Justiça/Novo PGR defende justiça livre de perseguições e favorecimentos
Bissau, 28 Out 26(ANG) - O novo Procurador-Geral da República (PGR), Mário Yalá, disse , terça-feira, que a justiça não deve servir como instrumento de perseguição, intimidação ou favorecimento, devendo antes assumir-se como um espaço de proteção dos direitos, liberdades e garantias fundamentais dos cidadãos.
Segundo o magistrado, a consolidação da justiça exige um rigoroso respeito pelos princípios democráticos e pela separação de poderes.“Uma das nossas missões é promover a justiça, defender a legalidade
democrática e servir o povo guineense”, afirmou.
Mário Yalá falava durante a cerimónia de transferência de poderes com o seu
antecessor, Amadu Tidjane Baldé.
No discurso de tomada de funções, o novo PGR defendeu que a
Procuradoria-Geral da República deve ser uma instituição ao serviço da lei, da
justiça e do povo guineense, acrescentando que a atuação dos seus magistrados e
funcionários deve ter como fundamento e limite o princípio da legalidade.
O responsável sublinhou ainda que a lei deve ser aplicada de forma igual à
todos os cidadãos, independentemente da sua condição social, económica,
política ou institucional.
“A assunção destas funções não altera a minha maneira de ser, os princípios
que me orientam nem o respeito que sempre tive por todos. Continuarei a ser a
mesma pessoa, independentemente das responsabilidades que me foram confiadas”,
declarou.
Mário Yalá defendeu igualmente um ambiente de cooperação e respeito dentro
da instituição.
“A Procuradoria-Geral da República é a casa de todos, onde devem prevalecer
o respeito mútuo, a disciplina,
responsabilidade, legalidade e o espírito
de colaboração”, frisou.
O novo Procurador-Geral considerou que nenhuma instituição consegue cumprir
plenamente a sua missão sem a valorização dos seus profissionais.
Nesse sentido, garantiu que jamais será um fator de instabilidade, divisão
ou enfraquecimento da instituição, assumindo-se como defensor da união, do
diálogo, da estabilidade e da coesão institucional.
“Unidos seremos mais fortes. Divididos, por mais numerosos que sejamos,
seremos sempre frágeis”, advertiu.
Por seu lado, o antigo Procurador-Geral da República, Amadu Tidjane Baldé,
salientou que o Ministério Público ocupa uma posição fundamental na arquitetura
do Estado de direito, desempenhando funções que vão além da intervenção
processual e da promoção da ação penal.
Segundo Baldé, o cargo de Procurador-Geral da República exige uma atuação
responsável na defesa da legalidade, na proteção dos interesses confiados por
lei ao Ministério Público e na preservação da confiança dos cidadãos na
justiça.
O magistrado recomendou ao seu sucessor a dar continuidade ao trabalho
desenvolvido e imprimir o dinamismo
necessário para o fortalecimento do Ministério Público.
Amadu Tidjane Baldé apelou à serenidade, ao discernimento e à determinação
no exercício do mandato, defendendo o reforço da independência, igualdade, eficácia e da credibilidade da instituição. ANG/O
Democrata

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