Líbano/Ataques do Hezbollah contra Israel provocam
retaliação e arrastam Líbano para conflito
Bissau, 02 Mar 26 (ANG) - Bombardeios israelenses no Líbano mataram dezenas de pessoas nesta segunda-feira (2). O ataque ocorreu em retaliação a uma ofensiva do Hezbollah contra Israel, realizada em solidariedade ao Irã, arrastando o Líbano para o conflito regional.
Pela primeira vez
desde o início da guerra, o Hezbollah lançou foguetes contra Israel. O sistema
de defesa israelense utilizou com sucesso uma nova tecnologia a laser para
interceptar os projéteis. O envolvimento da milícia xiita libanesa torna a
situação regional ainda mais complexa.
O grupo armado pró-Irã havia prometido “confrontar a agressão
israelense-americana, após o assassinato do aiatolá Ali Khamenei. A milícia
cumpriu a ameaça ao afirmar, na segunda-feira, ter lançado mísseis e drones em
direção à região de Haifa, no norte de Israel, pela primeira vez neste
conflito, em uma ação que classificou como tentativa de “vingar” o líder
iraniano.
“O Hezbollah vai
pagar um preço alto”, declarou o chefe do Estado-maior do Exército israelense,
Eyal Zamir.
Em resposta, forças
israelenses bombardearam diversos pontos do sul do Líbano e também o bairro de
Dahieh, em Beirute, considerado reduto do Hezbollah na capital.
Segundo o Ministério
da Saúde libanês, 31 pessoas morreram e 149 ficaram feridas no balanço inicial
dos ataques realizados nos subúrbios da capital e no sul do país.
Veículos da imprensa
árabe confirmaram que os bombardeios israelenses mataram vários membros de alto
escalão do Hezbollah, entre eles Haad Mohammed Raad, líder do bloco parlamentar
do grupo e o número dois na hierarquia, subordinado apenas ao secretário-geral
Naim Qassem.
O primeiro-ministro
do Líbano, Nawaf Salam, condenou a ação da milícia xiita ao afirmar que os
disparos de foguetes contra Israel “colocam em risco a segurança” do país e
oferecem aos israelenses o “pretexto” para continuar atacando o território
libanês.
Ao longo da madrugada, o Irã manteve o lançamento de mísseis balísticos
contra Osrael, acionando sirenes em todo o país. Pela primeira vez nesta
guerra, o Irã mirou Jerusalém, deixando cinco feridos.
No total, segundo a
Estrela de David Vermelha, 12 pessoas morreram em Israel, a maioria em um
ataque contra uma sinagoga que também funcionava como abrigo público em Beit
Shemesh, cidade localizada a 20 quilómetros a oeste de Jerusalém.
No Irã, de acordo com a Sociedade do Crescente Vermelho, o número de mortos ultrapassa 200, e há cerca de 750 feridos. ANG/RFI

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