sexta-feira, 20 de fevereiro de 2026

Irão/Governo adverte Guterres de que responderá "de forma decisiva" em caso de ataque

Bissau, 20 Fev 26 (ANG) – O Irão informou o secretário-geral das Nações Unidas (ONU), António Guterres, que responderá "de forma decisiva" em caso de ataque, alertando que considerará as bases dos Estados Unidos (EUA) na região como alvos legítimos.

 

Numa carta enviada ao português na quinta-feira, a Missão Permanente do Irão junto da ONU afirmou que a retórica do Presidente dos EUA, Donald Trump, "sinaliza um risco real de agressão militar", mas realçou que Teerão não procura iniciar uma guerra. 

 

"Em caso de agressão militar contra o Irão, este responderá de forma decisiva e proporcional, de acordo com os princípios de autodefesa consagrados no artigo 51.º da Carta da ONU", escreveu o embaixador iraniano.  ANG/Inforpress/Lusa

 

 

Argentina/Greve geral  contesta reforma trabalhista de Milei aprovada no Senado

Bissau, 20 Fev 26 (ANG) - A Confederação Argentina de Trabalhadores, principal sindicato do país, convocou, esta quinta-feira, uma greve nacional contra a reforma trabalhista promovida pelo governo de Javier Milei.

Aprovado no Senado, o projeto de lei agora deve ser debatido pelos deputados argentinos. Segundo advogados, o texto representa um retrocesso jurídico.

Pelas próximas 24 horas, trens, ônibus, aeroportos, portos, bancos e serviços públicos estão paralisados ou operam com capacidade reduzida. A Aerolíneas Argentinas anunciou o cancelamento de 255 voos nesta quinta-feira, incluindo cerca de trinta internacionais, afetando mais de 30.000 passageiros.

Esta é a quarta greve geral que o presidente argentino enfrenta em dois anos de mandato. O impacto pode ser mais significativo do que o da última paralisação, em abril de 2025, para defender o poder de compra.

Flexibilização da jornada de trabalho, redução dos custos de demissão para as empresas e restrição do alcance dos sindicatos são algumas das medidas incluídas na reforma.

Segundo Romina Stampone, secretária-geral da Associação de Advogados Trabalhistas da Argentina, a criação de um banco de horas permitirá que os trabalhadores tenham jornadas estendidas de até 12 horas por dia. “Essas horas se acumularão em um banco que o empregador poderá utilizar, garantindo que um limite máximo mensal não seja ultrapassado e eliminando também o pagamento de horas extras”, explica.

Outra mudança diz respeito à indemnização por rescisão contratual, que deixará de ser calculada com base no salário mais alto, “reduzindo, assim, a base de cálculo e o valor da indemnização”, salienta Stampone.

As férias, segundo o projeto, passam a ser mais flexíveis e poderão ser fracionadas. “O fracionamento das férias permite dividi-las em períodos mínimos de uma semana: o empregador pode decidir conceder uma semana agora e outra em Outubro”, exemplifica.

“Por outro lado, soma-se a isso a perda do poder real dos sindicatos, porque a negociação coletiva passa a ser promovida no âmbito da empresa, e não em toda a atividade”, acrescenta.

Na semana passada, o Senado argentino aprovou o projecto de lei por 42 votos a favos e 30 contra Agora, ele segue para a Câmara dos Deputados. A coligação La Libertad Avanza (A Liberdade Avança), de Milei, afirma que conseguirá 140 votos dos 257 deputados, incluindo 95 do partido governista, com o apoio de partidos de direita.

A senadora Patrícia Bullrich, do partido governista, disse ter negociado com a CGT (Confederação Geral do Trabalho).

Stampone vê o projeto de forma negativa. “Dizem que a reforma visa gerar empregos, o que é absolutamente falso. A reforma cria condições de trabalho precárias e incentiva demissões totalmente calculadas e premeditadas, muito além do que a taxa já estipulada em nossa lei; portanto, não vai gerar empregos”, afirma.

“Desde a Lei-Quadro, a reforma anterior que entrou em vigor em 9 de julho de 2024, mais de 250 mil empregos já foram perdidos. Um grande número de pequenas e médias empresas fechou”, lamenta.

Além disso, segundo ela, a reforma não está em consonância com os princípios constitucionais. “É um retrocesso em termos de regulamentação em nosso país. Viola, portanto, o princípio da progressividade e da não regressão, que nossa Constituição nacional fundamenta em tratados internacionais de direitos humanos com status constitucional. Legislar dessa forma implica uma violação, por parte do nosso país, de acordos internacionais previamente adotados”, enfatiza Stampone. ANG/RFI/ AFP

 

      Venezuela/Exceções na lei de amnistia promulgada geram críticas

Bissau, 20 Fev 26 (ANG) - A presidente interina da Venezuela, Delcy Rodríguez, declarou , quinta-feira (19), que "é preciso saber pedir perdão" após sancionar a histórica lei de anistia.

O texto, aprovado por unanimidade pelo Parlamento venezuelano, vai permitir a libertação de presos políticos e abre caminho para o retorno de opositores venezuelanos que vivem no exílio. Mas a lei contém exceções que geram críticas de ONGs de direitos humanos. 

A lei de anistia foi aprovada na Venezuela menos de dois meses após a captura de Nicolás maduro durante uma operação militar dos Etados Unidos.. Delcy Rodriguez, que assumiu a presidência interina, promulgou o texto no palácio presidencial de Miraflores imediatamente após sua aprovação no Parlamento.

 "Foi um ato de grandeza", considerou a presidente interina. 

“Estamos abrindo novos caminhos para a política na Venezuela”, completou. Ao ser questionada sobre quando os presos políticos seriam libertados, Rodriguez respondeu que as libertações jamais haviam sido interrompidas. 

A anistia foi prometida por Delcy Rodriguez sob pressão americana. A  aprovação do texto no Parlamento, após dois adiamentos, gerou aplausos contidos dos familiares dos detidos, que acompanhavam a sessão pelos celulares.  

A reação foi interpretada mais como um “sinónimo de alívio do que de alegria”.  

“Estou feliz e cheia de esperança, mas sempre em alerta. Enquanto não forem libertados, não vamos parar de lutar”, afirmou à AFP Petra Vera, que acampa com o marido em frente à prisão da Zona 7, em Caracas, onde seu cunhado está detido. 

Segundo a ONG Foro Penal, 448 opositores foram libertados condicionalmente desde 8 de janeiro, quando teve início um processo de soltura a conta-gotas decidido pelo governo. Ainda há 644 presos políticos na Venezuela, contabiliza a ONG. 

 

A sessão na Assembleia Nacional venezuelana começou com mais de duas horas de atraso, já que as negociações sobre o texto ocorreram até o último momento. A amnistia cobre fatos ocorridos durante treze períodos específicos, quando ocorreram manifestações e repressão aos protestos, durante os 27 anos de chavismo no poder.

A medida gerou críticas. Muitas pessoas esperavam que a anistia abrangesse integralmente o período de 1999 a 2026, correspondente aos mandatos do falecido Hugo Chávez (1999–2013) e de Nicolás Maduro (2013–2026).  

"Isso por si só é excludente e ignora o fato de que a perseguição tem sido contínua", disse à AFP o diretor da Foro Penal, Gonzalo Himiob.  

A oposição conseguiu alterar o texto para incluir entre os possíveis anistiados os participantes de “manifestações e atos violentos”. A lei também prevê que exilados poderão nomear representantes perante a Justiça e que “após o depósito do pedido de anistia, a pessoa não poderá ser privada de liberdade pelos fatos previstos na presente lei”. 

Como previsto, o texto não beneficiará pessoas que tenham cometido “violações graves dos direitos humanos, crimes contra a humanidade, [...] homicídios, [...] tráfico de drogas, [...] infrações de corrupção”.

Ele também exclui pessoas que tenham “promovido, instigado, solicitado, invocado, favorecido, facilitado, financiado ou participado” de “ações armadas” contra a Venezuela, o que pode deixar de fora muitos membros da oposição. Essa exceção incluiria a líder opositora e Prêmio Nobel da Paz, María Corina Machado, que apoiou a intervenção americana de 3 de Janeiro.

Segundo a advogada Jackeline Sandoval, especialista em casos políticos, “haverá uma comissão que avaliará alguns casos. No final, serão os tribunais que decidirão. Portanto, nenhum policial nem militar sairá da prisão imediatamente.” Atualmente, dezenas de militares e policiais, acusados de conspiração, continuam atrás das grades no país.  

A anistia também deve extinguir ações judiciais contra pessoas em liberdade condicional.  

“Não é inútil lembrar que a história está sendo escrita neste exato momento”, escreveu no X, antes da adoção da lei, Gonzalo Himiob, diretor do Foro Penal.  

A presidente interina, Delcy Rodriguez, cedeu a Washington o controle do petróleo e iniciou uma normalização das relações bilaterais com os Estados Unidos, rompidas em 2019. Ela também prometeu uma reforma judicial após aprovar uma nova lei de hidrocarbonetos que abre o setor à iniciativa privada.

ANG/RFI/AFP

Combate à malária/ UA alerta que metas para 2030 estão ameaçadas sem reforço financeiro

Bissau, 20 Fev 26 (ANG) – Cinco anos antes do prazo de 2030, o Relatório da União Africana (UA) para 2025 alerta para uma preocupante desaceleração na luta contra a malária na África.

Apresentado pelo Presidente do Botswana e Presidente da ALMA, Duma Gideon Boko, na 39ª Cimeira da UA, o documento sublinha que apenas cinco Estados-Membros estão no caminho certo para atingir os objetivos do Quadro Catalítico de 2025.

Desde 2015, a incidência e a mortalidade por malária estagnaram na maioria dos países endémicos. Em 2024, a África registou 270,8 milhões de casos (96% do total global) e 594.119 mortes (97%). Uma redução de 30% no financiamento poderia levar a um aumento de 146 milhões de casos e quase 400.000 mortes até 2030.

O relatório aponta para a diminuição da ajuda pública ao desenvolvimento, a reposição insuficiente do Fundo Global de Combate à AIDS, Tuberculose e Malária, bem como a resistência a inseticidas e as mudanças climáticas como as principais ameaças.

Os chefes de Estado apelam a uma maior mobilização dos recursos nacionais, à implementação de ferramentas inovadoras (vacinas, redes mosquiteiras de nova geração, quimioprevenção) e ao reforço da produção local.

"Não podemos permitir que essas dificuldades apaguem décadas de progresso", disse Duma Gideon Boko, acreditando que uma liderança fortalecida e investimentos contínuos continuam sendo essenciais para reverter essa tendência.

O relatório também destaca a necessidade de fortalecer a produção local de medicamentos e mosquiteiros e de acelerar a harmonização regulatória por meio da Agência Africana de Medicamentos, a fim de reduzir a dependência de importações, visto que 99% das vacinas utilizadas no continente são importadas.

De acordo com as conclusões do documento, uma forte liderança política, apoiada por uma utilização rigorosa de dados e investimento sustentado, ainda pode "mudar a trajetória" e conduzir a África rumo a um continente livre da malária. ANG/Faapa

 

quinta-feira, 19 de fevereiro de 2026

Obituário/Sinjotecs manifesta “profunda dor e consternação” pelo falecimento da Jornalista cabo-verdiana Amélia Araújo

Bissau 19 Fev 26 (ANG) – O Sindicato dos Jornalistas e Técnicos da Comunicação Social (Sinjotecs), reagiu em Nota de Condolência  que foi com profunda “dor e consternação” que tomou conhecimento da morte da jornalista cabo-verdiana, Amélia Araújo.

Na Nota de Condolência enviada à família, aos profissionais de comunicação social e ao povo de Cabo Verde,  à que a ANG teve acesso esta quinta-feira, a organização da classe jornalística guineense considera a malograda de uma figura incontornável da história da comunicação social e da luta pela Libertação Nacional de Cabo Verde.

Na missiva, o Sindicato de Jornalistas guineenses refere que Amélia Araújo foi a principal voz da Rádio de libertação, integrando uma equipa de jovens combatentes e comunicadores que asseguraram a cobertura integral da luta de libertação nacional na altura ao lado de nomes como Joaquim landim e Sorry Sow .

“Amélia Araújo trabalhou em Bissau nos primeiros anos da independência, na Rádio Difusão Nacional deixando a sua voz num programa dedicado a história da luta pela independência”, refere a Nota.

Acrescenta  que o Sinjotecs curva-se perante a memória de uma mulher corajosa, comunicadora,  e combatente da liberdade, cuja a voz ajudou a escrever páginas decisivas da comum história da Guiné-Bissau e Cabo Verde.

“À família enlutada, aos profissionais da comunicação social e ao povo irmão de Cabo Verde, endereça-se as mais sentidas condolências, e que a alma da malograda descanse em paz e que o seu legado continue a inspirar as gerações presentes e futuras”, refere o Sinjotecs na Nota. ANG/MSC/ÂC//SG



Diplomacia/ Enviado Especial da União Africana inicia contactos diretos com autoridades de transição em Bissau

Bissau, 19 Fev 26 (ANG) – O Enviado Especial da União Africana, Patrice Trovoada, iniciou, esta quinta-feira, uma  ronda de contactos diretos com as autoridades de transição da Guiné-Bissau.


De acordo com uma nota divulgada pelo Ministério dos Negócios Estrangeiros, Cooperação Internacional e das Comunidades, os encontros inserem-se nos esforços da União Africana para reforçar o diálogo político-institucional e acompanhar de perto o processo de transição no país.

A jornada diplomática começou hoje, com uma audiência no Palácio Djokarendam com o ministro dos Negócios Estrangeiros, Cooperação Internacional e das Comunidades, João Bernardo Vieira. De seguida, o Enviado Especial reunirá com o Presidente da Comissão Nacional das Eleições, Npabi Cabi.

No Palácio da Justiça, Trovoada, manterá encontro com o Procurador-Geral da República, Amadu Tidjane Baldé. Ainda na agenda constam encontros com o Primeiro-ministro, Ilídio Vieira Té, e com o Presidente do Conselho Nacional de Transição, Tomas Djassi, na Assembleia Nacional .

Patrice Trovoada será recebido na tarde desta quinta-feira pelo Presidente da República de Transição, Horta Inta-a, no Salão João Bernardo Vieira, do Palácio da República e logo a seguir prestará uma declaração à imprensa.

O dia 20 de Fevereiro está reservado para encontros internos e reuniões técnicas no âmbito da Representação da União Africana na Guiné-Bissau, com enfoque na consolidação da estabilidade política e no acompanhamento do processo de transição. ANG/JD/ÂC//SG

 

 

Saúde/Ministro Quinhin Nantote considera doação do futebolista Roger Fernandes uma mais-valia para as vítimas de incêndio de Bafatá

Bissau, 19 Fev 26 (ANG) – O ministro da Saúde Pública disse que a doação de medicamentos feita pelo futebolista guineense, Roger Fernandes, jogador do Al Ittihad da Arábia Saudita, representa uma mais-valia para as vítimas do incêndio ocorrido recentemente em Bafatá, sublinhando que o gesto solidário constitui “um evento nacional” face à dimensão da referida tragédia.

Comodoro Quinhin Nantote falava, quarta-feira, no ato de receção do donativo, no Hospital Nacional Simão Mendes,  entregue por familiares do atleta, destacando que a iniciativa toca todos os cidadãos guineenses.

"Estou aqui a representar o Governo, mas também como cidadão, porque é um sofrimento que todos nós partilhamos. Os que estão deitados aqui são nossos irmãos, nossos filhos, nossas mães, e a oferta dos medicamentos é bem-vinda. Só temos que agradecer ao Roger Fernandes. É assim que um cidadão deve agir para colmatar dificuldades na sua casa quando há necessidade”, afirmou.

O governante assegurou que o Executivo se congratula com a iniciativa e garantiu que os medicamentos serão encaminhados para os serviços que mais necessitam, de modo a responder o fim para que foi doado.

Por sua vez, o tio do jogador, Adelino da Costa explicou que a doação surgiu após a família ter tomado conhecimento do incidente através de vídeos divulgados nas redes sociais.

Segundo disse, os conteúdos foram enviados ao atleta, que prontamente disponibilizou 10 milhões de francos CFA para apoiar as vítimas das queimaduras provocadas pela explosão de tanques de combustível no Bairro 4, em Bafatá.

De acordo com Adelino da Costa, o valor foi transferido através de contactos estabelecidos com o irmão mais velho do jogador, residente em Lisboa, permitindo a aquisição direta dos medicamentos junto de uma farmácia em Bissau.

Do montante global, dois milhões de francos CFA destinam-se ao Hospital Nacional Simão Mendes, em medicamentos compostos por compressas, cloreto, sulfarine, adesivos e outros materiais hospitalares. Os restantes oito milhões de francos CFA serão aplicados no Hospital Regional de Bafatá, onde se concentra o maior número de vítimas.

O incêndio ocorrido no Bairro 4, em Bafatá, provocou 163 vítimas, das quais duas perderam a vida. ANG/MI/ÂC//SG

Coreia do Sul/ Ex-presidente  condenado à prisão perpétua por tentativa de golpe em 2024

Bissau, 19 Fev 26 (ANG) - O ex-presidente sul-coreano Yoon Suk-yeol foi condenado nesta quinta-feira (19) à prisão perpétua pela tentativa de golpe de Estado no final de 2024.

Considerado culpado de liderar uma insurreição, ao suspender o governo civil na noite de 3 para 4 de dezembro de 2024, o ex-líder conservador escapou da pena de morte, que a promotoria havia solicitado.

"Em relação ao réu Yoon Suk-yeol, o crime de liderar uma insurreição está comprovado", disse o juiz Ji Gwi-yeon, do Tribunal Distrital Central de Seul, ao ler o veredicto. "O tribunal acredita que a intenção era paralisar a Câmara dos Deputados por um período considerável", continuou o magistrado.

Segundo ele, "a proclamação da lei marcial resultou em enormes custos sociais, e é difícil encontrar qualquer evidência de que o acusado tenha expressado remorso por isso". Invocando a ameaça de "forças hostis ao Estado", Yoon anunciou inesperadamente essa medida na televisão, enviando o exército ao Parlamento para silenciá-lo. A tomada de poder, entretanto, durou apenas seis horas.

No meio da noite, alguns membros do Parlamento escalaram a cerca que delimitava o perímetro e conseguiram entrar na Câmara em número suficiente para frustrar os planos do presidente.

A tentativa de golpe trouxe à tona memórias dolorosas de ditaduras na Coreia do Sul. Os eventos abalaram os mercados, chocaram o mundo e desencadearam uma profunda crise política interna.

Yoon foi preso, sofreu impeachment na Assembleia Nacional e seu rival de esquerda, Lee Jae-myung venceu a eleição presidencial antecipada em junho de 2025. Neste período, os sul-coreanos promoveram grandes manifestações em defesa e contra Yoon Suk-yeol.

Nesta quinta-feira, milhares de seus apoiadores se reuniram em frente ao tribunal, exigindo a retirada das acusações. Alguns caíram em lágrimas ao ouvir o veredicto, enquanto outros reagiram com raiva, segundo imagens da AFP.

Os advogados do ex-presidente de 65 anos, por sua vez, argumentaram que a sentença significava "o colapso do Estado de Direito". "Por que tivemos julgamentos se foi apenas para seguir a conclusão predeterminada pelos promotores?", perguntou Yoon Gap-geun aos repórteres. "Estou começando a me perguntar se devemos recorrer", acrescentou, especificando que a decisão seria tomada após consultar seu cliente.

Entre os opositores de Yoon, o resultado também deixou alguns frustrados. "É claro que esperávamos a pena de morte, então estamos muito decepcionados com a sentença de prisão perpétua", disse Lim Choon-hee, de 60 anos, à AFP. Nenhuma execução ocorreu no país desde 1997.

Yoon, que compareceu ao tribunal sob custódia, é alvo de vários outros processos criminais. Ele sempre negou qualquer irregularidade, alegando que agiu para “preservar a liberdade” e restaurar a ordem constitucional contra o que chamou de “ditadura legislativa” da oposição, que domina o Parlamento e bloqueava suas propostas, segundo ele.

Yoon Suk-yeol já havia sido condenado a cinco anos de prisão por delitos menos graves relacionados à sua tentativa de golpe. Ex-aliados que estavam em cargos públicos na época também receberam penas de prisão ou aguardam julgamento. O Tribunal Distrital Central de Seul também considerou o ex-ministro da Defesa Kim Yong-hyun culpado e o condenou a 30 anos de prisão.

Por seus respectivos papéis no escândalo, o ex-primeiro-ministro Han Duck-soo foi condenado a 23 anos de prisão no final de Janeiro, e o então ministro do Interior Lee Sang-min recebeu uma sentença de sete anos na semana passada. ANG/RFI/AFP

 

Suíça/Corredores migratórias africanos: OIM lança apelo de 91 milhões de dólares

Bissau, 19 Fev 26 (ANG) – A Organização Internacional para as Migrações (OIM) lançou , quarta-feira, um apelo por US$ 91 milhões para financiar um novo Plano de Resposta destinado a fornecer assistência vital aos migrantes que utilizam os principais corredores migratórios africanos.


Todos os anos, milhares de migrantes, principalmente da Etiópia e da Somália, atravessam o Djibuti, enquanto outros seguem para o sul, passando pelo Quênia, Tanzânia e Moçambique, com a África do Sul como destino final.

O plano para 2026 visa intensificar a ajuda emergencial, os serviços de proteção, os programas de retorno voluntário e reintegração, e a estabilização da comunidade em resposta à dimensão das necessidades.

Sem recursos adicionais, a ajuda humanitária vital poderá ser interrompida, levando ao fechamento de centros de acolhimento na Etiópia, Quênia, Somália e Djibuti, privando sobreviventes do tráfico humano, crianças desacompanhadas e outras pessoas vulneráveis ​​de assistência médica, proteção e abrigo seguro.

Entre os parceiros estão a Câmara Pan-Africana de Comércio e Indústria (PACCI), a Autoridade Intergovernamental para o Desenvolvimento (IGAD) e diversos governos da África Oriental, do Chifre da África e da África Austral. ANG/Faapa


Moçambique/Desastres naturais mataram 226 pessoas e afetaram mais de 860 mil

Bissau,  19 Fev 26 (ANG) – O número total de mortos na atual época das chuvas em Moçambique subiu para 226, com registo de mais de 860 mil pessoas afetadas, desde Outubro, segundo a atualização divulgada hoje pelo instituto de gestão de desastres.

 


De acordo com informação da base de dados do Instituto Nacional de Gestão e Redução do Risco de Desastres (INGD), a que a Lusa teve acesso e atualizada às 14:32 (12:32 de Lisboa), foram afetadas 861.608 pessoas, o correspondente a 199.184 famílias, havendo também 12 desaparecidos, além de 321 feridos. Este balanço contabiliza mais três mortos face à atualização de terça-feira.

 

Só as cheias de janeiro provocaram, pelo menos, 27 mortos - afetando 724.131 pessoas - e a passagem do ciclone Gezani em Inhambane, em 13 e 14 de fevereiro, levou à morte de outras cinco pessoas, segundo os dados atualizados do INGD sobre a época das chuvas.

 

Acrescenta-se que um total de 14.568 casas ficaram parcialmente destruídas, além de 5.845 totalmente destruídas e outras 183.812 inundadas, na presente época chuvosa.

 

Um total de 272 unidades de saúde, 76 casas de culto e 677 escolas foram afetadas em pouco mais de quatro meses e meio.

Os dados do INGD indicam ainda que 554.805 hectares de áreas agrícolas foram afetados neste período, 287.825 hectares dos quais dados como perdidos, atingindo 365.155 agricultores.

 

Também 530.998 animais morreram, entre bovinos, caprinos e aves, e foram afetados 6.799 quilómetros de estrada, 36 pontes e 123 aquedutos.

Desde outubro, o instituto moçambicano de gestão de desastres ativou 149 centros de acomodação, que albergaram 113.478 pessoas, dos quais 43 ainda estão ativos, com pelo menos 34.278 pessoas. ANG/Inforpress/Lusa


           Índia/Modi, Macron e Guterres defendem acesso universal à IA

Bissau, 19 Fev 26 (ANG) - Narendra Modi, António Guterres e Emmanuel Macron defenderam hoje, na Cimeira de Impacto da Inteligência Artificial (IA), em Nova Deli, o acesso universal à tecnologia e a implementação de medidas para regular a sua utilização.

 

“A IA deve pertencer a todos”, e o seu futuro não pode ser deixado “ao sabor de alguns multimilionários”, alertou o secretário-geral da ONU, António Guterres, dirigindo-se a uma plateia de dirigentes e executivos de topo do sector tecnológico.


O primeiro-ministro indiano, Narendra Modi, defendeu ainda que a tecnologia seja “acessível e inclusiva”.

 

Por sua vez, o presidente francês, Emmanuel Macron, afirmou que a Europa, “um espaço seguro”, está “determinada a continuar a ditar as regras do jogo e a fazê-lo com os nossos aliados, como a Índia”.

 

Entre os oradores nas discussões de hoje estavam o CEO da OpenAI, Sam Altman, e o CEO da Google DeepMind, Demis Hassabis, mas não o cofundador da Microsoft, Bill Gates, cujo nome veio a público no escândalo do criminoso sexual Jeffrey Epstein.

 

“Após uma consideração cuidadosa, e para garantir que a atenção se mantém focada nas principais prioridades da cimeira da IA, o senhor Gates não fará o seu discurso de abertura”, disse a fundação que tem o seu nome.

 

A cimeira deverá terminar com uma declaração sobre a regulamentação futura do uso da IA.

 

Impulsionada pelo forte desempenho das empresas tecnológicas no mercado bolsista, a revolução em curso está a gerar preocupações sobre o impacto no ambiente, no emprego, na criação artística, na educação e na informação.

 

Um dos principais receios diz respeito às consequências da IA no mercado de trabalho, particularmente na Índia, onde milhões de pessoas trabalham em ‘call centers’ e serviços de suporte técnico.

Com mil milhões de utilizadores de internet, a Índia orgulha-se de ser o primeiro país em desenvolvimento a acolher esta cimeira, a quarta dedicada a esta tecnologia, que teve início na segunda-feira.

 

Na terça-feira, o ministro da Tecnologia da Informação da Índia, Ashwini Vaishnaw, anunciou que o país espera atrair um total de 200 mil milhões de dólares (170 mil milhões de euros) em investimentos tecnológicos nos próximos dois anos, principalmente para projetos de IA.

 

Este valor inclui os 90 mil milhões de dólares (76 mil milhões de euros) já anunciados no ano passado para a construção de centros de dados pela Google, Microsoft e outras empresas, atraídas pela força de trabalho abundante, qualificada e de baixo custo da Índia.

 

Os gigantes tecnológicos globais aproveitaram a oportunidade para anunciar novos acordos, bem como investimentos e projetos de infraestruturas para este país do Sul da Ásia, que está prestes a tornar-se a quarta maior economia do mundo.

 

A OpenAI e a indiana Tata Consultancy Services anunciaram hoje a construção de um centro de dados na Índia.

ANG/Inforpress/Lusa

 

Suíça/Ucrânia e Rússia encerram segundo dia de conversas em Genebra com otimismo cauteloso e impasses

Bissau,19 Fev 26 (ANG) - O segundo dia de negociações entre delegações enviadas por Moscou e Kiev, sob a mediação dos Estados Unidos, para discutir uma saída à guerra na Ucrânia, foi encerrado, quarta-feira, em Genebra/Suíça.

Tanto Moscou quanto Kiev evocaram conversas "difíceis", mas com avanços práticos. Na saída da reunião, o chefe da delegação ucraniana, Rustem Umerov, disse que nenhum detalhe sobre as negociações será divulgado nesta etapa do processo, descrevendo o trabalho como complexo e focado em trilhos políticos e militares distintos.

O enviado especial da Casa Branca, Steve Witkoff, saudou o sucesso do presidente Donald Trump na iniciativa de reunir representantes dos dois países inimigos, afirmando que houve progresso significativo. O tom das partes é um pouco mais otimista em relação às rodadas recentes em Abu Dhabi, que não resultaram em avanços, embora o negociador russo Vladimir Medinsky tenha reforçado que o processo continua difícil.

Já o presidente da Ucrânia, Volodymyr Zelensky, afirmou que Kiev e Moscou divergem sobre pontos-chave e acusou a Rússia de arrastar o processo de negociações.

Ele destacou que, enquanto houve progresso no setor militar, as discussões políticas permanecem limitadas. As reuniões de Genebra tiveram duração de seis horas no primeiro dia e apenas duas no segundo, tendo como base o plano americano que prevê concessões territoriais em troca de garantias de segurança.

No entanto, as negociações seguem travadas quanto ao destino do Donbass, com Moscou exigindo a retirada ucraniana de Donetsk, o que Kiev rejeita.

Outro ponto sensível é ausina nuclear de Zaporijia. Existe uma proposta apoiada pelos EUA para que a instalação seja operada conjuntamente por Ucrânia, Rússia e Estados Unidos, mas Kiev teme que esse arranjo legitime a ocupação russa.

Apesar disso, Zelensky sinalizou que as forças ucranianas estão prontas para monitorar um cessar-fogo, desde que o mecanismo envolva a participação direta dos americanos.

O presidente também ressaltou a importância da presença de representantes da Grã-Bretanha, França, Alemanha e Itália em Genebra para coordenar as ações diplomáticas.

A rodada de negociações foi marcada por novos ataques russos contra o território ucraniano, incluindo o lançamento de um míssil balístico e 126 drones na última noite. Mesmo com a violência persistente no campo de batalha, Rustem Umerov reiterou que o objetivo final da Ucrânia permanece inalterado: alcançar uma paz justa e sustentável.  ANG/RFI


Tribunal Militar Superior/PRT considera nomeação de novo Presidente como um passo decisivo para fortalecimento da justiça militar

Bissau, 19 Fev 26 (ANG) - O Presidente da República de Transição (PRT) considerou , quarta-feira, a nomeação do novo Presidente Tribunal Militar Superior como um passo decisivo para fortalecimento da justiça militar.

Segundo o gabinete de Assessoria do Estado-Maior das Forças Armadas, as  considerações de Horta Inta-á foram proferidas na cerimónia de  tomada de posse do novo Presidente do Tribunal Militar Superior, o Brigadeiro-General Ioba Embaló, que substitui o Major-General Augusto Bicoda.

Horta Inta-a disse que  o ato marca uma nova etapa na liderança do órgão máximo da jurisdição castrense.

Augusto Bicoda, em função desde Abril de 2025 foi exonerado quarta-feira mas os motivos de seu afastamento não foram revelados.

O Decreto de exoneração indica que a nova nomeação foi proposta  pelo Governo, por iniciativa do Chefe do Estado-Maior General das Forças Armadas, com aprovação do Conselho Superior da Defesa Nacional, ao abrigo da Carta Política de Transição e da Lei n.º 11/2011. ANG/JD/ÂC//SG

 

Saúde/Farmácia Sónia doa lotes de medicamentos para vítimas de incêndio de Bafatá internados no HNSM

Bissau, 19 Fev 26 (ANG) – A Farmácia Sónia, uma das grossistas de importação e venda de medicamentos, procedeu quarta-feira a entrega de lotes de medicamentos para apoiar os pacientes vitimas de queimaduras no incêndio ocorrido recentemente em Bafatá, internados no Hospital Nacional Simão Mendes(HNSM)em Bissau.

No acto de recepção dos referidos medicamentos, a Diretora Clínica do maior centro hospitalar do país, Luísa Oliveira Sanca Nhaga, disse que, os doentes apresentam um quadro clínico grave que não permite deslocações neste momento.

Adiantou que, dentre os internados estão quatro crianças no serviço de cuidados intensivos, e que a prioridade de momento é  estabilização do  estado de saúde antes de qualquer eventual evacuação.

A responsável considera difícil, neste momento, a evacuação dos 17 pacientes vítimas do incêndio ocorrido em Bafatá para tratamento especializado no exterior, devido ao estado crítico de saúde em que se encontram.

Relativamente ao donativo recebido, Luísa  Nhaga  agradeceu o gesto da Farmácia Sónia, sublinhando que os medicamentos vão ajudar a colmatar a escassez que o hospital enfrenta no tratamento das vítimas.

“Agradecemos à Farmácia Sónia por este donativo que ajudará muito no tratamento, porque estamos a deparar com escassez de medicamentos devido ao número elevado de vítimas”, afirmou Luísa Sanca Nhaga.

Por sua vez, o porta-voz da Farmácia Sónia, Abdul Malik Kamara, disse que o apoio é um gesto de  solidariedade para  com as vítimas do incêndio internadas no Hospital Nacional Simão Mendes.

“É um gesto de solidariedade com as vítimas de queimaduras. A direção poderá deslocar-se à Bafatá para apoiar os doentes internados naquela cidade”, garantiu o porta-voz da Farmácia.


O incêndio, ocorrido na semana passada, em Bafatá foi considerado um dos mais graves dos últimos tempos, tendo provocado queimaduras em cerca de 163 pessoas , das quais duas morreram.
ANG/ÂC//SG


quarta-feira, 18 de fevereiro de 2026

Diplomacia/Enviado Especial da União Africana inicia visita oficial de dois dias à Guiné-Bissau

Bissau, 18 Fev 26 (ANG) - O Enviado Especial do Presidente da União Africana, Patrice Trovoada, chega esta quarta-feira a Bissau para uma visita oficial de dois dias, no âmbito das consultas em curso com as autoridades nacionais.


Segundo uma nota divulgada pelo Ministério dos Negócios Estrangeiros, Cooperação Internacional e das Comunidades, a visita, que decorre de 19 a 20 de Fevereiro, se enquadra nos esforços diplomáticos em resposta ao golpe militar de 26 de Dezembro, que interrompeu o processo eleitoral no país.

Durante a sua estada na capital guineense, o antigo Primeiro-ministro de São Tomé e Príncipe deverá reunir-se com altas entidades do Estado e diversas figuras da vida política nacional, em  busca de soluções que permitam o regresso à normalidade constitucional na Guiné-Bissau.

A visita do enviado especial da UA ocorre numa altura em que  Alto Comando Militar para a Restauração da Segurança Nacional e da Ordem Pública, liderado pelo Presidente de Transição, já anunciara eleições gerais para o próximo dia 06 de Dezembro . ANG/MI//SG

Regiões / Incêndio de Bafatá: PM leva apoio material e solidariedade às vitimas

 Bafatá, 18 Fev 2026 (ANG) – O Número de óbitos subiu para dois na sequência do incêndio ocorrido no passado dia 13 de Fevereiro, na cidade de Bafatá, após a confirmação terça-feira  de mais um caso pelas autoridades sanitárias.

A informação consta na página da Facebook do Ministério da Administração Territorial sobre o incêndio, de grandes proporções que  provocou  163 feridos, alguns com queimaduras graves, que continuam a receber tratamento médico, tanto no Hospital Regional de Bafatá como no Hospital Nacional Simão Mendes em Bissau.

Perante o agravamento do balanço das vítimas desse incêndio, o Primeiro-ministro, Ilídio Vieira Té, deslocou-se hoje à  cidade de Bafatá para , em pessoa, manifestar solidariedade às vítimas e  famílias enlutadas, bem como entregar apoio material do Governo.

Durante a visita, o Chefe do Governo reuniu-se com as autoridades locais, visitou o Comando da Polícia de Ordem Pública, os bombeiros, o local do incêndio e os feridos internados.

Foram igualmente entregues apoios imediatos, incluindo medicamentos, colchões, materiais para tratamento de queimaduras, produtos alimentares e materiais de escritório de acordo com as necessidades identificadas pelas estruturas de saúde.

Na ocasião, o Primeiro-ministro exigiu o apuramento de responsabilidades e anunciou o encerramento e a remoção de todos os contentores ilegais utilizados na revenda de combustíveis, reafirmando o compromisso do Governo com o reforço das medidas de segurança e a proteção das populações.

O Primeiro-ministro esteve acompanhado dos Ministros da Administração Territorial e Poder Local, Carlos Nelson Sanó, da Energia, do Interior e pelos seus conselheiros. ANG/JD//SG