quarta-feira, 21 de setembro de 2016

Correios


Sindicato entrega caderno reivindicativo ao patronato

Bissau, 21 Set. 16 (ANG) – O sindicato de base dos trabalhadores dos Correios da Guiné-Bissau (SITRACORREIOS), entregou  terça-feira um Caderno Reivindicativo ao patronato onde consta, entre outras exigências, o pagamento de 81 meses de salário.

No Caderno Reivindicativo enviado à ANG, o SITRACORREIOS impõe ainda ao atual  Diretor-geral dos Correios da Guiné-Bissau o pagamento  imediato dos 18 meses de salários contraídos com os funcionários.

No documento os trabalhadores lamentam que as diligências do sindicato junto a atual Direção dos Correios e a Secretaria de Estado dos Transportes e Comunicações não têm surtidos nenhum efeito.

O SITRACORREIOS refere que a crise financeira vigente nos Correios foi causada pela conjuntura nacional em  resultado do desinteresse dos sucessivos governos do país, tendo dado 48 horas á Direção para satisfazer as reivindicações apresentadas, para evitar o recurso à  greve.

 Copias do caderno reivindicativo foram igualmente enviadas  à Secretaria de Estado dos Transportes e Comunicações, ao Primeiro-ministro,  Ministério da Função Pública e a União Nacional dos Trabalhadores da Guiné (UNTG). 

ANG/MSC/SG

Crise política


“Movimento dos Cidadãos Conscientes” exige entendimento entre políticos 

Bissau, 21 Set 16 (ANG) - O “Movimento dos Cidadãos Conscientes e Inconformados” exige à atores políticos  maior abertura e adoção de  espírito de diálogo e sentido patriótico na interpretação e aplicação do recente acordo assinado, sob a mediação da Comunidade Económica dos Estados da África Ocidental (CEDEAO).

De acordo com uma nota de imprensa à que a ANG teve acesso, por outro lado, esta entidade não estatal condena e repudia qualquer tentativa de integração das Organizações da Sociedade Civil num eventual Governo de Consenso e Inclusivo”.

O movimento sustenta que a governação cabe aos políticos e, que a Sociedade Civil, por sua vez, deve ter o papel  de mediação e do exercício da cidadania.

De referir que até a presente data, já la vão 11 dias, após a assinatura do acordo proposto pela CEDEAO, as partes desavindas ainda não se sentaram a mesa para a materialização do acordo.

ANG/QC/SG

Portugal


Metade das causas de morte e doença são provocadas pela alimentação 

Bissau, 21 Set 16 (ANG) - A Direção-geral da Saúde revela que metade das causas de doença e de morte em Portugal têm relação direta com a alimentação, apontando o consumo excessivo de sal e de açúcar como fatores de risco para várias doenças.

Na conferência sobre o Plano Nacional da Saúde que decorreu segunda-feira em Loures, o diretor-geral da Saúde avisou que quase metade dos portugueses adultos tem hipertensão, sendo o consumo de sal uma das principais causas para aquela doença crónica.

“Pelo menos metade das causas de doença e de morte têm relação direta com a alimentação, sobretudo com o excesso de sal, mas também o excesso de calorias, as gorduras de fabrico industrial e o açúcar”, afirmou Francisco George em declarações aos jornalistas.

Um dos objetivos centrais do atual Plano Nacional de Saúde é diminuição da mortalidade precoce (antes dos 70).

Portugal quer ainda aumentar em 30 por cento a esperança de vida saudável aos 65 anos em 2020, assumindo como fundamental ter programas que intervenham no grupo etário dos 50 a 60 anos.

Traçada como uma das metas do atual Plano Nacional de Saúde, o aumento da esperança de vida saudável aos 65 anos passaria nos homens a ser de 12,9 anos e de 11,7 anos nas mulheres.

Atualmente, embora as mulheres tenham maior esperança média de vida, registam valores inferiores no que respeita à esperança de vida saudável – vivem mais que os homens, mas com menos qualidade a partir da terceira idade.

O aumento da esperança média de vida saudável e a diminuição da mortalidade precoce são duas das quatro grandes metades definidas no Plano, que contempla ainda objetivos mais dirigidos às gerações mais jovens.

Um deles é a redução da prevalência do consumo de tabaco na população com mais de 15 anos e a eliminação ao fumo ambiental, enquanto o outro é o controlo da obesidade na população infantil para que não aumente em relação aos valores atuais.

Segundo a Direção-geral da Saúde (DGS), as melhorias de vários indicadores de saúde, que se registaram até 2008, desaceleraram a partir dessa data e até 2012, coincidindo com o período de crise, o que pode dificultar algumas metas previstas no Plano Nacional de Saúde.

O coordenador do Plano, Rui Portugal, explicou que, no período de crise e de assistência financeira, os indicadores foram evoluindo, mas o ritmo de melhoria foi menor do que nos anos anteriores. 

ANG/Lusa

Cultura


Matar bebés na Guiné não é crime, é tradição

Bissau, 21 Set 16 (ANG) - O consagrado músico Binham Quimor é uma das vitimas dessa pratica e tinha um ano quando foi abandonado para ser levado pela maré porque, reza a tradição, algumas crianças são espíritos que têm que ser devolvidos à natureza.

Binham, 38 anos, tem uma canção sobre o pai que nunca gravou na sua discografia: aquela em que conta como ele o quis matar quando ainda era bebé.

“Acho que ele pensava que estava certo. Não tenho nada para odiar o meu pai”, conta o cantor Binham Quimor, um dos cantores mais famosos da Guiné-Bissau e que dá espetáculos em todo o mundo.

Binham tinha um ano quando foi abandonado para ser levado pela maré porque, reza a tradição, algumas crianças são espíritos que têm que ser devolvidos à natureza.

A lei da Guiné-Bissau protege este costume e atenua a pena de quem matar bebés, seguindo a crença.
Mas nem era preciso, porque as comunidades encobrem os casos logo à partida e nunca ninguém foi investigado ou julgado.

O pai de Binham encomendou a cerimónia porque o filho adoecia com frequência e estava a levar muito tempo para começar a andar, sinais de uma “criança irã“.

Deficiência, convulsões e gémeos são outros motivos para abandonar bebés que são também “bodes expiatórios” de “coisas negativas”, como “a morte da mãe no parto”, explica Filipa Gonçalves, 28 anos, psicóloga e coautora do estudo “Crianças irã: uma violação dos direitos das crianças na Guiné-Bissau“.

No decurso deste estudo, foram entrevistados 20 membros de famílias que disseram ter crianças possuídas por espíritos.

Por vezes, basta um bebé cair em subnutrição, o que é comum na Guiné-Bissau, para ter atrasos no desenvolvimento e ser sentenciado.

Um curandeiro chega a receber 150 euros para realizar a cerimónia em que a criança é abandonada, conta Laudolino Medina, presidente da associação Amigos da Criança, AMIC.

“Os detalhes do ritual dependem da etnia”, mas de uma forma geral envolvem experiências com comida que os ‘irãs‘ supostamente apreciam, consoante sejam espíritos de terra ou de água.

Aos 44 anos, uma residente em Bissau, neta de uma curandeira, aceitou recuar à infância e falar sobre as cerimónias que via a avó fazer. Conta a história sob anonimato.

“Eu via pais levarem filhos, alguns com quatros anos, e quando caía a noite realizava-se o ritual com farinha e ovos – em que a criança, sem autonomia para se deslocar ou orientar, era abandonada ao ar livre”, conta.

Depois, na casa da avó curandeira, havia festa patrocinada pelos pais, que “levavam porco, cozinhavam e davam vinho”.

Luís Fonseca / Lusa

terça-feira, 20 de setembro de 2016

Aliança Africana de Caju


Décima Conferência Mundial decorre até sexta-feira em Bissau
 
Bissau, 20 Set 16 (ANG) - A décima Conferência Mundial da Aliança Africana de Cajú (ACA) decorre em Bissau sob o lema “Uma década de transformação” com a participação de mais de 200 peritos nacionais e internacionais.

 Na reunião de Bissau serão debatidas entre outros, os temas sobre os 10 anos de criação de ACA, seu ponto de virada, os problemas globais para África e como abordá-los, o papel das instituições financeiras de desenvolvimento, facilitação de financiamento competitivo para a indústria do Caju.

A Conferência vai abordar igualmente os temas: como Investir no Caju Africano, a Competitividade no Processamento do Caju em África, Segurança dos Alimentos e Padrões Internacionais, Gestão e Riscos e Tomada de Decisões no sector Africano de Caju.

A melhoria da qualidade, quantidade e promoção dos investimentos do Caju, técnicas inovadoras para actualização do cultivo de Caju e Inovações na indústria de Caju são outros subtemas que estarão em análise. 

Presentes nessa conferência estão a representante do Banco Mundial, Kristina Svensson, o Embaixador dos Estados da América na Guiné-Bissau Zumwalt, a Presidente da Aliança Africana de Cajú, Georgette Taraf, a directora de Agência de Cajú de Costa de Marfim,Adama Coulibali, e  director da missão da Agência Americana para o Desenvolvimento (USAID) na África Ocidental, Alex Deprez.

O caju é o principal produto de exportação da Guiné-Bissau e o pais dispõe  de uma das melhores amêndoas no mundo.

Dados do Ministério do Comércio e Artesanato apontam para uma exportação superior a 200 mil toneladas, este ano.

ANG/AALS/SG

Raça humana



Investigadores preveem que o fim da humanidade aconteça já neste milénio

Bissau, 19 Set 16 (ANG) - Investigadores canadianos afirmam que há 50 por cento de probabilidade de a espécie humana se extinguir até ao ano 2290, que se eleva para 95 por cento em 2710.

Num documento enviado aos clientes, o economista Peter Berezin, da canadiana da BCA Research, apresenta vários argumentos que reforçam a ideia de um futuro desaparecimento humano.

O documento, revelado pelo portal russo RBC, cita a “teoria do Grande Filtro”, sugerida por Robin Hanson em 1996, que admite que, algures entre o início da vida e a inteligência Tipo III – o grau máximo de evolução tecnológica – há uma barreira que é quase impossível de ser atravessada.

Robin Hanson defende três possíveis cenários: o primeiro diz que nós somos raros; o segundo diz que somos os primeiros; e o último diz que, infelizmente, estamos perdidos.

No primeiro cenário, somos raros: o nosso Grande Filtro já ocorreu, a Humanidade já ultrapassou a barreira e sobreviveu.

No segundo cenário, os humanos serão a primeira civilização a atingir o nível III de Tecnologia, um nível que nos permita desenvolver vida inteligente (inteligente mesmo).

No terceiro cenário, o pior caso, corremos o risco de um enorme desastre quando se realizar esse “processo revolucionário” – e vamos esbarrar de frente contra a barreira do Grande Filtro.

Esta teoria descreve que é altamente provável que, devido ao elevado desenvolvimento tecnológico, a humanidade caminhe para a auto-destruição.

“Temos tecnologias que tornam possível a destruição da Terra, mas ainda não desenvolveram uma tecnologia que nos ajude a sobreviver a um desastre”, adiantou Peter Berezin, citado pela RT.

A teoria do Grande Filtro tem sido a mais sólida a explicar porque razão há tantos planetas no Universo aparentemente capazes de gerar e manter vida, mas nunca encontrámos extraterrestres.

Segundo esta teoria, é provável que todas as civilizações que pudessem ter atingido um grau de desenvolvimento tecnológico capaz de as levar ao outro lado do Universo tenham acabado por esbarrar no Grande Filtro antes de o conseguirem fazer.

Berezin afirma ter-se guiado também pelo argumento defendido pelo astrofísico Brandon Carter em 1983 – que admite que é possível prever o número de futuros membros da espécie humana tendo em conta uma estimativa do número total de seres humanos nascidos até agora.

O economista recorda que a população total da Terra, até hoje, foi de 100 mil milhões de pessoas e, segundo os seus cálculos, o fim da humanidade pode chegar quando o total de humanos nascidos no nosso planeta atingir os 200 mil milhões.

Com uma taxa de fertilidade de 3,0 (que atualmente é de 2,4), o economista defende que a humanidade irá desaparecer antes do ano 3000.

Tendo em conta todos estes valores, a empresa conclui que a ideia da extinção humana desencoraja as pessoas de poupar e fazer investimentos para o futuro.
No documento divulgado, Peter Berezin referiu ainda uma teoria que apoia a existência de universos paralelos relacionados entre si.

“Alguns futuristas e cientistas pensam que há, possivelmente, inúmeras versões de nós, algo que levanta possibilidades de jogo interessantes”,  afirmou.

Berezin defende que as pessoas podem estar mais inclinadas a jogar na lotaria porque, ao acreditarem que há várias versões delas próprias, julgam que poderão ganhar um prémio em algum desses universos.

Por outro lado, alguém que acredite na mesma teoria não irá correr o risco de atravessar uma passadeira com um semáforo vermelho porque, num universo paralelo, poderá estar já destinado a ocorrer um acidente.

O relatório da BCA Research sugere que estes exemplos hipotéticos – que admitem a existência de um “multiuniverso” – podem fazer com que a população esteja mais disposta a correr riscos quando há uma pequena oportunidade de uma grande recompensa.

No entanto, as pessoas estarão menos dispostas a arriscar quando há uma pequena probabilidade de terem uma grande perda. 

ANG/BZR, ZAP