domingo, 30 de agosto de 2026

CAN 2027/Emiliano Té divulga lista de 50 pré-convocados com várias novidades

Bissau, 30 Ago 26(ANG) - O selecionador Nacional Emiliano Té divulgou no sábado,   a lista de 50 jogadores pré-convocados para representar a Seleção Nacional de Futebol no jogo da dupla jornada de qualificação para CAN 2027, contra as seleções da Tanzânia e  Nigéria, marcadas para o Setembro.

A lista divulgada, na página oficial do Facebook da Federação de Futebol da Guiné-Bissau (FFGB), é composta por seis guarda-redes, 16 defesas, 15 médios e 13 avançados, reúne  jogadores que atuam em diferentes campeonatos, com destaque para o campeonato português, que volta a ser a principal fonte de jogadores da seleção.

Entre os 50 pré-convocados estão também seis jogadores que atuam no Campeonato Nacional da Guiné-Bissau.

A chamada inclui ainda dez novidades, que passam a integrar a pré-convocatória da Seleção Nacional, e entre os novos nomes destacam-se Tcherno Djamanca, (FC Porto B/Portugal); Sana Fernandes, (Juve Stabia,/ Itália); Henri Lamine Mhammed, (SB Benfica/G.Bissau), João Sifina Monteiro, (São João de Ver/ Portugal), Vladimir António Mendes, (FC Canchungo/ G.Bissau), Etivaldo Mendes, (UDIB/ G.Bissau), El-Hadjai Mendy, (Nancy/França); Falou Mendy, (AS FAR Rabat/Marrocos), Danio Djassi, (Portimonense/ Portugal), Iaiá Manconi Danfa, (Borussia Mönchengladbach/Alemanha), e Abrão Té, (Cupelum FC)/ G.Bissau.

 A presença destes jogadores constitui uma das principais novidades da lista divulgada pelo selecionador Nacional, Emiliano Té, tendo em vista a dupla jornada de qualificação para o CAN 2027.

A Seleção Nacional da Guiné-Bissau inicia a sua campanha de qualificação para o CAN 2027 no dia 25 de Setembro, diante da Tanzânia, fora de casa, quatro dias depois, no dia 29 de Setembro, os Djurtus regressam a Bissau para receber a poderosa seleção da Nigéria, no Estádio Nacional 24 de Setembro.

A Guiné-Bissau está inserida no Grupo L, juntamente com as seleções da Nigéria, Tanzânia e Madagáscar. ANG/RSM

 

Referendo 30 de Agosto/Presidente da República de Transição apela aos guineenses para não permitirem o adiamento do seu futuro

Bissau, 30 Ago 26(ANG) – O Presidente da República e Transição pediu aos guineenses, principalmente os jovens para que nunca mais, permitissem que os seus futuros fossem adiados, e que votem “Sim” no Referendo deste domingo sobre Nova Constituição da República.

O apelo de Horta Inta-a foi feito hoje em declarações à imprensa, momentos depois de exercer o seu direito de voto, na Mesa de Assembleia de Voto número-02, Distrito Eleitoral-51, Circulo Eleitoral-25 no Bairro de Luanda em Bissau.

“Apelo à todos os guineenses, independentemente de cores partidárias, para votarem “Sim” em massa no Referendo da Nova Constituição da República da Guiné-Bissau”, disse.

O chefe de Estado frisou que o voto no Referendo não tem nada a ver com questões partidárias, disse que  é uma decisão popular que toca com o futuro país.

“Se estamos a caminhar e ao longo do percurso estamos sempre à tropeçar-se, devemos pura e simplesmente mudar de percurso e escolher o caminho  ideal”, disse Horta Inta-a.

Na ocasião, pediu aos guineenses, para que  reflectissem sobre o futuro do país, votando “Sim” no Referendo, e acrescentou que é a via ideal para acabar com sucessivas “guerrinhas políticas”, tanto na Assembleia Nacional Popular assim como  entre o Presidente da República e o Governo.

“É este o caminho que estamos a procurar, para que o Governo que vier a ganhar as eleições possa terminar  o seu mandato”, disse.

O Presidente da República de Transição disse que as constantes “guerrinhas políticas” constituem um dos fatores do atraso do país. “Nenhum  investidor vai meter o seu dinheiro num país com problemas”, disse.

“Por isso, peço aos guineenses para irem em massa votar, para não acatarem as ordens de um grupinho de pessoas que estão a pedir o boicote ao Referendo”, disse Horta Inta-a.

Os eleitores guineenses votam desde a 07H00no âmbito de um referendo sobre nova Constituição da República,  elaborada e aprovada pelo Conselho Nacional de Transição, órgão parlamentar criado na sequência do golpe de Estado de Novembro passado e que integra civis e militares.

A votação deve terminar as 17H00 em todo o território nacional e é organizada pela Comissão Nacional de Eleições. ANG/ÂC//SG

 

 

 

Política/ Eleitores guineenses, um total de 966.152, votam hoje no Referendo sobre Nova Constituição da República

Bissau, 30 Ago 26(ANG) -  Eleitores guineenses, um total de 966.152  estão a exercer os seus direitos de voto  neste domingo(30), em todo o território nacional,  no âmbito do Referendo sobre a entrada em vigor da nova Constituição da República.

São chamados a pronunciar-se sobre a questão colocada no boletim de voto, escolhendo entre “SIM” ou “NÃO”, de acordo com as regras estabelecidas para o processo.

A votação teve início as 07 horas da manhã e, até quase 11H00, a afluência às urnas apresentava-se reduzida em algumas zonas de Bissau, segundo constatações do . repórter da Agência de Notícias da Guiné(ANG), que percorreu algumas Assembleias de Voto do Círculo 25 concretamente no Bairro de Antula em Bissau para se inteirar do processo de votação.

O Presidente da Assembleia de Voto número 01, Distrito 11 do Circulo 25, Aureliano D. Rodrigues, disse à ANG que os eleitores estão a votar e conta-gotas.

Disse que, desde a abertura da Mesa, já votaram pouco mais de 40 eleitores numa previsão de 308 votantes.

Para  Florentino Armando Infanda, Presidente da Assembleia de Voto, número 01, Distrito 25, do Circulo Eleitoral 25, no Bairro de Antula, a afluência ás urnas até por volta das 11H30 era  fraca, tendo em conta que teriam votado apenas 35 eleitores num universo de 351 votantes. ANG/ÂC//SG

 

 

 

quinta-feira, 27 de agosto de 2026

Referendo 30 de Agosto/Forças de Defesa e Segurança de Oio iniciam  votação antecipada

Bissau, 27 Ago 26 (ANG) - As Forças de Defesa e Segurança da região de Oio, norte do país, iniciaram esta quinta-feira,  a votação antecipada no quadro do referendo sobre a  nova Constituição da República da Guiné-Bissau.

Segundo a Rádio Sol  Mansi, o exercício de votação decorre nas instalações da Comissão Regional de Eleições de Oio, sediada em Mansoa, tendo o processo decorrido dentro da normalidade, segundo a fonte.

A votação antecipada permite aos elementos das Forças de Defesa e Segurança exercerem o seu direito de voto antes da votação geral, prevista para domingo, 30 de Agosto.

Após o exercício do direito de voto, os agentes das Forças de Segurança, estarão disponíveis para desempenharem as suas funções de segurança durante o processo de votação  em diferentes localidades. ANG/RSM

Pescas/ Ministério retoma fornecimento  do pescado ao mercado nacional

Bissau, 27 Ago 26 (ANG) - O Ministério das Pescas e Economia Marítima deve, brevemente, retomar a fornecimento do pescado aos funcionários e ao mercado nacional à preços razoáveis.

De acordo com o Gabinete de Comunicação do Ministério das Pescas e Economia Marítima, a garantia foi dada pelo Director de Serviços de Mercados, Herculano Có, á margem da visita que o Director-geral da Pesca Industrial efectuou quarta-feira á Unidade de Conservação e Transformação do Pescado de Alto Bandim.

Herculano Có disse que tinham interrompido o fornecimento  de pescado há cerca de três semanas, devido a avaria da Câmara de Conservação da Unidade de Conservação e Transformação do Pescado de Alto Bandim, que fez com que grandes quantidades de peixes se estragassem.

Segundo este responsável, a situação da Câmara de Conservação do pescado de Alto Bandim já está ultrapassada e esta infraestrutura inclusive já está em condições de cumprir as orientações do Laboratório Nacional do Pescado sobre a conservação do pescado.

Có disse que já foram descarregadas 80 toneladas de peixes  que brevemente servirão para abastecer os mercados. ANG/JD/ÂC//SG

 

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                  Nepal/Mais de 1.300 desaparecidos  após enxurradas

 

Bissau, 27 Ago 26(ANG) – Equipas de resgate continuam hoje a procurar mais de 1.300 pessoas desaparecidas devido às enxurradas que atingiram a região fronteiriça entre o Nepal e a China, onde pelo menos 168 pessoas morreram.

 

De acordo com o mais recente balanço da Autoridade Nacional de Redução e Gestão de Riscos de Desastres do Nepal, pelos menos 165 pessoas morreram e 826 estão desaparecidas, numa altura em que se intensificam as operações nos distritos mais afectados de Nuwakot e Rasuwa.

 

Horas antes, as autoridades da China tinham elevado de 265 para 558 o número de desaparecidos no município de Shigatse, na região do Tibete, onde já foi confirmada a morte de três pessoas.

 

As encostas íngremes e os vales verdejantes situados abaixo da cordilheira dos Himalaias são particularmente vulneráveis a inundações e deslizamentos de terras, enquanto fenómenos meteorológicos extremos, como monções intensas e o degelo dos glaciares, tornaram-se mais frequentes devido ao aquecimento provocado pelas alterações climáticas de origem humana.

 

A região registou enxurradas semelhantes em agosto de 2025, quando um lago glaciar no Tibete transbordou devido às temperaturas elevadas. Nove pessoas morreram e infraestruturas essenciais, incluindo uma ponte que liga o Nepal à China, ficaram danificadas.

 

Imagens captadas por drone no Nepal mostraram estradas destruídas e edifícios soterrados por torrentes de água.

 

Os vales íngremes da região constituem importantes corredores económicos e de transporte, mas tornam-se particularmente vulneráveis em situações de catástrofe.

Imagens mostraram o que pareciam ser os segundos pisos de edifícios no distrito de Nuwakot, um dos mais afetados no Nepal, cobertos de lama após a passagem das águas.

 

Destroços ficaram presos em ramos de árvores e cabos, veículos foram soterrados e alguns sobreviventes, cobertos de lama, mostravam-se atordoados. As inundações interromperam as deslocações em algumas zonas.

 

As autoridades nepalesas tinham anteriormente indicado que 403 pessoas, incluindo 341 estrangeiros, estavam dadas como desaparecidas.

 

Sunil Sharma, porta-voz do organismo de turismo do Nepal, afirmou que entre os desaparecidos estavam 133 cidadãos indianos que participavam numa peregrinação ao monte Kailash, no Tibete, um local sagrado para os hindus.

 

Estavam também desaparecidos 47 cidadãos dos Estados Unidos, 34 da Austrália, 33 do Reino Unido e 24 do Canadá, segundo o responsável.

 

O Ministério dos Negócios Estrangeiros disse à Lusa que pelo menos dois cidadãos portugueses, um homem e uma mulher, estão entre os desaparecidos.

 

O Governo nepalês ainda não solicitou ajuda, mas a Austrália está a coordenar com o Nepal, as Nações Unidas, a Cruz Vermelha e outras organizações uma eventual resposta humanitária, acrescentou.

 

A cordilheira dos Himalaias atravessa vários países do sul da Ásia e alberga alguns dos picos mais altos do mundo e vários glaciares.

ANG/Inforpress/Lusa

 

 

Moçambique/Dívida Pública atinge 17,5 bilhões de dólares no primeiro semestre deste ano

Bissau, 27 Ago 26 (ANG) - A dívida pública total de Moçambique atingiu aproximadamente 1,120 mil milhões de meticais (17,5 mil milhões de dólares) no final de Junho de 2026, de acordo com o relatório de implementação intercalar do Plano Económico e Social e do Orçamento do Estado.

Entre Janeiro e Junho, os desembolsos de financiamento externo mobilizados para cobrir o déficit orçamentário totalizaram aproximadamente 12,5 bilhões de meticais (195 milhões de dólares).

No entanto, durante os primeiros seis meses do ano, a gestão da dívida pública não se limitou à mobilização de financiamento externo.

Para garantir o funcionamento do Estado e atender às suas necessidades de financiamento orçamentário, o governo também recorreu ao mercado financeiro interno, emitindo títulos de dívida.

A gestão da dívida pública no primeiro semestre de 2026 foi estruturada em torno de três eixos principais: a mobilização de financiamento externo, o recurso ao mercado interno através da emissão de letras e obrigações do Tesouro, bem como o pagamento dos vencimentos programados.

Essas operações permitiram ao Estado mobilizar os recursos necessários para suas necessidades, honrando ao mesmo tempo parte de seus compromissos financeiros já existentes.

Este desenvolvimento ocorre em meio a uma grave pressão sobre as finanças públicas. Em 2025, a dívida pública total de Moçambique representou 74,7% do produto interno bruto (PIB), num ano marcado por uma desaceleração da atividade económica, uma diminuição dos desembolsos de financiamento externo e uma maior dependência do mercado financeiro interno para financiar as necessidades do governo.

Em termos nominais, a dívida consolidada em aberto situava-se em aproximadamente 1,12 trilhão de meticais (US$ 17,5 milhões), o que dá uma ideia do peso da dívida pública do país no início de 2026. ANG/Faapa

    

 

    ONU/Guterres defende reformulação das operações de manutenção da paz

 

Bissau, 27 Ago 26(ANG) - O secretário-geral da ONU, António Guterres, considerou hoje "crucial" uma reformulação das operações de manutenção da paz das Nações Unidas, destacando que a proporção de conflitos resolvidos mediante acordos pacíficos é agora “a mais baixa em décadas”.

 

Ao apresentar aos Estados-membros, em Nova Iorque, o relatório da "Revisão sobre o futuro de todas as formas de operações de paz das Nações Unidas", Guterres frisou que essas missões ajudam a desarmar crises, a pôr fim a conflitos, a manter cessar-fogos e a proteger civis.

 

"Em terras marcadas pelo derramamento de sangue, criam espaço para o diálogo e abrem caminhos para a paz", enalteceu.

Desde o Camboja a El Salvador, de Timor-Leste à República Centro-Africana, entre muitos outros casos, as operações de manutenção da paz das Nações Unidas ajudaram a consolidar a paz, lembrou.

 

Contudo, face a um cenário geopolítico em constante transformação, o líder da ONU pediu que essas operações se adaptem novamente a "novas e dramáticas" realidades.

"Estamos a assistir a um ressurgimento de conflitos entre Estados. E uma intensificação dos conflitos internos — agora cada vez mais internacionalizados, mais prolongados e mais difíceis de resolver", afirmou.

 

"O número de conflitos está no nível mais elevado desde 1945. E o custo humano está a aumentar, com mais mortes relacionadas com batalhas nos últimos cinco anos do que nos 25 anteriores", sublinhou o antigo primeiro-ministro português.

 

Estes desenvolvimentos, notou, apresentam novos desafios e impõem novas exigências às operações de manutenção da paz da ONU.

 

A poucos meses de deixar a liderança da organização, Guterres anunciou hoje uma série de medidas para reformular a maneira como as operações de manutenção da paz são pensadas e utilizadas.

 

Em primeiro lugar, pediu um foco na diplomacia preventiva, na consolidação da paz e na resolução pacífica de litígios, assim como o fortalecimento dos bons ofícios do secretário-geral, dos seus enviados e do Secretariado.

 

Em segundo lugar, parcerias mais fortes com os Estados anfitriões; e, em terceiro, mandatos focados e adaptáveis, concentrando-se nas áreas em que detêm uma clara vantagem comparativa — particularmente na política e na segurança e, eventualmente, na proteção dos civis, caso exista esse mandato.

 

"Mas deixem-me ser claro: as operações de manutenção da paz só devem ser implementadas quando existe um acordo de paz ou, pelo menos, um cessar-fogo robusto em vigor. Não podemos manter a paz onde não há paz para manter", observou.

 

Em quarto lugar, defendeu uma clara divisão do trabalho entre todo o sistema das Nações Unidas e a comunidade internacional; em quinto, pediu operações mais ágeis, apoiadas por estruturas administrativas flexíveis, cadeias de comando claras e processos de planeamento e operacionais mais robustos.

 

Sexto, uma maior eficiência e uma gestão responsável dos recursos. Em sétimo lugar, defendeu a prontidão e capacidade tecnológica dessas missões, frisando a necessidade de acabar com a impunidade e com as exceções para com aqueles que atacam as forças de paz da ONU.

Por fim, apelou a parcerias globais-regionais mais fortes, dando como um "excelente exemplo" a colaboração entre as Nações Unidas e a União Africana.

 

"As operações de paz são, acima de tudo, instrumentos políticos. (...) Exorto os Estados-membros a basearem-se nesta revisão quando considerarem opções para adaptar as operações de manutenção da paz da ONU", instou Guterres.

 

"Precisamos de nos adaptar a um mundo em transformação. E juntos, precisamos de encontrar a vontade — e os recursos — para trilhar caminhos rumo à paz", concluiu.

 

António Guterres assumiu a liderança da ONU em janeiro de 2017, tendo sido reconduzido para um segundo mandato de cinco anos, que termina no final deste ano. ANG/Inforpress/Lusa

 

EUA/Como o acordo bilionário da Meta vai mexer com a rotina online de adolescentes

Bissau, 27 Ago 26 (ANG) - O grupo Meta, dona do Instagram e do Facebook, concordou em pagar mais de US$ 17 bilhões em indemnizações financeiras, após ter sido acusado por quase 30 estados americanos em defesa da saúde mental dos adolescentes.

O grupo afirma estar empenhado em mudar a sua estratégia digital nos Estados Unidos, que consiste em captar a atenção dos mais jovens e mantê-los nas plataformas o maior tempo possível.

O acordo concluído na quarta-feira (26) com 51 estados e territórios americanos visa enfrentar o vício dos jovens em redes sociais. Os principais resultados dos processos entrarão em vigor apenas nessas jurisdições, após serem validados por um juiz federal.

Vários dispositivos de proteção, solicitados por profissionais de saúde, passarão a ser adotados. Dentro de seis meses, as contas de jovens de 13 a 17 anos nos territórios em questão serão bloqueadas da meia-noite às 6h (hora local), à exceção das mensagens.

As notificações serão silenciadas das 22h às 7h e durante o horário escolar. 

Os adolescentes terão um limite de uso de duas horas por dia no Instagram e no Facebook combinados. Mensagens e vídeos longos, de pelo menos 22 minutos, não contam.

Filtros que imitam cirurgia estética serão banidos e um feed não personalizado pelo algoritmo será oferecido em até quatro meses. De acordo com a Meta, os adolescentes americanos passam em média uma hora por dia no Instagram.

Se tivesse que escolher uma das medidas planejadas pela Meta, Darja Djordjevic, psiquiatra e especialista em interações em mídias digitais em Stanford, escolheria a de curtidas em publicações de adolescentes. O Instagram irá desativar este sistema de validação para menores de 18 anos, que tem efeitos profundos.

“Elas criam muita insegurança e ansiedade, ligada à validação nas redes sociais das suas fotos e dos seus comentários”, explica Darja Djordjevic. A psiquiatra ressalta que as curtidas – ou não – também provocam depressão. “Eles estão sempre se comparando com os outros e isso leva a efeitos depressivos.”

Darja Djordjevic insiste ainda na importância de o feed ser preenchido com conteúdos adaptados à idade dos utilizadores – medida que a Meta se recusa a tomar. “Precisamos muito moderar o algoritmo, que deve ser muito diferente para um utilizador de 12 anos em relação ao de um utilizador de 25 anos”, insiste a psiquiatra.

A Meta também tem um ano para implementar um sistema de verificação de idade. Uma nova conta sem verificação de idade após 14 dias será tratada como uma conta de adolescente. 

Para menores de 13 anos, banidos da plataforma por lei federal, a Meta deve presumir que a conta denunciada é de criança, salvo prova em contrário, e desenvolver um modelo de detecção dentro de um ano. A questão de saber se a Meta violou esta lei permanece sem resposta: o acordo é “agnóstico” neste ponto, reconheceram os Estados na audiência.

Este acordo se aplica apenas aos Estados Unidos e, esclareceu a Meta, não afeta em nada outros lugares. Tampouco cobre as milhares de reclamações de famílias e distritos escolares no Novo México e na Flórida, que continuam com seus processos.

A decisão agora coloca sob pressão os principais concorrentes da Meta: Snap, TikTok e YouTube. Se eles se submeterem às mesmas obrigações – por acordo ou por lei, estado por estado –, o bloqueio noturno se estenderá das 22h às 7h e o limite diário cairá para uma hora por aplicativo, durante dez anos em vez de cinco.

Dos US$ 17 bilhões que a Meta está disposta a pagar para encerrar os processos, US$ 5 bilhões dependem destes “atores-chave da indústria” se alinharem pelo menos com os compromissos assumidos pelo Facebook e o Instagram. Da mesma forma, restrições adicionais para jovens de 13 a 17 anos (uma hora por dia por aplicativo) só entrarão em vigor se seus concorrentes também as adotarem. 

A pressão judicial é óbvia: “Tivemos discussões com o TikTok sobre a nossa queixa”, disse um dos líderes da coligação de estados, o procurador-geral da Califórnia, Rob Bonta, à imprensa na quarta-feira. “Também temos mantido contato com outros membros da indústria, mas não quero falar sobre o conteúdo”, limitou-se a dizer. 

“Espero que Snapchat, TikTok e YouTube leiam os sinais e cheguem a acordos semelhantes”, comentou a procuradora-geral do Havaí, Anne Lopez. 

A Meta, alvo número 1 no vasto litígio contra as redes sociais nos Estados Unidos, exige agora que os seus concorrentes sigam o seu exemplo: este quadro “só funcionará se todos os nossos pares se juntarem a nós”, afirmou o seu diretor jurídico, C.J. Mahoney, pedindo para o TikTok e o YouTube que o apliquem “sem demora”.

A investigação mostra, segundo Darja Djordjevic, que as redes sociais também podem ser benéficas para os laços sociais, mas desde que os utilizadores e as suas famílias assumam o controle. ANG/RFI

 

 

   Etiópia/África vai formar e reter três milhões de profissionais de saúde até 2035

 

Bissau, 26 Ago 26(ANG) - Os ministros da Saúde africanos adotaram hoje um plano que compromete formar, empregar e reter mais de três milhões de profissionais da área no continente até 20235, com o objetivo de "fortalecer os sistemas de saúde" no continente.

 

“A África comprometeu-se coletivamente em transformar um dos pilares fundamentais dos seus sistemas de saúde”, declarou o diretor regional da Organização Mundial da Saúde (OMS) para África, Mohamed Yakub Janabi, na 17.ª sessão do Comité Regional da organização para o continente, que está a realizar-se esta semana na capital etíope, Adis Abeba.

 

Segundo Janabi, ao adotar a Agenda Africana para a Força de Trabalho em Saúde 2026-2035, os “estados-membros reconheceram que a formação de profissionais de saúde é apenas o começo”. 

 

O responsável sublinhou que é também necessário criar oportunidades, apoiar e melhorar as condições dos profissionais.

 

Este plano também procura fortalecer os mercados de trabalho dos sistemas de saúde africanos “por meio de um melhor planeamento, educação, emprego e retenção”.

 

A agenda “exige investimentos coordenados para garantir que os países tenham a força de trabalho competente, motivada e bem apoiada necessária para atender às crescentes necessidades de saúde” do continente africano, enfatizou a agência das Nações Unidas.

 

 

 

Os centros de saúde em África enfrentam falta de pessoas, estimando-se que um milhão de profissionais de saúde qualificados estejam desempregados, um problema que afeta particularmente os recém-formados, de acordo com a OMS. 

 

Em diversos países de África, mais de metade dos enfermeiros, médicos e parteiras recém-formados não conseguem encontrar emprego logo após a graduação.

 

Esta realidade, segundo a OMS, demonstra “a necessidade urgente de uma melhor coordenação na formação de profissionais de saúde com a criação de empregos, o financiamento sustentável e o planeamento a longo prazo”.

 

Para colmatar esta lacuna, seria necessário um investimento adicional entre quatro e seis dólares (entre 3,43 e 5,14 euros) por pessoa anualmente, o que geraria “benefícios económicos e sociais significativos”, uma vez que cada dólar (cerca de 86 cêntimos de euro) investido em pessoal de saúde pode gerar um retorno de até 10 dólares (cerca de 8,57 euros).

 

“Estes dados reforçam a ideia de que investir em profissionais de saúde não é apenas uma prioridade para a saúde, mas também um investimento inteligente para o futuro da África”, concluiu a OMS.

 

Os ministros chegaram a este compromisso após um êxodo crescente para o norte global nos últimos anos de profissionais de saúde africanos em busca de novas oportunidades diante da falta de recursos, das más condições de trabalho e da escassez de empregos nos seus países.

 

A reunião de Adis Abeba, que se estende até sexta-feira, também ocorre quando há cortes drásticos na ajuda internacional impostos pelos Estados Unidos e vários países europeus desde o ano passado, que colocaram em risco a saúde e a vida de milhões de pessoas em todo o mundo, especialmente em África. ANG/Inforpress/Lusa

 

Referendo 30 de Agosto/Presidente de República apela participação massiva e ordeira dos cidadãos eleitores no processo de votação

Bissau, 27 Ago 26 (ANG) - O Presidente de República de Transição apelou, quarta-feira aos cidadãos eleitores para participarem  massiva e ordeiramente no processo de votação no referendo nacional previsto para o próximo domingo(30).

Em mensagem a Nação, Horta Inta-a diz que  participar na votação da Nova Constituição é uma forma de cada cidadão assumir a sua responsabilidade cívica.

“Votar é fazer ouvir a nossa voz. Por isso, peço  a participação massiva e ordeira de todos os cidadãos eleitores neste importante exercício democrático com a finalidade de promover o bem da Nação guineense”, apelou o Chefe de Estado da Guiné-Bissau.

Sublinhou que o referendo constitucional é uma oportunidade para cada cidadão exercer, de forma livre, consciente e responsável, o seu direito de participar na construção do futuro da Guiné-Bissau.

“No dia 30 de Agosto, vote por uma etapa, pelo reforço das instituições e por uma Guiné-Bissau estável, unida e confiante no futuro”, referiu Horta Inta-a.a nova Constituição substitui a de 1996 e apresenta como uma das principais inovações o reforço do poder presidencial, considerado pelo Conselho Nacional de Transição(atual parlamento) essencial para a estabilização política do país. ANG/AALS/ÂC//SG

 

 

Desporto/”Moção de confiança não apaga a responsabilidade criminal de má gestão de Caíto Teixeira na FFGB,” diz Dembó Sissé  

Bissau, 27 Ago 26 (ANG) – O ex- presidente da Liga Guineense dos Clubes de Futebol (LGCF) Dembó Sissé, defendeu, quarta-feira, que a Moção de Confiança, recentemente, aprovado  pelos Clubes de Futebol a favor ao  Presidente da Federação de Futebol da Guiné-Bissau Carlos Alberto Mendes Teixeira (Caíto), não apaga a responsabilidade criminal da má gestão deste na instituição.

Em entrevista exclusiva à Rádio África FM, à que Agência de Notícias da Guiné (ANG) teve acesso, Dembó Sissé denunciou que, alguns dirigentes e clubes de futebol estariam a ser alvos de retaliações, por defenderem posições contrarias à atual liderança da FFGB.

Sissé disse que os clubes de futebol são os principais protagonistas de toda a situação atual que o setor enfrenta.

“São os mesmos que, há dias, apresentaram uma moção de confiança ao Caíto Teixeira, no entanto, devem saber que essa iniciativa não o iliba das suas responsabilidades criminais relativamente as acusações da má gestão dos fundos da FFGB”, afirmou.

Dembó Sissé apela  aos responsáveis políticos para que não interfiram nos trabalhos das autoridades judiciais, e acusa ao  Teixeira, de “manipulação”, alegando que este  deve responder à justiça, por alegadas irregularidades relacionadas com a gestão dos fundos destinados ao desenvolvimento do futebol nacional.

Dembó Sissé ainda persiste na defesa de seu mandato na Liga Guineense de Clubes de Futebol, e diz que é o legítimo presidente da instituição.

No passado sábado (22), os clubes da 1ª e 2ª divisão aprovaram num congresso da FFGB uma moção de confiança ao  Carlos Alberto Mendes Teixeira (Caíto), na liderança da FFGB.ANG/LLA//SG