Suíça/Donald Trump lança formalmente em Davos o seu "Conselho da Paz"
O Presidente americano Donald Trump rubricou nesta
quinta-feira em Davos a carta formalizando a fundação do seu "Conselho da
paz", na presença de cerca de vinte líderes de países que aceitaram o
convite para integrar esta instância colocada sob a sua autoridade.
Inicialmente pensado para gerir o pós-guerra na Faixa de Gaza, este conselho
propõe-se trabalhar em prol da resolução de conflitos "em
coordenação" com a ONU.
Chegado nesta quarta-feira a Davos, nos Alpes Suíços, onde participa no Fórum Económico Mundial, Donald Trump que se autoproclama "impulsionador da paz", assinou a carta instituindo o "Conselho da Paz". Uma entidade que inicialmente devia "apenas" gerir o processo de paz na Faixa de Gaza, mas cujo perímetro de acção Trump pretende alargar "em coordenação" com as Nações Unidas, instituição a seu ver com "um grande potencial mas que não foi plenamente explorado".
Discursando perante 19 dos cerca de 35 líderes mundiais que
aceitaram integrar esta entidade, entre os quais o argentino Javier Milei e o
húngaro Viktor Orban, seus aliados, Trump exprimiu-se ainda de forma breve
sobre o Médio Oriente, referindo que o Hamas deve depor as armas ou "será o seu fim".
Palavras que antecederam o anúncio de que o ponto de passagem de
Rafah entre o Egipto e a Faixa de Gaza vai ser reaberto "em ambos os sentidos" na
próxima semana.
Donald Trump evocou ainda o Irão e garantiu que se este país
deseja iniciar negociações com os Estados Unidos, ele está "disposto" a
fazê-lo.
Durante esta tarde, após um encontro com o seu homólogo
ucraniano que não esconde a sua "preocupação" com
uma perda de atenção relativamente ao conflito no seu país, Donald Trump disse
que "a guerra deve acabar", em jeito de mensagem ao Presidente
russo. Por sua vez, Zelensky limitou-se a dizer que "os documentos para acabar com a guerra estão
quase prontos" e admitiu que o diálogo com Donald
Trump "não foi
fácil".
Refira-se que ontem, Donald Trump afirmou que Vladimir Putin
tinha aceite o convite para integrar o seu "Conselho da Paz", o que
Moscovo apenas disse "estudar".
Dos cinquenta países convidados para entrar nesta entidade vista
como uma alternativa às Nações Unidas, 35 aceitaram segundo a administração
americana. Para além de Israel, da Hungria e da Argentina, Marrocos, o Bahrein,
a Turquia, a Bulgária, o Azerbaijão e a Indonésia confirmaram a sua
participação nesse conselho a ser dirigido por Trump.
Também convidados, a França e o Reino Unido, ambos membros
permanentes do Conselho de segurança da ONU, recusaram fazer parte dessa
entidade, para a qual o bilhete de entrada -sublinhe-se- é de mil milhões
de Dólares para um assento permanente.ANG/RFI

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