Cuba/Presidente acusa os Estados Unidos de tentarem 'se apropriar' da ilha
Bissau, 7 Jul 26 (ANG) - O presidente cubano, Miguel
Díaz-Canel, denunciou domingo (26) a
“política genocida” de Washington contra Cuba, acusando os Estados Unidos de
quererem “se apropriar do país”.
Essas medidas provocaram uma queda drástica no turismo, a saída
de diversas empresas estrangeiras e o esvaziamento das entradas de divisas. As
sanções mais recentes, anunciadas na quinta-feira, atingem o programa de
missões médicas cubanas no exterior, uma das principais fontes de receita do
país.
“Cuba trava hoje uma batalha histórica” contra “uma política
genocida cujo objetivo é asfixiar todo um povo para se apropriar do país”,
afirmou o chefe de Estado cubano na província de Pinar del Río (oeste).
Díaz-Canel participava da celebração do 73º aniversário do
ataque ao quartel Moncada, liderado por Fidel Castro em 1953, no leste da ilha,
episódio considerado o início da luta revolucionária.
“O bloqueio é uma arma de guerra e provoca mortes”, acusou o
presidente, dizendo que Washington busca provocar, em Cuba e em outros países,
uma “explosão social com o único objetivo de impor governos alinhados aos seus
interesses imperiais”.
Na ilha de 9,4 milhões
de habitantes, a crise energética causa apagões de até 30 horas na capital
e de vários dias seguidos em outras regiões. A situação enfraquece os serviços
públicos e alimenta o descontentamento social. O país também sofreu três
blecautes gerais em Julho.
Manifestações ocorrem regularmente em Havana, sobretudo à noite.
Moradores batem panelas e queimam pilhas de lixo para protestar contra os
constantes cortes de energia, de água e contra a falta de alimentos.
O presidente cubano pediu “unidade” e a “implementação das
transformações económicas e sociais”, anunciadas em meados de Junho como um
programa de 176 medidas que prevê uma guinada importante rumo a uma economia de
mercado.
O presidente Donald
Trump afirma que Cuba representa “uma ameaça extraordinária” à segurança
nacional dos Estados Unidos. Ele já ameaçou várias vezes “assumir o controle”
da ilha. ANG/RFI/AFP

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