Peru/Governo avalia estragos causados por terramoto que
deixou mortos e centenas de desabrigados
Bissau, 20 Jul 26 (ANG) - Autoridades e representantes do Governo do Peru chegaram no domingo (19) à região andina de Junín, onde um terramoto de magnitude 5.1 deixou ao menos cinco mortos, dezenas de feridos e centenas de pessoas desabrigadas.
O socorro às
vítimas e as buscas por desaparecidos continuam desde a madrugada.
O tremor ocorreu na noite de sábado (18), por volta das 21h24
(23h24 no horário de Brasília), a uma profundidade de 24 quilómetros, com
epicentro na cidade de Chupaca e no distrito de
Chongos Bajo, em Junín, informou o Instituto Geofísico do Peru (IGP). A região
afetada fica a 300 km a leste da capital Lima.
"O que temos até agora são 5 mortos e 21 feridos que já
foram confirmados pelo Ministério da Saúde", disse o chefe do Instituto
Nacional de Defesa Civil (Indeci), general Luis Vásquez, à rádio Exitosa.
Segundo Vásquez, a pouca profundidade do tremor, somada à
presença de casas construídas com adobe (tijolos artesanais) e quincha (tipo de
palha), contribuiu para os graves danos em diversas localidades.
"Temos 48 moradias destruídas e 300 desabrigados, também
atendidos pelo governo regional, que lhes levou barracas e cobertores",
indicou o chefe do Indeci.
"O terramoto destruiu nosso lar.
Aqui há muitas casas de adobe que desabaram", disse um morador de Chongos
Bajo ao canal de televisão N.
O presidente peruano, José María
Balcázar, afirmou em entrevista à Rádio Nacional que o governo respondeu
imediatamente com "o envio de ajuda humanitária e a coordenação com as
autoridades para atender as famílias afetadas e lhes oferecer assistência
urgente".
O chefe do Instituto Geofísico do Peru
(IGP), Hernando Tavera, informou que o tremor foi provocado pela reativação da
"falha tectónica Altos del Mantaro", localizada perto da cidade de
Chupaca, em Junín.
"Qualquer evento sísmico que ocorra
próximo a essa falha vai produzir altos níveis de tremor do solo",
explicou Tavera. Após o evento principal, o IGP registou 12 réplicas, a maioria
de baixa magnitude.
Com 34
milhões de habitantes, o Peru, está localizado no chamado Cinturão de Fogo do
Pacífico, que se estende ao longo da costa oeste americana e da costa leste asiática.
Nessas regiões se regista a maior atividade sísmica do mundo.
Por ano, somente no Peru ocorrem pelo
menos 400 terramotos de magnitude 4,0, dos quais cerca de cem são perceptíveis
pela população.
Recentemente,
a Venezuela também sofreu com tremores, que deixaram um cenário de devastação
em seu território. No dia 24 de Junho, um duplo terramoto atingiu a capital
Caracas, La Guaira e outras regiões do país, deixando mais de 5,1 mil mortos,
segundo o balanço mais recente divulgado neste sábado. ANG/RFI/AFP

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