sexta-feira, 23 de janeiro de 2026

  Suíça/Donald Trump lança formalmente em Davos o seu "Conselho da Paz"

O Presidente americano Donald Trump rubricou nesta quinta-feira em Davos a carta formalizando a fundação do seu "Conselho da paz", na presença de cerca de vinte líderes de países que aceitaram o convite para integrar esta instância colocada sob a sua autoridade. Inicialmente pensado para gerir o pós-guerra na Faixa de Gaza, este conselho propõe-se trabalhar em prol da resolução de conflitos "em coordenação" com a ONU.

Chegado nesta quarta-feira a Davos, nos Alpes Suíços, onde participa no Fórum Económico Mundial, Donald Trump que se autoproclama "impulsionador da paz", assinou a carta instituindo o "Conselho da Paz". Uma entidade que inicialmente devia "apenas" gerir o processo de paz na Faixa de Gaza, mas cujo perímetro de acção Trump pretende alargar "em coordenação" com as Nações Unidas, instituição a seu ver com "um grande potencial mas que não foi plenamente explorado".

Discursando perante 19 dos cerca de 35 líderes mundiais que aceitaram integrar esta entidade, entre os quais o argentino Javier Milei e o húngaro Viktor Orban, seus aliados, Trump exprimiu-se ainda de forma breve sobre o Médio Oriente, referindo que o Hamas deve depor as armas ou "será o seu fim".

Palavras que antecederam o anúncio de que o ponto de passagem de Rafah entre o Egipto e a Faixa de Gaza vai ser reaberto "em ambos os sentidosna próxima semana.

Donald Trump evocou ainda o Irão e garantiu que se este país deseja iniciar negociações com os Estados Unidos, ele está "disposto" a fazê-lo.

Durante esta tarde, após um encontro com o seu homólogo ucraniano que não esconde a sua "preocupação" com uma perda de atenção relativamente ao conflito no seu país, Donald Trump disse que "a guerra deve acabar", em jeito de mensagem ao Presidente russo. Por sua vez, Zelensky limitou-se a dizer que "os documentos para acabar com a guerra estão quase prontos" e admitiu que o diálogo com Donald Trump "não foi fácil".

Refira-se que ontem, Donald Trump afirmou que Vladimir Putin tinha aceite o convite para integrar o seu "Conselho da Paz", o que Moscovo apenas disse "estudar".

Dos cinquenta países convidados para entrar nesta entidade vista como uma alternativa às Nações Unidas, 35 aceitaram segundo a administração americana. Para além de Israel, da Hungria e da Argentina, Marrocos, o Bahrein, a Turquia, a Bulgária, o Azerbaijão e a Indonésia confirmaram a sua participação nesse conselho a ser dirigido por Trump.

Também convidados, a França e o Reino Unido, ambos membros permanentes do Conselho de segurança da ONU, recusaram fazer parte dessa entidade, para a qual o bilhete de entrada -sublinhe-se- é de mil milhões de Dólares para um assento permanente.ANG/RFI

 

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