terça-feira, 18 de março de 2025

EUA/Astronautas regressam à Terra após nove meses retidos na Estação Espacial Internacional

Bissau, 18 Mar  25 (ANG) - Os dois astronautas da NASA, a agência aeroespacial dos Estados Unidos, retidos há nove meses na Estação Espacial Internacional, foram finalmente retirados da estação e estão a caminho da Terra, numa cápsula da empresa privada SpaceX.


Butch Wilmore e Suni Williams encerraram uma missão inesperadamente prolongada, que começou em junho, e partiram da Estação Espacial Internacional, juntamente com dois outros astronautas, numa cápsula que deve aterrar na costa da Florida, no sudeste dos Estados Unidos, esta terça-feira à noite.


Wilmore e Williams deveriam ter estado no espaço apenas uma semana, de acordo com os planos do primeiro voo de astronautas efetuado pela Boeing.


Porém, em junho, a cápsula do Boeing Starliner deparou-se com tantos problemas que a NASA insistiu para que regressasse vazia, deixando para trás os pilotos que realizaram esse teste, e que agora foram resgatados através de um voo da SpaceX.


Entretanto, houve ainda mais atrasos, quando uma cápsula nova da SpaceX, que devia ter transportado os substitutos dos dois astronautas da NASA há algumas semanas, necessitou de amplas reparações nos sistemas de baterias.


Uma cápsula mais antiga da empresa de Ellon Musk tomou então o lugar da anterior, e a operação pôde agora prosseguir.


A cápsula da tripulação da SpaceX acostou à Estação Espacial Internacional no último domingo, levando a bordo quatro astronautas, em representação dos EUA, Japão e Rússia.

ANG/Inforpress/Lusa

 

Reino Unido/Mais de 30 países dispostos a contribuir para força de manutenção de paz na Ucrânia

Bissau, 18 Mar 25 (ANG) - O Governo britânico afirmou hoje estimar que 30 países deverão participar na força de manutenção de paz na Ucrânia que Paris e Londres estão a tentar formar na expectativa de um cessar-fogo.

"Esperamos que mais de 30 países estejam envolvidos" nesta coligação, com "um número significativo de países a fornecer tropas e um grupo mais vasto (de países) a fornecer outras contribuições", disse um porta-voz do primeiro-ministro britânico, Keir Starmer.

"O primeiro-ministro indicou, no fim de semana, que haveria diferentes capacidades (disponibilizadas) consoante o país, e que estão em curso discussões operacionais sobre o que a 'coligação das vontades' (coalition of the willing em inglês) é capaz de fornecer", disse o porta-voz. 

Para além do envio de tropas para a Ucrânia que alguns países, incluindo a França e o Reino Unido, manifestaram estar prontos a fornecer, as contribuições esperadas poderão consistir em apoio logístico e técnico ou no acolhimento de tropas no seu território, clarificou o porta-voz de Keir Starmer.

Starmer indicou, no sábado, após uma reunião virtual com cerca de 25 países aliados da Ucrânia, que a iniciativa iria passar para uma fase operacional, com uma reunião de chefes militares agendada para esta quinta-feira em Londres. 

Vários países europeus, incluindo Portugal representado pelo primeiro-ministro português, Luís Montenegro, a Ucrânia, Canadá, Austrália e a Nova Zelândia participaram no encontro de sábado, bem como a União Europeia e a NATO. 

O objetivo da força de manutenção de paz é dissuadir a Rússia de violar um eventual cessar-fogo caso Moscovo aceite a proposta dos Estados Unidos com a qual Kiev já concordou. 

O Presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, deverá conversar com o russo, Vladimir Putin, na terça-feira.

Até à data, a Rússia tem-se oposto totalmente à presença de tropas europeias na Ucrânia.

"A Rússia não pediu a opinião da Ucrânia quando enviou tropas norte-coreanas para a linha da frente, no ano passado", respondeu o porta-voz.

ANG/Inforpress/Lusa

 

Política/Movimento Nacional da Sociedade Civil promove encontro  sobre necessidade de preservação da paz no país

Bissau, 18 Mar 25 (ANG)  - O Movimento Nacional da Sociedade Civil para a Paz Democracia e Desenvolvimento(MNSCPDD), prevê para  breve a realização de um encontro com  atores políticos sobre a necessidade de promover a paz no país  

A iniciativa foi revelada, segunda-feira, pelo  presidente do MNSCPDD, Fodé Caramba Sanhá à saída de uma audiência com o Presidente da República Umaro Sissoco Embaló.

Fodé Sanhá informou que o Presidente da República garantiu que vai colaborar  em qualquer que seja reunião ou encontro que visa a promoção da unidade nacional.

“Umaro Sissoco Embaló disse que, apenas precisamos lhe avisar com antecedência sobre os encontros que pretendemos realizar, para que ele possa organizar as suas agendas”, explicou aquele responsável.

Sanha contou ainda que o Presidente da República manifesta sua disponibilidade de dialogar com todos os atores políticos nacionais e as organizações da sociedade civil,  com a finalidade de evitar conflitos pós-eleitoral na Guiné-Bissau. ANG/AALS/ÂC//SG

Ambiente/Delegação são-tomense em Bissau para levar experiência guineense de preservação e restauração de mangais

Bissau, 18 Mar (ANG) -  Uma delegação de São-Tomé e Príncipe ligada ao ambiente está em Bissau em visita de troca de experiências com as estruturas guineenses ligadas ao ambiente e biodiversidade, nos domínios de restauração e preservação de mangais.

Segundo publicação feita pelo Ministério do Ambiente, Biodiversidade e Ação Climática  na sua página na Facebook, a delegação chefiada pelo Coordenador do Projeto The Restoration Initiative (TRI) , Faustino Oliveira manteve segunda-feira um encontro com o ministro do Ambiente, Biodiversidade e Ação climática Viriato Luís Soares Cassamá, no decurso do qual as partes analisaram a necessidade de se adoptar mecanismos eficazes de troca de informações sobre situações do meio ambiente nos dois países.

“Temos vários temas em comum e que precisam de alguma sinergia e troca de informações e  experiências para melhor administração do ambiente nos dois países ̏ disse   Viriato Luís Soares Cassamá.

O ministro do Ambiente, Biodiversidade e Ação Climática agradeceu a visita e disse tratar-se de um momento oportuno para desenvolver e intensificar as relações entre a Guiné-Bissau e São Tomé e Príncipe, no domínio do  ambiente,  de forma mais profícua para os dois países.

Segundo Faustino Oliveira, a delegação de São Tomé e Príncipe veio buscar   experiências  da Guiné-Bissau nos domínios de restauração e preservação de mangais.

O o projeto TRI tem como objetivo a restauração de mais de três mil hectares de áreas degradadas focando na restauração florestal e paisagística da Ilha de príncipe.ANG/JD/ÂC//SG

         EUA/Trump inicia despedimentos em massa na Voz da América

Bissau,18 Mar 25(ANG) - A administração Trump iniciou, domingo, despedimentos em massa na Voz da América e noutros meios de comunicação social financiados pelos EUA, deixando clara a sua intenção de silenciar as vozes mais críticas.

Na noite da passada sexta-feira (14.03), pouco depois de o Congresso ter aprovado a sua última lei de financiamento, Donald Trump deu instruções à sua administração para reduzir as funções de vários meios de comunicação social geridos pelo governo norte-americano ao mínimo exigido por lei.

Entre os abrangidos estão a Voz da América (VOA), a Rádio Europa Livre/Rádio Liberdade, a Rádio Ásia Livre e a Rádio Marti, que transmite notícias em espanhol para Cuba.

Os funcionários da VOA receberam um e-mail no sábado (15.03) a dizer que seriam colocados em licença administrativa remunerada "até notificação em contrário" e instruindo-os a não entrar nos escritórios da Voz da América ou aceder aos sistemas internos.

"Pela primeira vez em 83 anos, a famosa Voz da América está a ser silenciada", informou o diretor da VOA, Michael Abramowitz, num comunicado, acrescentando que "praticamente" toda a equipa, de 1.300 pessoas, foi colocada em licença.

"A VOA promove a liberdade e a democracia em todo o mundo, contando a história da América e fornecendo notícias e informações objetivas e equilibradas, especialmente para aqueles que vivem sob a tirania", disse Abramowitz. 

A organizacao Repórteres Sem Fronteiras (RSF) condenou a decisão, que classificou como "um desvio do papel histórico dos EUA como defensor da informação livre", e apelou ao governo dos EUA "para restaurar a VOA", cuja origem remonta aos tempos da Guerra Fria.

A Rádio Europa Livre/Rádio Liberdade e a Rádio Ásia Livre, que são financiadas pelo governo dos EUA, também viram o seu financiamento cortado. As estações transmitem informação livre para audiências fora dos Estados Unidos, incluindo na Coreia do Norte, na China e em zonas de conflito como a Ucrânia e a Rússia.

Donald Trump e o bilionário Elon Musk, seu aliado, têm tentado reduzir o financiamento de várias agências e programas federais.

Os últimos cortes dirigidos aos meios de comunicação social surgiram apenas um dia depois de Trump ter criticado publicamente os meios de comunicação social dos EUA, que apelidou de "corruptos" e "ilegais".

O Presidente norte-americano acusou os meios de comunicação social de serem tendenciosos contra ele e de classificarem os canais privados CNN e MSNBC como "braços políticos do Partido Democrata".

Durante o seu primeiro mandato, Trump já tinha entrado em conflito com a VOA e obrigou dois dos seus principais diretores a demitirem-se em 2020. A Casa Branca contestou especificamente um vídeo sobre a reabertura de Wuhan na China, o ponto de origem da pandemia da Covid-19.

Na altura, a administração alegou que a VOA "fala demasiadas vezes pelos adversários da América - não pelos seus cidadãos" e que o canal "amplificava a propaganda de Pequim". ANG/DW/AFP/Lusa

segunda-feira, 17 de março de 2025


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Fonte: BCEAO

Regiões/ “Escola do Ensino Básico Unificado de N'tchangue Budeta Sector de Nhacra depara com falta professores”, diz o Diretor

Nhacra,17 Mar 25 (ANG) – O Diretor da escola do ensino básico unificado de N'tchangue, no sector de Nhacra, região de Oio norte do país, afirmou que a instituição que dirige está com falta de professores para  algumas disciplinas, nomeadamente Matemática, Português e  Ciências Sociais.

Em entrevista exclusiva ao correspondente regional da ANG, Armindo Francisco N'tchama pediu a intervenção do ministro da Educação no sentido de solucionar o problema, por forma a garantir que os alunos tenham o mesmo nível de conhecimento em relação aos demais de outras escolas..

Para além disso, pediu ainda a construção de mais infraestruturas escolares nessa tabanca, porque o atual estabelecimento conta apenas com cinco (5) pavilhões e não é suficiente para receber o número de crianças que pretendem frequentar o ensino científico, tendo em conta aumento do numero da população.

Acrescentou que, devido a essa carência, em cada sala estudam cerca de 40 alunos, contra 30, o número máximo fixado pelo Ministério da Educação.

Segundo o diretor, são obrigados a percorrer  mais de quatro quilómetros até Dugal, para prosseguir os seus estudos.

O referido estabelecimento funciona desde de jardim infantil ao sexto ano de escolaridade.

 A tabanca de N´tchangue conta com mais de 2000 habitantes.ANG/AD/LPG/ÂC//SG

Diplomacia/Governo condena  “agressão” contra Embaixador Hélder Vaz na Suíça

Bissau, 17 Mar 25 (ANG) – O Governo, através do Ministério dos Negócios Estrangeiros, Cooperação Internacional e das Comunidades condenou hoje uma alegada  “agressão física”, contra o Embaixador da Guiné-Bissau em Genebra/Suíça, Hélder Vaz Lopes, tendo  aconselhado ao diplomata a entrar com uma queixa crime contra os suspeitos já identificados.

Em declarações à imprensa, Carlos Pinto Pereira disse que Hélder Vaz, o embaixador da Guiné-Bissau na Bélgica que igualmente supervisiona a Suíça, deslocou-se à Genebra para uma missão de Serviço e aí foi agredido por um compatriota guineense.

“Manifestamos a nossa total solidariedade com o embaixador e pedimos-lhe que continue com toda a força no seu trabalho, uma vez que a missão que está a desenvolver é para o interesse da Guiné-Bissau e do seu povo, por isso, não deve recuar", disse.

Pereira pede à  todos os compatriotas, que, segundo diz, têm estado a utilizar as redes sociais para divulgar comportamentos não aceitáveis, que deixem de o fazer porque não é a maneira correta de fazer política .

Segundo o governante,  as pessoas não devem recorrer as redes sociais para manifestar seus descontentamentos sobre  determinada situação politica vigente, uma vez que existem outras maneiras de o fazer.

Pinto Pereira disse que foi pedido ao Hélder Vaz  para avançar com uma queixa contra pelo menos duas pessoas envolvidas, já  identificadas(o agressor e o orquestrador de todo o cenário ocorrido publicamente).ANG/MSC/ÂC//SG

 

Infraestruturas/Presidente da República defende   realização das autarquias em 2026

Bissau, 17 Mar 25 (ANG) -  O Presidente da República defendeu realização de eleições autarquias em 2026 , “para descentralizar o poder e permitir que  todas as regiões possam ter Câmaras Municipais para fazer seu o desenvolvimento urbano”.

Umaro Sissoco Embaló falava em Cumura de Padre, setor de Prábis no  fim de semana, na cerimónia de lançamento da primeira pedra para a construção da estrada que liga Bôr à Prabis, na região de Biombo, norte do país.

O Chefe de Estado disse tratar-se de  um projeto que ronda cerca de dois biliões de francos CFA .

Disse que, o lançamento da primeira pedra para construção da referida estrada é uma chamada de atenção para que as pessoas que têm terrenos na berma da estrada preservassem os seus espaços, uma vez que a zona já faz parte de Bissau.

Umaro Sissoco Embaló , acompanhado do Vice-presidente deste país, Teodoro Obiang Nguema referiu que a Guiné Equatorial, na qualidade de país modelo em África, em termos de infraestruturação,  vai servir de exemplo para a Guiné-Bissau.  

"Neste momento, temos uma equipa  dos Emiratos Árabes Unidos que vem para constatar de perto a questão da área de saúde, de estrada, de mesquita e de turismo”, disse.

Umaro Sissoco Embaló  anunciou  que no próximo dia 15 Abril  vai proceder ao lançamento da primeira pedra para a construção da  estrada Safim/Mpakc.

O governador de região de Biombo, Fernando Djú agradeceu o gesto, sublinhando que para além da estrada, também têm outras necessidades ligadas à saúde, educação, ambiente e  outras áreas, apesar de muitos apoios realizados.

"Queremos que o Presidente da República continuasse a dobrar esforços junto do governo no sentido de satisfazer as necessidades da população. O  povo de Biombo está em divida para com o Presidente da República, pelo que devemos dar-lhe o 2º mandato," disse. ANG/MI/ÂC//SG

Cooperação/ Vice-presidente da Guiné Equatorial enaltece  obras de  reabilitação das infraestruturas na Guiné-Bissau

Bissau, 17 Mar 25 (ANG) -  O Vice-presidente da Guiné Equatorial enalteceu fim de semana  as obras de  reabilitação das infraestruturas na capital Bissau e  a forma como  Umaro Sissoco Embaló  está a reorganizar o país. 

Teodoro Nguema Obiang Mangue, que esteve no sábado em Bissau para uma visita de trabalho de algumas horas,  disse que a cidade de Bissau está muito limpa.

O governante da Guiné-Equatorial fazia a sua primeira visita à Guiné-Bissau e disse que se encontrava  no país para o reforço e concretização de alguns acordos de cooperação bilaterais assinados entre os dois países .

Obiang revelou  que o Presidente Sissoco Embaló foi convidado à visitar a Guiné Equatorial no  próximo mês de Abril.

Por sua vez, o Chefe de Estado guineense disse que os dois países têm muitas coisas em comum, acrescentando que esta primeira visita do Obiang Nguema a Guiné-Bissau vai permitir a concretização dos acordos assinados entre os ministros dos Negócio Estrangeiros dos dois países.ANG/JD/ÂC//SG


Cabo Verde/Governo solicita esclarecimentos sobre eventuais restrições à entrada nos Estados Unidos

Bissau, 17 Mar 25 (ANG)  - O governo de Cabo Verde “vai encetar diligências” junto das entidades norte-americanas para obter esclarecimentos detalhados sobre as preocupações que levaram à inclusão de Cabo Verde na lista de países que poderão ter restrições de viagem para os Estados Unidos.

Em causa está a recente publicação do jornal New York Times que refere a existência de uma proposta de países categorizados por níveis de gravidade (vermelho, laranja e amarelo), cujas viagens para os Estados Unidos poderão ser proibidas ou restringidas.

Cabo Verde encontra-se incluído nessa lista no nível amarelo, o que significa que existem preocupações que poderão ser sanadas em diálogo com as autoridades norte-americanas num prazo de 60 dias. 

Esta manhã, em declarações à rádio pública cabo-verdiana, o embaixador de Cabo Verde nos Estados Unidos, José Luís Livramento, anunciou que os diplomatas da representação do arquipélago em Washington reúnem-se, esta segunda-feira, com o Departamento de Estado norte-americano para saber se de facto Cabo Verde está na lista amarela e quais são os motivos.

Este encontro deve decorrer "para sabermos qual é o motivo pelo qual constamos na lista e pela certa que não será grandes motivos, porque eu não estou a ver grandes motivos para tal, e pela certa que iremos corrigir em diálogo com as entidades americanas a possível situação", declarou o diplomata.

Na mesma entrevista, o embaixador de Cabo Verde José Luís Livramento garantiu que os cidadãos cabo-verdianos nos Estados Unidos da América são cumpridores com a lei.

De acordo com o jornal New York Times, para além de Cabo Verde, Angola, São Tomé e Príncipe e Guiné Equatorial são alguns dos 43 países cujos cidadãos podem vir a enfrentar restrições à entrada nos Estados Unidos.

 

Durante a campanha para a sua reeleição, Donald Trump deu conta da sua intenção de restaurar a lei proibindo os cidadãos de uma série de países de viajar para os Estados Unidos. Durante o seu primeiro mandato, entre 2017 e 2021, o magnata implementou uma primeira vez este tipo de dispositivo, alegando pretender "proteger os Estados Unidos dos terroristas estrangeiros e outras ameaças à segurança nacional e pública".ANG/Lusa

               RDC/ Oposição favorável às negociações com o M23

Bissau, 17 Mar 25 (ANG) - Os representantes dos partidos de oposição na República Democrática do Congo são favoráveis às negociações com o grupo rebelde M23.

As discussões directas entre Kinshasa e a AFC/M23 estão previstas para o dia 18 de Março, em Luanda, sob a mediação do Presidente João Lourenço.

Moïse Katumbi fala num “passo decisivo” que se desenha no horizonte graças à mediação de Angola, um parceiro que considera "fiel, constante e imparcial", referindo ainda que as negociações deveriam reunir não só os grupos armados e as autoridades de Kinshasa, mas também a oposição política, a sociedade civil e a igreja para um diálogo «inclusivo, sincero e construtivo».

No entanto, o antigo candidato presidencial, alerta para “as manobras políticas ou acordos que levariam a uma paz ilusória, frágil e efémera”.

Martin Fayulu também elogiou o Presidente angolano, João Lourenço, cuja acção "deixará uma marca indelével na história de África e permanecerá para sempre gravada na memória coletiva do povo congolês".

Martin Fayulu também pediu apoio para a iniciativa dos bispos, que diz constituir uma "oportunidade decisiva para enfrentar as causas profundas das crises políticas e de segurança recorrentes que impedem a estabilidade e o progresso" da RDC.

O ex-primeiro-ministro Matata Mponyo acredita que as negociações de Luanda e a iniciativa dos bispos constituem, “os dois segmentos do único e mais apropriado caminho para pôr fim definitivo aos conflitos repetitivos”.

Ontem, 15 de Março, João Lourenço, Presidente de Angola e presidente em exercício da União Africana, apelou a um cessar-fogo no leste da República Democrática do Congo para favorecer as negociações de paz entre o movimento M23 e a delegação congolesa.

"O cessar-fogo deve incluir o fim de todas as acções hostis possíveis contra a população civil e a conquista de novas posições na área do conflito, na esperança de que essas iniciativas e outras levem à criacção de um clima de distensão que favoreça o início das negociações de paz, que ocorrerão em breve em Luanda, entre a República Democrática do Congo e o M23", pode ler-se.

As negociações, organizadas por Luanda, devem ocorrer na capital angolana na próxima terça-feira, 18 de Março, marcando a primeira vez que o Governo da RDC aceita negociar directamente com os rebeldes do M23, que, segundo Kinshasa, são apoiados pelo Ruanda e avançam pelo território congolês. ANG/RFI

Portugal/Rússia pede fim do uso da força no Iémen, EUA rejeitam novos ataques dos Huthis

Bissau, 17 Mar 25 (ANG)  – O ministro dos Negócios Estrangeiros russo, Sergei Lavrov, pediu ao secretário de Estado dos EUA o fim do uso da força no Iémen, mas Marco Rubio garantiu que Washington não tolerará novos ataques dos Huthis a navios norte-americanos.

Numa conversa telefónica no sábado à noite, que decorreu por iniciativa de Washington, Rubio informou Lavrov sobre as operações militares contra os Huthis do Iémen, assegurando ao seu homólogo russo de que Washington não permitirá que o grupo rebelde continue a atacar alvos norte-americanos no Mar Vermelho e arredores.

“O secretário de Estado informou a Rússia sobre as operações militares de dissuasão dos EUA contra os Huthis apoiados pelo Irão e sublinhou que os contínuos ataques dos Huthis a navios militares e de carga dos EUA no Mar Vermelho não serão tolerados”, avançou uma porta-voz do departamento norte-americano, Tammy Bruce, em comunicado.

Num outro comunicado, o Ministério dos Negócios Estrangeiros russo refere que, “em resposta ao argumento apresentado pelo representante dos EUA, Sergei Lavrov enfatizou a necessidade de todas as partes cessarem imediatamente o uso da força".

Lavrov instou ainda o seu homólogo americano a envolver-se num "diálogo político para encontrar uma solução que evite mais derramamento de sangue" no Iémen.

Durante o mesmo telefonema, Rubio e Lavrov partilharam ainda propostas e ideias para o futuro das suas relações com a Arábia Saudita, com o objectivo de dar “passos” para dar seguimento aos recentes encontros na Arábia Saudita.

"Foram discutidos aspectos específicos da implementação dos acordos alcançados na reunião de altos funcionários russos e norte-americanos, a 18 de Fevereiro, em Riade. Lavrov e Rubio concordaram em manter-se em contacto", refere a declaração russa.

Pelo menos 31 pessoas morreram e outras 101 ficaram feridas numa nova operação militar ordenada no sábado pelo Presidente norte-americano, Donald Trump, contra posições dos insurgentes houthis na capital do Iémen, Sana'a.

De acordo com Trump, trata-se de uma “acção militar decidida e decisiva” contra a insurreição Huthi do Iémen, em represália pela sua campanha de ataques a navios no Mar Vermelho, mas cujo pano de fundo é, em última análise, um sério aviso ao Irão, a principal potência que apoia os milicianos iemenitas.

ANG/Inforpress/Lusa

 

Irão/Autoridades avisam que retaliarão contra qualquer ataque após mensagem de Trump 

Bissau, 17 Mar 25 (ANG) – O Irão vai retaliar contra qualquer ataque, avisou hoje o chefe dos Guardas da Revolução, o exército ideológico do país, depois de o Presidente norte-americano, Donald Trump, ter ameaçado Teerão por apoiar os rebeldes Huthis no Iémen.

“O Irão não procura a guerra, mas se alguém o ameaçar, dará respostas adequadas, resolutas e definitivas” a qualquer ataque, garantiu o general Hossein Salami à televisão estatal.

Horas antes, o chefe da diplomacia iraniana, Abbas Araghchi, afirmou que os Estados Unidos “não têm direito de ditar” a política externa do Irão, declarações feitas após os ataques norte-americanos de sábado contra os Huthis, que provocaram pelo menos 31 mortos e 101 feridos, segundo o Ministério da Saúde dos rebeldes.

“O Governo norte-americano não tem autoridade nem direito de ditar a política externa do Irão”, escreveu Abbas Araghchi na rede social X, apelando ao "fim da matança do povo iemenita".

O Presidente dos EUA, Donald Trump, disse que ordenou no sábado ataques aéreos à capital do Iémen, Sanaa, e prometeu usar uma “força letal esmagadora” até que os rebeldes Huthis, apoiados pelo Irão, deixem de atacar navios num corredor marítimo vital.

“Os nossos corajosos combatentes estão neste momento a levar a cabo ataques aéreos contra as bases, os líderes e as defesas antimísseis dos terroristas para proteger a navegação, os meios aéreos e navais americanos e para restaurar a liberdade de navegação”, afirmou Donald Trump numa publicação nas redes sociais.

“Nenhuma força terrorista impedirá as embarcações comerciais e navais americanas de navegarem livremente pelas vias navegáveis do mundo”, frisou.

O Presidente norte-americano também deixou uma mensagem ao Irão: “Não ameacem o povo norte-americano, o seu Presidente (...) ou as rotas marítimas do mundo. E se o fizerem, tenham cuidado, porque a América vai atribuir-vos toda a responsabilidade e não vos faremos nenhum favor”.

Os ataques aéreos ocorrem alguns dias depois de os Huthis terem dito que iriam retomar os ataques a navios israelitas que navegam nas águas ao largo do Iémen, em resposta ao bloqueio de Israel a Gaza. Desde então, não se registaram ataques dos Huthis.

Os Huthis fazem parte do que o Irão chama o “eixo de resistência” a Israel, que inclui ainda o movimento islamita palestiniano Hamas e o Hezbollah libanês.

Saudando “o apoio” dado pelos Huthis ao povo palestiniano na Faixa de Gaza, o Hamas emitiu uma declaração no sábado a condenar a “agressão aérea americano-britânica” e descrevendo-a como uma “violação flagrante do direito internacional”.

Os Huthis efectuaram desde Novembro de 2023 ataques ao largo da costa do Iémen contra navios que acreditam estar ligados a Israel, mas também aos Estados Unidos e ao Reino Unido, cessando os ataques a 19 de Janeiro, quando entrou em vigor a trégua entre Israel e o Hamas.

Alegam estar a agir em solidariedade com os palestinianos em Gaza, onde uma guerra de 15 meses entre o Hamas e Israel foi desencadeada por um ataque sem precedentes do movimento islamista palestiniano em solo israelita, em 07 de Outubro de 2023.

Os ataques a navios perturbaram o tráfego no mar Vermelho e no golfo de Aden, uma zona marítima essencial para o comércio mundial, levando os Estados Unidos a criar uma coligação naval multinacional e a atacar alvos rebeldes no Iémen, por vezes com a ajuda do Reino Unido.

De acordo com o porta-voz do Pentágono Sean Parnell, os Huthis “atacaram 174 vezes navios de guerra norte-americanos e 145 vezes navios comerciais desde 2023”.

No início de Março, os Estados Unidos classificaram os Huthis como uma “organização terrorista estrangeira”, após Trump ter assinado uma ordem executiva. ANG/Inforpress/Lusa

 

Desporto-futebol/Balantas perdem e viram  SB Benfica distanciar-se na liderança

Bissau, 17 Mar 25(ANG) - O FC Balantas de Mansoa averbou na tarde de sábado, (15), a primeira derrota caseira da época frente a  modesta equipa de Háfia de Bafatá, por 1-2, na partida referente a 21ª jornada do campeonato nacional da primeira liga de futebol.

A moldura humana no campo Corca Sow, em Mansoa, testemunhou a festa do futebol que acabaria com o dissabor da derrota da formação de casa, através dos tentos que surgiram no segundo período do encontro após o nulo na primeira parte.

No minuto 60, os rapazes de leste, orientados por Seco Sarr, abriram o marcador por intermédio do centro-campista, Issa, através de uma ‘bomba atômica’ na entrada da grande área sem hipóteses para o guarda-redes da casa.

Três minutos depois, ou seja, aos 63 minutos, a formação caseira restabeleceu a igualdade através de um remate certeiro do atacante, Quemo, que acabaria de entrar no minuto 54.

Depois do empate no marcador, toda a massa adepta de Mansoa esperava o golo da vitória da sua equipa ou, pelo menos, um possível empate, mas acabaria por acontecer o inesperado segundo golo de Háfia de Bafatá que surgiu, surpreendentemente, no minuto 90+3, através de um ”míssil” do atacante Sene, na grande área, na finalização de  uma perfeita jogada do contra-ataque dos visitantes.

Com  este resultado de 1-2, a turma do norte do país continua no segundo posto da tabela classificativa, com 24 pontos, atrás do líder SB Benfica que já soma 30 pontos – porém de forma virtual, uma vez que as duas formações têm, entre elas, um jogo inconclusivo no qual Águias estavam em vantagem [2-1] antes do apagão no estádio Lino Correia, em Bissau.

Enquanto isso, a modesta formação de Háfia de Bafatá passou a somar 12 pontos, subindo para o meio da tabela classificativa.ANG/FUT 245