Comunicação Social/SINJOTECS e RDDH recomendam a classe a pratica de um “jornalismo responsável”
Bissau, 25 Mai 26 (ANG) – O
Sindicato de Jornalistas e Técnicos da Comunicação Social (SINJOTECS) e a Rede dos Defensores dos Direitos Humanos
(RDDH), recomendaram sábado, a prática
de um Jornalismo responsável no país.
A recomendação foi feita no âmbito de um seminário de “Reflexão sobre a Importância do Jornalismo de Investigação no Combate à Corrupção", realizado em Bissau.
As duas entidades recomendaram ainda o
fortalecimento da ética profissional, promoção de formações contínuas para os
jornalistas, criação de mecanismos de
proteção das fontes .
Ao discursar na cerimónia de
abertura do referido seminário, a Presidente do SINJOTECS Indira Correia Baldé,
disse que o papel de um jornalista é
estar sempre no local dos acontecimentos, para melhor apurar os factos.
Indira Balde ainda pede mais
concentração dos profissionais da imprensa na luta contra a corrupção.
Para Baldé a melhor forma de lutar contra esse flagelo é trazer
à luz um trabalho investigativo sobre os atos de corrupção, para que o povo
conheça a verdadeira identidade destas pessoas.
“Trazer a luz do dia a
verdade que estes indivíduos não querem que sejam reveladas, não é um trabalho
fácil para qualquer jornalista, mas muitos trabalhos do género feitos pelos
jornalistas de investigação tiveram impactos além fronteiras”, destacou a
Presidente do SINJOTECS.
Para o Coordenador Nacional da
Rede dos Defensores dos Direitos Humanos (RDDH) Vitorino Indeque, a corrupção é
uma das maiores ameaças ao desenvolvimento sustentável.
“A justiça social é a
confiança dos cidadãos nas instituições, porque enfraquece o Estado de Direito
e perpetua desigualdades. Por isso, o jornalismo de investigação é uma
ferramenta poderosa, capaz de expor, denunciar e pressionar por mudanças”,
defendeu Indeque.
Acrescentou que a Guiné-Bissau é um país onde os desafios
institucionais são grandes, sendo assim, o jornalismo de investigação torna-se
ainda mais essencial, porque protege o
interesse público e contribui para a construção de uma cultura de integridade.
O seminário teve a duração de um dia, e nele foram
debatidos os temas: “Papel do Jornalismo Investigativo na denúncia de práticas
Ilícitas e na promoção da prestação de contas”; “Dilemas Éticos, como usar
Fontes Anónimas”; Respeito à Privacidade e Impacto Social das Investigações"; "Medidas
e práticas para Defensores dos Direitos Humanos em risco, Manual de Segurança
da FrontLine Defender”.ANG/LLA/ÂC//SG

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