quinta-feira, 22 de outubro de 2026

Cultura / Embaixador Barros e artistas guineenses que participam no“Gam-Bissau festival” analisaram possibilidades de  intercâmbio artístico na sub-região

Bissau, 22 Out 26 (ANG) - O Embaixador  da Guiné-Bissau na Gâmbia Luís Camará de Barros concedeu hoje uma audiência de cortesia aos artistas guineenses Flavnais, Kapa Kapa e DJ Dymas, que vão participar  no “Gam- Bissau Festival”.

Segundo uma nota da Embaixada da Guiné-Bissau na Gâmbia, partilhada à ANG, a edição deste ano do “Gam-Bissau Festival” vai ser aberta na  sexta-feira, a partir da 20h00, no recinto da St. Charles Lwang School Groud, em Fadjikunda .

O  embaixador Barros abordou com os artistas as possibilidades  de intercâmbio artístico e a importância da música contemporânea na promoção dos laços sociocultural e de amizade entre os povos da região.

A nota refere que no âmbito da preparação do evento, a organização da Gam-Bissau festival realizou  uma conferência de imprensa, numa das unidades hoteleira na Gâmbia, na qual os artistas Kapa Kapa e Flavnais apresentaram as linhas orientadoras da programação e destacaram a importância do festival para o reforço das relações culturas entre a Guiné-Bissau e  Gâmbia.

O  festival, segundo os organizadores, pretende afirmar-se como uma plataforma de diplomacia cultural, de promoção da música, artes e troca de experiência comunitária. ANG/LPG/ÂC//SG

 

França/Caso de ébola na Nigéria aumenta preocupação com avanço regional da epidemia na África

Bissau, 22 Out 26 (ANG) - A confirmação, nesta terça-feira (20), do primeiro caso de
ébola na Nigéria ampliou uma grave crise sanitária e reforçou o temor de que a epidemia em curso na República Democrática do Congo (RDC) esteja se espalhando pelo continente.

A paciente, uma diplomata que viajou de Uganda para Abuja, só recebeu o diagnóstico 16 dias após chegar ao país.

O diretor regional da Organização Mundial da saúde (OMS) para a África, Mohamed Janabi, afirmou nesta quinta-feira (22) que o continente enfrenta uma situação "mais complexa" após a identificação de um caso importado em território nigeriano.

As autoridades da Nigéria anunciaram o caso na terça-feira (20). Segundo as autoridades sanitárias, 44 pessoas que tiveram contato com a paciente já foram identificadas e estão sendo monitoradas. Na quarta-feira (21), exames confirmaram que a infecção foi causada pela variante Bundibugyo do vírus, a mesma responsável pela epidemia que atinge actualmente a RDC.

O caso chamou a atenção das autoridades de saúde porque a paciente só recebeu o diagnóstico em 19 de Outubro, mais de duas semanas após chegar à Nigéria. Antes disso, ela passou por duas clínicas privadas e foi internada em 11 de Outubro.

Segundo o Centro Africano de Controle e Prevenção de Doenças (Africa CDC), a demora no diagnóstico aumenta o risco de transmissão e explica a preocupação com um possível número elevado de casos associados à paciente.

Em entrevista à RFI nesta quinta-feira (22), o diretor-geral do África CDC, Jean Kaseya, afirmou que a paciente havia passado duas semanas em Kampala, capital de Uganda, ao lado do marido antes de viajar para Abuja.

Segundo ele, a diplomata nunca esteve na República Democrática do Congo (RDC), atual epicentro da epidemia. Ela viajou de Kampala para Adis Abeba e, de lá, seguiu para Abuja.

A informação levanta dúvidas sobre a situação epidemiológica em Uganda. Oficialmente, o país declarou no fim de agosto o encerramento do surto após registar 20 casos e duas mortes.

Questionado sobre a possibilidade de o vírus continuar circulando no país apesar da declaração oficial, Kaseya afirmou que o assunto será discutido diretamente com as autoridades ugandesas. "Precisamos saber exatamente por onde essa senhora passou e quem teve contato com ela", afirmou.

O dirigente também defendeu o reforço da vigilância sanitária em fronteiras, hospitais públicos e clínicas privadas. Segundo ele, o caso demonstra que "nenhum país está protegido" sem sistemas robustos de monitoramento epidemiológico.

A chegada do vírus ao Nigéria transforma o país mais populoso da África na quarta nação do continente a registrar casos da variante Bundibugyo neste ano. O surto teve início na RDC, que enfrenta desde Maio a 17ª epidemia de ébola de sua história. Em poucos meses, ela se tornou a mais letal já registada no país.

Segundo dados apresentados pelo África CDC, a epidemia acumula atualmente cerca de 9.600 casos em toda a região afetada e aproximadamente 4.600 mortes. A RDC concentra a maior parte dessas infecções. O país já soma mais de 4.300 mortes, em uma crise sanitária sem precedentes em sua história recente.

Além da RDC, Uganda registou casos antes de declarar o surto encerrado. Mais recentemente, o Quénia confirmou seu nono caso e contabilizou ao menos uma morte associada à doença.

A expansão geográfica da epidemia preocupa especialistas. Kaseya observou que oito províncias congolesas já registam infecções e que o número diário de novos casos permanece entre 65 e 70, indicador considerado incompatível com uma epidemia sob controle.

Diante da expansão da doença, o África CDC convocou para 28 de Outubro uma reunião com ministros da Saúde de diversos países africanos. O objetivo será coordenar medidas de vigilância em áreas de fronteira e harmonizar protocolos de resposta diante do aumento da circulação regional de pessoas.

Na terça-feira (20), o diretor do centro africano já havia alertado para uma "ameaça extremamente grave" e pedido maior mobilização internacional para conter a epidemia. Apesar das preocupações, ele descartou por enquanto qualquer risco à realização da próxima Copa Africana de Nações, prevista para junho do ano que vem no Quênia, em Uganda e na Tanzânia.

Segundo o dirigente, as autoridades quenianas conseguiram identificar todos os casos registados até agora a partir de listas de contatos monitorados, o que indica que as cadeias de transmissão permanecem rastreadas. Uganda, acrescentou, mantém atualmente cerca de 140 pessoas sob vigilância epidemiológica.

Kaseya também voltou a comentar uma controvérsia recente envolvendo o financiamento internacional destinado ao combate à epidemia. Na semana passada, durante visita a Kinshasa, ele afirmou que havia falta de transparência sobre parte dos (cerca de R$ 4,8 bilhões) mobilizados pela comunidade internacional para enfrentar a crise.

A declaração gerou interpretações de que o África CDC estaria sugerindo desvio de recursos, hipótese rejeitada pelo dirigente. "Nunca disse que o dinheiro foi desviado ou mal utilizado", afirmou. Segundo Kaseya, a preocupação é garantir que os governos africanos tenham conhecimento integral dos recursos aplicados em seus territórios.

Ele defendeu uma relação baseada em transparência entre autoridades nacionais, organismos internacionais e doadores externos, argumentando que o fortalecimento da soberania sanitária africana depende também do acesso às informações sobre o financiamento das operações de emergência.

A confirmação do caso no Nigéria reforça a avaliação das principais autoridades sanitárias do continente de que a crise ainda está longe de ser controlada e que a contenção do vírus dependerá cada vez mais da coordenação entre países diante da crescente circulação transfronteiriça de pessoas. ANG/RFI/ AFP

 

Política/ Presidente da Repúbica nomeia Mama Saliu Embaló como novo Presidente do Instituto de Defesa Nacional

Bissau, 22 Out 26 (ANG) - O Presidente  da República de Transição nomeou o antigo ministro do Interior e da Ordem Pública,  Mama Saliu Embaló para o cargo de  Presidente do Instituto de Defesa Nacional.

Mama Saliu Embaló, foi ministro do Interior e da Ordem Pública no atual Governo de Transição desde 29 de Novembro de 2025 e foi exonerado recentemente por Horta Inta-á.

O novo Presidente do Instituto Nacional de Defesa substitui nas funções o Major General Papa Camará nomeado recentemente para o cargo do Chefe da Casa Civil da Presidência da República. ANG/JD.ANG/JD/ÂC//SG

 


Comunicação Social
/ Jornalistas e técnicos recém-efetivados exigem pagamento de seis meses de retroativos

Bissau, 22 Out 26 (ANG) - O Coletivo de Jornalistas e Técnicos de Comunicação Social recém-efetivados, em 2022, exige a resolução do processo de pagamento de seis meses de retroativos, alegando que, apesar das diligências realizadas junto dos ministérios competentes, a situação continua por resolver.

A exigência  foi manifestada durante uma conferência de imprensa, realizada quarta-feira na qual o coordenador do coletivo, Julciano Baldé, afirmou estar surpreendido com a demora na resolução do problema, apesar dos esforços desenvolvidos para desbloquear os valores em dívida.

Julciano Baldé disse que os trabalhadores continuam à espera de uma solução para o problema que considera preocupante, tendo em conta os esforços desenvolvidos para a regularização dos valores em dívida.

Destacou a importância da comunicação social pública na consolidação da democracia e na preservação da imagem do país,  sublinhando que os profissionais do setor desempenham as suas funções com dedicação e disponibilidade.

O coordenador afirmou que os profissionais da comunicação social não devem ser valorizados apenas quando os políticos ou outras entidades precisam dos seus serviços. Acrescentou que os jornalistas também têm famílias e necessidades básicas, pelo que devem beneficiar de condições dignas de vida e de trabalho.

“Um jornalista também precisa comer bem, vestir bem e ganhar dinheiro”, afirmou, apelando às entidades competentes para que resolvam a situação.

Julciano Baldé explicou que o coletivo tem acompanhado o processo junto dos Ministérios da Função Pública e das Finanças. Segundo o coordenador, os documentos foram posteriormente reencaminhados para o Ministério da Comunicação Social, a quem cabe dar seguimento aos procedimentos necessários para desbloquear os pagamentos.

Aquele responsável afirmou ainda que, o coletivo dispõe de informações segundo as quais existem verbas para o pagamento dos retroativos. Acrescentou que os trabalhadores foram efetivados em 2022 e que alguns colegas, apesar de terem cerca de 17 anos de serviço na comunicação social, ficaram de fora do processo devido à idade.

Por outro lado, advertiu que, caso não obtenham uma resposta satisfatória, os membros do coletivo poderão recorrer aos mecanismos previstos na lei para defender os seus direitos.

Por seu turno, o Secretário do Coletivo de Jornalistas e Técnicos de Comunicação Social recém-efetivados, Athayr Afonso Té, defendeu que os trabalhadores têm direito aos retroativos correspondentes a seis meses, mas que, apesar de o processo ter sido iniciado em 2023, os pagamentos ainda não foram efetuados.

De acordo com Athayr Afonso Té, o Ministério da Comunicação Social solicitou recentemente às direções dos quatro órgãos públicos do sector, Agência de Notícias da Guiné (ANG), Jornal Nô Pintcha, Televisão da Guiné-Bissau (TGB) e Rádio Difusão Nacional (RDN), que recolhessem e entregassem, com urgência, os dados bancários completos dos funcionários, para permitir o pagamento dos montantes em dívida.

O secretário recordou que a questão dos retroativos esteve entre as reivindicações apresentadas durante as greves na TGB e referiu que, no dia 14 de Julho o Sindicato da Televisão foi chamado para discutir os pontos constantes do caderno reivindicativo junto das entidades competentes.

Segundo o responsável, o Ministério da Comunicação Social foi envolvido nas negociações, tendo sido designado um representante para acompanhar o processo junto do Ministério das Finanças.

Athayr Afonso Té afirmou que, durante cerca de três semanas, decorreram encontros com a participação de representantes dos Ministérios da Função Pública e das Finanças.

O Secretário disse   que, nas referidas reuniões, um representante do Ministério das Finanças, identificado como Wilson, confirmou a existência da dívida relativa aos seis meses de retroativos, acrescentando que a concretização do pagamento dependia do Ministério da Comunicação Social.

Athayr Afonso Té revelou ainda que, no dia 23 de Setembro, o coletivo se reuniu com o ministro da Comunicação Social, na presença do Inspetor-Geral da Comunicação Social e do chefe de gabinete, na ocasião, segundo o secretário, foi-lhes transmitido que o processo se encontrava na fase final no Ministério das Finanças, tendo o ministro prometido contactar a ministra da Função Pública para melhor enquadramento da questão.

Contudo, o responsável lamentou que, desde esse encontro, os trabalhadores continuaram sem esclarecimentos concretos sobre o andamento do processo.

“Queremos os nossos direitos, porque aquele dinheiro nos pertence”, afirmou Athayr Afonso Té, justificando que a conferência de imprensa foi convocada para chamar a atenção das entidades competentes e exigir uma solução para o pagamento dos retroativos.ANG/MI/ÂC//SG

 

França/ Governo proíbe novas manifestações em áreas de Paris, Lyon e Toulon após violência

Bissau, 22 Out 26 (ANG) - A Prefeitura de Polícia de Paris publicou nesta quarta-feira uma ordem proibindo, durante o dia de quinta-feira (22), manifestações e concentrações em determinadas áreas da capital, incluindo o Palácio do Eliseu, sede da Presidência, Matignon, sede do governo, a Assembleia Nacional e o Senado, além de pontos turísticos como o Museu do Louvre e a avenida Champs-Élysées.

 “A presença e a circulação de pessoas que participem de cortejos, desfiles e concentrações que não tenham sido declarados nas condições previstas pela lei estão proibidas” nesta quinta-feira, das 8h às 20h, nesses perímetros, segundo a ordem.

Também estão incluídas as estações ferroviárias de Paris, as praças da Itália, da Bastilha e da República, Châtelet, Les Halles, a Île de la Cité e o bairro das grandes lojas.

Na região do Rhône, a polícia proibiu uma manifestação prevista para a tarde de quinta-feira em Lyon, organizada pela Unef e pelo Novo Partido Anticapitalista (NPA), no âmbito do movimento de estudantes do ensino médio e universitários.

A Prefeitura de Polícia de Paris (PP) também publicou uma ordem proibindo a manifestação convocada pela Interfac IDF para quinta-feira em Paris, alegando a “incapacidade do organizador de evitar atos de vandalismo”, como os registrados durante manifestações anteriores.

As manifestações também serão proibidas no sábado em Toulon, e algumas áreas do centro da cidade terão, à noite, um “toque de recolher temporário para menores desacompanhados”, anunciou o prefeito do Var.

Toques de recolher foram adotados em Paris e em várias cidades, como Marselha e Lyon, após episódios de violência e saques de grande proporção que atingiram centenas de estabelecimentos comerciais no último fim de semana.

O presidente Emmanuel Macron pediu “firmeza” contra os responsáveis pela violência. ANG/RFI/AFP

 

Venezuela/Governo e oposição  concordam em rever lei de inelegibilidade política

Bissau, 22 Out 26 (ANG) – A oposição e o Governo interino da Venezuela concordaram em rever a Lei Orgânica da Controladoria-Geral, especificamente “o que diz respeito ao processo de inelegibilidade” políticas, após concluírem o terceiro ciclo de negociações.

O anúncio foi feito na quarta-feira, numa altura em que a oposição exige a retirada da inelegibilidade política da líder María Corina Machado, para permitir que a Prémio Nobel da Paz, que está fora da Venezuela desde Dezembro, possa regressar ao país e liderar uma transição face a uma eventual eleição presidencial.

Os participantes no diálogo, iniciado há uma semana, concordaram ainda em “iniciar um processo de revisão profunda de vários instrumentos legais”, como a Lei dos Partidos Políticos, para “garantir a participação de todos os actores” com o objectivo de “reforçar a democracia”, declarou Dinorah Figuera, representante do bloco da oposição que conquistou a maioria legislativa em 2015.

Além disso, propuseram a revisão da Lei Simón Bolívar, aprovada em 2024 pelo parlamento — presidido pelo representante do Governo nas negociações, Jorge Rodríguez —, que prevê penas de 25 a 30 anos de prisão, bem como multas milionárias e 60 anos de inelegibilidade política para quem apelar a sanções contra as autoridades da Venezuela.

As partes acordaram também a revisão da definição e da tipificação do terrorismo na Lei Orgânica Contra a Delinquência Organizada e o Financiamento do Terrorismo.

O crime de terrorismo foi imputado a um grande número de pessoas após as eleições presidenciais de 2024, que foram acusadas de vandalismo e violência e classificadas pelo então procurador-geral, Tarek William Saab, como terroristas, em plena crise pós-eleitoral.

A oposição e o Governo concordaram ainda em formar uma comissão paritária para tratar, junto das instituições do Reino Unido, da recuperação do ouro depositado no Banco de Inglaterra.

O objectivo é que os recursos possam ser utilizados em benefício da população afectada pelo duplo sismo de 24 de Junho, bem como para a “recuperação dos serviços públicos”, disse Jorge Rodríguez.

Ficou acordado “reiterar, perante as instituições competentes do Reino Unido, a necessidade e a urgência de recuperar os activos de reserva internacional da Venezuela depositados no Banco de Inglaterra”, refere o texto.

Dinorah Figuera disse que a oposição falou com representantes do Reino Unido para viabilizar a transferência dos fundos que passaram para o controlo da oposição em 2019, em plena crise política desencadeada por eleições presidenciais marcadas por denúncias de fraude.

Figuera afirmou que o ouro venezuelano depositado no referido banco equivale, actualmente, ao dobro do valor que tinha em 2019.

As partes estabeleceram como prioridade “a recuperação económica nacional” e ratificaram “a determinação de unir esforços para promover condições que garantam os direitos, a liberdade e a independência necessários à prosperidade económica” do país, visando, com isso, “o desenvolvimento e o exercício dos direitos sociais, como a saúde, a alimentação, a educação, o rendimento dos trabalhadores e os serviços públicos, entre outros”.

A oposição e o Governo interino de Delcy Rodríguez – irmã de Jorge Rodríguez – deram início, em 14 de Outubro, a um terceiro ciclo de negociações em Caracas sobre a transição política na Venezuela, todos realizados sob os auspícios dos Estados Unidos. ANG/Inforpress/Lusa/fim

 

Hong Kong/ Autoridades investigam tratamento estético ilegal com pele de cadáveres humanos

Bissau, 22 out (Inforpress) – As autoridades de saúde de Hong Kong anunciaram hoje uma investigação à comercialização e aplicação ilegais de um novo tratamento estético injectável de origem sul-coreana, produzido a partir de colagénio obtido de cadáveres humanos.

O produto, denominado Elravie Re2O, promovido como regenerador celular, não possui registo sanitário no território e desencadeou um alerta devido aos riscos de transmissão de agentes patogénicos e de reacções imunológicas.

O alerta surgiu depois de se ter detectado que clínicas e salões de beleza disponibilizavam o tratamento sem supervisão médica e ocultando a sua origem humana, cobrando até 15 mil dólares de Hong Kong (1.700 euros) por três sessões.

Em resposta, o Departamento de Saúde e a Polícia do território intensificaram as inspecções a centros de estética em vários distritos, operações que resultaram na apreensão de cerca de uma centena de frascos de substâncias reguladas, dezenas de injectáveis não autorizados e na detenção de uma mulher.

Por conter pele humana, o produto injectável está sujeito à legislação local sobre transplante de órgãos e farmacêutica, que prevê penas até dois anos de prisão para a venda ilegal.

Do ponto de vista científico, o produto consiste numa matriz dérmica humana acelular micronizada, composta por 89% de colagénio, elastina e outras proteínas. Ao contrário de outros estimuladores, a sua função é actuar como uma estrutura tridimensional que permite a adesão das células do paciente e a reparação dos tecidos.

Contudo, os especialistas alertam que o processamento não garante a eliminação total do material celular original, expondo os pacientes a infecções ou reacções de rejeição imunológica, além de potenciais inconsistências de qualidade associadas ao dador.

O Elravie Re2O, desenvolvido pela empresa sul-coreana L&C Bio, é distribuído na Coreia do Sul, Japão e Singapura, e também de forma irregular nos Estados Unidos, onde a empresa prevê solicitar autorização oficial em 2027.

Actualmente, o produto não está autorizado na China continental, em Taiwan nem no Reino Unido, enquanto o regulador sul-coreano avalia alterações à legislação devido às lacunas legais suscitadas pela utilização estética de tecidos humanos. ANG/Inforpress/Lusa

 

Argentina/Milei chama Sánchez de ditador e é acusado de ingerência por Madri a 6 semanas da eleição espanhola

Bissau, 22 Out 26 (ANG) - A pouco menos de seis semanas das eleições legislativas antecipadas de 29 de Novembro, a campanha espanhola ganhou um protagonista inesperado na quarta-feira (21).

Em visita a Madri, o presidente argentino Javier Milei chamou o primeiro-ministro Pedro Sánchez de "ditador", "ladrão" e "corrupto", declarou apoio à direita e à extrema direita espanholas e levou o governo a denunciar uma tentativa de ingerência estrangeira em um dos momentos mais sensíveis da disputa eleitoral.

O presidente da Argentina, Javier Milei, provocou nesta quarta-feira (21) uma nova crise diplomática com a Espanha ao atacar duramente o primeiro-ministro Pedro Sánchez durante uma visita a Madri marcada por demonstrações explícitas de apoio à direita e à extrema direita espanholas.

Em um discurso pronunciado durante um fórum económico, o líder argentino classificou Sánchez como “ditador”, “ladrão” e “corrupto”, além de pedir aos espanhóis que expulsem os socialistas do poder nas eleições legislativas antecipadas marcadas para 29 de Novembro.

As declarações ocorreram em um momento particularmente delicado para a política espanhola.

A menos de seis semanas do pleito, o resultado permanece em aberto e as pesquisas indicam vantagem do Partido Popular, principal força da oposição conservadora, mas sem garantias de maioria absoluta no Parlamento. Nesse cenário, o partido de extrema direita Vox pode desempenhar papel decisivo na formação do próximo governo.

A reação de Madri foi imediata. Em comunicado divulgado logo após o discurso, o Ministério das Relações Exteriores espanhol condenou as declarações do presidente argentino e acusou Milei de tentar interferir no debate político interno do país.

Segundo a diplomacia espanhola, é "indigno" que o dirigente argentino realize visitas ao país "com o único objetivo de tentar provocar um clima de polarização e violência entre espanhóis". O governo também afirmou condenar "firmemente os insultos e calúnias" dirigidos contra Sánchez.

A porta-voz do governo, Elma Saiz, cobrou respeito institucional ao chefe do Executivo espanhol e classificou como inaceitáveis as novas provocações vindas de Buenos Aires.

Durante sua intervenção, Milei retomou temas que se tornaram centrais em seu discurso político desde que chegou ao poder na Argentina, no fim de 2023. O presidente atribuiu aos partidos de esquerda a responsabilidade pelos problemas económicos enfrentados pela Europa e acusou o socialismo de promover estagnação económica em diversos países do continente.

Em uma das passagens mais agressivas do discurso, afirmou que a Espanha acolheu, ao longo das últimas décadas, milhares de argentinos que deixaram seu país para escapar da pobreza produzida pelo que classificou como "socialismo do século 21", acrescentando que os espanhóis atualmente sofrem sob um governo liderado por um "ditador".

A imigração também ocupou lugar de destaque em sua fala. Milei acusou o governo de Pedro Sánchez de estimular uma "invasão migratória" por razões eleitorais e citou como exemplo a crise migratória registada no fim de Julho em Ceuta, enclave espanhol no norte da África, que recebeu dezenas de milhares de migrantes vindos do Marrocos em um intervalo de poucos dias.

Segundo o presidente argentino, a combinação entre baixo crescimento económico e políticas migratórias permissivas colocaria a Espanha numa tragédia de decadência difícil de reverter.

As declarações aproximam Milei das teses defendidas pelo Vox, que transformou a imigração em um dos principais temas da campanha eleitoral e vem pressionando os conservadores do Partido Popular a adotar posições mais duras nessa área.

A visita do presidente argentino teve forte conteúdo político. Além de participar do fórum econômico, Milei programou encontros com dirigentes do Vox e com a presidente da Comunidade de Madri, Isabel Díaz Ayuso, uma das figuras mais influentes da direita espanhola.

Questionado sobre sua proximidade com lideranças conservadoras espanholas, ele não tentou esconder suas preferências. "Sou claramente amigo de Santiago Abascal e de Isabel Díaz Ayuso, e acredito que eles têm ideias saudáveis e positivas para tirar a Espanha da decadência", afirmou.

A declaração reforça uma relação política construída ao longo dos últimos anos entre Milei e setores da direita nacionalista europeia. Desde sua chegada à Casa Rosada, o presidente argentino realizou diversas viagens à Espanha, quase sempre participando de eventos ligados ao campo conservador ou à extrema direita.

O alinhamento ideológico entre Milei e o Vox, de extrema direita, tornou-se um aspecto permanente das relações entre os dois lados, alimentando críticas do governo espanhol e de partidos de esquerda.

Não é a primeira vez que declarações de Milei provocam atritos entre Buenos Aires e Madri. Em Maio de 2024, durante um evento organizado pelo Vox, o presidente argentino referiu-se à esposa de Pedro Sánchez, Begoña Gómez, investigada por suspeitas de tráfico de influência, como uma mulher "corrupta".

O episódio desencadeou uma grave crise diplomática entre os dois países.

Na ocasião, Sánchez afirmou que Milei não havia estado à altura da relação histórica e dos laços de amizade que unem Espanha e Argentina. Pouco depois, o governo espanhol decidiu convocar para consultas sua embaixadora em Buenos Aires, medida que representa um dos gestos diplomáticos mais duros antes da ruptura formal de relações.

A tensão só começou a diminuir meses depois, com a nomeação de um novo embaixador espanhol para a Argentina. Os acontecimentos desta quarta-feira indicam, porém, que as feridas diplomáticas permanecem abertas.

Enquanto Milei discursava em Madri, Pedro Sánchez respondeu de forma indireta. Pouco antes do início do evento, o primeiro-ministro publicou um vídeo na rede social X no qual afirmou sentir orgulho de ser "esquerdista", apropriando-se ironicamente de um termo frequentemente usado de forma pejorativa pelo presidente argentino epor dirigentes da extrema direita para atacar adversários políticos.

A troca de acusações ocorre quando a campanha espanhola entra em sua fase decisiva. As pesquisas apontam vantagem do Partido Popular sobre os socialistas, mas indicam que nenhum partido deve alcançar sozinho a maioria necessária para governar. Isso aumenta a importância do Vox na futura composição parlamentar e torna ainda mais relevante a disputa pelos eleitores indecisos. ANG/RFI/AFP

 

Comunicação Social/Ministro Abduramane Turé reafirma   “abertura total” do ministério  aos operadores privados do setor

Bissau, 22 Out 26 (ANG) – O ministro da Comunicação Social (MCS), Abduramane Turé, reafirmou quarta-feira, a total abertura do ministério que dirige aos operadores privado do setor, num quadro de legalidade, trasparência, em defesa do interesse público.

Segundo a página do Facebook do Ministério da Comunicação Social à que Agência de Notícias da Guiné (ANG) teve acesso, Abduramane Turé falava numa audiência  no seu gabinete de trabalho concedida  à uma delegação da DStv, composta pelo Diretor-geral do mesmo orgão Fallou Badiane, acompanhado do Glauco Ferreira, CEO da Pay TV para os países de língua portuguesa e responsável pelos pelos assuntos regulatórios regionais.

A mesma página acrescenta que a  delegação foi acompanhada por representante da Darling SARL, e que o encontro foi realizado no âmbito da visita de trabalho da delegação à Guiné-Bissau, de 20 à 24 de Outubro.

A visita serviu para a apresentação do projecto de desenvolvimento e expansão dos serviços do canal DSTV no país e troca  de informações sobre o enquadramento regulamentar aplicável e sobre as perspetivas de cooperação com as autoridades competentes.

“Foram igualmente abordadas as condições necessárias ao desenvolvimento sustentável dos serviços de televisão por assinatura na Guiné-Bissau, no estrito respeito pela legislação e pela regulamentação em vigor”, lê-se na página.ANG/LLA/ÂC//SG

 

Forças Armadas/Inspector-geral das Forças Armadas do Senegal encontra-se de vista ao país

Bissau, 22 Out 26 (ANG) – O ministro da Defesa, Stive Lassana Mansaly transmitiu quarta feira ao Inspector das Forças Armadas do Senegal Philipe Dia o interesse do governo guineense de reforçar a parceria estratégica-militar entre os dois países, particularmente nos domínios de formação e intercâmbios.

Segundo a página de Facebook das Forças Armadas, as duas individualidades estiveram reunidos quarta-feira, em Bissau, no âmbito de uma audiência que o ministro da Defesa concedeu ao Inspetor das Forças Armadas do Senegal que se encontra de visita de trabalho no país.

A parceria militar entre a Guiné-Bissau e o Senegal ,segundo o documento do Ministério da Defesa, centra-se na segurança fronteiriça, no combate ao crime organizado e na mediação política regional.

Em Agosto de 2026, os dois países acordaram patrulhas conjuntas ao longo da fronteira.

O Inspetor-geral das Forças Armadas do Senegal encontra-se de visita a Guiné-Bissau no âmbito das inspeções anuais realizadas ao Contingente Senegalês que integra a Missão de  Estabilização   e Segurança da CEDEAO no país.

DIA veio acompanhado de representantes de diferentes setores das Forças Armadas do Senegal. ANG/MSC/ÂC//SG

Educação/Guiné-Bissau participa no lançamento internacional dos resultados do PASEC 2024 em Dakar

Bissau, 22 Out 26 (ANG) - A Guiné-Bissau participa na cerimónia internacional de lançamento dos resultados da avaliação do Programa de Análise dos Sistemas Educativos (PASEC), 2024, que decorre nos dias 22 e 23 de Outubro,  em Dakar, Senegal, sob o lema «Aprender Juntos».


De acordo com a página de Facebook do Ministério da Educação Nacional, Ensino Superior e Investigação Científica, consultada pela ANG,
 o evento reúne responsáveis ministeriais, representantes da Conferência dos Ministros da Educação dos Estados e Governos da Francofonia (CONFEMEN), parceiros técnicos e financeiros, com o objetivo de apresentar e analisar os resultados da avaliação e reforçar os compromissos para a melhoria da qualidade da educação.

A nota salienta que a presença da delegação guineense constitui uma oportunidade para acompanhar os resultados, partilhar experiências e fortalecer as estratégias nacionais para a  melhoria das aprendizagens e  desenvolvimento do sistema educativo da Guiné-Bissau.

O Programa de Análise dos Sistemas Educativos (PASEC), foi criado em 1991 pela Conferência dos Ministros da Educação dos Estados e Governos da Francofonia (CONFEMEN), com o objectivo de avaliar a qualidade da educação nos países participantes.

Medir os conhecimentos dos alunos, sobretudo em leitura e matemática, identificar dificuldades de aprendizagem e factores que influenciam o seu desempenho, ajudar os Governos a melhorar as políticas educativas, o ensino e a formação dos professores, são entre outros objectivos do PASEC.

Jailson Cuino, quadro superior do Ministério da Educação e responsável nacional do PASEC chefia a delegação da Guiné-Bissau integrada por Braima Mané, correspondente da CONFIMEN na Guiné-Bissau e Amadu Uri Djaló, responsável para Comunicação deste ministério.

A cerimónia oficial de abertura do evento, será presidida pelo Presidente da República do Senegal, Bassirou Diomaye Faye. ANG/MSC/ÂC//SG

Comércio/Governo promete criar condições para transformação  dos produtos locais no país

Bissau,22 out 26 (ANG) – O Governo através do ministro do Comércio e Indústria,  comprometeu-se a trabalhar para promover a transformação dos produtos nacionais e criar condições para a realização de Feiras, destinadas à exposição e comercialização da produção local.

O compromisso foi anunciado, quarta-feira, pelo ministro do Comércio e Indústria Jaimentino Có,  na cerimónia de abertura de exposição, de quatros dias, dos produtos locais, alusivo as celebrações da 7ª  Edição do Mês do Consumo dos Produtos Locais, no espaço da União Económica e Monetária Oeste Africana (UEMOA), realizada sob o lema: “ Consumir localmente, factor de integração regional e de soberania económica da UEMOA face às mutações do comércio mundial”.

A exposição está patente na Rua Justino Lopes, no centro da cidade de Bissau,  entre os edifícios do Ministério dos Negócios Estrangeiros e dos Correios.

Na ocasião, o governante defendeu a necessidade de reforçar a transformação dos produtos nacionais como forma de contribuir para a redução da pobreza extrema no país.

Jaimentino Có  prometeu ainda diligenciar junto da Câmara Municipal de Bissau para encontrar um espaço destinado à realização de Feira de exposição de produtos locais na próxima edição da iniciativa, acrescentando que pretende trabalhar com o Governo para a institucionalização  da Feira Nacional de Produtos Locais.

O Encarregado de Programas  da Organização da Nações Unidas para a  Agricultura e Alimentação (FAO), Mário Reis destacou a importância do consumo local para a valorização dos agricultores, criadores, comerciantes e transformadores, considerando que esta prática contribui para criação de emprego, o aumento dos rendimentos familiares e a redução da dependência das importações.

Mário Reis salientou que a Guiné-Bissau dispõe de importantes recursos agrícolas, pesqueiros e florestais que devem ser valorizados através da transformação e da criação de oportunidades económicas.

Entre os produtos mencionados estão a castanha de caju, o arroz,  pescado, as frutas, o mel, os produtos hortícolas e o óleo de palma .

Apelou ao Governo para reforçar as políticas de apoio à produção nacional, à transformação agroalimentar, às infraestruturas rurais e ao acesso aos mercados. Para o sector privado pediu mais investimentos na transformação, conservação, embalagem e comercialização dos produtos nacionais.

Por sua vez, o representante residente da UEMOA na Guiné-Bissau, Aly Coulibaly, considerou que a compra de produtos transformados localmente constitui uma decisão económica que contribui para o fortalecimento das cadeias de valor regionais e para a criação de empregos.

Segundo Aly Coulibaly, o Mês do Consumo dos Produtos Locais, instituído em 2019, ultrapassou a dimensão de um evento comercial, tornando-se um espaço de reflexão sobre o desenvolvimento económico e a transformação estrutural das economias dos Estados-membros da organização.

Apelou aos consumidores para privilegiarem os produtos nacionais, numa perspectiva de reforço da produção interna, da integração regional e da soberania económica. ANG/LPG/ÂC//SG

Economia/ PAIFJ promove formação sobre procedimentos de aquisições do Banco Africano de Desenvolvimento(BAD)

Bissau, 22 Out 26 (ANG) - O Projeto de Apoio à Autonomização e Inclusão Financeira de Mulheres e Jovens nas Fileiras de Caju, Frutas e Legumes na Guiné-Bissau (PAIFJ) iniciou, quarta-feira, uma formação sobre os procedimentos de aquisições do Banco Africano de Desenvolvimento (BAD), no país.

A informação foi publicada na página do Ministério da Agricultura e Desenvolvimento Rural na Facebook, segundo a qual a formação, com duração de dois dias, visa reforçar os conhecimentos e as competências operacionais dos participantes na gestão de aquisições, promovendo uma melhor compreensão e aplicação dos procedimentos estabelecidos pelo BAD.

A iniciativa destina-se aos profissionais das Unidades de Gestão de Projetos (UGP) financiados pelo banco, às entidades de tutela e a outras instituições interessadas, com o objetivo de melhorar a capacidade técnica dos envolvidos na execução dos projetos.

Durante a sessão, Coumba Ndoffene Diouf apresentou o programa da formação, dando a conhecer os conteúdos e as principais etapas das atividades previstas.

O PAIFJ é tutelado pelo  Ministério da Agricultura e Desenvolvimento Rural e conta com o financiamento do Banco Africano de Desenvolvimento, instituição criada em 1964 para contribuir para o desenvolvimento económico e o progresso social dos países africanos.

A Guiné-Bissau tornou-se membro do Grupo BAD em 1975, tendo a instituição iniciado as suas operações e o apoio financeiro ao país em 1976.

O Banco apoia projetos em setores estratégicos, como infraestruturas, saúde, educação, energia e agricultura, procurando promover o desenvolvimento sustentável e contribuir para a redução da pobreza em África.

A formação pretende, assim, contribuir para o reforço das capacidades técnicas dos profissionais envolvidos na gestão dos projetos, favorecendo uma utilização mais eficiente e transparente dos recursos destinados ao desenvolvimento da Guiné-Bissau.ANG/MI/ÂC//
SG

Regiões/Lançada em Quinhamel a Organização Guardião de Paz na Guiné-Bissau 

Quinhamel, 22 Out 26 (ANG) – A Organização Guardião de Paz na Guiné-Bissau foi apresentada publicamente , quarta-feira, no Sector de Quinhamel, região de Biombo, Norte do país com a finalidade de mediar os conflitos existentes nas diferentes regiões.

Conforme o despacho do Correspondente da ANG para Região de Biombo, na ocasião a Coordenadora Regional desta Organização, Domingas Djú disse que o projeto foi criado há muito tempo e que já estava a operar  mas que só agora decidiram fazer sua apresentação pública .

“É uma estrutura criada para a Voz de Paz e tem como membros, o próprio Projeto Voz de Paz, a Liga Guineense dos Direitos Humanos, Fórum de Paz e a Rede Oeste- Africana para Edificação da Paz na Guiné-Bissau (WANEP-GB) ”, contou aquela responsável.

Por sua vez, a representante da Plataforma Juvenil da Região de Biombo, Licínia Rui Có justificou a criação desta organização com  a necessidade de se desenvolver campanhas de sensibilização para  pôr termo, por exemplo, aos conflitos  sobre posse de terra. ANG/MN/AALS/ÂC//SG

 

Regiões/Administradora de Fulacunda denuncia roubos e casos de violência sexual contra menores

Quinará, 22 Out 26 (ANG) – A Administradora do setor de Fulacunda, região de Quinara, sul do país, denunciou casos de roubos de painéis solares, assaltos a residências e estabelecimentos comerciais, bem como de violência sexual contra menores.

Cadidjato Só falava em  declarações à Agência de Notícias da Guiné (ANG),   à margem de um encontro inter-regional das  autoridades das regiões de  Quinara e Tombali sobre o roubo de cabos de alta tensão do projeto OMVG.

Aquela responsável apontou a falta de agentes de segurança e de meios de transporte como principais constrangimentos no combate à criminalidade.

Segundo Cadidjatu Só, o setor dispõe de apenas um posto avançado da Polícia, por isso  defende o reforço da presença policial em três secções para prevenir os crimes.

A administradora criticou a falta de responsabilização dos suspeitos denunciados pelas comunidades e apelou  maior intervenção das autoridades policiais e judiciais.

Cadidjatu Só apontou ainda a fraca colaboração entre os serviços do Estado e a administração setorial, a baixa produtividade, a reduzida oferta de produtos no mercado e a degradação das estradas e pontes, sobretudo durante a época das chuvas, como dificuldades que afetam o desenvolvimento do setor.

A responsável manifestou também preocupação com as denúncias de violência sexual contra menores, alegadamente envolvendo cidadãos nacionais e estrangeiros, e pediu às autoridades competentes que investigassem os casos e responsabilizassem os autores, nos termos da lei.

A administradora apelou à colaboração dos jovens e das comunidades com as autoridades, através de denúncias de atos ilícitos, e pediu a  participação de todos nas actividades de  desenvolvimento local. ANG/RC/JD/ÂC/
/SG

quarta-feira, 21 de outubro de 2026

   
Regiões/ Centro Materno-Infantil de Quinhamel regista fraca afluência de pacientes

Quinhamel, 21 Out 26 (ANG) – O médico e Director do Centro Materno-Infantil de Quinhamel, região de Biombo, disse que aquela instituição regista uma fraca afluência de pacientes, por causa da distância que separa os utentes da unidade sanitária.

Segundo o despacho do Correspondente da ANG na Região de Biombo, Edi Djeme falava em entrevista à ANG, e disse  que o centro presta assistência médica à adultos, crianças e mulheres grávidas, mas a distância constitui uma das dificuldades que condicionam a procura dos serviços de saúde.

O médico apontou as doenças respiratórias, nomeadamente a constipação, o paludismo, a febre tifoide e a diarreia entre os problemas de saúde mais frequentes na zona.

Relativamente à saúde materna, Djeme manifestou preocupação com o facto de algumas mulheres grávidas iniciarem as consultas pré-natais apenas entre o quarto e o quinto mês de gravidez, devido às dificuldades que enfrentam para se deslocarem ao hospital.

Quando questionado sobre a falta de comparência às consultas pré-natais, disse que algumas mulheres alegam que os maridos não lhes disponibilizam dinheiro para custear a deslocação à unidade sanitária.

O médico considera preocupante essa  situação, tendo em conta a importância do acompanhamento médico durante a gravidez para a saúde da mãe e do bebé. ANG/MN/MI/ÂC//SG