sexta-feira, 30 de outubro de 2026


Educação
/ Primeiro-ministro destaca importância de “kits escolares” para  crianças vulneráveis 

Bissau, 30 Out 26 (ANG) - O Primeiro-ministro de Transição, Ilídio Vieira Té disse hoje que a  entrega de kits escolares às crianças vulneráveis representa um gesto de grande importância para a garantia do acesso à educação e criação de  melhores condições de aprendizagem no país.

 Vieira Té falava  na cerimónia de entrega de 4 000 kits escolares, doados pelo Banco Oeste Africano de Desenvolvimento (BOAD) sob o lema " Proteger a Criança é Investir no Futuro da Guiné-Bissau" .

Disse  que os kits constituídos por mochilas, cadernos, livros, lápis e outros artigos escolares, vão permitir que as crianças tenham condições mais dignas para frequentar as aulas.

Na ocasião, apelou ao ministro da Educação para garantir que os kits cheguem efetivamente aos beneficiários, sobretudo às crianças  de famílias sem condições financeiras para adquirir materiais escolares.

Ilídio Vieira Té advertiu contra a eventual comercialização dos materiais doados no mercado de Bandim, e anunciou  o acompanhamento permanente da distribuição por uma comissão que deverá integrar elementos da Polícia Judiciária e do Ministério Público.

O Primeiro-ministro defendeu que a educação deve constituir uma das prioridades da governação, tendo em conta  que as crianças de hoje serão os futuros dirigentes do país pelo que devem devem ter oportunidades iguais de acesso ao ensino.

O chefe do Governo disse que o Governo pretende orientar as suas ações para setores essenciais, nomeadamente infraestruturas, energia, saúde, educação e agricultura, sublinhando a necessidade de a Guiné-Bissau reforçar a sua capacidade de desenvolvimento.

Vieira Té destacou a importância da cooperação com parceiros internacionais, reconhecendo o apoio do BOAD à Guiné-Bissau através da doação desses kits escolares.

Ilídio Vieira Té reiterou   que 15 por cento do  Orçamento Geral do Estado para 2027 deverá ser afectado ao  Ministério da Educação, com o objetivo de melhorar as condições das escolas e proporcionar ambientes adequados de aprendizagem.

O chefe do Governo anunciou também a previsão de entrega de 20 mil carteiras escolares ao Ministério da Educação, para posterior distribuição pelas escolas que apresentam maiores necessidades.

No domínio da agricultura, anunciou a disponibilização de máquinas de descasque de castanha de caju, defendendo que o país deve apostar na transformação local dos produtos agrícolas, em vez de continuar a exportá-los em bruto.

Por seu turno, o ministro da Educação, Ensino Superior e Investigação Científica, Barros Bacar Bandjai, considerou que a entrega de kits escolares às crianças em situação de vulnerabilidade constitui um investimento no capital humano, na igualdade de oportunidades e na formação de futuras gerações da Guiné-Bissau.

Bacar Banjai agradeceu a Fundação BOAD pela solidariedade, sublinhando que, apesar de parecer um gesto simples, a oferta de um kit escolar representa para uma criança vulnerável, uma oportunidade de aprendizagem, um incentivo à educação e uma mensagem de esperança.

Disse que muitas crianças guineenses continuam a enfrentar dificuldades para aceder e permanecer na escola, devido as limitações económicas das famílias, a insuficiência de materiais didáticos e  outras barreiras que condicionam o seu percurso educativo.

Aquele responsável manifestou  o desejo de  a parceria entre o Governo e a Fundação BOAD seja consolidada e alargada à outras iniciativas, nomeadamente nos domínios da reabilitação das infraestruturas escolares, formação de professores, educação de raparigas e inclusão das crianças mais vulneráveis.

Banjai reafirmou o compromisso do Governo de promover uma escola mais inclusiva, acessível e de qualidade, capaz de garantir oportunidades de aprendizagem à todas as crianças, independentemente da sua condição económica, género ou localização geográfica.

O governante defendeu igualmente o reforço da colaboração entre o Estado, as famílias, os professores, as comunidades e os parceiros de desenvolvimento, sublinhando que a educação não deve ser considerada uma responsabilidade exclusiva do Governo, mas sim um compromisso coletivo e nacional.

"Educar uma criança é transformar uma vida. Educar uma geração é transformar uma nação”, afirmou, reiterando que não haverá desenvolvimento sustentável sem educação de qualidade e investimento contínuo nas novas gerações.

A cerimónia ficou marcada pelo reconhecimento da contribuição da Fundação BOAD e dos parceiros envolvidos na realização prática da iniciativa, considerada um passo importante para reforçar a cooperação em benefício da educação e das crianças em situação de vulnerabilidade na Guiné-Bissau. ANG/MI/ÂC//SG

Educação/ Fundação BOAD doa 4.000 kits para apoiar a escolarização de crianças na Guiné-Bissau

Bissau, 30 Out 26 (ANG) - A Fundação do Banco Oeste Africano de Desenvolvimento (BOAD) disponibilizou cerca de 4.000 kits escolares, avaliados em aproximadamente 30 milhões de francos CFA, destinados a apoiar a escolarização de crianças em situação de vulnerabilidade na Guiné-Bissau, no  ano lectivo 2026/2027.

No ato de entrega de kits escolares, que decorreu  sob o lema " Proteger a Criança é Investir no Futuro da Guiné-Bissau", o Diretor-geral desta fundação Amara Kouyaté explicou que a iniciativa visa contribuir para a redução das dificuldades enfrentadas pelas famílias vulneráveis e garantir melhores condições de acesso e permanência das crianças no sistema educativo.

Segundo aquele responsável, os cerca de 4.000 kits escolares serão distribuídos aos alunos do ensino primário, em diferentes localidades do país, com particular atenção às raparigas em risco de abandono escolar precoce, às crianças órfãs e as que vivem nas zonas rurais.

Amara Kouyaté sublinhou que investir na educação significa formar cidadãos responsáveis, consolidar as nações e proporcionar à crianças oportunidades para desenvolverem as suas capacidades e contribuírem para o progresso dos seus países.

Acrescentou que a iniciativa representa o compromisso da Fundação BOAD com a promoção de uma educação inclusiva e equitativa, defendendo que as dificuldades económicas das famílias não devem comprometer o futuro escolar das crianças.

Koyaté agradeceu ao Governo da Guiné-Bissau, particularmente ao Primeiro-ministro pela colaboração e pelo envolvimento na concretização da iniciativa, destacando igualmente o contributo dos serviços ligados à educação, das instituições escolares, dos professores, das comunidades educativas e da missão residente do BOAD no país.

Dirigindo-se aos alunos beneficiários, o representante da Fundação BOAD afirmou que os materiais escolares disponibilizados representam mais do que simples instrumentos de aprendizagem, constituindo uma demonstração de confiança nas capacidades e no futuro das crianças.

Apelou  aos pais, professores e às comunidades educativas para acompanharem os alunos ao longo do ano lectivo, incentivando-os a estudar e a superar as dificuldades.

Citando Amílcar Cabral, o fundador da nacionalidade guineense, referiu:”
as crianças são as flores da nossa luta e a razão principal do nosso combate”.

Disse que a  Fundação BOAD reafirma com essa doação o seu compromisso de transformar a solidariedade em oportunidades duradouras, contribuindo para melhorar as condições de aprendizagem e as perspectivas de futuro das crianças guineenses.ANG/MI/ÂC//SG

Política /Primeiro-ministro manifesta solidariedade à Espanha na sequência de tragédia ferroviária

Bissau, 30 Out 26 (ANG) – O Primeiro-ministro de Transição Ilídio Vieira Té apresentou condolências ao Governo e ao povo do Reino de Espanha, na sequência de uma colisão entre dois comboios de alta velocidade naquele país, provocando 69 mortos e dezenas de feridos.

Numa mensagem oficial, partilhada hoje à imprensa pelo Gabinete de Assessoria de Imprensa e Comunicação do Primeiro-ministro, o chefe do governo guineenses manifestou a sua “profunda consternação” perante a dimensão da tragédia, expressando a solidariedade da Guiné-Bissau às autoridades espanholas e às famílias das vítimas.

Ilídio Vieira Té sublinhou que o Executivo guineense acompanha com preocupação e sentimento de solidariedade os acontecimentos que mergulharam a Espanhola num momento de profunda tristeza e luto.

¨Neste momento de grande tristeza que abala a nação espanhola, o governo da Guiné-Bissau, atento à excelência das relações entre a Guiné-Bissau e o Reino de Espanha, manifesta a sua plena solidariedade ao povo e  Governo de Espanha¨, refere  na mensagem.

Por outro lado, o chefe do Governo apresentou as suas “mais sinceras condolências” às famílias enlutadas e desejou rápidas melhorias e plena recuperação à todos os feridos.

Na mensagem, o primeiro-ministro associa o Governo e  povo guineenses ao luto nacional espanhol, transmitindo uma expressão de fraternidade, proximidade e solidariedade humana para com todas as famílias atingidas pela tragédia.

ANG/LPG//SG

 

 

Reconhecimento/”Atribuição do nome de Serifo Nhamadjo à uma Rua de Mansabá, representa um “marco indelével”, na história daquela cidade”, diz José Carlos Macedo

Bissau, 30 Out 26(ANG) – O cidadão José Carlos Macedo Monteiro,  filho do sector de Mansaba, região de Oio, norte do país, considerou de  “marco indelével”, a atribuição do nome de Manuel Serifo Nhamadjo, à principal artéria de circulação daquela cidade.

“Hoje  é o dia mais feliz na minha vida,  quando soube da notícia de que o Governo da Guiné-Bissau liderado por Ilídio Vieira Té, atribuiu, pela primeira vez, o  nome de Serifo Nhamadjo à uma Rua do sector de Mansabá”, disse José Carlos Macedo Monteiro ,atual Diretor-geral dos Serviços de Migração e Fronteiras em entrevista exclusiva concedida hoje à ANG.

Disse que  esta decisão que considera “sábia”, dá-lhe para perceber que, afinal o Governo está a preocupar-se com um  sector chamado Mansabá, tendo por isso agradecido ao Chefe do Governo e o Presidente da República, porque de facto pela primeira vez, “reconhecem que  este sector merece algo”.

O Conselho de Ministros, reunido na Sessão Ordinária do dia 27 do corrente mês , aprovou a proposta de atribuição do nome “Avenida Manuel Serifo Nhamadjo” à principal artéria de circulação localizada na entrada e saída da cidade de Mansabá, Região de Oio, norte do país.

A medida, de acordo com o comunicado do Conselho de Ministros,  representa uma homenagem ao antigo Presidente de Transição Manuel Serifo Nhamadjo, dando o seu nome a uma das principais vias de acesso à cidade.

José Carlos Macedo, ex-
deputado da Nação
 disse que Manuel Serifo Nhamadjo merecia mais do que este reconhecimento, frisando contudo que já é um sinal forte do Governo.

“O Serifo Nhamadjo fez muitas coisas para o sector de Mansabá, no exercício de várias funções. Iniciou no Fundo Rodoviário, Deputado da Nação, até ao Presidente da República de Transição”, salientou.

Acrescentou  que no domínio do  desporto, foi o Serifo Nhamadjo quem fez com o sector de Mansabá fosse conhecido, acrescentando que, não obstante não fazer parte dos fundadores do FC de Mansabá.

Disse que, nenhum filho do sector de Mansaba pode pagar o Serifo Nhamadjo pelo o que fez para Mansabá, porque sempre disponibilizou tudo o que tinha para o Clube .

“Enquanto Cabeça de Lista, a candidatura para o cargo de deputado, sempre ganhou naquele circulo, em todas as eleições em que participou. Serifo construiu escolas em  várias povoações de Mansabá, dentre as quais a de Mambonco, de forma a diminuir o sofrimento do povo Oinca, sublinhou.

José Carlos Macedo disse que Serifo Nhamadjo deu emprego à muitos filhos de Mansabá, quando era Director-geral do Fundo Rodoviário, para além de construção de muitas  Igrejas.

Perguntado sobre o momento mais alto que sentiu na sua convivência com Manuel Serifo Nmadjo, afirmou que, foi sem dúvida quando este foi nomeado Presidente da República de Transição, tendo em conta que é o primeiro filho de Mansabá a conseguir atingir esse patamar.

“Por isso, peço a Deus para que todos os filhos de Mansabá, seguissem a obra de Serifo Nhamadjo e agradeço ao  Presidente  da República e o Primeiro-Ministro pela coragem que tiveram de atribuir o nome de Serifo Nhamadjo a principal artéria de Mansabá”, salientou Macedo.ANG/ÂC//SG

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

Regiões/ AFAMA pede água potável ao Governo de Transição para sector de Mansabá  

Bissau, 30 Out 26 (ANG) – A Associação dos Filhos e Amigos de Mansabá (AFAMA) na pessoa do seu representante da Juventude e da Comunidade solicitou hoje água potável ao Governo de Transição para a população do setor de Mansabá. 

Demba Seidi, reagia, em declarações à imprensa,  sobre a aprovação na reunião do Conselho de Ministros da iniciativa de baptizar a Avenida Principal de Mansabá com o nome do falecido Presidente da República, Manuel Serifo Nhamadjo.

Seidi considerou a decisão governamental de   ato de justiça e diz que o ex-presidente da República merece essa homenagem.

Contou  que Serifo Nhamadjo possibilitou aos jovens do setor de Mansabá a obtenção de bolsas de estudos, além de unir muitas pessoas que estão na diáspora para o projeto de desenvolvimento do setor .  

Questionado  se a iniciativa da Mansabá (AFAMA) foi reconhecida por toda a comunidade respondeu que sim, e diz que tudo aconteceu depois de a AFAMA ter laborado e submetido o projeto à comunidade e foi aceite.

Demba Seide disse que um dos maiores problemas que o sector enfrenta é a precariedade  das estradas que ligam as tabancas e revelou que já está em curso a reabilitação da estrada que liga Mansabá a Gã Mamudo. 

Referiu que antes, para as raparigas irem á escola era um grande problema no setor, mas que felizmente neste momento  muitas meninas já frequentam as escolas, desde ensino básico até o terceiro ciclo.

“Em relação a segurança neste momento não temos esquadra de polícia, o que tínhamos caiu há mais de uma década e o espaço contínua vazio. O centro de saúde que temos atualmente não está a responder ao número da população atual do sector. Precisamos de um centro de maior dimensão e de infraestruturas desportivas, pois só temos campos de futebol, “ disse Demba Seidi.

Por sua vez, o porta-voz da comunidade Daniel Lopes agradeceu ao governo de Transição pela aprovação da iniciativa dos populares de baptizar a Avenida Principal do setor de Mansabá com o nome do falecido Presidente da República Manuel Serifo Nhamadjo, no Conselho de Ministros de 27 de Outubro deste ano.

Os familiares de Serifo Nhamadjo agradeceram ao Governo através de uma carta .

Na carta os familiares lembraram que o gesto e carinho não só honram a história de um filho da terra que serviu a Nação, como também fortalece os laços de união, fraternidade e preservação da memória coletiva da  comunidade.

O troço entre Mansôa e Farim, com 55 km de extensão, cujo o lançamento da primeira pedra ocorreu  em 15 de Outubro de 2012,foi inaugurado  a 17 de Janeiro de 2014 por Manuel Serifo Nhamadjo. ANG/JD//SG


Comunicação Social / ¨A Pobreza, precariedade laboral e censura colocam jornalismo africano em crise¨, revela relatório da FAJ

Bissau, 30 Out 26 (ANG) – Um novo relatório da Federação dos Jornalistas Africanos (FAJ) revelou  que o jornalismo  em África atravessa uma profunda crise, marcada por baixos salários, precariedade laboral, ameaças à segurança dos profissionais e restrições à liberdade de imprensa,  restringi o que o público pode saber.

A revelação consta num relatório da organização africana de jornalistas, à que a ANG  teve aceso hoje,  intitulado «Jornalismo sob cerco: condições de trabalho péssimas e o declínio da liberdade de imprensa em África», é o primeiro continental liderado por jornalista, reunindo dados sobre as condições de trabalho dos jornalistas, os direitos laborais, a segurança e a liberdade de imprensa.

O documento foi elaborado com base nas respostas de 1.586 jornalistas de 45 países das cinco regiões do continente, através de um inquérito realizado pela FAJ, com o apoio do Programa Multidoadores da UNESCO sobre Liberdade de Expressão e Segurança dos Jornalistas.

De acordo com os resultados, 61% dos jornalistas inquiridos afirmaram que os  seus rendimentos provenientes da profissão não  satisfazem  as suas  necessidades básicas, enquanto apenas 4% consideraram que os seus salários cobrem adequadamente as despesas essenciais.

Segundo o relatório,  58 por cento enfrentaram atrasos no pagamento dos salários, 62 por cento  trabalhavam sem contratos escritos e 71 por cento  não beneficiam de proteção social.

Os freelancers representam 29 por cento dos inqueridos, enquanto os colaboradores e correspondentes em mais 18 por cento de metade dos inqueridos e 53 por centos tinham entre 18 e os 34 anos.

No domínio da segurança, 65% dos profissionais afirmaram ter sofrido ameaças ou intimidações relacionadas com o exercício da profissão nos últimos três anos.

Apenas 17% disseram sentir-se sempre seguros durante o trabalho, enquanto 55% raramente ou nunca se sentiam protegidos.

O documento refere ainda que pelo menos 18 jornalistas e profissionais dos meios de comunicação social foram mortos em África, em 2025, durante o exercício da sua atividade.

O relatório destaca igualmente o impacto da censura e da interferência política no trabalho jornalístico.

Cerca de 84% dos inquiridos admitiram praticar autocensura frequentemente ou ocasionalmente, enquanto 69% afirmaram ter evitado abordar determinadas matérias devido a ameaças.

Entre as principais ameaças identificados pelos jornalistas, constam  à liberdade de imprensa, a interferência política, com 29 por cento, a violência contra os profissionais da comunicação social com 22 por cento, e as leis restritas com 18 por cento.

Relativamente às violações registadas, 68 por cento  apontaram a interferência política, 61 por cento os obstáculos ao acesso à informação, 57% a censura, 49% a intimidação jurídica e 23% os bloqueios da Internet que prejudicaram a cobertura jornalística.

O relatório da FAJ indica que apenas 6% consideraram que  a liberdade de imprensa existe nos seus países, enquanto 65% a classificaram como restrita ou altamente restrita.

A dimensão digital constitui outra preocupação identificada no documento. Segundo o inquérito, 36% dos jornalistas sofreram assédio online relacionado com a profissão, 26% foram vítimas de vigilância digital, 24% enfrentaram abusos sexuais online e 21% registaram tentativas de pirataria informática.

 Apesar destes riscos, 63% afirmaram nunca ter recebido formação em segurança digital.

O documento chama  a atenção para os riscos adicionais enfrentadas pelas mulheres jornalistas. Mais de três quartos dos participantes, correspondentes a 76%, reconheceram que as profissionais enfrentam situações de assédio sexual, violência de género online, desigualdade salarial, discriminação no local de trabalho e exclusão de cargos de liderança.

No que diz respeito ao bem-estar dos profissionais, a insegurança financeira, de acordo com relatório,  foi identificada como a principal fonte de stress, com 38%, seguida do medo de ataques, com 24%.

O relatório indica ainda que 72% dos jornalistas trabalham em órgãos de comunicação social que não disponibilizam apoio psicológico ou serviços de aconselhamento, enquanto 44% relataram sofrer frequentemente de esgotamento profissional. Outros 47% admitiram já ter considerado abandonar o jornalismo.

Perante este cenário, o presidente da FAJ, Omar Faruk Osman, considera que os resultados revelam que a profissão está em profunda crise, na qual os jornalistas são chamados a informar a sociedade enquanto enfrentam dificuldades para garantir a própria sobrevivência e exercer livremente as suas funções.

Omar Faruk Osman defendeu a adoção de medidas urgentes por parte dos governos, das empresas de comunicação social e das instituições relevantes, incluindo salários justos, contratos de trabalho escritos, proteção social e melhores condições de segurança.

o presidente da  FAJ apelou igualmente à investigação dos ataques contra jornalistas, ao combate à impunidade, à revisão de leis utilizadas para intimidar profissionais, ao respeito pela independência editorial e ao reforço dos mecanismos de proteção, incluindo medidas específicas para garantir a segurança das mulheres jornalistas. ANG/LPG//SG

Côte D`Ivoire/Alassane Ouattara defende maior transformação local das economias em desenvolvimento

Bissau, 30 Out 26 (ANG) – O presidente da Costa do Marfim, Alassane Ouattara, defendeu na quinta-feira, em Genebra, um sistema de comércio internacional mais justo e inclusivo, que permita aos países em desenvolvimento ir além da exportação de matérias-primas e investir mais em transformação industrial, inovação e criação de valor.

Em seu discurso na oitava Conferência Presidencial da Organização Mundial do Comércio (OMC), na sede da instituição, o chefe de Estado enfatizou que o comércio e o investimento devem contribuir mais para a criação de empregos, o crescimento econômico e a redução da pobreza.

Alassane Ouattara apresentou, em particular, a "reglobalização" como uma oportunidade para as economias em desenvolvimento diversificarem suas atividades e assumirem um lugar mais importante nas cadeias de valor globais, para além de sua especialização tradicional na exportação de produtos primários.

Para ele, essa ambição exige investimentos em infraestrutura, desenvolvimento de competências, melhor acesso a financiamento e transferência de tecnologia. Pressupõe também políticas públicas coerentes, cooperação internacional reforçada e regras comerciais que permitam aos países mais vulneráveis ​​beneficiarem-se melhor do comércio global.

O presidente da Costa do Marfim ilustrou seu argumento com a experiência do país, que registou um crescimento económico médio de 7% entre 2012 e 2025, apesar de choques como a pandemia de Covid-19. Esse desenvolvimento foi acompanhado por um aumento no comércio, uma diversificação gradual dos mercados e um fortalecimento da capacidade produtiva.

Alassane Ouattara também destacou a integração económica africana, particularmente por meio da Área de Livre Comércio Continental Africana (AfCFTA), como uma alavanca para expandir os mercados, facilitar o comércio e desenvolver cadeias de valor regionais.

A Diretora-Geral da OMC, Ngozi Okonjo-Iweala, por sua vez, observou as incertezas e a fragmentação que afetam atualmente o sistema de comércio global, ao mesmo tempo que destacou as oportunidades disponíveis para as economias africanas fazerem do comércio um motor de crescimento e criação de empregos. Ela apelou a reformas nacionais e internacionais para permitir que os países aproveitem essas oportunidades.

Esta conferência foi realizada à margem da Revisão Global da Ajuda ao Comércio, que ocorreu nos dias 29 e 30 de Outubro de 2026 em Genebra. Este encontro internacional teve como objetivo principal avaliar o progresso alcançado nos últimos vinte anos e examinar formas de fortalecer as parcerias em apoio às economias em desenvolvimento, por meio da diversificação das cadeias de valor, da facilitação do comércio e do desenvolvimento do comércio digital. ANG/Faapa

 

Rússia/III Cúpula Rússia-África encerra com adopção de declaração final que reafirma desejo de consolidar parceria “mutuamente benéfica e multifacetada”

Bissau, 30 Out 26 (ANG) - A terceira cúpula Rússia-África, que terminou na quinta-feira em Moscou, adotou uma declaração final que reafirma a vontade de ambas as partes de consolidar uma parceria "mutuamente benéfica, igualitária e multifacetada", definindo as principais áreas de cooperação política, de segurança, económica e científica para os próximos anos.

Este documento, endossado pelos líderes dos Estados africanos reconhecidos pelas Nações Unidas (ONU), pela liderança da União Africana (UA) e pelos chefes das principais organizações africanas de integração regional, dá seguimento às declarações adotadas nas duas cúpulas anteriores, realizadas em Sochi, em 2019, e em São Petersburgo, em 2023.

A declaração sublinha a vontade de Moscovo e dos países africanos de contribuírem para o surgimento de uma ordem mundial multipolar "justa, equilibrada e equitativa", baseada, em particular, nos princípios da soberania estatal, da igualdade soberana e da não interferência nos assuntos internos.

Os signatários reafirmam também o seu compromisso com os objetivos e princípios da Carta das Nações Unidas e com o reforço do papel central da Organização nas relações internacionais.

Na frente da segurança, a declaração defende o fortalecimento da cooperação no combate ao terrorismo, ao extremismo, ao crime organizado transnacional, ao tráfico de drogas e à pirataria marítima. Enfatiza também a continuidade dos esforços para a resolução pacífica dos conflitos no continente, em conformidade com o princípio de "soluções africanas para problemas africanos".

As duas partes também estão considerando a criação, no âmbito do Fórum de Parceria Rússia-África, de um mecanismo permanente de diálogo de alto nível dedicado, em particular, ao combate ao terrorismo e ao extremismo, bem como a questões de segurança alimentar e da informação.

A cooperação económica ocupa um lugar de destaque na declaração, que apela para o aumento e a diversificação do comércio e do investimento, a facilitação das exportações africanas de produtos com valor agregado e o desenvolvimento das cadeias de produção e abastecimento. O documento também enfatiza a cooperação financeira, industrial, agrícola e logística, bem como o estabelecimento de mecanismos de pagamento confiáveis ​​e sustentáveis.

Os signatários também pretendem fortalecer a sua cooperação no setor energético, tendo em conta as prioridades de desenvolvimento nacional e a diversidade de recursos disponíveis. O texto menciona especificamente o gás natural, a energia nuclear, as energias renováveis ​​e o hidrogénio, enfatizando a importância de facilitar o acesso a energia acessível e fiável em todo o continente africano.

As matérias-primas estratégicas constituem outra área de cooperação, com ênfase no processamento local de recursos minerais, na transferência de tecnologia, na capacitação profissional e no desenvolvimento de cadeias de valor que permitam aos países produtores beneficiarem-se mais dos seus recursos.

A declaração prevê ainda o desenvolvimento de parcerias nas áreas de transportes, infraestruturas, tecnologias digitais e inteligência artificial, bem como o reforço dos intercâmbios em educação, investigação científica, saúde, cultura, desporto e turismo.

De acordo com o documento final de 101 pontos, os signatários reafirmam seu compromisso com iniciativas conjuntas em proteção ambiental, adaptação às mudanças climáticas, gestão de recursos hídricos e desenvolvimento da economia azul, levando em consideração as especificidades e prioridades dos países africanos.

A declaração também saúda os resultados do Plano de Ação do Fórum de Parceria Rússia-África para 2023-2026 e expressa a vontade de ambas as partes em garantir a implementação do novo plano que abrange o período de 2027-2029.

Os trabalhos da 3ª Cúpula Rússia-África e do Fórum Económico e Humanitário correlato ocorreram nos dias 28 e 29 de Outubro em Moscou, com a participação de representantes de países africanos membros das Nações Unidas. ANG/Faapa

 

Rússia/Putin pede aumento do comércio e dos investimentos entre Rússia e países africanos

Bissau, 30 Out 26 (ANG) – O presidente russo, Vladimir Putin, defendeu na quinta-feira, em Moscou, o aumento do comércio e do investimento entre a Rússia e os países africanos, prevendo um volume de comércio bilateral superior a US$ 27 bilhões em 2025.

Em seu discurso na sessão plenária da terceira Cúpula Rússia-África, com o tema "Pela Paz, Segurança e Desenvolvimento", o Sr. Putin indicou que o volume de comércio entre as duas partes aumentou uma vez e meia desde a cúpula anterior, realizada em 2023 em São Petersburgo.

"O verdadeiro potencial da nossa cooperação é, naturalmente, muito maior", afirmou, destacando as perspectivas oferecidas pela aproximação entre a União Económica Eurasiática (UEE) e a Área de Livre Comércio Continental Africana (AfCFTA).

O presidente russo também citou vários setores promissores para cooperação, incluindo energia, energia nuclear civil, indústrias extrativas, cooperação industrial, logística e turismo.

Ele também acreditava que a realização de cúpulas regulares ajudava a avaliar as relações entre as duas partes e a dar-lhes "um impulso verdadeiramente forte", defendendo que este terceiro encontro fosse um momento decisivo "para contribuir em conjunto para uma África próspera, desenvolvida e pacífica, e para uma parceria mutuamente benéfica entre a Rússia e a África".

Reunindo representantes de diversos países africanos, incluindo chefes de Estado e de governo, bem como autoridades de organizações de integração regional, a cúpula visa dar um novo impulso à cooperação russo-africana nas áreas económica, política e de segurança. ANG/Faapa

   

 

Macau/Comércio eletrónico pode reforçar vendas lusófonas para a China - Fórum de Macau

Bissau, 30 Out 26(ANG) - O secretário-geral do Fórum de Macau, Ji Xianzheng, disse hoje à Lusa que o comércio eletrónico pode ajudar os países lusófonos a vender ainda mais produtos no mercado chinês.

 

As exportações lusófonas para a China registaram o melhor arranque de ano de sempre, ao subirem 22,1% para 105,8 mil milhões de dólares (94,6 mil milhões de euros) entre janeiro e agosto, de acordo com dados oficiais dos Serviços de Alfândega chineses.

 

Mas o líder do Fórum para a Cooperação Económica e Comercial entre a China e os Países de Língua Portuguesa (Fórum de Macau) disse acreditar que este valor pode aumentar ainda mais com recurso ao comércio eletrónico.

 

Ji apelou aos estados lusófonos para "apanharem esta oportunidade oferecida pelas novas tecnologias de Internet", que podem "ajudar a ultrapassar as barreiras físicas e territoriais".

 

O dirigente falava à margem do encerramento de um colóquio sobre comércio eletrónico, que juntou em Macau durante duas semanas empresários e funcionários dos governos de seis países de língua portuguesa.

 

Um dos participantes, Renato Borges Ferreira Tomé, analista do Ministério do Desenvolvimento, Indústria, Comércio e Serviços brasileiro, recordou que a China é o principal parceiro comercial do Brasil desde 2015.

 

No entanto, o dirigente disse à Lusa que "o mercado chinês é uma grande economia e traz grandes oportunidades para o Brasil", mas que é essencial "diversificar a pauta de exportação".

 

Tomé sublinhou que o minério de ferro, soja e carne representam mais de metade das exportações brasileiras para a China e apontou o comércio eletrónico como uma via para "tornar o comércio mais equilibrado". 

 

O analista defendeu que o Brasil tem de "aprender a usar as plataformas" para promover pequenos negócios e setores onde "o potencial é enorme", como produtos alimentares com maior valor acrescentado, vestuário e calçado.

 

Também à margem do colóquio, Ji Xianzheng disse que a sétima Conferência Ministerial do Fórum de Macau deverá acontecer entre Abril e Junho de 2027.

 

"Ficou definido, de um modo geral, que a conferência se realizará no segundo trimestre, embora as datas exatas ainda necessitem de ser definidas, em coordenação com as agendas dos líderes dos países-membros", disse o dirigente.

 

O secretário-geral do Fórum de Macau acrescentou que a conferência irá seguir "o formato definido em conjunto pela China e pelas nove nações participantes", incluindo a duração de três dias.

 

A data concreta para a realização da conferência deverá ser anunciada oficialmente "por volta do fim do ano, uma vez que parte do nosso trabalho preparatório está, neste momento, em curso internamente", disse Ji.

 

"Na primeira metade de 2027, os nossos esforços estarão totalmente focados na preparação da Conferência Ministerial", sublinhou, aos jornalistas, o secretário-geral do Fórum de Macau.

 

Seis conferências ministeriais foram realizadas no território, em 2003, 2006, 2010, 2013, 2016 e 2024 durante as quais foram aprovados Planos de Ação para a Cooperação Económica e Comercial.

 

O então ministro da Economia português, Pedro Reis, liderou a delegação de Portugal na sexta conferência, em Abril de 2024, sublinhando na altura um foco no reforço da internacionalização de empresas portuguesas para a China e mercados lusófonos.

 

A China estabeleceu a Região Administrativa Especial de Macau como plataforma para o reforço da cooperação económica e comercial com os países de língua portuguesa em 2003 e, nesse mesmo ano, criou o Fórum de Macau.

 

Além do secretário-geral, o Secretariado Permanente do Fórum integra três secretários-gerais adjuntos: o timorense Danilo Afonso Henriques (indicado pelos países lusófonos), Xie Ying (nomeada pela China) e António Lei (nomeado por Macau).

 

O organismo integra, além da China, os membros da Comunidade dos Países de Língua Portuguesa: Angola, Brasil, Cabo Verde, Guiné-Bissau, Moçambique, Portugal, São Tomé e Príncipe, Timor-Leste e, desde 2022, Guiné Equatorial. ANG/Inforpress/Lusa

 

 

EUA/Banco Mundial apela ao financiamento do desenvolvimento urbano da África Subsaariana

Bissau, 30 Out 26 (ANG) – As cidades da África Subsaariana podem se tornar poderosos motores de crescimento económico e geração de empregos, desde que os investimentos públicos sejam direcionados estrategicamente.

O novo relatório do Banco Mundial prevê que a população urbana da região aumentará em 748 milhões entre 2025 e 2050. Essa mudança demográfica representa uma oportunidade para a criação de empregos para uma força de trabalho jovem e em rápido crescimento.

O diretor-gerente do Grupo Banco Mundial, Paschal Donohoe, afirmou que essa transição urbana pode transformar o mercado de trabalho da região. Por meio de reformas adequadas no planeamento do uso do solo, as cidades podem atrair capital privado e impulsionar a produtividade.

Nos principais centros urbanos, a instituição financeira recomenda a criação de polos económicos por meio de investimentos em transporte e habitação acessível. A organização também apela às autoridades públicas para que antecipem a expansão suburbana, reservando espaço para infraestrutura antes que o desenvolvimento se torne irreversível.

O economista urbano sénior do Banco Mundial, Mark Roberts, indicou que esse crescimento exige ferramentas de governança urbana e financiamento adequado. O relatório, portanto, defende o uso de tecnologias de baixo custo para modernizar os sistemas de impostos sobre a propriedade e aumentar a receita municipal local.

O estudo também destaca uma abordagem seletiva para o investimento no apoio a pequenas cidades em todo o continente. Os recursos devem ser concentrados em localidades com forte potencial económico, situadas ao longo das rotas de transporte. ANG/Faapa

   

Sociedade/Coordenador do Projeto IMPACT-GB satisfeito com os resultados do debate com  jornalistas sobre crianças talibés

Bissau, 30 Out 26 (ANG) – O Coordenador do Projeto Informação e Mobilização para a Proteção e Ação pelas Crianças Talibés na Guiné-Bissau (IMPACT-GB), manifestou, quinta-feira, a sua satisfação  com os resultados  de dois dias de debates com os jornalistas sobre a problemática de exploração de crianças talibés na Guiné-Bissau.

Em declarações à imprensa, no fim dos debates, Dautarim da Costa declarou que o objetivo do encontro foi alcançado, acrescentando  que o próximo passo do Projeto que coordena é trabalhar para incluir as ideias recolhidas dos participantes nos futuros programas de sensibilização, a serem difundidas pelos  órgãos de comunicação social junto das comunidades.

Segundo o coordenador do IMPACT-GB, os jornalistas tiveram a oportunidade de conhecer de perto, a realidade que as crianças talibés enfrentam, através dos oradores dos temas debatidos, e Dautarim diz acreditar  que esses profissionais estão munidos de ferramentas suficientes para ajudar na luta contra a exploração de crianças talibés.

Para a Jaine Vaz, em representação do Sindicato dos Jornalistas e Técnicos da Comunicação Social (SINJOTECS), os dois dias do debate e formação dos jornalistas sobre “o papel da Comunicação Social na divulgação de informações e sensibilização das comunidades” foram positivos.

“Acredito que saímos com ferramentais suficientes para ajudar o Projeto IMPACT-GB na luta contra a exploração de crianças talibés, através de programas de sensibilização nos nossos órgãos de Comunicação Social e outros meios de fazer chegar as mensagens”, disse Vaz.

Durante os dois dias do seminário, os participantes debateram os  temas: “Perspectivas religiosas sobre o “Fenómeno de exploração de crianças Talibés”,   “Experiencia Particular de um Ex-Talibé e Propostas de Prevenção e Intervenção”. ANG/LLA//SG  

 


III Cimeira Rússia–África
/ Guiné-Bissau participa com perspetivas de incremento da cooperação em diversos sectores com seus parceiros

Bissau, 30 Out 26 (ANG) – A  Guiné-Bissau participa na III Cimeira Rússia–África, em Moscovo, com perspetivas de alcance de  acordos de cooperação nos domínios da agricultura e da transformação agroindustrial,  energia,  saúde,  ensino superior e da formação técnico-profissional com seus parceiros.

A revelação foi feita em comunicado à imprensa do  Gabinete de Comunicação e Imprensa do Ministério dos Negócios Estrangeiros, Cooperação Internacional e das Comunidades, à que a ANG teve acesso hoje.

O comunicado indica que esses domínios  são fundamentais para a valorização do potencial nacional e o reforço das capacidades institucionais e produtivas.

A Guiné-Bissau é representada no evento pela  ministra dos Negócios Estrangeiros, da Cooperação Internacional e das Comunidades, Fatumata Jau.

O encontro reúne dirigentes e representantes de países africanos e da Federação da Rússia, constituindo uma  plataforma de diálogo político e o reforço da cooperação económica, científica e tecnológica.

A agenda da Cimeira, de acordo com o comunicado, inclui questões consideradas estratégicos para o continente africano, nomeadamente a paz e a segurança, o comércio e o investimento, a segurança alimentar e energética, o desenvolvimento das infraestruturas, a educação,  formação de quadros e as novas tecnologias.

Segundo o Gabinete de Comunicação e Imprensa do Ministério dos Negócios Estrangeiros, a participação do país se enquadra numa política diplomática orientada para diversificação das parcerias e oportunidades de cooperação que contribuam para o desenvolvimento económico e social do país.

Entre os setores prioritários de cooperação com a Rússia, destacam-se a agricultura e  transformação agroindustrial,  energia,  saúde, o ensino superior e a formação técnico-profissional.

O comunicado salienta que, a presença da ministra Fatumata Jau  em Moscovo dá  continuidade ao diálogo político bilateral entre os dois países, na sequência da visita oficial que a governante realizou à  Moscovo, em Julho do corrente ano, durante a qual manteve conversações com o seu homólogo russo, Sergey Lavrov, sobre o aprofundamento das relações de amizade e cooperação.

No plano multilateral, conforme o comunicado, a Guiné-Bissau reafirma o seu compromisso com uma ordem internacional baseada nos princípios da Carta das Nações Unidas, no respeito pela soberania e igualdade dos Estados, na resolução pacífica dos diferendos. ANG/LPG/ÂC//SG