quarta-feira, 20 de setembro de 2023

Economia e Finanças/Preços das moedas para quarta-feira, 20 de setembro de 2023

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Fonte: BCEAO

Empreendedorismo /PNUD abre Centro de Inovação e de Oportunidades “KAU CRIAR” em Bissau

Bissau, 20 Set 23 (ANG) – O Programa das Nações Unidas para Desenvolvimento (PNUD) vai abrir hoje a tarde , em Cupelum de Cima,Bissau, o primeiro Centro de Inovação, Empreendedorismo e de Oportunidades, designado “Kau Criar”.

Para além deste Centro, segundo um documento da Organização distribuida à imprensa, será também apresentada uma plataforma virtual para apoiar e complementar o espaço físico.

“O nosso objectivo é fornecer um espaço para aproveitar o espírito empreendedor vibrante da Guiné-Bissau, cultivar start-ups e promover as capacidades necessárias que gerarão efeitos multiplicadores em toda a nação e além”, lê-se no documento.

Informa que o Centro e o Portal online oferecerão diversos programas e serviços com o objectivo de acelerar o desenvolvimento empreendedor de micro, pequenas e médias empresas (MPMEs), permitindo que contribuam para o desenvolvimento de negócio competitivo, sustentável e resiliente.

O PNUD pede  as pessoas à se juntarem a iniciativa,não só para explorar ideias inovadoras e contribuir para crescimento de estratégias inovadoras, mas também para aproveitar os recursos e oportunidades oferecidos pela plataforma virtual para impulsionar suas ambições empreendedoras e causar um im
pacto duradouro na Guiné-Bissau.ANG/LPG/ÂC//SG

Caso 01 de Fevereiro/Tribunal Militar Superior pede transferência dos detidos para Força Aérea Nacional

Bissau, 20 Set 23 (ANG) - O Tribunal Militar Superior  solicitou a transferência dos detidos no caso da suposta  tentativa de golpe de Estado de  01 de Fevereiro de  2022  para as instalações da Força Aérea Nacional.

A informação consta na carta que o Gabinete do Presidente de Tribunal Militar Superior enviou à ministra de Interior, Adiatu Djaló Nandigna esta terça-feira, à que a ANG teve acesso hoje.

A solicitação visa manter os detidos em melhores condições prisionais e de segurança, refere a carta.

“Por motivos de segurança e melhoria das condições prisionais, o Tribunal Militar entendeu por bem solicitar a transferência dos reclusos do “caso 1 de Fevereiro de 2022” que se encontram nas celas da 2ª  Esquadra da Polícia de Ordem Pública (POP), para as da Força Aérea Nacional”, lê-se no documento

O advogado dos  detidos,  Marcelino N’Tupe, voltou a pedir ,recentemente,  a libertação dos seus constituintes com alegações de que o tempo limite de detenção preventiva, determinado por lei, já se expirou há muito tempo.

Marcelino N’Tupe, que representa 23 dos 37 detidos, defende que as novas autoridades governamentais têm de ordenar a “libertação imediata” de todos os detidos, de acordo com a anterior decisão judicial.

"Nós não temos nenhuma movimentação jurídica para fazer. O que está aqui é a libertação imediata das pessoas detidas. Há uma decisão do Tribunal e essa decisão tem que ser cumprida, imediatamente", diz N´Tupe.

O advogado de José Américo Bubo Na Tchuto, antigo Chefe de Estado Maior da Armada, e Júlio Nhaté, ex-Comandante do Para-comando e Chefe de Quadros do Estado-maior General das Forças Armadas, e outras dezenas de oficiais e civis atrás das grades, espera das novas autoridades governamentais medidas conducentes a soltura dos detidos.

"As novas autoridades foram eleitas para governar e isso significa resolver os problemas do povo. Ora se governar incide sobre o interesse do povo, acho que o novo Governo deve dar prioridade para a libertação dessas pessoas, sob pena de não estar a governar", conclui Marcelino Ntupé
.ANG/AALS/ÂC/SG

ONU/Presidente da República em Nova Iorque a participar na Assembleia Geral da organização mundial

Bissau,20 Set 23(ANG) - O Presidente da República,Umaro Sissoco Embaló, já se encontra em  Nova Iorque, para onde se deslocou terça-feira para participar da 78.ª Assembleia-Geral das Nações Unidas (AGNU), informa a página oficial da Presidência da República na Facebook.

Fonte da Presidência da República conformou a ANG que o chefe de Estado Sissoco Embaló discursa, quinta-feira, na plenária da Assembleia-geral da ONU.

A fonte refere que, à margem da 78.ª Assembleia Geral da Organização das Nações Unidas o Presidente da República recebeu em audiência a Primeira-ministra de Itália, Giorgia Meloni com quem abordou questões relacionadas  a cooperação  bilateral  e a situação de segurança na sub-região oeste africana.

A 78.ª Assembleia-geral da ONU reúne líderes mundiais de 193 países para discutir os principais desafios globais sob o tema “Reconstruindo a confiança e reacendendo a solidariedade global: acelerando a ação na Agenda 2030 e seus Objetivos de Desenvolvimento Sustentável rumo à paz, prosperidade, progresso e sustentabilidade para todas as pessoas”. ANG/ÂC//SG

Cooperação/“Portugal disponível para dar assistência técnica à Guiné-Bissau na área das finanças”, diz  embaixador luso

Bissau, 20 Set 23(ANG) – O Embaixador de Portugal na Guiné-Bissau manifestou esta terça-feira a disponibilidade de o seu país dar assistência técnica à Guiné-Bissau na área das Finanças, informou o gabinete de assessoria de imprensa do Ministério da Economia e Finanças, em nota enviada à ANG.


A nota refere que José Caroço fez esta afirmação depois do encontro com o ministro das Finanças com quem abordou a questão do apoio Orçamental e as perspectivas do reforço da cooperação bilateral, na área das finanças, entre Bissau e Lisboa.

O diplomata português lembrou na altura, do apoio Orçamental dado por Portugal ao país em 2022, e declarou o interesse de voltar a apoiar  à Guiné-Bissau.

O  ministro da Economia e Finanças, Suleimane Seidi debateu com o diplomata português  as relações entre os dois países e os desafios com que  o Governo se depara.

Suleimane Seidi fez saber que, brevemente, o Executivo  irá apresentar ao parlamento um Programa e o Orçamento Geral do Estado(OGE) para o resto do ano em curso, e os instrumentos indispensáveis para governar.

A visita de cortesia do diplomata português ao MEF serviu igualmente para sublinhar as necessidades de aprofundamento  das relações entre Bissau e Lisboa  no plano económico e financeiro. ANG/JD/ÂC//SG

 

Angola/Embaixador Apolinário defende criação de comissão mista Angola/Guiné-Bissau

Bissau, 20 Set 23 (ANG) – O embaixador da Guiné Bissau em Angola, Apolinário Mendes de Carvalho, defendeu, terça-feira, em Luanda, a criação de uma comissão mista bilateral entre os dois países, visando impulsionar a cooperação.

Em declarações à imprensa, no final de uma audiência concedida pela Vice-Presidente da República, Esperança da Costa, o diplomata guineense sublinhou a importância desse mecanismo, uma vez que permitirá eleger prioridades e trabalhar, o melhor possível, em assuntos ligados à troca de visitas ao mais alto nível.

“É necessário revisitar os diferentes acordos que existem e trabalhar na preparação da grande comissão mista entre os dois países”, frisou, apontando a existência de acordos em algumas áreas, com realce para a agricultura, justiça, transporte e o ramo militar.

De forma geral, Apolinário Mendes de Carvalho considerou boas as relações entre Angola e a Guiné Bissau e fez saber que atualmente as partes trabalham para dar nova substância à mesma e impactar naquilo que são os seus desígnios.

Durante o encontro foram igualmente abordadas questões ligadas às celebrações do 50º aniversário da independência da Guiné Bissau, a assinalar-se a 24 deste mês, bem como sobre a comunidade deste país em Angola.

Segundo o embaixador, a comunidade guineense beneficia de um processo extraordinário de regularização dos seus membros no país, durante o qual prevê-se legalizar entre 800 a mil   imigrantes em situação irregular, embora reconheça ser maior o número de concidadãos nesta condição.

A Guiné Bissau foi a primeira colónia de Portugal no continente a tornar-se independente, a 24 de Setembro de​1973. ANG/Angop

 

Desporto/Obras do estádio Saco Vaz em Canchungo em fase de colocação do relvado sintético  

Bissau, 20 Set 23 (ANG) - A empresa Fieldturf Tarkett Sport que  executa as obras de requalificação do estádio Saco Vaz, em Canchungo, região de Cacheu, já está na fase de colocação do relvado sintético no referido palco do jogo.

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De acordo com a Página da Federação de Futebol da Guiné-Bissau(FFGB) na Facebook, os trabalhos de ordenamento do tapete deve terminar em breve, para se avançar  para a montagem da tribuna, e contrução do balneário e das bancadas e montagem da iluminação no estádio.

A Fieldturf Tarkett Sport também se incumbiu da requalificação do estádio da Rocha rebatizado  Estádio Pelé, de Bafatá, no Leste.

Segundo a FFGB, a  conclusão das duas obras,  estavam previstas para  Dezembro de 2022, o que não se concretizou, tendo provocado contestações e  revoltas por parte dos sócios e das direções de FC Canchungo e do Sporting Clube de Bafatá .

Os Estádios Saco Vaz de Canchungo e  Rei Pelé de Bafatáeeeneficiaram do financiamento da FIFA, no valor de dois milhões de dólares, para as suas requalificações, no âmbito do programa FIFA FORWARD. ANG/LPG/ÂC//SG

 

ONU/ Presidente brasileiro denuncia desigualdade das relações internacionais

Bissau, 20 Set 23 (ANG) – Lula da Silva , primeiro presidente lusófono a discursar , terça-feira, em Nova Iorque, na Assembleia Geral da ONU, denunciou a desigualdade que continuaria a reger as relações internacionais, num contexto marcado pelo agravamento das alterações climáticas, lançando novo apelo à reforma do Conselho de segurança das Nações Unidas.

O chefe de Estado brasileiro lembrou que há 20 anos discursara naquela mesma sala e recordou as condições do seu regresso à magistratura suprema.

Lula criticou a atuação do Fundo monetário Internacional e da Organização mundial do comércio falando em desigualdade das relações internacionais, nomeadamente uma subalternização africana.

O presidente brasileiro apelou à luta contra o racismo e vincou a sua determinação em garantir igualdade de oportunidades para todas as raças no seu país.

Uma desigualdade que se verificaria, também, no agudizar da crise climática onde os países mais desenvolvidos tiveram um papel predominante nas emissões de gases com efeito de estufa.

Lula apelou, de novo, ao diálogo no âmbito de crises em curso, como a guerra na Ucrânia e denunciou a inoperância do Conselho de segurança das Nações Unidas, apelando a que ele seja mais representativo.

 “A comunidade internacional está mergulhada em um turbilhão de crises múltiplas e simultâneas: a pandemia de Covid-19, crise climática e a insegurança alimentar e energética, ampliada por crescentes tensões geopolíticas. Agir contra a mudança do clima implica pensar no amanhã e enfrentar as desigualdades históricas.

Os países ricos cresceram baseados em um modelo com altas taxas de emissão de gases danosos ao clima. A emergência climática torna urgente uma correção de rumos e a implantação do que já foi acordado. 

O Conselho de segurança da ONU vem perdendo, progressivamente, a sua credibilidade. Essa fragilidade decorre, em particular, da ação de seus membros permanentes que travam guerras não autorizadas em busca de expansão territorial ou de mudanças de regime. Esta paralisia é a prova mais eloquente da necessidade e urgência de reformá-lo conferindo-lhe maior representatividade e eficácia”, disse Lula da Silva.

Também o presidente português, Marcelo Rebelo de Sousa, é orador no dia de abertura da Assembleia Geral das Nações Unidas, tal como o seu homólogo moçambicano, Filipe Nyusi.

Os debates tinham sido abertos por António Guterres. O antigo primeiro-ministro e secretário-geral da ONU voltou, como é hábito seu, a proferir uma alocução em prol do multilateralismo, falando em francês, inglês e espanhol.

O presidente da Assembleia Geral da ONU, o embaixador de Trindade e Tobago, Dennis Francis, antecedeu a alocução de Lula da Silva. ANG/Angop

Cabo Verde/José Maria Neves associa-se às comemorações dos 50 anos da independência da Guiné-Bissau

Bissau, 20 Set 23(ANG) – O Presidente da República de Cabo Verde, José Maria Neves, vai associar-se às comemorações dos 50 anos da independência da Guiné-Bissau, assinalado a 24 de Setembro, revelou terça-feira o chefe de Estado.


“Eu vou associar-me às comemorações dos 50 anos da independência da Guiné-Bissau, um país irmão, fizemos uma luta conjunta pela independência”, disse José Maria Neves, à margem de uma visita ao agrupamento Nº8 do Ensino Básico Obrigatório (EBO), em Achada Grande Trás e Achada Grande Frente, na Praia.

Na ocasião, reconheceu que a independência da Guiné-Bissau foi um “grande ganho” e impulsionou a revolução do 25 de Abril em Portugal, o processo de democratização em Portugal e, de seguida, o processo das independências dos países africanos de expressão portuguesa.

“Saudar o povo da Guiné-Bissau e desejar que os próximos 50 anos sejam de muitos sucessos e que consigam construir uma Guiné-Bissau à altura dos anseios e dos sonhos de todos os guineenses”, acrescentou.

A 23 de Setembro de 1973 decorreu, no Boé, a primeira Assembleia Nacional Popular e um dia depois foi proclamada unilateralmente a independência da Guiné-Bissau, resultado da luta armada liderada por Amílcar Cabral, assassinado em Janeiro do mesmo ano, na Guiné-Conacri.

A Guiné-Bissau foi a primeira das ex-colónias portuguesas a assumir-se como um estado soberano, embora Portugal só tenha reconhecido a independência um ano depois, a 10 de Setembro de 1974, alguns meses após o 25 de Abril.

ANG/Inforpress

ONU/Invasão da Ucrânia "criou mundo de insegurança para todos", diz Guterres  

Bissau, 20 Set 23 (ANG) - O secretário-geral da ONU, António Guterres, afirmou hoje que a invasão da Ucrânia pela Rússia é "prova" de uma violação da Carta das Nações Unidas e que criou "um mundo de insegurança para todos".


No seu discurso de abertura do debate geral da 78ª sessão da Assembleia Geral da ONU (UNGA 78, na sigla em inglês), Guterres voltou a dar destaque à guerra lançada pela Rússia na Ucrânia no momento em que sublinhava a importância do compromisso de paz patente na Carta das Nações Unidas.

"Em vez de se acabar com o flagelo da guerra, estamos a assistir a uma onda de conflitos, golpes de Estado e caos. Se todos os países cumprissem as suas obrigações nos termos da Carta, o direito à paz estaria garantido", começou por dizer.

"Quando os países quebram esses compromissos, criam um mundo de insegurança para todos. Prova A: A invasão da Ucrânia pela Rússia. A guerra, em violação da Carta das Nações Unidas e do direito internacional, desencadeou um nexo de horror: vidas destruídas; direitos humanos violados; famílias dilaceradas; crianças traumatizadas; esperanças e sonhos destruídos", afirmou o líder da ONU.

O discurso de Guterres antecede o do presidente ucraniano, Volodymyr Zelensky, terça-feira - e pela primeira vez presencialmente - na Assembleia Geral (AG) da ONU, após ter participado remotamente no ano passado, através de uma mensagem pré-gravada.

Naquela que é a segunda AG da ONU desde o início da invasão russa em 2022, Guterres dedicou parte do seu discurso a esse conflito, advogando que o mesmo vai além das fronteiras ucranianas e "tem sérias implicações para todos nós".

"As ameaças nucleares colocam-nos a todos em risco. Ignorar tratados e convenções globais torna-nos a todos menos seguros. E o envenenamento da diplomacia global obstrui o progresso em todos os sentidos. Não devemos ceder no trabalho pela paz - uma paz justa, em conformidade com a Carta das Nações Unidas e o direito internacional", acrescentou.

O ex-primeiro-ministro português defendeu ainda a procura de todos os caminhos possíveis para aliviar o sofrimento dos civis na Ucrânia e noutros lugares, dando como exemplo o Acordo dos Cereais do Mar Negro, que serviu para exportar cereais ucranianos e fertilizantes russos ao longo de vários meses de guerra, mas que se encontra suspenso por decisão de Moscovo.

"O mundo precisa urgentemente de alimentos ucranianos e de alimentos e fertilizantes russos para estabilizar os mercados e garantir a segurança alimentar. Não vou desistir dos meus esforços para que isso aconteça", assegurou, recebendo fortes aplausos.

Contudo, e tal como já havia feito no ano passado, o secretário-geral da ONU chamou a atenção dos chefes de Estado e de Governo presentes para outros conflitos e crises humanitárias que se estão a multiplicar em todo o mundo, sustentando que "velhas tensões estão a agravar-se, enquanto surgem novos riscos".

Entre os conflitos enumerados por Guterres estão uma série de golpes de Estado que desestabilizam ainda mais o Sahel, à medida que o terrorismo ganha terreno nessa região; a guerra civil em grande escala no Sudão; o deslocamento e violência de género na República Democrática do Congo; a violência de gangues no Haiti; ou a grande proporção (70%) da população afegã que necessita de assistência humanitária, além dos direitos das mulheres e das raparigas sistematicamente negados.

Também incluídos no discurso do chefe da ONU foram os ciclos de violência e agravamento da pobreza e repressão em Myanmar; ou a escalada da violência e mortes nos territórios palestinianos ocupados, com um impacto sobre os civis.

"As ações unilaterais estão a intensificar-se e a minar a possibilidade de uma solução de dois Estados - o único caminho para uma paz e segurança duradouras para palestinianos e israelitas. A Síria permanece em ruínas enquanto a paz permanece remota. Entretanto, os desastres naturais estão a agravar o desastre causado pelo homem, o conflito", apontou.

"Face a estas crises crescentes, o sistema humanitário global está à beira do colapso. As necessidades estão a aumentar. E o financiamento a acabar. As nossas operações humanitárias estão a ser forçadas a fazer cortes massivos. Mas se não alimentarmos os famintos, estaremos a alimentar o conflito. Apelo a todos os países para que intensifiquem e financiem o Apelo Humanitário Global", instou.

Advogando que a arquitetura de paz e segurança está sob uma pressão sem precedentes, Guterres voltou a pedir aos Estados para que se comprometam novamente com um mundo livre de armas nucleares e para que acabem com a erosão do regime de controlo de armas.

O debate de alto nível da 78.ª sessão da Assembleia Geral da ONU arrancou hoje, em Nova Iorque, com a presença de chefes de Estado e de Governo de todo o mundo, e irá prolongar-se até ao próximo dia 26, com a guerra da Rússia na Ucrânia ainda sob foco.

Espera-se que as potências ocidentais usem os seus discursos na ONU para reafirmem o seu apoio a Kiev, mas também que se foquem na importância dos Objetivos de Desenvolvimento Sustentável serem alcançados até 2030, um dos principais focos da ONU.

Por outro lado, espera-se que a Rússia - que se fez representar pelo chefe da Diplomacia, Serguei Lavrov, e que discursará no sábado - utilize este evento para atacar o Ocidente por ajudar Kiev. ANG/Angop

 

Burkina Faso/ Governo militar autoriza envio de contingente militar para o vizinho Níger

Bissau, 20 Set 23 (ANG) - A Assembleia Legislativa de transição do Burkina Faso aprovou terça-feira uma lei que autoriza o envio de um contingente militar por "três meses,

renováveis" para o vizinho Níger, ameaçado de intervenção armada após um golpe de Estado.

Proposta pelo Governo de transição, a lei foi aprovada por unanimidade pelos 71 membros da assembleia e prevê o envio de um contingente militar por "três meses renováveis".

A lei "estabelece um quadro jurídico para o envio de um contingente militar do Burkina Faso para o Níger, cuja missão é prestar assistência militar à República do Níger em caso de agressão ou desestabilização por parte de um exército externo, mas também para lutar contra o terrorismo", declarou o ministro da Defesa do Burkina Faso, o coronel major Kassoum Coulibaly.

A adopção da lei permitirá ao Burkina Faso "dispor de pontos de apoio" no Níger "para lutar contra os grupos terroristas que muitas vezes se refugiam no país, depois de terem cometido ataques no nosso território", explicou Coulibaly.

O Burkina Faso, o Níger e o Mali partilham a chamada zona das "três fronteiras", onde os grupos extremistas realizam frequentemente ataques.

Os três países, governados por regimes militares, assinaram uma carta em Bamako, no sábado, estabelecendo uma aliança de "defesa coletiva e assistência mútua" - a Aliança dos Estados do Sahel (AES).

O Níger, onde um golpe de Estado derrubou o Presidente eleito Mohamed Bazoum a 26 de Julho, está ameaçado de intervenção militar pela Comunidade Económica dos Estados da África Ocidental (CEDEAO), que pretende ver restaurada a ordem constitucional.

No final de Agosto, o novo homem forte do Níger, o general Abdourahamane Tiani, assinou um decreto que autoriza as forças armadas do Burkina Faso e do Mali a intervir em solo nigerino "em caso de agressão ou de desestabilização por um exército externo".

Estes dois países vizinhos não tardaram a manifestar a sua solidariedade para com as novas autoridades nigerinas. Avisaram a CEDEAO contra qualquer intervenção no Níger, que consideraram ser uma "declaração de guerra". ANG/Angop

           ONU/Argentina  pede fim do bloqueio a Cuba e Venezuela

Bissau, 20 Set 23 (ANG) - O Presidente da Argentina, Alberto Fernández, defendeu na terça-feira na ONU a Arménia face ao conflito com o Azerbaijão, alertou para a situação na Guatemala e exigiu o fim dos bloqueios a Cuba e Venezuela, segundo o site Notícias ao Minuto.

O governante argentino sublinhou, durante a abertura da 78.ª sessão da Assembleia Geral das Nações Unidas, que os bloqueios do Azerbaijão "têm provocado uma crise humanitária que castiga mais uma vez parte do povo arménio".

"Precisamente hoje, enquanto se realiza esta assembleia, as notícias dão conta que o Azerbaijão desencadeou operações militares com o objetivo de tomar o controlo de Nagorno-Karabakh", salientou.

Para Alberto Fernández, a "comunidade internacional não pode permanecer passiva face a tal realidade" e "deve agir preventivamente para evitar novas perseguições étnicas, raciais, religiosas ou políticas".

O Exército do Azerbaijão afirmou ter tomado mais de 60 posições arménias na ofensiva na terça-feira em Nagorno-Karabakh, região disputada com a Arménia há décadas.

Os separatistas de Nagorno-Karabakh declararam que os combates deixaram pelo menos 27 mortos, incluindo dois civis, e mais de 200 feridos nesta região, onde os cerca de 7.000 residentes de 16 localidades foram retirados. Pelo seu lado, o Azerbaijão informou que dois civis morreram em áreas sob o seu controlo.

Na sua última aparição na Assembleia Geral das Nações Unidas, o chefe de Estado argentino, que concluiu o seu mandato presidencial em 10 de Dezembro, também manifestou "preocupação com o que está a acontecer na Guatemala".

"A comunidade internacional deve ativar os mecanismos necessários que garantam o respeito ao veredicto popular", frisou Fernández, sobre as eleições realizadas na Guatemala em Junho e Agosto, cujos resultados foram contestados na justiça, colocando em dúvida que o presidente eleito, Bernardo Arévalo de León, tome posse em 14 de Janeiro.

Fernández sublinhou ainda que "a perpetuação do bloqueio contra Cuba é inadmissível" e solicitou a exclusão da ilha "da lista de países que alegadamente patrocinam o terrorismo internacional".

"Da mesma forma, as sanções impostas pelos Estados Unidos à Venezuela devem cessar imediatamente. O seu prolongamento ao longo do tempo apenas prejudicou as condições de vida dos venezuelanos e levou milhões destes ao exílio", vincou.

Na reta final do seu discurso, o governante reiterou a reivindicação da Argentina da soberania sobre as Malvinas, um arquipélago no Atlântico Sul sob domínio britânico e pelo qual o Reino Unido e o país sul-americano travaram uma guerra em 1982.

O presidente argentino lamentou que o Reino Unido "continue a recusar a retoma das negociações" relativamente à disputa territorial e questionou que "continue a desenvolver atividades unilaterais de prospecção e exploração de recursos naturais na área disputada". ANG/Angop

 

ONU/África não está disposta a pagar o desenvolvimento do norte – Cyril Ramaphosa

Bissau, 20 Set 23(ANG) – O Presidente da África do Sul, Cyril Ramaphosa, disse hoje que os africanos já não estão disponíveis para suportar o custo do desenvolvimento dos países ocidentais, salientando que o continente aquece mais rapidamente que os outros.

“África aquece mais do que qualquer outro continente, 17 dos 20 piores pontos em termos de aquecimento global estão em África; somos os menos responsáveis pelo aquecimento global, mas somos os que carregamos o maior fardo”, disse o chefe de Estado sul-africano na 78.ª Assembleia-Geral das Nações Unidas, que decorre esta semana em Nova Iorque.

“Séculos depois dos escravos, décadas depois da exploração colonial, as pessoas do continente africano continuam a suportar o custo da industrialização do norte e do desenvolvimento das nações mais ricas, mas esse é um preço que os africanos já não estão disponíveis para pagar”, disse Ramaphosa, o líder da nação mais industrializada da África subsaariana.

Na intervenção, lamentou que muitas nações do norte contem entre os seus ativos a riqueza mineral que está debaixo do solo africano, e garantiu que esta riqueza “deve beneficiar os africanos”.

Ramaphosa defendeu também os direitos das mulheres e, salientando a maioria de homens presentes na assembleia, exclamou: “Onde estão as mulheres do mundo? Elas deviam estar aqui, nesta sala, numa posição de liderança”.

Na parte do discurso dedicada ao aquecimento global, um dos principais problemas enfrentados no continente, o chefe de Estado sul-africano vincou, ainda, que é preciso “mais apoio financeiro” e defendeu a necessidade de investir anualmente 500 mil milhões de dólares, quase 470 mil milhões de euros, na mitigação e adaptação às alterações climáticas no continente, sob pena de o mundo falhar os compromissos globais relativos ao ambiente.

ANG/Inforpress/Lusa

                                                         

                                                               

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terça-feira, 19 de setembro de 2023

Economia e Finanças/ Preços das moedas para terça-feira, 19 de setembro de 2023

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24 de Setembro/”As comemorações do evento em Boé significa voltar à própria origem”, diz Presidente da Comissão Técnica Comemorativa

Bissau, 19 Set 23 (ANG) – O Presidente da Comissão Técnica  Comemorativa  dos 50 anos da indepedência disse que a celebração do evento em Madina Boé visa  conhecer o país real e voltar à própria  origem.

Emanuel Ibrayn Correia Gomes Fernandes falava em conferência de imprensa alusiva a organização da comemoração dos 50 anos da independência da Guiné-Bissau, cujo ato será realizado em Boé, Leste do país, concretamente em Lugadjol, onde foi proclamado, no dia 24 de Setembro de 1973, a independência nacional.

Disse que, neste quadro e com anuência de todos os deputados foi decidido que a cerimónia deve ser feita em Boé, não só para render justa e merecida homenagem aos combatentes, mas também para viver, na pele, a real situação que os populares daquela localidade estão a enfrentar.

Aquele responsável explica que vão fazer duas sessões, e que a primeira vai ser uma encenação de jovens, ou seja  uma atividade recriativa que demonstra  como a independência foi proclamada, porque, segundo diz,  os que lutaram para a libertação do país eram jovens pelo que  a configuração do parlamento vai ser composta por jovens de partidos políticos.

Acrescentou  que são esses jovens  que vão fazer o papel das pessoas que proclamaram a independência, nomeadamente João Bernardo Vieira (Nino), Francisco Mendes (Tchico Té), Luís Cabral e outros.

Emanuel Fernandes defendeu que é importante saber  o que aconteceu no dia 24 de Setembro de 1973, porque os sobreviventes são agora poucos e  grande número da população guineense não sabe o que aconteceu para a  independência.    

"Se começarmos com isto em Boé significa que vai ter várias deslocações dos deputados à diferentes regiões do país ,para fazer sessões e revivermos o dicurso do Presidente da ANP, que falou da Assembleia deslocada.É preciso conhecer o país real para poder saber que políticas a definir”, disse.

No âmbito das  comemorações  do Dia da Independência vão  ser distinguidas algumas personalidades já identificadas, entre as quais os sobreviventes da guerra da independência que vieram de Cabo Verde.

Emanuel Fernandes disse que, Independentemente das atividades que vão ser realidades em Boé, vão ter lugar duas  atividades em Bissau, uma na  Faculdade de Direito, entidade que se associou a Assembleia Nacional Popular para falar da constituicionalidade guineense  -   o caminho que a Constituição percorreu até a data presente, e  que a Liga Guineense dos Direitos humanos vai realizar outro evento.

“Esta associação é como um consórcio grande, porque está-se a falar dos 50 anos da independência e não 50 dias, pelo que é preciso que todos se convergem a volta disso para que se possa comemorar um 24 de Setembro como deve ser”, disse Fernandes. ANG/MI//SG