terça-feira, 27 de setembro de 2016

Dia Nacional da Independência



  Dezoito partidos extraparlamentares elogiam discurso do Presidente da República

Bissau, 27 Set 16 (ANG) - Os 18 partidos sem assento no parlamento consideram o discurso do Presidente da República, no acto de comemoração do dia da independência nacional de conciliatório e da assunção da responsabilidade em defesa dos interesses do país.

De acordo com um documento destas formações políticas, as “medidas preconizadas” pelo José Mário Vaz são a via certa para o reencontro da família guineense.

Ainda, os 18 partidos extraparlamentares dizem defender a implementação do recente acordo político que prevê, nomeadamente a formação de um governo “inclusivo e de consenso”, mediado pela CEDEAO.

Finalmente, os 18 partidos sem deputados na Assembleia Nacional Popular apelam a participação da comunidade internacional na solução dos diferendos políticos no país e na melhoria de condições de vida dos guineenses.

Entretanto, apesar dos referidos partidos terem assinado o acordo para o efeito ainda se divergem quanto ao formato de um “governo inclusivo e de consenso” .

 O PAIGC sustenta que aceitou o acordo na condição de lhe ser reconhecido o direito de indigitar o Primeiro-ministro, enquanto vencedor das últimas eleições legislativas, realizadas em 2014.

O PRS, por exemplo, defende por seu lado que o acordo não tem nenhuma referência em relação à esse direito reclamado pelo PAIGC, pelo que todos entram no jogo em pé de igualdade. 

O Presidente da República, José Mário Vaz, no seu discurso alusivo a comemoração do 24 de Setembro, dia da independência nacional, pediu aos políticos para deixarem a luta pelo poder, em detrimento da resolução dos problemas do interesse do povo. ANG/QC /SG

segunda-feira, 26 de setembro de 2016

Cultura/cinema



         Dina Adão estreia no mundo de cinema com o filme  “Nkalinketch”

Bissau, 26 Set (ANG) – A actriz Dina Adão efetuou na passada sexta-feira, o lançamento do seu primeiro filme intitulado “Nkalinketch”,  nome da sua mãe, que significa no dialeto pepel, “medo do lugar sagrado”. 

Dina Adão
Durante o acto, a actriz disse que a mensagem transmitida pelo filme, vem alertar a sociedade guineense que é preciso se acautelar com tudo o que a natureza oferece ao homem.

“Nos últimos tempos, os homens têm violado e abusado muito do fruto da natureza, sem dar conta que sem ela não seriamos ninguém neste mundo. Sem o Sol, as árvores, a chuva e outros elementos da natureza, não estaríamos aqui hoje”, disse a atriz.

Dina Adão acrescentou  que o local escolhido para o lançamento do filme, tem a ver com o patriotismo e o amor à sua pátria.

“Muitos me disseram que o Centro Franco Bissau Guineense, assim como o Ledger Hotel, seriam locais  ideais para o lançamento do meu filme. Resolvi escolher o Instituto de Cinema por ser um local histórico de arte e cultura guineense.

De acordo com a realizadora, o título do filme é o nome da sua amada mãe, que na etnia pepel significa “ tenho medo da baloba  ou do defunto”(locais de culto dos pepéis).

O filme foi feito em memória do falecido marido que a Dina disse ter-lhe apoiado bastante, desde o início,  com ideias e muitos pormenores que contribuíram para a realização prática da iniciativa.

O cineasta Carlos Vaz elogiou o trabalho feito pela atriz Dina Adão, e disse que o país está de parabéns, por ter gente com capacidade de produzir obras que elevam o nome da Guiné-Bissau além fronteira.
ANG/LLA/SG


24 de Setembro



 Presidente do PAIGC justifica ausencia na comemorações do Dia da Independência

Bissau,26 Set 16(ANG) - O PAIGC, partido que lutou pela libertação da Guiné-Bissau, esteve ausente das comemorações do Dia da Independência, reflexo da tensão política no país.
Líder do PAIGC

"Fomos todos surpreendidos com uma determinação do governo" em como "mais ninguém podia usar da palavra" além do Presidente da República, José Mário Vaz, justificou à Lusa o presidente do Partido Africano da Independência da Guiné e Cabo Verde (PAIGC), Domingos Simões Pereira.

A independência "foi proclamada pela Assembleia Nacional Popular (ANP)" e o dirigente do PAIGC considera "em certa medida ilegal" que nem o presidente do parlamento, nem os partidos, pudessem discursar, como habitual, nas celebrações que este ano decorreram no largo da Câmara Municipal de Bissau.

Apesar de questionado pelos jornalistas, o Primeiro-ministro, Bacio Djá, não comentou o assunto.

Domingos Simões Pereira disse à Lusa que este incidente "não ajuda" à implementação do acordo para resolução da crise política no país.

O PAIGC venceu as eleições gerais de 2014, mas o Presidente da República, José Mário Vaz, demitiu dois governos e deu posse a um executivo com dissidentes e membros de outras forças políticas.

As divisões paralisaram o parlamento e o país entrou num beco sem saída, sem programa de governo e sem orçamento de Estado, o que tem travado apoio financeiro de parceiros internacionais.

Em setembro, a Comunidade Económica dos Estados da África Ocidental (CEDEAO) propôs um acordo de seis pontos para saída da crise que inclui a formação de um governo de inclusão que vá até final da legislatura (2018) - acordo assinado por todos e acerca do qual se espera o início das negociações.

Nas cerimónias do dia 24, José Mário Vaz discursou sem comentar a ausência do presidente do parlamento (segunda figura do Estado) e do PAIGC e fez novos apelos ao diálogo, que na prática contrastam com o incidente deste sábado.

Apontou como prioridade "a formação de um governo de unidade nacional, com entendimento entre o PAIGC, PRS [segundo partido mais votado] e grupo dos 15", que junta dissidentes do partido vencedor em 2014.

O acordo apadrinhado pela CEDEAO "não é um remédio santo", mas será "um passo para o apaziguamento e estabilidade até final da presente legislatura", acrescentou o chefe de Estado.

Apesar da situação, José Mário Vaz destacou o que considera ser um aspeto positivo: a atual crise trava-se ao nível jurídico e institucional, sem que haja "senhoras viúvas" ou "crianças órfãs" por causa de mortes ordenadas "pelo Presidente da República".

A Guiné-Bissau celebrou os 43 anos da declaração unilateral de independência em relação a Portugal, proclamada no primeiro encontro da Assembleia Nacional Popular presidida por Nino Vieira.
ANG/Lusa

Data da Independência Nacional



 Presidente do PRS considera 24 de setembro de “património de todos os guineenses”

Bissau, 26 Set 16 (ANG)O Presidente do Partido de Renovação Social considera o dia 24 de setembro de “património de todos os guineenses”, por dar origem a “um país soberano e uma nação livre que respeita os direitos humanos”.

Alberto Nambeia
Na sua mensagem, por ocasião da comemoração este ano, do 43º aniversário da Independência da Guiné-Bissau, Aberto Nambeia afirma entretanto, que a data deve constituir, causa de reflexão “profunda” que permita tirar ilações da história e “inferir ideias novas e energias positivas, no estrito respeito da soberania, Constituição da República e o desenvolvimento”.

 “ Hoje, como há 43 anos, temos de ser dignos da Pátria que os Combatentes da Liberdade criaram e de estarmos a altura dos novos tempos, isto é, de, em democracia, respeitar sempre a lei, promover a paz, a estabilidade e o desenvolvimento, para que a geração vindoura esteja orgulhosa dos nossos actos”, afirma Nambeia. 

Referindo as sucessivas crises políticas que marcaram o país desde a sua independência, este político disse que interpela aos guineenses “a dinâmica da transformação de um “status quo” que teimosamente ainda prevalece, manchando, sobremaneira, o glorioso passado daqueles que sacrificaram as suas vidas, os quais o PRS rende eternamente a sua justa homenagem”.

Por fim, o Presidente do Partido da Renovação Social pede aos militantes e simpatizantes desta formação política e a “todos” os guineenses a estarem orgulhosos daquilo que apelida de “Grande Dia”. 

A Guiné-Bissau, ex-colónia portuguesa situada na costa ocidental do continente africano, declarou a sua independência (unilateralmente) a 24 de setembro de 1973, no sector de Boé, região de Gabú, leste do país.

No entanto, esta primeira colónia portuguesa independente em África, só veio a ser reconhecida a sua independência, por parte de Portugal, um ano mais tarde, ou seja, a 10 de Setembro de 1974.
ANG/QC/SG

Dia da Independência


“Sarar feridas e aprender com o passado”, foi a recomendação unanime de algumas personalidades presentes na cerimónia

Bissau, 26 Set. 16 (ANG) – Algumas personalidades presentes nas comemorações do Dia da Independência afirmam que os guineenses devem sarar as feridas e aprender com lições positivas do passado.

Serifo Nhamadjo
Em auscultações feitas pela ANG, o ex-Presidente da República, Manuel Serifo Nhamadjo afirmou que a construção de uma Nação é um processo com altos e baixos, salientando que o momento que o país está a enfrentar precisa de muita reflexão para que os guineenses possam aprender com os erros do passado na construção do futuro da Guiné -Bissau.

Salientou que cada momento na vida deve ser de um determinado desafio e que requer uma nova estratégia.

Braima Camará
“E este é o momento ideal para pôr na prática as estratégias propostas pela Comunidade Económica dos Estados da África Ocidental (CEDEAO) e assumidas pelos guineenses para num diálogo franco e sincero para encontrar uma solução na perspectiva de ultrapassar a crise que o país está a viver.

“Mas como frisei, a construção de um país é um processo e haverá sempre avanços e recuos embora não tenhamos razão de estar a queimar as etapas porque podíamos ter aprendido com os erros do ano passado “disse Nhamadjo.

Por seu turno, o conselheiro especial do Presidente da República e um dos 15 deputado dissidentes do PAIGC, Braima Camará disse que 24 de Setembro é uma data histórica, salientando que a mesma deve servir de uma reflexão profunda e que todos os filhos da Guiné-Bissau devem pôr as mãos na consciência e refletirem nos sucessivos problemas que o país passou até hoje.

“Durante todos estes anos desperdiçamos tempos em conflitos. Pergunto o quê que os guineenses ganharam e qual será a melhor estratégia para conseguirmos ter a paz, estabilidade e entendimento entre todos os filhos da Guiné-Bissau “ frisou.

Para Braima Camará, os 43 anos independentes devem ser encarados com muito orgulho, satisfação, aceitando um diálogo sincero entre os políticos.

Acrescentou que sem isso, não se pode dar nenhum passo a frente rumo ao desenvolvimento que todos almejam.

Alberto Nambeia
O Presidente do Partido da Renovação Social (PRS), também presente no acto afirmou que a data deve servir de união entre os guineenses, isto é, deixar o quer passou para trás e tomar um novo rumo.

Questionado sobre o recente acordo rubricado com a CEDEAO Alberto Nambeia lamentou que os guineenses sempre têm dificuldade e reservas em se entender, salientando que já tinham proposto a ideia aquando da vinda do mediador da CEDEAO para Guiné -Bissau Olussegun Obasanjo.

Para ele, os guineenses devem ser capazes de ultrapassar os seus problemas, salientando que a solução está nas nossas mãos internamente.

“Para mim não há nada de novo porque o PRS já tinha proposto a formação de um governo inclusivo, caso ganhe as eleições e liderado por qualquer personalidade independentemente da pessoa ser ou não do partido”, afirmou .ANG/MSC/SG