quarta-feira, 12 de agosto de 2026

Cabo Verde/ Governo  e China reforçam capacidade operacional do Projecto Cidade Segura

BISSAU, 12 Ago (Inforpress) – Cabo Verde e China assinaram hoje o acordo de implementação da terceira fase do Projecto Cidade Segura, financiado pelo Governo chinês para reforçar as capacidades tecnológicas e operacionais das forças de segurança e apoiar a investigação criminal.

O acordo foi assinado pelo ministro da Administração Interna, Carlos Sena, e pelo embaixador da República Popular da China, Zhang Yang, no Centro de Comando da Polícia Nacional.

O financiamento chinês para esta fase está estimado em cerca de 74 milhões de renminbi, equivalentes a aproximadamente 9,3 milhões de euros, no quadro da assistência não reembolsável acordada entre os dois governos.

Durante o discurso, Zhang Yang afirmou que a terceira fase do “Cidade Segura” constitui “uma iniciativa importante” para concretizar os resultados da Cimeira do Fórum de Cooperação China-África (FOCAC), realizada em 2024, em Pequim (China), particularmente no âmbito da parceria para o desenvolvimento proposta pelo Presidente chinês, Xi Jinping.

Segundo o diplomata, o projecto assume “grande importância” para o aprofundamento da cooperação bilateral nos domínios da aplicação da lei e da segurança, contribuindo para a estabilidade social, o desenvolvimento sustentável e a paz duradoura em Cabo Verde.

“É mais uma manifestação concreta e expressiva do aprofundamento e da consolidação da cooperação amistosa entre a China e Cabo Verde”, declarou.

Zhang Yang acrescentou que a representação diplomática chinesa pretende continuar a enriquecer o conteúdo da parceria estratégica entre os dois países e contribuir para que a cooperação produza “maiores benefícios” para os povos de Cabo Verde e da China.

Por seu turno, o ministro da Administração Interna, Carlos Sena, considerou a assinatura do acordo um novo passo na modernização da segurança interna cabo-verdiana, salientando que o “Cidade Segura” não se resume à instalação de câmaras, mas constitui uma infraestrutura integrada de segurança pública.

Para o governante, os recursos tecnológicos disponibilizados nas fases anteriores já permitiram à Polícia Nacional melhorar a prevenção e a resposta operacional, através do acompanhamento de ocorrências em tempo real e do apoio aos processos de investigação.

“A tecnologia, inteligência policial, proximidade e presença operacional devem caminhar conjuntamente”, considerou Carlos Sena.

A terceira fase prevê a expansão das infraestruturas e dos meios tecnológicos de segurança no país, incluindo a instalação de centros de comando, centros de dados e estações de base de comunicação sem fios em Assomada, Tarrafal de Santiago e Porto Novo, bem como o reforço das capacidades já existentes na Praia e no Mindelo.

A nova fase contempla igualmente a ampliação da rede de videovigilância, com o objectivo de melhorar as condições tecnológicas das forças de segurança e aumentar a capacidade de monitorização e intervenção.

O Governo reiterou, durante a cerimónia, o compromisso de criar as condições necessárias para a execução da nova fase, enquanto a parte chinesa reafirmou a disponibilidade para continuar a apoiar o país no domínio da segurança interna.

A assinatura do acordo, segundo as duas partes, constitui mais um marco na cooperação entre Cabo Verde e China, num ano em que os dois países celebram cinco décadas de relações diplomáticas e procuram aprofundar a parceria estratégica em áreas consideradas prioritárias para o desenvolvimento e a segurança. ANG/Inforpress

 

Sociedade/LGDH assinala 35 anos e reafirma compromisso com a defesa dos direitos humanos,  democracia e justiça

Bissau, 12 Ago 26 (ANG) - A Liga Guineense dos Direitos Humanos (LGDH) assinala, esta quarta-feira, o seu 35.º aniversário, reafirmando o compromisso com a defesa dos direitos humanos, da democracia, do Estado de direito, da justiça e  dignidade humana.

Numa Declaração Institucional alusiva à data, divulgado na sua página de Facebook consultada hoje pela ANG, a organização anunciou a criação da Academia de Direitos Humanos, destinada, particularmente, à jovens ativistas e defensores dos direitos humanos, estudantes universitários e mulheres.

A iniciativa prevê cursos e ações de formação sobre direitos humanos, cidadania, democracia e Estado de direito.

A organização anunciou igualmente o lançamento do podcast “Bantaba di Dirítus”, concebido para aproximar os direitos humanos das comunidades e das novas gerações através de uma linguagem simples e acessível.

A Liga exigiu a libertação imediata de todos os detidos que diz permanecerem  ilegalmente privados da liberdade, há mais de um ano, alguns sem acusação formal, julgamento ou pleno exercício das garantias do devido processo legal.

A LGDH defende que, nos casos em que existam indícios da prática de infrações penais, que os visados sejam  apresentados  à autoridade judicial competente, com pleno respeito pelo direito de defesa, pelo contraditório e por um julgamento justo e imparcial.

Fundada a 12 de Agosto de 1991, por iniciativa de um grupo de cidadãos guineenses liderado por Fernando Gomes, a Liga tornou-se uma das instituições pioneiras da sociedade civil da Guiné-Bissau.

 Ao longo de três décadas e meia, acompanhou períodos marcados por conflitos político-militares, golpes de Estado, crises institucionais e ruturas da ordem constitucional.

No domínio dos direitos económicos, sociais e culturais, a LGDH alerta para as dificuldades persistentes para o acesso à água, saúde, educação, habitação, emprego e outros serviços essenciais.

 Segundo dados do Observatório dos Direitos Humanos 2025, 53% das famílias inquiridas vivem em situação de sobrelotação, enquanto apenas 29% dispõem de água canalizada e 51% dependem de poços.

Sobre a saúde e educação, a organização relata que 84,5% das mulheres suportam custos associados às consultas pré-natais e que o abandono escolar das raparigas atinge 46,4% no ensino secundário e 45,8% no ensino superior.

Sobre o referendo popular relativo à revisão constitucional, a LGDH alerta para a necessidade de respeito pela legalidade vigente.

A organização refere que a Lei n.º 12/2026, de 16 de Junho, proíbe a convocação e realização de referendos entre a data da marcação e a realização de eleições para os órgãos de soberania ou do poder local.

Tendo em conta que as eleições presidenciais e legislativas estão marcadas para 6 de Dezembro de 2026, a Liga considera que a realização do referendo durante este período confronta-se com uma proibição legal expressa.

A LGDH ainda manifesta  preocupação com a supressão, no texto constitucional revisto, do mecanismo de fiscalização da constitucionalidade, considerando-o uma garantia essencial da supremacia da Constituição e da proteção dos cidadãos contra o exercício arbitrário do poder.

Perante a situação atual do país, a organização apela ao restabelecimento da normalidade constitucional através da realização de eleições livres, justas, inclusivas, transparentes e credíveis, defendendo o diálogo como instrumento para a superação da crise e rejeitando a violência, o discurso de ódio e a intolerância.

No âmbito das celebrações dos seus 35 anos de exustência, a LGDH presta homenagem aos seus fundadores, antigos e atuais dirigentes, colaboradores, ativistas e parceiros nacionais e internacionais que contribuíram para a sua trajectória, e reafirma a determinação de continuar a defender os direitos humanos, a Constituição,  democracia e o Estado de direito, visando uma “Guiné-Bissau mais livre, justa, democrática, pacífica e inclusiva”.

ANG/LPG/ÂC//SG

Aviação Civil/”Mais de 90% dos trabalhos da torre de controle e bloco técnico do Aeroporto Internacional Osvaldo Vieira já estão  concluídos”, diz ChunQiu li

Bissau, 12 Ago 26(ANG) – O Director da lote 11 da China Railway Construction Corporation (CRCC11), disse que mais de 90 por cento das obras do projeto do bloco técnico e da torre de controlo do Aeroporto Internacional Osvaldo Vieira, já estão concluídas.

“A maior parte das obras da estrutura principal e dos acabamentos internos e externos já foram concluídas até ao momento”, frisou ChunQiu li, em entrevista exclusiva  à Agência de Notícias da Guiné(ANG).

Aquele responsável afirmou que este facto indica que as principais atividades de construção civil do edifício estão praticamente finalizadas, representando um passo importante no avanço global do projeto e constituindo um marco fundamental para a modernização das infraestruturas aeronáuticas da GuinéBissau.

“O projeto executado pela CRCC11 é composto por dois edifícios autónomos: o edifício técnicoadministrativo e a torre de controlo, que formara o «sistema nervoso central» responsável pela futura operação e coordenação aeroportuária”, salientou ChunQiu li. 

Segundo Chun Qiu Li, o bloco técnico tem dois pisos, com uma área construída de 2. 734,4 m², e integra zonas funcionais essenciais: serviços administrativos, suporte de comunicações, monitorização meteorológica e áreas destinadas à inspeção e manutenção de equipamentos.

Disse que a torre de controlo possui treze pisos e uma área construída de 694,02 m², acrescentando que a sua altura e o seu campo visual foram projetados especificamente para permitir uma vigilância integral da pista e das áreas de estacionamento das aeronaves.

O director da CRCC11 disse  que a instalação dos sistemas avançados automatizados de controlo de tráfego aéreo e dos equipamentos auxiliares de navegação será realizada posteriormente pela equipa da entidade proprietária do projeto.

“Durante todo o período de execução da obra, a equipa de gestão da CRCC11 adotou como princípio fundamental a prioridade da segurança e  qualidade, executando os trabalhos em rigoroso cumprimento das normas internacionais de construção e das especificações técnicas específicas para obras civis aeronáuticas”, sublinhou ChunQiu li.

Aquele responsável, afirmou que, perante as condições adversas da GuinéBissau, nomeadamente temperaturas elevadas, pluviosidade intensa e longos prazos de transporte e aprovisionamento de materiais de construção, o departamento de obra implementou um sistema de gestão normalizado e detalhado, com fiscalização contínua de todas as fases de construção e aplicação da gestão em ciclo fechado em cada processo construtivo.

No âmbito da gestão de segurança no local de obra, frisou que, foi aplicado o mecanismo duplo de prevenção: controlo hierarquizado de riscos, conjugado com a deteção e resolução de perigos potenciais.

Disse que, é realizada uma monitorização dinâmica das fontes de risco elevado, tais como escavações profundas, operações de içamento e elevação, trabalhos em altura e instalações elétricas temporárias, sendo todas as anomalias corrigidas mediante procedimentos de ciclo fechado.

“Paralelamente, foi instituído um sistema permanente de formação e sensibilização em matéria de segurança”, salientou, acrescentando que são organizadas, regularmente, palestras de prevenção de acidentes e simulações práticas de emergência, de modo a repartir e consolidar a responsabilidade primária de segurança por todas as equipas de obra e postos de trabalho, garantindo a aplicação generalizada e hierarquizada das obrigações de segurança em todos os níveis.

“Após a conclusão e entrega formal das obras civis, o projeto constituirá uma base sólida para que a entidade proprietária proceda à instalação subsequente dos equipamentos aeronáuticos. No futuro, contribuirá para aumentar, substancialmente, a capacidade de gestão da segurança aérea e a coordenação de voos do Aeroporto Internacional Osvaldo Vieira”, disse ChunQiu li.

Além disso, de acordo com ele, esta infraestrutura servirá de alicerce para atrair novas companhias aéreas e abrir novas rotas internacionais, impulsionando de forma sustentável a abertura externa e o desenvolvimento internacional da GuinéBissau.

O projecto, segundo Li, foi financiado pela Agência para a Segurança da Navegação Aérea em África e Madagáscar (ASECNA), num valor não revelado e executado pela lote 11 da China Railway Construction Corporation (CRCC11) e fiscalizado pela HYDROGENIE Sarl,ANG/AALS/ÂC//SG


 

 

 

 

 

Regiões/Falta de meios de transporte dificulta autoridades nas mediações de conflitos sobre  posse de terra em Bambadinca

Bambadinca, 12 Ago 26 (ANG) – O Administrador do Setor de Bambadinca,  região de Bafata, leste do país, ,disse , terça-feira, que a falta de meios de transporte está a dificultar os trabalhos de mediações de conflitos sobre  posse de terra naquela localidade.

Assana Camará, em entrevista  ao colaborador da ANG em Bafatá, explicou que, a administração está a enfrentar dificuldades logísticas que põe em causa, entre outros, a prcura de soluções  relacionadas com as disputas para  posse de terra .

Camará acrescentou que, mesmo sem meios de transportes a disposição,  conseguem  encontrar alternativas para apaziguar os conflitos de natureza territorial.

Explicou que a situação os leva a recorrer à empréstimos ou aluguer de motorizadas para  chegar à tempo em lugares mais distantes do sector.

Para Assana Camará, a prioridade neste momento é fazer a urbanização de raiz com vista a facilitar a circulação das pessoas e viaturas e também melhorar o aspecto físico do mercado central cujos trabalhos de pavimentação ja estão em curso.

Questionado sobre condições dos campos agrícolas do setor, Assana Camará salientou que, até ao momento os terrenos para a prática de agricultura estão em perfeitas condições .

Por outro lado, Assana Camara partilhou a sua intenção de construir um um chamado Bairro de Emigrantes, sublinhando  que já existe inclusive um mapa para esse efeito.

 Segundo este administrador sectorial, estão agora a aguardar a aprovação do Ministério das Obras Públicas para o início dos trabalhos.

O Sector de Bambadinca pertence a região de Bafata, leste do país e o comércio é a actividades
principal para a economia da zona. ANG/AD/MSC/ÂC//SG

 

Diplomacia/Presidente da República regressa terça-feira ao país após visita oficial de 24 horas ao Tchad

Bissau, 12 Ago 26(ANG) - O Presidente da República de Transição, Horta Inta-á, regressou ao país no final da tarde de terça-feira, após participar nas celebrações do 66.º aniversário da Independência da República do Tchad.

A deslocação ao Tchad marcou a primeira viagem oficial de Horta Inta-á ao exterior desde que assumiu a Presidência da República de Transição, na sequência do golpe de Estado de 26 de Novembro de 2025, que determinou  a mudança do poder a favor dos militares.

De acordo com a nota do Gabinete de Comunicação e Relações Públicas da Presidência da República, a visita, com duração de cerca de 24 horas, permitiu ao Chefe de Estado de Transição participar nas cerimónias comemorativas da independência tchadiana e manter contactos com as autoridades daquele país.ANG/ÂC//SG

 

Peru/Centenas de peruanos são atraídos por falsas ofertas de trabalho na Rússia e acabam na guerra na Ucrânia

Bissau, 12 Ago 26 (ANG) - A Rússia recruta soldados do outro lado do mundo, inclusive na América Latina e muitas vezes atraídos por falsas ofertas de emprego, esses imigrantes acabam nas trincheiras.

Mais de 400 peruanos foram recrutados pelo Exército russo para lutar na Ucrânia.

À primeira vista, a oferta era tentadora: empregos na Rússia como operário, agente de segurança ou cozinheiro, com remuneração entre US$ 4 mil e US$ 5 mil (entre R$ 20 mil e R$ 25 mil na cotação atual) e bónus que poderiam chegar a US$ 20 mil (mais de R$ 100 mil).

 Para muitos jovens peruanos, a proposta representava a chance de mudar de vida. No Peru, um trabalhador com menos de 25 anos ganha, em média, o equivalente a US$ 350 (R$ 1.800) por mês, segundo dados oficiais de 2024.

“Tudo foi feito pelo WhatsApp. Não foi presencial, não foi oficial”, relata Maria Pachas, irmã de um peruano que foi para a Rússia, ao jornal El Comercio “Disseram-lhes para não contar que iam para lá, mas sim que viajavam a lazer”, acrescenta.

Foi assim que a Rússia recrutou centenas de peruanos para enviá-los à frente de guerra. As denúncias das famílias desses jovens, presos na armadilha, mencionam intermediários que atuavam sob pseudónimos, como "Falcon" ou "Kraken", além de cidadãos mexicanos, colombianos e peruanos.

Uma vez no destino, veio a desilusão para quem caiu na armadilha. Segundo relatos das famílias, foram confiscados passaportes, documentos de identidade e celulares logo após obrigarem esses cidadãos a assinar, sem tradução, um documento em russo.

“Disseram-lhes que todos fariam o serviço militar obrigatório na Rússia. Meu marido não fala russo, mas forçaram-no a assinar”, lamenta Yovana Muñoz, esposa de um dos peruanos recrutados.

Algumas famílias chegam a mencionar dívidas de US$ 16 mil ou US$ 20 mil referentes a supostos custos de mudança, que os peruanos teriam de pagar por meio de seu serviço no Exército russo. As famílias que prestam depoimentos no Peru, aliás, preferem manter o anonimato por medo de represálias em território nacional.

Ainda assim, alguns conseguem, em raras ocasiões, se comunicar com seus parentes. Na linha de frente, eles descrevem um verdadeiro inferno, como relata Yovana Muñoz sobre o marido: “Atiraram nele e o deixaram por morto. Ferido, ele caminhou até um pequeno centro de saúde na Ucrânia. Ele me diz que quer voltar ao Peru, porque essa experiência foi uma tortura.”

Segundo o Ministério das Relações Exteriores do Peru, que acaba de obter o repatriamento de quatro cidadãos que viajaram para a Rússia, essa armadilha já teria atingido cerca de 459 peruanos. Entre eles, 11 teriam morrido, 114 estariam desaparecidos e três foram capturados pelo Exército ucraniano.

A diplomacia peruana também publicou um comunicado pedindo que a população não aceite ofertas de emprego no exterior sem verificar a identidade do empregador, as condições contratuais e as funções a serem exercidas.

Diante dadimensão que esses recrutamentos vêm assumindo desde o início de 2026, as famílias dos peruanos que partiram para a Rússia pedem ajuda ao Ministério das Relações Exteriores para proteger seus parentes.

O caso também está sendo investigado como tráfico qualificado de pessoas. O Ministério da Justiça do Peru informou, em abril, que começou a oferecer apoio jurídico às famílias de cidadãos peruanos mortos ou feridos em zonas de conflito. ANG/RFI

 

Timor-Leste/Chefes da diplomacia da CPLP debatem Guiné-Bissau e futura presidência em Díli

 Bissau, 12 Ago 26(ANG) – A Guiné-Bissau e a futura presidência da Comunidade de Países de Língua Portuguesa vão estar em debate na reunião do Conselho de Ministros da organização lusófona, a realizar em 19 de agosto em Díli.

A reunião dos ministros dos Negócios Estrangeiros da próxima semana será antecedida das reuniões dos pontos focais e do comité de concertação permanente, que vão ter início na quinta-feira, explicou hoje, em conferência de imprensa, o coordenador geral da Comissão para a presidência rotativa da CPLP, Joaquim Fernandes.

 

Relativamente à Guiné-Bissau, será “apreciado um projeto de resolução” no “quadro do compromisso da CPLP com a estabilidade, a ordem constitucional e os princípios democráticos”, disse Joaquim Fernandes, salientando que os estados-membros continuam a fazer esforços de diálogo.

 

A Guiné-Bissau foi suspensa da organização lusófona em Dezembro, após um golpe de Estado que depôs Umaro Sissoco Embaló e interrompeu o processo eleitoral, impedindo a divulgação dos resultados das eleições gerais de Novembro de 2025.

 

A presidência da CPLP, que era detida por aquele país africano, passou para Timor-Leste.

 

Questionado pela Lusa se os chefes da diplomacia da CPLP vão abordar a próxima presidência da organização lusófona para o período entre 2027 e 2029, o responsável timorense disse que o “assunto é sensível”, mas que a “reunião de Conselho de Ministros vai discutir isso também”.

Na cimeira de Bissau, em 2025, os chefes de Estado e de Governo não chegaram a consenso sobre a atribuição da próxima presidência da organização lusófona, com uns a apoiarem a Guiné Equatorial e outros o Brasil.

 

Em entrevista à Lusa, em julho, o Presidente timorense, José Ramos-Horta, defendeu que a presidência rotativa da organização deveria ser para o Brasil.

 

A XXXI reunião ordinária do Conselho de Ministros vai discutir também a agenda estratégica da CPLP para o período 2027-2033 e a elaboração da Nova Agenda Estratégica para a Consolidação da Cooperação Económica para o período 2028-2023.

 

“Está prevista a assinatura do Acordo Administrativo para a Aplicação da Convenção Multilateral de Segurança Social da CPLP”, disse Joaquim Fernandes.

 

O acordo vai permitir a “operacionalização da Convenção e reforçar a proteção social e a portabilidade dos direitos de segurança social dos cidadãos no espaço da comunidade”, explicou.

 

Durante a reunião, será também apreciada uma declaração sobre a “Consolidação do Estado de Direito Democrático e os Desafios da CPLP” para reafirmar o “compromisso dos Estados-membros com os princípios democráticos, o Estado de Direito e o reforço da concertação político-diplomática”, acrescentou Joaquim Fernandes.

 

Na reunião vão estar presentes os chefes da diplomacia de Portugal, Paulo Rangel, de Angola, Téte António, de Cabo Verde, Manuel Rosa, e da Guiné Equatorial, Siméon Angue.

 

São Tomé e Príncipe estará representado pela ministra da Justiça, Administração Pública e Direitos Humanos, Vera Cravid, enquanto o Brasil marcará presença através do Secretário de África e Médio Oriente do Ministério das Relações Exteriores, Carlos Duarte.

 

Moçambique vai estar representado pela secretária de Estado dos Negócios Estrangeiros e Comunidades, Maria de Fátima Manso.

Participa também no encontro a secretária executiva da CPLP, a angolana Maria de Fátima Jardim.

ANG/Inforpress/Lusa

 

 

Marrocos/Casablanca sedeará o campeonato continental da FIFA África 2026

Bissau, 12 Ago 26 (ANG) – A Federação Real Marroquina de Jogos Eletrónicos (FRMJE) anunciou a organização do Campeonato Continental FIFAe África 2026, que acontecerá de 27 a 29 de Agosto em Casablanca.

A seleção de Marrocos faz parte de uma iniciativa internacional de grande escala. A FIFA escolheu Marrocos como um dos cinco países anfitriões do Campeonato Continental da FIFA de 2026, juntamente com Malásia, Brasil, México e Portugal, conforme destacam os organizadores.

Realizadas em cinco continentes entre agosto e Setembro de 2026, essas competições representam um passo importante na jornada rumo à Final da FIFA 2026, uma trajetória global que reuniu mais de 120 nações. Elas constituem as últimas etapas continentais importantes antes da Copa do Mundo da FIFA 2026.

Ao sediar a etapa africana deste circuito global, Marrocos confirma sua capacidade de receber competições internacionais de alto nível e fortalece sua posição no cenário mundial do futebol eletrónico.

Durante três dias, 13 nações africanas estarão representadas em Casablanca, com oito nações envolvidas em cada uma das três modalidades do programa: eFootball Mobile em 27 de agosto, eFootball Console em 28 de agosto e Rocket League em 29 de agosto.

As melhores seleções africanas competirão para conquistar os primeiros títulos continentais da FIFA e tentar se classificar para a Copa do Mundo da FIFA de 2026. Em cada uma das três modalidades, os vencedores das semifinais garantirão sua vaga no evento global.

Além do desafio esportivo, o Campeonato Continental FIFA África 2026 será uma vitrine excepcional para o talento africano, a diversidade das comunidades de desportos do continente e o surgimento de um ecossistema competitivo africano cada vez mais estruturado e profissional. NG/Faapa

   

 

terça-feira, 11 de agosto de 2026

Referendo de 30 de Agosto/Ministro da Comunicação Social garante que  INACEP  está apto para produzir  materiais necessários

Bissau, 11 Ago 26 (ANG) – O ministro da Comunicação Social (MCS), disse hoje que a Imprensa Nacional (INACEP), está apto para responder as demandas em termos de produção de materiais para  instituições ligadas ao processo do referendo agendado para 30 de Agosto .

Abduramane Turé falava à imprensa no final da visita às Instalações da Imprensa Nacional (INACEP).

Disse que  recebeu garantias do Diretor-geral daquela instituição de que os trabalhos de produção dos materiais necessários para o processo do Referendo Nacional sobre a nova Constituição da República estão num bom caminho.

O governante realçou  que, ainda hoje, a INECEP vai receber outra máquina para reforçar os trabalhos.

“A INACEP é pulmão de todos os trabalhos de impressão  que  estão a ser feitos no país., desde cartazes, cadernos e outros requisitos necessários para o processo”, revelou o ministro.

Segundo Turé, o Diretor-geral da INACEP está a fazer bom trabalho na Instituição, por isso, tem o apoio do Governo para continuar com o mesma dinâmica.

Disse que o país já está na véspera da campanha para o  referendo sobre a nova Constituição da República, por isso, decidiu visitar a maior empresa gráfica do país para se inteirar dos trabalhos em curso.

Apesar de todo apoio recebido para a execução das encomendas relacionadas ao  processo de referendo, segundo
o ministro, a  INACEP, a única gráfica estatal no país, necessita de mais apoio do Governo, para efetuar o seu trabalho, cabalmente.

Questionado sobre a divida salarial que a actual direção contraiu com os funcionários , Abduramane Turé disse que o problema  já está a ser resolvida, porque já foram pagos pelo menos dois meses atrasados e que, segundo o Diretor, até final do mês toda a divida será liquidada.

“A INACEP é uma empresa nacional que trabalha e produz para ganhar dinheiro, sendo assim, penso que, o seu sindicato não deve optar pela greve, porque se forem para a greve,  não vão trabalhar, e se não trabalharem não terão encomendas e o dinheiro não vai entrar, e os  funcionários não terão como exigir o pagamento dos seus salários”, disse o ministro.   

No que toca com o processo do retroativo dos 100 efetivos dos quatro órgãos da Comunicação Social (CS) nomeadamente, a Agência de Notícias da Guiné (ANG),o Jornal Nô Pintcha (JNP),  a Radiodifusão  Nacional (RDN), e TGB, Abduramane Turé  disse  que o processo está num bom caminho, e que, se tudo correr bem, estes efetivos receberão os seus retroativos. ANG/LLA/ÂC//SG

  

          

Olimpíadas de Ciência Nuclear/ China conquista medalha de ouro e três de pratas em sua estreia no evento

Bissau,11 ago 26 (ANG)  -- A China conquistou uma medalha de ouro e três de prata na terceira edição da Olimpíada Internacional de Ciência Nuclear (INSO), na sigla em inglês), realizada recentemente em Jidda , marcando a estreia do país na competição.

A equipe chinesa composta por quatro elementos, se classificou entre os países com  melhor desempenho.

O evento com duração de oito dias, reuniu equipes de 19 países e incluiu provas teóricas e experimentais abrangendo assuntos como a física nuclear, radioprotecção e combustível nuclear, entre outros.

O representante do comité organizador, Talal Alrashidi elogiou a participação da China, e destacou  que os estudantes tiveram um desempenho excepcional e demonstraram o espírito positivo da juventude chinesa.

O medalhista de ouro Liu Siqi, estudante do campus Wangjing da Escola de Ensino Médio nº 80 de Beijing, disse que competir com jovens brilhantes de todo o mundo “fortaleceu a sua determinação de estudar muito e alcançar novos patamares na ciência”.

“Continuaremos fortalecendo a popularização da ciência nuclear e incentivando mais jovens talentosos a conhecer, compreender e participar da área nuclear”, disse Wang Peng, chefe da delegação chinesa, vice-economista-chefe do Instituto de Estratégia da Indústria Nuclear da China e presidente da Editora de Energia Atômica da China.

Lançada em 2024 com o apoio da Agência Internacional de Energia Atómica, a INSO é a primeira olimpíada juvenil do mundo dedicada à ciência nuclear, com o objetivo de estimular o interesse dos jovens pela área e promover intercâmbios internacionais. ANG/Xinhua

Rússia/Dependência de soldados norte-coreanos revela crise no recrutamento militar

Bissau, 11 Ago 26 (ANG) - O presidente ucraniano, Volodymyr Zelensky, afirmou no domingo (9) que até 50 mil soldados norte-coreanos teriam sido mobilizados para lutar ao lado da Rússia, aliada histórica de Pyongyang.

Para uma especialista ouvida pela RFI, o recrutamento maciço de combatentes estrangeiros revela a dificuldade de Moscou em contar com seus próprios efetivos na Ucrânia.

Zelensky não explicou como obteve esse número, muito superior à estimativa de 30 mil feita em Julho.

No entanto, a revelação expõe os entraves que impedem o avanço do Exército russo na linha de frente, avalia Marie Mendras, professora de Relações Internacionais na universidade Sciences Po de Paris. 

"As necessidades são crescentes, caso o Kremlin queira manter a guerra no terreno – ou seja, lançar novas ofensivas. O Exército russo não consegue mobilizar as centenas de milhares de homens de que precisaria para retomar uma ofensiva na Ucrânia", avalia.

O presidente russo, Vladimir Putin, e o líder norte-coreano, Kim Jong-un, assinaram um tratado de parceria estratégica em Junho de 2024. O pacto prevê uma cláusula de assistência mútua em caso de agressão externa contra um ou outro dos dois países.

No mesmo ano, Pyongyang enviou cerca de 14 mil soldados para a região russa de Kursk, ajudando Moscou a repelir uma importante incursão das forças ucranianas na área.

Dois anos depois, a situação é diferente para a Rússia, avalia Mendras, com cerca de 1,5 milhão de soldados russos mortos, feridos ou impossibilitados de continuar combatendo. "No leste e no sudeste da Ucrânia o exército da Rússia não avança há vários meses e é até obrigado a recuar em alguns pontos.

Assim, a prioridade das forças russas parece ser manter as posições para evitar recuos maiores em território ucraniano", avalia.

A professora da Sciences Po também destaca as dificuldades da Rússia para recrutar soldados.

Oficialmente, uma mobilização lançada em Setembro de 2022 permite a Moscou manter uma convocação permanente. No entanto, os métodos do governo russo são controversos.

"O que eles fazem é lançar ‘operações especiais’ – como gostam de chamar – para recrutar homens, muitas vezes à força ou ameaçando suas famílias. E não está claro como esses recrutas, que não estão preparados e não têm vontade de ir para a linha de frente, poderiam ser realmente eficazes", diz Mendras.

Além disso, a especialista destaca que o exército russo enfrenta grandes problemas nos territórios ocupados, como a península da Crimeia e o leste da Ucrânia. Segundo ela, a ocupação vai mal e, diante das dificuldades, parte da população tenta deixar as zonas tomadas.

"As administrações desses territórios são marcadas pela corrupção, e seus militares são enviados sobretudo para a linha de frente. Isso significa que eles não estão mobilizados para garantir a gestão administrativa dessas localidades", observa. 

Por isso, avalia Mendras, o futuro da guerra na Ucrânia se concentrará nas trocas de mísseis, com uma possível multiplicação de lançamentos nas próximas semanas.

Kiev sofre com a falta crítica de sistemas avançados de defesa aérea, e Moscou tentará explorar essa vulnerabilidade utilizando um número crescente de projéteis balísticos, particularmente difíceis de interceptar. 

Nesta nova etapa do conflito, o exército russo dá sinais de que continuará contando com o apoio da Coreia do Norte.

Um responsável dos serviços de inteligência militar ucranianos declarou recentemente à agência Reuters que uma unidade de mísseis norte-coreana iniciou seu deslocamento para o oeste da Rússia e poderia estar equipada com 120 mísseis balísticos e seis lançadores para atingir a Ucrânia. 

Segundo fontes ucranianas e independentes, Pyongyang também teria fornecido a Moscou milhões de projéteis de artilharia e morteiros, mísseis balísticos, artefatos de longo alcance e sistemas de lançadores múltiplos de foguetes.

Nem o regime norte-coreano nem a Rússia confirmaram essas informações até o momento. ANG/RFI

 

Côte D`Ivoire/BAD prevê um crescimento de 4,6 por cento para África Ocidental

Bissau,11 Ago 26 (ANG) - O Grupo Banco Africano de Desenvolvimento (BAD) prevê um crescimento de 4,6% na África Ocidental em 2026, impulsionado por uma resiliência económica sustentada.

Em um relatório intitulado "Perspectivas Económicas Regionais", publicado em Abidjan, a instituição bancária pan-africana observa que "a África Ocidental demonstrou resiliência económica em 2025, registando um crescimento de 4,8%, acima da média continental de 4,4%, apesar das tensões geopolíticas, da insegurança em partes da região, da crescente fragmentação da economia global e da alta volatilidade nos mercados financeiros internacionais".

E o AfDB prosseguiu dizendo que a perspectiva para a região continua promissora, com um crescimento projetado de 4,6% em 2026, impulsionado pelo aumento do investimento privado, pela recuperação da demanda interna, pelo investimento contínuo em infraestrutura e pela expansão dos setores de petróleo, gás e mineração.

No entanto, as tensões geopolíticas persistentes, a inflação global sustentada, as crescentes vulnerabilidades relacionadas à dívida pública e o aperto das condições financeiras podem afetar essas perspectivas positivas, alerta o AfDB.

O relatório também mostra que a África Ocidental pode colmatar o seu défice anual de financiamento do desenvolvimento, estimado entre 90 e 100 mil milhões de dólares, através de uma maior mobilização de recursos internos, de uma gestão financeira pública mais robusta e de uma melhor canalização do capital local para investimentos produtivos.

O AfDB indica que as dificuldades de financiamento da região decorrem menos da escassez de capital do que da fragmentação e subutilização dos recursos financeiros existentes, defendendo reformas destinadas a mobilizar receitas internas, fortalecer a intermediação financeira e alavancar recursos locais de longo prazo necessários para a transformação estrutural que promova o crescimento inclusivo.

Além disso, o documento revela que a relação média entre impostos e PIB na África Ocidental tem sido de 9,9% nos últimos cinco anos, bem abaixo do critério de convergência de 20% da União Económica e Monetária da África Ocidental (UEMOA).

Segundo o relatório, essa situação limita a capacidade dos governos de financiar suas prioridades de desenvolvimento e fortalecer sua resiliência fiscal, observando que o fortalecimento da mobilização de recursos internos é essencial para ampliar o espaço fiscal e reduzir as restrições de financiamento.

Para enfrentar esses desafios, o relatório identifica quatro prioridades: ampliar a base tributária, melhorar a gestão das receitas provenientes de recursos naturais, formalizar as atividades económicas informais e direcionar as economias de planos de pensão e seguros para investimentos produtivos de longo prazo. ANG/Faapa

    

 

 

RDC/Quatro mil e trezentos e oitenta e um casos de Ébola confirmados incluindo 2.0011 mortes

Bissau, 11 Ago 26 (ANG) - A República Democrática do Congo (RDC) registou 4.381 casos confirmados de doença pelo vírus Ébola, incluindo 2.011 mortes, de acordo com os dados mais recentes divulgados nesta terça-feira pelas autoridades de saúde congolesas.

Com este novo relatório, a epidemia atual, que se espalhou por diversas regiões do país, está se aproximando daquela de 2018-2020, a mais mortal já registada na RDC, que causou quase 2.300 mortes em aproximadamente 3.500 casos registados.

A taxa de letalidade do surto atual, causado pelo vírus Bundibugyo, é de aproximadamente 45,9%, segundo dados das autoridades de saúde.

A epidemia, a 17ª registada na RDC, foi oficialmente declarada a 15 de maio, após a confirmação dos primeiros casos na província de Ituri. Desde então, espalhou-se por várias outras regiões do país.

Em Maio, a Organização Mundial da Saúde (OMS) declarou este surto uma "emergência de saúde pública de interesse internacional", num contexto marcado, em particular, pelas dificuldades de acesso às áreas afetadas e pelos desafios de segurança no leste do país.

A OMS também recomendou a avaliação da vacina Ervebo, licenciada contra a cepa Zaire do vírus Ébola, em um ensaio clínico, na ausência de uma vacina especificamente aprovada contra o vírus Bundibugyo, que é a causa da epidemia atual.

Segundo especialistas da Organização, os numerosos dados já disponíveis, particularmente sobre a segurança da vacina Ervebo, permitem considerar a sua avaliação diretamente no âmbito de um ensaio clínico de fase 3, geralmente realizado em larga escala. ANG/Faapa