terça-feira, 26 de setembro de 2023

Saúde/Enda Santé capacita membros da Plataforma das ONGs em matéria de abordagem sobre a “Estigma e Descriminações” em respostas sanitárias

Bissau,26 Set 23(ANG) – A ONG Enda Santé Guiné-Bissau, inicia hoje em Bissau, uma ação de capacitação dos atores da Plataforma das ONGs que trabalham no setor da saúde, em matéria de abordagem das questões de “Estigma e Descriminação” em respostas sanitárias.

Em declarações à imprensa, à margem de abertura do evento, o Diretor Nacional da Enda Santé disse que, a formação que igualmente está a decorrer em vários países incluindo a Guiné-Bissau se realiza  no âmbito de um projeto denominado “Um olhar interno e externo” (FILO).

Mamadú Aliu Djaló disse  q
ue o projeto significa abordar as questões ligadas à estigma e descriminação nas respostas sanitárias, sobretudo em grupos com alguns problemas e dificuldades relacionadas ao VIH/Sida com a taxa de prevalência alta.

Aquele responsável sustentou que muitas pessoas nessas situações recusam frequentar os serviços de saúde, porque  sentem que são  descriminadas ou estigmatizadas pelos profissionais de saúde.

“Essa formação vai permitir colocar, não só os profissionais de saúde na sala, bem como as populações que se sentem vítimas da descriminação por parte dos profissionais de saúde, para, em conjunto, abordarem as melhores formas de encontrar  respostas sanitárias”, frisou.

Segundo o  Diretor Nacional da Enda Santé a formação se destina aos profissionais de saúde da Guiné-Bissau e aos grupos vulneráveis da população, nomeadamente os usuários de drogas, pessoas com VIH/Sida, ex.prisioneiros entre outros.

“Esperemos que depois dessa formação sejamos capazes de melhorar  a nossa qualidade de serviços prestados  e que se consiga reduzir as  barreiras ligadas ao estigma e descriminação, e aumentar a frequência da população nas estruturas de saúde”, salientou Mamadú Aliu Djaló.

No curso que decorre entre os dias 26 e 29 do corrente mês, os participantes irão abordar temas sobre “questões ligadas a estigma e descriminação”, “tratamento específico para cada grupo da população”, “respeito à ética nos serviços de saúde” entre outros temas.ANG/ÂC//SG

 


Finanças
/Ministro Seidi recebe plano que visa impulsionar acesso aos serviços financeiros nacionais

Bissau, 26 Set 23 (ANG) - O ministro da Economia e Finanças,Suleimane Seidi recebeu, esta terça-feira, o documento intitulado “Estratégia Nacional de Inclusão Financeira”, que prevê a mobilização de mais de 29 biliões de francos CFA, nos próximos cinco anos (2023 à 2027) .

A informação foi enviada à Agência de Notícias da Guiné pelo Gabinete de Assessoria de Imprensa do Ministério da Economia e Finanças(MEF), após a apresentação do documento ao ministro.

De acordo com o Gabinete de Assessoria do MEF, a Estratégia Nacional de Inclusão Financeira é um plano que visa impulsionar o acesso aos serviços financeiros, em todo o território nacional, visando a promoção do desenvolvimento socioeconómico e melhoria da qualidade de vida das populações.

“O referido plano foi elaborado pelo Comité Nacional de Acompanhamento e Implementação da Estratégia Nacional de Inclusão Financeira que define como alvos, as populações rurais, pequenas e médias empresas, pessoas com baixo nível da educação financeira, entre outros”, refere o documento.

Pretende-se com a  inciativa atingir  até 90 por cento da população  com mais de 15 anos de idade.

Segundo o Gabinete de Assessoria de Imprensa, o ministro da Economia e Finanças desejou que o plano beneficiasse  jovens formados , de modo a gerar mais riquezas para o país, tendo  sublinhado que a estratégia permite as "populações excluídas do sistema" se acederem aos serviços financeiros do país.

A Estratégia Nacional de Inclusão Financeira foi elaborada graças a intervenções técnicas e financeiras do Governo, Banco Central dos Estados da África Ocidental (BCEAO) e o Programa das Nações Unidas para o Desenvolvimento (PNUD.

Presentes na cerimónia de entrega  do plano da Estratégia Nacional de Inclusão Financeira  ao Ministro Seidi, estiveram a Directora Nacional do BCEAO, Zenaida Lopes Cassamá, os Secretários de Estado do Orçamento e Assuntos Fiscais, Augusto Menjur, do Tesouro, António Monteiro e do Plano e Integração Regional, Mussubá Canté. ANG/AALS/ÂC//SG

 

 Comércio/ Braço-de-ferro entre padeiros e governo sobre preço do pão

Bissau, 26 Set 23 (ANG) - O Governo ameaça encerrar as padarias por incumprimento da medida de redução do preço de pão de 200fcfa para 150fcfa, anunciada em Conselho de Ministros, há duas semanas.

Os proprietários das padarias recusam produzir e vender o pão a 150 francos CFA.

A decisão do governo de baixar o preço da farinha de trigo e, consequente reduzir o preço do pão entrou em vigor no domingo, (24), mas os padeiros tradicionais decidiram boicotar a produção para protestar contra esta medida governamental.

Em protesto contra a decisão do governo , os padeiros tradicionais que não anunciaram  o fim da reivindicação, suspenderam desde domingo as suas produções e a maioria das famílias não pude comprar pão.

O ministro do Comércio, João Handem convocou de emergência os importadores da farinha de trigo, os padeiros tradicionais, industriais e a Associação dos Consumidores, e  ordenou o fecho das padarias violadoras.

 "A ordem é de encerrar imediatamente os estabelecimentos e confiscar todos os produtos. No meu bairro, se não vender pão, eu mesmo vou encerrar os estabelecimentos", declarou.

Enquanto se procura por uma solução para este braço de ferro, a falta de pão na capital Bissau, abastecida maioritariamente pela produção tradicional, está a ser colmatada pelos padeiros industriais.

A Associação dos Padeiros Tradicionais da Guiné-Bissau assinou, recentemente, com o governo um acordo que permitiu baixar o preço da farinha de trigo, de 29.000 francos CFA para 24.600 francos  e a redução do  preço do pão, de 200 para 150 francos CFA. ANG/RFI


Senegal/Avião que se despenhou no Mali transportava soldados do grupo Wagner

Bissau, 26 Set 23 9(ANG) – O avião que se despenhou no sábado durante uma aterragem em Gao, no norte do Mali, pertence ao exército maliano e transportava soldados do grupo paramilitar russo Wagner, disseram  fontes militares e dos bombeiros locais.

O acidente está envolto em grande secretismo e não foram divulgados números oficiais nem de vítimas mortais ou de eventuais sobreviventes, sabendo-se, porém, que alguns dos passageiros ficaram feridos.

Mas o balanço humano e material é elevado, disse à agência noticiosa France-Presse (AFP) uma fonte aeroportuária e outra diplomática, sem dar mais pormenores sobre o número de vítimas, garantindo, todavia, que a grande maioria dos sobreviventes pertence ao grupo paramilitar de mercenário Wagner.

“O avião que se despenhou pertence ao exército maliano e posso confirmar que a aeronave estava numa missão em Gao com parceiros”, disse à AFP um responsável militar maliano.

“Hoje, os investigadores regressaram ao terreno. No sábado à noite, os feridos brancos foram transportados por outro avião para um destino desconhecido”, assegurou uma fonte aeroportuária, embora outros tenham sido assistidos medicamente em Gao.

“Quando os sobreviventes chegaram ontem [sábado] a Gao, eram quase exclusivamente soldados russos da Wagner”, assumiu uma fonte próxima do corpo de bombeiros, que solicitou anonimato.

As causas do acidente ainda são desconhecidas, mas um porta-voz do exército alemão, ainda presente em Gao no âmbito da missão das Nações Unidas no Mali (Minusma), afirmou que o avião deve ter ultrapassado a pista, de acordo com as informações de que dispunha ao início da tarde de sábado.

O avião despenhado é, adiantou, um “modelo IL-76 de fabrico russo”.

O aeroporto militar de Gao é utilizado pelo exército maliano, pelos seus parceiros russos e pela Minusma.

A junta no poder no Mali afastou a força anti-jihadista francesa em 2022 e a força da ONU em 2023, para se virar militar e politicamente para a Rússia. Afirma ter recorrido aos serviços de “instrutores” no âmbito da cooperação bilateral com a Rússia e nega a presença do Wagner, embora a existência de mercenários do grupo de segurança russo seja geralmente aceite por outros atores que trabalham no Mali.

O acidente ocorreu num contexto de tensões crescentes entre os diferentes atores armados da região e o exército maliano.

Desde agosto, as regiões de Timbuktu e Gao têm sido palco de uma série de ataques contra posições do exército e civis.

O exército e os grupos armados lutam pelo controlo do território, numa altura em que a Minusma se retira.  ANG/Inforpress/Lusa

 

 

França/Presidente Macron anuncia o regresso do seu embaixador e retirada das suas tropas do Níger

Bissau, 26 Set 23 (ANG) - O Presidente Francês Emmanuel Macron, em entrevista domingo à noite, anunciou a sua decisão de retirar as tropas francesas do Níger e também de fazer regressar à França o seu embaixador.

A decisão surge depois de dois meses de braço-de-ferro entre Paris e a junta militar que pouco depois de tomar o poder em Niamey,, em finais de Julho ordenou a expulsão do embaixador Sylvain Itté e reclamou a saída dos cerca de 1500 militares franceses que se encontram no país, no âmbito da luta contra o terrorismo.

Há ainda uma dezena de dias, o Presidente francês recusava fazer regressar a França o seu embaixador no Níger, Sylvain Itté, argumentando que tinha sido "feito refém" pelas novas autoridades do Níger. Paris tem, até agora, recusado reconhecer a legitimidade dos militares golpistas do CNSP que tomaram o poder no Níger em finais de Julho.

"A França decidiu fazer regressar o seu embaixador. Por conseguinte, nas próximas horas, o nosso embaixador, juntamente com vários diplomatas, vão regressar à França e pomos fim à nossa cooperação militar com as autoridades do Níger porque já não querem lutar contra o terrorismo. Ela vai ser organizada no tempo, nas próximas semanas, mas é o fim desta cooperação, porque não estamos aí para participar na vida política, para sermos de alguma maneira os reféns de golpistas. Os militares vão voltar de forma organizada, nas semanas e nos meses vindouros. Aí, vamos concertar-nos com os golpistas porque queremos que isto se faça de forma calma, até ao final do ano", declarou Emmanuel Macron.

De acordo com fontes próximas do dossier, a situação do embaixador e dos restantes funcionários da embaixada tinha-se tornado insustentável. Desde da retirada da sua imunidade, no passado dia 29 de Agosto, Sylvain Itté vivia recluso dentro da embaixada, com as forças de segurança do Níger a vigiar e a bloquear o edifício.

Para além de ter cortado a internet da embaixada, a junta militar também impedia a visita de diplomatas de outros países, controlava a entrada de comida e revistava sistematicamente cada veículo que chegasse. 

Reagindo à decisão de Emmanuel Macron, a presidência do Níger deu conta da sua satisfação e declarou que isto marca uma "nova etapa para a soberania" do país e que se trata de "um momento histórico que traduz a determinação e a vontade do povo do Níger".

Refira-se ainda que, nestes três últimos 3 anos, a França retirou as suas tropas de três outras antigas colónias, o Mali, a República Centro-Africana e o Burkina Faso a pedido das respectivas autoridades desses países. Na região do Sahel, a França conserva agora apenas mil militares no Chade. ANG/RFI

 

            Brasil/Jornalistas russos exilados enfrentam futuro incerto

Bissau, 26 Set 23 (ANG) - Mais de 18 meses depois de a Rússia ter iniciado sua invasão em larga escala à Ucrânia, a mídia independente russa praticamente “desapareceu”.

Muitos jornalistas russos fugiram do país e agora trabalham do exílio em países como Alemanha, Geórgia, Lituânia e Quirguistão, dentre outros. Adaptando-se à sua nova realidade, esses repórteres e redações enfrentam um futuro incerto para a mídia independente russa.

Na semana passada, o ICFJ recebeu três jornalistas russos exilados para discutir como eles deixaram a Rússia, seu trabalho no exterior e os desafios de segurança e censura que seguem enfrentando atualmente. Sara Fischer, repórter sênior da Axios, moderou o painel.

"A opressão da mídia russa estava acontecendo antes da guerra começar. Nós vivenciamos essa repressão nas nossas vidas pessoais anteriormente e agora os líderes mundiais podem vê-la", diz L*, que atualmente vive na Alemanha. "Todos nós estamos enfrentando punições criminais no nosso país."   

A seguir estão outros pontos que os jornalistas discutiram sobre seu trabalho no exílio: 

Imediatamente após a Rússia invadir a Ucrânia, em fevereiro de 2022, jornalistas independentes se apressaram para fugir do país. Aqueles que ficaram foram presos ou tiveram suas redações fechadas por não seguirem a linha do Kremlin na cobertura da guerra. 

"Quando a invasão começou, ninguém sabia quais regras seguir. Nossa equipe não sabia se estava segura", diz Z*, administrador de um canal anônimo no Telegram que divulga notícias para audiências russas a partir do exterior. 

G*, que hoje vive na Lituânia, explica como a mudança de sua redação para o exílio aconteceu em três ondas. Depois do início da invasão, os diretores seniores da redação foram os primeiros a sair do país. "Naquele momento, nosso site era o principal canal de conexão com a audiência e ele havia sido bloqueado pelos serviços russos de censura. Parte da nossa equipe, incluindo eu, decidiu se mudar para Istambul; depois, eu fui para a Lituânia porque já tínhamos estabelecido antes uma base legal no país", diz.

A segunda onda aconteceu em maio de 2022, em resposta aos rumores segundo os quais Putin iria anunciar em breve uma mobilização para alistar mais homens no exército. Isso forçou o veículo de G a realocar a maioria de seus funcionários homens no exterior.

De outubro a dezembro de 2022, o veículo começou a terceira onda. A empresa deu a todos os funcionários que permaneceram no país a escolha de se mudar para Montenegro, país membro da OTAN que não faz fronteira com a Rússia. Os funcionários que decidiram continuar na Rússia se tornaram freelancers anônimos – e não mais empregados – para garantir sua segurança. 

Embora os jornalistas digam que se sentem mais seguros no exterior do que se tivessem ficado na Rússia, as ameaças continuam. "Eu me sinto seguro porque não assino meu nome no que eu edito", diz L, apesar de observar que "nós sabemos que houve três envenenamentos de jornalistas russos na Alemanha."

A Rússia persegue a mídia independente por meio de leis repressivas, particularmente aquelas relativas a agentes estrangeiros e organizações indesejáveis. Jornalistas que escrevem para uma organização considerada "indesejável" podem facilmente ser presos por causa de seu trabalho, enquanto veículos e jornalistas classificados como "agentes estrangeiros" estão sujeitos a auditorias onerosas e a requisitos de classificação que drenam recursos.

Por isso, jornalistas no exílio mantêm anônimos os colegas que ainda estão na Rússia para protegê-los. "Se nossos jornalistas estão na Rússia, gostaríamos de continuar dando cobertura ao trabalho deles e mantê-los fora da prisão", diz L. "Anonimizar os repórteres é frustrante, é triste. Não é o que nos orgulha, mas é como podemos continuar trabalhando." 

A necessidade do anonimato, explica Z, levou muitos jornalistas a escreverem para o seu canal no Telegram. "Tivemos a oportunidade de os jornalistas trabalharem, ganharem dinheiro, não serem censurados, mas de forma anônima. É bom para eles; eles não vão ser reconhecidos como agentes estrangeiros nem como organização indesejável." 

Mas essa abordagem tem suas desvantagens. "Jornalistas são pessoas ambiciosas e às vezes eles se frustram quando divulgam um texto que ganha 100.000 visualizações e ninguém sabe quem é o autor", diz Z.

Veículos no exílio também deixam suas fontes no anonimato para permitir que elas falem livremente. Por exemplo, G diz que, no privado, muitos oligarcas discordam da guerra, mas não dizem isso em público. "A elite russa está dividida, mas não quer mostrar que está dividida", diz. "Nós temos fontes que concordam em falar se as mantivermos anônimas. O nosso problema com isso é verificar os fatos." 

Tendo em vista o pouco que restou da mídia na Rússia, até mesmo discutir o curso da guerra pode ser um convite à censura. "Você não pode falar nada em desacordo com o que o Ministro da Defesa diz. Por exemplo, se você fizer uma matéria sobre Bucha, vai ser criminalizado e punido com seis anos de prisão", diz G. "É classificado como notícia falsa e você pode ser criminalmente processado."

Alguns editores no país evitam cobrir a guerra como um todo. Em contraste, veículos exilados não são forçados a se autocensurarem", explica G. "Nós mostramos que você pode cobrir a pauta mais importante da década, mas você precisa sair da Rússia, porque nesse caso você consegue trabalhar."

Jornalistas que trabalham no exílio têm dificuldade para romper a propaganda e censura do Kremlin. "Já chegamos ao máximo de pessoas que pudemos e não conseguimos encontrar novos leitores", diz L. "Todas as pessoas que se opõem à guerra estão lendo a gente e aquelas que não se opõem, que apoiam Putin, elas simplesmente não têm a chance de ler nossas publicações."

Jornalistas russos não podem mudar a opinião de todas as pessoas a respeito da moralidade da invasão, mas isso não significa que o trabalho deles não tenha impacto, acrescenta L.

"Não é missão do jornalismo fazer as pessoas considerarem a guerra uma ameaça se elas pensam que a invasão é uma coisa boa. Nosso trabalho é informar o que está acontecendo", diz L. "Nós trabalhamos pelo futuro do jornalismo social – não só a guerra, mas suas implicações sociais e impacto na Rússia."

A relativa liberdade com a qual jornalistas exilados podem trabalhar é o benefício mais bem-vindo da realocação no exterior. 

"Antes da guerra, até mesmo jornalistas independentes sabiam das regras do jogo. Muitos jornalistas independentes tentaram seguir as regras, mas depois da guerra ninguém as segue mais. Ficou impossível segui-las", diz Z.  

"Não há mais limites para os jornalistas independentes." ANG/IJNET(Rede de Jornalistas Internacionais)

 

 

           Suíça/OMS diz que há 24 países com surtos de cólera ativos

Bissau, 26 Set 23 (ANG) – A Organização Mundial da Saúde (OMS) alertou há dois anos para o ressurgimento de surtos de cólera e que até agora há 24 países com surtos ativos, alguns dos quais registam uma crise grave.

Embora os dados disponíveis para a OMS sejam insuficientes, os casos notificados em 2022 duplicaram os de 2021, e os dados deste ano confirmam que a recuperação continua em todo o mundo.

Países como o Afeganistão, Camarões, República Democrática do Congo (RDCongo), Malaui, Nigéria, Somália e Síria registaram, cada um, mais de 10.000 casos suspeitos e confirmados, representando um aumento tanto nos surtos como na sua dimensão.

A doença é uma infeção intestinal que se espalha através de água e alimentos contaminados com fezes e está intimamente relacionada com o subdesenvolvimento devido à falta de água potável e de instalações sanitárias, condições que são agravadas por eventos climáticos extremos, como inundações, secas ou ciclones.

A procura por materiais anti-infecciosos fez com que o Grupo de Coordenação Internacional (GIC), que gere o fornecimento de emergência de vacinas, suspendesse a vacinação de duas doses para utilizar apenas uma.

Por seu lado, a OMS ajuda estes países na vigilância da saúde pública, na gestão de casos e em medidas de prevenção, na entrega de material médico essencial, na coordenação de mobilizações no terreno com os parceiros e no apoio à comunicação de riscos e à participação comunitária.

A OMS solicitou também 160,4 milhões de dólares (cerca de 150,7 milhões de euros) ao plano estratégico global de preparação e resposta, além de libertar 16,6 milhões de dólares (15,6 milhões de euros) do Fundo de Contingência da Organização Mundial da Saúde para Emergências. ANG/Inforpress/Lusa

 

           Nigéria/PR exige resgate rápido de estudantes sequestrados

Bissau, 26 Set 23 (ANG) - O Presidente da Nigéria, Bola Tinubu, ordenou às forças de segurança do país que se apressem a resgatar as mais de 30 pessoas, incluindo estudantes, sequestradas no noroeste do país, na sexta-feira.

"Não há justificação moral para cometer crimes tão hediondos contra vítimas inocentes, cujo único 'crime' foi procurar educação de qualidade", disse Ajuri Ngelale, porta-voz do Presidente nigeriano, num comunicado divulgado pela imprensa local no domingo.

O Presidente reiterou ainda a determinação do seu Governo em "proteger todos os cidadãos nigerianos e, em linha com este compromisso, garantir às famílias dos estudantes raptados que nenhum esforço será poupado para garantir o seu regresso em segurança".

Tinubu também prometeu mais esforços para "garantir" que as "instituições educacionais" estejam "completamente livres dos atos e ameaças dos terroristas".

O ataque, feito por um grupo ainda não identificado de homens armados, aconteceu sexta-feira, antes do amanhecer, na localidade de Sabon Gida, em Zamfara, numa universidade e em três residências para estudantes.

Este foi o primeiro rapto em massa de estudantes do sexo feminino, desde que Tinubu chegou ao poder com a promessa de acabar com os graves problemas de segurança da Nigéria.

O exército nigeriano confirmou posteriormente à agência de notícias EFE o resgate de seis dos estudantes, após intensa perseguição por parte das forças de segurança.

Alguns estados da Nigéria - especialmente no centro e noroeste do país - sofrem ataques incessantes por parte de grupos criminosos que cometem assaltos em massa e sequestros para exigir grandes resgates.

A esta insegurança soma-se a causada desde 2009 pelo grupo fundamentalista islâmico Boko Haram no nordeste do país e, a partir de 2016, pelo Estado Islâmico na província da África Ocidental, um grupo que se separou do Boko Haram. ANG/Angop

 

Sudão/Propagação de dengue está a ser “catastrófica” e causa centenas de mortes no país

Bissau,26 Set 23(ANG) – A dengue e a diarreia aguda estão a aumentar “a um ritmo alarmante”, causando “centenas de mortes”, no Sudão, onde a guerra forçou o encerramento de 100 hospitais, alertaram, segunda-feira, médicos que pedem que se contenha a propagação.

O estado mais afetado é Gedaref, na fronteira com a Etiópia, onde “a velocidade de propagação da dengue é catastrófica” e já provocou “centenas de mortes e milhares de casos de contaminação”, alertou o Sindicato dos Médicos do Sudão.

A estação das chuvas no Sudão, marcada todos os anos pela propagação de epidemias de malária e de dengue, é ainda mais devastadora este ano, após mais de cinco meses de guerra entre os dois generais no poder em Cartum.

“A situação é particularmente complicada para as crianças doentes, porque enquanto algumas são hospitalizadas, a maioria é tratada em casa”, declarou um médico da região.

Amal Hussein, um residente de Gedaref, disse à agência noticiosa France-Presse (AFP) que, “em cada casa, há pelo menos três pessoas doentes com dengue”, uma doença transmitida por mosquitos que provoca febres altas e hemorragias, que podem ser fatais se não forem devidamente tratadas.

Em El-Facher, a capital do Darfur do Norte, “foram registados 13 casos de malária numa semana”, de acordo com o Ministério da Saúde.

Em Cartum, “três pessoas morreram de diarreia aguda” entre as “14 hospitalizadas só no domingo” no bairro de Hajj Youssef, no leste da capital, afirmou o comité de resistência do bairro.

“Tomem precauções para evitar o contágio”, apelou o comité que organiza a entreajuda entre os habitantes desde que os dois generais no poder entraram em guerra, a 15 de abril.

O conflito causou a morte de 7.500 pessoas, segundo uma estimativa, milhões de deslocados e refugiados, e pôs fim a um sistema de saúde que já era insuficiente há décadas num dos países mais pobres do mundo.

Dezenas de hospitais foram bombardeados ou ocupados por combatentes, e os stocks das instalações ainda em funcionamento estão agora esgotados ou foram saqueados.

Mesmo antes do início da guerra, um em cada três sudaneses tinha de caminhar, em média, mais de uma hora para encontrar um centro de saúde e apenas 30% dos medicamentos essenciais estavam disponíveis.

ANG/Inforpress/Lusa

 

 

segunda-feira, 25 de setembro de 2023

Dia da Independência/Presidente da ANP promete retornar o sector de Boé no lugar que merece

Bissau,25 set 23(ANG) – O Presidente da Assembleia Nacional Popular(ANP), prometeu retornar o sector de Boé no lugar que merece e dignificar os combatentes da  liberdade da pátria.

Domingos Simões Pereira falava na sessão especial comemorativa dos 50 anos da proclamação da independência do país, cujo acto central foi realizado no sector de Boé, região de Gabú, leste do país.

Na ocasião, o líder do parlamento, prometeu definir uma pensão mínima aos veteranos de luta de libertação nacional.

“A referida pensão já está aprovada na Lei e publicada há vários anos e que estabelece uma pensão mínima à combatentes da liberdade da pátria, portanto é um direito adquirido e pensamos que deve ser implementado o mais rápido possível”, salientou.

O líder do parlamento, frisou que, as dificuldades infraestruturais devem servir de uma alerta, pelo facto de que, se continuarmos a dizer que o sector de Boé é muito distante, é porque estamos a medir a distância à partir de Bissau e não ao contrário.

Por sua vez, o primeiro-ministro Geraldo João Martins prometeu construir ponte para a travessia do rio Tchetche, no sectior de Boé,  até o final da presente legislatura.

Geraldo Martins afirmou ainda que, a barcaça recentemente colocada no rio Tchetche para assegurar a travessia das pessoas e viaturas durante as celebrações dos 50 anos da independência, vai permanecer ali, até quando houver uma nova embarcação.

O Parlamento realizou uma sessão especial para a celebração dos 50 anos da independência e que serviu igualmente para assinalar a primeira assembleia constituinte da ANP, que se realizou a 23 de setembro de 1973, culminando com a proclamação unilateral da independência da Guiné-Bissau a 24 de setembro de 1973, na voz do lendário General – Presidente, João Bernardo Vieira.

A repórtagem da Televisão da Guiné-Bissau(TGB), ouviu opiniões dos responsáveis do sector de Boé, que foram unànimes em afirmar que aquela localidade foi votada ao esquecimento.

Abduramane Djaló, responsável do PAIGC em Boé disse que, a celebração dos 50 anos de independência deve servir de uma reflexão profunda e na perspectiva de fazer uma rotura com o passado.

“Isso significa que, não devemos estar a lembrar, os actores dos erros e começarmos a pensar daquui para a frente e trabalharmos para melhorar tudo o que está mal”, aconselhou.

Para o  enfermeiro chefe, responsável do Centro de Saúde de Ludjadjol, Olívio Masal, o sector depara-se com emensas dificuldades de acesso rodoviário e por isso, as populações enfrentam grandes em chegar ao Centro de Saúde.

Disse que, os pacientes são transportados de motorizadas das povoações mais longíguas até ao Lugadjol no sector de Boé, numa distância de  12 quilómetros, devido a falta de ambulâncias para evacuação dos doentes.

A parteira Leonílde Nadilé, disse que uma jovem grávida com anemia de 6.7, está internada naquele Centro e que precisa de uma evacuação para o Hospital de Gabú hà três dias sem sucesso.

Frisou que, se a situação não for resolvida a paciente corre risco de perder a vida.ANG/ÂC

 

domingo, 24 de setembro de 2023


Dia da Independencia
/”Celebrar os 50 anos da independência tem de contemplar também um momento de reflexão sobre percurso do país”, aconselha o PR

Bissau,24 set 23(ANG) – O Presidente da República aconselhou aos guineenses, que a celebração dos 50 anos da independência Nacional tem de contemplar também um momento de reflexão.

Umaro Sissoco Embalo em mensagem à Nação por ocasião do Dia da Independência do país que se celebra hoje, 24 de setembro, disse que, a data impõe-se, na verdade, que façamos uma reflexão sobre o percurso que foi feito pala Guiné-Bissau: o que já fizemos, o futuro que queremos construir e, sobretudo o legado que queremos deixar às gerações vindouras.

O chefe de Estado frisou que, como se percebe, nesta sua Mensagem à Nação – que é apenas o primeiro ato das Comemorações que vão ter o seu ponto alto no próximo mês de novembro -, não vou fazer esse balanço político, económico e social das cinco décadas do Estado guineense”, salientou.

“Hoje vou limitar-me à uma descrição sucinta da projeção externa que o nosso país atingiu, tratando-se de uma área estratégica na ação do Estado, mas que, infelizmente, foi a mais desvalorizada nas últimas décadas”, sublinhou.

Umaro Sissoco Embalo, disse que, nos últimos pouco mais de três anos, a Guiné-Bissau realizou uma transformação profunda na sua política externa e, em conformidade com essa nova linha de rumo, a diplomacia guineense alcançou sucessos notáveis, sucessos esses que foram amplamente reconhecidos no seio da comunidade internacional.

“Junto dos nossos parceiros bilaterais e multilaterais, em África e no mundo, a Guiné-Bissau ganhou visibilidade positiva, alargou o âmbito das suas opções diplomáticas, foi capaz de mostrar utilidade nesse exercício de “dar e receber” que, como é sabido, é próprio de uma diplomacia lúcida e atenta aos interesses nacionais que representa”, afirmou.

Embaló salientou que na verdade, consolidaram relações diplomáticas antigas, alargaram o âmbito das relações, fizeram novos amigos, promoveram novas e promissoras parcerias económicas e culturais. “Enfim, melhoramos consideravelmente a nossa dimensão externa, aliás, sempre muito importante para configurar o desenvolvimento económico que queremos ter”, frisou.

“A Guiné-Bissau presidiu pela primeira vez a Conferência dos Chefes de Estado e de Governo da Comunidade Económica dos Estados da África Ocidental (CEDEAO, 2022-2023). Dentro de dois anos, vamos presidir a Conferência dos Chefes de Estado e de Governo a Comunidade dos Países de Língua Portuguesa (CPLP). Presidimos a Aliança dos Líderes Africanos contra a Malária. Recebemos Chefes de Estado e de Governo de muitos países amigos. Fomos recebidos por nossos homólogos em diversos países com os quais reforçamos laços de amizade e cooperação”, disse.

O Presidente da República frisou que, nos 50 anos da nossa independência, é difícil encontrar um paralelo comparável, um período que tivesse sido diplomaticamente mais fecundo do que este que estamos a considerar, compreendido entre 2020 e 2023.

“Enquanto Presidente da República reitero, em nome do povo guineense, os nossos agradecimentos aos Representantes do Corpo Diplomático pela cooperação dos seus Governos com a Guiné-Bissau. Estendo os nossos agradecimentos ao conjunto das Organizações Internacionais, que têm sido parceiras incontornáveis no esforço que fazemos para desenvolver a Guiné-Bissau”, sublinhou.

A Assembleia Nacional Popular assinala os 50 anos da independência do país, com a realização de uma Sessão Especial no local onde foi proclamada a independência em Boé, sob lema”caminhos da Constituição de Boé para o mundo”.ANG/ÂC

sexta-feira, 22 de setembro de 2023

                                                  COMUNICADO

 

A Direção da Agência de Notícias da Guiné(ANG) vem por este meio informar à todos os que visualizam as  páginas do órgão através do blogue www.angnoticias.blogspot.com de que já dispõe de um sítio próprio para o efeito – www.ang.gw. Informa que , assim que tudo estiver afinado, vai passar a usar apenas o www.ang.gw para  divulgação dos seus despachos, pondo fim a divulgação simultânea nas duas plataformas.

Bissau, 21 de Setembro de 2023

 O Diretor de Informação

Ângelo da Costa

Economia/Preços das moedas para sexta-feira, 22 de setembro de 2023

MOEDA

COMPRAR

OFERTA

Euro

655.957

655.957

dólares americanos

611.500

618.500

Yen japonês

4.115

4.175

Libra esterlina

752.000

759.000

Franco suíço

676.750

682.750

Dólar canadense

453.000

460.000

Yuan chinês

83.500

85.000

Dirham dos Emirados Árabes Unidos

165.500

168.500

 Fonte:BCEAO


50 anos da Independência/Ordem dos Advogados diz ser momento certo para refletir sobre  impacto desse meio século no país

Bissau,22 Set 23 (ANG) – O  Bastonário da Ordem dos Advogados da Guiné-Bissau disse que  é chegado o momento certo para refletir e avaliar o impacto dos 50 anos das (nossas) vidas como cidadãos e instituições.

O apelo  de Januário Pedro Correia foi publicada na página oficial da organização na Facebook, por ocasião da celebração dos 50 anos da independência da Guiné Bissau.

Disse que já passaram meio século da mais importante conquista, da  liberdade,  dignidade,  autodeterminação e da  identidade do povo guineense mas que, até ao momento, permanecem   péssimos registos, com sensações de que o país retrocedeu no espaço e no tempo.

O bastonário da Ordem dos Advogados diz que  os ideais da independência foram atrofiados  assim como  a esperança dos cidadãos no novo Estado e Guiné melhor, porque  tudo ficou por fazer em todos os sentido e alcance do Estado: administração, cidadão, democracia, liberdade, garantias fundamentais, segurança, saúde, educação, infraestruturas, economia, justiça ….

“Foram 50 anos, nada se fez e o sonho se desfez, em que vivenciamos testemunhos autêntica miragem do conceito da existência do Estado instituição do bem comum e não da sociedade de grupo de amigos, companheiros e de parceiros”, lamentou.

Januário Correia criticou o facto de se continuar a reclamar por um Estado com instituições fortes e consolidados, pontuado em defesa dos direitos humanos, da democracia plural, da liberdade de expressão, da justiça prestativa, credível, acessível, próxima, célere, transparente e justa ao longo dos 50 anos.

“Pois foram 50 anos sem justiça assente nas instituições judiciárias fortes, credíveis, independentes, sem quaisquer interferências políticas, e ao serviço do cidadão e do Estado de Direito Democrático, sustentou o Bastonário da Ordem dos Advogados.

Acrescentou que foram 50 anos marcados por constantes instabilidades políticas e institucionais, de sucessivos abusos de autoridade do Estado e atrocidade contra os direitos fundamentais dos cidadãos, vedados da educação de qualidade, do abandono absoluto dos cidadãos do campo em todos os sentido da existência humana.

O Bastonário da Ordem dos Advogados ainda criticou que foram  50 anos de  desapontar  os anseios dos quadros nacionais qualificados, ignorados e sem oportunidade de contribuírem para o desenvolvimento do país, à semelhança do que se verifica noutras latitudes.

A Guiné-Bissau celebra no próximo domingo(24) os 50 anos de independência e o ato oficial  das  celebrações terá lugar em Lugadjol, em Boé, Leste do país, palco da proclamação da independência nacional do jugo colonial, em 1973, na voz do então presidente da Assembleia Nacional Popular, João Bernardo (Nino) Vieira. ANG/LPG//SG



                Pescas /Governo doa pescados aos parceiros sociais

Bissau, 22 Set 23 (ANG) O Governo, através do Ministério das Pescas e Economia Maritima, doou hoje mais de 20 toneladas de pescado à instituições parceiras sociais ,nomeadamente o Hospital Nacional Simão Mendes,a Aldeia de Crianças SOS,Caritas ,Guarda Nacional e a Marinha de Guerra Nacional.

Em declarações à imprensa, o Secretário-geral do Ministério das Pescas disse que no quadro do protocolo de acordo com a República Popular da China,  uma parte de capturas deve ser  descarregada no país para venda nos mercados nacionais e as receitas devem  reverter-se  para o Tesouro Público.

Domingos António Tubento frisou que tendo em conta as dificuldades do país, o Governo decidiu privilegiar  as  camadas mais desfavorecidas dando-lhes parte dessa descarga de pescado.

O responsavel avisou que essa doação não deve ser vendida no mercado e pediu a  vigilância de todos.

“Os beneficirios já estão a receber os pescados e decidiu-se facturar os mesmos apesar de serem ofertas, por  questão de transparência e necessidade de registo da quantidade doada e dos beneficiários, para efeitos de controlo.

Segundo Tubento, foram fornecidos  49 toneladas de pescado e parte dessa remessa será vendida na zona Leste: Bafatá e Gabu, áreas de escassez de peixes.

“O Governo vai fazer de tudo para abastecer o mercado nacional e quando o conseguir o preço do pescado vai baixar, em cumprimento das promessas eleitorais relacionadas a melhoria da dieta alimentar dos guineenses”, disse Tubento. ANG/MS
C//SG