Macau/Comércio eletrónico pode reforçar vendas lusófonas para a China - Fórum de Macau
Bissau, 30 Out 26(ANG) - O secretário-geral do Fórum de Macau, Ji Xianzheng, disse hoje à Lusa que o comércio eletrónico pode ajudar os países lusófonos a vender ainda mais produtos no mercado chinês.
Mas
o líder do Fórum para a Cooperação Económica e Comercial entre a China e os
Países de Língua Portuguesa (Fórum de Macau) disse acreditar que este valor
pode aumentar ainda mais com recurso ao comércio eletrónico.
Ji
apelou aos estados lusófonos para "apanharem esta oportunidade oferecida
pelas novas tecnologias de Internet", que podem "ajudar a ultrapassar
as barreiras físicas e territoriais".
O
dirigente falava à margem do encerramento de um colóquio sobre comércio
eletrónico, que juntou em Macau durante duas semanas empresários e funcionários
dos governos de seis países de língua portuguesa.
Um
dos participantes, Renato Borges Ferreira Tomé, analista do Ministério do
Desenvolvimento, Indústria, Comércio e Serviços brasileiro, recordou que a
China é o principal parceiro comercial do Brasil desde 2015.
No
entanto, o dirigente disse à Lusa que "o mercado chinês é uma grande
economia e traz grandes oportunidades para o Brasil", mas que é essencial
"diversificar a pauta de exportação".
Tomé
sublinhou que o minério de ferro, soja e carne representam mais de metade das
exportações brasileiras para a China e apontou o comércio eletrónico como uma
via para "tornar o comércio mais equilibrado".
O
analista defendeu que o Brasil tem de "aprender a usar as
plataformas" para promover pequenos negócios e setores onde "o
potencial é enorme", como produtos alimentares com maior valor
acrescentado, vestuário e calçado.
Também
à margem do colóquio, Ji Xianzheng disse que a sétima Conferência Ministerial
do Fórum de Macau deverá acontecer entre Abril e Junho de 2027.
"Ficou
definido, de um modo geral, que a conferência se realizará no segundo
trimestre, embora as datas exatas ainda necessitem de ser definidas, em
coordenação com as agendas dos líderes dos países-membros", disse o
dirigente.
O
secretário-geral do Fórum de Macau acrescentou que a conferência irá seguir
"o formato definido em conjunto pela China e pelas nove nações
participantes", incluindo a duração de três dias.
A
data concreta para a realização da conferência deverá ser anunciada
oficialmente "por volta do fim do ano, uma vez que parte do nosso trabalho
preparatório está, neste momento, em curso internamente", disse Ji.
"Na
primeira metade de 2027, os nossos esforços estarão totalmente focados na
preparação da Conferência Ministerial", sublinhou, aos jornalistas, o
secretário-geral do Fórum de Macau.
Seis
conferências ministeriais foram realizadas no território, em 2003, 2006, 2010,
2013, 2016 e 2024 durante as quais foram aprovados Planos de Ação para a
Cooperação Económica e Comercial.
O
então ministro da Economia português, Pedro Reis, liderou a delegação de Portugal
na sexta conferência, em Abril de 2024, sublinhando na altura um foco no
reforço da internacionalização de empresas portuguesas para a China e mercados
lusófonos.
A
China estabeleceu a Região Administrativa Especial de Macau como plataforma
para o reforço da cooperação económica e comercial com os países de língua
portuguesa em 2003 e, nesse mesmo ano, criou o Fórum de Macau.
Além
do secretário-geral, o Secretariado Permanente do Fórum integra três
secretários-gerais adjuntos: o timorense Danilo Afonso Henriques (indicado
pelos países lusófonos), Xie Ying (nomeada pela China) e António Lei (nomeado
por Macau).
O
organismo integra, além da China, os membros da Comunidade dos Países de Língua
Portuguesa: Angola, Brasil, Cabo Verde, Guiné-Bissau, Moçambique, Portugal, São
Tomé e Príncipe, Timor-Leste e, desde 2022, Guiné Equatorial. ANG/Inforpress/Lusa

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