Suíça/Ursula Von Der Leyen promete
resposta firme da Europa face às ameaças de Trump
Bissau, 21 Jan 26 (ANG) - Hoje, no Fórum Económico Mundial que decorre esta semana em Davos, na Suíça, a presidente da Comissão Europeia, Ursula von der Leyen, prometeu uma resposta "firme" às repetidas ameaças sobre a Gronelândia por parte de Trump, referindo-se à cimeira extraordinária da UE a ser organizada na quinta-feira em Bruxelas. Estas declarações surgem numa altura em que o Presidente americano acaba de anunciar ontem à noite uma reunião "das diferentes partes" sobre a Gronelândia, à margem do Fórum Económico.
"Mergulhar
numa espiral descendente só beneficiaria os adversários que estamos ambos
determinados a manter fora. A nossa resposta será, portanto, firme, unida e
proporcional", disse Ursula von der Leyen no seu
discurso nesta terça-feira na tribuna do Fórum Económico Mundial, referindo-se
às ameaças proferidas há dias por Trump de que iria aumentar as taxas
alfandegárias a partir do dia 1 de Fevereiro aos países que se opuserem ao seu
projecto de tomar o controlo da Gronelândia.
A França, a Finlândia ou ainda a
Noruega, para além da Dinamarca que tutela esse território do Árctico são
alguns dos países alvo da ira de Trump que ainda ontem, em entrevista a um
jornal da Florida, se declarou convicto de que os europeus "não iriam
resistir muito".
Após um encontro a nível ministerial
ontem em Bruxelas, os titulares da economia e finanças dos 27 quiseram mostrar
uma frente unida perante Trump, mas mostraram-se prudentes quanto às
possibilidades que estão a encarar.
"Há um Conselho Europeu quinta-feira. Não vou antecipar as
decisões que o Conselho Europeu tomará ao nível dos primeiros-ministros e
chefes de governo. Mas tem que ser uma resposta unida e uma resposta bastante
forte, porque há linhas que não se ultrapassam e a soberania dos Estados é uma
dessas", começou nomeadamente por dizer o
titular do pelouro das finanças de Portugal, Joaquim Sarmento.
"Não vamos antecipar soluções agora. Não é possível aceitar que,
ainda para mais um país que é aliado da Europa na NATO, um país que com a
Europa tem tido, tem as maiores relações comerciais a nível mundial, possa pôr
em causa a soberania de uma parte de um Estado-Membro", acrescentou o governante português.
Em cima da mesa está nomeadamente a
possibilidade de se reactivarem as medidas de retaliação previstas numa lista
que inclui 93 mil milhões de Euros de mercadorias americanas, um pacote de
sanções que tinha sido encarado pela UE e em seguida abandonado no verão
passado, depois de um acordo comercial com Washington.
Outra hipótese é a activação do
instrumento anti-coercivo da UE, considerado como uma "bazuka", que
permite designadamente limitar as importações provenientes de um país ou o seu
acesso a certos contratos públicos e bloquear certos investimentos. Esta
solução é preconizada designadamente pelo Presidente francês que tem denunciado
com veemência "o novo colonialismo e o novo
imperialismo" nas relações internacionais.

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