quarta-feira, 19 de março de 2025

EUA/Negociações de cessar-fogo na Ucrânia começam na Arábia Saudita no domingo

 

Bissau, 19 Mar 25 (ANG) - As negociações para um cessar-fogo na Ucrânia "vão começar no domingo em Jeddah", na Arábia Saudita, disse o enviado norte-americano para o Médio Oriente, depois de a Rússia ter anunciado uma trégua de 30 dias.


"Penso que os russos aceitaram ambos os pontos. Tenho esperança de que os ucranianos aceitem", disse na terça-feira Steve Witkoff à televisão norte-americana Fox News, em referência à trégua limitada às infraestruturas energéticas e um cessar-fogo marítimo no mar Negro.


Numa conversa telefónica, o Presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, e o homólogo russo, Vladimir Putin, concordaram com uma trégua na Ucrânia, limitada às infraestruturas energéticas, que Witkoff esclareceu que "diz respeito à energia e às infraestruturas em geral".

O enviado disse que a delegação dos EUA na Arábia Saudita seria liderada pelo secretário de Estado, Marco Rubio, e pelo conselheiro de Segurança Nacional, Mike Waltz, mas não especificou quem seriam os interlocutores do lado da Rússia.


Na terça-feira à noite, o Presidente ucraniano, Volodymyr Zelensky, afirmou que Putin “rejeitou efetivamente a proposta de cessar-fogo" apresentada pelos Estados Unidos e que prosseguiu os ataques contra a Ucrânia.


Zelensky relatou nas redes sociais que perto de 40 ‘drones' de ataque russos Shahed cruzavam os céus ucranianos durante a noite, em várias regiões do país, e que a defesa aérea estava ativa.


Isto poucas horas depois de Moscovo ter anunciado, na sequência de uma conversa telefónica entre Putin e Trump, uma trégua de 30 dias nos ataques às infraestruturas e alvos energéticos ucranianos, aquém do cessar-fogo pretendido por Washington e aceite sem condições preliminares por Kiev.


“Infelizmente, também há impactos nas infraestruturas civis. Ataque direto de um Shahed contra um hospital em Sumy, ataques em cidades na região de Donetsk, ‘drones’ agora mesmo nos céus das regiões de Kiev, Jitomir, Sumy, Chernihiv, Poltava, Kharkiv, Kirovohrad, Dnipropetrovsk e Cherkasy”, afirmou o Presidente ucraniano.


“São estes ataques noturnos da Rússia que destroem o nosso sistema energético, as nossas infraestruturas e a vida normal dos ucranianos. E o facto de esta noite não ter sido exceção mostra que devemos continuar a pressionar a Rússia pela paz”, adiantou.


Putin “rejeitou efetivamente a proposta de cessar-fogo total” e "seria correto o mundo responder rejeitando qualquer tentativa de Putin de prolongar a guerra”, acrescentou Zelensky.ANG/Inforpress/Lusa

 

         EUA/Sinais das alterações climáticas bateram recordes em 2024

 

Bissau, 19 Mar 25 (ANG) - Os principais sinais das alterações climáticas bateram recordes no ano passado, confirmou hoje uma equipa internacional de cientistas da Organização Meteorológica Mundial (OMM), alertando que algumas das suas consequências “serão irreversíveis durante centenas, se não milhares de anos”.

 

"Os sinais claros das alterações climáticas induzidas pelo homem atingiram novos níveis em 2024, e algumas das suas consequências serão irreversíveis durante centenas, se não milhares de anos", pode ler-se, num relatório publicado esta quarta-feira pela agência científica das Nações Unidas (ONU).


Os cientistas colocam o aumento a longo prazo da temperatura média global entre 1,34 e 1,41 graus Celsius, em comparação com o período de referência (1850-1900).


De acordo com os especialistas da OMM, cada fração adicional de grau (à temperatura média global) aumenta os custos e os riscos para a humanidade.

O relatório confirma que 2024 foi o primeiro ano em que a temperatura média global excedeu os níveis pré-industriais em 1,55°C, tornando-se o ano mais quente já registado nos últimos 175 anos.


Além disso, esta estimativa implica que o limite de 1,5°C estabelecido pela comunidade internacional como o nível máximo tolerável de aquecimento global foi excedido e, para além desse limite, as consequências para a humanidade serão muito graves e irreversíveis.

Os cientistas da OMM sublinharam que, apesar de tudo, as temperaturas são "apenas uma pequena parte" de uma situação muito mais complexa, na qual, por exemplo, a concentração de dióxido de carbono na atmosfera também atingiu níveis sem precedentes nos últimos 800 mil anos.


A situação nos polos está também a caminhar num sentido muito preocupante: os 18 níveis mais baixos de gelo marinho no Ártico foram registados nos últimos 18 anos, enquanto as três menores extensões de gelo marinho na Antártida ocorreram nos últimos três anos.

Além disso, a perda de massa glaciar no período de três anos de 2022-2024 foi a maior da história.


A subida do nível do mar --- onde está armazenada 90% da energia captada pelos gases com efeito de estufa no sistema terrestre --- também acelerou, aumentando duas vezes mais depressa do que desde que começaram as medições por satélite.


De acordo com o relatório, o conteúdo de calor do oceano em 2024 atingiu o seu nível mais elevado nos 65 anos de registos observacionais, e cada um dos últimos oito anos estabeleceu um novo recorde.


Assim, a taxa de aquecimento dos oceanos nas últimas duas décadas (2005-2024) é mais do dobro da registada no período de 1960-2005.


Em termos de temperaturas, os últimos dez anos foram os mais quentes de que há registo, e cada um dos últimos oito anos estabeleceu um novo recorde de aquecimento dos oceanos.


As temperaturas record em 2024 foram atribuídas ao aumento contínuo das emissões de gases com efeito de estufa - que causam o aquecimento global - e à transição de La Niña para El Niño, enquanto fatores como as alterações no ciclo solar também podem ter contribuído.ANG/Inforpress/Lusa

Portugal/ Agências Reguladoras do Ensino Superior debatem fortalecimento da qualidade no espaço CPLP

Bissau, 19 Mar 25 (ANG) - O VI Encontro das Agências Reguladoras do Ensino Superior dos Estados-membros da Comunidade dos Países de Língua Portuguesa (CPLP) realiza-se nos dias 19 e 20 de Março, na sede da organização, em Lisboa.

O encontro em formato presencial e virtual, terá a Agência Nacional de Regulação do Ensino Superior de São Tomé e Príncipe (ANRES-STP) como entidade organizadora do encontro, em articulação com o Secretariado Executivo da CPLP.

De acordo com uma nota divulgada pelo Secretariado Executivo da CPLP, o tema desta edição é o “Fortalecimento da garantia de qualidade do ensino superior no espaço da CPLP”.

Na sessão de abertura, esta quarta-feira, 19, estão previstas as intervenções do secretário Executivo da CPLP, Zacarias da Costa, da ministra da Educação, Cultura, Ciência e Ensino Superior de São Tomé e Príncipe, Isabel Abreu, da presidente da comissão instaladora da ANRES-STP, Sónia Magalhães, e da diretora-geral da UNESCO, Audrey Azoulay.

Conforme o programa, o encerramento do primeiro dia de trabalhos vai contemplar as intervenções do ministro da Educação, Ciência e Inovação de Portugal, Fernando Alexandre, e da ministra da Educação, Cultura, Ciência e Ensino Superior de São Tomé e Príncipe, Isabel Abreu.

O encerramento dos trabalhos, no dia 20 de Março, contará com balanço a ser efectuado pela presidente da comissão instaladora da ANRES-STP, Sónia Magalhães, e com a alocução do director-geral da CPLP, o embaixador Armindo de Brito Fernandes.

Após o final deste VI Encontro, está prevista a concretização da Assembleia Geral do Fórum Especializado das Agências de Avaliação e Regulação do Ensino Superior da CPLP, no dia 20 de Março. ANG/Inforpress

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Fonte: BCEAO


Diplomacia/"
Nunca houve sanções impostas à Guiné-Bissau", diz Embaixador dos EUA

Bissau, 19 Mar 25(ANG) - Os Estados Unidos da América (EUA) nunca impuseram sanções à Guiné-Bissau por falhas no combate ao tráfico humano ou outras razões, disse terça-feira o embaixador norte-americano para o Senegal e Guiné-Bissau, Michael Raynor.

O diplomata foi terça-feira recebido pelo Presidente guineense, Umaro Sissoco Embaló, e, depois da audiência no Palácio da Presidência, falou aos jornalistas sobre as relações dos dois países.

"Quero agradecer a oportunidade de esclarecer que nunca houve sanções impostas à Guiné-Bissau sobre o tráfico de pessoas ou outras quaisquer", afirmou.

O embaixador respondia a uma pergunta sobre uma notícia de 2023 que dava conta de que os EUA anunciaram sanções a vários territórios, entre os quais Guiné-Bissau, por falhas na luta contra o tráfico humano.

Michael Raynor explicou que os Estados Unidos da América fazem uma avaliação anual do desempenho dos países sobre o tráfico de pessoas. Segundo disse, "os países colocados num nível mais baixo não são alvo de sanções, mas sim de restrições nas relações e parcerias com os EUA".

Foi o que aconteceu em 2023 com a Guiné-Bissau, como apontou, adiantando que no ano passado (em 2024), o país africano "fez bons esforços no combate ao tráfico de pessoas", o que o "retirou de uma categoria menor e eliminou as restrições".

Michael Raynor disse que na conversa de terça-feira com o Presidente guineense agradeceu os progressos e pediu que continue os esforços para que a Guiné-Bissau se mantenha nesta posição.

De acordo com o diplomata, no encontro no Palácio da Presidência falaram ainda das dinâmicas políticas dos dois países, das prioridades políticas da nova administração do Presidente Trump, em Washington.

Falaram ainda sobre aprofundar a cooperação e parcerias, particularmente em desenvolver o setor privado na Guiné-Bissau com a possibilidade de empresas norte-americanas se instalarem no país.

"Trazer a alta qualidade da tecnologia e padrões dos EUA e criar empregos na Guiné-Bissau", concretizou o embaixador.

O diplomata norte-americano disse que expressou, também, "admiração" ao Presidente Embaló pelos esforços deste "para promover a paz e estabilidade em todo o mundo".

Sobre ainda as relações dos dois países, indicou que "falam regularmente, incluindo os presidentes Embaló e (Donald) Trump", sobre assuntos de interesse para ambos, nomeadamente a estabilidade na sub-região africana. 

No final deste encontro, falou apenas o embaixador dos EUA e os jornalistas tiveram direito a apenas uma pergunta.ANG/Lusa

terça-feira, 18 de março de 2025

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  Fonte. BCEAO

Religião/Alto Comissariado para Peregrinação anuncia novas medidas sanitárias preventivas para peregrinação à Meca  

Bissau, 18 Mar 25 (ANG) - O Alto Comissariado para Peregrinação à cidade Santa de Meca, Califa Soares Cassamá, anuncia novas medidas sanitárias preventivas para a peregrinação do ano corrente, recentemente adoptadas pelo Ministério da Saúde da Arábia Saudita.

Em entrevista exclusiva à ANG,  Califa  Cassamá revelou que o candidato não deve ter falência de órgãos graves ( insuficiência renal avançada, que  requer hemodiálise, insuficiência cardíaca avançada com sintomas com esforços físico mínimo, doença pulmonar crónica, que requer utilização interrompida ou contínua de oxigénio e cirrose avançada com sinais de insuficiência hepática).

Acrescentou que, o candidato não deve ter doenças neurológicas e psiquiátricas graves que impedem a cognição ou são acompanhadas por deficiências motoras graves e não deve estar sob envelhecimento acompanhado de demência ( diminuição de capacidade de memória).

Na lista, diz Califa, consta ainda que o candidato não deve ter gravidez nos últimos dois meses, nem gravidez de risco em todas as fases de gestação e  não deve ter doenças infeciosas ativas com impacto na saúde pública das populações, nomeadamente (tuberculose pulmonar aberta, febres  hemorrágicas).

Outra exigência do Ministério da Saúde Saudita, determina que  os candidatos não devem  ser pacientes oncológicos (cancro) ativos que recebem quimioterapia ou medicamentos e procedimentos similares que suprimem severamente a imunidade.

Devido a essas medidas preventivas, Califa Soares Cassamá diz esperar que os peregrinos ou candidatos guineenses cumpram ,  rigorosamente, as exigências das autoridades sanitárias sauditas.

Aquele responsável admitiu a possibilidade de   criação de uma equipa médica da parte do Alto Comissariado, em parceria com Ministério da Saúde Pública com vista a orientação dos candidatos nacionais.

A partida para a Cidade  Santa de Meca está  prevista para 26 de Maio e o regresso está previsto para 11 de Junho.

Califa Soares Cassamá lamentou o facto de, até então, não receber  nenhuma candidatura ao nível interno.

Por isso, pede as pessoas que pretendem fazer a peregrinação no sentido de entrar em contacto com o Alto Comissariado ou uma agência que trabalha em parceria com Comissariado nacional para o efeito, e informa  que o  passaporte dos candidatos devem ter, no mínimo,  seis meses de validade.

“Em caso de o peregrino ser um menor de idade, porque nada lhe impede de apresentar a sua candidatura para a peregrinação, deve ter autorização de viajem de um dos seus progenitores, emitido pelo Curadoria
de menores de Bissau e carta de vacina internacional”, disse  o Alto Comissariado para Peregrinação à Meca.ANG/LPG/ÂC//SG

Mutilação Genital Feminina/Unicef e Ministério da Mulher organizam ateliê sobre eliminação deste flagelo até 2030

Bissau, 18 Mar 25 (ANG) – O Fundo das Nações Unidas para a Infância(Unicef) e o Ministério da Mulher, Família e Solidariedade Social organizam de 18 à 20 do corrente mês, um workshop sobre estratégias para a eliminação da Mutilação Genital Feminina (MGF) no Quadro da abordagem Nexus Humanitário, Desenvolvimento e Paz (HDP).

A abordagem Nexus, é uma prioridade para o Unicef cumprir os compromissos centrais para as crianças.

Falando no ato de abertura do evento, o representante do Unicef no país, Inoussa Kabouré disse que a sua organização trabalha em 22 países para eliminar a MGF e lidera juntamente como o Funco das Nações Unidas para a População (FNUAP), desde 2020, um programa conjunto de eliminação desse mal, implementado em 17 países.

Segundo explicou, a avaliação da terceira fase do Programa Conjunto reconhece que um dos principais desafios do Programa Conjunto é a histórica falta de foco na MGF em contextos humanitários, para compreender o impacto das crises humanitárias nas taxas de prevalência da MGF, e como programar melhor com base nestes dados.

“A pandemia de Covid-19 destacou a importância da abordagem Nexus na resposta aos problemas enfrentados pelas crianças, em contextos de desenvolvimento e humanitários”, salientou.

Acrescentou que o mundo enfrentou desafios sem precedentes devido á pandemia, incluindo o aumento do risco de MGF, por isso o FNUAP estima que possam ocorrer 2 milhões de casos adicionais de MGF até 2030 devido á pandemia.

Por seu turno, o ministro do Ambiente Biodiversidade e Acão  Climática, que presidiu a cerimonia de abertura do seminário, em nome da ministra da Mulher, Família e Solidariedade Social, disse que na Guiné-Bissau a luta contra a Mutilação Genital Feminina tem sido uma prioridade nacional traduzida em avanços legislativos, sociais e institucionais.

Viriato Soares Cassamá salientou que as ações do Governo se baseiam em três pilares fundamentais, a saber: o reforço do Quadro Legal e Política, que passa pela adoção de lei nº14/2011, que criminaliza a Mutilação Genital Feminina, bem como a integração da temática da violência baseada no género nas políticas nacionais.

O Segundo, de acordo com o governante, passa pela Mobilização Comunitária e Sensibilização que consiste na realização de campanhas de consciencialização com líderes religiosos, comunitários e tradicionais entre outras acções.

A terceira, segundo Cassamá, passa pelo fortalecimento dos Serviços de Protecção e Apoio, que têm a ver com a capacitação dos profissionais de saúde, assistência social e justiça, a expansão de rede de serviços de apoio psicossocial e jurídico para sobreviventes, a criação de espaços seguros para as meninas em risco.

“No que refere a cooperação e mobilização de recursos, a erradicação da MGF, exige compromisso multissectorial e apoio financeiro robusto, por isso, a Guiné-Bissau tem contado com o suporte de parceiros estratégicos tais como o UNICEF, FNUAP, União Europeia, CEDEAO e a União Africana, que têm impulsionado programas essenciais  para a eliminação da prática. Contudo os desafios persistem  e demandam um maior financiamento”, disse Cassamá.

O Programa Conjunto de eliminação da Mutilação Genital Feminina visa fortalecer a capacidade técnica dos países e nessa primeira fase trabalhou com o Burkina Faso, Guiné Conacri, Djibouti e Somália e para a segunda irá trabalhar com a Guiné-Bissau, Mali, Mauritânia, Nigéria, Quénia, Uganda e Sudão.

Durante os dois dias do ateliê serão abordados, entre outros, temas sobre Introdução de Abordagens Nexus,  Aplicação e Integração de Prática de Abordagens Nexus.ANG/MSC/ÂC//SG
 

Regiões/Primeiro-ministro satisfeito com  recuperação de 280 hectares de bolanhas nas regiões de Tombali e Quinará

Catió, 18 Mar 25 (ANG) – O Primeiro-ministro Rui Duarte Barros, manifestou, segunda-feira, a sua satisfação sobre a recuperação de 280 hectares de bolanhas, na povoação de Gandua-Can, situada no setor de Catió e Empada, respetivamente nas regiões de Tombali e Quinara, sul do país.

Ao presidir a cerimónia de entrega das bolanhas recuperadas, Rui Barros disse  que a recuperação e reabilitação dessas bolanhas vai permitir o aumento de produção de arroz naquela localidade.

Acrescentou que , brevemente, o Governo vai fornecer sementes para os camponeses locais efetuarem  as suas atividades agrícolas.

Segundo o Chefe do Executivo, para obter uma boa colheita, a própria atividade agrícola deve ser exercida pelos camponeses das duas regiões (Tombali e Quinará).

Duarte Barros pediu aos  beneficiários dessas bolanhas para bem cuidarem delas, recordando  que a terra pertence ao Estado, pelo que não deve haver conflitos a volta das bolanhas , ao ponto de o Estado tiver a necessidade de aplicar medidas contra os implicados.

Segundo Barros,  já foi reabilitado a barragem ante-sal na região de Tombali, e também  construído dois reguladores modernos de água na bolanha de Mangal em Gandua-Can.ANG/JQ/LLA/ÂC//SG

        

RDC/ “Não se podia esperar outra decisão do M23”, diz docente Rogério Conrado

Bissau, 18 Mar 25 (ANG) - A poucas horas da abertura prevista, em Luanda, das negociações sobre o conflito no leste da RDC, os rebeldes do M23 recuaram e cancelaram a sua participação no encontro.



 

O M23 tinha aceitado enviar uma delegação a Angola para "participar no diálogo directo". Uma ordem de missão chegou a ser estabelecida e previa uma delegação composta por cinco pessoas, liderada por Benjamin Mbonimpa secretário-executivo do AFC/M23 - presente na lista de personalidades sancionadas pela União Europeia desde Julho de 2024.

Além disso, o itinerário da delegação do M23 estava definido: passagem pelo Uganda, voo fretado por Angola, estada de quatro dias em Luanda e regresso previsto a Goma no dia 21 de Março.

Ontem à noite, o grupo mudou de posição e explicou, em comunicado, a decisão: "As sucessivas sanções impostas aos nossos membros, incluindo as adoptadas na véspera das discussões de Luanda, comprometem gravemente o diálogo directo (...) A nossa organização não pode continuar a participar nas negociações".

Esta segunda-feira, a União Europeia anunciou uma nova série de sanções contra vários líderes do M23, incluindo o seu chefe Bertrand Bisimwa, bem como contra diversos responsáveis do exército ruandês.

Paralelamente, e quase em simultâneo, Kigali anunciou a ruptura das relações diplomáticas com a Bélgica, acusando a antiga potência colonial de "tomar partido" por Kinshasa.

Régio Conrado, professor de Ciência Política e de Direito na Universidade Eduardo Mondlane, em Moçambique, sublinha que na sequência das novas sanções europeias e da ruptura de relações entre Kigali e Bruxelas, “não se podia esperar outra decisão do M23. O docente acrescenta que o anúncio das sanções da União Europeia na véspera das negociações “mostra muito claramente que a União Europeia está pura e simplesmente a jogar para defender os seus interesses estratégicos”.ANG/lusa

 

Bélgica/União Europeia impõe sanções a personalidades do Ruanda e do M23

Bissau, 18 Mar 25 (ANG) - A União Europeia impôs, segunda-feira, sanções contra altas patentes ruandesas e líderes do M23, após ofensiva lançada pelo M23 - apoiado pelo Ruanda - no leste da República Democrática do Congo.

Também na segunda-feira, o Ruanda anunciou o corte das relações diplomáticas com a Bélgica.

Do lado do Ruanda, as sanções abrangem três altas patentes das Forças de Defesa Ruandesas, que são acusadas de reforçar o M23 na RDC: Ruki Karusisi, Eugène Nkubito e Pascal Muhizi. Também é visado o líder do director-geral do serviço ruandês das minas, petróleo e gás: Francis Kamanzi. As sanções abrangem, ainda, uma refinaria de ouro em Kigali,  acusada pela União Europeia de extração ilegal de recursos naturais do Leste da RDC.

Do lado do Movimento 23 de Março - que, segundo a União Europeia, alimenta o conflito armado, a instabilidade e a insegurança na RDC – são visados membros da liderança política, militar, de recrutamento e propaganda. Entre eles, o presidente do movimento Bertrand Bisimwa.

As sanções implicam o congelamento de fundos que se encontrem em território da União Europeia e a proibição de viajar para a União das personalidades visadas. A decisão foi tomada durante a reunião dos ministros dos Negócios Estrangeiros da União Europeia reunidos, esta segunda-feira, em Bruxelas, onde também debatem sobre a ajuda à Ucrânia.

Entretanto, o Ruanda anunciou o corte das relações diplomáticas com a Bélgica por considerar que tomou partido pela República Democrática do Congo. Em resposta, o governo belga falou em reacção “desproporcionada” e vai declarar como "personae non gratae" os diplomatas ruandeses no seu território, de acordo com o ministro dos Negócios Estrangeiros Maxime Prévot.

Antiga potência colonial da RDC e do Ruanda, a Bélgica foi um dos países mais críticos de Kigali desde que a rebelião do M23, apoiada pelo Ruanda, lançou a ofensiva no leste da República Democrática do Congo. A Bélgica acusa o Ruanda de violar a soberania da RDC. Apoiados por cerca de 4.000 soldados ruandeses, de acordo com a France Presse, os rebeldes do M23 tomaram uma parte do território do leste da RDC, rico em minerais, incluindo as cidades de Goma e Bukavu.

Esta terça-feira, a capital angolana acolhe negociações de paz entre a República Democrática do Congo e o M23. A RDC confirmou a presença. ANG/Lusa