Política/Governo
reitera compromisso de proteção dos Direitos Humanos
Bissau, 20 Jul 26(ANG) - – O Governo, através da representante do
ministro da Justiça e dos Direitos Humanos, Usainatu Djaló afirmou que a
criação da Plataforma Nacional de Aplicação dos Mecanismos Internacionais de
Promoção e Proteção dos Direitos Humanos(PNAMIPDH), constitui um passo para
consolidação do compromisso do país com a promoção, proteção e implementação
efetiva dos Direitos Humanos.
A Plataforma Nacional de Aplicação dos Mecanismos
Internacionais de Proteção dos Direitos Humanos na Guiné-Bissau (PNAMIPDH-GB)
tem como objetivo de reforçar a promoção, proteção e monitorização dos direitos
humanos no país.
Segundo a responsável, o novo
mecanismo permitirá melhorar a coordenação institucional e assegurar o
cumprimento das obrigações decorrentes dos tratados e convenções internacionais
ratificados pela Guiné-Bissau.
Usainatu Djaló falava este fim de semana , na cerimónia de
lançamento da Plataforma Nacional de Aplicação dos Mecanismos Internacionais de
Promoção e Proteção dos Direitos Humanos, realizada por ocasião do Dia
Internacional de Nelson Mandela, com o objetivo de reforçar a coordenação entre
o Estado, a sociedade civil e os parceiros internacionais na implementação dos
compromissos assumidos pela Guiné-Bissau em matéria de direitos humanos.
Pela sua voz o Governo reafirmou o
compromisso de consolidar o Estado de Direito Democrático, promovendo uma
justiça mais acessível, transparente e respeitadora da dignidade humana.
A vice-presidente da Liga Guineense
dos Direitos Humanos (LGDH), Claudina Veiga, considerou simbólico o lançamento
da Plataforma no Dia Internacional de Nelson Mandela, sublinhando que o antigo
Presidente sul-africano continua a ser uma referência mundial na luta pela
liberdade, igualdade, justiça e dignidade humana.
Veiga alertou para os desafios
enfrentados pelo país em matéria de direitos humanos, referindo sinais de
erosão do Estado de Direito, restrições às liberdades fundamentais, detenções
arbitrárias, intimidação dos defensores dos direitos humanos, bem como o
estreitamento do espaço cívico.
Disse que a Plataforma poderá
contribuir para aproximar os compromissos internacionais da realidade vivida
pelos cidadãos, e reforçar o diálogo entre o Estado e a sociedade civil e ainda
promover uma maior responsabilização das instituições.
O Embaixador da África do Sul no país,
M`pakama Nbeti, recordou o legado de Nelson Mandela, destacando o seu papel na
construção da democracia constitucional sul-africana após 27 anos de prisão.
O diplomata manifestou preocupação com
relatos de detenções arbitrárias, restrições às liberdades de expressão,
associação e reunião pacífica, e apelou
o respeito pelos direitos fundamentais neste
período de transição política que o país vive.
Referindo-se às eleições marcadas para
6 de Dezembro de 2026, o Embaixador disse que o processo eleitoral deverá ser
inclusivo, transparente e credível, e que garanta a igualdade de participação
política, liberdade de campanha e respeito pelos resultados legalmente apurados
..
Segundo o presidente da Plataforma, Domingos da Silva a
iniciativa surgiu para responder às dificuldades de acompanhamento da
implementação dos mecanismos internacionais de direitos humanos, apesar da
ratificação de vários tratados pelo Estado guineense.
De acordo com, Domingos da Silva, a Plataforma
servirá de ponte entre as organizações da sociedade civil e o sistema das
Nações Unidas, promovendo maior coordenação entre os diferentes atores e
contribuindo para fortalecimento da proteção dos direitos humanos no país.
O responsável reconheceu que a
Guiné-Bissau enfrenta limitações em matéria de liberdade de reunião e de
expressão, pelo que pede maior
aproximação entre as organizações da sociedade civil e o Estado para enfrentar
esses desafios.
A coordenadora residente do Sistema
das Nações Unidas na Guiné-Bissau Jeneviu Boutin congratulou-se com a criação
da Plataforma, considerando-a um importante passo coletivo das Organizações da Sociedade
Civil.
Salientou que os instrumentos
internacionais dos direitos humanos constituem ferramentas essenciais para a
proteção e promoção dos direitos fundamentais e defendeu a construção de pontes
entre o Estado, os cidadãos e a sociedade civil.
A representante das Nações Unidas
reiterou ainda o compromisso da organização de continuar a apoiar os esforços
nacionais de promoção dos direitos
humanos.
“Não pode haver paz nem
desenvolvimento sem o pleno respeito pelos direitos fundamentais, incluindo os
direitos das mulheres e das crianças”, disse Jeneviu Boutin .
A Plataforma Nacional de Aplicação dos Mecanismos
Internacionais de Proteção dos Direitos Humanos na Guiné-Bissau
(PNAMIPDH-GB) com o objetivo de reforçar
a promoção, proteção e monitorização dos direitos humanos no país.
ANG/LPG/ÂC//SG

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