sexta-feira, 23 de janeiro de 2026

Justiça / Ministério Público acusa dois militares pela morte de ajudante de toca-toca

Bissau, 23 Jan 26 (ANG) – O Ministério Público acusou provisoriamente,  quinta feira, dois militares  pela morte do  ajudante de  transporte público interurbano(Toca-toca) ocorrida em Dezembro de 2025, em Bissau, revela uma Nota à Imprensa do Gabinete de Imprensa da instituição assinado pelo assessor  Maurício Alves.

O processo crime envolve o sargento Carlitos Luís Imbana e o saldado Abene Albino Sembé, alegadamente responsáveis pela agressão que vitimou Luís Rui Bedam, ajudante de um transporte publico, conhecido por “Toca-Toca”, da linha Matadouro Quelelé-Bôr.

O incidente ocorreu no dia 27 de Dezembro de 2025, tendo a vitima falecido três dias após internamento no hospital Nacional Simão Mendes, em Bissau.

Segundo a acusação da vara-crime da delegacia do Ministério Público do Tribunal Regional de Bissau, os suspeitos tinham a consciência de que as suas condutas eram proibidas por lei, mas ainda asim praticaram os atos que resultaram na morte de Luís.

O Ministério Público sustenta que o óbito foi provocado por hemorragia interna, consequências diretas de espancamento, conforme relatório médico anexado  aos autos.

O documento indica que com base nos elementos probatórios recolhidos, os dois militares vão responder pelo crime de homicídio, previsto no artigo 107º do Código Penal guineense. Durante o debate instrutório, ambos confessaram a coautoria do crime e a prática dolosa dos atos, 
nos termos dos artigos 16º e 22 º do mesmo diploma legal.

De acordo com a Nota, por decisão do Juiz de Instrução Criminal, os arguidos encontram-se em prisão preventiva desde o passado  12 de Janeiro, medida que deverá manter-se até à realização do julgamento.

Em caso de condenação, os suspeitos incorrem em penas que variam entre oito e 16 anos de prisão efetiva, de acordo com a legislação penal em vigor.

O Ministério Público reafirma na Nota o seu compromisso com a legalidade e garante que continuará a pugnar pela estrita observância das leis na República da Guiné-Bissau, defendendo uma justiça acessível à todos os cidadãos, sem exceção.

ANG/LPG//SG

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