terça-feira, 3 de fevereiro de 2026

Regiões/Comunidade da Aldeia de Cambedji  de Mansaba de costas viradas com a Direcção da Escola devido a cobrança de 12.300 francos CFA aos alunos

Oio, 03 Fev 26 (ANG) – A comunidade da tabanca de Cambedji, setor de Mansabá, região de Oio, norte do país, estão de costas viradas com a direcção da Escola do Ensino Básico local, devido a introdução de cobranças de 12.300 francos CFA, anual por cada aluno, alegadamente para suprir a falta de professores.

De acordo com o Correspondente da ANG na região de Oio, a situação instalou  um “mal-estar” no seio de uma parte da população daquela povoação, não obstante alguns estarem de acordo com a iniciativa.

O  “desentendimento”  levou a deslocação do Delegado Regional da Educação da região de Oio,  Abubacar Demba Camará àquela tabanca, onde manteve uma reunião com a população local, tendo ordenado a suspensão imediata dessas cobranças.

Em representação do chefe da tabanca, Sana Camará denunciou que algumas pessoas da aldeia reuniram no passado  fim de semana na escola e decidiram que a cobrança vai continuar, contrariando a ordem dada pelo Delegado Regional da Educação.

Perante esta situação de discórdia, Sana Camará volta a apelar a intervenção da autoridade regional da educação de Oio para usar a sua influência visando a obtenção de uma  resolução definitiva do conflito.

A escola da tabanca de Cambedji conta com mais de 400 alunos dos níveis de 1ª á 4 ª classe. ANG/AD/MSC/ÂC

Transição política/Primeiro-ministro de Transição reafirma confiança na liderança militar


Bissau, 03 Fev 26 (ANG) –. O Primeiro-ministro da transição afirmou que o Estado guineense reafirma sua confiança na atual liderança militar, que caracteriza de responsável, patriótica e comprometida com a estabilidade institucional,
 a paz social e consolidação do Estado de Direito.

Ilídio Vieira Té, que falava    na cerimónia de  promoção  do Presidente da República de Transição, Major General Horta Inta-a, para o posto de General de Exército, disse que a decisão não constitui apenas um ato administrativo, mas sim o reconhecimento público de um percurso marcado pela disciplina e lealdade à Pátria.

Acrescentou que o promovido fez uma carreira que é confundida com o seu percurso decisivo ao longo de décadas e que demostrou firmeza e carácter  primado pelo interesse nacional, num país como a Guiné-Bissau onde as Forças Armadas desempenham um papel central na preservação da unidade nacional.

Vieira Té afirmou ainda que a liderança militar , mais do que a bravura, exige um sentido de Estado, maturidade política e profundo respeito pela autoridade civil legitimamente constituída.

“Estas são as qualidades do Horta Inta-a e dos demais”, disse Té.

Disse   ao promovido que  seu novo patente recai sobre uma responsabilidade acrescida, frisando que o país espera que continua a servir como referência da coesão, do profissionalismo e fidelidade as instituições da República.

“Neste momento o país precisa de  Forças Armadas forte, unida e plenamente integrada no processo nacional de estabilidade e desenvolvimento do país”, disse.

Por sua vez, o General de Exército disse que a luta iniciada pelo Comando Militar é uma luta conjunta pela união e não pela vingança.

Horta Inta-a, defendeu  que a cultura de violência não  leva a lugar nenhum e apelou a todos os militares a se unirem.

  A promoção de Horta Inta-a foi tornada pública através de um   Decreto Presidencial, número 03/2026,   fundamentada pelo Governo com  “contributo relevante, contínuo e excepcional prestado pelo Major-General Horta Inta-a, para defesa da pátria,  segurança nacional e estabilidade”. ANG/JD/ÂC//SG

Comércio/Primeiro-ministro de Transição visita mercado de Bandim após incêndio de domingo

Bissau, 03 Fev 26 (ANG) -  O Primeiro-ministro de Transição, Ilídio Vieira Té visitou segunda-feira o mercado de Bandim que, no domingo, sofreu um incêndio provocado por um curto circuito.

Acompanhado  pelo ministro da Administração Territorial , o Secretário de Estado da Ordem Pública e pelo Presidente da Câmara Municipal de Bissau, o chefe do Executivo deslocou-se ao maior mercado do país para se inteirar dos prejuízos causados pelo sinistro, por forma a acompanhar de perto a situação no terreno.

No local Vieira Té afirmou que o Mercado de Bandim precisa de uma nova visão, e adiantou  que a Câmara Municipal de Bissau já dispõe de um projeto, para a sua reconstrução.

Vieira Té acrescentou  que, numa primeira fase, deve ser analisada a melhor forma de proceder a evacuação dos vendedores que exercem atividades naquele local.

Para o  presidente da Associação dos Retalhistas dos Mercados, Aliu Seide,  a única forma de se evitar novos incêndios é a construção de um novo mercado.

Entretanto, nessa ocasião, Ilídio Vieira Té, recomendou ao Ministro da Administração Territorial e ao Presidente da Câmara Municipal de Bissau, a tomada de medidas contra circulação de animais domésticos (vacas, cabras e porcos) nas vias públicas. ANG/RSM


Desporto/Três jogadoras que actuam no estrangeiro convocadas para a selecção de Sub-20 chegam ao país

Bissau, 03 fev 26(ANG) - As jogadoras Julieta Ialá N’Quidja e Fidélia da Costa, que atuam no campeonato senegalês, convocadas para a Seleção Nacional Feminina de Sub-20, chegaram ao final da tarde de segunda-feira, à Bissau, para integrar o estágio da seleção nacional, que decorre num dos hotéis da capital, no âmbito da preparação para o jogo frente ao Malawi.

O selecionador nacional da Seleção Feminina Sub-20, João Domingos Loa Na Fatcha  conta agora com o plantel completo para o duplo confronto da eliminatória direta de acesso ao Campeonato do Mundo Feminino Sub-20.

As atletas foram recebidas, no Aeroporto Internacional Osvaldo Vieira, pela responsável do Comité Executivo pelo futebol feminino da FFGB, Alexivandra Marques Vieira, “Cadija” e Binta Camará, team manager da seleção nacional feminino.

As atletas provenientes do futebol estrangeiro integraram segunda-feira o estágio e estarão presentes, a partir desta terça-feira, nos treinos da Seleção Nacional Feminina Sub-20, em Bissau.

O primeiro jogo entre a Guiné-Bissau e o Malawi será realizado em Bissau, no dia 7 de Fevereiro, no Estádio Nacional 24 de Setembro. O segundo jogo está agendado para o dia 14 de Fevereiro, em Lilongwe, capital do Malawi. ANG/FFGB

 

Venezuela/Delcy Rodriguez reaproxima país dos EUA um mês após prisão de Maduro

Bissau, 03 Fev 26 (ANG) - Há um mês, Nicolás Maduro e a esposa, Cilia Flores, foram capturados pelos EUA. Desde então, a Venezuela vive mudanças sob o comando de Delcy Rodríguez.


A presidente interina tem tomado decisões que flexibilizam setores do país, como a liberação de presos políticos, medidas para reativar a economia e, de forma mais surpreendente, o estreitamento de laços com Washington, evidenciado pela recepção, na segunda-feira (1°), da encarregada de negócios dos EUA no Palácio Presidencial de Miraflores.

Enquanto Nicolás Maduro e Cilia Flores aguardam julgamento no Centro de Detenção Metropolitano, no Brooklyn, em Nova York, Delcy Rodríguez vem mexendo em leis, gabinetes e dando ordens,o que vem actualizando a face do chavismo em pleno 2026.

Para a analista política Luz Melly Reyes, os acontecimentos recentes na Venezuela seriam impensáveis poucas semanas atrás, quando Maduro ainda governava com mão de ferro. "Um mês após a saída de Nicolás Maduro do governo e sua extradição para os Estados Unidos, na Venezuela vêm acontecendo coisas impensáveis há trinta dias. Algumas delas são a aprovação da reforma da Lei de Hidrocarbonetos, a liberação de pelo menos 300 presos políticos e a reabertura da Embaixada dos Estados Unidos em Caracas", afirmou a especialista.

Apesar de muitos interpretarem essas ações como sinais de liberalização, Reyes observa que se trata de "uma etapa de reforço tático que o governo sabia que lhe convinha e sobre a qual estava trabalhando para poder ter novas entradas de dinheiro que evitassem que o país caísse em uma crise ainda mais profunda em termos económicos". Segundo ela, o cenário atual reflete mais ajustes estratégicos e económicos do que avanços efetivos na democratização do país.

Para a analista política Luz Melly Reyes, os acontecimentos recentes na Venezuela seriam impensáveis poucas semanas atrás, quando Maduro ainda governava com mão de ferro. "Um mês após a saída de Nicolás Maduro do governo e sua extradição para os Estados Unidos, na Venezuela vêm acontecendo coisas impensáveis há trinta dias. Algumas delas são a aprovação da reforma da Lei de Hidrocarbonetos, a libertação de pelo menos 300 presos políticos e a reabertura da Embaixada dos Estados Unidos em Caracas", afirmou.

Apesar de muitos interpretarem essas ações como sinais de liberalização, Reyes avalia que se trata de "uma etapa de reforço tático que o governo sabia que lhe convinha e sobre a qual estava trabalhando para poder ter novas entradas de dinheiro que evitassem que o país caísse em uma crise ainda mais profunda em termos económicos".

O advogado Ali Daniels, diretor da ONG Acesso à Justiça, observa que, embora algumas medidas possam ser vistas como positivas, a execução ainda é limitada. "Com a reforma da Lei Orgânica de Hidrocarbonetos, foram feitas mudanças radicais e essenciais à indústria petrolífera do país, que contradizem todo o discurso oficial dos últimos 25 anos e modificam a forma como o recurso será manejado", afirmou. No entanto, Daniels ressalta que a liberação de presos políticos foi lenta e pouco transparente: "Não são libertações plenas, mas ex-prisões submetidas a muitas restrições. Muitas pessoas liberadas são proibidas de falar em público e obrigadas a se apresentar diariamente aos tribunais."

Segundo Daniels, embora a anistia anunciada por Delcy Rodríguez seja um sinal positivo, ainda não é possível confirmar seu alcance: "Recebemos isso como uma boa notícia, mas não podemos dar um sinal completo enquanto não tivermos o texto da lei e vermos qual será seu alcance."

Com a mudança no cenário político interno da Venezuela, alguns analistas e setores afirmam que o país estaria em transição rumo à democracia. No entanto, Ali Daniels, advogado e diretor da ONG Acesso à Justiça, ressalta que ainda faltam medidas concretas que apontem para uma redemocratização "efetiva".

“Nesse sentido, fazemos o mesmo chamado que fizemos no princípio: que saiam todos os prisioneiros políticos para, a partir desse fato, poder dizer que a Venezuela começou um longo processo — porque sabemos que vai ser longo — em direção à democracia. Foi anunciado que haverá uma anistia, mas não foram divulgados os termos dela. Recebemos isso como uma boa notícia, mas não podemos dar um sinal completo enquanto não tivermos o texto da lei e não soubermos qual será seu alcance. Também vemos como positivo, como um sinal de esperança, o fechamento do [complexo prisional localizado em Caracas, conhecido internacionalmente por denúncias de tortura] Helicoide”, afirmou Daniels.

Na última sexta-feira, Rodríguez anunciou que “decidimos promover uma lei de anistia geral que cubra todo o período de violência política de 1999 até a data atual”. Essa iniciativa, que inclui a transformação do infame centro de detenção El Helicoide em um espaço social e esportivo, tem sido vista como uma tentativa de “curar feridas” e avançar na convivência social, embora a ausência de detalhes sobre os critérios da anistia gere dúvidas sobre seu impacto real.

Segundo a ONG Fórum Penal, até esta segunda-feira havia 687 presos políticos no país, entre os quais seis jornalistas ainda mantidos sob custódia, apesar de excarcelamentos parciais no último mês.

Nas redes sociais circula um vídeo que compara o antes e o depois de Óscar Castañeda, preso em 2024. Nas imagens divulgadas recentemente, o opositor aparece com graves sequelas, incluindo dificuldade para caminhar e incapacidade de reconhecer a própria filha — um exemplo que tem alimentado protestos e apelos pela libertação de detidos e por transparência no processo de anistia.

Mesmo defendendo a libertação e o retorno de Nicolás Maduro à Venezuela, Delcy Rodríguez fez mudanças significativas em pastas centrais do governo. Ela também colocou em segundo plano pessoas próximas a Maduro. É o caso de Alex Saab, designado por Maduro para o Ministério da Indústria e Produção Nacional. Delcy o destituiu e integrou a pasta ao Ministério do Comércio.

A presidente interina preferiu manter por perto, como ministro de Despacho da Presidência, Juan Escalona, então aliado do agora ex-presidente. Já Calixto Ortega, que era presidente do Banco Central da Venezuela, passou à presidência do Centro Internacional de Investimento Produtivo, sendo responsável por atrair novos investimentos ao país.

Na tarde da segunda-feira, Delcy nomeou a “princesinha do chavismo” para o cargo de ministra do Turismo. Sancionada pelos EUA em 2024, Daniella Cabello é filha de Diosdado cabello, ministro do Interior e da Justiça. Há anos o governo tenta promover o turismo internacional no país, mas a falta de infraestrutura e a reputação negativa da Venezuela não têm ajudado.

Enfraquecida após anos de sucateamento da infraestrutura e de sanções internacionais, a indústria petrolífera continua sendo a base da economia venezuelana. A reforma da Lei de Hidrocarbonetos,somada aos acordos com os Estados Unidos, sinaliza uma possível expansão na extração e exportação de petróleo, apesar dos desafios históricos enfrentados pelo setor.

Para o economista José Guerra, duas mudanças recentes ilustram esse movimento. Primeiro, explicou ele, empresas petrolíferas agora podem exportar barris de petróleo que anteriormente eram vendidos com desconto à China, recebendo cerca de 50 dólares por barril no mercado — um valor mais próximo do preço de mercado e que gera recursos para o país. O problema, segundo Guerra, é que “o dinheiro é administrado pelos Estados Unidos e depois enviado à Venezuela de forma algo discricionária, sem continuidade nas entregas de dólares ao país”.

A segunda mudança, disse o economista, foi a aprovação da nova Lei de Hidrocarbonetos, que desmontou a estrutura jurídica, legal e operacional da indústria petrolífera venezuelana concebida sob Hugo Chávez a partir de 2001. Essa reforma representa uma quebra com décadas de controle estatal e busca atrair investimentos, flexibilizando regras e abrindo espaço para maior participação privada e estrangeira.

Cidadãos venezuelanos ouvidos pela RFI relatam que, apesar das dificuldades persistentes, há uma pequena melhora e, sobretudo, esperança de que a situação económica avance. Uma funcionária pública de 40 anos destacou a expectativa por investimentos na infraestrutura: “Pretendem investir na área de eletricidade, o que seria maravilhoso. Aqui na Venezuela, de sete dias da semana, em três dias, em Caracas ficamos com algumas áreas sem luz, e no interior do país são muitos mais dias.”

O psicólogo Rodolfo Romero observou que “um mês depois, a situação está mais calma e tranquila. Há uma certa sensação de esperança em relação a uma melhoria na situação do país”. ANG/RFI

Irão/Presidente diz que pretende "negociações justas e equitativas" com EUA

 

Bissau, 03 Fev 26 (ANG) - O Presidente do Irão, Masoud Pezeshkian, afirmou hoje que instruiu o chefe da diplomacia do país, Abbas Araghchi, a "procurar negociações justas e equitativas" com os Estados Unidos.


"Pedi ao meu ministro dos Negócios Estrangeiros que, desde que exista um ambiente adequado, livre de ameaças ou exigências descabidas, conduza negociações justas e equitativas, orientadas pelos princípios da dignidade [e] prudência", declarou Pezeshkian.


“Estas negociações serão conduzidas dentro da estrutura dos nossos interesses nacionais”, acrescentou o líder do Irão, numa publicação em inglês e em farsi na rede social X.


Pezeshkian disse que a decisão surgiu após “pedidos de governos amigos da região para responder à proposta do Presidente dos Estados Unidos [Donald Trump] para negociações”.

Os Estados Unidos ainda não confirmaram que as negociações vão ocorrer.


Na segunda-feira, uma agência de notícias semioficial do Irão noticiou — e depois apagou a notícia sem explicações — que Pezeshkian tinha emitido tal ordem a Araghchi, que realizou várias rondas de negociações com Witkoff antes da guerra de 12 dias lançada por Israel contra Teerão em junho.


Araqchi e o enviado especial da Casa Branca para o Médio Oriente, Steve Witkoff, devem reunir-se na sexta-feira em Istambul, para discutir um possível acordo nuclear, avançou o portal de notícias Axios.


Os ministros dos Negócios Estrangeiros da Turquia, Qatar, Egito, Omã, Emirados Árabes Unidos, Arábia Saudita e Paquistão também deverão participar na reunião, adiantou uma autoridade norte-americana ao 'site' de notícias.


Este será o primeiro contacto entre representantes de Washington e Teerão desde que romperam as negociações em junho do ano passado, após o bombardeamento norte-americano de três instalações nucleares iranianas.


Em janeiro, Trump determinou o envio de uma frota da Marinha dos EUA para o golfo Pérsico e ameaçou atacar o Irão caso não se chegue a um acordo para impedir a República Islâmica de desenvolver armas nucleares.


Segundo o Axios, o encontro é o resultado dos esforços de mediação realizados nos últimos dias por diplomatas turcos, egípcios e cataris.


Duas autoridades turcas, que falaram à agência de notícias Associated Press (AP) sob condição de anonimato, disseram que a Turquia está a tentar organizar um encontro entre o enviado especial dos EUA, Steve Witkoff, e os líderes iranianos e que este poderia ocorrer já no final da semana.


Um diplomata árabe, que falou à AP sob anonimato, apontou que houve discussões sobre a Turquia acolher uma reunião de alto nível para reunir países árabes e muçulmanos com os Estados Unidos e o Irão.


Washington exige que qualquer futuro acordo nuclear deverá limitar o programa de mísseis do Irão e as atividades das milícias aliadas noutros países da região.


Teerão, no entanto, insiste que as negociações devem centrar-se exclusivamente na questão nuclear. ANG/Inforpress/Lusa

 

segunda-feira, 2 de fevereiro de 2026

Economia/Director-geral do CFE diz  que a instituição registou 743 novas empresas em 2025 contra 598 de 2024

Bissau, 02 Fev 26 (ANG) – O  Diretor-geral do Centro de Formalização de Empresas (CFE), informou esta segunda-feira que a instituição que dirige registou no ano passado 743 novas empresas contra 598 de 2024, correspondendo a um crescimento global de 24,25 por cento.

Umaro Baldé forneceu estes dados à imprensa,  no acto de divulgação do Relatório Anual de Registos e licenciamento de Atividades Económicas no país, e afirmou que em geral, os resultados de 2025 confirmam uma tendência positiva e sustentada de crescimento empresarial no pais.

Aquele responsável disse na ocasião que esse crescimento  foi marcado pelo fortalecimento do empreendedorismo nacional, avanço do empreendorismo feminino, diversificação setorial e expansão territorial gradual, que consolidaram o processo de formalização da economia nacional.

Segundo explicou, o tempo médio para abertura de uma empresa na Guiné-Bissau é atualmente de aproximadamente cinco horas.

Baldé diz que isso se deve a  ganhos relevantes de simplificação e eficiência dos procedimentos administrativos.

“Durante este período não se verificou o encerramento formal de empresas, mas foram realizadas 49 alterações, face a 68 em 2024, representando uma redução de 27,94 por cento, o que indica maior estabilidade das estruturas empresariais” ,disse.

Umaro Baldé salientou que empresas nacionais tiveram um crescimento de mais de 46,36 por cento, pois saíram  de 330 em 2024 para 483 em 2025, e acrescentou  que, as empresas estrangeiras tiveram uma queda de 3,85 por cento, saindo de 208 para 200 e que as empresas mistas de nacionais e estrangeiros mantiveram em 60 empresas nestes dois anos.

No que refere a distribuição de empresas por género, as empresas de titularidade masculina subiram 17,80 por cento ou seja de 472 em 2024 para 556 em 2025.

Disse que as  empresas de titularidade feminina cresceram em 63,86 por cento deslocando das 83 por cento no ano 2024 para 136 no ano 2025, e que  as empresas de composição mista cresceram  18,60 por cento em 2025  passando de 43 para 51.

Umaro Baldé disse que apesar da concentração no Setor Autónimo de Bissau (SAB), é observada  uma expansão progressiva nas regiões, uma vez que o SAB tinha 540 empresas registadas em 2024, mas que subiu para 644 em 2025, correspondendo a mais 19,26 por cento, Biombo tinha em 2024, 23 empresas e em 2025 tem 45, um aumento de 95,65 por cento.

Afirmou que, a região de Cacheu  saiu de 9 para 17 empresas,  um crescimento de  88,89 por cento, Oio que tinha registado três empresas em 2024, agora tem 15 crescendo 400 por cento, Quinará que não teve nenhuma empresa registada em 2024 e em 2025 conta com quatro e Bolama-Bijagós caiu em 25 por cento, saindo de quatro para três empresas.

Destaca-se, segundo Baldé, que os sectores com maior crescimento pontual em 2025 foram a educação, com 95 por cento, a indústria, 87,50 por cento, pescas, 63,64 por cento, agricultura, 58,33 por cento, construção civil e obras públicas, 36,36 por cento e por último prestação de serviços que cresceu 33,33 por cento.

Baldé  realçou que o comércio geral import/export manteve-se como setor mais representativo em termos absolutos, com 297 empresas correspondendo a mais de 9,19 por cento.

Quanto a emissão  de Alvarás revelou  que, em 2025, foram emitidos 705 Alvarás para o setor do comércio igual a 8,46 por cento,10 no para o setor industrial correspondendo a menos 61,54 por cento, 2 2 alvarás para  turismo, que correspondem a  200 por cento.

Falando da emissão de cartões de empreendedor, o Diretor-geral do CFE disse que foram emitidos 289 cartões contra 143 em 2024, representando um crescimento de 102,10 por cento. ANG/MSC/ÂC//SG

Moçambique/Surto de cólera  continua a crescer com mais seis mortos em 24 horas

Bissau, 02  Fev 26 (ANG) - Moçambique registou 95 novos casos de cólera e seis mortos em 24 horas, somando 55 óbitos desde o início do atual surto, em Setembro, agravando-se ainda a situação em Cabo Delgado, com novos surtos, indicam dados oficiais.

Segundo o último boletim da doença, da Direção Nacional de Saúde Pública, com dados de 03 de Setembro a 30 de Janeiro, do total de 3.725 casos de cólera contabilizados neste período, 1.621 foram na província de Nampula, com um acumulado de 21 mortos, 1.481 em Tete, com 28 óbitos, e 566 em Cabo Delgado, com seis mortos.

No balanço anterior, até 28 de Janeiro, registavam-se 3.449 casos de cólera neste surto, com 48 óbitos, em todo o país, sendo 135 novos doentes e 12 mortos só nas 24 horas anteriores.

Neste balanço é referido que no dia 30 de janeiro, além de mais seis mortos e 95 casos, a taxa letalidade nacional da doença tinhap passado para 1,5%.

O epicentro do surto é a província de Tete, centro do país, com uma taxa de letalidade em 1,9%, e 87 novos doentes nas 24 horas anteriores, segundo os mesmos dados. O surto está ativo, nesta província, nos distritos de Marara, Tsangano, Moatize, Changara, Cahora Bassa e Tete, mas também em Morrumbala, distrito da província vizinha da Zambézia.

Contudo, em 24 horas, em Cabo Delgado, foram notificados cinco dos seis mortos por cólera e "declarado um novo surto nos distritos de Mecufi e Montepuez", refere-se no boletim, além de Pemba e Metuge.

No surto de cólera anterior, com dados da Direção Nacional de Saúde Pública de 17 de outubro de 2024 a 20 de julho de 2025, registaram-se 4.420 infetados, dos quais 3.590 na província de Nampula, e um total de 64 mortos.

Pelo menos 169 pessoas morreram em 2025 em Moçambique devido à cólera, entre cerca de 40 mil casos, avançou em 10 de Dezembro último o ministro da Saúde, ao responder a perguntas dos deputados, pedindo às comunidades respeito pelas medidas de higiene individual e coletiva, referindo tratar-se de um problema de saúde pública.

"Recebemos cerca de 3,5 milhões de doses de vacinas para poder tratar e prevenir a cólera e aqui há um aspeto que gostaria de mencionar: É que desses 169 óbitos por cólera, cerca de 70% destes ocorreram na comunidade, o que significa que há um problema sério de informação e comunicação ao nível das comunidades", disse Ussene Isse.

O Governo de Moçambique quer eliminar a cólera "como um problema de saúde pública" no país até 2030, conforme o plano aprovado em 16 de Setembro em Conselho de Ministros e avaliado em 31 mil milhões de meticais (418,5 milhões de euros).

O objetivo é "ter um Moçambique livre da cólera como um problema de saúde pública até 2030, onde as comunidades têm acesso à água segura, saneamento e cuidados de saúde de qualidade, alcançados através de ações multissetoriais, coordenadas e informadas por evidências científicas", disse o porta-voz do Governo, Inocêncio Impissa.

ANG/Inforpresss/Lusa

 

Costa do Marfim/Benin ganha Super Prémio Michel Sidibé de melhor coordenação entre países no REMAPSEN

Bissau, 02 Fev 26 (ANG)  - A cerimónia de premiação de 2025 da Rede Africana de Mídia para a Promoção da Saúde e do Meio Ambiente (REMAPSEN), patrocinada pelo Dr. Michel Sidibé, viu a coordenação do Benin ganhar o Super Prêmio, durante uma gala realizada na sexta-feira, 30 de janeiro de 2026, em Cotonou, à margem do 4º fórum da rede dedicado à eliminação das Doenças Tropicais Negligenciadas (DTNs).

O patrono, Dr. Michel Sidibé, ex-diretor executivo da UNAIDS e atual diretor da Agência Africana de Medicamentos (AMA), ficou satisfeito em "fazer do jornalismo um instrumento de justiça. As doenças tropicais negligenciadas existem porque vivem nas sombras. Esses diversos prêmios existem para nos lembrar que, quando lançamos luz sobre as doenças, podemos derrotá-las."

Ele enfatizou que as DTNs não desaparecerão apenas com medicamentos, mas muito mais com a coragem dos jornalistas em trazê-las à luz de forma permanente.

“Um microfone, uma caneta, uma câmera podem salvar tantas vidas quanto um medicamento, reduzir o estigma e provocar uma decisão política. Colocar uma DTN na primeira página já é um começo para eliminá-la (...) Os meios de comunicação são armas contra a injustiça. Seus canais são ferramentas para a cura coletiva e a resistência moral”, argumentou o Dr. Sidibé.

O 4º Fórum REMAPSEN foi realizado em Cotonou, nos dias 29 e 30 de janeiro de 2026, com o tema principal "Da negligência à conscientização: avançando a agenda africana para a eliminação das DTNs". ANG/Faapa


Israel/Governo ordena saída da ONG Médicos Sem Fronteiras de Gaza após impasse sobre lista de funcionários

Bissau, 02 Fev 26(ANG) - Israel anunciou  domingo (1º) o fim iminente das operações da organização Médicos Sem Fronteiras (MSF) na Faixa de Gaza, depois que a ONG internacional se recusou a fornecer uma lista detalhada de seus funcionários palestinos.

O MSF denuncia que se trata de um pretexto para impedir a ajuda humanitária no território palestino, devastado por dois anos de guerra entre Israel e o movimento islâmico Hamas.

O Ministério de Assuntos da Diáspora e da Luta contra o Antissemitismo de Israel, responsável pelo registro de organizações humani­tárias, afirmou em comunicado à imprensa que a MSF deve deixar o território palestino até 28 de Fevereiro.

Essa decisão segue a recusa da ONG em apresentar a lista de funcionários locais, uma exigência aplicável a todas as organizações humanitárias que operam na região, acrescentou o ministério, acusando a entidade de descumprir um compromisso assumido no início de Janeiro. O ministério havia alegado anteriormente que dois funcionários da organização tinham ligações com os movimentos palestinos Hamas e Jihad Islâmica, o que o MSF nega veementemente.

 “A MSF não forneceu os nomes de seus funcionários porque as autoridades israelenses não ofereceram as garantias concretas necessárias para assegurar a segurança de nossas equipes, proteger seus dados pessoais e preservar a independência de nossas operações médicas”, afirmou a organização em comunicado neste domingo.

“Este é um pretexto para impedir a assistência humanitária. As autoridades israelenses estão forçando as organizações humanitárias a fazer uma escolha impossível: expor seus funcionários a riscos ou interromper o atendimento médico essencial para pessoas em extrema necessidade”, acrescentou.

A ONG havia anunciado, na sexta-feira (30), que inicialmente concordou, de maneira excepcional, em fornecer esses nomes, antes de revogar o acordo devido à falta de garantias de segurança para seus funcionários. Segundo a entidade, desde o início da guerra, em 7 de Outubro de 2023, 1.700 profissionais de saúde foram mortos em Gaza, incluindo 15 funcionários da MSF.

O ministro da Diáspora Israelense, Amichai Chikli, condenou essa mudança de posição, afirmando que os funcionários da organização “não atendiam aos critérios estabelecidos”. O anúncio ocorre num momento em que Israel endureceu as condições sob as quais as organizações humanitárias operam. Em Dezembro,as autoridades alertam que 37 ONGs não teriam mais permissão para atuar em Gaza a partir de 1º de Março.

Uma diretiva de março de 2025 impõe controles rigorosos sobre os funcionários palestinos que trabalham para organizações internacionais. Ao mesmo tempo,Israel está conduzindo uma ofensiva diplomática e administrativa contra a UNRWA a agência da ONU para refugiados palestinos, acusando-a de conluio com o Hamas. Israel afirma que alguns de seus funcionários participaram do ataque sem precedentes do grupo palestino em 7 de outubro de 2023, que desencadeou a guerra na Faixa de Gaza.

Em Janeiro, as autoridades israelenses demoliram prédios na sede da UNRWA em Jerusalém Oriental, uma ação que a organização descreveu como um “ataque sem precedentes”.

No início de janeiro, a UNRWA anunciou a demissão de 571 funcionários na Faixa de Gaza por motivos financeiros; esses trabalhadores já haviam deixado o território palestino.

A UNRWA está agora proibida de operar em Jerusalém Oriental, mas continua suas atividades em Gaza e na Cisjordânia ocupada por Israel. ANG/RFI

Médio Oriente/Diplomacia acelera negociações contra possível acção militar dos EUA no Irã

Bissau, 02 Fev 26 /ANG) - O Oriente Médio vive dias de expectativa diante da possibilidade de uma ação militar dos Estados Unidos contra o Irã, como forma de punição ao regime do país pelas milhares de mortes de manifestantes iranianos.

Os protestos diminuíram, mas, segundo o Centro Internacional para Direitos Humanos no Irã (CHRI, em inglês), organização que monitora o que acontece no país a partir de Nova York, pelo menos 43 mil pessoas foram mortas pelas forças do governo iraniano.

Membros do parlamento iraniano cantam em apoio ao IRGC enquanto vestem uniformes militares em Teerã, Irã, 1º de fevereiro de 2026. Hamed Malekpour/Agência de notícias da assembleia consultiva islâmica/WANA via REUTERS - Hamed Malekpour/Islamic consulta

O presidente Trump recebeu um relatório da Inteligência dos EUA informando que  este é o momento mais frágil do governo do país desde a chamada Revolução Islâmica de 1979, quando este regime assumiu o controle do Irã.

Há uma corrida contra o tempo para evitar uma nova guerra na região, mas, até agora, os esforços diplomáticos da Arábia Saudita, Egito, Turquia, Catar e Omã para aliviar as tensões fracassaram.

Esses países buscam convencer o Irã a agir racionalmente e a “oferecer algo ao presidente Trump” que seja capaz de evitar um confronto. Em Washington, o presidente norte-americano confirmou a jornalistas que manteve conversas com o os iranianos.  

Trump tem repetido que prefere negociações sobre o programa nuclear do Irã e também sobre o enriquecimento de urânio. A bordo do avião presidencial Força Aérea Um, ele confirmou que o Irã “está conversando seriamente” com os Estados Unidos. 

De acordo com o New York Times, algumas das opções apresentadas a Trump incluem incursões terrestres no Irã. Se este for o caminho escolhido, os EUA consideram também a possibilidade de operações que venham a danificar gravemente ou destruir completamente instalações do programa nuclear iraniano que não foram atingidas durante a guerra de 12 dias de junho do ano passado.

Mas, segundo fontes citadas de forma anônima pelo jornal, o líder norte-americano ainda não decidiu qual será a estratégia, se um ataque for mesmo realizado.

O líder-supremo do país, o aiatolá Ali Khamenei, foi às redes sociais dar um aviso claro: segundo ele, “os americanos devem saber que se eles começarem uma guerra, desta vez vai ser uma guerra regional”. 

A declaração de Khamenei é similar à de Mohammad Bagher Ghalibaf, presidente do parlamento do país, que afirmou que “o senhor Trump poderia até ser capaz de iniciar uma guerra, mas não teria controle algum sobre como ela terminaria”

Também por meio das redes sociais, o secretário do Conselho Supremo de Segurança Nacional do Irã, Ali Larijani, declarou que “ao contrário da atmosfera criada pela guerra midiática artificial, a formação de uma estrutura para negociações está em andamento”. Mas não deu mais detalhes. 

O regime iraniano tem optado por mensagens ambíguas; acena para negociações, mas também diz estar pronto para a guerra. 

A missão do país na ONU afirmou na conta oficial na rede X (ex-Twitter) que “da última vez que os EUA se envolveram em guerras no Afeganistão e no Iraque, desperdiçaram mais de US$ 7 trilhões e perderam mais de 7 mil vidas americanas”. Em maiúsculas, como Donald Trump costuma fazer, os iranianos ameaçaram:

“O Irã está pronto para o diálogo baseado no respeito mútuo e em interesses comuns — MAS, SE PROVOCADO, SE DEFENDERÁ E RESPONDERÁ COMO NUNCA ANTES!”.

Ali Shamkhani, conselheiro do líder Supremo do Irã, incluiu Israel nas ameaças em postagem na rede X. “Falar de um ataque limitado é uma ilusão. Qualquer ação militar norte-americana, em qualquer nível, será considerada o início de uma guerra e será recebida com uma resposta imediata e sem precedentes direcionada ao agressor, a todos os seus apoiadores e ao coração de Tel Aviv”.

A avaliação de fontes de segurança é que os Estados Unidos deverão comunicar as autoridades israelenses com alguma antecedência, se de fato o presidente Donald Trump determinar uma ação no Irã.

Reservistas israelenses aguardam a convocação, em caso de necessidade. Israel também se prepara para modelos alternativos de ataques contra o seu território com a possibilidade até de ações terrestres. 

Segundo informação obtida pela RFI, milícias pró-Irã no Iraque podem buscar uma infiltração terrestre em Israel por meio da fronteira com a Jordânia, a mais extensa de todas as fronteiras israelenses, com cerca de 350 quilômetros.

O Exército de Israel, em resposta, disse que não iria comentar a informação. Em caso de ataque por parte do Irã, a imprensa israelense afirma que o Exército de Israel projeta um cenário extremo envolvendo o disparo de centenas de mísseis balísticos pelo regime iraniano.

Durante a guerra de 12 dias de junho do ano passado, o Irã disparou cerca de 500 mísseis contra Israel. Agora, uma das possibilidades é que este número pode chegar a 700 mísseis balísticos.

De qualquer forma, as autoridades israelenses consideram que será possível lidar com esta ameaça, em especial se este for o “preço” a se pagar caso a ofensiva norte-americana venha a resultar na queda do regime da República Islâmica. ANG/RFI