quarta-feira, 27 de setembro de 2023

Política/Presidente da República anuncia recandidatura para as próximas eleições presidenciais

Bissau, 27 Set 23 (ANG) – O Presidente da República anunciou a sua recandidatura para as próximas eleições presidenciais prevista para novembro de 2025, assumindo que será o vencedor das mesmas logo na primeira volta.


Umaro Sissoco Embalo falava aos jornalistas no aeroporto internacional Osvaldo Vieira, ao regressar da 78a sessão da Assembleia Geral das Nações Unidas, que decorreu em Nova Iorque.

O Chefe de Estado revelou na ocasião a sua intenção de iniciar a “Presidência Aberta” no próximo mês para inteirar-se das dificuldades que o povo enfrenta, sobretudo nas regiões, para depois reportá-las ao governo para, juntos, encontrarem soluções.

Sobre as celebrações dos 50 anos da independência da Guiné-Bissau, que se assinalou no passado dia 24 de setembro, na sua ausência , disse que todos ouviram a sua mensagem à   Nação  nesse dia.

Alguns analistas criticam que o chefe de estado pretende com a sua ausência alterar a data de independência ao determinar que as festividades de 24 de Setembro fossem feitas a 16 de Novembro, dia de fundação das forças armadas guineenses.

“Aliás ninguém, mas ninguém mesmo pode mudar a data da independência da Guiné-Bissau. As festividades foram sim proteladas para dia 16 de Novembro, porque não se pode festejar o Dia da  Independência debaixo da chuva”, disse Umaro Sissoco Embaló.

O chefe de Estado acrescentou que o Dia Nacional é festejado com paradas militares e outras atividades alusivas aos 50 anos da independência.

Acrescentou que é preciso que os seus homólogos assistissem as celebrações do Dia da Independência nacional, casos de Angola e Turquia, que já confirmaram suas presenças nos festejos no dia 16 de Novembro próximo, Dia da Forças Armadas.

Na ocasião o Presidente da República informou que, em breve, o Governo da Turquia vai oferecer a Guiné-Bissau duas embarcações de fiscalização marítima, que serão entregues a Marinha de Guerra Nacional.

Falando de sua estada em Nova Iorque, Umaro Sissoco Embaló   disse que  manteve um encontro com Joe Biden, e que  abordaram vários assuntos, nomeadamente questões relacionadas com a problemática do Paludismo considerado como uma das principais causas da morte em África.

“Encontrei-me ainda com o Presidente da Correia do Sul, e debatemos muitos assuntos de cooperação, com destaque para a construção de um hospital de referência e o apoio ao sector da agricultura”, disse Umaro Sissoco Embalo.

Revelou que foi convidado pelo seu homologo Sul-coreano para visitar a Seul, e que a data para o efeito vai  ser tratada ao nível dos   Ministérios dos Negócios Estrangeiros dos dois países.

O Chefe de Estado  voltou a falar da situação dos  suspeitos da alegada tentativa do golpe de Estado de 01 de Fevereiro do ano passado, tendo os acusados de tentar assassiná-lo. “Não   podemos continuar nesta situação, aliás ninguém tem o direito de matar outra pessoa”, disse acrescentando:

 “Estas pessoas foram financiadas por alguns políticos e todos os que estão na prisão são reincidentes, porque participaram no assassinato do ex-Presidente da República, João Bernardo Vieira. O que aconteceu no dia 01 de Fevereiro não é tentativa, mas sim um assassinato”.

O Presidente da República criticou o aparecimento da Carta do Tribunal Militar endereçada a ministra do Interior e Ordem Pública nas redes sociais.

A carta em causa deu conta de que o Tribunal Militar Superior solicitou a ministra Adiatu a transferência dos detidos da Segunda Esquadra para as prisões da Base Aérea, em Bissau.

ANG/LPG/ÂC//SG

50 anos de Independência/Primeiro-Ministro promete tirar Madina de Boé do isolamento em que se encontra

Bissau 27 Set 23 (ANG) – O chefe do Governo prometeu  que até ao fim da presente legislatura  o Executivo  vai construir uma ponte sobre o Rio TcheTche com o objectivo de tirar Lugadjol (Madina de Boé) do isolamento em que se encontra.

Geraldo Martins fez esta promessa, em Madina de Boé,  berço da independência do país, durante uma sessão especial comemorativa dos 50 anos da proclamação da independência do país, cujo ato oficial teve lugar  no sector de Boé, região de Gabú, leste do país, no domingo(24).

Disse que o Governo vai intervir ainda na  área da saúde e educação em resposta as solicitações da população local .

de acordo com algumas preocupações das populações local, ou seja, são aspectos que fazem parte do Programa de Emergência do Governo .

Martins diz serem preocupações enqquadradas no Programa de Emergência do Governo, que ainda prevê  intervenções  pontuais para a melhoria da estrada que liga Tchetche à  Madina de Boé.

 “O que se  quer a médio prazo é vir a ter estradas com melhores condições.De momento,o que se está a fazer passa por tornar as estradas transitáveis”, disse.

Martins referiu que, provisoriamente, foi colocada uma pequena embarcação para a atravessia do rio Tchetche, mas que, assim que for possível outra embarcação de maior capacidade será ali colocada .

“Com esta ação foi dado o primeiro passo no sentido de tirar  Lugadjol e toda a região de Boé de isolamento em que se encontra, com base no plano do governo, que consiste em criar outras infraestruturas incluindo a construção da ponte sobre o Rio TcheTche até ao final desta legislatura”, reiterou.

Os 50 anos de independencia foram marcados pela realização de uma sessão especial da ANP que consistiu  na reconstituição da Assembleia constituinte do parlamento guineense, que culminou com a proclamação unilateral da independência nacional do jugo colonial, em Lugadjol, Madina Boé,Leste do país, a 24 de Setembro do 1973, na voz do ex-presidente João Bernardo (Nino)Vieira.

Boé se situa a mais de 300 quilómetros de Bissau numa zona montanhosa que faz fronteira com a Guiné-Conacri. Para além das dificuldade de acesso á essa localidade, as suas populações entrentam dificuldades relacionadas a falta de água, comunicações,infraestruturas de ensino e saúde. ANG/MSC/ÂC//SG

CEDEAO/Cabo Verde/ vai acolher Fórum de Energia Sustentável  “para uma África Ocidental mais verde”

Bissau, 27 Set 23 (ANG) – O Centro para as Energias Renováveis e Eficiência Energética da CEDEAO (CEREEC) realiza de 12 a 13 de Outubro a oitava edição do Fórum de Energia Sustentável da CEDEAO (ESEF 2023), na Cidade da Praia.

Sob os auspícios do gabinete do primeiro-ministro, o fórum serve como uma plataforma vital para representantes governamentais, organizações internacionais, líderes do sector privado, universidades, sociedade civil e investidores se envolverem em discussões significativas e partilharem os seus conhecimentos sobre os desafios energéticos urgentes que a região enfrenta.

“Em cada edição, o ESEF atrai um vasto leque de ‘stakeholders’, incluindo chefes de Estado, ministros, líderes de instituições financeiras e organizações de desenvolvimento, e o sector privado, para discutir e colaborar em soluções de energia sustentável para a região”, refere uma comunicação do CEREEC.

Com o objetivo de impulsionar a inovação, a colaboração e o intercâmbio de conhecimentos, o evento está programado para influenciar o panorama do sector energético na África Ocidental nos próximos anos.

De acordo com o diretor executivo do CEREEC, Francis Sempore, citado na nota, o ESEF sublinha o seu compromisso de promover soluções de energia sustentável que abordam os desafios e oportunidades únicas na África Ocidental.

Ao reunir diversas partes interessadas, pretende-se fomentar a colaboração e a inovação, conduzindo a região, em última análise, para um futuro energético mais sustentável e resiliente, uma vez que um dos elementos fundamentais do fórum é incentivar o investimento.

O Centro organiza o fórum de forma a conectar as partes interessadas com potenciais investidores, promovendo oportunidades de financiamento para projetos de infraestrutura verde que se alinham com os objetivos de energia da região, convicto que projetos de energia sustentável requerem investimentos substanciais.

“Outro pilar fundamental do Fórum está relacionado com a promoção de políticas e quadros regulamentares, essenciais para orientar a transição para a energia sustentável. O Fórum servirá de plataforma para discutir recomendações políticas que apoiem um ambiente propício à inovação energética, à concorrência no mercado e ao envolvimento do sector privado.

O evento enquadra-se na Semana de Transição Energética da África Ocidental, que está a ser organizada em parceria com o Ministério da Indústria, Comércio e Energia, que inclui também a realização da quarta Feira Internacional de Energias Renováveis e Eficiência Energética de Cabo Verde (FIEREE), que vai ser realizado de 12 a 14 de Outubro próximo, na FIC, cidade da Praia. ANG/Inforpress

 

Ensino/Presidente da CONAEGUIB exorta  Ministério da Educação a se focalizar no essencial

Bissau, 27 Set 23 (ANG) – A Presidente da Confederação Nacional das Associações  Estudantis da Guiné-Bissau (CONAEGUIB), exortou o Ministério da Educação Nacional, Ensino Superior e Investigação Ciêntifica a se focalizar no essencial, que diz ser a  “garantia da aprendizagem e ativação  plena de todos os serviços vitais do setor”.

Rosália Djedju falava, terça-feira, na cerimónia da abertura do ano letivo 2023/2024, realizada sob o lema " Resiliência e Confiança para Uma Educação de Qualidade", na presença do Primeiro-ministro, do ministro da Educação Nacional, Ensino Superior e Investigação Cientifica e demais personalidades e organizações ligadas ao setor do ensino.  

Disse que quando se  fala  de garantir aprendizagem contínua, quer dizer, garantir o acesso à escola à todas as crianças em idade escolar e jovens,visto que é um dos direitos fundamentais, mas diz que , realmente, tem sido difícil assistir tudo isso no setor  educativo guineense.

A líder da Conaiguib sublinhou que, embora seja dada a abertura ao ano lectivo que transmite uma confiança reservada de que haverá  aulas, o desafio maior será garantir a aprendizagem contínua aos alunos e estudantes, sem que haja grandes interrupções, que ao longo dos oito anos letivos na Guiné-Bissau foi algo impossível, visto que, durante esses anos a educação foi perturbada por séries de paralizações .

Djedju sublinhou que, dar início ao ano letivo convida à toda a comunidade educativa para uma reflexão profunda sobre a educação que tem durante todo esse tempo, e do tipo de serviços que tem prestado como sendo parte importante do sistema educativo.

Sublinhou que  essa reflexão vai ajudar a projetar e ter um ano letivo diferente, pelo positivo, dos anos  já passados, porque o sistema da educação da Guiné-Bissau precisa de ações e execuções de toda a organizaçào técnica e administrativa inserida no quadro legal que regula o setor .

Disse ter a certeza que a organização que têm,  pode sem dúvidas, alavancar o sistema educativo, acrescentando que os professores só podem ser produtivos se o Estatuto de Carreira Docente tiver  total aplicabilidade.

Aquela responsável, referiu que o ano lectivo 2023/2024 coincidiu com a comemoração dos 50 anos da independência e o que o fato deu  uma responsabilidade acrescida à todos os membros do governo, em especial ao ministro da  Educação Nacional, Ensino Superior e Investigação Cientifica, considerando que a educação é setor chave para alavancar o desenvolvimento que todo o guineense almeja.

Djedju sustenta que  esta responsabilidade acrescida se deve ao facto de que o país dispõe de  um número reduzido de infrastruturas escolares de qualidade passados  50 anos da independência e de a Guiné-Bissau se deparar ainda com   insuficiência de infraestruturas nas tabancas, que tem obrigado a muitas crianças do nível do primeiro e segundo ciclo do básico a se deslocarem, à pé, mais de 2 quilómetros para a escola.ANG/MI/ÂC//SG

50 anos de Independência/Viúva de Amilcar Cabral diz  estar satisfeita por voltar a Boé 50 anos depois

Bissau 27 de Set 23 (ANG) A viúva do fundador das nacionalidades guineense e cabo-verdiana, Amilcar Lopes Cabral disse estar satisfeita por ter voltado a Lugadjol, Madina de Boé, o lugar onde foi proclamado a independência da Guiné-Bissau  50 anos depois.

Ana Maria Cabral falava nas comemorações dos 50 anos da independência realizado em Lugadjol, Madina de Boé.

“É bom recordar os tempos vividos durante a luta da libertação e encontrei muito dos meus antigos alunos da Escola Piloto que já são formados”, salientou.

Ana Maria Cabral realçou o sacrificio do povo para conseguir no dia 24 de Setembro de 1973 proclamar a independência unilateral da sua liberdade.

“Os colonos chegaram a conclusão, em 1974, de que a Guiné devia ser livre e quem estava errado são eles e não nós uma vez que estávamos a lutar para libertar a nossa terra. Infelizmente, Cabral não estava presente mas foi o arquiteto da criação da primeira Assembleia Nacional Popular da Guiné-Bissau “,disse.

Falando do cumprimento do Programa Maior que é o desenvolvimento do país, Maria Cabral disse que os esforços estão a ser feitos, com escolas a formar os mais jovens e a saúde a funcionar embora com algumas dificuldades, tendo aconselhado aos mais jovens a estudarem e darem as suas contribições para que o país avance.

A celebração dos 50 anos da independência da Guiné-Bissau da colonização portuguesa teve o seu ponto mais alto na realização da reconstituição da assembleia contituinte do parlamento guineense, em Lugadjol, Madina Boé, no domingo, 24 de Setembro.

O evento levou a Boé para além de deputados de diferentes partidos, figuras cabo-verdianas que participaram na luta de libertação.

Para além de Ana Maria Cabral, veio de Cabo Verde, o antigo dirigente do PAIGC, Júlio de Carvalho.ANG/MSC/ÂC//SG

Rússia/ Autoridades acusam EUA e Reino Unido de envolvimento no ataque na Crimeia

Bissau, 27 Set 23 (ANG) - A Rússia acusou hoje os serviços secretos norte-americanos e
britânicos de envolvimento direto no ataque das forças ucranianas contra o quartel-general da frota russa do Mar Negro na Crimeia, na sexta-feira.

O ataque foi "executado a pedido dos serviços secretos norte-americanos e britânicos e em estreita coordenação com eles", disse a porta-voz do Ministério dos Negócios Estrangeiros russo, Maria Zakharova, citada pela agência francesa AFP.

Zakharova disse que as autoridades russas não têm "a menor dúvida" de que o ataque "foi planeado com antecedência, utilizando recursos dos serviços secretos ocidentais, equipamento de satélite da NATO e aviões de reconhecimento".

A Ucrânia anunciou ter morto cerca de trinta oficiais no ataque contra o quartel-general em Sebastopol, incluindo o comandante da frota do Mar Negro, vice-almirante Viktor Sokolov.

Os Estados Unidos e o Reino Unido não reagiram ainda às acusações da Rússia, segundo a AFP.

"O objetivo óbvio de tais atos terroristas é desviar a atenção das tentativas falhadas de uma contraofensiva" das forças ucranianas, disse Zakharova, citada pela agência russa TASS.

Os ataques visam também "intimidar as pessoas e semear o pânico na nossa sociedade", acrescentou, referindo que isso não terá sucesso.

As forças ucranianas têm em curso uma contraofensiva desde Junho, após terem recebido novos fornecimentos de armamento dos aliados ocidentais.

As operações têm visado o sul e o leste da Ucrânia, onde as forças russas se concentraram após terem sido repelidas de outras regiões a seguir à invasão de 24 de Fevereiro de 2022.

A península da Crimeia, que a Rússia anexou ilegalmente em 2014, está no centro da ofensiva militar russa, tanto para abastecer as tropas que ocupam o sul da Ucrânia como para realizar ataques.

A Ucrânia intensificou nas últimas semanas os ataques contra a Crimeia e a Frota do Mar Negro.

A Rússia não confirmou nem desmentiu a morte do comandante da frota no ataque de 22 de Setembro.

"Não existe qualquer informação sobre este assunto por parte do Ministério da Defesa", respondeu o porta-voz do Kremlin (presidência), Dmitri Peskov, aos jornalistas na terça-feira. 

O Ministério da Defesa russo divulgou no mesmo dia imagens de Sokolov numa videoconferência, mas sem qualquer referência ao seu nome no comunicado sobre a reunião que foi presidida pelo ministro Serguey Shoigu.

Na sequência disso, as forças de operações especiais ucranianas anunciaram que estavam a clarificar as informações junto de fontes na Crimeia, admitindo que era difícil identificar as vítimas.

O canal de televisão Zvezda, do exército russo, divulgou hoje uma curta entrevista em vídeo sem data, supostamente de Sokolov, na qual elogiava os sucessos das tropas sob o seu comando, segundo a AFP.

A agência noticiosa francesa acrescentou não ter sido possível verificar a veracidade ou a data das imagens. ANG/Angop

 

Costa do Marfim/Revista Jeune Afrique acusa Burkina Faso de “ataque à liberdade de informação”

Bissau, 27 Set 23 (ANG) – A Jeune Afrique acusou na terça-feira o governo do Burkina Faso de cometer “mais um atentado à liberdade de informação” ao suspender “todos os meios de difusão” da revista francesa.

Num comunicado de imprensa, a Jeune Afrique descreve a medida como “uma censura vinda de uma outra era” e disse esperar “que os seus autores a possam reconsiderar”, uma vez que “contribui um pouco mais para tornar a região e o Burkina Faso em particular, numa zona de não-informação”.

“Jeune Afrique é o mais recente meio de comunicação social alvo de ataques da junta no poder no Burkina Faso, que tenta impor a sua ‘comunicação’”, lamentou a organização Repórteres Sem Fronteiras (RSF).

Num comunicado, a RSF disse que a liberdade de imprensa “está a diminuir a olhos vistos” no Burkina Faso e apelou ao governo de transição “para que pare com estas violações e respeite o direito à informação da população”.

O porta-voz do governo de transição e ministro da Comunicação do Burkina Faso, Rimtalba Jean Emmanuel Ouédraogo, anunciou na segunda-feira a suspensão da Jeune Afrique, na sequência da publicação de artigos sobre alegadas tensões no exército burquinense.

O governo justificou a decisão com a divulgação de “um novo artigo falso na página eletrónica da Jeune Afrique”, intitulado: ‘Au Burkina Faso, toujours des tensions au sein de l’armée’ [Tensões continuam no exército do Burkina Faso, numa tradução livre]” e publicado na segunda-feira.

“Esta publicação segue-se a um artigo anterior da mesma publicação no mesmo sítio Web”, divulgado na quinta-feira, sobre o alegado descontentamento crescente nas casernas burquinesas, acrescentou o ministro.

Para o governo, “estas afirmações deliberadas, feitas sem o mínimo indício de prova, não têm outro objetivo senão o de desacreditar inaceitavelmente as forças armadas do país e, por extensão, todas as forças combatentes”.

Na noite de terça-feira, centenas de apoiantes do líder do governo, o capitão Ibrahim Traoré, saíram às ruas da capital, Ouagadougou, para “defender” o regime, depois de rumores indicarem que estavam em curso tentativas de desestabilizar o executivo.

No último ano, o regime burquinense, dirigido por militares depois de dois golpes de Estado em 2022, suspendeu temporariamente ou por tempo indeterminado as emissões de vários canais de televisão e de rádio e expulsou correspondentes estrangeiros, nomeadamente de meios de comunicação social franceses.

A decisão das autoridades do Burkina Faso de suspender a Jeune Afrique surgiu quase um ano depois de Ibrahim Traoré ter chegado ao poder através de um golpe de Estado, o segundo em oito meses.

Fundado em 1960, Jeune Afrique é um órgão de comunicação social pan-africano de língua francesa com sede em França, com vários correspondentes e colaboradores em África e noutros locais. Tem um sítio Web de notícias e uma edição impressa mensal. ANG/Inforpress/Lusa

 

Níger/Autoridades militares querem "quadro negociado" para retirada dos militares franceses

Bissau, 27 Set 23 (ANG) - Depois de o Presidente francêster anunciado no domingo a retirada das tropas francesas do Níger, conforme tem sido exigido pela junta militar que tomou o poder naquele país em finais de Julho, o atual poder de Niamey indicou terça-feira à noite que deseja um "quadro negociado" para esta retirada.

Num comunicado lido  à noite na televisão nacional, o regime militar do Níger considerou que as modalidades da retirada dos 1.500 militares franceses destacados no país no âmbito da luta antijihadista devem "ser estabelecidas num quadro negociado e consensual para uma melhor eficácia".

Estas declarações surgem depois de o Presidente Macron ter anunciado no domingo a retirada dos militares franceses até ao final do ano, assim como o regresso a França do seu embaixador no Níger, após dois meses de braço-de-ferro com o novo poder do Níger que reclamava o fim da presença francesa no país. Um anúncio sobre o qual a junta militar disse esperar "que seja seguido de actos oficiais emanados das autoridades francesas competentes".

A ministra francesa dos Negócios Estrangeiros, Catherine Colonna, apelou  ao "regresso à ordem constitucional no país" e disse que a França mantém o seu "apoio" ao presidente Mohamed Bazoum derrubado em finais de Julho pelos militares. "A libertação do Presidente Bazoum é uma prioridade", acrescentou hoje Anne-Claire Legendre, porta-voz da diplomacia francesa.

Entretanto, os Estados Unidos, que dispõem de 1.100 soldados no Níger, informaram estar a avaliar as suas opções quanto a uma eventual retirada. Já na semana passada, a Alemanha que também tem uma centena de militares destacados no país disse que, no caso de as forças francesas se retirarem, encarava igualmente esta possibilidade.

Nesta terça-feira, as forças armadas do Níger anunciaram que dois civis morreram devido à explosão de um bomba artesanal na zona de Tillabérie, no oeste do país, perto das fronteiras do Mali e do Burkina Faso, uma região que tem sido palco de ataques jihadistas há largos anos. ANG/RFI

Diplomacia /EUA consideram inaceitável ataque à embaixada de Cuba em Washington

Bissau, 27 Set 23 (ANG) - Os Estados Unidos (EUA) consideraram hoje inaceitável o ataqu
e de domingo à embaixada de Cuba em Washington e afirmaram estar em contacto com os funcionários daquela embaixada.

Na sequência de um ataque em que, segundo o Governo cubano, um homem atirou dois 'cocktails' Molotov contra o edifício, na tarde de domingo, o porta-voz do Departamento de Estado, Matthew Miller, afirmou hoje que os EUA estão a dialogar com a embaixada, de acordo com a Convenção de Viena sobre Relações Diplomáticas, adoptada em 18 de Abril de 1961.

"Ataques e ameaças contra instalações diplomáticas são inaceitáveis. Estamos em contacto com funcionários da embaixada cubana, de acordo com nossas obrigações sob a Convenção de Viena", disse Matthew Miller, em conferência de imprensa.

O porta-voz do Departamento de Estado recusou, porém, comentar as declarações do Ministro dos Negócios Estrangeiros de Cuba, Bruno Rodríguez, a classificar a agressão de "terrorista", com origem em "grupos anticubanos" que "se sentem impunes", já depois de o Governo cubano ter alertado as autoridades norte-americanas.

"Há uma investigação em curso e seria inapropriado especular sobre os motivos antes de saber o resultado. Não tenho motivos para concordar ou não concordar sem ver as provas das investigações em curso", disse.

Miller referiu ainda que o serviço de segurança do Departamento de Estado está a trabalhar em estreita colaboração com a polícia para manter a segurança das delegações estrangeiras nos Estados Unidos.

"É isso que estamos a fazer agora em relação a este ataque específico, em coordenação com a Polícia Metropolitana de Washington", salientou o responsável.

O ataque ocorreu horas depois de o presidente cubano, Miguel Díaz-Canel, e Bruno Rodríguez terem regressado a Havana, depois de terem marcado presença na abertura da Assembleia Geral das Nações Unidas, em Nova Iorque.

A embaixadora cubana em Washington, Lianys Torres Rivera, alegou que a delegação foi atingida com 'cocktails' Molotov, numa mensagem acompanhada por quatro fotografias, onde se veem restos de um 'cocktail' Molotov numa janela do edifício e no chão, com três polícias a investigarem o local.

Na sequência do incidente, o grupo Redes Nacionais sobre Cuba convocou hoje uma manifestação para exigir que as autoridades norte-americanas investiguem o ataque como "terrorista" e retirem Cuba da sua lista de Estados patrocinadores do terrorismo.

A embaixada cubana em Washington sofrera outro ataque em Abril de 2020, quando um homem disparou contra o edifício e causou danos à sua estrutura. ANG/Angop

 

terça-feira, 26 de setembro de 2023

                                                       COMUNICADO

 

A Direção da Agência de Notícias da Guiné(ANG) vem por este meio informar à todos os que visualizam as  páginas do órgão através do blogue www.angnoticias.blogspot.com de que já dispõe de um sítio próprio para o efeito – www.ang.gw. Informa que , assim que tudo estiver afinado, vai passar a usar apenas o www.ang.gw para  divulgação dos seus despachos, pondo fim a divulgação simultânea nas duas plataformas.

Bissau, 21 de Setembro de 2023

 O Diretor de Informação

Ângelo da Costa

Ensino/Primeiro-ministro anuncia início das aulas nas escolas públicas para 9 de Outubro

Bissau, 26 Set 23 (ANG) – O Primeiro-ministro anunciou hoje o inicio das aulas nas escolas públicas para o próximo dia 09 de Outubro , e diz que  estão sendo criadas todas as condições necessárias para o efeito, inclusive o recrutamento de professores.

Geraldo João Martins falava hoje na cerimónia da abertura do ano lectivo 2023/2024, que decorreu sob o lema " Resiliência e Confinça para Uma Educação de Qualidade",  na presença do Ministro da Educação Nacional, Ensino Superior e Investigação Cientifica e outras personalidades ligadas ao setor do ensino.   

O governante realçou que a educação é uma ferramenta essencial para a transformação de qualquer sociedade, pelo que não há desenvolvimento sem educação, e diz ainda que qualquer nação que se preze deve colocar a educação no epicentro das suas prioridades.

"Por reconhecer a importância da educação e da formação que o PAI-Terra Ranca, escreveu no plano estratégico e operacional  a educação como uma das suas grandes prioridades e que precisamente no eixo 4 , que fala da valorização do capital humano temos o sector da educação e saúde como prioritários, disse."

Martins admitiu que sucessivas instabilidades políticas e instituicionais  tem desproporcionalmente afetado o setor da educação, que nos últimos anos tem sido um terreno fértil de desentendimentos que levaram à situações de grande fragilidade instituicional, com consequências muitos nefastas, em que uma destas consequências é o defíce de aprendizagem dos alunos.

Disse que, o ano lectivo 2023 e 2024 será o ano de estabilização do sistema educativo, o que significa criar condições para que 60  mil alunos que sairam do sistema, no ano passado, porque nãom tiveram professores, possam novamente regressar, e  para que o ano lectivo comece e desenrole sem grandes sobresaltos.

"As condições não são fáceis.Herdamos uma situação extremamente defícil  de ponto de vista das finanças públicas e no setor da educação temos, atualmente, dividas de cerca de 2 mil milhões de francos cfa com o pessoal docente”, disse o ministros que diz acreditar que trabalhando em conjunto e fazendo fé na  capacidade de as partes se entender através de um diálogo sério e responsável com todos os atores do sector educativo, nomeadamente com sindicatos,  associação de  pais e encaregados de educação,  associação dos alunos e com apoio dos parceiros do desenvolvimento, será possível vencer o desáfio de estabilização do sistema educativo.ANG/MI//SG

      

Guiné/ONG insta TPI a manter escrutínio do julgamento do massacre de Conakry de 2009

Bissau, 26 Set 23 (ANG) - O julgamento dos responsáveis pelo massacre de manifestantes em 28 de Setembro de 2009 na Guiné regista "progressos significativos", mas o Tribunal Penal Internacional (TPI) deve continuar a escrutiná-lo, alertou, domingo, a Human Rights Watch (HRW).

"As entidades internacionais e regionais que encorajaram os avanços na procura de justiça na Guiné têm um papel importante a desempenhar para continuar a maximizar as perspectivas de uma justiça justa e credível para os crimes de 28 de Setembro", sublinhou a organização não-governamental (ONG) de defesa dos direitos humanos num relatório hoje divulgado.

No dia 28 de Setembro de 2009, cerca de cinquenta mil pessoas reuniram-se no estádio de Conakry para protestar contra a intenção de Moussa Dadis Camara, então chefe da junta militar,  se candidatar à presidência do país, vizinho da Guiné-Bissau.

A manifestação foi severamente reprimida pelo exército, resultando em mais de 150 mortos, centenas de feridos, numerosas vítimas de agressões sexuais e desaparecimentos forçados.

O julgamento do massacre começou simbolicamente no passado dia 28 de Setembro de 2022, 13 anos depois, e no último ano foram ouvidas mais de 50 vítimas, assim como cada um dos 11 acusados, incluindo Dadis Camara e ministros do seu gabinete.

"O julgamento é um marco no esforço de justiça para as vítimas e para o país, e deve ajudar a inspirar mais esforços de responsabilização interna a nível mundial", sublinha Elise Keppler, diretora associada da HRW para a justiça internacional, citada no documento da ONG.

As audições, que decorrem num tribunal em Conakry, foram interrompidas em 31 de Julho para as férias de verão e deverão ser retomadas no próximo dia 03, mas os advogados ameaçaram já poder vir a repetir um boicote levado a cabo em Maio, quando solicitaram assistência financeira do Estado, alegando falta de recursos dos clientes, o "âmbito das tarefas, a complexidade do julgamento e o tempo que está a demorar", recorda a HRW.

Este processo, sublinha a organização, "é o primeiro do género a envolver abusos de direitos humanos a esta escala na Guiné e é um raro exemplo de responsabilização interna por atrocidades envolvendo suspeitos de alto nível".

Por isso, "precisa de ser continuamente encorajado, escrutinado e apoiado pelos atores internacionais, incluindo o TPI, as Nações Unidas e os doadores" internacionais, acrescenta Elise Keppler.

A HRW sublinha que o TPI deve "continuar a escrutinar" o julgamento através de "visitas regulares", assegurando que a Guiné "cumpre os compromissos assumidos no memorando de entendimento" assinado com a justiça internacional.

Insta ainda as Nações Unidas, a União Africana (UA), a Comunidade Económica dos Estados da África Ocidental (CEDEAO), a União Europeia e os Estados Unidos a "acompanharem de perto os progressos do julgamento e a encorajarem avanços contínuos consistentes com as normas internacionais".

A HRW recorda que UE e os Estados Unidos se comprometeram a oferecer apoio financeiro ao julgamento, mas "o único até à data disponibilizado", com base em informações divulgadas pela comunicação social, foi dado às partes civis pela UE e pelo Governo austríaco.

"Não é ainda claro em que medida os parceiros internacionais prestarão assistência, tanto mais que alguns parceiros internacionais, como os Estados Unidos, não poderão aparentemente prestar assistência financeira às actuais autoridades, uma vez que estas chegaram ao poder através de um golpe de Estado", sublinha a HRW.

Não obstante, acrescenta a organização, é preciso "garantir que o julgamento dispõe de recursos adequados".

"O Governo guineense financiou o julgamento até à data e, em Julho, aprovou recursos adicionais para cobrir os respectivos custos", afirma a HRW, mas "existem preocupações sobre os recursos disponíveis" para a prossecução do julgamento, que se previa que durasse "entre oito meses e um ano, mas ainda não se sabe quanto tempo demorará", avisa a organização. ANG/Angop

  Economia/Preços das moedas para terça-feira, 26 de setembro de 2023

MOEDA

COMPRAR

OFERTA

Euro

655.957

655.957

dólares americanos

616.750

623.750

Yen japonês

4.130

4.190

Libra esterlina

751.500

758.500

Franco suíço

675.250

681.250

Dólar canadense

456.250

463.250

Yuan chinês

84.000

85.750

Dirham dos Emirados Árabes Unidos

167.500

170.250


Fonte : BCEAO

 Sociedade/ACOBES diz ter sido surpreendido com “comportamento negativo” de padeiros que recursaram produzir  pães 

Bissau, 26 Set 23 (ANG) -   O Secretário-geral da Associação dos Consumidores da Bens e Serviço (ACOBES) disse  hoje que foi  surpreendido com o que diz ser “comportamento negativo” de padeiros que recusaram produzir pães.

O governo anunciou, no passado dia 12, do mês em curso, a redução do preço do saco de farrinha trigo de 50 kg, que custava cerca 30 mil fcfa  para 24 mil à 26 mil fcfa  e, em consequência, o preço de pão se baixava  de 200fcfa para  150 fcfa ao consumidor final.

A medida que entrou em vigor no domingo, 24 de Setembro, foi anunciado após um acordo assinado entre o Executivo, a associação de padeiros e o importador de farinha de trigo. 

“Estamos surpreendidos com  comportamento dos padeiros por recusaram produzir pães, porque acompanhamos o processo de  negociações e de assinatura do acordo  tripartida entre  governo, associação dos padeiros tradicionais e filho do dono da empresa responsável para importação da farinha, acompanhado do Advogado. Portanto é uma situação de que não esperávamos” ,disse hoje,, em conferência de imprensa, o Secretário-geral da ACOBES, Bambo Sanhá. 

Acrescentou , que nesta perspectiva,  o governo entendeu por bem premiar o povo guineense no dia 24 de Setembro, não só como forma de recuperação do poder de compra, mas também por ocasião das celebrações dos 50 anos da independência da Guiné-Bissau. 

Bambo Sanhá diz que, em defesa dos consumidores, pede   as partes para  respeitarem o acordo rubricado para, consequentemente  se contribuir para a paz social, porque “a população já passou por muitas dificuldades”. 

Apela  aos padeiros a retomarem os seus trabalhos, com base no acordo assinado e diz que, se houver alguma situação que precisa ser melhorada, que seja feita na base do diálogo, através das comissões criadas para o efeito. 

Sanhá defende que o Governo fez um esforço enorme para que preço do pão seja de 150fcfa  para o consumidor, reduzindo e extinguindo muitas taxas. 

“Temos uma situação complicada a nível de Bissau, mas,  informações que recebemos através dos nossos colaboradores das regiões do interior, indicam que  há redução do tamanho de pão nas em Bafatá e Gabu e nos setores de Buba e São Domingos”, revelou.  

Bambo Sanhá diz acreditar que  a situação vai ser ultrapassada , porque já se encontra no porto de Bissau 160 contentores de farrinha trigo da empresa responsável pela  importação deste produto, que serão   vendidos no valor de 24 a 26 mil francos por cada saco de 50 kg. 

O Secretário-geral da ACOBES adiantou que  para além da redução do preço de  arroz cem porcento partido e cinco por cento do de pão, o Governo prevê  ainda trabalhar para a redução do preço do pescado, óleo alimentar, açúcar e outros produtos da primeira necessidade, “para atenuar o impacto da Covid-19 e da Guerra entre a Ucrania e Rússia, no poder de compra  da população guineense. ANG/LPG//SG