segunda-feira, 17 de março de 2025

Cultura/ “Guiné Nha Terra”   leva Binhan Quimor a coletânea musical da Universidade Music Polonesa

Bissau, 17 Mar 24 (ANG) - O cantor guineense Binhan Quimor alcançou um feito histórico ao ter o seu tema “Guiné Nha Terra” incluído numa coletânea musical de uma das maiores gravadoras do mundo, a Universal Music Polonesa.

A informação foi avançada pelo Portal Guigui, segundo o qual “Guiné Nha Terra” figura na 18ª posição num grupo de 25 temas de grandes nomes da música internacional.

 “Este alcance de Binhan Quimor serve para consolidar ainda mais a presença da cultura guineense no cenário global, o que obviamente motiva o seu maior brilho, tanto no cenário nacional assim como no internacional”, refere o Portal Guigui.

Acrescenta que a  inclusão do “Guiné Nha Terra” na prestigiada coletânea é um reconhecimento do talento de Binhan Quimor e da riqueza da música da Guiné-Bissau.

“A faixa musical “Guiné Nha Terra”  que exalta a identidade e as raízes guineenses, tem conquistado ouvintes, dentro e fora do continente africano, tornando-se um hino para os amantes da música de fusão entre tradição e modernidade”, refere  Portal Guigui.

Ainda em conformidade com Portal Guigui, o reconhecimento do musico Binhan Quimor segue afirmando o seu nome no mercado musical e demonstrando que a Guiné-Bissau tem muito a oferecer ao mundo da música.

“Este marco não apenas eleva o nome do artista, mas também dá visibilidade à música guineense no circuito internacional. Para os fãs e admiradores, esta conquista reforça a importância da valorização da cultura nacional e abre portas para outros talentos do país”, lê-se nessa plataforma.

O contrato de Binhan Quimor, concernente a gravação da musica na Universal Music Polonesa, foi  assinado em novembro de 2024 pela Tuduticket, LDA a empresa que gere a carreira do  cantor.

Binham Quimor  anunciou o lançamento do seu mais recente trabalho “Bai Consola”, que conta com participação da cantora Zalyka, para  o dia 21 de março em todas as plataformas digitais. ANG/AALS/ÂC//SG

Cooperação/UE apresenta ao Tribunal de Contas projeto de apoio "Governação Económica, Transparente e Responsável na Guiné-Bissau

Bissau, 17 Mar 25 (ANG) – A União Europeia apresentou recentemente  ao Tribunal de Contas da Guiné-Bissau, o  Projeto  "Governação Económica, Transparente e Responsável

A informação foi revelada pela   página da União Europeia na Facebook, visitada hoje pela Agência de Notícias da Guiné.

O projeto, cuja duração é de quatro anos (2024-2027), visa promover a transparência e a responsabilização financeira, e será executado, por conta da União Europeia, pela EXPERTISE FRANCE (uma agência pública francesa de conceção e execução de projetos internacionais de cooperação técnica).

Durante a apresentação, o Presidente do Tribunal de Contas identificou algumas necessidades e ações prioritárias que podem beneficiar de apoio e assistência técnica desse projeto.

Para o efeito, Amadú Tidjane Baldé, apontou  o apoio e assistência técnica a elaboração e emissão de Pareceres às Contas Gerais do Estado de 2017, 2018, 2019, 2020 e 2021, que foram elaboradas pelo Governo e entregues à Assembleia Nacional Popular, para o efeito da sua transmissão ao Tribunal de Contas.

O projeto engloba o apoio e assistência técnica a realização de várias Auditorias de Resultado/Desempenho, durante a vida do projeto, cujos temas e objetos serão alinhados aos Objetivos de Desenvolvimento Sustentável (ODS); apoio à formação e capacitação contínua de técnicos do Tribunal de Contas sobre diferentes temas com relevância para a atividade de fiscalização e controlo e gestão das Finanças Públicas;

Apoio e assistência técnica na elaboração de alguns Guiões
/Manuais, nomeadamente, Guião de Avaliação de Políticas Públicas e ferramenta de análise e avaliação de riscos em diferentes áreas chave de gestão das Finanças Públicas e o Apoio a informatização e digitalização do Tribunal de Contas, são entre outras ações preconizadas.

O Presidente do Tribunal de Contas disse que  essa nova colaboração entre o Tribunal e a União Europeia na área de governação económica vai reforçar a promoção da transparência na gestão das Finanças Públicas e da Boa Governação. "É um projeto muito importante para o fortalecimento da capacidade institucional e técnica do Tribunal, tendo em vista ao cumprimento da sua missão de fiscalização de atividade financeira do Estado e das Contas Públicas", ressaltou.

A União Europeia é um parceiro tradicional, que tem prestado apoio significativo ao Tribunal de Contas ao longo de vários anos para o seu desenvolvimento institucional, quer através de Projeto Pro PALOP-TL ISC (Fase I, II e III), quer por via de anteriores projetos de "Governação Económica, Transparente e Responsável", entre outros tipos e formas de apoio.

ANG/LPG/ÂC

Iémem/Aumenta a tensão entre os rebeldes huthis e os Estados Unidos no Mar Vermelho

Bissau, 17 Mar 25 (ANG)  - Os rebeldes huthis do Iémen, apoiados pelo Irão, reivindicaram no domingo e hoje dois ataques contra um porta-aviões americano no Mar Vermelho e afirmaram que atingiriam navios de carga americanos, em resposta aos ataques efectuados pelos Estados unidos durante este fim-de-semana que provocaram alegadamente 53 mortos, entre os quais -afirma Washington- muitos chefes huthis.

O líder dos huthis, Abdel Malek al-Huthi, apelou nesta segunda-feira a concentrações de "milhões" de huthis para protestar contra os ataques qualificados de "crimes de guerra" que atingiram no sábado Sanaa, a capital do Iémen, e provocaram 53 mortos, nomeadamente cinco crianças, e 98 feridos, segundo os rebeldes.

Os huthis reivindicaram ontem ter respondido aos bombardeamentos americanos com "uma operação militar (...) visando o porta-aviões americano USS Harry Truman e os navios de guerra que o acompanham no norte do mar Vermelho", afirmando ter disparado 18 mísseis e um drone, sendo que esta manhã os rebeldes reivindicaram um "segundo" ataque de várias horas "com numerosos mísseis balísticos e de cruzeiro, bem como com drones" contra o mesmo porta-aviões no norte do Mar Vermelho.

Embora os Estados Unidos não tenham oficialmente confirmado a ocorrência destes ataques, um responsável americano indicou anonimamente que caças F-16 tinham abatido 11 drones huthis por cima do Mar Vermelho.

De acordo com órgãos huthis, Washington efectuou por sua vez ataques esta madrugada, contra localidades do oeste do Iémen sob controlo dos rebeldes. Ocorrências sobre as quais o Comando Militar dos Estados Unidos para o Médio Oriente se limitou a dizer que as suas forças "continuam as operações contra os terroristas huthis apoiados pelo Irão", sem dar mais explicações.

Depois de Donald Trump ter pedido no sábado ao Irão para deixar de apoiar os huthis e ter prometido o "inferno" aos rebeldes se eles continuassem os ataques no Mar Vermelho, o Irão rejeitou as ameaças americanas e o chefe rebelde Abdel Malek al-Huthi advertiu que o seu movimento também visaria os navios de carga americanos se os Estados Unidos "continuassem a sua agressão".

Perante esta situação, a ONU pediu aos Estados Unidos e aos huthis "o fim de toda a actividade militar". No mesmo sentido, Pequim também apelou ao "diálogo" e à diminuição das tensões no Mar Vermelho. Por sua vez, após uma conversa com o seu homólogo russo, o Secretário de Estado americano, Marco Rubio disse que "a continuação dos ataques huthis contra navios militares e comerciais americanos no Mar Vermelho não seria tolerada", sendo que Serguei Lavrov, cujo país é próximo do Irão, respondeu que "todas as partes devem abster-se" de usar a força no Iémen.

Recorde-se que os rebeldes huthis começaram a atacar Israel e navios acusados de ligações com esse país desde o início da guerra do governo israelita contra o Hamas, afirmando agir "em solidariedade aos palestinianos". Os ataques cessaram após a entrada em vigor da trégua israelo-palestiniana a 19 de Janeiro. Mas depois de Israel passar a impedir a entrada de ajuda humanitária na Faixa de Gaza desde o 2 de Março, os rebeles huthis anunciaram no passado dia 11 de Março que retomavam os ataques no Mar Vermelho.

Refira-se que o Iémen, país mais pobre e instável do Golfo Pérsico, é palco desde 2014 de um conflito entre o governo apoiado nomeadamente pela Arábia Saudita e os rebeldes huthis que controlam uma faixa importante do território iemenita, nomeadamente a sua capital, Sanaa.ANG/RFI

sexta-feira, 14 de março de 2025


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Fonte: BCEAO

Saúde Pública/Ministro inaugura  Biblioteca “Jean Djonu” na Escola Nacional de Saúde

Bissau, 14 Mar 25 (ANG) – O ministro da Saúde Pública (MSP), procedeu, quinta-feira, em Bissau, a inauguração de uma biblioteca denominada “Jeanu Djon”, nas instalações da Escola Nacional de Saúde (ENS), com o objetivo de fortalecer o conhecimento dos Estudantes e profissionais do setor.


Em declarações à imprensa, Pedro Tipote sublinhou que a inauguração da  biblioteca não é apenas a entrega de uma ferramenta tecnológica, mas também a abertura de novo horizonte para o conhecimento, inovação e a excelência no ensino e na pesquisa em saúde do país.

“Vivemos num mundo onde o acesso à informação pode ser a diferença entre o sucesso e  fracasso, e entre o progresso e o fracasso. Neste sentido, ofereceram aos Estudantes, professores e profissionais de saúde, um espaço onde o saber está ao alcance apenas de um “Click”, e isso significa investir diariamente na qualidade da nossa assistência a população”, descreveu o ministro.

Segundo Tipote, a criação desta infraestrutura hospitalar  contou com o apoio da Cooperação Portuguesa, e assim como a Organização Mundial de Saúde (OMS).

“O gesto reafirma o valor da solidariedade internacional e do compromisso com o desenvolvimento sustentável dos nossos sistemas de saúde. Uma  biblioteca, seja física ou virtual, só cumpri o seu propósito, quando se transforma em fonte de conhecimento, por isso, lanço aqui um desafio aos nossos estudantes e profissionais de saúde, que façam desta biblioteca, um espaço de conhecimento, crescimento e de inspiração”, disse Tipote.

Para o Diretor da Escola Nacional de Saúde, Adelino José de Pina, a Direção da Escola que dirige está muito satisfeito com o gesto, e promete fazer bom uso da biblioteca.ANG/LLA/ÂC//SG        

Ambiente/ONG Tiniguena participa no debate sobre a temática da economia e justiça socioambiental no Brasil

Bissau,14 Mar 25(ANG) – O Diretor executivo da ONG Tiniguena, Miguel de Barros participa na próxima terça-feira(18), no Brasil, num debate que se realiza no quadro do  projeto Ecos da Floresta- A vida em tempos de Emergências Climáticas, revela a publicação “on line” da Tiniguena.

O encontro visa discutir formas de economias viáveis, com foco em sistemas produtivos eficientes, justos e mais respeitosos com o meio ambiente.

Informações sobre o evento publicadas na página da Tiniguena avança que o encontro será um espaço de reflexão sobre os processos de tomada de decisão, com ênfase em exemplos inspiradores, que privilegiem a sustentabilidade e a construção de um futuro com maior qualidade de vida, garantindo a diversidade de formas de vida no planeta.

O evento, organizado pela Administração Regional do Estado de São Paulo, visa a  sensibilização pública sobre os impactos das mudanças climáticas, o reconhecendo das florestas como aliadas fundamentais na mitigação da crise ambiental e na promoção da justiça social e económica.

A mesa de debates sobre Economia e Justiça socioambiental contará igualmente com a participação de Luiz Marques (Unicamp) e a mediação de Gabriela Alves (Perifa Sustentável).

Ainda no âmbito do projeto "Ecos da Floresta - A vida em tempos de Emergências Climáticas", serão promovidos diversos eventos, incluindo palestras, debates, cursos, uma feira, instalações, vivências, exibições, oficinas e apresentações artísticas. ANG/ÂC//SG

               Religião/ Diocese de Bafatá celebra 24 anos da criação

Bissau, 14 Mar 25 (ANG) - A Diocese de Bafatá celebrou, na quinta-feira(13) 24 anos da sua criação, e nesta ocasião, o seu novo Bispo  Dom Vítor Luís Quematcha, considerou a celebração um marco significativo na caminhada de fé do povo de Deus na Guiné-Bissau

Segundo  a Rádio Sol Mansi, na sua mensagem enviada a partir de Itália, Vitor Quimatche destacou a importância do momento para a Igreja no país, realçando que a criação da Diocese de Bafatá não contribuiu apenas para atenuar os desafios territoriais da Diocese de Bissau, mas que também impulsionou um novo dinamismo missionário.

Disse que, no momento da sua fundação, a diocese contava apenas com nove paróquias  mas que agora conta com 14, sublinhando que  o crescimento e a vitalidade da missão evangelizadora é fruto do trabalho dedicado do falecido Bispo Dom Pedro  Zilli e seus colaboradores. .

"Ao celebrarmos 24 anos da criação da nossa diocese, sinto e creio que o Senhor nos convida a reconhecer que somos uma só família de Deus, um só povo de Deus, e que Jesus deseja reinar em nossos corações", disse Dom Vítor Quematcha em sua mensagem dirigida aos sacerdotes, religiosos e fiéis leigos da Guiné-Bissau.

Fazendo referência à Sagrada Escritura, o Bispo indicou  que o número 24 representa a plenitude do povo de Deus, pois as doze tribos de Israel e os 12 Apóstolos simbolizam todos os povos da terra e que ao serem incorporados à Igreja pelo Batismo, tornam-se membros do povo de Deus.

Dom Vítor Quematcha referiu que o livro do Apocalipse, o autor sagrado menciona os 24 anciãos que se prostram diante d'Aquele que está sentado no trono, adorando Aquele que vive para sempre (Ap 4,14), e que essa passagem recorda à todos que somente Deus é digno de honra e louvor.

Criada a 13 de Março de 2001, a Diocese de Bafatá abrange as regiões de Bafatá, Gabu, Quinara, Tombali e Bolama.

Devido ao falecimento do  primeiro bispo, Dom Pedro Zilli,n no dia  8 de Março de 2021, o Papa Francisco nomeou Frei Luís Vítor Quematcha como novo bispo para dar continuidade à missão evangelizadora na diocese. ANG/MI/ÂC//SG

Irão/ Governo diz ter recebido carta de Trump para negociar programa nuclear

Bissau, 14 Mar 25 (ANG) - O ministro dos Negócios Estrangeiros do Irão, Abbas Araqchi, disse ter recebido uma carta do Presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, a pedir a Teerão para negociar o programa nuclear, informou hoje a imprensa iraniana.

“Recebi o senhor Anwar Gargash, conselheiro diplomático do Presidente dos Emirados Árabes Unidos. Além das conversações sobre questões mútuas e regionais, também recebi uma carta do Presidente dos Estados Unidos”, disse Araqchi no final da noite de quarta-feira, de acordo com a agência de notícias oficial IRNA.

O chefe da diplomacia iraniana não tornou público o conteúdo da carta de Trump, que anunciou na sexta-feira passada ter enviado uma mensagem ao Irão, na qual instava a negociações sobre o programa nuclear do país persa e fazia referências a uma possível acção militar caso não houvesse diálogo.

Se por um lado apelou para negociações, por outro, o republicano retomou a chamada política de “pressão máxima” contra o Irão, aprovando novas sanções para bloquear a venda de petróleo iraniano.

No momento em que Gargash entregava a carta a Araqchi, o líder supremo do Irão, Ali Khamenei, recusou mais uma vez negociar com os EUA.

“Quando o Presidente dos Estados Unidos diz que está pronto para negociar com o Irão e nos convida para o diálogo, está a enganar a opinião pública mundial”, disse Khamenei, num encontro com estudantes em Teerão.

A mais alta autoridade política e religiosa da República Islâmica garantiu que Trump apenas convida ao diálogo para dizer que “o Irão se recusa a negociar” e recordou que, no primeiro mandato (2017-2021) como Presidente norte-americano, abandonou o pacto nuclear de 2015.

Este pacto limitava o programa nuclear iraniano em troca do levantamento das sanções e foi assinado entre Irão e Alemanha, Reino Unido, China, França, Rússia e Estados Unidos, que o abandonou e reintroduziu unilateralmente medidas económicas contra Teerão.

O Irão está a enriquecer urânio muito acima do nível permitido e possui 274 quilos enriquecidos a 60% de pureza, perto dos 90% para uso militar, de acordo com a Agência Internacional de Energia Atómica (AIEA).  ANG/Inforpress/Lusa

 

 

Angola/Alegado líder de grupo terrorista acusa UNITA de envolvimento em ataque a Joe Biden

Bissau, 14 Mar 25 (ANG) - As autoridades angolanas acusam João Deussino de liderar um grupo que estaria a preparar um ataque contra Joe Biden, durante a sua visita de Estado a Angola em Dezembro de 2024.

Deussimo, por sua vez, diz que ataque era mandatado pela UNITA. Já a UNITA desmente qualquer envolvimento e denuncia "um teatro" criado pelas autoridades angolanas.

Em Luanda, abriu-se um dos processos judiciais mais mediáticos actualmente em Angola. Este processos está a ser julgamento no Tribunal de Comarca da Província do Huambo e envolve sete presumíveis terroristas, que estariam a planear acções de sabotagem contra infraestruturas públicas durante a visita do ex-Presidente norte-americano, Joe Biden.

O grupo de presumíveis terroristas, alegadamente liderado por João Deussino é acusado pelo Ministério Público de crimes de associação terrorista, posse de substâncias tóxicas, posse de explosivos e falsificação de documentos. O Ministério Público sustenta na sua acusação que os réus só decidiram não avançar com a sua acção devido às fortes medidas de segurança. Um dos alvos seria mesmo o Palácio Presidencial, no entanto, o material explosivo em posse dos acusados estaria obsoleto.

A suposta acção terrorista, segundo as autoridades policiais, foi preparada na Província do Huambo, onde o alegado líder João Deussino era activista e promotor do projecto político da Frente Unida para a Regeneralizaçao da Ordem Africana.

Entretanto, no seu depoimento inicial no Tribunal, João Deussino, acusou o líder do partido UNITA, Adalberto da Costa Júnior e o seu responsável da Bancada Parlamentar, Liberty Chiyaka, como mandantes do grupo nas suas acções subversivas para fins políticos. A UNITA já desmentiu as alegações e considera as mesmas mais uma manobra do regime de João Lourenço, contra o seu líder e dirigentes.ANG/RFI

 

Rússia/Putin responde com "optimismo cauteloso" a cessar-fogo na Ucrânia

Bissau, 14 Mar 25 (ANG) - O Presidente russo Vladimir Putin transmitiu ao homólogo americano, Donald Trump, uma mensagem sobre a proposta de cessar-fogo na Ucrânia.

A notícia foi avançada nesta sexta-feira, pelo Kremlin, que falou em "optimismo cauteloso".

O chefe de Estado russo reuniu-se esta madrugada, em Moscovo, com Steve Witkoff, emissário de Donald Trump, para abordarem a proposta de cessar-fogo de 30 dias na Ucrânia. Em declarações à imprensa, o porta-voz do Kremlin, Dmitri Peskov, afirmou que Vladimir Putin transmitiu "uma mensagem" a Donald Trump, por intermédio de Steve Witkoff, que, por sua vez, partilhou informações sobre a posição dos Estados Unidos em relação ao cessar-fogo com a Ucrânia.

Questionado pelos jornalistas, Dmitri Peskov falou em "otimismo cauteloso", sublinhando que o Presidente russo admitiu aceitar um cessar-fogo temporário, mas alertou que ainda estavam por definir "questões sérias", nomeadamente o plano de 30 dias de tréguas.

Dmitri Peskov acrescentou que Moscovo e Washington vão concertar uma data para que os dois chefes de Estado possam falar por telefone nos próximos dias.

No terreno, a Ucrânia disse ter atingido, esta noite, um armazém de mísseis e duas estações de compressão de gás russas nas regiões de Tambov e Saratov.

 Por seu lado, o exército russo reivindicou a captura da cidade de Goncharovka, na região russa de Kursk, demonstrando os avanços de Moscovo nesta área, ocupada pelas forças ucranianas desde o verão de 2024. O exército russo também afirmou ter abatido quatro drones ucranianos que se dirigiam para a capital russa.ANG/RFI

Nigéria/ Comissão Anti-corrupção recupera quase 500 milhões de dólares de fundos desviados até 2024

Bissau, 14 Mar 25 (ANG) -  A comissão anticorrupção da Nigéria anunciou que recuperou quase US$ 500 milhões em fundos desviados no ano passado e garantiu mais de 4.000 condenações criminais diretas.

Esses números marcam um desempenho recorde para este órgão público desde sua criação, há mais de duas décadas, relata a mídia local.

De acordo com a Comissão de Crimes Econômicos e Financeiros (EFCC), que investiga casos de corrupção na Nigéria, parte do dinheiro recuperado foi reinvestido em projetos governamentais, observando que os US$ 500 milhões recuperados equivalem a perdas devido à corrupção em 2022.

Além dos fundos recuperados, a EFCC disse que também apreendeu 931.052 toneladas de produtos petrolíferos, 975 imóveis e ações de empresas.

Segundo a comissão, os casos de crimes cibernéticos foram responsáveis ​​pela maioria das 3.455 condenações registradas durante esse período.

A Nigéria, o país mais populoso da África, fez da luta contra a corrupção uma grande prioridade nos últimos anos, dados seus efeitos nocivos na economia e as perdas financeiras sofridas pelas autoridades públicas. ANG/FAAPA

    

Senegal/Primeiro transplante de medula óssea bem sucedido no hospital Dalal Jamm

Bissau, 14 Mar 25 (ANG) – Uma equipe de médicos senegaleses do Hospital Dalal Jamm em Guédiawaye, Dacar, realizou com sucesso o primeiro transplante de medula óssea no Senegal, informou a RTS, a estação de televisão pública, na quarta-feira.

“É uma experiência única, uma estreia no Senegal. "O paciente zero, que passou por cirurgia em 23 de fevereiro, está bem após um mês de recuperação", disse a professora Fatou Samba Ndiaye, chefe do Departamento de Hematologia Clínica e Transplante de Medula Óssea do centro médico, em entrevista à RTS.

Ela esclareceu que se tratava de um transplante autólogo de células-tronco, o que significa que o paciente zero "era seu próprio doador".

"Desde o dia 17 de fevereiro, o paciente está conosco, com protocolos bem estabelecidos e mobilização dos músculos, por se tratar de um transplante autólogo de células-tronco", disse o especialista, especificando que o transplante alogênico, a doação de um órgão por outra pessoa, ainda não está na pauta.

"Ainda não estamos na fase de transplante alogênico, porque estamos esperando a lei ser finalizada para podermos ter um doador diferente do paciente", disse a Dra. Fatou Samba Ndiaye.

Entrevistado pela televisão pública, o paciente zero afirmou que a operação "correu bem" após um ano de espera. "Eu me senti como um pequeno rei", ele disse alegremente.

A professora de hematologia, Seynabou Fall Dieng, por sua vez, retornou ao processo que levou a essa intervenção.

“Fizemos reuniões multidisciplinares com assistentes, estagiários e fizemos plantões. O objetivo era evitar a infecção", explicou ela.

Nesse sentido, Fatou Samba Ndiaye, chefe do Departamento de Hematologia Clínica e Transplante de Medula Óssea, enfatizou que "a operação foi realizada gratuitamente e com o apoio da boa vontade".

"A gerência do hospital cuidou de tudo relacionado às avaliações biológicas e de imagem, e conseguimos entrar em contato com nossos parceiros. "Um laboratório nos deu um lote de medicamentos no valor de 4 milhões de francos CFA", disse ela.

"Não foi o suficiente, e juntamos nossos recursos para comprar outros tipos de medicamentos que eram proibitivamente caros e indisponíveis", acrescentou ela.

''Felizmente, conseguimos concluir este trabalho, o que é uma conquista. "Queríamos fazer isso sozinhos, contando com a expertise local para mostrar que somos capazes", disse ela alegremente.

O primeiro transplante de medula óssea é, segundo o diretor do Hospital Dalal Jam, Moussa Sam Daff, "uma atividade que está bem inserida no projeto 2024-2029 do estabelecimento".

"Este é um dos primeiros projetos além da procriação medicamente assistida (MAP). E isso vai reduzir as evacuações médicas”, garantiu.ANG/FAAPA

  

      Zimbábue/ SADC decide pôr fim ao mandato das suas tropas na RDC

Bissau, 14 Mar 25 (ANG) - A Comunidade de Desenvolvimento da África Austral (SADC) decidiu, quinta-feira, em uma cúpula extraordinária de chefes de estado e de governo realizada em Harare, Zimbábue, encerrar o mandato de suas tropas estacionadas na República Democrática do Congo (RDC).


A Missão da SADC, conhecida como SAMIDRC, foi enviada em dezembro de 2023 para ajudar o governo da RDC a restaurar a paz e a segurança no leste do país, que é assolado pela violência e pelo conflito armado.

Em um comunicado emitido no final de seus trabalhos, os chefes de Estado e de governo declararam que a Cúpula havia encerrado o mandato do SAMIDRC e ordenado o início de uma retirada gradual de tropas da RDC.

O contingente inclui tropas do Malawi, África do Sul e Tanzânia, que foram mobilizadas após uma resolução de 2023 na Namíbia para ajudar as forças armadas da RDC a combater grupos armados no leste do país, incluindo os rebeldes do M23.

A Cúpula observou com profunda preocupação a contínua deterioração da situação de segurança no leste da RDC, incluindo a captura de Goma e Bukavu, e o bloqueio de importantes rotas de abastecimento, dificultando a entrega de ajuda humanitária.

Os líderes da SADC apelaram à proteção e à livre circulação de civis que buscam segurança, instando todas as partes a respeitarem os princípios humanitários internacionais, a acabarem com os ataques à infraestrutura civil e a garantirem o acesso humanitário irrestrito.

Eles também ressaltaram seu comprometimento em resolver o conflito em curso na RDC e em apoiar intervenções que visem estabelecer paz e segurança duradouras no leste do país, de acordo com o Pacto de Defesa Mútua da SADC de 2003.

A mesma fonte acrescentou que a Cúpula reafirmou seu compromisso inabalável de continuar apoiando a RDC em seus esforços para preservar sua independência, soberania e integridade territorial, bem como para estabelecer paz, segurança e desenvolvimento duradouros.

Ele também reiterou a necessidade de uma solução política e diplomática entre todas as partes no leste da RDC, para a restauração da paz, segurança e tranquilidade no país.

Os líderes também reiteraram a decisão da Cúpula Conjunta da Comunidade da África Oriental (EAC) e da SADC de fundir os Processos de Luanda e Nairóbi e incluir mais facilitadores, a fim de fortalecer o processo de construção da paz.ANG/FAAPA

    

quinta-feira, 13 de março de 2025

Eliminatória Mundial 2026/Luís Boa Morte divulga lista dos 25 convocados com quatro novidades no plantel

Bissau, 13 Mar 25 (ANG) – O selecionador nacional de futebol, Luís Boa Morte, divulgou hoje, a lista dos 25 convocados para os jogos da quinta e sexta jornadas do grupo “A”, da eliminatória do próximo Mundial-2026, que decorre no México, Canadá e o Estados Unidos de América.

A lista apresenta quatro novidades no plantel, nomeadamente Babacar Fati, Mário Júnior, Van Félix e Tamble Ulisses Folgado.

O primeiro jogo dos Djurtus será contra a Serra Leoa, no próximo dia 20 ,no Estádio “Samuel Kenyon Doe,na Libéria, e o segundo jogo da Guiné-Bissau será em casa, contra a seleção do Burkina Faso, no dia 24 de Março.

A chegada dos “Djurtus” ao país será no dia 17 deste mês, para a preparação dos dois encontros, que poderá marcar a presença da Guiné-Bissau pela primeira vez num Campeonato do Mundo.

Eis a lista dos 25 convocados do técnico nacional Luís Boa Morte.

Guarda Redes: Fernando Ebadjé, Manuel Baldé e por último, Manuel Issufe Djalo.

Defesas:Jeferson Encada, Opa Sangate, Mancone Soriano Mané (Sori), Mamadu Samba Cande (Sambinha), Vitor Rofino, Babacar Fati, Gilberto Batista, Sene Camara, Mário Junior e Sana Gomes.

Médios: Janio Bikel da Silva, Alfa Semedo, Euciodalcio Gomes (Dalcio), Carlos Mane, Zidane Banjaqui, Vando Felix e Jorge Intima.

Avançados:Tamble Ulisses Folgado, Elves Balde, José Correia (Zé Turbo), Francelino Dju e Norberto Betuncal (Beto).

Técnico Nacional: Luís Boa Morte.

O grupo “A” é liderado  pelo Egipto com 10 pontos, de seguida vem a Guiné-Bissau com 06 pontos, e na terceira e quarta posição estão o Burkina Faso e Serra Leoa ambos com 05 pontos, a quinta posição é ocupada pela  Etiópia com 03 pontos, e na última posição está o Djibouti com apenas 01 ponto.ANG/LLA/ÂC//SG

Emigração/Governo promete resolver problemas de falta de documentação dos guineenses residentes na  Mauritânia

Bissau, 13 Mar 25 (ANG) - O Governo, através do Ministério dos Negócios Estrangeiros, Cooperação Internacional e das Comunidades,  e na pessoa do  Secretário de Estado das Comunidades, prometeu, esta quinta-feira, resolver o problema de falta de documentação que os emigrantes guineenses enfrentam na Mauritânia.

Nelson António Pereira deu a garantia em  conferência de imprensa realizada em reação à carta   sobre situações de aflições que os guineenses enfrentam na Mauritânia devido a falta de documentação, e que terá estado na origem de detenção de muitos deles.

Disse que, de acordo com a carta que recebeu da embaixada da Guiné-Bissau naquele país, os guineenses passam por dificuldades na Mauritânia devido a falta de documentação, razão pela qual muitos emigrantes foram detidos por não se disporem de  Carta de Residência(CR).

Disse que, a carta indica que, nas últimas semanas o Estado Mauritaniano tem intensificado ações de fiscalização no seu território, para controlo de CR, com alegação de que tais medidas estão a ser aplicadas  devido a falta de iniciativa dos emigrantes em relação a regularização das suas situações.

Nelson Pereira acrescenta citando a carta, de que , em 2022, o governo da Mauritânia realizou uma campanha gratuita de recenseamento, na sequência do qual 130 mil emigrantes receberam, à custo zero, os respetivos Cartão de Residência, mas que passados dois anos apenas sete mil emigrantes renovaram os seus  documentos.

Segundo Pereira, o que está a acontecer de momento na Mauritânia não se trata da perseguição aos emigrantes, mas sim aplicação das leis nacionais que respeitam a dignidade humana.

O governante  disse que a maioria dos cidadãos  guineenses residentes na Mauritânia não tem  a Carta de Residência em dia, e que as desculpas têm sido alegações de que  há dificuldades de obtenção e renovação dos documentos naquele país, devido a exigência de apresentação de Contrato de Trabalho e comprovativo da residência.

Nelson António Pereira disse, entretanto, citando a representação diplomática da Guiné-Bissau na Mauritânia, que parte significante de  emigrantes guineenses encontram-se em na situação irregular, porque  entraram de forma clandestina, sem Passaporte e sem Bilhete de Identidade , o que dificulta a sua regularização junto das autoridades mauritanianas .

"Independente do que estamos a falar sobre a falta de documentação dos emigrantes guineenses residentes na Mauritânia, houve um incidente que envolveu  um maliano e um mauritaniano, em que o maliano prestou serviço  ao mauritanianas mas este recusou  lhe pagar. Foram á polícia, e segundo as informações que recebemos, o maliano perdeu a justiça e, por sua vez, resolveu fazer a justiça com as suas próprias mãos,  acabando por  matar o mauritaniano. Daí a ira contra todos os emigrantes que foram pegos em situação irregular. Muitos pedreiros, sobretudo malianos e senegaleses, foram levados à prisão ou para a fronteira”, contou Nelson Pereira . ANG/MI/ÂC//SG