Educação/”O Exame Nacional efectuado no ano lectivo findo fez-se a título experimental”, diz o DG do INDE
Bissau, 16 Set 26(ANG) – O
Diretor-geral do Instituto Nacional para o Desenvolvimento da Educação(INDE),
afirmou que o Exame Nacional realizado no ano lectivo transacto em algumas regiões
do país, foi a título experimental.
Aquele responsável salientou,
a título de exemplo, que o Exame realizado no ano lectivo findo não abrangeu
todo o território nacional, mas sim, algumas escolas e localidades do país.
Informou que o motivo da realização do Exame Nacional
em algumas escolas do país tem a ver com o facto de as referidas escolas
cumpriram com o Programa Harmonizado produzido pelo INDE.
“Por isso, esse processo
pode ser considerado de reativação do Exame Nacional, mas a título experimental”,
disse..
O Director-geral do INDE
sublinhou que o Exame Nacional sempre existiu no sistema de ensino guineense,
mas que foi interrompido com o conflito militar de 7 de Junho de 1998.
“O Exame Nacional é feito
quando os alunos terminam cada ciclo, por exemplo, os que concluíram o 4º ano,
os que terminaram o 6º ano, 9º ano e 12º ano respectivamente”, referiu Lívio A. da Silva.
Disse que, no Exame Nacional
realizado no ano lectivo passado, constatou-se que houve alto índice de
negativas. “Porque o Exame Nacional é efectuado em várias disciplinas de diferentes
níveis e por isso foi constatado altas
negativas em algumas, como a matemática”, frisou.
Declarou que, nesta
circunstância é difícil saber quem é o culpado por este elevado índice de
negativas, entre os professores que cometeram falhas na correção das provas e
os alunos.
“São situações muito abstratas
e por isso, o Ministério da Educação decidiu criar uma Comissão de verificação
das correções das provas feitas, porque as vezes o professor pode falhar na
correção e dar negativa ao aluno”, disse.
Lívio da Silva reconheceu que alguns professores se deparam
com dificuldades em termos de abordagem de metodologia do ensino, não obstante
existirem igualmente os que são “muito bons” em termos de matéria.
Por outro lado, aquele
responsável culpabilizou os País e Encarregados de Educação por falta de
acompanhamento dos seus filhos ou educandos.
“Sendo assim, a
responsabilidade por esta situação é de todos”, vincou.
O Exame Nacional, segundo
Lívio, não abrange apenas as escolas públicas, mas também os privados. Por isso
foram seleccionados para fazer parte dessa experiência os liceus João XXIII,
São José e outros.
Frisou que os resultados do
Exame Nacional experimental realizado no ano passado não serão considerados em
termos oficiais.
Disse que foi realizado de
forma a permitir a entidade competente neste caso o Ministério da Educação,
fazer análise e balanço da situação para depois avançar com a realização do
Exame Nacional muito mais bem preparado. ANG/ÂC//SG

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