Segurança
Social/“À qualquer cidadão deve ser
assegurado o direito de Protecção Social para fazer face às eventualidades da
vida”, diz DG de INSS
Bissau,
21 Out 26 (ANG) - O Director-geral do Instituto Nacional de Segurança Social
(INSS) disse, segunda-feira, que à qualquer cidadão deve ser assegurado o
direito de protecção social com a finalidade de fazer face as eventualidades da
vida.
Segundo
a Página de facebook do INSS, Cheikh
Amadu Bamba Koté falava na cerimónia de encerramento da Campanha de Informação
e Sensibilização sobre o alargamento da cobertura de Protecção Social aos
trabalhadores independentes e da economia informal, realizada no Sector de
Quebo, no Sul da Guiné-Bissau.
O
Director-geral de INSS considerou o alargamento da cobertura para os
trabalhadores independentes e da economia informal como um dos maiores desafios
de momento, e prometeu a aceleração dos
trabalhos para aderir o sistema.
Falando
aos comerciantes e feirantes do Mercado de Quebo, Bamba Koté fez referência aos
dados da cobertura de protecção social na Guiné-Bissau que, segundo disse,
estão abaixo dos 3% do total da população, o que na sua opinião deve constituir
uma preocupação de todos.
“Não
interessa o ramo da actividade, basta ter um rendimento da actividade exercida
e o meio para o sustento deve fazer parte do sistema de protecção social”, disse
aquele responsável.
Sublinhou
que têm actualmente cinco grupos prioritários para iniciar o processo do alargamento,
nomeadamente, Comerciantes, Criadores de gado, Condutores, Agricultores e
Empregadas Domésticas.
“Aqui
estamos a falar de quem ganha o seu pão de cada dia. Essa pessoa, apresenta as
mesmas necessidades que a outra, mas a diferença é que não tem um empregador,
daí que o sistema será novo”, explicou Koté.
Sustentou
que o novo sistema será adaptado a condição de informais e independentes, mas
terão sempre a protecção que se exige.
“Nos
pacotes previstos, para além de reforma e assistência na doença que são iguais
com o regime geral já em vigor, há ainda o pacote de maternidade, de apoio
escolar e de acidente de trabalho que cada aderente vai poder escolher”,
salientou.
Segundo
Bamba Koté, o sistema que está a ser preparado já existe noutros países nomeadamente
na Costa de Marfim, Cabo Verde e Ruanda
.
O Director-geral
acrescentou que, neste momento, têm uma comissão que está a trabalhar a legislação e os pacotes que serão colocados
à disposição dos trabalhadores independentes no momento de inscrição. ANG/AALS/ÂC//SG
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