quinta-feira, 6 de julho de 2017

Safim/Desporto



Autoridades homenageiam desportistas que honraram o sector

Bissau, 06 Jul 17 (ANG) - O Administrador de Safim, Libanio Gomes Dias procedeu hoje a entrega de Certificado de Mérito a equipa de futebol e de ciclismo locais, pelas suas prestações nas provas em que participaram, fazendo elevar, com honra, o nome do Sector.

De acordo com este responsável, a equipa de ciclismo que envergou a camisola em nome do sector protagonizou grande proeza que deixou todo o Safim de orgulho, pelo que se justifica plenamente a distinção que agora se realizou.

“Na época transacta, a equipa de futebol de Safim posicionou-se na segunda posição na sua série, por isso achamos por bem reconfortá-la com um reconhecimento público”, justificou o administrador que não esqueceu de reconhecer ainda o grupo cultural local que, em nomeado do sector, tomou parte num festival regional de Biombo, no qual tiveram oportunidade de exibir a riqueza da diversidade cultural do pais.

Libânio Gomes Dias defendeu que mais vale reconhecer alguém ainda em vida, do que um herói morto tendo advogado para a cultura, a atribuição de mérito aos melhores.
Em reacção ao  gesto, o Presidente da Equipa de Futebol de Safim, reiterou a sua satisfação pelo gesto que considera “raro”, numa adminsitracao local e agradeceu os investimentos feitos pelas autoridades locais.

“Portanto, estamos mais motivados para continuar a trabalhar, particularmente para combater a delinquência no seio dos jovens de Safim”, prontificou a concluir Silava Victor Gomes Mamutche. 
ANG/JAM/SG


Portugal



CDS/PP questiona ministro da Cultura sobre suspensão de emissões da RTP na Guiné-Bissau

Bissau,06 Jul 17(ANG) - O CDS/PP entregou quarta-feira no Parlamento um requerimento em que questiona o ministro da Cultura português sobre as razões subjacentes à decisão guineense de suspender as atividades e as emissões dos canais África da RTP/RDP na Guiné-Bissau.
 
Quatro deputados centristas - Vânia Dias da Silva, João Pinho de Almeida, Ana Rita Bessa e Filipe Lobo d'Ávila -, levantaram outras tantas questões a Luís Filipe Castro Mendes sobre se, de facto, confirma a receção de pelo menos também quatro cartas enviadas pelo Governo guineense - setembro e outubro de 2016 e março e junho de 2017.

"É verdade que o Governo português não deu resposta às mesmas, colocando assim em risco as boas relações institucionais entre os dois países lusófonos, além de pôr em perigo a emissão e o trabalho da RTP África e da Agência Lusa naquele país? Se respondeu, em que datas o fez?", questionam também os quatro deputados centristas.

Por outro lado, perguntam ao ministro da Cultura se só a 07 de junho último, "10 meses depois da primeira carta do Governo da Guiné-Bissau", enviou à RTP uma proposta referente à revisão do protocolo.

Por fim, o CDS/PP, oposição em Portugal, questiona Luís Filipe Castro Mendes sobre que medidas foram já tomadas pelo ministro da Cultura para que "restabelecer o normal funcionamento das emissões e assegurar o bom relacionamento com as instituições da Guiné-Bissau".

O ministro da Cultura português tem agora 30 dias para responder às questões.

A 30 de junho, o ministro da Comunicação Social guineense, Vítor Pereira, anunciou a suspensão das emissões dos canais África da RTP e RDP e da atividade da agência Lusa a partir das 00:00 de 01 deste mês, alegando a caducidade do protocolo assinado a 31 de outubro de 1997.

Vítor Pereira, porém, acabaria por excluir, no mesmo dia, a agência noticiosa portuguesa da suspensão das atividades.

Já a 01 deste mês, o ministro da Comunicação Social guineense convocou nova conferência de imprensa, em que justificou que a decisão de suspensão das atividades da rádio e televisão pública de Portugal no país "não é uma questão política, mas apenas técnica".
ANG/Lusa

Felicitações



José Mário Vaz reafirma determinação de manter boas relações entre Guiné-Bissau e Cabo Verde

Bissau, 06 Jul 17 (ANG)- O Presidente da República José Mário Vaz reafirmou a sua determinação em tudo fazer para que a Guiné-Bissau e Cabo-Verde desenvolvam e consolidem cada vez mais as suas relações de amizade.
 
A informação consta numa mensagem de felicitação do Presidente da República da Guiné-Bissau dirigida ao seu homólogo cabo-verdiano por ocasião de celebração de mais um aniversário da sua independência,  no dia 5 de Julho.

“Nesta feliz ocasião, gostaria de, em nome do povo guineense e em meu nome próprio realçar a importância dos laços tradicionais de amizade, solidariedade e de cooperação existentes entre os dois países”, refere o documento.

De acordo com a carta, José Mário Vaz endereçou votos de boa saúde e  felicidades ao presidente da República de Cabo-Verde e bem-estar ao povo cuja história e destino juntou com o da Guiné-Bissau.  
ANG/AALS/ÂC/SG

Transáfrica GB



“Incumprimento do tarifário de 150 francos CFA fixado por lei prejudica a empresa ”, diz seu administrador 

Bissau,06 Jul 17(ANG) – O administrador da empresa de transportes colectivos de passageiros(Transáfrica GB), afirmou que a não aplicação do tarifário legal de 150 francos CFA no percurso Aeroporto/Matadouro nos autocarros e toca-tocas dificulta a rentabilidade da sua firma.
António Rodrigues Soares

António Rodrigues Soares, em entrevista exclusiva à ANG sobre o balanço de um mês de circulação dos seus autocarros na capital Bissau, disse que o tarifário de 100 francos CFA cobrados actualmente no trajecto Aeroporto/Matadouro é inexistente por lei.

“É uma prática que foi implementada, não sei por quem. Mas os transportes toca-tocas aplicam essa tarifa e os autocarros são obrigados a fazer os mesmos. É claro que isso se torna num prejuízo evidente porque estamos a cobrar um valor de 50 por cento à menos o que é muita diferença”, explicou.

Aquele responsável sublinhou que outra dificuldade com que se depara a empresa tem a ver com a falta de autorização da Câmara Municipal de Bissau para a instalação de abrigos para os passageiros e a sinalização de paragens de autocarros.

“Os nossos clientes-passageiros reclamam a inexistência de abrigos de carga e descarga. Isso é uma situação em que a Câmara Municipal não deu ainda resposta favorável, não obstante termos já  entregue o pedido”, informou.

António Rodrigues Soares afirmou que a empresa conseguiu transportar pouco mais de 75 mil passageiros no mês de junho findo.

“Temos a intenção de continuar a aumentar a nossa frota de autocarros. Contudo, isso tem que  ver com a rentabilidade da empresa e o cumprimento dos tarifários”, informou.

Autocarros da Transáfrica GB
Perguntado sobre o que os clientes podem esperar da Transáfrica nos próximos tempos, o administrador disse que é a “continuidade dos serviços prestados e melhorias em termos de cumprimento rigoroso dos horários entre outros”.

“Outros constrangimentos que se verifica nas estradas têm a ver com a concorrência desleal porque outras empresas detentores de autocarros violam e regulamento do transporte público e os serviços competentes em vez de  resolverem a siatuação ficam impávidos”, lamentou.

A Transáfrica GB dispõe actualmente de 30 autocarros para os transportes de passageiros, sendo 17 urbanos e 13 inter-urbanos e conta com cerca de 80 trabalhadores.  
ANG/ÂC/SG

Crise política



           Presidente da República retoma consultas com actores políticos

Bissau,06 Jul 17(ANG) - O Presidente da Guiné-Bissau, José Mário Vaz, retomou quarta-feira as consultas com os atores políticos com vista a busca de uma saída para crise, disseram à Lusa fontes ligadas ao processo de facilitação do diálogo.

De acordo com as mesmas fontes, José Mário Vaz, reuniu-se quarta-feira, "longe dos jornalistas", com o presidente do Supremo Tribunal de Justiça, Paulo Sanhá, e com o líder do Parlamento, Cipriano Cassamá.

Os encontros acontecem na sequência de um "trabalho de facilitação ao diálogo nacional" que tem sido conduzido por um grupo de mulheres sob o patrocínio da ONU, em Bissau, precisaram ainda fontes ligadas ao processo. O grupo é liderado pela antiga deputada e ex-candidata presidencial, Francisca "Zinha" Vaz.

No mesmo âmbito, o líder guineense deverá receber, na segunda-feira, os presidentes dos dois maiores partidos no parlamento, Domingos Simões Pereira, do PAIGC, e Alberto Nambeia, do PRS.

Os dois partidos estão atualmente desavindos quanto ao funcionamento do parlamento, ao ponto de bloquearem o órgão há mais de um ano. Também na segunda-feira, José Mário Vaz, receberá representantes do chamado grupo dos 15 deputados dissidentes do PAIGC.

Nas reuniões, o chefe do Estado guineense "vai procurar encontrar o melhor consenso" com vista a implementação do Acordo de Conacri, precisou uma fonte ligada a facilitação do diálogo entre José Mário Vaz e os restantes atores políticos.

O Acordo de Conacri é um instrumento patrocinado pela Comunidade Económica de Estados da Africa Ocidental (CEDEAO) e visa no essencial a criação de um Governo integrado por todas as forças políticas representadas no parlamento. O actual executivo conta apenas com uma das cinco formações políticas com assento parlamentar.  
ANG/Lusa

Ensino

Vinte e três por cento das crianças estão fora do sistema educativo formal – diz relatório da Plan Internacional

Bissau,06 Jul 17(ANG) - Quase um quarto das crianças guineenses, cerca de 23 por cento, não vão à escola, segundo um relatório divulgado quarta-feira pela Plan Internacional, uma organização não-governamental, que atua na Guiné-Bissau.

O relatório, baseado em estudos recentes, aponta que as crianças portadoras de deficiências e as do sexo feminino são as que menos frequentam a escola na Guiné-Bissau, enfatizou Alassan Drabo, representante do Plan em Bissau.

A juntar a esta realidade está ainda o facto de a taxa de abandono escolar ser de 18 por cento, sublinhou Drabo ao apresentar um relatório em que a organização reclama «a implementação de políticas para uma Educação Inclusiva, Equitativa e de Qualidade na Guiné-Bissau».

Perante o ministro guineense da Educação, Sandji Faty, o representante do Plan Internacional apontou a zona leste do país como a região onde mais se concentram crianças fora do sistema educativo formal.

O estudo indica que «questões socioculturais» impedem que «grande número de pessoas» dessa zona estejam dentro do sistema educativo. As regiões do leste da Guiné-Bissau, Bafatá e Gabú, são habitadas maioritariamente por indivíduos islamizados.

O ministro guineense da Educação concordou com o panorama desenhado pelo Plan Internacional, sobretudo em relação às comunidades predominantemente de indivíduos islamizados, mas afirmou que o trabalho que tem sido feito «já apresenta bons resultados».

Sandji Faty diz estar em curso «uma mudança do paradigma» nestas comunidades, em que os pais agora mandam as suas crianças para a escola formal e pedem abertura de mais estabelecimentos do ensino formal.

Dantes o ensino, naquelas comunidades, limitava-se ao Corão, precisou o ministro, para destacar a «mudança das mentalidades», também fruto do trabalho de organizações como o Plan, disse.

«Até parece que houve um `click´ com grandes comunidades a pedirem a abertura de escolas», sublinhou Sandji Faty enfatizando o número crescente de meninas nas turmas em certas comunidades islamizadas.

«Há dez, quinze anos atrás, por exemplo, era impensável ver numa `tabanca´ escolas em que as meninas são em maior número que os rapazes», afirmou o governante.

O representante do Plan na Guiné-Bissau corroborou a realidade destacada pelo ministro, mas salientou que a tendência é acontecer que conforme as crianças avançam nos níveis de escolaridade as do sexo feminino e as portadoras de deficiências tendem a «ficar para trás». 
ANG/Lusa


Função Pública



União Europeia forma quadros da Administração Pública guineense em Novas Tecnologias de Informação e Comunicação

Bissau, 06 Jul 17 (ANG) – Trinta técnicos da Administração Pública guineense participam desde o dia três em Bissau numa formação sobre a governação electrónica (eGov) e Tecnologias de Informação, (TIC) promovida pelo  Projeto de Apoio à Melhoria da Qualidade e da Proximidade dos Serviços Públicos nos PALOP e Timor-Leste (PASP/PALOP-TL).

Embaixador da União Europeia
Segundo um comunicado à imprensa da delegação da União Europeia em Bissau à que a ANG teve hoje acesso, a formação que encerra na sexta-feira integra cursos de pequena duração e workshops em Tecnologias de Informação e Comunicação e Governação Eletrónica em parceria com a Universidade do Minho e a Unidade Operacional da Universidade das Nações Unidas (UNU-EGOV). 

Os formandos são técnicos do Centro de Valorização Tecnológica e Governação Eletrónica (CEVATEGE) e de outras entidades públicas ligadas ao desenvolvimento das Tecnologias de Informação e Comunicação (TIC’s) e da Governação Eletrónica (eGOV) no país. 

Com esta formação, o PASP/PALOP-TL pretende capacitar os Serviços Públicos guineenses para melhorar a qualidade dos serviços prestados e aproximando o Estado dos cidadãos por meio da Governação Eletrónica. 

Na Guiné-Bissau, além das formações, o projeto conta com a iniciativa nacional “Modernização do Registo Civil” que visa a digitalização da documentação histórica do Registo Civil, a recuperação do Livro de Assentos e a discussão pública sobre os Serviços Públicos. Iniciativa executada pelo CEVATEGE (Centro de Valorização Tecnológica e Governação Eletrónica) em parceria com a Direção Geral do Registo Civil do Ministério da Justiça.     

O Projeto de Apoio à Melhoria da Qualidade e da Proximidade dos Serviços Públicos nos PALOP e TimorLeste é um projeto cofinanciado pela União Europeia no valor de cinco milhões de Euros, no âmbito do 10º FED, e cofinanciado e executado pelo Camões – Instituto da Cooperação e da Língua, I.P. em um milhão de Euros.
ANG/SG

Portugal



Embaixador Helder Vaz não quer “contraditar” MNE português no caso  RTP/RDP ÁFRICA

Bissau, 06 Jul 17 (ANG) - O embaixador guineense em Lisboa afirmou terça-feira que não quer contraditar o ministro dos Negócios Estrangeiros português, Augusto Santos Silva, no “incidente” ligado à suspensão das atividades e emissões dos canais África da RTP/RDP na Guiné-Bissau.
 
Helder Vaz Lopes escusou-se, desta forma, a avançar mais pormenores sobre o que qualificou como “pequeno incidente” entre os governos guineense e português, relacionado com a decisão de Bissau em suspender as emissões da RTP África e RDP África que alegando a caducidade do protocolo assinado a 31 de outubro de 1997.

Vaz Lopes não quis gravar quaisquer declarações, alegando que a Guiné-Bissau tem uma “agenda construtiva” nas relações bilaterais com Portugal e que pretende resolver um “pequeno problema, um acidente de percurso” que, assegurou, “não afeta nem afetará” as relações entre os dois Estados.

Mais do que isso, acrescentou, o Governo da Guiné-Bissau pretende “ampliar” as relações de cooperação na área da comunicação social, quer pública quer privada”, insistindo ainda na ideia de que “não passa pela cabeça” do executivo guineense “criar obstáculos” à liberdade de expressão ou de opinião.

O diplomata guineense aludia a declarações de Santos Silva, que, conhecida a decisão de Bissau, a 30 de junho, indicou tratar-se de “um atentado à liberdade de expressão e à liberdade de imprensa”, lamentando-a e considerando ainda que “este tipo de ultimatos é inaceitável”.

Helder Vaz falava aos jornalistas da agência Lusa e da RDP África numa pausa dos trabalhos de um debate intitulado “Os Desafios da Comunidade Guineense em Portugal”, organizado pelo Grupo Parlamentar de Amizade Portugal/Guiné-Bissau, que decorre na Assembleia da República em Lisboa.

Na abertura do debate, que contou com a presença da secretária de Estado dos Negócios Estrangeiros e da Cooperação portuguesa, Teresa Ribeiro, o diplomata guineense criticou a “falta de responsabilização” que disse existir nos canais África da RTP/RDP, suspensas na Guiné-Bissau desde 01 deste mês.

“Há pessoas que os têm usado para fazer luta partidária, que usam os canais públicos portugueses para fazerem programas partidários”, afirmou Helder Vaz, que criticou os “excessos de linguagem” nas críticas contra o Governo guineense.

“Queremos que se distinga entre a atividade política e a atividade jornalística”, afirmou Helder Vaz, que tinha também na plateia representantes de cerca de dezena e meia de associações e instituições guineenses da diáspora.

“Já se sabem as posições dos dois lados e a mim cabe-me fazer pontes. E é isso que tenho estado a tentar fazer”, sublinhou Helder Vaz, que não adiantou mais pormenores.
Na sua intervenção, Teresa Ribeiro escusou-se a comentar as palavras de Hélder Vaz, alegando que o Governo português “já clarificou a sua posição em várias ocasiões”, optando por lembrar que Portugal “é sempre aliado” da Guiné-Bissau em todos os fóruns internacionais, realçando o caso da União Europeia (UE).

“Quero deixar aqui uma mensagem de comunhão de laços que nada pode separar”, afirmou a governante portuguesa que, também numa pausa dos trabalhos, garantiu à Lusa e à RDP África que este “incidente” em nada vai afetar as relações entre os dois países.
A 30 de junho, o ministro da Comunicação Social guineense, Vítor Pereira, anunciou a suspensão das emissões dos canais África da RTP e RDP e da agência Lusa a partir das 00:00 de 01 deste mês, alegando a caducidade do protocolo assinado a 31 de outubro de 1997.

Vítor Pereira, porém, acabaria por excluir, no mesmo dia, a agência noticiosa portuguesa da suspensão das atividades.

Já a 01 deste mês, o ministro da Comunicação Social guineense convocou nova conferência de imprensa, em que justificou que a decisão de suspensão das atividades da rádio e televisão pública de Portugal no país “não é uma questão política, mas apenas técnica”.
ANG/Lusa/Fim

Espanha



El País ridiculariza Portugal: assalto sem um tiro, sem um “alto”, sem um “ai”

Bissau, 06 Jul 17 (ANG) - “A seguir à Islândia e Nova Zelândia não há país no mundo mais pacífico que Portugal”, lê-se num artigo do jornal espanhol El País. 
 
Primeiro foram os incêndios, agora o assalto a Tancos: a imprensa espanhola voltou a “atacar” Portugal.

O artigo está escrito em tom irónico e todo ele “denuncia” a falta de ação militar, no assalto em Tancos que, de acordo com o jornal, foi feito por “mais de uma dúzia de assaltantes”. O jornal descreve o assalto como “pacífico“, “sem um tiro, sem um ‘alto’, sem um ‘ai'”.

“Chegaram com um camião, fizeram um buraco na vedação e foram às dezenas de paióis, mas só visitaram aquele que tinha o material de que precisavam e deixaram os outros. De certeza que em sua casa demorava mais a encontrar um iogurte no frigorífico“, ridiculariza o jornal.

“Levavam uma lista de compras, com a diferença de que tudo era grátis. Carregaram a braços as pesadas caixas, andando daqui para ali 500 metros e, quando acabaram o assalto, partiram como chegaram”.

A publicação denuncia ainda que a base de Tancos tem o sistema de videovigilância avariado “há cinco anos e que a vedação podia ser cortada com uma tesoura. “As 25 guaridas para os vigilantes estão em péssimo estado, pelo que é melhor que nenhum soldado arrisque a sua vida ao ir para lá. Como consequência, não há ninguém lá”.

E há mais: o jornal escreve mesmo que os militares demoram meio dia a fazer uma ronda ao perímetro e que quando o fazem “vão rezando para que ninguém os ataque, porque só se podem defender à paulada“, já que as armas não estão carregadas.

Para rematar, o jornal comenta: “Depois de conhecer isto, se o índice Global de Paz não dá o primeiro lugar a Portugal em 2018 será uma injustiça“. ANG/ZAP

quarta-feira, 5 de julho de 2017

Eleições antecipadas




“CNE está pronta, se forem convocadas”, diz  Secretária Executiva”

Bissau, 05 Jul 17 (ANG) – A Secretária Executiva da Comissão Nacional de Eleições (CNE) afirmou que a sua instituição está preparada para realizar as eleições legislativas antecipadas,  caso houver uma convocatória para o efeito.

Cátia Lopes deu estas declarações, em exclusivo à ANG, na sequência da recente afirmação do Presidente da República, em como se, “ num prazo de três meses, o PAIGC, o PRS e Grupo dos 15 não se entenderem para desbloquear o  Parlamento e acabar com a actual crise política, devolverá o poder ao povo”, através da convocação de eleições legislativas antecipadas.

No entanto, a Porta-voz da CNE fala dos estrangulamentos que tem a ver com a falta de actualização de Cadernos Eleitorais e o dinheiro para financiar eleições. 

Sobre o primeiro, esta responsável informou que a Lei do Recenseamento Eleitoral do país recomenda, a actualização dos cadernos nos primeiros três meses de cada ano. O que, segundo as suas palavras, não aconteceu.

Em relação aos recursos financeiros, a Secretária Executiva da Comissão Nacional de Eleições disse que, de acordo com as estimativas para organizar o escrutínio normal em 2018, a entidade precisará de 4,5 milhões de Dólares.

Questionada sobre a previsão do número total de potenciais eleitores no próximo ano, sem quantificar, Cátia Lopes assegura que será superior aos 775.508 guineenses que votaram nas eleições gerais de 2014.

De acordo com a Lei Eleitoral, a Guiné-Bissau possui 29 Círculos Eleitorais: seis em Bissau, vinte e um nas regiões e dois na Diáspora, ou seja, na Europa e África, os quais elegem no total, 102 deputados. 

ANG/QC/SG