegidos contra o vírus que está circulando naquele ano, mas esse vírus vai evoluindo progressivamente”, explica o pesquisador em epidemiologia, que coordena a Unidade de Modelagem Matemática de Doenças Contagiosas do Instituto Pasteur.

“De um ano para outro, há vários tipos de vírus da gripe em circulação e diversos alvos terapêuticos possíveis. Às vezes a escolha não é certa. Por isso é difícil desenvolver vacinas que funcionam bem contra todos os vírus gripais que podem nos afetar”, completa.

O estudo do Instituto Pasteur foi realizado em parceria com a Universidade de Michigan, nos EUA, e financiado pelos Institutos Nacionais de Saúde (NIH). De acordo com Simon Cauchemez, a obtenção de imunizantes mais eficientes passa pelo “tipo de resposta imunitária que estamos buscando com a vacina”, que deve ser capaz de identificar diferentes proteínas do vírus para gerar anticorpos.

O vírus da gripe possui duas principais proteínas na superfície: a hemaglutinina (HA), uma glicoproteína que permite que ele se prenda às células, e a neuraminidase (NA), que permite ao micro-organismo se liberar da membrana da célula hospedeira para se replicar.

A pesquisa se concentrou na ação da NA e mostrou que os anticorpos que o corpo desenvolve contra essa proteína podem não só diminuir o risco de contágio, mas também de transmissão.

“Na verdade, dois tipos de impacto nos interessam. O primeiro é: quando temos anticorpos contra uma dessas proteínas, ficamos menos propensos a sermos infectados pela gripe? Ou seja, estamos individualmente protegidos contra a gripe?", questiona. "Essa é uma questão fundamental, claro. Mas, mesmo que a gente acabe se contaminando, será que transmitimos menos a gripe para as pessoas ao nosso redor?”.

De acordo com a pesquisa, seria necessário integrar anticorpos contra a NA nas vacinas. Para chegar a essa conclusão, o cientista francês analisou os dados obtidos pela equipe americana da Universidade de Michigan junto a 171 famílias nicaraguenses e seus 664 contatos, nos anos de 2014, 2016 e 2017.

A maior parte dos participantes nunca tinha sido vacinada contra a gripe, o que permitiu aos pesquisadores observar como ocorria a transmissão após a infecção. Os cientistas identificaram quais anticorpos eram mais eficazes para limitar a propagação, após realizar análises de sangue, testes virológicos e modelagens matemáticas.

“Para cada indivíduo do domicílio, conseguimos ver que tipo de anticorpos ele tinha no início da epidemia e observar em que medida, graças a esse acompanhamento, esses anticorpos protegeram ou não a pessoa da infecção e, caso tenham sido contaminadas, protegeram ou não seus contatos.”

De acordo com o cientista, os dados são raros porque mostram em detalhes como os anticorpos afetam as diferentes proteínas do vírus e de que forma influenciam a infecção e a transmissão.

“O que vemos é que não temos apenas uma medida dos anticorpos contra a gripe de forma geral, mas realmente uma medida que foca em diferentes partes do vírus. Assim, podemos quantificar o efeito de cada um desses anticorpos sobre o risco de infecção e sobre o risco de transmissão. A longo prazo, o objetivo é, obviamente, orientar os esforços para desenvolver vacinas contra a gripe mais eficazes”, conclui o cientista francês.ANG/RFI

Itália/Tecnologia chinesa dá um toque inovador à troca de pins olímpicos na Vila Olímpica de Milão

Bissau, 10 Fev 26 (ANG) - A cabine de troca de pins com inteligência artificial virou uma atração popular na Vila Olímpica.

Essa estação inteligente, alimentada por tecnologia chinesa da Alibaba Cloud, está reinventando a tradição de décadas da troca de pins com um toque lúdico e tecnológico.

Após o almoço, a jogadora francesa de hóquei no gelo, Anae Simon, colocou um pin de sua seleção em uma cápsula laranja e esperou que um braço robótico o soltasse em uma piscina de bolinhas transparente na Vila Olímpica e Paralímpica de Milão.

Em seguida, ela se inclinou em direção a uma tela sensível ao toque e deu uma instrução simples em seu idioma nativo: "Me ajude a pegar um azul".

Segundos depois, o braço robótico, guiado por inteligência artificial, alcançou a piscina, selecionou uma cápsula de plástico azul e a colocou delicadamente sobre o balcão.

Dentro havia um pin em formato de pizza com as inscrições "clube da pizza" e "coma mais". "Este é novo, nunca vi um igual. É muito fofo", disse Simon sorrindo. "Com essa tecnologia, trocar pins aqui é como abrir uma caixa de surpresas".

O momento captura por que um pequeno estande escondido na vila olímpica se tornou uma atração inesperada.

Impulsionada pela tecnologia chinesa da Alibaba Cloud, a estação inteligente de troca de pins está transformando uma tradição olímpica de décadas em uma experiência lúdica e tecnológica, atraindo atletas do mundo todo.

A troca de pins faz parte da cultura olímpica há muito tempo, uma forma de competidores e funcionários se conectarem, independentemente do esporte ou das fronteiras. Nos Jogos de Milão-Cortina, esse ritual ganha um toque digital. Os participantes colocam um de seus pins em uma cápsula e, depois, um braço robótico com inteligência artificial seleciona outro aleatoriamente.

A estação é controlada pelo modelo de linguagem da Alibaba Cloud, conhecido como Qwen, que permite aos usuários dar instruções por voz em chinês, inglês, francês e italiano.

Para muitos atletas, a novidade não está apenas na tecnologia, mas em como ela se integra ao ritmo social da vila.

A médica italiana Daniela Artesani disse que vai ao estande quase todos os dias.

"Todo mundo fica curioso", disse ela. "Cada cápsula parece um pequeno presente de alguém que você não conhece. E não substitui a tradicional troca presencial. Apenas torna tudo mais divertido".

A Vila Olímpica de Milão foi oficialmente inaugurada em 30 de janeiro, abrigando cerca de 1.500 pessoas. O clima olímpico já está no ar, bandeiras enfeitam os prédios, tremulando no ar invernal.

Ao redor da estação inteligente de troca de pins, colecionadores depositaram pins com suas próprias histórias: emblemas dos Jogos Olímpicos de Inverno de Beijing 2022, mascotes das Olimpíadas de Beijing 2008 e insígnias dos Jogos de Paris 2024. Cada cápsula conta uma história diferente, mesmo antes de ser aberta.

Segundo Tai Le, funcionário da Alibaba Cloud no local, mais de 1.300 pessoas experimentaram a estação nos primeiros cinco dias de funcionamento.

Mesmo com a tecnologia atraindo multidões, o espírito original da troca de pins permanece visível por toda a vila.

No refeitório, a patinadora de velocidade chinesa Yang Binyu desprendeu um pin da equipe chinesa com um panda e a mascote da Milano-Cortina, Tina, para trocar com outros.

"Além das corridas, é isso que mais me empolga: trocar pins e fazer amigos nos Jogos Olímpicos de Inverno", disse ela.ANG/Xinhua

 

EUA/ONG Transparência Internacional aponta retrocesso global no combate à corrupção, sobretudo nos EUA

Bissau, 10 Fev 26 (ANG) -  A ONG de combate à corrupção Transparência Internacional (TI) alerta nesta terça-feira (10) para o agravamento da corrupção nas democracias do mundo inteiro, atribuindo aos Estados Unidos seu pior desempenho já medido.

O Brasil melhorou sua posição no ranking, mas enfrenta problemas de infiltração do crime organizado no sistema político, segundo o relatório da organização. 

No relatório anual apresentando o índice de percepção da corrupção de 2025, a ONG, com sede em Berlim, apresenta a média global no nível mais baixo em mais de dez anos.

Nos Estados Unidos, a TI preocupa-se com "ações que visam as vozes independentes e põem em perigo a independência do Judiciário".

Desde seu retorno ao poder em Janeiro de 2025, o presidente Donald Trump intensificou a pressão sobre uma ampla gama de instituições, desde universidades até o Federal Reserve (Fed), o banco central americano.

O presidente do Fed, Jerome Powell, está atualmente sob investigação do Ministério da Justiça após resistir às pressões do presidente em favor de uma redução das taxas de juros.

"A suspensão temporária e o relaxamento da aplicação da lei americana sobre práticas de corrupção no exterior traduzem uma tolerância em relação a práticas comerciais corrompidas", denunciou a ONG.

Ela estima, além disso, que a redução drástica da ajuda externa pela administração Trump "fragilizou os esforços de combate à corrupção em escala global".

O índice da ONG atribui uma nota entre zero (muito corrompido) e 100 (muito íntegro), com base em dados provenientes de avaliações de especialistas e de dirigentes de empresas.

Os Estados Unidos caem de 65 pontos para 64. O relatório destaca que o "clima político se deteriorou há mais de uma década". Seu desempenho ainda estava em 76 pontos em 2015.

A nota média global se estabelece em 42, o nível mais baixo em mais de 10 anos.

O Brasil progrediu um ponto em relação ao ano anterior, mas continua com índice baixo, de 35 pontos, ou seja, na posição 107 entre 185 países. A ONG destaca que há anos a "corrupção tem permitido que o crime organizado se infiltre na política do país", prejudicando a vida dos cidadãos. 

"A grande maioria dos países não consegue controlar a corrupção", indica o relatório, com 122 países dos 180 apresentando desempenhos inferiores a 50.

Entre as democracias, uma queda também é observada no Reino Unido e na França.

Os dois países permanecem bem classificados, mas "os riscos de corrupção aumentaram", devido ao enfraquecimento dos controles independentes e da falta de legislações e sanções eficazes, segundo a Transparência Internacional.

Dentro da União Europeia, os países com piores desempenhos são a Bulgária e a Hungria, com nota de 40.

O relatório afirma que o governo do primeiro-ministro nacionalista Viktor Orbán, da Hungria, no poder desde 2010 e em plena batalha por sua reeleição em abril, "enfraqueceu sistematicamente o Estado de direito, o espaço cívico e a integridade eleitoral há mais de 10 anos".

"Isso lhe permitiu desviar impunemente bilhões de euros, inclusive provenientes de fundos da União Europeia, e distribuí-los a seus apoiadores através de contratos públicos desonestos", acrescenta o relatório.

A Transparência Internacional critica a UE por ter "ficado de braços cruzados" diante do desmantelamento das proteções democráticas em alguns Estados-membros, em vez de usar "os instrumentos fortes de que dispõe em matéria de Estado de direito".

No seu relatório de 2025, a ONG menciona a condenação de Nicolas Sarkosy como "um raro exemplo europeu da aplicação do princípio de responsabilidade em alto nível por falhas na integridade política".

O ex-presidente francês foi condenado no final de setembro a cinco anos de prisão por associação criminosa, depois preso em outubro, antes de ser libertado em 10 de novembro. Sua prisão de três semanas foi um acontecimento inédito na história da França.

Pela oitava vez consecutiva, a Dinamarca é o país melhor classificado, com uma nota de 89.

A Ucrâniafigura entre as evoluções mais positivas observadas pelo relatório, apesar de uma nota ainda baixa de 36.

“No país que enfrenta a invasão russa há quatro anos, o governo do presidente Volodymyr Zelensky sofreu forte repúdio público após acusações de corrupção envolvendo pessoas próximas a ele.”

Para a Transparência Internacional, "o fato de que esses escândalos e muitos outros sejam revelados ao público mostra que a nova arquitetura anticorrupção da Ucrânia está dando frutos".

O relatório elogia a "mobilização da sociedade civil" que forçou Zelensky a desistir de um projeto que limitava a independência dos organismos anticorrupção. ANG/RFI/AFP

 

Irão/Líder supremo  pede demonstração de força nas ruas contra Estados Unidos

 

Bissau, 10 Fev 26 /ANG) - O líder do Irão apelou hoje aos iranianos para que usem o 47.º aniversário da Revolução Islâmica na quarta-feira para uma demonstração de força contra o inimigo, num contexto de tensões com os Estados Unidos.

 

Desde 1979, “as potências estrangeiras procuraram sempre restabelecer a situação anterior”, declarou Ali Khamenei, numa referência à influência externa durante a dinastia Pahlavi (1925-1979), aliada dos norte-americanos, que foi afastada do poder pela revolução.

 

Liderados pelo então ‘ayatollah’ Ruhollah Khomeini, fundamentalistas xiitas instauraram a República Islâmica na sequência da revolução de 1979, que depôs Mohammad Reza Pahlavi, o último xá do Irão, formalmente denominado Pérsia até 1935.

 

“A potência de uma nação não reside tanto nos seus mísseis e aviões, mas na vontade e na resiliência do seu povo”, disse Khamenei, citado pela agência de notícias France-Presse (AFP).

“Mostrem-no novamente e frustrem os planos do inimigo”, afirmou o líder supremo, ao apelar à participação dos iranianos no aniversário da revolução.

 

“A presença do povo na marcha e a expressão de lealdade à República Islâmica farão com que o inimigo recue na ambição contra o Irão e os interesses nacionais”, disse Khamenei, também citado pela agência espanhola EFE.

 

A máxima autoridade política e religiosa do país assegurou que a demonstração de “poder nacional” através da unidade levará ao “desânimo do inimigo”.

 

Khamenei avisou que, enquanto o inimigo não estiver desalentado, “não deixará de causar incómodos” aos iranianos.

Referiu ainda que o povo iraniano alcançou em 11 de fevereiro de 1979 uma “grande vitória ao libertar o país da intervenção estrangeira”.

 

Khamenei não participou no domingo no encontro anual com os comandantes da Força Aérea, o primeiro corpo militar a aderir à revolução de 1979.

 

O discurso surge num dos momentos de maior fragilidade da República Islâmica, após a repressão violenta de protestos contra o regime e perante a ameaça de uma intervenção militar norte-americana caso não se alcance um acordo nuclear.

 

As manifestações, iniciadas em 28 de dezembro devido à desvalorização da moeda em Teerão, estenderam-se a todo o país e foram esmagadas em 08 e 09 de janeiro.

 

O Governo iraniano admitiu a morte de 3.117 pessoas, atribuindo a violência aos Estados Unidos e a Israel.

 

A organização não-governamental HRANA, sediada em território norte-americano, contabilizou 6.961 mortos, estando ainda a verificar mais de 11 mil possíveis óbitos e 51 mil detenções.

A relatora especial da ONU para o Irão, Mai Sato, disse que relatórios médicos apontam para a possibilidade de terem ocorrido até 20 mil mortes, embora as Nações Unidas sublinhem a dificuldade de corroborar os dados.

 

Após a repressão, as autoridades lançaram uma vaga de detenções de figuras políticas moderadas e ativistas.

 

Simultaneamente, o Irão e os Estados Unidos retomaram na semana passada as negociações para um acordo nuclear, no primeiro encontro após a guerra de 12 dias entre Teerão e Telavive.

Os Estados Unidos participaram no conflito com o bombardeamento de instalações nucleares iranianas.

ANG/Inforpress/Lusa

 

Itália/Conselheira de Estado da China participa da cerimônia de abertura dos Jogos Olímpicos de Inverno de Milão-Cortina

Bissau, 10 Fev 26 (ANG) - A conselheira de Estado chinesa Shen Yiqin participou , sexta-feira,  da cerimónia de abertura da 25ª edição dos Jogos Olímpicos de Inverno, em Milão, Itália.

Antes da cerimónia, Shen manteve uma conversa cordial com o presidente italiano, Sergio Mattarella, transmitiu as calorosas saudações do presidente chinês Xi Jinping e desejou grande sucesso aos Jogos. Ela também agradeceu o lado italiano pelos arranjos na recepção da delegação esportiva chinesa.

Mattarella pediu a Shen que transmitisse suas sinceras saudações ao presidente Xi, disse que espera que os atletas chineses alcancem excelentes resultados nos Jogos e agradeceu ao governo chinês por seu valioso apoio à realização dos Jogos Olímpicos de Inverno pela Itália.

No sábado, Shen reuniu-se com a presidente do Comitê Olímpico Internacional (COI), Kirsty Coventry. Shen disse que a China está disposta a aprofundar a cooperação de alto nível com o COI, de modo a promover a paz mundial e avançar na construção de uma comunidade com um futuro compartilhado para a humanidade por meio do esporte.

Por sua vez, Coventry agradeceu ao governo chinês pelo firme apoio e pela contribuição significativa à causa olímpica. Ao mesmo tempo, expressou a esperança de manter uma cooperação estreita e contínua com a China para levar adiante o espírito olímpico e injetar mais energia positiva no atual mundo turbulento.

Durante sua estadia na Itália, Shen também visitou a delegação olímpica chinesa. A conselheira de Estado chinesa incentivou os atletas a manter o espírito do esporte chinês e dos Jogos Olímpicos de Inverno de Beijing, a competir com perseverança e trazer honra à nação, e a demonstrar o vigor, a confiança e o otimismo da juventude chinesa na nova era.

Shen também visitou a China House operada pelo Comitê Olímpico Chinês para os Jogos e assistiu a uma competição de patinação artística. ANG/Xinhua

Burquina Faso/ Governo e ONU assinam acordo para implementação de três programas “transformadores

Bissau, 10 Fev 26 (ANG) - Burkina Faso e as Nações Unidas assinaram recentemente um acordo para a implementação de três programas "transformadores" que abrangem o período de 2025 a 2030, com um custo total de 850,209 bilhões de FCFA (1,3 bilhão de euros).

Assinados pelo Ministro da Economia e Finanças de Burkina Faso, Aboubakar Nacanabo, e pelo Coordenador Interino do Sistema das Nações Unidas, Maurice Azonnankpo, esses programas visam permitir que o país da África Ocidental alcance a autossuficiência alimentar e fortaleça a paz, o desenvolvimento e a coesão social, de acordo com um comunicado do ministério.

O primeiro programa, focado no "apoio à transformação sustentável dos sistemas alimentares", com um orçamento estimado em mais de 645 bilhões de francos CFA (983 milhões de euros), visa alcançar a soberania alimentar e nutricional em Burkina Faso por meio da transformação sustentável dos sistemas alimentares. Abrange todas as 17 regiões do país, com prioridade para áreas com alto potencial agrícola e agropecuário, bem como para regiões afetadas pela insegurança alimentar e pelos impactos climáticos.

O segundo programa, intitulado "Programa de Apoio à Transição Humanitária-Desenvolvimento-Paz", cuja implementação exigirá mais de 109 bilhões de francos CFA (166 milhões de euros), visa levar Burkina Faso da assistência humanitária à resiliência e à paz duradoura.

O mais recente programa transformador, denominado "Programa de Apoio à Estabilização, Coesão Social e Transição", visa fortalecer a presença do Estado, a coesão social e a estabilidade territorial. Com um orçamento superior a 151 mil milhões de francos CFA (230 milhões de euros), será implementado principalmente em zonas fronteiriças e territórios frágeis.

Citado no comunicado de imprensa, o Ministro da Economia e Finanças, Aboubakar Nacanabo, indicou que esses programas transformadores estão perfeitamente alinhados com os quatro pilares do Plano Nacional de Desenvolvimento "Recuperação" 2026-2030, adotado em 29 de janeiro pelo governo, com o objetivo de melhorar as condições de vida do povo burquinense.

Os programas podem ser considerados instrumentos para operacionalizar e acelerar a implementação deste Plano, acrescentou.ANG/Faapa

 

      Etiópia/Questões hídricas no centro dos debates da 39ª cúpula da UA

Bissau, 10 Fev 26 (ANG) -   A União Africana (UA) optou por colocar a questão da água no centro dos debates durante a 39.ª Cimeira de Chefes de Estado e de Governo, agendada para o final da semana em Adis Abeba, num contexto marcado pelos desafios ligados às alterações climáticas.


De fato, para o ano de 2026, a UA optou pelo tema: "Garantir a disponibilidade sustentável de água e sistemas de saneamento seguros para alcançar os objetivos da Agenda 2063".

A escolha deste tema confirma a importância atribuída ao papel central da água na preservação da vida, no desenvolvimento socioeconômico e na resiliência às mudanças climáticas.

Em um discurso proferido na abertura do Comitê de Representantes Permanentes da UA, em janeiro passado, o Presidente da Comissão da União Africana saudou a "sábia escolha" do tema deste ano, que gira em torno da água, "este recurso vital para todos os aspectos da vida".

A este respeito, ele lembrou que a África terá a honra de sediar a 32ª Conferência das Nações Unidas sobre Mudanças Climáticas (COP32) em Adis Abeba, em 2027.

A cúpula destacará, portanto, a urgência dos desafios relacionados ao acesso à água, à gestão sustentável dos recursos hídricos e suas repercussões diretas na segurança alimentar, na saúde pública e no desenvolvimento, especialmente porque a África enfrenta uma crise hídrica devido ao aumento da demanda por água, à urbanização acelerada e aos crescentes impactos das mudanças climáticas.

Será também uma oportunidade para propor soluções inovadoras adaptadas às necessidades específicas do continente, particularmente em termos de gestão racional da água.

Além disso, a cúpula abordará a questão da paz e segurança no continente, buscando tomar medidas para fornecer soluções adequadas a certas crises vivenciadas por alguns países africanos.

Esta cúpula será precedida pela realização, nos dias 11 e 12 de fevereiro, da 48ª sessão ordinária do Conselho Executivo da UA, que reunirá os ministros das Relações Exteriores para deliberar sobre as decisões a serem submetidas aos chefes de Estado e de governo.

Esta sessão do comitê executivo irá, entre outras coisas, considerar o relatório da 51ª sessão do Comitê Permanente Regional, realizada em janeiro passado, bem como analisar a participação da UA no G20 e prosseguir com a eleição e nomeação em certos órgãos da UA, além de examinar projetos de instrumentos legais e questões de governança.

A 39ª cúpula da UA oferecerá, portanto, a oportunidade de colocar a questão da água no centro dos desafios do desenvolvimento do continente africano, através do estabelecimento de um roteiro para a gestão sustentável deste recurso vital.ANG/Faapa