terça-feira, 26 de maio de 2026

    África do Sul/Treze pessoas mortas em tiroteios durante fim de semana

Bissau, 26 Mai 26 (ANG) - A província sul-africana do Cabo Ocidental teve um fim de semana particularmente sangrento, com pelo menos 13 pessoas mortas em uma série de tiroteios distintos, segundo relatos da polícia.

A polícia provincial confirmou na segunda-feira que estava investigando dois tiroteios distintos em Makhaza e Endlovini, nos quais seis homens foram mortos com poucas horas de diferença.

No primeiro incidente, três homens com idades entre 20 e 24 anos foram mortos a tiros dentro de uma habitação informal.

O porta-voz da polícia, André Traut, disse que os familiares ouviram tiros antes de encontrarem as vítimas baleadas dentro da casa.

Num segundo incidente, três homens adultos na casa dos trinta anos foram alvejados numa taberna em Endlovini, nas primeiras horas da manhã de segunda-feira, prosseguiu ele, acrescentando que as vítimas posteriormente sucumbiram aos ferimentos num centro médico.

"Os suspeitos envolvidos em ambos os incidentes fugiram e ainda não foram presos, enquanto os motivos continuam sendo investigados", disse o mesmo oficial.

Entre sexta-feira e sábado, sete pessoas também foram mortas em diversos tiroteios em diferentes locais.

"Os cinco incidentes resultaram em sete mortes. Relatórios oficiais da polícia indicam que um dos incidentes ocorreu em Mgabadeli, onde um homem de 46 anos foi morto a tiros após retornar do trabalho, aparentemente por três homens armados que fugiram em seguida", explicou Novela Potelwa, outra porta-voz da polícia.

Em Thubelisha, dois homens de 27 e 32 anos também foram mortos a tiros por homens armados não identificados, explicou o mesmo oficial, acrescentando que a polícia também descobriu, em outra área, os corpos de um homem de 27 anos e de uma mulher de 26 anos dentro de um barraco, ambos com ferimentos de bala.

Policiais em patrulha também foram abordados e informados de outro incidente na Rua Luyolo, entre moradias precárias, onde descobriram o corpo de um homem de 33 anos que havia sido baleado.

"Na madrugada de sábado, a polícia foi chamada à 7ª Avenida, onde foi encontrado o corpo de um homem de 37 anos que também apresentava ferimentos de bala", relatou ela.

Ela afirmou que os motivos desses tiroteios são objeto de investigação policial, especificando que nenhuma prisão foi efetuada até o momento.

Na última sexta-feira, o Ministro da Polícia, Firoz Cachalia, anunciou que a África do Sul registou 5.181 assassinatos entre 1º de Janeiro e 31 de Março deste ano, uma média de 58 homicídios por dia. ANG/Faapa

         
       Congo
/Governo anuncia abolição de vistos para africanos a partir de 2027

Bissau, 26 Mai 26 (ANG) - A República do Congo abolirá os vistos para todos os cidadãos africanos a partir de 2027, anunciou o presidente congolês Denis Sassou N'Guesso na segunda-feira em Brazzaville, por ocasião da celebração do Dia da África.

"A partir de 1º de Janeiro de 2027, os cidadãos de todos os países africanos poderão usufruir da isenção de visto e não precisarão mais de visto para entrar no Congo", afirmou o Chefe de Estado, apelando ao fortalecimento da integração regional através da implementação concreta da Área de Livre Comércio Continental Africana (AfCFTA).

Por sua vez, o atual Presidente da União Africana, Évariste Ndayishimiye, Presidente da República do Burundi, apelou, na sua mensagem por videoconferência, a uma maior solidariedade africana, a uma integração continental acelerada e a reformas dos sistemas de governação à escala global, de forma a melhor refletir o papel crescente de África nos assuntos mundiais.

Representando a Presidente da Comissão da União Africana, Selma Malika Haddadi, Vice-Presidente da Comissão, afirmou que a celebração do Dia da África é uma oportunidade para homenagear o Grupo Banco Africano de Desenvolvimento (BAD) pelo seu papel essencial como principal financiador do desenvolvimento no continente.

"Durante décadas, o AfDB demonstrou que uma África que investe em si mesma é uma África que fortalece sua soberania económica, sua resiliência e sua capacidade de assumir o controle de seu próprio desenvolvimento", afirmou ela.

Celebrado anualmente em 25 de Maio, o Dia da África comemora a fundação da Organização da Unidade Africana em Addis Abeba, em 1963, que mais tarde se transformou na União Africana. ANG/Faapa

   


Côte D´Ivoire/ CEDEAO recorre aos meios de comunicação social para reforçar a governação da segurança na África Ocidental

Bissau, 26 Mai 26 (ANG) - O papel da mídia e dos atores da sociedade civil na consolidação e promoção da governança da segurança foi destacado em Abidjan pela Comunidade Económica dos Estados da África Ocidental.

Durante uma reunião de dois dias dedicada à reforma e governança do setor de segurança, as diversas partes interessadas afirmaram unanimemente que a mídia e as organizações da sociedade civil são chamadas a desempenhar um papel mais ativo nas políticas de segurança implementadas na África Ocidental.

Essa observação, acrescentam, decorre de uma abordagem que deve ser mais participativa e democrática em relação às questões de segurança, lembrando, nesse sentido, o contexto regional marcado pelo aumento da desordem informacional, mas também por riscos e ameaças multifacetados à segurança.

Consideraram que a participação cidadã e o controlo democrático continuam a ser essenciais para uma governação da segurança eficaz e mais inclusiva, sublinhando, ao mesmo tempo, a necessidade de uma compreensão aprofundada dos progressos alcançados nesta área a nível sub-regional, bem como a identificação dos desafios persistentes e das reformas de segurança implementadas.

Cabe ressaltar que esta reunião foi organizada no âmbito do Projeto de Apoio da CEDEAO para a Paz, Segurança e Governança (ESPG), que abrange o período de Dezembro de 2024 a Dezembro de 2027 e conta com financiamento conjunto da União Europeia (UE) e do Ministério Alemão da Cooperação Económica e do Desenvolvimento.

Em seu discurso na ocasião, o chefe do Projeto EPSG, Oswald Padounou, lembrou que o Quadro Político da CEDEAO sobre Reforma e Governança do Setor de Segurança (SSRG), adotado em 2016 em Dakar, permanece amplamente desconhecido em diversos Estados-membros, observando que, embora alguns países já tenham integrado os princípios de governança de segurança defendidos pela organização sub-regional, outros ainda estão atrasados ​​em sua apropriação.

Ele prosseguiu dizendo que o objetivo é promover uma melhor compreensão da estrutura do RGSS e, assim, criar um espaço de troca entre os vários atores envolvidos nas reformas de segurança.

O Sr. Padounou observou que esta reunião oferece à mídia e às organizações da sociedade civil a oportunidade de compreender melhor este instrumento político estratégico, a fim de aumentar sua contribuição para o controle democrático das políticas de segurança pública.

Recordamos que o Quadro Político da CEDEAO sobre a Reforma do Setor de Segurança e a Governança constitui um ponto de referência para os Estados-Membros, as Instituições Comunitárias e os Parceiros Técnicos.

Este roteiro estabelece diretrizes para o desenvolvimento, implementação e avaliação de políticas de segurança, com ênfase em princípios como transparência, responsabilidade e respeito ao Estado de Direito. ANG/Faapa

 

Sociedade/ Primeiro-ministro  defende educação e a valorização da juventude nas comemorações dos 51 anos do Liceu Nacional Kwane Nkrumah

Bissau, 26 Mai 26 (ANG) – O Primeiro-ministro defendeu , segunda-feira, uma “aposta forte”  na educação,  juventude e na construção de instituições sólidas  para o futuro do país e do continente africano.

Ilídio Vieira Té discursava no ato comemorativo dos 51 anos do Liceu Nacional Kwame Nkrumah e do dia de África.

Para Vieira Té   homenagear o Liceu Kwame Nkrumah representa também celebrar  a educação, liberdade africana, a consciência política do continente e o futuro das novas gerações.

Perante os estudantes, professores, antigos alunos e membros do governo, Ilídio Vieira Té evocou a figura de Kwame Nkrumah como um dos  principais arquitetos do pensamento pan-africano moderno, recordando a sua visão de que a independência política só faz sentido quando é acompanhado da liberdade económica, intelectual e científica de África.

O Primeiro-Ministro apontou a pobreza, o desemprego juvenil, a corrupção, a fragilidade institucional, a dependência económica e a crise educativa como os desafios  que continuam a marcar o continente.

salientou que os desafios da nova geração africana já não se travam apenas nos campos de batalha, mas sobretudo nas escola, universidades, na ciência,  tecnologia,  economia,  boa governação e na consolidação de instituições.

 Té atribuiu ao Liceu Nacional Kwame Nkrumah um papel histórico na formação de várias gerações de quadros nacionais, classificando-o como um património moral da República e um espaço de formação de consciência crítica, patriotismo e cidadania.

Defendeu para a nova geração uma formação  capaz de modernizar o Estado, fortalece a democracia e afirmar a soberania nacional.

“A Guiné-Bissau não pode continuar refém do improviso, da instabilidade permanente ou da fuga de cérebro” disse acrescentando que o país precisa recuperar a autoridade moral da educação e a valorização da escola pública.

Considerou que. a verdadeira independência africana continua a ser um projecto em construção, que exige liderança  séria, educação de qualidade, Estados fortes e cidadãos conscientes.

O Primeiro-ministro felicitou a direção do Liceu Nacional Kwame Nkrumah, os professores, funcionários, antigos alunos e estudantes pelos 51 anos da instituição, desejando que continue a afirmar-se como uma escola de excelência, símbolo de patriotismo e  da esperança para a juventude
guineense. ANG/LPG/ÂC//SG

Economia/FMI faz previsão socioeconómica negativa para África subsaariana, devido ao conflito no Médio Oriente 

 
“Por Queba Coma – Correspondente da ANG em Portugal”

 

Lisboa, 26 de Mai 26 (ANG) – O Fundo Monetário Internacional adverte que um prolongamento do conflito no Médio Oriente, entre o Irão e Estados Unidos de América e Israel “poderia aumentar, ainda mais, os preços dos bens alimentares, do petróleo e fertilizantes, nos países da África Subsaariana, como a Guiné-Bissau.


Segundo o Correspondente da ANG em Portugal, a informação consta no seu Relatório deste mês de abril, sobre as perspectivas económicas regionais intitulado “África Subsariana – Pressão sobre Ganhos Económicos Conquistados”.

 

Perante este cenário, o documento acrescenta que a produção pode contrair-se em 0,6% na região, registando um impacto mais acentuado nos países importadores de petróleo, como a Guiné-Bissau, enquanto a inflação poderia aumentar na ordem dos 2,4 pontos percentuais em 2026, face ao cenário de base elaborado antes da guerra.

 

No documento, o FMI enfatizou que a guerra no Médio Oriente “turvou as perspetivas”, dado ao aumento dos preços do petróleo, do gás e dos fertilizantes, juntamente com os custos do transporte marítimo.

 

 “Além disso, o choque perturbou o comércio com os parceiros do Golfo, reduziu o número de turistas e afetará provavelmente as remessas enviadas para alguns países”, adiciona o informe.

 

Ainda, como consequência deste conflito, o Relatório do FMI afirma que os países pobres em recursos naturais e importadores de petróleo deparam-se com uma deterioração da balança comercial e um aumento do custo de vida, enquanto os Estados exportadores deste hidrocarboneto beneficiarão do aumento das receitas de exportação, mas continuarão expostos à volatilidade e aos riscos de “políticas pró-cíclicas”.

Também, declara que pobreza, a insegurança alimentar e outros indicadores sociais, já fragilizados pela pandemia de coronavírus, poderão deteriorar-se ainda mais com a redução da ajuda externa e a subida dos preços dos bens alimentares. 

 

Segundo as estimativas dos peritos do FMI que elaboraram este relatório, um aumento de 20 por cento nos preços internacionais dos bens alimentares poderia colocar mais de 20 milhões de pessoas em situação de insegurança alimentar moderada ou grave nesta zona africana ao sul de Saara.

 

Para inverter esta situação e perspetivas pessimistas, esta instituição do “Bretton Woods” aconselha os países importadores de petróleo à “preservarem as despesas sociais e de desenvolvimento prioritárias, procurando ao mesmo tempo, aumentar a mobilização de receitas internas, melhorar a eficiência das despesas e reforçar a gestão das finanças públicas”. 

 

“As autoridades nacionais devem acelerar as reformas estruturais em prol do crescimento e da diversificação. A integração regional pode fomentar o crescimento e melhorar a resiliência da cadeia de abastecimento, num contexto geopolítico em mutação”, conclui o FMI.  

 

Os países como a Guiné-Bissau, Moçambique e a República de Gâmbia são considerados, segundo Banco Mundial e Fundo Monetário Internacional, de “Rendimento Baixo e Frágeis e afetados pelos conflitos”. 

 

O Relatório “Perspetivas Económicas Regionais: África Subsaariana” é publicado duas vezes ao ano, descrevendo a evolução económica desta zona de África ao Sul de Saara.  FIM/QC/ÂC

 

 

       Médio Oriente/EUA atacam bases de mísseis e embarcações no Irã

 Bissau, 26 Mai 26 (ANG)Os Estados Unidos anunciaram na noite de segunda-feira (25) bombardeios contra bases de mísseis no sul do Irã e embarcações que estariam instalando minas na região do Estreito de Ormuz.


Os ataques ocorreram em um momento em que são realizadas novas negociações no Catar para tentar encerrar a guerra. Segundo o guia supremo iraniano, Mojtaba Khamenei, "não haverá retorno".

As Mídias iranianas informaram que fortes explosões foram ouvidas em Bandar Abbas, no sul do país, por volta da meia-noite do horário local (17h30 de segunda-feira pelo horário de Brasília). A televisão estatal afirmou logo depois que a situação havia retornado à normalidade, acrescentando que uma investigação estava em andamento para determinar a origem dos ataques.

Em seguida, o comando do Exército americano para o Oriente Médio (Centcom) informou que os bombardeios ocorreram em "legítima defesa". "Os alvos incluíram locais de lançamento de mísseis e embarcações iranianas que tentavam instalar minas", declarou o porta-voz Tim Hawkins, em comunicado.

Na manhã de terça-feira (26), o guia supremo iraniano, Moitaba Khamenei, que não aparece em p+ublico desde que assumiu o cargo no início de Março, declarou que as bases americanas não serão mais protegidas pelos países do Golfo. "É certo que não haverá retorno e que as nações e territórios da região não servirão mais de escudo para as bases americanas”, reiterou, por meio de uma declaração escrita divulgada pela televisão estatal.

A nota ainda afirma que os Estados Unidos estão perdendo influência na região, “afastando‑se a cada dia um pouco mais de seu antigo status". Logo depois, a Guarda Revolucionária iraniana declarou ter abatido um drone americano que entrou no espaço aéreo do Irã.

Os bombardeios americanos ameaçam um cessar-fogo frágil entre as partes iniciado em 8 de Abril, e acontecem no momento em que Washington e Teerã tentam retomar os contatos para alcançar um acordo de paz.

O porta‑voz do Ministério das Relações Exteriores do Irã, Esmaeil Baghaei, declarou na segunda‑feira que as discussões haviam avançado em muitos pontos para um possível compromisso de paz com os Estados Unidos

O secretário de Estado americano, Marco Rubio, disse nesta terça-feira que ainda é possível encontrar um acordo com o Irã. "Houve algumas conversas no Catar hoje, então vamos ver se conseguimos avançar.

Há muita discussão de um lado para o outro sobre a redação específica do documento inicial, então vai levar alguns dias", disse Rubio em Jaipur, durante uma visita oficial à Índia.

O chefe da diplomacia dos Estados Unidos também garantiu que o Estreito de Ormuz será reaberto "de um jeito ou de outro". "O que está acontecendo lá é ilícito, é ilegal, é insustentável para o mundo, é inaceitável", declarou a jornalistas.

Em entrevista à RFI, o cientista político e pesquisador Sebastien Boussois, especialista em Oriente Médio da Universidade Livre de Bruxelas, diz acreditar que as declarações de Rubio evocam, sem dúvidas, a hipótese de um ataque para desbloquear a região. "Mas todos sabem que a liberação do Estreito de Ormuz só poderá acontecer por via diplomática e, certamente, não pela via militar", pondera.

Horas antes dos bombardeios americanos, o presidente dos Estados Unidos, Donald Trump também havia endurecido as condições para um compromisso de paz com o Irã, ao exigir que Arábia Saudita, Emirados Árabes, Catar, Paquistão, Egito, Turquia, Bahrein e Jordânia assinassem os Acordos de Abraão, um conjunto de tratados negociado em 2020, que levou à normalização das relações entre algumas nações historicamente hostis e Israel.

Bahrein e Emirados Árabes já assinaram esses acordos, assim como Marrocos e Sudão. Mas muitos outros países se recusaram até agora a participar desse processo, sobretudo Arábia Saudita, Síria e Líbano, principalmente desde o conflito que devastou a Faixa de Gaza.

 Para Sebastien Boussois, Trump não irá abandonar as petromonarquias aliadas aos Estados Unidos nas mãos do Irã.

"O problema para a administração americana é que ela quer sair dessa situação o mais rápido possível. Ao mesmo tempo, Trump quer evitar perder prestígio, mas também não quer se indispor com seus parceiros regionais", diz Boussois.

Além disso, segundo o especialista, o regime iraniano está "totalmente preparado" para uma mudança de rumo na guerra e os Estados Unidos só têm a perder ao se engajar em uma nova ofensiva. "Para fazer o quê? Contra quem? Em que alvos?", questiona Boussois. "A partir do momento em que, na prática, Trump aceita abrir mão daquilo que inicialmente desejava — ou seja, o colapso da República Islâmica —, ele passa a ser obrigado a negociar com um regime que hoje parece mais sólido do que nunca", observa. 

ANG/RFI com agências

 

segunda-feira, 25 de maio de 2026

Sociedade/ INE garante avanços positivos na preparação do 4.º Recenseamento Geral da População na Guiné-Bissau

Bissau, 25 de maio de 26(ANG) – O Presidente do Instituto Nacional de Estatística (INE), Roberto Vieira, assegurou que os preparativos para o 4.º Recenseamento Geral da População e Habitação (RGPH4) decorrem de forma positiva, apesar de alguns constrangimentos relacionados com o pagamento dos agentes recenseadores.

A revelação foi feita hoje em  conferência de imprensa realizada em Bissau, na qual Roberto Vieira esclareceu que o INE não é a entidade responsável pelo processamento direto dos pagamentos aos agentes envolvidos no recenseamento.

Explicou  que, essa tarefa foi confiada a uma empresa de telecomunicações contratada, sem no entanto citar o nome da empresa,  para o efeito.

Segundo o responsável, os pagamentos já começaram a ser efetuados, tendo vários agentes recenseadores recebido os respetivos valores nas suas contas bancárias.

De acordo com o  Presidente do Instituto Nacional de Estatística, as informações recolhidas no setor de Catió, no sul do país, indicam que diversos profissionais já foram remunerados, embora persistam alguns atrasos causados por limitações técnicas e pela lentidão da rede móvel utilizada para o processamento das transferências.

Nesta conferência de imprensa, o Presidente do INE apelou ao espírito de colaboração e civismo da população guineense, sublinhando a importância estratégica do recenseamento para o desenvolvimento nacional.

“O recenseamento vai ajudar no planeamento do desenvolvimento nacional e permitirá ao Estado conhecer melhor a realidade das comunidades”, afirmou Roberto Vieira.

Revelou que, decorrem atualmente os exames de admissão dos agentes que irão trabalhar no terreno durante a operação censitária, prevista para decorrer entre os dias 1 e 21 de junho de 2026 em todo o território nacional.

O 4.º Recenseamento Geral da População e Habitação é considerado uma ferramenta essencial para recolher dados atualizados sobre a população e as condições habitacionais do país, servindo de base para a definição de políticas públicas e para o reforço do planeamento socioeconómico da Guiné-Bissau.

ANG/LPG/ÃC

 

Sociedade/Primeiro-ministro responsabiliza Ministério da Energia por incêndio na Chapa de Bissau

Bissau, 25 Mai 26 (ANG) – O Primeiro-Ministro de Transição, responsabilizou o Ministério da Energia, os Bombeiros Humanitários de Bissau e outros envolvidos pelo incêndio ocorrido no Mercado sito na Subida de Cabana, em Bissau.

Ilídio Vieira Té falava este domingo, após uma visita ao local afetado pelo fogo, classificando o incidente como “triste e lamentável”, apesar de não terem sido registadas perdas humanas.

Segundo Ilídio Vieira Té, o incêndio terá sido provocado por um curto-circuito, agravado pelas más condições das instalações elétricas existentes no Mercado.

“Vimos a situação em que ficaram os cacifos. É algo que podia ser evitado, porque as instalações feitas não respeitam as mínimas condições exigidas”, afirmou.

O governante garantiu que haverá responsabilização, sublinhando que o Estado não pode continuar a assistir as situações semelhantes sem consequências. Recordou ainda o recente caso do posto de combustível clandestino em Bafatá, que provocou mortes e deixou várias pessoas com sequelas permanentes.

Ilídio Vieira Té revelou que, durante a noite de sábado, foi necessário mobilizar diferentes equipas de socorro para combater as chamas, incluindo Bombeiros do Aeroporto e da corporação nacional.

O Primeiro-Ministro prometeu igualmente que o Governo irá analisar formas de apoiar os proprietários dos cacifos destruídos pelo incêndio, cujas mercadorias foram consumidas pelo fogo.

“O Governo vai tomar medidas dentro das suas competências para evitar que atos do género voltem a acontecer”, declarou, acrescentando que, apesar de considerar que “tudo acontece pela vontade de Deus”, o Executivo deve agir para proteger a população.ANG/M
I/ÂC

Regiões/ 45 finalistas dos cursos de “Culinária, Cabeleireiro, Corte e Costura” em Canchungo recebem diplomas de mérito

Canchungo, 25 Mai 26 (ANG) – As 45 finalistas do Centro de Formação Técnico Profissional do sector de Canchungo, região de Cacheu, norte do país, receberam hoje, os seus respeitivos diplomas de mérito, dos cursos de Culinária, Cabeleireiro e Corte e Costura, oferecido pelo Projeto “Sangui Novo de Aldeia de Crianças (SOS) da mesma localidade.

Segundo o correspondente de Agência de Notícias da Guiné (ANG) na região de Cacheu, o Coordenador do referido Projeto Demba Baldé, afirmou que, o Centro que dirige, já formou, vários profissionais competentes, preparados para enfrentar o mercado de trabalho.

Segundo o mesmo, de 2022 à 2025, o Centro que dirige, formou cerca de 363 jovens, nomeadamente 263 meninas e 100 rapazes, acrescentando por outro lado que o mesmo Centro já empregou cerca de 191 raparigas e 96 rapazes, contando sempre com o do seu parceiros Projeto “Sangui Novo de Aldeia das Crianças de (SOS) de Canchungo.

Em representação dos finalistas, Julieta Mateus Gomes, destacou que durante os 09 meses de formação, os estudantes aprenderam o suficiente sobre a Culinária, Informática, Empreendedorismo, Competências de Vida, Corte e Costura, acrescentando que não foi nada fácil, mas o apoio moral mútuo, ajudou bastante na conquista dos seus diplomas.

Dos 45 finalistas que hoje receberam os seus diplomas de mérito, 18 dos quais são Cabeleireiros, 14 são da Culinária e apenas 13 escolheram Corte e Costura.ANG/AG/LLA/ÂC  

Regiões/Conselho de Paz de Tombali recomenda as autoridades  realização de reformas  para enfrentar desafios políticos, sociais e económicos do país

Bissau, 25 Mai 26 (ANG) - O XXVII Conselho de Paz, promovido pelo CTO-Bissau Fórum de Paz na região de Tombali, sul do país encerrou no último fim de semana os seus trabalhos em Cacine coma adopção de  um conjunto de recomendações dirigidas às autoridades nacionais e locais.

O conselho apela a reformas urgentes em diversos setores estratégicos para garantir a estabilidade,  paz social e o desenvolvimento sustentável do país.

Segundo um comunicado sobre esse evento, à que a ANG teve acesso,

O encontro analisou os principais desafios enfrentados pelas comunidades e destacou preocupações relacionadas com a crise política, dificuldades económicas, fragilidade dos serviços públicos e ameaças à convivência social.

No setor da educação, segundo o documento, os delegados defenderam reformas curriculares ajustadas à realidade nacional, a criação de um fundo de estabilização salarial para garantir o pagamento regular dos professores e medidas concretas para combater o abandono escolar, sobretudo entre raparigas.

Também alertaram para o aumento do consumo de drogas nas escolas e pediram políticas preventivas centradas na saúde e proteção social.

Na área da saúde, os participantes nesse encontro  recomendaram a criação de unidades de saúde de base nas tabancas, o
reforço da presença de profissionais no interior do país, a melhoria do combate ao paludismo e maior vigilância sanitária nas fronteiras, perante os alertas regionais sobre o vírus Ébola.

Em relação à economia e desenvolvimento, o Conselho sublinhou a necessidade urgente de reabilitação da estrada de Cacine, sobretudo nos pontos mais frágeis, antes da época das chuvas, a mecanização agrícola, criação de centros comunitários de recolha da castanha de caju e implementação efetiva da descentralização administrativa, incluindo a realização de eleições autárquicas.

No domínio da justiça, os participantes denunciaram a impunidade e as detenções arbitrárias, apelaram a reativação dos tribunais de setor nas regiões com maior índice de criminalidade, ao reforço dos meios básicos para a polícia  e a Guarda Nacional e a institucionalização da mediação comunitária como mecanismo complementar de resolução de conflitos.

Na gestão dos recursos naturais, foi  recomendada maior transparência nos contratos de exploração dos recursos naturais, fiscalização comunitária e medidas de compensação para as populações afetadas, sobretudo nas regiões de Tombali, Cacheu, Oio e no Arquipélago dos Bijagós.

O Conselho abordou ainda os setores da defesa e segurança, pedindo profissionalização das forças armadas, combate ao nepotismo no recrutamento e reforço do policiamento comunitário.

 Na comunicação social, alertou para o risco de restrições à liberdade de imprensa, defendendo a suspensão da nova lei contra informações falsas até à instalação de um parlamento eleito e o reforço do apoio às rádios comunitárias.

No campo da convivência religiosa, os participantes apelaram à promoção do diálogo inter-religioso e à proteção do património religioso.

Na área da arte, cultura e património recomendaram a valorização das línguas nacionais, a criação de um inventário do património cultural e concessão de incentivos ao setor criativo.

Os delegados recomendaram as juventudes partidárias  a criação de políticas públicas voltadas ao emprego jovem, combate ao radicalismo político e proteção das mulheres contra assédio no ambiente partidário.

As recomendações foram aprovadas em Cacine, com o objetivo de contribuir para o fortalecimento da democracia, da coesão social e da paz duradoura na Guiné-Bissau.

O XXVII reunião do Conselho de Paz foi realizada  entre os dias 20 e 24 de Maio , no sector de Cacine, região de Tombali, sul do país e contou com a participação de  representantes dos 11 Grupos de Kumpuduris di Paz, juventudes partidárias e organizações parceiras da sociedade civil.

ANG/LPG/ÂC//SG

Comunicação Social/SINJOTECS e RDDH recomendam a classe a pratica de  um “jornalismo responsável”

Bissau, 25 Mai 26 (ANG) – O Sindicato de Jornalistas e Técnicos da Comunicação Social (SINJOTECS) e a  Rede dos Defensores dos Direitos Humanos (RDDH), recomendaram sábado,  a prática de um Jornalismo responsável  no país.

A recomendação foi feita no âmbito de um seminário de  “Reflexão sobre a Importância do Jornalismo de Investigação no Combate à Corrupção", realizado em Bissau.

 As duas entidades recomendaram ainda o fortalecimento da ética profissional, promoção de formações contínuas para os jornalistas,  criação de mecanismos de proteção das fontes .

Ao discursar na cerimónia de abertura do referido seminário, a Presidente do SINJOTECS Indira Correia Baldé, disse  que o papel de um jornalista é estar sempre no local dos acontecimentos, para melhor apurar os factos.

Indira Balde ainda pede mais concentração dos profissionais da imprensa  na luta contra a corrupção.

Para Baldé  a melhor forma de lutar contra esse flagelo é trazer à luz um trabalho investigativo sobre os atos de corrupção, para que o povo conheça a verdadeira identidade destas pessoas.

“Trazer a luz do dia a verdade que estes indivíduos não querem que sejam reveladas, não é um trabalho fácil para qualquer jornalista, mas muitos trabalhos do género feitos pelos jornalistas de investigação tiveram impactos além fronteiras”, destacou a Presidente do SINJOTECS.

Para o Coordenador Nacional da Rede dos Defensores dos Direitos Humanos (RDDH) Vitorino Indeque, a corrupção é uma das maiores ameaças ao desenvolvimento sustentável.

“A justiça social é a confiança dos cidadãos nas instituições, porque enfraquece o Estado de Direito e perpetua desigualdades. Por isso, o jornalismo de investigação é uma ferramenta poderosa, capaz de expor, denunciar e pressionar por mudanças”, defendeu Indeque.

Acrescentou que  a Guiné-Bissau é um país onde os desafios institucionais são grandes, sendo assim, o jornalismo de investigação torna-se ainda mais essencial, porque  protege o interesse público e contribui para a construção de uma cultura de integridade.

O  seminário teve a duração de um dia, e nele foram debatidos os temas: “Papel do Jornalismo Investigativo na denúncia de práticas Ilícitas e na promoção da prestação de contas”; “Dilemas Éticos, como usar Fontes Anónimas”; Respeito à Privacidade e Impacto Social das Investigações"; "Medidas
e práticas para Defensores dos Direitos Humanos em risco, Manual de Segurança da FrontLine Defender”.ANG/LLA/ÂC//SG  

   

Rússia /Governo confirma que usou míssil com capacidade nuclear para atacar Ucrânia

Bissau, 25  Mai 26(ANG) - A Rússia confirmou hoje ter utilizado mísseis hipersónicos Orechnik para atacar a Ucrânia na última noite, alegando que o alvo dos bombardeamentos foram apenas instalações militares.


O Ministério da Defesa russo confirmou, em comunicado, ter usado mísseis Orechnik, com capacidade nuclear, bem como outros tipos de mísseis em ataques à Ucrânia.

O presidente da Ucrânia, Volodymyr Zelenskyy, tinha denunciado já hoje o ataque com mísseis Orechnik na região de Kiev.

Esta terá sido a terceira vez que o míssil, com capacidade de transportar ogivas nucleares ou convencionais, foi utilizado na Ucrânia.

Também hoje, o ministro dos Negócios Estrangeiros da Ucrânia, Andriy Sibiga, pediu o reforço dos apoios ao país face à agressão russa.

Sibida disse que a Ucrânia precisa de mais capacidades defensivas, incluindo a proteção do espaço aéreo, investimentos na indústria de defesa, mais pressão sobre a Rússia e decisões políticas firmes em relação à adesão da Ucrânia à União Europeia.

A Força Aérea Ucraniana informou que a Rússia utilizou 690 sistemas de ataque, incluindo drones e mísseis de vários tipos, neste bombardeamento. ANG/Inforpress/Lusa


RDC-Ébola/ Duzentas e quatro mortes registadas em 867 novos casos suspeitos

Kinshasa, 24/05/2026 (MAP) – A epidemia de Ebola causou 204 mortes em 867 casos suspeitos na República Democrática do Congo (RDC), de acordo com o último relatório divulgado na noite de sábado pelo Ministério da Saúde.

Segundo dados oficiais, 204 mortes em três províncias da República Democrática do Congo foram registadas até o momento como provavelmente causadas pelo vírus. Um relatório anterior da Organização Mundial da Saúde (OMS), divulgado na sexta-feira, indicava 177 mortes em 750 casos suspeitos.

A República Democrática do Congo declarou um surto de Ebola em 15 de Maio, causado pelo vírus Bundibugyo, contra o qual atualmente não existe vacina ou tratamento específico, e que apresenta uma taxa de mortalidade de até 50%. A OMS emitiu um alerta de saúde internacional.

O ébola matou mais de 15.000 pessoas na África nos últimos 50 anos, com taxas de mortalidade variando de 25% a 90%, segundo a OMS. O surto mais mortal, na República Democrática do Congo, resultou em quase 2.300 mortes e 3.500 casos entre 2018 e 2020.

Na sexta-feira, a OMS elevou o nível de risco nacional para o surto de Ebola na RDC para "muito alto", citando a rápida disseminação da doença e uma situação que provavelmente é muito mais abrangente do que apenas os casos confirmados.

A organização enviou 22 especialistas internacionais para o terreno e liberou 3,9 milhões de dólares em financiamento de emergência, enquanto as Nações Unidas destinaram mais 60 milhões de dólares para acelerar a resposta à epidemia na RDC e na região.

No sábado, os ministros da saúde de Uganda, da República Democrática do Congo e do Sudão do Sul adotaram, em Kampala, um plano de ação transfronteiriço com o objetivo de coordenar a resposta a essa epidemia. ANG/Faapa

Marrocos/ Rei Mohammed VI concede indulto a torcedores senegaleses condenados por crimes cometidos durante a CAF/2025

Bissau, 25 Mai 26 (ANG) – O Rei Mohammed VI concedeu, por razões humanitárias, o seu indulto aos torcedores senegaleses condenados por delitos cometidos durante a Copa Africana de Nações, organizada por Marrocos de 21 de Dezembro de 2025 a 18 de Janeiro de 2026, conforme indicado em comunicado do Gabinete Real neste sábado.

Esta decisão faz parte das "relações fraternas de longa data que unem o Reino de Marrocos e a República do Senegal" e surge "por ocasião da chegada do Eid Al Adha", afirmou o comunicado.

Com esta decisão, o Soberano demonstra a profundidade dos laços de amizade, fraternidade e cooperação que unem Marrocos e Senegal, continua a mesma fonte, salientando que este indulto ilustra ainda mais a permanência dos valores fundamentais que sustentam a identidade marroquina, entre os quais se destacam a clemência, a benevolência, a generosidade e o espírito de tolerância.

Por ocasião do Eid Al Adha Al Mubarak, o Rei Mohammed VI apresenta os seus sinceros votos ao seu irmão, o Presidente Bassirou Diomaye Faye, às autoridades e ao povo irmão senegalês, acrescenta o comunicado. ANG/Faapa


                        EUA/Nuclear bloqueia acordo de paz com Irã

Bissau, 25 Mai 26 (ANG) - Estados Unidos e Irã avançaram nas negociações para um acordo destinado a encerrar o conflito e reabrir o estreito de Ormuz, com prazo inicial de 30 dias para medidas na via marítima, mas Teerã ainda não aceitou qualquer compromisso sobre seu programa nuclear.

O possível entendimento inclui etapas graduais, suspensão parcial de sanções e previsão de 60 dias para tratar da questão nuclear, enquanto divergências públicas indicam que pontos centrais seguem em aberto.

Estados Unidos e Irã negociam um protocolo de entendimento que pode levar ao encerramento das hostilidades e à retomada da navegação no estreito de Ormuz, um dos principais corredores energéticos do planeta.

O avanço foi sinalizado por declarações públicas de autoridades norte-americanas e iranianas, ainda que persistam divergências relevantes, sobretudo no que diz respeito ao programa nuclear iraniano, mantido fora do escopo imediato do acordo em discussão.

O secretário de Estado norte-americano, Marco Rubio, afirmou que "novas informações" sobre a situação no Irã podem ser divulgadas neste domingo, acrescentando que há possibilidade de notícias positivas relacionadas ao estreito de Ormuz nas próximas horas. Ao mesmo tempo, reafirmou a linha tradicional de Washington: Teerã não pode, em hipótese alguma, obter uma arma nuclear.

 

Do lado iraniano, autoridades e veículos ligados ao governo têm sustentado que a questão nuclear não integra o protocolo atualmente em negociação. Segundo a agência iraniana Tasnim, próxima à Guarda Revolucionária, o entendimento em fase final não prevê, até agora, qualquer concessão por parte do Irã sobre seu programa atómico, o que reforça a natureza limitada do acordo preliminar.

Ainda conforme a Tasnim, o documento negociado estabelece a suspensão das hostilidades "em todas as frentes" e inclui um compromisso dos Estados Unidos de flexibilizar as sanções sobre o petróleo iraniano durante o período de negociações. Esse ponto é considerado central para Teerã, cuja economia tem sido fortemente pressionada pelas restrições comerciais impostas por Washington.

 

A agência acrescenta que, apesar do avanço diplomático, o Irã não aceitou "a menor medida" relativa à limitação de seu programa nuclear. O texto preveria prazos distintos: 30 dias para medidas relacionadas ao estreito de Ormuz e 60 dias para negociações específicas sobre a questão nuclear.

Também está em discussão a normalização gradual do tráfego marítimo na região. O estreito de Ormuz, por onde circula uma parcela significativa do petróleo consumido no mundo, encontra-se de fato bloqueado desde o início do conflito, afetando cadeias de abastecimento e pressionando preços internacionais.

De acordo com os termos relatados pela Tasnim, o número de navios autorizados a cruzar o estreito deve retornar ao patamar anterior à guerra dentro de um prazo de 30 dias. A retomada completa da circulação é vista como indicador-chave da eficácia inicial do acordo e como condição para a estabilização dos mercados de energia.

Outro ponto previsto é o fim do bloqueio naval imposto pela Marinha dos Estados Unidos a portos iranianos. A medida também teria prazo de até 30 dias para implementação completa, representando uma mudança sensível no posicionamento militar norte-americano na região.

Além disso, o acordo contempla o desbloqueio de parte dos ativos financeiros iranianos congelados no exterior. Essa liberação ocorreria já na primeira fase do processo e funcionaria como espécie de incentivo econômico para o avanço das negociações.

Apesar dessas indicações, há divergências públicas sobre o conteúdo e o alcance do acordo. O presidente norte-americano,Donald Trump, declarou no sábado que um protocolo para encerrar o conflito no Irã estava "essencialmente negociado" e que incluiria a reabertura do estreito fr Ormuz

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Trump afirmou, em sua rede Truth Social, que os "últimos detalhes" estavam sendo discutidos e que o anúncio formal ocorreria em breve. Ele não detalhou os termos completos do entendimento, o que contribuiu para incertezas sobre seu conteúdo real.

A interpretação apresentada por fontes iranianas, no entanto, diverge em pontos importantes. A agência Fars informou no domingo que o eventual acordo manteria sob controle iraniano a gestão do estreito de Ormuz e classificou as declarações de Trump como "em desacordo com a realidade".

Segundo fontes ouvidas pela Reuters, o plano em negociação seria estruturado em três fases. A primeira envolveria o encerramento formal do conflito; a segunda, a resolução da crise no estreito de Ormuz; e a terceira, a abertura de um período de 30 dias para discussões mais amplas, possivelmente prorrogáveis.

Esse cronograma indicaria uma estratégia gradual, na qual medidas de segurança e económicas precedem um debate mais complexo sobre o programa nuclear iraniano. A separação dos temas reflete a dificuldade histórica de alcançar consenso nessa área sensível.

Uma fonte iraniana de alto escalão afirmou à Reuters que o país não aceitou transferir seus estoques de urânio altamente enriquecido para fora do território nacional. Segundo ela, esse tema será tratado apenas em eventuais negociações de longo prazo e não integra o acordo preliminar.

"A questão nuclear será abordada durante negociações para um acordo definitivo e, portanto, não faz parte do entendimento atual. Nenhum acordo foi alcançado sobre a exportação dos estoques de urânio altamente enriquecido do Irã", disse a fonte.

A posição europeia tem sido de apoio cauteloso ao avanço diplomático. A presidente da Comissão Europeia, Ursula von der Leven, afirmou que vê com satisfação os sinais de progresso nas negociações entre Washington e Teerã.

Em mensagem publicada na rede X, ela declarou: "Precisamos de um acordo que realmente permita reduzir o conflito, reabrir o estreito de Ormuz e garantir uma navegação livre e sem entraves. Não se deve permitir que o Irã se torne uma potência nuclear." ANG/RFI/AFP