China/ Governo vai
formar cinco mil especialistas em Inteligência Artificial de países em
desenvolvimento
Bissau, 22 Jul 26(ANG) – A China disponibilizará, nos próximos cinco anos, cinco mil vagas em programas internacionais de formação em Inteligência Artificial para países em desenvolvimento e criará centros de cooperação com organizações regionais, anunciou o Presidente Xi Jinping.
Xi Jinping fez este anúncio durante a recente Conferência Mundial sobre Inteligência Artificial (World AI Conference – WAIC) 2026 e da Reunião de Alto Nível sobre a Governação Global da IA, realizada em Shangai, onde defendeu a criação de um sistema global "justo e equitativo" para a governação da Inteligência Artificial, apelando à cooperação internacional para garantir benefícios partilhados e reduzir desigualdades entre países.
Segundo a agência chinesa de notícias Xinhua, Xi Jinping afirmou que o rápido avanço tecnológico representa oportunidades sem precedentes para o desenvolvimento, mas também desafios crescentes em matéria de segurança, ética e regulamentação.
No discurso intitulado "Unir esforços para construir um sistema justo e equitativo de governação global da Inteligência Artificial", o Chefe de Estado chinês defendeu que a IA deve ser desenvolvida com uma abordagem centrada nas pessoas, colocando a inovação ao serviço do bem-estar colectivo, da prosperidade partilhada e da segurança comum.
Para concretizar essa visão, apresentou quatro propostas.
A primeira consiste em promover a abertura, a cooperação e a inovação, incentivando o desenvolvimento de tecnologias de código aberto, a partilha de conhecimento e a aplicação da IA nos diferentes sectores económicos.
A segunda centra-se no reforço da segurança e da gestão dos riscos, através da criação de leis, mecanismos de supervisão, sistemas de alerta precoce e respostas de emergência, assegurando que a tecnologia permaneça sempre sob controlo humano.
A terceira proposta defende uma Inteligência Artificial inclusiva, capaz de refletir os valores comuns da humanidade e de fortalecer o diálogo entre civilizações, promovendo a compreensão, a tolerância e o intercâmbio cultural.
Por último, Xi Jinping apelou ao fortalecimento do multilateralismo, defendendo um papel central das Nações Unidas na definição de normas internacionais para a governação da IA e maior apoio aos países do Sul Global, de forma a reduzir a divisão digital e evitar novas desigualdades tecnológicas.
Durante a conferência, anunciou ainda a criação da Organização Mundial para a Cooperação em Inteligência Artificial (WAICO), com sede em Shangai, destinada a promover uma governação global mais inclusiva.
A cerimónia contou com intervenções de vários líderes internacionais, entre os quais o secretário-geral das Nações Unidas, António Guterres, que defenderam uma cooperação internacional baseada na inclusão, na segurança e na partilha dos benefícios da Inteligência Artificial. ANG/Inforpress

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