quinta-feira, 19 de fevereiro de 2026

Coreia do Sul/ Ex-presidente  condenado à prisão perpétua por tentativa de golpe em 2024

Bissau, 19 Fev 26 (ANG) - O ex-presidente sul-coreano Yoon Suk-yeol foi condenado nesta quinta-feira (19) à prisão perpétua pela tentativa de golpe de Estado no final de 2024.

Considerado culpado de liderar uma insurreição, ao suspender o governo civil na noite de 3 para 4 de dezembro de 2024, o ex-líder conservador escapou da pena de morte, que a promotoria havia solicitado.

"Em relação ao réu Yoon Suk-yeol, o crime de liderar uma insurreição está comprovado", disse o juiz Ji Gwi-yeon, do Tribunal Distrital Central de Seul, ao ler o veredicto. "O tribunal acredita que a intenção era paralisar a Câmara dos Deputados por um período considerável", continuou o magistrado.

Segundo ele, "a proclamação da lei marcial resultou em enormes custos sociais, e é difícil encontrar qualquer evidência de que o acusado tenha expressado remorso por isso". Invocando a ameaça de "forças hostis ao Estado", Yoon anunciou inesperadamente essa medida na televisão, enviando o exército ao Parlamento para silenciá-lo. A tomada de poder, entretanto, durou apenas seis horas.

No meio da noite, alguns membros do Parlamento escalaram a cerca que delimitava o perímetro e conseguiram entrar na Câmara em número suficiente para frustrar os planos do presidente.

A tentativa de golpe trouxe à tona memórias dolorosas de ditaduras na Coreia do Sul. Os eventos abalaram os mercados, chocaram o mundo e desencadearam uma profunda crise política interna.

Yoon foi preso, sofreu impeachment na Assembleia Nacional e seu rival de esquerda, Lee Jae-myung venceu a eleição presidencial antecipada em junho de 2025. Neste período, os sul-coreanos promoveram grandes manifestações em defesa e contra Yoon Suk-yeol.

Nesta quinta-feira, milhares de seus apoiadores se reuniram em frente ao tribunal, exigindo a retirada das acusações. Alguns caíram em lágrimas ao ouvir o veredicto, enquanto outros reagiram com raiva, segundo imagens da AFP.

Os advogados do ex-presidente de 65 anos, por sua vez, argumentaram que a sentença significava "o colapso do Estado de Direito". "Por que tivemos julgamentos se foi apenas para seguir a conclusão predeterminada pelos promotores?", perguntou Yoon Gap-geun aos repórteres. "Estou começando a me perguntar se devemos recorrer", acrescentou, especificando que a decisão seria tomada após consultar seu cliente.

Entre os opositores de Yoon, o resultado também deixou alguns frustrados. "É claro que esperávamos a pena de morte, então estamos muito decepcionados com a sentença de prisão perpétua", disse Lim Choon-hee, de 60 anos, à AFP. Nenhuma execução ocorreu no país desde 1997.

Yoon, que compareceu ao tribunal sob custódia, é alvo de vários outros processos criminais. Ele sempre negou qualquer irregularidade, alegando que agiu para “preservar a liberdade” e restaurar a ordem constitucional contra o que chamou de “ditadura legislativa” da oposição, que domina o Parlamento e bloqueava suas propostas, segundo ele.

Yoon Suk-yeol já havia sido condenado a cinco anos de prisão por delitos menos graves relacionados à sua tentativa de golpe. Ex-aliados que estavam em cargos públicos na época também receberam penas de prisão ou aguardam julgamento. O Tribunal Distrital Central de Seul também considerou o ex-ministro da Defesa Kim Yong-hyun culpado e o condenou a 30 anos de prisão.

Por seus respectivos papéis no escândalo, o ex-primeiro-ministro Han Duck-soo foi condenado a 23 anos de prisão no final de Janeiro, e o então ministro do Interior Lee Sang-min recebeu uma sentença de sete anos na semana passada. ANG/RFI/AFP

 

Suíça/Corredores migratórias africanos: OIM lança apelo de 91 milhões de dólares

Bissau, 19 Fev 26 (ANG) – A Organização Internacional para as Migrações (OIM) lançou , quarta-feira, um apelo por US$ 91 milhões para financiar um novo Plano de Resposta destinado a fornecer assistência vital aos migrantes que utilizam os principais corredores migratórios africanos.


Todos os anos, milhares de migrantes, principalmente da Etiópia e da Somália, atravessam o Djibuti, enquanto outros seguem para o sul, passando pelo Quênia, Tanzânia e Moçambique, com a África do Sul como destino final.

O plano para 2026 visa intensificar a ajuda emergencial, os serviços de proteção, os programas de retorno voluntário e reintegração, e a estabilização da comunidade em resposta à dimensão das necessidades.

Sem recursos adicionais, a ajuda humanitária vital poderá ser interrompida, levando ao fechamento de centros de acolhimento na Etiópia, Quênia, Somália e Djibuti, privando sobreviventes do tráfico humano, crianças desacompanhadas e outras pessoas vulneráveis ​​de assistência médica, proteção e abrigo seguro.

Entre os parceiros estão a Câmara Pan-Africana de Comércio e Indústria (PACCI), a Autoridade Intergovernamental para o Desenvolvimento (IGAD) e diversos governos da África Oriental, do Chifre da África e da África Austral. ANG/Faapa


Moçambique/Desastres naturais mataram 226 pessoas e afetaram mais de 860 mil

Bissau,  19 Fev 26 (ANG) – O número total de mortos na atual época das chuvas em Moçambique subiu para 226, com registo de mais de 860 mil pessoas afetadas, desde Outubro, segundo a atualização divulgada hoje pelo instituto de gestão de desastres.

 


De acordo com informação da base de dados do Instituto Nacional de Gestão e Redução do Risco de Desastres (INGD), a que a Lusa teve acesso e atualizada às 14:32 (12:32 de Lisboa), foram afetadas 861.608 pessoas, o correspondente a 199.184 famílias, havendo também 12 desaparecidos, além de 321 feridos. Este balanço contabiliza mais três mortos face à atualização de terça-feira.

 

Só as cheias de janeiro provocaram, pelo menos, 27 mortos - afetando 724.131 pessoas - e a passagem do ciclone Gezani em Inhambane, em 13 e 14 de fevereiro, levou à morte de outras cinco pessoas, segundo os dados atualizados do INGD sobre a época das chuvas.

 

Acrescenta-se que um total de 14.568 casas ficaram parcialmente destruídas, além de 5.845 totalmente destruídas e outras 183.812 inundadas, na presente época chuvosa.

 

Um total de 272 unidades de saúde, 76 casas de culto e 677 escolas foram afetadas em pouco mais de quatro meses e meio.

Os dados do INGD indicam ainda que 554.805 hectares de áreas agrícolas foram afetados neste período, 287.825 hectares dos quais dados como perdidos, atingindo 365.155 agricultores.

 

Também 530.998 animais morreram, entre bovinos, caprinos e aves, e foram afetados 6.799 quilómetros de estrada, 36 pontes e 123 aquedutos.

Desde outubro, o instituto moçambicano de gestão de desastres ativou 149 centros de acomodação, que albergaram 113.478 pessoas, dos quais 43 ainda estão ativos, com pelo menos 34.278 pessoas. ANG/Inforpress/Lusa


           Índia/Modi, Macron e Guterres defendem acesso universal à IA

Bissau, 19 Fev 26 (ANG) - Narendra Modi, António Guterres e Emmanuel Macron defenderam hoje, na Cimeira de Impacto da Inteligência Artificial (IA), em Nova Deli, o acesso universal à tecnologia e a implementação de medidas para regular a sua utilização.

 

“A IA deve pertencer a todos”, e o seu futuro não pode ser deixado “ao sabor de alguns multimilionários”, alertou o secretário-geral da ONU, António Guterres, dirigindo-se a uma plateia de dirigentes e executivos de topo do sector tecnológico.


O primeiro-ministro indiano, Narendra Modi, defendeu ainda que a tecnologia seja “acessível e inclusiva”.

 

Por sua vez, o presidente francês, Emmanuel Macron, afirmou que a Europa, “um espaço seguro”, está “determinada a continuar a ditar as regras do jogo e a fazê-lo com os nossos aliados, como a Índia”.

 

Entre os oradores nas discussões de hoje estavam o CEO da OpenAI, Sam Altman, e o CEO da Google DeepMind, Demis Hassabis, mas não o cofundador da Microsoft, Bill Gates, cujo nome veio a público no escândalo do criminoso sexual Jeffrey Epstein.

 

“Após uma consideração cuidadosa, e para garantir que a atenção se mantém focada nas principais prioridades da cimeira da IA, o senhor Gates não fará o seu discurso de abertura”, disse a fundação que tem o seu nome.

 

A cimeira deverá terminar com uma declaração sobre a regulamentação futura do uso da IA.

 

Impulsionada pelo forte desempenho das empresas tecnológicas no mercado bolsista, a revolução em curso está a gerar preocupações sobre o impacto no ambiente, no emprego, na criação artística, na educação e na informação.

 

Um dos principais receios diz respeito às consequências da IA no mercado de trabalho, particularmente na Índia, onde milhões de pessoas trabalham em ‘call centers’ e serviços de suporte técnico.

Com mil milhões de utilizadores de internet, a Índia orgulha-se de ser o primeiro país em desenvolvimento a acolher esta cimeira, a quarta dedicada a esta tecnologia, que teve início na segunda-feira.

 

Na terça-feira, o ministro da Tecnologia da Informação da Índia, Ashwini Vaishnaw, anunciou que o país espera atrair um total de 200 mil milhões de dólares (170 mil milhões de euros) em investimentos tecnológicos nos próximos dois anos, principalmente para projetos de IA.

 

Este valor inclui os 90 mil milhões de dólares (76 mil milhões de euros) já anunciados no ano passado para a construção de centros de dados pela Google, Microsoft e outras empresas, atraídas pela força de trabalho abundante, qualificada e de baixo custo da Índia.

 

Os gigantes tecnológicos globais aproveitaram a oportunidade para anunciar novos acordos, bem como investimentos e projetos de infraestruturas para este país do Sul da Ásia, que está prestes a tornar-se a quarta maior economia do mundo.

 

A OpenAI e a indiana Tata Consultancy Services anunciaram hoje a construção de um centro de dados na Índia.

ANG/Inforpress/Lusa

 

Suíça/Ucrânia e Rússia encerram segundo dia de conversas em Genebra com otimismo cauteloso e impasses

Bissau,19 Fev 26 (ANG) - O segundo dia de negociações entre delegações enviadas por Moscou e Kiev, sob a mediação dos Estados Unidos, para discutir uma saída à guerra na Ucrânia, foi encerrado, quarta-feira, em Genebra/Suíça.

Tanto Moscou quanto Kiev evocaram conversas "difíceis", mas com avanços práticos. Na saída da reunião, o chefe da delegação ucraniana, Rustem Umerov, disse que nenhum detalhe sobre as negociações será divulgado nesta etapa do processo, descrevendo o trabalho como complexo e focado em trilhos políticos e militares distintos.

O enviado especial da Casa Branca, Steve Witkoff, saudou o sucesso do presidente Donald Trump na iniciativa de reunir representantes dos dois países inimigos, afirmando que houve progresso significativo. O tom das partes é um pouco mais otimista em relação às rodadas recentes em Abu Dhabi, que não resultaram em avanços, embora o negociador russo Vladimir Medinsky tenha reforçado que o processo continua difícil.

Já o presidente da Ucrânia, Volodymyr Zelensky, afirmou que Kiev e Moscou divergem sobre pontos-chave e acusou a Rússia de arrastar o processo de negociações.

Ele destacou que, enquanto houve progresso no setor militar, as discussões políticas permanecem limitadas. As reuniões de Genebra tiveram duração de seis horas no primeiro dia e apenas duas no segundo, tendo como base o plano americano que prevê concessões territoriais em troca de garantias de segurança.

No entanto, as negociações seguem travadas quanto ao destino do Donbass, com Moscou exigindo a retirada ucraniana de Donetsk, o que Kiev rejeita.

Outro ponto sensível é ausina nuclear de Zaporijia. Existe uma proposta apoiada pelos EUA para que a instalação seja operada conjuntamente por Ucrânia, Rússia e Estados Unidos, mas Kiev teme que esse arranjo legitime a ocupação russa.

Apesar disso, Zelensky sinalizou que as forças ucranianas estão prontas para monitorar um cessar-fogo, desde que o mecanismo envolva a participação direta dos americanos.

O presidente também ressaltou a importância da presença de representantes da Grã-Bretanha, França, Alemanha e Itália em Genebra para coordenar as ações diplomáticas.

A rodada de negociações foi marcada por novos ataques russos contra o território ucraniano, incluindo o lançamento de um míssil balístico e 126 drones na última noite. Mesmo com a violência persistente no campo de batalha, Rustem Umerov reiterou que o objetivo final da Ucrânia permanece inalterado: alcançar uma paz justa e sustentável.  ANG/RFI


Tribunal Militar Superior/PRT considera nomeação de novo Presidente como um passo decisivo para fortalecimento da justiça militar

Bissau, 19 Fev 26 (ANG) - O Presidente da República de Transição (PRT) considerou , quarta-feira, a nomeação do novo Presidente Tribunal Militar Superior como um passo decisivo para fortalecimento da justiça militar.

Segundo o gabinete de Assessoria do Estado-Maior das Forças Armadas, as  considerações de Horta Inta-á foram proferidas na cerimónia de  tomada de posse do novo Presidente do Tribunal Militar Superior, o Brigadeiro-General Ioba Embaló, que substitui o Major-General Augusto Bicoda.

Horta Inta-a disse que  o ato marca uma nova etapa na liderança do órgão máximo da jurisdição castrense.

Augusto Bicoda, em função desde Abril de 2025 foi exonerado quarta-feira mas os motivos de seu afastamento não foram revelados.

O Decreto de exoneração indica que a nova nomeação foi proposta  pelo Governo, por iniciativa do Chefe do Estado-Maior General das Forças Armadas, com aprovação do Conselho Superior da Defesa Nacional, ao abrigo da Carta Política de Transição e da Lei n.º 11/2011. ANG/JD/ÂC//SG

 

Saúde/Farmácia Sónia doa lotes de medicamentos para vítimas de incêndio de Bafatá internados no HNSM

Bissau, 19 Fev 26 (ANG) – A Farmácia Sónia, uma das grossistas de importação e venda de medicamentos, procedeu quarta-feira a entrega de lotes de medicamentos para apoiar os pacientes vitimas de queimaduras no incêndio ocorrido recentemente em Bafatá, internados no Hospital Nacional Simão Mendes(HNSM)em Bissau.

No acto de recepção dos referidos medicamentos, a Diretora Clínica do maior centro hospitalar do país, Luísa Oliveira Sanca Nhaga, disse que, os doentes apresentam um quadro clínico grave que não permite deslocações neste momento.

Adiantou que, dentre os internados estão quatro crianças no serviço de cuidados intensivos, e que a prioridade de momento é  estabilização do  estado de saúde antes de qualquer eventual evacuação.

A responsável considera difícil, neste momento, a evacuação dos 17 pacientes vítimas do incêndio ocorrido em Bafatá para tratamento especializado no exterior, devido ao estado crítico de saúde em que se encontram.

Relativamente ao donativo recebido, Luísa  Nhaga  agradeceu o gesto da Farmácia Sónia, sublinhando que os medicamentos vão ajudar a colmatar a escassez que o hospital enfrenta no tratamento das vítimas.

“Agradecemos à Farmácia Sónia por este donativo que ajudará muito no tratamento, porque estamos a deparar com escassez de medicamentos devido ao número elevado de vítimas”, afirmou Luísa Sanca Nhaga.

Por sua vez, o porta-voz da Farmácia Sónia, Abdul Malik Kamara, disse que o apoio é um gesto de  solidariedade para  com as vítimas do incêndio internadas no Hospital Nacional Simão Mendes.

“É um gesto de solidariedade com as vítimas de queimaduras. A direção poderá deslocar-se à Bafatá para apoiar os doentes internados naquela cidade”, garantiu o porta-voz da Farmácia.


O incêndio, ocorrido na semana passada, em Bafatá foi considerado um dos mais graves dos últimos tempos, tendo provocado queimaduras em cerca de 163 pessoas , das quais duas morreram.
ANG/ÂC//SG


quarta-feira, 18 de fevereiro de 2026

Diplomacia/Enviado Especial da União Africana inicia visita oficial de dois dias à Guiné-Bissau

Bissau, 18 Fev 26 (ANG) - O Enviado Especial do Presidente da União Africana, Patrice Trovoada, chega esta quarta-feira a Bissau para uma visita oficial de dois dias, no âmbito das consultas em curso com as autoridades nacionais.


Segundo uma nota divulgada pelo Ministério dos Negócios Estrangeiros, Cooperação Internacional e das Comunidades, a visita, que decorre de 19 a 20 de Fevereiro, se enquadra nos esforços diplomáticos em resposta ao golpe militar de 26 de Dezembro, que interrompeu o processo eleitoral no país.

Durante a sua estada na capital guineense, o antigo Primeiro-ministro de São Tomé e Príncipe deverá reunir-se com altas entidades do Estado e diversas figuras da vida política nacional, em  busca de soluções que permitam o regresso à normalidade constitucional na Guiné-Bissau.

A visita do enviado especial da UA ocorre numa altura em que  Alto Comando Militar para a Restauração da Segurança Nacional e da Ordem Pública, liderado pelo Presidente de Transição, já anunciara eleições gerais para o próximo dia 06 de Dezembro . ANG/MI//SG

Regiões / Incêndio de Bafatá: PM leva apoio material e solidariedade às vitimas

 Bafatá, 18 Fev 2026 (ANG) – O Número de óbitos subiu para dois na sequência do incêndio ocorrido no passado dia 13 de Fevereiro, na cidade de Bafatá, após a confirmação terça-feira  de mais um caso pelas autoridades sanitárias.

A informação consta na página da Facebook do Ministério da Administração Territorial sobre o incêndio, de grandes proporções que  provocou  163 feridos, alguns com queimaduras graves, que continuam a receber tratamento médico, tanto no Hospital Regional de Bafatá como no Hospital Nacional Simão Mendes em Bissau.

Perante o agravamento do balanço das vítimas desse incêndio, o Primeiro-ministro, Ilídio Vieira Té, deslocou-se hoje à  cidade de Bafatá para , em pessoa, manifestar solidariedade às vítimas e  famílias enlutadas, bem como entregar apoio material do Governo.

Durante a visita, o Chefe do Governo reuniu-se com as autoridades locais, visitou o Comando da Polícia de Ordem Pública, os bombeiros, o local do incêndio e os feridos internados.

Foram igualmente entregues apoios imediatos, incluindo medicamentos, colchões, materiais para tratamento de queimaduras, produtos alimentares e materiais de escritório de acordo com as necessidades identificadas pelas estruturas de saúde.

Na ocasião, o Primeiro-ministro exigiu o apuramento de responsabilidades e anunciou o encerramento e a remoção de todos os contentores ilegais utilizados na revenda de combustíveis, reafirmando o compromisso do Governo com o reforço das medidas de segurança e a proteção das populações.

O Primeiro-ministro esteve acompanhado dos Ministros da Administração Territorial e Poder Local, Carlos Nelson Sanó, da Energia, do Interior e pelos seus conselheiros. ANG/JD//SG

 

  Brasil/Lula chega à Índia para reforçar aliança política e negociar novos acordos

Bissau, 18 Fev 26 (ANG) - O presidente Luiz Inácio Lula da Silva desembarca em Nova Délhi nesta quarta-feira (18), no início da tarde pelo horário local, com uma das maiores comitivas já enviadas a um país da Ásia, para uma de suas principais agendas internacionais do ano.

A viagem, preparada desde 2025, marca um novo patamar na relaçã
o bilateral.

Esta é a 20ª viagem internacional do presidente Lula neste seu terceiro mandato. Ele escolheu a Ásia para mostrar que o Brasil continua em busca de novos parceiros. A visita ocorre em um momento em que a Índia preside o Brics e que importantes alianças geopolíticas e econômicas vão remodelando as relações internacionais. De Nova Délhi, o presidente segue para a Coreia do Sul, onde realiza visita de Estado.

A etapa indiana será uma viagem com programação intensa, cheia de sinais políticos e com o anúncio de diversos acordos e parcerias em áreas estratégicas, que vão de medicamentos, vacinas e defesa a minerais críticos. Os dois países ainda devem discutir a expansão do acordo Índia-Mercosul, hoje limitado a uma pauta de 450 produtos para cada lado.

Antes da visita de Estado, que acontece nos dias 20 e 21,Lula participa da Cúpula sobre o Impacto da Inteligência Artificial(IA), organizada pelo primeiro-ministro indiano, Narendra Modi, que o convidou para discursar durante a plenária, após a abertura do evento, que ficará a cargo do anfitrião. 

O presidente ainda participa do Fórum Empresarial Brasil-Índia, organizado pela ApexBrasil,  onde grandes empresas indianas presentes no território brasileiro devem anunciar seus investimentos para os próximos quatro ou cinco anos. A comitiva tem dez ministros confirmados. Segundo o embaixador Alex Giacomelli da Silva, 300 empresas brasileiras participam do evento. 

Os compromissos de Lula na capital indiana incluirão um encontro bilateral com o primeiro-ministro Narendra Modi e um banquete oferecido em sua homenagem pela presidente indiana, Draupadi Murmu. De acordo com o Itamaraty, Lula e Modi irão trocar impressões sobre a conjuntura mundial, em particular os desafios ao multilateralismo e ao comércio internacional, assim como a necessidade de reformas abrangentes no Conselho de Segurança da ONU. Existe ainda a perspectiva de reuniões bilaterais entre Lula e outros chefes de Estado e de governo também presentes na Cúpula de Inteligência Artificial, entre eles o francês Emmanuel Macron.

A última vez em que Lula esteve na Índia foi em setembro de 2023, quando participou da Cúpula do G20. Em seus discursos, ele vai sinalizar que o Brasil deseja reduzir sua dependência dos Estados Unidos e da China e busca uma aproximação com nações com quem tem interesses comuns. Em sua participação na cúpula de IA, o líder brasileiro deixará isso claro, ao defender o multilateralismo e a inclusão digital dos países em desenvolvimento.

Para Renato Baumann, ex-diretor da Cepal e do Ipea, esta aproximação é estratégica tanto dos pontos de vista econômico quanto político, porque existe um "claro potencial de complementariedade" entre os dois países.

“Essa visita do Lula à Índia acontece no âmbito desse novo cenário geopolítico e geoeconômico pós-abril de 2025, com o tarifaço do Trump e as diversas medidas imprevisíveis. Isso acontece também num cenário em que vários analistas, como o britânico Vince Cable, em seu livro "Eclipsing the West”, chama a atenção para a probabilidade de que em mais uns 5, 10 anos a gente venha a ter um cenário internacional com três grandes potências: Estados Unidos China e Índia”, disse à RFI.

Baumann também destaca a importância da Índia como um dos principais mercados do mundo, que continua em franco crescimento e com quem o Brasil tem saldo comercial negativo.

“Em nome dos Brics, note que a Índia é o único dos cinco originais (Brasil, Rússia, Índia, China e África do Sul) com os quais o Brasil tem déficit. O Brasil tem superávit comercial com todos os demais, exceto com a Índia. A Índia tem crescido a taxas bastante elevadas e tem o bônus demográfico bastante pronunciado”, explica o economista.

Energia é pauta importante na relação bilateral. A Índia anunciou no ano passado que ampliará as compras de petróleo brasileiro, num esforço para reduzir a dependência de fornecedores como a Rússia, de onde provém grande parte da commodity que consome. A agenda, porém, não se limita ao setor energético: inclui também cooperação em defesa – com negociações para acordos técnicos na produção de equipamentos – e avanços na área tecnológica, especialmente em inteligência artificial.

As autoridades de ambos os lados estão explorando a cooperação no treinamento de modelos de IA para saúde e infraestrutura digital pública, visando aprimorar o alcance e a eficiência dos serviços públicos.

Na etapa sul-coreana da viagem, Lula será recebido pelo presidente sul-coreano, Lee Jae Myung, no dia 23, em visita de Estado. No topo da agenda estão negociações para a abertura do mercado sul-coreano para carnes bovinas brasileiras. As tratativas já duram quase duas décadas. Além disso, há interesse em setores de alta tecnologia, como semicondutores, e em outras áreas industriais consideradas estratégicas para o desenvolvimento e a reindustrialização do Brasil.

O presidente volta para Brasília no dia 24.ANG/RFI

Nigéria/ Conselho de Segurança condena ataque mortal no centro do país que provocou 160 vítimas mortais

Bissau, 18 Fev 26 8ANG)  - O Conselho de Segurança das Nações Unidas condenou na terça-feira, nos termos mais veementes, o "ataque terrorista hediondo e covarde" perpetrado no início de Fevereiro no estado de Kwara, no centro-oeste da Nigéria, exigindo que os seus autores sejam levados à justiça.

O ataque, que ocorreu em 3 de Fevereiro na vila de Woro, no norte do estado de Kwara, deixou mais de 160 mortos e vários feridos.

Em comunicado, membros do órgão executivo da ONU reafirmaram que o terrorismo, em todas as suas formas e manifestações, “constitui uma das ameaças mais graves à paz e à segurança internacionais”.

Eles enfatizaram a necessidade de levar à justiça os perpetradores, organizadores, financiadores e patrocinadores desses atos terroristas hediondos, ao mesmo tempo que instaram todos os estados a cooperarem ativamente com o governo nigeriano a esse respeito.

Para os Quinze, qualquer ato de terrorismo é criminoso e injustificável, independentemente dos motivos, do local, da hora ou do autor.

O secretário-geral da ONU, António Guterres, também condenou veementemente este ataque "terrorista" atribuído ao grupo Boko Haram. ANG/Faapa

    

 

Saúde Pública/ONG Enda Santé reúne parceiros para definição de estratégias de mobilização de financiamentos internos para o sector

Bissau, 18 Fev 26(ANG) – A ONG Enda Santé Guiné-Bissau e os seus parceiros, se reúnem hoje num Ateliê Nacional de Plaidoyer sobre a mobilização de recursos domésticos para o financiamento do sector de saúde no país.

Em decolações à imprensa, à margem da cerimónia de abertura do evento, a Directora Nacional da Enda Santé, disse que até o momento a Guiné-Bissau é um dos países do mundo com uma “forte dependência” do financiamento externo.

Katia Barreto informou que a maior parte dos recursos financeiros utilizada no sector de saúde provêm de apoios de outros países e parceiros internacionais.

“Os financiamentos do Estado para o sector de saúde do país nos anos 2018-2019 é de sete por cento e nos anos 2020-2021, caiu para três por cento”, disse, frisando que, pelos vistos ainda não se atingiu os 10 por cento de financiamento interno.

Aquela responsável acrescentou  que esse número demonstra que ainda o país depende em mais  de 90 por cento de financiamentos externos para o setor da saúde.

“Em várias ocasiões são as próprias famílias que assumem os custos de saúde de modo geral,  por isso temos as contribuições das famílias, parceiros e uma parte que vem do Estado”, sublinhou.

Katia Barreto afirmou que, o objectivo do Ateliê é justamente  reunir com os parceiros para análises das  origens dos recursos financeiros que são utilizados no sector de saúde, para se definir  estratégias capazes de  reduzir a dependência externa que  cada vez mais é reduzida.

“Se notarmos a partir do início de 2025, houve mudanças na administração dos Estados Unidos de América que é um dos maiores financiadores internacionais de questões ligadas a saúde. Se esses  financiamentos estão a reduzir é preciso  que a Guiné-Bissau encontra mecanismos para reduzir essa dependência de apoios externos.

O Ateliê Nacional de Plaidoyer sobre a mobilização de recursos domésticos para o financiamento do sector de saúde, com a duração de um dia, é organizado pela Enda Santé, conta com participação do Governo, através de Ministério de Saúde, das Finanças, e de  parceiros internacionais, organizações da Sociedade Civil e do Sector Privado.ANG/ÂC//SG

Regiões/ ASSOFIDEPA defende unir todos os filhos de Pandim para trabalharem para a qualidade de vida das populações locais

Cacheu, 18 Fev 26 – O Presidente da Associação dos Filhos e Descendentes de Pandim- (ASSOFIDEPA), defendeu recentemente que devem unir todos os filhos daquela tabanca para trabalharem para a qualidade de vida das populações locais.

Tena João Mendes, discursava no ato de sua investidura, e promete dar “muita atenção”às áreas sociais tais  como a saúde, educação, horticultura, emprego juvenil, abertura das estradas, saneamento básico, construção dos postos sanitários para atendimento das mulheres grávidas, preservação do meio ambiente e promoção da cultura manjaca.

Mendes prometeu unir todos os filhos de Pandim em torno do único objetivo de trabalhar para o bem comum das populações locais, na base de amor, fraternidade, solidariedade e sentido de pertença de Pandim rumo ao desenvolvimento local. ANG/AG/JD//SG



Regiões/Canchungo regista caso de agressão física durante festividades de Carnaval

Canchungo, 18 Fev 26 (ANG) – O Hospital Regional de Cacheu, em Canchungo, registou o caso de um jovem de 17 anos no Serviço de Urgência, vítima de agressão física, ocorrida durante as festividades de Carnaval na região.

Segundo o despacho do Correspondente da ANG para a região de Cacheu, a  informação foi confirmada pelo médico clínico-geral da unidade hospitalar, Etelson Joaquim Barbosa, que disse que  o jovem foi atingido com uma garrafa por um colega, na sequência de uma discussão relacionada com a disputa por um lugar para se sentar no Espaço JOMAV, onde decorria o Concurso de Carnaval.

A vítima sofreu  ferimentos na parte inferior da cabeça, que foi suturado com  17 pontos  e apresentava uma profundidade de quatro centímetros, e, apesar da gravidade do golpe, o jovem se encontra fora de perigo de vida.

Na sequência do incidente, o médico recomendou aos proprietários de estabelecimentos que promovem atividades noturnas a contratação de agentes policiais treinados para garantir a manutenção da ordem e da segurança durante os eventos.

Joaquim Barbosa apelou ainda aos jovens para evitarem o consumo excessivo de álcool e drogas, alertando para as possíveis consequências desse comportamento, sobretudo em ocasiões festivas.

O clínico exortou igualmente os pais e encarregados de educação a assumirem maior responsabilidade na orientação dos filhos, visando a promoção de uma convivência saudável e a salvaguarda do bem-estar social. ANG/AG/MI//SG

EUA/Trump descarta ação para derrubar regime, mas pede que Cuba “falida” conclua acordo com EUA

Bissau, 18 Fev 26 (ANG) - O presidente Donald Trump  segunda-feira (16) que Cuba é uma “nação falida” e pressionou Havana a concluir um acordo com os Estados Unidos.

Ele descartou uma operação para forçar a mudança do regime cubano, como ocorreu na Venezuela. A Espanha anunciou o envio de ajuda humanitária ao país, que enfrenta uma grave crise energética e económica agravada pela pressão norte-americana.

As declarações de Trump foram feitas a bordo do Air Force One. Questionado se os Estados Unidos derrubariam o governo de Cuba, como Washington fez ao capturar o presidente venezuelano Nicolás Maduro, ele respondeu que não acredita que “isso seja necessário”.

Cuba enfrenta uma crise energética severa desde o fim do fornecimento de petróleo pela Venezuela e também devido à pressão de Washington para impedir que outros países vendam combustível à ilha.

Trump admitiu que a escassez de petróleo representa “uma ameaça humanitária”.

O país, com 9,6 milhões de habitantes, deixou de receber petróleo de seu principal aliado após a queda de Maduro em uma ação militar norte-americana em Caracas em 3 de Janeiro. Havana acusa Washington de “asfixiar” a economia cubana, que está sob embargo dos EUA desde 1962.

Com o agravamento da falta de combustível e dos cortes de energia, o governo cubano anunciou medidas emergenciais, incluindo racionamento de gasolina, redução da jornada nas repartições públicas para quatro dias por semana, ampliação do teletrabalho e adoção de aulas universitárias à distância.

 

A Espanha anunciou  segunda-feira o envio de ajuda humanitária a Cuba. A entrega de alimentos e produtos sanitários de primeira necessidade será feita por intermédio da ONU, segundo o Ministério das Relações Exteriores espanhol, que não detalhou o cronograma nem o valor da assistência.

O anúncio ocorreu após uma reunião em Madri entre os chanceleres José Manuel Albares e Bruno Rodríguez. Eles discutiram a situação em Cuba após o endurecimento do embargo norte-americano. 

O presidente eleito do Chile, o ultradireitista José Antonio Kast, criticou a ajuda económica que o atual governo pretende enviar a Cuba. Ele afirmou que não concorda com o apoio a um governo que, segundo ele, mantém uma ditadura há mais de 60 anos e coloca o povo cubano em uma situação “degradada e desumana”. Kast fez as críticas em coletiva de imprensa na segunda-feira, no sul do Chile, após retornar de férias.

Kast, que assumirá o poder em 11 de março, acrescentou que "qualquer ajuda humanitária tem que passar, necessariamente, pela exigência de democracia, e isso eu não vi".

Na semana passada, o governo do presidente de esquerda Gabriel Boric anunciou que contribuiria com US$ 1 milhão para auxiliar a ilha, por meio do Fundo contra a Fome e a Pobreza da Agência de Cooperação Internacional para o Desenvolvimento do Unicef.

México, Espanha e Rússia também anunciaram apoio para ajudar Cuba a enfrentar a crise. ANG/RFI/AFP

EUA/Morre aos 84 anos pastor Jesse Jackson, ícone da luta pelos direitos civis

Bissau, 18 Fev 26 (ANG) - O pastor norte-americano Jesse Jackson, importante defensor dos direitos dos afro-americanos e aliado de Martin Luther King, morreu aos 84 anos, informou sua família em um comunicado divulgado nesta terça-feira (17).

“Seu compromisso inabalável com a justiça, a igualdade e os direitos humanos ajudou a moldar um movimento global pela liberdade e pela dignidade”, acrescentou a família.

Jesse Jackson morreu “em paz, cercado por seus familiares”, depois de uma longa batalha contra a doença de Parkinson, anunciou ainda sua família no Instagram.

“Incansável artesão da mudança, ele deu voz aos que não tinham voz [...] deixando uma marca indelével na história”, afirmou o comunicado.

Ele nasceu quando os Estados Unidos ainda eram marcados pela segregação racial e, durante sua vida, participou de episódios decisivos na luta pela igualdade de direitos no país.

O pastor estava em Memphis com Martin Luther King em 1968, quando o líder do movimento pelos direitos civis foi assassinado. Também estava entre a multidão que comemorava a vitória de Barack Obama em 2008. Em 2021, assistiu ao lado da família de George Floyd o veredito histórico que condenou o policial branco Derek Chauvin pelo assassinato do afro-americano.

Jackson ganhou notoriedade nos anos 1960 ao trabalhar sob a liderança de Martin Luther King na Southern Christian Leadership Conference, organização que defendia os direitos civis com base na não-violência. Depois, fundou seu próprio movimento, a Operation Push, hoje rebatizada Rainbow Push. A organização defende os direitos das minorias, incluindo o direito ao voto, além de prestar apoio financeiro a famílias negras em situação de vulnerabilidade e ajudar a custear os estudos de milhares de crianças.

 

Muito antes de Barack Obama, Jesse Jackson disputou as primárias democratas para as eleições presidenciais de 1984 e 1988. Foi o primeiro afro-americano a alcançar uma votação expressiva, obtendo 20% e 30% dos votos, respectivamente. “Meu eleitorado é formado pelos desesperados, os deserdados, os rejeitados, os desprezados”, declarou o pastor batista na convenção democrata de 1984.

Com essas duas campanhas, ampliou sua influência nacional e expandiu a agenda política do Partido Democrata para incluir mais diretamente as lutas dos afro-americanos.

Em 1988, marcou o debate com um discurso sobre o “ponto comum”, conclamando os americanos à união. “A ala esquerda, a ala direita [...] são necessárias duas asas para voar.” Criticando a política de Ronald Reagan, Jackson denunciou as desigualdades de um sistema que descreveu como um “Robin Hood às avessas”, que favorecia os mais ricos e abandonava os mais pobres.

Em 1992, pronunciou um discurso emocionante na Convenção Nacional Democrata para apoiar a candidatura de Bill Clinton. Ele convocou o partido a enfrentar os males sociais dos Estados Unidos.

“Nem todos nascem abastados, com uma colher de prata na boca e sapatinhos de cetim nos pés. Alguns de nós nascem desamparados, sem esperança, sem chance alguma, abandonados, negligenciados, sem teto, órfãos com dentes estragados, vesgos sem ilusões, feridos além do que se pode medir. Mas alguém precisa reconhecer sua grandeza. Não podemos abandoná-los, mas devemos ira até eles. Agora! Amando-os, cuidando deles. Democratas, é esse o caminho. Venceremos. Merecemos vencer. Ergam-se. Não desistam!”, afirmou.

O discurso foi concluído com o slogan: “Mantenham a esperança viva!”. A convenção terminaria com a adoção de uma plataforma que incluía a promessa de ampliar a cobertura de saúde.

Sua carreira também foi marcada por polémicas, como o uso de um termo antissemita para se referir a Nova York em 1984, ou seu apoio a Michael Jackson durante o julgamento do músico por abuso sexual de menor em 2005.

O pastor também atuou como mediador e enviado especial em diversos conflitos internacionais importantes. Em 1983, na Síria, negociou com sucesso a libertação de um piloto da Marinha dos EUA detido no país. Em 1990, no Iraque, pouco antes da Guerra do Golfo, pediu diretamente a Saddam Hussein a libertação de dezenas de reféns americanos.

A partir de 1993, atuou como emissário do presidente Bill Clinton para assuntos africanos, visitando Quénia, Zâmbia, Libéria, Guiné, Serra Leoa, Gana e Nigéria, promovendo o processo democrático, o diálogo e a reconciliação — pilares essenciais para a paz e o desenvolvimento. Em 1999, após se reunir com o presidente iugoslavo Slobodan Milosevic, contribuiu para a libertação de três prisioneiros de guerra americanos.

Ferrenho opositor do apartheid na África do Sul, esteve presente no centenário do Congresso Nacional Africano “Podemos nos orgulhar do ANC. Mas há desafios. Um deles é que o apartheid não acabou. Eliminamos o apartheid humilhante baseado na cor da pele, mas não o das terras, das minas, dos bancos, das fábricas, das infraestruturas. Há liberdade na África do Sul, mas não há igualdade. Esse será o próximo desafio, e estou certo de que a África do Sul será capaz de enfrentá-lo”, declarou. ANG/RFI/AFP