quinta-feira, 13 de agosto de 2026

Florestas/Diretor-geral revela  repovoamento com  14 mil árvores durante mês de árvore

Bissau, 13 Ago 26(ANG) – O Director-geral das Florestas e Fauna, do Ministério de Agricultura e Desenvolvimento Rural, disse que aquela instituição  plantou 14 mil árvores das 50 mil previstas durante o ano em curso no quadro de repovoamento florestal.

Diamantino Hortis Quadé, em entrevista exclusiva concedida hoje à ANG no âmbito do balanço do Mês de Árvore, que decorreu em Julho passado, qualificou de positivo o balanço do repovoamento florestal.

“Podemos considerar de positivo os trabalhos de repovoamento, porque em todas as localidades onde passamos, concretamente na Região de Oio e nas fronteiras entre as regiões de Gabu e Bafatá, houve apoios e engajamento da população”, frisou.

Aquele responsável afirmou que os trabalhos de repovoamento contaram ainda com a colaboração de chefes de tabancas, associações de Jovens e mulheres, e que todos se envolveram ativamente no processo.

“O que nos mais motiva tem a ver com uma tabanca da região de Gabu em que a própria população decidiu conservar uma parte, que denominaram de Floresta Comunitária”, salientou.

O Diretor-geral das Florestas e fauna sublinhou que muitas comunidades locais, tendo em conta as ameaças de desertificação, e enquanto populares que dependem muito das florestas, decidiram se abdicar das  desmatações habituais.

 “Acho que, se tudo correr bem, daqui há alguns anos, teremos  Floresta Comunitária naquela localidade para servir a população local”, disse.

Perguntado sobre o que têm em carteira para a realização de um Inventário Florestal do país, que não foi feito desde o período colonial, Diamantino Quadé disse tratar-se de  um projecto que acarreta muito custo.

 “É um projecto muito grande e que exige um orçamento de milhões de dólares é por isso que não foi realizado desde o período colonial”, disse.

Hortís Quadé disse que  algumas  organizações internacionais parceiras  manifestaram o interesse em apoio essa iniciativa  mas que até agora   estão a ser estudadas as possibilidades para tradução prática dessa intenção.

No que tem a ver com a recente decisão do Governo de suspender as atividades de exploração madeireira no país,  Quadé disse que saúda a  medida do executivo.

“No período de transição em 2012, houve um descontrolo total da ação humana em relação as nossas florestas. Mas,  desde que o atual Governo de Transição liderado por Ilídio Vieira Té entrou em acção, sempre se acautelou em termos  de exploração madeireira.

Segundo Hortís, antes deste  período de transição  quatro empresas  já estavam a explorar a madeira com  licenças emitidas pelo próprio Governo , e as actividades dessas  empresas madeireiras estão a ser seguidas pela Direcção Geral das Florestas e Fauna, com apoio do Ministério do Interior através de Brigada de Proteção do Meio Ambiente, Polícia Judiciária e outras instituições.

Informou que, na semana passada, foi feito  o levantamento de stock de troncos já cortados por cada empresa, de forma a constatar “in loco” se a quantidade de madeira cortada corresponde com o que foi autorizada pelo Governo.

Perguntado sobre se o país ainda dispõe de reservas madeireiras suficientes para explorar, Diamantino Quadé disse que, não, salientando que o stock já é muito preocupante.

Disse que, quando se fala da preservação da floresta, todos se pensam logo na acção dos madeireiros, quando não é assim, porque os camponeses são os que mais devastam as matas.

“As acções das empresas madeireiras têm pouca influência na devastação das florestas, em relação ação
dos . camponesas que praticam queimadas em grandes proporções de terrenos, causando danos, não só para as florestas como para a fauna”, disse Diamantino Hortís Quadé.ANG/ÂC//SG

 

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