Tráfico
Internacional/ Brasil é um
dos países que mais enviam drogas por 'mulas aéreas' à França
Bissau, 13 Fev 26 (ANG) - Mais de seis toneladas de
drogas foram apreendidas enquanto eram transportadas por pouco mais de mil
“mulas aéreas”, como são chamados os passageiros que se arriscam a viajar com
entorpecentes no próprio corpo ou em bagagens.
Trata‑se de “um
fenómeno generalizado na França”, segundo um relatório do Escritório
Antinarcóticos Francês (Ofast). O Brasil é um dos principais países de origem
das substâncias.
De
acordo com o documento, consultado pela AFP nesta quinta-feira (12),6,6
toneladas foram apreendidas de mulas aéreas em 2025, incluindo quase 2,9
toneladas de cocaína e 2,7 toneladas de maconha.
O tráfico está “sobrecarregando as forças policiais”, ressalta o órgão.
O Ofast estima que traficantes tenham
importado pelo menos 20 toneladas de cocaína para a França, principalmente
através dos aeroportos parisienses. Em 2024, foram apreendidas 6,8 toneladas
transportadas por mulas aéreas, incluindo 4,1 toneladas de cocaína.
Em 2025, 1.322 pessoas foram
interceptadas transportando drogas por vias aéreas, em comparação com 1.607 no
ano anterior. A diminuição é explicada, em parte, por “mudanças nas rotas para
evitar voos que são alvo de controles” e pela opção por rotas marítimas ou
transporte aéreo. Segundo o Ofast, uma mula bem-sucedida em cada dez garante a
lucratividade da operação.
Para transportar os entorpecentes, as
mulas podem ingerir os narcóticos (até 3,5 kg), carregar as drogas ou esconder
nas malas de diversas formas. Em março, seis passageiros do mesmo voo, partindo
de Fort-de-France, foram presos no Aeroporto Charles de Gaulle, em Paris, com
mais de 200 kg de cocaína escondidos em suas bagagens.
As mulas de cocaína são predominantemente homens e 57% são de origem francesa. Eles recebem entre € 1.500 e € 10.000 (o equivalente a entre R$ 9.000 e R$ 60.000), dependendo do meio de transporte e da quantidade. De acordo com os investigadores, a cocaína destinada à França continental vem principalmente da Guiana Francesa, das Antilhas Francesasou do Brasil. ANG/RFI/AFP

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