Marrocos/Uma em cada quatro vítimas de tráfico de pessoas é uma criança - OIM
Bissau,
12 Fev 26(ANG) – Uma em cada quatro vítimas de tráfico humano é uma criança,
disse hoje a Organização Internacional para as Migrações (OIM), pedindo aos
governos de todo o mundo que deem prioridade ao combate a este crime.
O
apelo, feito na 6ª. Conferência Global sobre a Eliminação do Trabalho Infantil,
que decorre até sexta-feira em Marraquexe, adiantou ser preciso obter dados e
mais sólidos, já que os valores conhecidos estão, segundo a OIM, muito abaixo
da realidade.
Ainda
assim, a organização adiantou que os dados oficiais mais recentes apontam para
a existência de mais de 125.000 vítimas de tráfico humano em todo o mundo.
Mesmo
com a subnotificação generalizada e as lacunas na deteção, a organização refere
que, entre as pessoas identificadas, constam cerca de 30.000 crianças, todas
sujeitas a exploração e trabalho infantil.
Os
Estados devem, por isso, colocar a migração e o tráfico de pessoas no centro
dos seus esforços, reforçando não só a os dados, mas a investigação e
cooperação transfronteiriça para proteger as crianças em movimento, defendeu a
OIM.
"Milhões
de crianças em movimento enfrentam riscos acrescidos de exploração e tráfico,
mas permanecem, muitas vezes, invisíveis nas políticas globais e nos sistemas
de proteção", afirmou a diretora-geral da OIM, Amy Pope, numa mensagem em
vídeo divulgada na conferência.
"Precisamos
de agir agora -- além-fronteiras e em todos os setores -- para colmatar estas
alarmantes lacunas de proteção e garantir que todas as crianças, em todo o
lado, estão seguras", acrescentou.
A
conferência, organizada pelo Governo de Marrocos e pela Organização
Internacional do Trabalho (OIT), teve início na quarta-feira e, até
sexta-feira, reúne governos, agências da ONU, empresas e sociedade civil para
"acelerar ações no sentido da eliminação do trabalho infantil".
Para
a OIM, é essencial criar parcerias para colmatar as lacunas das respostas à
migração, ao trabalho infantil e ao tráfico de pessoas, e para apoiar os países
no desenvolvimento de abordagens integradas, destacando o sucesso da colaboração
com os governos do Leste e do Corno de África e do Norte de África.
ANG/Inforpress/Lusa

Sem comentários:
Enviar um comentário