EUA/Trump ameaça Irã e houthis
Bissau, 24 Jul 26 (ANG) - O
presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, acusou o Irã , quinta-feira (23),
de ser responsável pelos ataques realizados pelos rebeldes houthis do Iêmen
contra dois petroleiros sauditas no mar Vermelho, na quarta-feira (22).
O líder americano ameaçou Teerã e
os houthis com uma "grande punição militar".
De acordo com Trump, em caso de nova ofensiva,
os Estados Unidos "responsabilizarão o Irã e uma grande punição militar
será infligida ao Irã e, naturalmente, aos houthis", escreveu o presidente
americano em sua rede, Truth Social.
Segundo
os houthis, os petroleiros, identificados como Encelia e Layla, teriam violado
o bloqueio marítimo anunciado pelo grupo na segunda-feira (20), que havia
ameaçado atacar qualquer navio que tentasse atravessar a área.
Os ataques marcam uma nova escalada da guerra no Oriente Médio, 15 dias após a retomada dos combates entre Estados Unidos e Irã, que encerrou o cessar-fogo firmado em Abril.
De acordo com o secretário de Estado
americano, Marco Rubio, os houthis "foram longe demais ao atacar a Arábia
Saudita e seus navios".
O Irã prometeu
nesta quinta-feira continuar suas represálias contra os Estados Unidos enquanto
for alvo de ataques. O país também afirmou ter atingido depósitos de munições e
tanques de combustível no Kuwait e, na Jordânia, um radar americano do sistema
antimísseis THAAD e uma bateria Patriot, destinada a interceptar mísseis
balísticos.
As Forças Armadas jordanianas informaram que
dez mísseis e drones foram lançados em direção ao país nas últimas 24 horas, e
nove foram interceptados. Nesta quinta-feira, o Exército do Kuwait informou que
o posto fronteiriço de Al-Abdali foi alvo, durante a noite, de ataques
realizados "por drones inimigos, que causaram danos materiais, mas não
deixaram vítimas", segundo comunicado publicado na rede X.
Já as Forças Armadas americanas afirmam ter
atacado alvos militares iranianos para "reduzir ainda mais a capacidade do
Irã de ameaçar marinheiros civis e navios comerciais" que transitam pelo
estreito de Ormuz, um dos focos centrais da crise.
A imprensa iraniana ainda relatou bombardeios
em Bushehr, cidade onde está localizada a única usina nuclear em operação no
país, e em Shalamcheh, próxima à fronteira com o Iraque, onde duas pessoas
morreram.
Outros ataques também foram registados em
Ahvaz, perto do Golfo Pérsico, em Konarak, próximo ao porto de Chabahar, no
golfo de Omã, e em Sirik, nas proximidades do Estreito de Ormuz. Criticando as
ações americanas, o chanceler iraniano Abbas Araghchi classificou a postura dos
Estados Unidos como "irracional".
"O incêndio que os Estados Unidos estão
provocando nos campos de petróleo e gás da região verá suas chamas se
espalharem pelo mundo inteiro", advertiu Mohammad Mokhber, assessor do
líder supremo iraniano.
A Alemanha anunciou nesta quinta-feira a retirada de dois navios militares
posicionados pertodo mar Vermelho.
A disputa entre Irã e
Estados Unidos em torno do estreito de Ormuz, por onde normalmente passa cerca
de um quinto do comércio mundial de hidrocarbonetos, desencadeou a retomada dos
combates em 7 de Julho.
A República Islâmica
pretende cobrar taxas para a passagem de embarcações e autorizar apenas uma
rota, próxima ao seu litoral, ameaçando atacar qualquer navio que descumpra as
regras.
Os Guardiões da
Revolução afirmaram nesta quinta-feira ter interceptado três petroleiros que
tentavam atravessar a região.
Em resposta, os
Estados Unidos impuseram um bloqueio marítimo ao Irã. O Comando Central dos EUA
(Centcom) informou que suas forças desviaram nove navios comerciais e impediram
a movimentação de uma embarcação para evitar que entrassem em portos iranianos
nesta quarta.ANG/RFI/Com agências

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