Florestas/Diretor-geral revela repovoamento com 14 mil árvores durante mês de árvore
Bissau,
13 Ago 26(ANG) – O Director-geral das Florestas e Fauna, do Ministério de
Agricultura e Desenvolvimento Rural, disse que aquela instituição plantou 14 mil árvores das 50 mil previstas
durante o ano em curso no quadro de repovoamento florestal.
“Podemos
considerar de positivo os trabalhos de repovoamento, porque em todas as
localidades onde passamos, concretamente na Região de Oio e nas fronteiras
entre as regiões de Gabu e Bafatá, houve apoios e engajamento da população”,
frisou.
Aquele
responsável afirmou que os trabalhos de repovoamento contaram ainda com a
colaboração de chefes de tabancas, associações de Jovens e mulheres, e que todos
se envolveram ativamente no processo.
“O
que nos mais motiva tem a ver com uma tabanca da região de Gabu em que a
própria população decidiu conservar uma parte, que denominaram de Floresta
Comunitária”, salientou.
O
Diretor-geral das Florestas e fauna sublinhou que muitas comunidades locais,
tendo em conta as ameaças de desertificação, e enquanto populares que dependem
muito das florestas, decidiram se abdicar das desmatações habituais.
“Acho que, se tudo correr bem, daqui há alguns
anos, teremos Floresta Comunitária
naquela localidade para servir a população local”, disse.
Perguntado
sobre o que têm em carteira para a realização de um Inventário Florestal do
país, que não foi feito desde o período colonial, Diamantino Quadé disse
tratar-se de um projecto que acarreta
muito custo.
“É um projecto muito grande e que exige um
orçamento de milhões de dólares é por isso que não foi realizado desde o
período colonial”, disse.
Hortís
Quadé disse que algumas organizações internacionais parceiras manifestaram o interesse em apoio essa iniciativa
mas que até agora estão
a ser estudadas as possibilidades para tradução prática dessa intenção.
No
que tem a ver com a recente decisão do Governo de suspender as atividades de
exploração madeireira no país, Quadé
disse que saúda a medida do executivo.
“No
período de transição em 2012, houve um descontrolo total da ação humana em
relação as nossas florestas. Mas, desde
que o atual Governo de Transição liderado por Ilídio Vieira Té entrou em acção,
sempre se acautelou em termos de
exploração madeireira.
Segundo
Hortís, antes deste período de transição quatro empresas já estavam a explorar a madeira com licenças emitidas pelo próprio Governo , e as
actividades dessas empresas madeireiras
estão a ser seguidas pela Direcção Geral das Florestas e Fauna, com apoio do
Ministério do Interior através de Brigada de Proteção do Meio Ambiente, Polícia
Judiciária e outras instituições.
Informou
que, na semana passada, foi feito o
levantamento de stock de troncos já cortados por cada empresa, de forma a
constatar “in loco” se a quantidade de madeira cortada corresponde com o que
foi autorizada pelo Governo.
Perguntado
sobre se o país ainda dispõe de reservas madeireiras suficientes para explorar,
Diamantino Quadé disse que, não, salientando que o stock já é muito
preocupante.
Disse
que, quando se fala da preservação da floresta, todos se pensam logo na acção
dos madeireiros, quando não é assim, porque os camponeses são os que mais devastam
as matas.
“As
acções das empresas madeireiras têm pouca influência na devastação das
florestas, em relação ação
dos . camponesas que praticam queimadas em grandes
proporções de terrenos, causando danos, não só para as florestas como para a
fauna”, disse Diamantino Hortís Quadé.ANG/ÂC//SG

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