sexta-feira, 26 de maio de 2023

Afeganistão/Aministia denuncia "crimes contra a humanidade" no tratamento das mulheres

Bissau, 26 Mai 23 (ANG) - Desde o regresso ao poder dos talibã, em Agosto de 2021, direitos como educação, trabalho ou liberdade de movimentos deixaram de existir para as mulheres e meninas no Afeganistão levando a Amnistia Internacional a pedir uma investigação sobre crimes contra a humanidade cometidos contra as mulheres como prisões aleatórias, desaparecimentos forçados e tortura.

Um novo relatório da Amnistia Internacional revelado hoje alerta que desde Agosto de 2021 as condições de vida da smulheres no Afeganistão se degradaram a um ponto que o tratamento dos talibã devia ser investigado como "crimes contra a humanidade", especialmente porque qualquer forma de participação política e pública das mulheres é completamente poribida.

 

Esta é uma violação, segundo esta organização, dos direitos humanos no país, pedindo a todos a todos os países do Mundo que impeçam a circulação dos altos quadros desta organização. Este relatório deve ainda dar lugar a uma investigação mais aprofundada por parte das Nações Unidas.

Noutro relatório também divulgado recentemente, que se intitula "Morte em Câmara Lenta", a Amnistia Internacional deu a conhecer a realidade de milhões de mulheres que vivem no Afeganistão sob o domínio dos talibã e como as suas condições de vida se degradaram desde o seu regresso ao poder em Agosto de 2021. Para isto, esta organização internacional falou com 90 mulheres e 11 meninas, dos 14 aos 74 anos, que vivem em 20 das 34 províncias existentes no país.

 

Desde a educação, em que as meninas que frequentavam o ensino secundário se viram impossibilidadas de continuar a estudar, até às funcionárias públicas que durante vários anos puderam integrar a administração do país e que há quase dois anos são obrigadas a ficar em casa, as condições de vida das mulheres e meninas no país deterioram-se com os talibã com este regime a "dizimar" os seus direitos, segundo a Aministia Internacional.

Com muitas mulheres a serem despedidas também no sector privado, esta organização alerta que muitas perderam as suas fontes de rendimento, deixando-as numa pobreza profunda. As mulheres viram também cortada a sua liberdade de circulação, andando primeiro acompanhadas por um homem em distâncias longas e agora sendo mesmo recomendado que não saiam de casa a não ser que seja estritamente necessário.

Antes de os talibã voltarem ao poder, o Afeganistão tinha criado uma rede de apoio a mulheres vítimas de violência doméstica, mas, entretanto, todo esse sistema desapareceu, com muitos destes abrigos a serem fechados e os seus trabalhadores a serem ameaçados. As mulheres são também detidas arbitrariamente por crimes "contra a moral" como estarem acompanhadas na rua por homens que não pertençam à sua família e não estarem vestidas correctamente.

Esta organização revela também que o número de casamentos precoces e o número de casamentos forçados aumentou substancialmente, revelando um caso em que uma menina de 13 anos foi forçada a casar com um homem de 30 anos, com o homem a pagar 670 euros à família da criança.

As mulheres que tentaram protestar contra a situação no país foram violentamente presas, muitas vezes ameaçadas com armas e detidas ilegalmente, sendo submetidas a tortura e outras formas de abuso na prisão.

Nas suas recomendações, a Amnistia Internacional pede aos países das Nações Unidas  que pressionem "em todas as oportunidades" o regime talibã a respeitar os direitos das mulheres e financiarem projectos no terreno levados a cabo por mulheres que visem proteger outras mulheres, continuando a ajudar no esforço de reconstrução da economia e Estado de Direito no país.ANG/RFI

Nova Iorque/ONU considera “imperativo” fornecer financiamento previsível e flexível à União Africana

Bissau, 26 Mai 23(ANG) – A Organização das Nações Unidas (ONU) considerou quinta-feira um “imperativo” fornecer financiamento “previsível, flexível e sustentável” às operações de paz da União Africana (UA), apelando ao Conselho de Segurança que aprove a atribuição de contribuições fixas.

Numa reunião do Conselho de Segurança da ONU convocada pelo Gabão, Gana e Moçambique para discutir o financiamento das operações de apoio à paz lideradas pela UA, a subsecretária-geral das Nações Unidas para Assuntos Políticos e de Consolidação da Paz, Rosemary DiCarlo, frisou a necessidade de colocar essas operações em “bases sólidas”.

“Ao longo dos últimos 20 anos, a UA demonstrou a sua disponibilidade para enviar rapidamente operações de apoio à paz em resposta aos conflitos armados no continente. (…) Porém, essas missões enfrentaram alguns problemas recorrentes, como défice de financiamento, a ausência de capacidades operacionais e logísticas necessárias, assim como facilitadores e multiplicadores de força”, observou.

“Embora o apoio fornecido pela ONU e outros parceiros tenha sido útil e apreciado, também foi frequentemente imprevisível”, sublinhou DiCarlo.

A questão das contribuições fixas da ONU para financiar as operações de apoio à paz lideradas pela União Africana já vem sendo discutida há vários anos pelo Conselho de Segurança, que tem reconhecido cada vez mais o papel pró-ativo da UA e a sua capacidade reforçada para responder rapidamente a conflitos e crises no continente.

No entanto, no passado, alguns membros do Conselho opuseram-se fortemente à adoção de um compromisso claro de financiar essas operações com contribuições fixas da ONU, como foi o caso do projeto de resolução proposto em 2018 pelos então membros do Conselho Costa do Marfim, Etiópia e Guiné Equatorial.

Entre os argumentos contra contribuições fixas da ONU estão questões relacionadas com a adesão das operações de apoio à paz lideradas pela União Africana aos quadros de responsabilização e conformidade e à partilha de encargos.

Nesse sentido, o secretário-geral da ONU, António Guterres, lançou este mês um relatório com recomendações sobre como garantir o apoio às operações lideradas pela UA.

Na reunião de hoje, a subsecretária-geral não só indicou que a UA se tem esforçado nos últimos anos para responder à natureza mutável dos conflitos em África – desde o Sahel à Somália, passando por Moçambique, entre outros -, como se tem comprometido em aumentar as suas próprias contribuições financeiras.

“A UA, em cooperação com a ONU e a União Europeia, também se moveu para desenvolver e operacionalizar uma estrutura de conformidade para atender às obrigações internacionais de direitos humanos e leis humanitárias, bem como padrões de conduta e disciplina”, destacou DiCarlo.

De acordo com a subsecretária-geral da ONU, o argumento para o financiamento adequado das operações da UA “está mais do que sólido”, manifestando “esperança de que o Conselho de Segurança concorde em fornecer o seu apoio, inclusive permitindo o acesso às contribuições fixas da ONU”.

“Como declarou o secretário-geral, uma ação concreta sobre esta questão de longa data abordará uma lacuna crítica na arquitetura internacional de paz e segurança e reforçará os esforços da União Africana para enfrentar os desafios de paz e segurança no continente”, concluiu Rosemary DiCarlo.

Na reunião, que se realizou precisamente no Dia de África e que contou ainda com um minuto de silêncio pelos ‘capacetes azuis’ mortos em missão, o comissário da UA para os Assuntos Políticos, Paz e Segurança, Bankole Adeoye, defendeu que as contribuições fixas serão do interesse de todos os membros da comunidade internacional.

Numa declaração conjunta, Gana, Gabão e Moçambique relembraram a longa jornada que África percorreu na busca para se tornar um parceiro efetivo do Conselho de Segurança na manutenção da paz no continente africano, defendendo assim um financiamento previsível, adequado e sustentável da ONU para as ações de paz da UA.

Na reunião, países como Estados Unidos da América, França e Reino Unido reconheceram a vantagem que a UA tem dado a operações de apoio à paz e garantiram estar empenhados em trabalhar em prol de um mecanismo financeiro funcional que permita um apoio previsível e sustentável a essas operações.

“É imprescindível que o Conselho avance especificamente para garantir esse financiamento sustentável e duradouro”, disse a delegação francesa.

ANG/Inforpress/Lusa


França/Mostra de Cannes encerra com filme de Sana Na N´Hada da Guiné-Bissau

Bissau, 26 Mai 23 (ANG) – A mostra de Cannes vai ser encerrada com o filme do cineasta guineense Sana Na N´Hada.

O célebre cineasta  volta a pegar na luta de libertação para o seu filme. Nome é um rapaz seduzido pela luta, no final dos anos 60. Ao idealismo da luta pelo fim do regime colonial seguir-se-á, porém, no seu caso o cinismo e a ambição do pós independência.

Quando os heróis da luta de libertação, liderada pelo PAIGC, Partido africano para a independência da Guiné e Cabo Verde, se tornam em verdadeiros abutres dispostos a tudo pela ganância de bens materiais.

"Nome" é herói e vilão neste filme, na sua juventude e, depois, na idade adulta, respectivamente.

Dos ideais da sociedade rural ele ruma, depois, para a capital, à espera de benesses.

Um filme onde não faltam referências aos irãs, poderes espirituais animistas, com uma fotografia cuidada e a música de Remna Schwarz, filho de uma das maiores referências do sector: José Carlos Schwarz.

Uma longa metragem rodada, nomeadamente, no sul do país, para além da capital.

Um projecto que associa também imagens de arquivo do advento de um país rumo à sua independência, processo em que o realizador foi dos principais protagonistas.

O cinema guineense, mas também o cabo-verdiano foram referências da lusofonia africana neste certame.

Para além disso dois filmes africanos: um senegalês e um tunisino levaram o nome do continente à mais prestigiosa das montras do certame, a competição da selecção oficial. ANG/RFI

Rússia/Autoridades alertam para a possibilidade de ataque nuclear preventivo na Ucrânia

Bissau, 26 Mai 23(ANG) – O vice-presidente do Conselho de Segurança russo, Dmitri Medvedev, alertou que a Rússia lançará um ataque nuclear preventivo na Ucrânia se os ucranianos receberem armas nucleares dos seus aliados.


“Há leis inexoráveis na guerra. Se houver [o fornecimento à Ucrânia de] armas nucleares, um ataque preventivo terá de ser lançado”, declarou Medvedev, citado hoje pela agência oficial russa TASS, durante uma visita ao Vietname.

Medvedev acrescentou que os países da NATO estão a expandir os tipos de armas que estão a enviar para a Ucrânia e que “o regime de Kiev provavelmente receberá caças (F-16)” e “talvez armas nucleares”.

“Mas, isso significa que mísseis com cargas nucleares cairão” sobre os ucranianos, disse Medvedev, Presidente da Rússia entre 2008 e 2012 e atual líder do Rússia Unida, o partido político ligado ao Kremlin.

As declarações de Medvedev acontecem após o Presidente da Bielorrússia, Alexander Lukashenko, ter anunciado na quinta-feira o início da transferência de armas nucleares táticas russas para o seu território.

O ministro da Defesa da Rússia, Sergei Shoigu, enfatizou que a transferência de armas nucleares táticas na Bielorrússia não significa que serão entregues ao país aliado.

“A Rússia não está a entregar armas nucleares para a República da Bielorrússia. O controlo sobre estas armas e a decisão de usá-las permanece do lado russo”, enfatizou Shoigu.  ANG/Inforpress/Lusa


quinta-feira, 25 de maio de 2023

Segurança/Presidente da República defende rotura entre  questões partidárias e o Serviço de Informação e Segurança do Estado(SIS)

Bissau, 25 Mai 23 (ANG) - O Presidente da República defendeu hoje a necessidade de haver uma rotura com as questões partidárias que se verificam atualmente no Serviço de Informação e Segurança (SIS) do Estado da Guiné-Bissau, de modo a garantir melhor segurança à nível nacional.

Umaro Sissoco Embaló falava à imprensa no âmbito da visita que está a efetuar às instituições de  Defesa e Segurança nacional.

“Sabemos que o  SIS é um serviço fundamental do  Estado, por isso,  há necessidade de combater a divisão  que existe atualmente no seu seio ”, sustentou o Chefe de Estado.

Embaló disse ainda que não pode e nem deve existir essa divisão no SIS e que muito menos deve permitir que questões partidárias afetem os trabalhos de garantir a segurança para todos.

“Depois das eleições legislativas de Junho próximo, as estruturas de Estado vão reanimar o SIS assim como outros serviços de informação militar”, revelou o Presidente da República.

Questionado sobre a recente carta aberta do Partido Africano da Independência da Guiné e Cabo-Verde (PAIGC) na qual se pede ao PR para parar de fazer campanha eleitoral, na qualidade do primeiro magistrado da nação, Umaro Sissoco Embaló respondeu que cada partido político que pretende usar a sua imagem, enquanto primeiro magistrado da nação, pode o fazer à vontade.

O chefe de Estado acrescentou que, na verdade, existem pessoas que não têm a moral para usar a sua imagem enquanto primeiro magistrado da nação, tendo sublinhado que, a atividade política é simples e interessante para quem realmente a compreende.                                                                                                                                                                                                   
                                    
ANG/AALS/ÂC//SG

Cultura/”Tenho em carteira a gravação de  um vídeo na Guiné-Bissau”, diz cantora cabo-verdiana Verónica Lii

Bissau, 25 Mai 23 (ANG) – A artista cabo-verdiana " Verónica Lii" que se encontra no país há duas semanas para a prospeção do mercado, à convite do músico da nova geração guineense “Makadenys”, disse que   perspectiva  gravar um video clip na Guiné-Bissau.

Patrícia Andrade Borges Semedo vulgo " Verónica Lii", em entrevista exclusiva à Agência de Notícias da Guiné (ANG), disse que  pensa fazer mais duas músicas com Leonides Lopes Albino " Makadennis", em vídeo clips na Guiné-Bissau, e que está  disponível para parcerias com outros artistas.

"A minha primeira música foi gravada quando tinha 15 anos, e depois de ser mãe assumi outras responsabilidades. Em 2018 peguei a música com mais garra”, salientou.

Verónica salientou que a música é algo de que sempre gosta,  e que desde que não prejudica à ninguém, constitui um meio de descobrir os propósitos de vida,

A artista que reside em Portugal, disse ter sete músicas mas  nenhum álbum editado e que tirou todas elas pouco-à-pouco num "single" e que para  além da Guiné-Bissau já atuou em Portugal e Cabo Verde.

“Mas quero expandir ainda mais. O meu desejo  é atuar em outros palcos do mundo”, declarou.

Verónica Lii disse que adorou estar na Guiné-Bissau, porque os guineenses são “super  hospitaleiro” que convive  sempre com sorriso no rosto, maravilhoso, com bom coração.

Prometeu voltar mais vezes a Bissau para conhecer melhor  o país, sobretudo as ilhas Bijagós, que só conheceu nesta viagem.

Apesar de estar encantada com o país e com as pessoas que considera de maravilhosas, a cantora mostrou-se indignada com lixos que viu por tudo quanto é lado em Bissau.

E para mudar essa situação a cantora pede aos citadinos de Bissau para mudaram o comportamento em relação ao lixo que produzem.

Disse que o dia- à-dia dos artistas cabo-verdianos é uma batalha, sobretudo para ela que ainda não está cem por cento reconhecida musicalmente.

Verónica Lii disse que já começou a trabalhar no sentido de lançar um  álbum e que espera , dentro de um ano ou mais, ter o seu primeiro álbum musical. ANG/MI/ÂC//SG

Comunicação social/Presidente do SINJOTECS diz  que se governo não aprovar Estatuto remuneratório” do setor vão fazer barulho

Bissau, 25 Mai 23 (ANG) – A Presidente do Sindicato dos Jornalistas e Técnicos da Comunicação Socia l(SINJOTECS) disse esta quinta-feira que se o governo não aprovar a lei do Estatuto Remuneratório e da Carteira Profissional  dos Jornalistas vão fazer barulho.

Indira Correia Baldé que falava na conferência de imprensa, alusiva aos 18 anos da fundação do SINJOTECS, disse que existe um Estatuto de Carreira de Jornalística entregue ao Ministério da Comunicação Social,  aprovado pelo Conselho de Ministros desde 18 de Novembro de 2020, mas que até agora  não saiu do Ministério para ser  promulgado pelo Chefe de Estado.

Baldé afirmou que os profissionais da comunicação social vão  para a reforma com salário miserável,  o que para ela  significa levar os profissionais à “morte lenta”. 

A presidente do Sinjotecs destacou que ao longo dos 18 anos, a organização marcou a sua existência no país e na arena internacional, e  se compromete a continuar a trabalhar para isso.

Correia Baldé reconhece  que a situação dos profissionais não é das melhores mas diz que a luta para a mudança positiva dessa situação vai continuar, “porque  a classe jornalística guineense ainda não viu seu direito ser respeitado e tem que lutar para conquistá-lo”.

“Está a decorrer a campanha eleitoral e os órgãos não têm meios para a cobertura do processo e os que têm são  muito insignificantes, não existe nenhuma subvenção,” lamentou.

Referiu-se aos  jornalistas  vítimas de acidente de viação a 01 de Dezembro de 2005, para protestar que o Governo condenado pelo tribunal para o efeito, até  ao momento não  indeminizou os familiares das vítimas mortais e aos que sofreram lesões.

“A sentença foi lida pelo tribunal e o sindicato entregou documentos ao então Presidente da República, José Mário Vaz que tinha garantido  que ia  fazer algo, mas nada foi feito”, disse Indira Baldé que acrescenta “agora entregamos ao atual Presidente da República, Umaro Sissoco  Embaló para usar a sua influência junto do governo para pagar os familiares das vítimas”.

Baldé afirmou que a sua equipa teve algumas conquistas internacionais, dando como exemplo a existência no país do gabinete da Média Fundação para África  com sigla em inglês(MFA).

“Fazemos parte de júri para decidir nos concursos internacionais, já implementamos alguns projetos e formações, ganhamos dez trabalhos premiados no Gana e a Guiné-Bissau foi vencedor à nível dos Direitos Humanos, em 2022. Também somos membros da  Federação Internacional dos Jornalistas (FIJ)”, explicou.

Coreia Baldé lamentou o facto de até agora a Rádio Capital FM não estar em funcionamento, e diz que nada justifica o ataque armado a uma estação emissora com  ameaças à jornalistas. “Os atacantes também vivem de informações”, sustentou.

Por  ocasião dos 18 anos de sua existência hoje assinalada, o SINJOTECS procedeu ao reconhecimento de algumas instituições e pessoas parceiras  com panos de pente e  certificado.

As distinções abrangeram, nomeadamente o projeto  Ianda Guiné, a  FIJ em Dakar, Liga Guineense dos Direitos Humanos. MFA na pessoa da sua representante no país Daysy Prempeh, e o antigo  Presidente do SINJOTECS Mamadú Candé que foi representado pela sua colega Paula Melo. ANG/JD/ÂC//SG


Sociedade
/Embaixada da República Popular da China entrega à CMB novo espaço de lazer no jardim Âncora

Bissau, 25 Mai 23 (ANG) – O embaixador da República Popular da China procedeu hoje a entrega à Câmara Municipal de Bissau(CMB), de novo espaço de lazer  no jardim Âncora, sitio na Bairro de Penha, junto a Avenida João Bernardo Vieira, em Bissau.

Ao presidir o acto, o Secretário de Estado da Cultura, Francelino Cunha enalteceu as contribuições da China popular em termos de apoio ao desenvolvimento da Guiné-Bissau.

Disse que o espaço, para além de poder ser utilizados por todos vai ainda valorizar  aquela zona   da cidade.

Cunha sublinhou que, independentemente da dimensão do projeto, cada vez que a China interveio em apoio as infraestruturas,  deixa uma marca e que desta vez a ação incide na melhoria da imagem da cidade de Bissau.

O governante disse que o projeto faz parte do programa da Câmara Municipal de Bissau para proporcionar lazer e mais oportunidades de convívio aos jovens.

“Este espaço  era um lugar de lixeira. Com apoio da CMB e a prontidão da Embaixada da República Popular da  China foi transformado num jardim, trazendo  importante melhoria para os  moradores do bairro de Penha e ao mesmo tempo serve para embelezar a cidade de Bissau”, destacou Cunha.

O Presidente da Câmara Municipal de Bissau, José Medina Lobato considerou a obra chinesa  de grande contributo e muito estratégico, sobretudo na medida em que vai proporcionar lazer aos jovens  e mais uma oportunidade de convívio.

Lobato adiantou que  os trabalhos de melhoria da imagem de Bissau vão  prosseguir nas rotundas e avenidas para que os investidores, os guineenses e os estrangeiros que visitam o país possam  desfrutar da melhor imagem da cidade de Bissau.

“Vamos destacar um jardineiro para melhorar o espaço verde, os jardins, as plantas e cuidar do lixo e colocaçar candeeiros para iluminação, para quem quiser visitar o jardim no período noturno”, garantiu o Presidente da CMB José Medina Lobato.

O Embaixador da República Popular da China na Guiné-Bissau disse que tudo acontece num momento  importanteo, por ser o dia em que  o povo africano comemora a luta pela independência do continente e fortalecimento da unidade, como  símbolo da paz e desenvolvimento.

Guo Ce  salientou que a inauguração do jardim significa que as relações bilaterais entre a China e a Guiné-Bissau serão mais estáveis, acrescentando que mais parcerias serão estabelecidas e que uma ordem internacional mais segura será criada, por  esforço conjunto, tendo desejado  a Guiné Bissau mais prosperidade e estabilidade.

“Espero que este jardim possa servir como um novo espaço em que os cidadãos de Bissau possam descansar e conversar”, disse.

Guo Ce disse que a Embaixada da China  na Guiné-Bissau está disposta a continuar a fazer o possível para realizar ativamente as actividades de bem- estar social, a fim de servir melhor, enquanto ponte de  promoção dos  laços interpessoais entre os dois países.ANG/LPG/ÂC//SG


Legislativas antecipadas/
Governo solicita empréstimo de 662.200.000 francos CFA ao BAO para cumprimento de objetivos eleitorais

Bissau, 25 Mai 23 (ANG) – O Governo solicitou ao Banco da África Ocidental (BAO) um empréstimo de 662.200.000 francos CFA no sentido de puder cumprir com os objetivos eleitorais em tempo útil.

A informação consta numa carta dirigida ao Diretor-geral de BAO no passado dia 17 do mês corrente, à que a ANG teve acesso hoje.

A missiva  refere que a razão do pedido se deve à escassos dias para o pleito eleitoral,  que ainda se depara com insuficiência de recursos.

De acordo com a mesma carta, a falta de fundos para as eleições foi objeto de análise numa reunião entre elementos da Comissão Nacional de Eleições e o Governo, orgão responsável pela mobilização de fundos.

“Não obstante existirem compromissos assumidos pelos parceiros internacionais da Guiné-Bissau de apoiar financeiramente as eleições que se avizinham,  os procedimentos burrocráticos imprescindíveis para a libertação dos fundos prometidos não jogam a favor da CNE”, lê-se na carta.

O Programa das Nações Unidas para o Desenvolvimento (PNUD) e o Governo  assinaram em Março o Projeto de Apoio ao Ciclos Eleitorais, para o período  2023 e 2025, no valor de 5,3 milhões de euros, que prevê apoiar as legislativas de 04 de Junho e as presidenciais, que se devem realizar em 2025.

Mas, segundo o PNUD, a resposta dos parceiros ao projeto está a ser lenta e em 10 de Maio apresentava uma diferença de três milhões de dólares.

Portugal, que entregou na terça-feira material eleitoral à Guiné-Bissau, incluindo boletins de voto, no valor de 300 mil euros, anunciou um apoio extraordinário de 250 mil euros ao processo eleitoral no âmbito da cooperação multilateral.

O PNUD avançou com cerca de um milhão de dólares para a aquisição de cabines de votação, selos para as urnas e canetas marcadoras de tinta indelével.

O Presidente da República, Umaro Sissoco Embaló, tinha já afirmado no início deste mês que estavam em curso diligências para suprir o défice orçamental para as legislativas.

As eleições legislativas da Guiné-Bissau estão orçadas em 7,9 mil milhões de francos CFA, segundo o ministro das Finanças guineense, Ilídio Té,  o Governo cobriu cerca de 70% daquele valor.

Duas coligações e 20 partidos políticos iniciaram em 13 de Maio a campanha eleitoral para as sétimas eleições legislativas de 04 de Junho, depois de o parlamento guineense ter sido dissolvido em 18 de Maio de 2022.

A campanha eleitoral na Guiné-Bissau vai decorrer até 02 de junho.ANG/DMG/ÂC//SG

 

Legislativas antecipadas/Populares de Nhinté pedem soluções imediatas para falta de água aos candidatos à deputado

Bissau, 25 Mai 23 (ANG) -  Os populares da povoação de Nhinté, setor de Bula, pediram soluções imediatas para a falta de água com que se deparam, aos candidatos à deputados do Partido de Renovação Social para circulo 19.

A preocupação dos populares de Nhinté foi manifestada pelo seu porta voz, Tony Ncanha durante uma passeata terça-feira, do PRS pela referida tabanca.

Ncanha recordou  que, em Outubro,  o Presidente em exercício do PRS, Fernando Dias prometeu, no decurso de uma visita à Nhinté, reabilitar a bomba de água escolar naquela localidade, promessa que  até o momento não foi cumprida.

"A preocupação maior que temos na tabanca é sobre a água, as nossas crianças saem com garrafas de água de casa para beberem na escola”, disse.

Tony Ncanha disse ainda que a população  local alimentam só de manga e "cacri", porque a campanha de castanha de caju não está a correr bem e as bolanhas estão todas abandonadas.

“Queremos recupera-las mas não temos nada e o arroz que nos deram no final de Outubro já foi consumido tudo”, disse.

"Não temos hospital, estradas e nem mãe da àgua, em todas as tabancas deste círculo não existe nenhuma mãe da àgua e nem bombas manuais e as crianças nas escolas não têm bombas e é triste ver crianças irem a escola com garrafas de águas na mochila”, disse Bissan Cabi, outro elemento da p
opulação.  ANG/MI/ÂC//SG    

   
Legislativas antecipadas
/Missão de longa duração da CEDEAO em Bissau

Bissau,25 Mai 23(ANG) - A Comunidade Económica dos Estados da África Ocidental (CEDEAO) enviou uma missão de observação eleitoral de longa duração para acompanhar as legislativas no país, que já está no terreno, noticiou  a Lusa citando um comunicado.

Em comunicado, divulgado na sua página oficial na Internet, a CEDEAO informa que a missão de observação eleitoral de longa duração, que chegou ao país na semana passada, vai acompanhar as "principais etapas do processo eleitoral em curso" para as legislativas de 04 de Junho.

A missão é chefiada por Serigne Mamadou Ka, chefe da Divisão de Assistência Eleitoral, e é composta por 15 especialistas eleitorais e "servirá como mecanismo de alerta precoce para a prevenção e gestão de qualquer conflito relacionado com o processo eleitoral".

"Durante a sua estada, os membros da missão vão manter sessões de trabalho com vários intervenientes no processo eleitoral, nomeadamente a Comissão Nacional de Eleições, administração, organizações da sociedade civil, comunicação social, polícia nacional, bem como com candidatos e partidos políticos para promover o bom andamento de vários aspetos do processo", refere o comunicado.

A missão de observação eleitoral de longa duração vai permanecer no país até 08 de Junho.

A partir de 01 de Junho, segundo o comunicado, a missão será reforçada com uma outra de curto prazo composta por 60 observadores eleitorais, que estarão presentes em todo o território nacional.

Duas coligações e 20 partidos políticos iniciaram em 13 de maio a campanha eleitoral para as sétimas eleições legislativas de 04 de junho da Guiné-Bissau, depois de o parlamento guineense ter sido dissolvido a 18 de maio de 2022.

A campanha eleitoral na Guiné-Bissau vai decorrer até 02 de Junho.

A Guiné-Bissau preside atualmente à CEDEAO, que integra também o lusófono Cabo Verde, além de Benim, Burkina Faso, Costa do Marfim, Gâmbia, Gana, Guiné-Conacri, Libéria, Mali, Níger, Nigéria, Serra Leoa, Senegal e Togo.ANG/Lusa

 

Addis Abeba/União Africana reclama representação no G20 e no Conselho de Segurança da ONU

Bissau, 25 Mai 23 (ANG) - A União Africana (UA) reiterou hoje, coincidindo com a celebração do Dia da África, a sua exigência de que o continente tenha assentos permanentes no G20 (grupo de países industrializados e emergentes) e no Conselho de Segurança da ONU.

"Chegou o momento de permitir que a voz de África ressoe em todo o mundo", afirmou Azali Assoumani, chefe de Estado das Comores e presidente em exercício da UA em 2023, numa cerimónia na sede da organização, em Adis Abeba, para comemorar o Dia de África.

A este respeito, Assoumani afirmou que, durante o seu mandato à frente da organização pan-africana, tentará "convencer os homólogos do G20 da necessidade urgente de a União Africana se tornar membro de pleno direito desta instituição".

"Através desta presença permanente, a nossa organização, a União Africana, terá a oportunidade de dar a sua opinião sobre as grandes decisões económicas e financeiras que lhe dizem respeito", observou.

"É também nesta direção que reitero o apelo a reformas que permitam ao nosso continente dispor de um ou mesmo mais lugares permanentes no Conselho de Segurança das Nações Unidas", reclamou o líder da UA.

Esta nova representação, acrescentou, serviria para "pôr fim à injustiça que sempre foi infligida” ao continente africano.

O presidente do Conselho de Segurança da União Africana (UA) falava num evento para assinalar o 60.º aniversário da sua antecessora, a Organização de Unidade Africana (OUA).

A OUA, que foi substituída pela União Africana em 2002, foi fundada em 25 de maio de 1963 na capital etíope, data em que se celebra todos os anos o Dia de África.

Na cerimónia, Azali Assoumani sublinhou que a OUA atingiu "dois grandes objetivos num contexto histórico particular, nomeadamente: a conclusão da descolonização de África e o fim do ‘apartheid’ na África do Sul".

Apesar destes "resultados positivos e apreciáveis", Assoumani admitiu que "continuam a existir algumas injustiças", mas apelou à prossecução das "ambições de unidade, paz e desenvolvimento".

Assoumani salientou também que África continua a enfrentar "desafios significativos".

"As transferências de poder inconstitucionais multiplicaram-se nos últimos anos. Os conflitos intra-africanos, mas também o terrorismo, persistem e, consequentemente, a paz, a segurança, a democracia e o desenvolvimento do nosso continente estão ameaçados em várias das nossas regiões", alertou.

Entre as realizações positivas, destacou a criação da Zona de Comércio Livre Continental Africana (AfCFTA), que pretende "tornar-se um dos maiores mercados mundiais nos próximos anos".

O primeiro-ministro da Etiópia (país que acolhe a sede da UA), Abiy Ahmed, participou no mesmo evento e sublinhou hoje que, 60 anos depois, "África é o segundo continente mais populoso" do mundo, com "uma população estimada em mais de 1,4 mil milhões de pessoas".

"Até 2050, espera-se que mais de metade do crescimento da população mundial ocorra no nosso continente. Prestar atenção a África significa prestar atenção a um continente que será o lar de uma em cada quatro pessoas até 2050. De facto, esta é uma oportunidade que temos de aproveitar", sublinhou Abiy.

Tal como em anos anteriores, o continente foi felicitado no Dia de África por personalidades internacionais, como o secretário-geral das Nações Unidas, António Guterres.

"O dinamismo de África é imparável e o seu potencial é impressionante. Neste Dia de África, exorto a comunidade internacional a apoiar o continente. Com cooperação e solidariedade, este pode ser o século de África", afirmou, na sua conta do Twitter.

O presidente do Conselho Europeu, Charles Michel, entre outros, também desejou aos africanos um "Feliz Dia de África".

"Este continente vibrante e o seu povo maravilhoso estão-me muito próximos. Partilhamos as mesmas ambições: construir juntos um espaço comum de paz, segurança, prosperidade e progresso. Este é o nosso dever comum para com as jovens gerações de África e da Europa", acrescentou Michel no Twitter.

ANG/Lusa

 

         Rússia/Chefe do grupo Wagner anuncia retirada de Bakhmout

Bissau, 25 Mai 23 (ANG) - O chefe do grupo paramilitar Wagner, Yevgeny Prigojine, anunciou esta na quinta-feira, 25 de Maio, que começou a retirar os combatentes de Bakhmout, cedendo posições para tropas regulares russas.

Numa mensagem vídeo difundida na rede social Telegram, Yevgeny Prigojine confirma que estão a retirar, “com muito cuidado”, os combatentes do grupo Wagner de Bakhmout, cedendo posições às tropas regulares russas.

O oligarca, que já tinha anunciada a decisão no domingo durante a tomada de de Bakhmut, após 10 meses de combates, referiu que os paramilitares vão ficar acantonados em "campos de treino em zonas da retaguarda".

Yevgeny Prigozhin reconheceu que o grupo Wagner perdeu na campanha ucraniana 10 mil reclusos que se encontravam no sistema prisional russo, homens contratados para combaterem em território ucraniano.

Esta operação ocorre numa altura em que o exército russo se encontra numa situação delicada em Bakhmout. De acordo com as tropas ucranianas, Moscovo terá perdido 20 quilómetros quadrados a norte e a sul da cidade.

Esta quinta-feira, a Presidência ucraniana disse  ter conseguido, através de um novo intercâmbio com a Rússia, a libertação de 106 prisioneiros de guerra. Andriy Yermak, chefe de gabinete de Volodimir Zelensky, descreveu os prisioneiros como “heróis nacionais”.

Segundo a inteligência militar ucraniana, estas trocas já permitiram que 2.430 ucranianos fossem colocados em liberdade, desde o início da invasão russa em Fevereiro de 2022, incluindo 139 civis. Contudo, a Rússia ainda não especificou o que conseguiu com a troca destes prisioneiros.ANG/RFI

 

Adis Abeba/MNE ucraniano insta África a abandonar neutralidade sobre guerra russa no país

Bissau, 25 Mai 23 (ANG) – O ministro dos Negócios Estrangeiros ucraniano, Dmytro Kuleba, instou hoje os países africanos a abandonarem a sua posição de neutralidade em relação à guerra que a Rússia trava na Ucrânia.

Muitos Estados do continente africano recusaram-se a tomar partido no conflito em curso na Europa há exatamente 15 meses, tendo-se vários deles abstido em votações na Assembleia-Geral da Organização das Nações Unidas (ONU) que condenavam a invasão russa da vizinha Ucrânia, a 24 de fevereiro do ano passado. A Etiópia foi um deles.

Falando hoje na capital etíope, Adis Abeba, Kuleba afirmou que a Ucrânia está “muito perturbada por alguns países africanos terem optado por abster-se” e exortou-os a dar ao seu país apoio diplomático “perante a agressão russa”.

“A neutralidade não é a resposta”, disse o chefe da diplomacia ucraniano à imprensa, acrescentando: “Ao serdes neutros em relação à agressão russa contra a Ucrânia, estais a projetar essa neutralidade sobre violações de fronteiras e crimes em massa que possam acontecer muito perto de vós”.

A Rússia mantém uma presença substancial em diversas zonas de África, onde o grupo de mercenários russo Wagner está ativo e efetuou recentemente manobras militares conjuntas com a África do Sul. Moscovo planeia realizar uma cimeira África-Rússia em julho.

Kuleba apelou também aos países africanos para apoiarem o “Plano de Paz de Dez Pontos” proposto em dezembro pelo Presidente ucraniano, Volodymyr Zelensky, e sublinhou o desejo da Ucrânia de construir relações “mutuamente vantajosas” com África, assentes no comércio de energia, tecnologia e fármacos.

“Temos de nos recordar uns aos outros da importância de África para a Ucrânia e da Ucrânia para África”, sustentou, admitindo que a anterior atitude do seu país em relação àquele continente se caracterizava pela “inércia”.

Tanto a Ucrânia como a Rússia fornecem uma quantidade significativa de cereais a África.

Dmytro Kuleba está a fazer um périplo africano que também incluirá visitas a Marrocos e ao Ruanda.

Na Etiópia, reuniu-se com o primeiro-ministro, Abiy Ahmed, o presidente da Comissão da União Africana, Mussa Faki Mahamat, e o Presidente da República das Comores, Azali Assumani, que atualmente preside àquela organização continental.

O MNE ucraniano realizou a sua primeira viagem a África em outubro do ano passado, quando visitou o Senegal, a Costa do Marfim, o Gana e o Quénia. Essa digressão foi encurtada devido a ataques russos a infraestruturas do seu país.

O seu homólogo russo, Serguei Lavrov, também tem trabalhado ativamente para fortalecer as relações com países africanos desde a eclosão da guerra na Ucrânia, tendo viajado pelo continente uma vez em 2022 e realizado pelo menos duas visitas este ano, até agora.

A ofensiva militar lançada em fevereiro de 2022 pela Rússia na Ucrânia causou até agora a fuga de mais de 14,7 milhões de pessoas – 6,5 milhões de deslocados internos e mais de 8,2 milhões para países europeus -, de acordo com os mais recentes dados da ONU, que classifica esta crise de refugiados como a pior na Europa desde a Segunda Guerra Mundial (1939-1945).

Pelo menos 18 milhões de ucranianos precisam de ajuda humanitária e 9,3 milhões necessitam de ajuda alimentar e alojamento.

A invasão russa – justificada pelo Presidente russo, Vladimir Putin, com a necessidade de “desnazificar” e desmilitarizar a Ucrânia para segurança da Rússia – foi condenada pela generalidade da comunidade internacional, que tem respondido com envio de armamento para a Ucrânia e imposição à Rússia de sanções políticas e económicas.

A ONU apresentou como confirmados desde o início da guerra, que hoje entrou no seu 455.º dia, 8.895 civis mortos e 15.117 feridos, sublinhando que estes números estão muito aquém dos reais.ANG/Inforpress/Lusa

  Corno de África/ONU reúne 2,23 mil ME para ajuda a 32 milhões de pessoas

 Bissau, 25 Mai 23 (ANG) – Um evento de apoio à resposta humanitária no Corno de África reuniu 2,4 mil milhões de dólares ( 2,23 mil milhões de euros) para assistência a 32 milhões de pessoas, informou hoje a Organização das Nações Unidas (ONU).

Com o Corno de África a enfrentar os impactos combinados de uma seca histórica, conflitos e choques económicos, os doadores responderam a um apelo das Nações Unidas e prometeram entregar recursos adicionais com urgência, para evitar que o cenário piore ainda mais na Etiópia, Quénia e Somália.

Os fundos anunciados permitirão que as agências humanitárias sustentem canais de entrega de alimentos, água, cuidados de saúde, nutrição e serviços de protecção.

“Congratulamo-nos com os anúncios de apoio ao povo do Corno de África, que precisa do nosso compromisso contínuo para se recuperar de uma crise de proporções catastróficas”, disse a secretária-geral adjunta das Nações Unidas para Assuntos Humanitários e vice-coordenadora de Ajuda de Emergência, Joyce Msuya.

“Devemos persistir em pressionar por investimentos intensificados, especialmente para reforçar a resiliência das pessoas que já sofrem o impacto das mudanças climáticas”, acrescentou Msuya, citada em comunicado.

Apesar das doações, o valor ainda está distante dos sete mil milhões de dólares (6,5 mil milhões de euros) requeridos pela comunidade humanitária para dar resposta e proteção às pessoas afetadas por secas e conflitos na região em 2023.

O Corno de África é o centro de uma das piores emergências climáticas do mundo. Estima-se que 43.000 pessoas morreram no ano passado na Somália devido à seca, sendo que metade das quais eram crianças menores de 5 anos, de acordo com dados da ONU.

Além disso, milhões de pessoas continuam deslocados por causa da seca e conflitos.

O evento de hoje foi realizado no momento em que as chuvas começam a aliviar os impactos da seca, mas também acarretam novos riscos e desafios.

As inundações já causaram danos generalizados e afetaram pelo menos 900.000 pessoas, segundo as Nações Unidas.

Mais inundações são esperadas ainda este ano, em parte devido ao fenómeno ‘El Niño’, que poderá levar a mais deslocamentos, mortes e doenças.

 

O evento foi organizado pelos Governos de Itália, Qatar, Reino Unido e Estados Unidos da América, em colaboração com Etiópia, Quénia e Somália, e com o apoio da ONU. ANG/Inforpress/Lusa