EUA/ Governo pede apoio da China para ampliar pressão económica sobre o Irã
Bissau, 21 Ago 26 (ANG) - Os Estados Unidos exigiram quinta-feira (20) que seus aliados e a China se juntem à nova campanha do presidente Donald Trump para isolar a economia iraniana, com o objetivo de provocar "o colapso" do governo de Teerã.
O bloqueio do estreito de Ormuz pelas forças iranianas
e a impopularidade da guerra no cenário político norte-americano estão no
centro das ações do republicano.
As
declarações recentes do secretário do Tesouro, Scott Bessent, ressaltam como
Trump está passando de exercer pressão militar para exercer pressão económica
sobre Teerã, enquanto sua impopular guerra se aproxima dos seis meses. Em
entrevista ao canal CNBC, ele destacou essa Mudança de estratégia do presidente
norte-americano.
"Vai funcionar no Irã e vai fazer o
regime entrar em colapso. Será a maior operação de isolamento económico
coordenado da história mundial", prometeu Bessent, lançando um alerta aos
aliados: "(Estão) connosco ou contra nós".
Perguntado se os Estados Unidos
pressionariam a China, o secretário do Tesouro norte-americano afirmou que
"é melhor ter muitas conversas em privado", mas incentivou Pequim a
"se juntar ao plano".
Diante da nova abordagem, é menos
provável que os EUA voltem a realizar operações militares de grande escala
contra o Irã, explicou Bessent. "Se estamos aplicando a máxima pressão
económica, isso significa que provavelmente não haverá uma retomada da guerra
em grande escala, mas enfatizo que isso é por enquanto", declarou.
Teerã
mantém o estratégico Estreito de Ormuz praticamente fechado, enquanto
Washington persiste com um bloqueio naval ao Irã.
Na quarta-feira (19), em mensagem
publicada na rede Truth Social, Trump anunciou que a "operação económica"
contra o Irã seria "avassaladora".
O chefe
da Casa Branca disse ainda que "qualquer país que permita que suas
instituições financeiras, empresas, aeroportos ou entidades governamentais
ofereçam qualquer tipo de salvação ao Irã enfrentará tremendas consequências
financeiras". Teerã, por sua vez,acusou os Estados Unidos de “terrorismo
económico”.
"Sem dúvida, as sanções dos EUA
contra o Irã, que atacam os direitos humanos fundamentais de cada cidadão
iraniano, constituem um caso de 'terrorismo económico' e de 'crimes contra a
humanidade'", declarou o Ministério das Relações Exteriores do país.
O comunicado, divulgado pela imprensa
estatal, acrescenta que os responsáveis por “essa política merecem ser julgados
e punidos por cometer crimes tão atrozes". ANG/RFI

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