quarta-feira, 11 de março de 2026

França/Guerra no Oriente Médio é oportunidade para Rússia no comércio de petróleo e gás

Bissau, 11 Mar 26 (ANG) - Enquanto os ataques contra o Irã continuam, o mundo se preocupa com seus impactos económicos, especialmente por conta da produção de petróleo, gás e fertilizantes no Oriente Médio. Donald Trump ameaçou atacar o país com mais força caso o fornecimento seja afetado.

Como resposta, o Irã prometeu que nenhuma gota do óleo vai deixar a região "até segunda ordem". Por outro lado, a Rússia acompanha de perto os embates, interessada nos insumos e em driblar sanções impostas pelos EUA e Europa.

Em sua primeira entrevista coletiva oficial desde o início dos ataques ao Irã, o presidente norte-americano, Donald Trump foi enfático ao falar sobre o abastecimento mundial de petróleo.

“Enquanto prosseguimos com a Operação 'Epic Fury' (Fúria Épica), também estamos focados em manter o fluxo de energia e petróleo para o mundo. Eu não vou permitir que um regime terrorista mantenha o mundo como refém e tente interromper o fornecimento global de petróleo. Se o Irã fizer algo nesse sentido, será atingido com muito mais força. Vou eliminar os alvos mais fáceis tão rapidamente que eles nunca vão conseguir se recuperar. Jamais”.

A fala do presidente americano gerou forte reação da Guarda Revolucionária iraniana. O exército ideológico do Irã deixou claro que vai continuar a controlar totalmente o Estreito de Ormuz, por onde passa um quinto da produção mundial de petróleo e gás natural liquefeito, o GNL.

Com o trecho bloqueado – já que o Irã promete atacar os navios que tentarem passar pelo local – quem se aproveita do cenário conturbado é a Rússia, que vai voltar a vender petróleo para a Índia. O diretor do Observatório franco-russo em Moscou, Arnaud Dubien, qvê oportunidades para o país com a guerra no Oriente Médio.

"A curto prazo há os hidrocarbonetos, o petróleo de fato. E o último cenário é a isenção concedida pelos Estados Unidos à Índia, para que ela possa compensar os volumes perdidos no Oriente Médio com petróleo russo. E isso cai muito bem tanto para os russos quanto para os indianos, porque havia numerosos petroleiros ancorados ao largo da costa indiana esperando compradores. Assim, o petróleo russo estava disponível e será vendido com descontos menores do que aqueles praticados há algumas semanas. Isso mostra, no fim das contas, a perfeita complementaridade entre os interesses indianos e russos, e talvez a inutilidade das intenções americanas de enfraquecer esse vínculo", disse.

Segundo o especialista, "a Rússia vai conseguir escoar o petróleo que estava tendo dificuldade de vender e vai fazê-lo em melhores condições financeiras, porque os preços aumentaram. Eles passaram de US$ 60 o barril de Brent no início do ano para cerca de US$ 85 hoje".

Arnaud Dubien acrescenta que a guerra no Oriente Médio também mexe com o cenário de importações e exportações do GNL. O gás natural liquefeito é exportado principalmente pelo Catar, responsável por cerca de 20% do comércio mundial do produto.

Os ataques ao Irã, também devem fortalecer a cooperação entre a Rússia e a China.

"Existe um oleoduto que liga a Sibéria Oriental à China há cerca de quinze anos. Desde 2019, existe também um gasoduto chamado Força da Sibéria. A China, além disso, compra GNL russo, inclusive GNL sujeito a sanções. Em Moscou, muitos acreditam que os chineses vão rever sua política de abastecimento e reavaliar os riscos. Hoje, o fornecimento vindo da Rússia é considerado o menos arriscado e provavelmente o mais barato. Não há fronteira marítima entre a Rússia e a China, e ninguém imagina que a Rússia vá cortar o fornecimento de energia para a China" destacou o especialist

Ele lembrou do projeto do gasoduto Força da Sibéria II, uma infraestrutura planejada há cerca de dez anos e que deverá transportar volumes importantes. Serão "cerca de 50 bilhões de metros cúbicos de gás por ano", calcula.

"Hoje, muitos acreditam que esse projeto finalmente será realizado nos próximos cinco ou seis anos. Ele não permitirá à Gazprom compensar totalmente a perda do mercado europeu, mas vai consolidar essa aliança energética entre Rússia e China por décadas e décadas", finalizou.

Desde o início da guerra no oriente Médio, os preços do petróleo e do gás têm variado intensamente, provocando forte instabilidade nas bolsas de valores pelo mundo. Diante da perspectiva de prolongamento do conflito, o barril chegou a quase US$120 essa semana e as bolsas despescaram. Analistas preveem que a volatilidade vai continuar nos mercados, refletindo as incertezas, as declarações contraditórias e os próximos ataques e invasões.ANG/RFI

 

 

                    Irã/Novo líder supremo “está são e salvo”, diz  Irã

Bissau, 11 Mar 26 (ANG) - O novo líder supremo iraniano, Mojtaba Khamenei, está “são e salvo” apesar de seus ferimentos, afirmou nesta quarta-feira (11) o filho do presidente iraniano, Yousef Pezeshkian,  em sua conta no Telegram.

Segundo Israel, o novo guia foi "levemente ferido" e por isso não apareceu em público. Mojtaba Khamenei, 56, tornou-se no domingo o novo dirigente iraniano após a morte do pai, o aiatolá Ali Khamenei, em 28 de fevereiro — primeiro dia das operações militares dos EUA e de Israel contra o Irã.

Yousef Pezeshkian diz ter “tido acesso a informações de que Mojtaba Khamenei havia sido ferido” e questionou “amigos” que conhece. “Eles me disseram que, graças a Deus, ele estava são e salvo”, escreveu o filho do presidente iraniano em sua mensagem no Telegram. Mojtaba Khamenei é considerado uma personalidade “misteriosa” e raramente foi visto em público.

Segundo o jornal The New York Times, que cita nesta quarta-feira três autoridades iranianas, o novo guia iraniano “foi ferido, especialmente nas pernas, mas está consciente e protegido em um local seguro, com possibilidades de comunicação limitadas”. Ainda de acordo com o jornal, dois oficiais militares israelenses confirmaram os ferimentos. 

Nesta terça-feira (10) um jornalista iraniano perguntou a Esmail Baghaei, porta-voz do Ministério das Relações Exteriores, se o novo guia já havia assumido o cargo, que inclui o comando das Forças Armadas do país. Baghaei respondeu de maneira enigmática: "aqueles que tinham de receber a mensagem já receberam".

O Irã reivindicou nesta quarta uma nova ofensiva de grande escala e atingiu uma refinaria na Arábia Saudita, situada perto da fronteira com os Emirados Árabes Unidos e crucial para a produção petrolífera saudita. A refinaria explorada pela gigante Aramco — a maior exportadora de petróleo bruto no mundo — já foi alvo do Irã várias vezes desde o início da guerra.

O reino saudita também informou ter interceptado sete mísseis balísticos em ataques separados. Seis deles tinham como alvo a base aérea Prince Sultan, que abriga militares americanos perto de Riad e já havia sido atacada desde o início do conflito.

Cinco drones também foram neutralizados na região de Al-Kharj, onde fica a base Prince Sultan, e dois na região de Hafar Al-Batin, perto da fronteira com o Kuwait, acrescentou o ministério.

Os líderes do G7 devem se reunir por videoconferência nesta quarta-feira para discutir o impacto econômico do conflito, que provoca a disparada do petróleo e pode afetar a economia mundial. O desbloqueio, pelos grandes países, de um volume sem precedentes de suas reservas — superior ao liberado durante a invasão russa da Ucrânia em 2022 — deve ser aprovado ainda hoje, segundo o Wall Street Journal.

Após vários dias de forte alta — chegando a quase US$ 120 por barril na segunda-feira —, os preços do petróleo continuam elevados, em torno de US$ 88 para o Brent.

Em reação aos ataques de Israel e dos EUA, o rã vem bloqueando o estreito de Ormuz, por onde passa boa parte da produção mundial de petróleo, e atingindo infraestruturas energéticas. Um ataque de drone iraniano provocou, na terça-feira (10), por exemplo, o fechamento da refinaria de Ruwais, nos Emirados Árabes Unidos, uma das maiores do mundo.

Diante da alta dos preços, o presidente americano Donald Trump ameaçou o Irã com “consequências militares sem precedentes” caso o país destruísse o estreito de Ormuz, por onde normalmente transita 20% da produção mundial de petróleo e gás natural liquefeito.

O Irã, no entanto, não deu sinais de recuo: durante a noite, a Guarda Revolucionária reivindicou a onda de ataques “mais violenta e mais pesada desde o início da guerra” em toda a região.ANG/RFI/Com agências


Médio Oriente/Israel, Irã e países do Golfo impõem restrições à imprensa em meio à guerra

Bissau, 11 Mar 26 (ANG) - O conflito no Oriente Médio e o aumento das tensões regionais desencadearam uma onda de censura em países da região. Israel, Irã e monarquias do Golfo impõem restrições cada vez mais severas ao trabalho jornalístico e criminalizam a divulgação de imagens dos ataques.

Desde junho de 2025, a censura militar israelense exige autorização por escrito para qualquer reportagem sobre zonas de conflito, sob alegação de que a mídia forneceria inadvertidamente informações a Teerã. 

Com aumento dos lançamentos de mísseis iranianos, as regras para as coberturas foram drasticamente endurecidas. Além disso, as exigências agora são acompanhadas por ameaças de prisão e por um clima de extrema tensão para jornalistas.

Qualquer reportagem em áreas de impacto ou combate deve ser aprovada previamente por escrito. A censura ameaça processar criminalmente qualquer pessoa que documente os danos, enquanto uma lei de emergência em Israel prevê até cinco anos de prisão para a publicação de vídeos não autorizados, especialmente nas redes sociais.

O objetivo declarado do Exército israelense é técnico: impedir transmissões ao vivo, sobretudo por meio de câmaras fixas de agências de notícias. As imagens poderiam ser utilizadas em tempo real pelos serviços de inteligência iranianos para “corrigir os tiros”, alegam os militares.

Na prática, porém, o resultado é mais severo. Os israelenses recebem apenas informações altamente filtradas sobre os danos reais causados pelos ataques do Irã ou do Líbano. O bloqueio vem acompanhado de um ambiente cada vez mais hostil para os repórteres.

As autoridades já não são as únicas que impedem a liberdade de expressão. Militantes de extrema direita atacam fisicamente equipes de jornalistas em locais onde ocorreram impactos de mísseis na região de Tel Aviv.

A censura não dificulta o trabalho jornalístico apenas em Israel. No Irã, o Ministério da Cultura e orientação Islâmica controla a imprensa e qualquer cobertura precisa passar por sua aprovação. Mesmo com permissões, jornalistas correm o risco de detenção. Muitos já foram presos e interrogados pelas forças de segurança.

A mídia estatal iraniana concentra as notícias em vítimas civis e danos materiais, evitando relatar perdas militares. O Ministério da Inteligência proibiu a divulgação de fotos de locais sensíveis, prédios e áreas atingidas. O governo pediu ainda que a população denuncie qualquer pessoa que fotografe essas áreas, e advertiu que os infratores podem ser classificados como “inimigos americano-sionistas”.

Por isso, grande parte das imagens produzidas por agências em Teerã mostra apenas colunas de fumaça vistas à distância. Além da censura, os bombardeios constantes têm impactos físicos e psicológicos sobre os jornalistas, cujo sono é interrompido repetidamente por ataques aéreos noturnos.

As monarquias do Golfo também impuseram limitações severas ao trabalho da imprensa. No Catar, mais de 300 pessoas foram presas por publicar ou compartilhar imagens e “informações enganosas” durante os ataques iranianos. “Elas filmaram e divulgaram vídeos e publicaram informações enganosas e boatos”, declarou o Ministério do Interior.

Nos Emirados Árabes Unidos, o procurador-geral Hamad Saif Al Shamsi alertou contra fotografar, publicar ou divulgar imagens dos danos causados por quedas de bombas ou destroços.

“Divulgar esse tipo de conteúdo ou informações imprecisas pode criar pânico e dar uma falsa impressão da situação real do país”, afirmou.

As autoridades também expressaram preocupação com imagens geradas por inteligência artificial e alertaram que quem divulgar esse tipo de material será punido “sem clemência”.

Na Arábia Saudita, a filmagem de instalações de energia e áreas diplomáticas — principais alvos dos ataques iranianos — já era rigidamente restringida mesmo em tempos de normalidade. A guerra intensificou ainda mais essas limitações. As autoridades costumam se recusar a comentar qualquer assunto além de comunicados oficiais. A assessoria de imprensa do tribunal saudita chegou a pressionar jornalistas a revelar a identidade de suas fontes.ANG/RFI

 

    Quénia/ Acidente rodoviário deixa 14 mortos e 16 feridos no Oeste do país

Bissau, 11 Mar 26 /ANG) – Pelo menos 14 pessoas perderam a vida e outras 16 ficaram feridas em um grave acidente de trânsito na noite de segunda-feira no oeste do Quénia, informaram as autoridades policiais na terça-feira.


O acidente ocorreu por volta das 21h45, horário local (18h45 G
MT), na região de Malaha, na estrada Webuye-Kitale. Segundo informações iniciais, dois motociclistas colidiram frontalmente, resultando na morte instantânea de ambos os condutores.

Enquanto os presentes tentavam ajudar as vítimas, um caminhão que seguia de Kitale para Webuye perdeu o controle e atropelou a multidão. A colisão matou dez pessoas no local. Outras quatro vítimas faleceram posteriormente no hospital em decorrência dos ferimentos, elevando o número de mortos para 14. Os 16 feridos estão em estado grave, segundo informações da equipe médica.

As autoridades observaram que os acidentes de trânsito continuam a representar um desafio significativo no Quênia, com mais de 4.300 mortes por ano, apesar das medidas de segurança rodoviária implementadas pela Autoridade Nacional de Transporte e Segurança e outras agências relevantes. ANG/Faapa


terça-feira, 10 de março de 2026

Política/ Governo fixa preço de referência para compra de caju junto do produtor em  410 fcfa, por quilograma

Bissau, 10 Mar 26 (ANG) – O Governo de Transição anunciou, esta terça-feira, em comunicado,  o preço de referência para a compra da castanha de caju junto do produtor no valor de 410 francos cfa por quilograma e declara “tolerância zero” ao contrabando do produto.

O comunicado final da reunião ordinária do Conselho de Ministros, realizada hoje, foi lido à imprensa  pelo ministro da Comunicação Social Abduramane Turé, porta-voz do Governo.

O Executivo anunciou ainda o valor básico de venda da castanha de  478 francos CFA ao quilo para os intermediários em Bissau, e a base tributária para exportação no valor de 1050 dólares por cada tonelada.

O coletvo ministerial  aprovou nesta reunião  o Projeto de Decreto que estabelece a estrutura da comercialização e  exportação da castanha de caju para 2026.

Segundo o comunicado, o Presidente da República de Transição advertiu aos membros do Governo no sentido de se envolverem, directamente, na fiscalização da campanha de exportação da castanha de caju deste ano, para a valorização deste produto estratégico do país, quer perante a arrecadação  das receitas assim como a melhoria das condições de vida das populações.

No capítulo das nomeações, o Conselho de Ministros deu sua anuência para a  nomeação de Pansau Condé nas funções de  Diretor-geral do Poder Local e de Aldo José Lima, no cargo do Governador da  Região de Biombo, ambos do  Ministério da Administração Territorial e Poder Local. ANG/JD/ÂC//SG



 

    Regiões/Iniciam trabalhos de vedação do Estádio “Nino Vieira” em Ingoré

Bissau 10 Mar 26 (ANG) – As obras de vedação do estádio “Nino Vieira”, de Ingoré, região de Cacheu, norte do país,  decorrem desde o passado dia 7 de Março, sob patrocínio da direcção do Académico de Ingoré Futebol Clube(AIFC).

De acordo com a TV Rádio Comunitária de Bigene, o AIFC diz em comunicado que a iniciativa  representa um momento importante para o crescimento da instituição e para a valorização da infraestrutura desportiva que representa motivo de orgulho para toda a comunidade local.

 “A obra visa melhorar as condições do campo e reforçar a organização do espaço desportivo, contribuindo para o desenvolvimento do futebol local e para criação de melhores condições para atletas, adeptos e dirigentes,” refere a direção do clube nortenho. ANG/MSC/ÂC//SG

 

França/Crise no Golfo dispara preço dos combustíveis nos postos e pressiona países a reagir

Bissau, 10 Mar 26 (ANG) - Enquanto os ataques não cessam no Irã e em outros países do Golfo, o mundo já sente as consequências de uma nova crise energética provocada pela diminuição da produção e exportação de petróleo.

Os combustíveis já estão mais caros na bomba em diversos países, que implementam estratégias para amortecer o choque.

O fechamento do Estreito de Ormuz, por onde circulam 20% da oferta mundial de petróleo e gás, além da ofensiva iraniana contra diversos países produtores, fez os estoques diminuírem e os preços dispararem. Na segunda-feira (9), o barril de petróleo bruto do tipo Brent, negociado na Bolsa e referência mundial, chegou a US$ 119, um nível jamais visto desde a invasão da Ucrânia pela Rússia, em 2022. O WTI, seu equivalente americano, teve alta de 31% em um dia, uma alta histórica.

“A crise do petróleo se materializa”, destaca o jornal francês Le Figaro, ressaltando que, além da escassez do produto e das dificuldades de transporte, o pessimismo crescente com a indicação do novo líder iraniano, da mesma linha conservadora de seu antecessor, não permite acreditar que o fim da guerra esteja próximo. O texto acrescenta que o aumento dos preços dos hidrocarbonetos significa inflação alta. 

O jornal Le Monde traz um levantamento dos estragos provocados pela guerra e que têm impacto direto na crise: no Iraque, a produção já diminuiu 60%, enquanto o Kuwait e os Emirados Árabes Unidos também tiveram que reduzir a cadência de suas refinarias.

A Arábia Saudita tenta contornar os obstáculos utilizando seus oleodutos para levar o petróleo até o Mar Vermelho, no porto de Yanbu, na costa oeste, mas a capacidade de embarque não é suficiente para suprir toda a demanda.

O jornal Libération explica que os ataques iranianos ameaçam a economia mundial e fragilizam o presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, já bastante impopular, a oito meses das eleições de meio de mandato.

Muitos países já são obrigados a contornar a crise: a Tailândia e a Coreia do Sul implementaram congelamento de preços, a China proibiu as exportações, e Mianmar e Bangladesh impuseram racionamento.

Os preços dos combustíveis nas bombas também aumentaram significativamente na Espanha, desde o início dos ataques norte‑americanos e israelenses contra o Irã. A alta ultrapassa 22% no valor do diesel, segundo dados do Ministério da Transição Ecológica do país.

Nos postos da França, o diesel ultrapassou na segunda‑feira a barreira simbólica de € 2 por litro. Por isso o governo francês multiplica iniciativas e organiza nesta terça‑feira um “G7 da Energia”. O encontro, que reunirá os ministros de Energia dos países do G7, deve permitir discussões sobre “os impactos da situação atual para o setor energético mundial”, os desafios de abastecimento de petróleo e gás e “suas consequências sobre os preços”, informou o Ministério francês da Economia.

Para o Libé, a “bomba energética se mostra mais perigosa do que o arsenal militar iraniano”. ANG/RFI

 

Guerra/Israel enfrenta atrasos em alertas de mísseis após radar dos EUA no Catar ser danificado

Bissau, 10 Mar 26 (ANG) - Em Israel, o tempo entre o pré-alerta enviado aos celulares e o acionamento das sirenes de ataque aéreo diminuiu drasticamente nos últimos dias.

Segundo a mídia local, a redução estaria ligada à desativação de um radar essencial dos Estados Unidos no Catar, danificado por um drone iraniano.

Os israelenses normalmente são avisados da aproximação de um míssil balístico por meio de um pré-alerta enviado aos celulares. A notificação é emitida assim que o lançamento é detectado — geralmente poucos instantes após o disparo. Cerca de dez minutos depois, as sirenes são acionadas nas áreas com maior probabilidade de serem atingidas.

Nos últimos dias, porém, esse intervalo, que torna o sistema particularmente eficaz, foi drasticamente reduzido para apenas dois ou três minutos. O Exército israelense afirma que não se trata de uma falha técnica. Após pressão, as Forças Armadas divulgaram um comunicado neste fim de semana informando que já não conseguem garantir o envio sistemático do pré-alerta.

De acordo com análises de imagens de satélite divulgadas por vários veículos de comunicação, o regime iraniano tem buscado atingir radares, sensores e sistemas de detecção americanos instalados em países do Golfo. A estratégia é destinada a sobrecarregar os sistemas de defesa antimísseis dos Estados Unidos e de Israel.

O número de mísseis disparados do Irã diminuiu significativamente nos últimos dez dias, segundo o Exército israelense, passando de cerca de 100 por dia para apenas algumas dezenas. O ataque mais recente, que atingiu o centro do país na manhã desta segunda-feira, deixou uma pessoa morta.

Israel anunciou também nesta segunda-feira que está a realizar novos ataque no Irã contra “infraestruturas do regime”. Teerã, por sua vez, continua retaliando com ofensivas na região do Golfo.

Um ataque com drone iraniano no Bahrein feriu 32 civis, quatro deles em estado grave, na ilha de Sitra, segundo o Ministério da Saúde, citado pela imprensa local. Uma refinaria da Bapco, companhia estatal de petróleo do Bahrein, também foi atingida. ANG/RFI

 

EUA/ONU negocia com EUA o envio de combustível a Cuba com fins humanitários

Bissau, 10 Mar 26 (ANG) - A ONU está negociando com o governo dos Estados Unidos a autorização de entrada de combustível em Cuba para fins humanitários, em meio ao embargo de petróleo imposto por Washington à ilha.


A informação foi revelada nesta segunda-feira (9) pelo representante da ONU em Havana, Francisco Pichón.

Os Estados Unidos não escondem o desejo de ver uma mudança de regime em Cuba e não relaxam sua pressão sobre Havana. Devido ao embargo de Washington, nenhum navio carregado de combustível entrou oficialmente em Cuba nos últimos dois meses.

"Há discussões em andamento entre nossos colegas do Escritório de Coordenação de Assuntos Humanitários e o governo dos Estados Unidos para garantir o acesso a combustível para fins humanitários", declarou Pichón com exclusividade à agência AFP.

Ele detalhou que, quando fala em fins humanitários, está se referindo à entrega de combustível para nossas operações de resposta a emergências (...) e para garantir serviços vitais nesses centros de atendimento a pessoas e grupos vulneráveis. O representante das Nações Unidas em Havana enfatizou que o acesso ao produto pelas agências da ONU está fortemente racionado devido à crise.

"A viabilidade operacional da nossa resposta enquanto sistema das Nações Unidas depende do acesso à energia e ao combustível e, neste momento, está comprometida", salientou.

Segundo ele, as visitas no terreno são raras. Outro problema é a menor disponibilidade de transporte de carga na ilha, cujos serviços sofrem aumentos de preços devido à escassez. Consequentemente, há muita restrição para transferir a ajuda humanitária que chega aos aeroportos e portos do país para as províncias.

A crise energética na ilha de 9,6 milhões de habitantes se agravou após a captura, por forças americanas, do presidente venezuelano, Nicolás Maduro, em janeiro. A prisão de Maduro provocou a interrupção abrupta dos envios de combustível de Caracas, principal fornecedor de combustível da ilha nos últimos 25 anos.

Os Estados Unidos justificam a pressão máxima que exercem contra Havana pela ameaça excepcional representada pela ilha comunista, localizada a 150 quilômetros da costa da Flórida.

Diante da crise energética, o governo cubano implementou um pacote de medidas emergenciais, que incluem uma drástica restrição à venda de combustível. Mas a crise se intensifica a cada dia no país, que vem enfrentando uma série de apagões.

Na última quinta-feira, dois terços do território, incluindo Havana, ficaram sem energia. O corte, que deixou 1,7 milhão de habitantes sem luz, foi causado por uma desconexão parcial da rede devido a uma falha inesperada na usina Antonio Guiteras, a principal geradora do país.

O governo cubano autorizou a associação entre empresas públicas e privadas pela primeira vez em quase 60 anos, uma alternativa para tentar superar as dificuldades. O monopólio estatal nos setores de saúde, educação e defesa foi mantido.

Havana acusa Donald Trump de querer sufocar a economia da ilha comunista, que está sob embargo dos EUA desde 1962 e sofreu com o endurecimento das sanções americanas nos últimos anos. ANG/RFI/AFP

 

   EUA/Trump acusa Teerão de criar novo local para desenvolver armas nucleares

Bissau,10 Mar 26(ANG) – O Presidente dos Estados Unidos (EUA), Donald Trump, alegou que a guerra com o Irão começou porque o país estava a iniciar a construção de um novo local para o desenvolvimento de material para armas nucleares.

Numa conferência de imprensa realizada na segunda-feira, Trump diz que o Irão tinha um novo local para desenvolver armas nucleares protegido por granito, para substituir as instalações bombardeadas no ano passado pelos EUA.

"Mas estavam a começar a trabalhar noutro local, um local diferente, um tipo diferente de local — e esse estava protegido por granito", disse Trump.

O Presidente acrescentou que o Irão queria utilizar a "ameaça crescente dos mísseis balísticos para tornar praticamente impossível impedi-los de obter uma arma nuclear". ANG/Inforpress/Agências

Desporto /Primeiro-ministro reafirma  compromisso do Governo de continuar a apoiar o desenvolvimento do desporto

Bissau, 10 Mar 26 (ANG) - O Primeiro-ministro de Transição reafirmou o compromisso do Governo de continuar a apoiar o desenvolvimento do desporto nacional, reconhecendo o seu papel na inclusão social,  formação da juventude e  projeção positiva da imagem da Guiné-Bissau no mundo.

Ilidio Vieira Té  falava, segunda-feira, após um encontro com os dirigentes da Federação de Futebol da Guiné-Bissau, chefiado pelo seu Presidente, Carlos Alberto Teixeira, na presença da ministra da Juventude, Cultura e Desporto Juelma Cubala.

O encontro serviu para apresentação ao PM as mais recentes evoluções do futebol nacional, bem como fazer o ponto de situação das relações institucionais entre a Federação e a FIFA, organismo que tutela o futebol a nível mundial,

O ato foi igualmente marcado pela apresentação  de  um autocarro destinado a apoiar a logística e o funcionamento da Seleção Nacional de Futebol, reforçando assim as condições de trabalho e deslocação da equipa que representa o país nas competições internacionais.

O Primeiro-ministro sublinhou a importância estratégica do desporto, particularmente do futebol, enquanto instrumento de mobilização social, de promoção da identidade nacional e de valorização da juventude guineense.

Ilídio Vieira Té  disse estar satisfeito com o autocarro, que irá permitir deslocação, com dignidade, da selecção nacional.

 “Tendo em conta os esforços que estão sendo feitos para melhorar as condições de trabalhos da equipa nacional, os  jogadores agora têm que se esforçar,  no máximo, para dar alegria aos adeptos, através de bons resultados nos jogos”, disse Té.

O Chefe do Governo destacou que o sucesso crescente de vários jogadores guineenses nos campeonatos europeus vai servir  de inspiração para milhares de jovens no país, e sublinha que o talento nacional pode alcançar reconhecimento internacional quando devidamente apoiado.

Ilídio Vieira Té manifestou ainda a disponibilidade do Executivo para reforçar a cooperação institucional com as organizações desportivas, de forma a criar melhores condições para o desenvolvimento do futebol e das demais modalidades no país.

Por sua vez, o presidente da Federação de Futebol da Guiné-Bissau

agradeceu ao Governo de Transição pelo apoio prestado para trazer o autocarro da seleção e na isenção de taxas alfandegárias de todos os materiais usados na construção dos campos de futebol sintético, em Canchungo e   Bafatá .ANG/LPG/ÂC//SG

    Regiões/ Associação Académica da ENA  de Canchungo tem nono presidente

Canchungo, 10 Mar 26 (ANG) – A Associação Académica da Escola Nacional de Administração(ENA) de Canchungo tem novo presidente na pessoa de Hélder da Silva, eleito no passado fim de semana com 28 votos contra 14 de sua adversária Soraia Rosa.

Em declarações à imprensa,  Hélder da Silva declarou que  uma das suas prioridades será a realização de uma  excursão académica envolvendo os estudantes da ENA de Canchungo,  Bafatá e de Bissau.

A candidata derrotada Soraia Rosa, reconheceu os resultados eleitorais felicitou ao Hélder da Silva, pela vitória e se disponibilizou  para trabalhar com a Direcção da Associação Académica caso seja solicitada no futuro.

Trata-se da  primeira eleição para a presidência da Associação Académica dos Estudantes da ENA de Canchungo.

Hélder da Silva foi eleito como  Presidente da Associação Académica da ENA, com 28 votos, equivalente a 67 por cento, superando a sua adversária Soraia Rosa que obteve 14 votos, correspondente à 33 por cento, num universo  de 42 votantes. ANG/AG/AALS/ÂC//SG

 

 Política/CNT completa constituição da nova Direcção da CNE com eleição do Secretariado Executivo 

Bissau, 10 Mar 26(ANG) - O Conselho Nacional de Transição (CNT) elegeu, esta segunda‑feira, por unanimidade, os membros do Secretariado Executivo da Comissão Nacional de Eleições (CNE), mantendo dois elementos da anterior direção liderada por M’Pabi Cabi.

Os conselheiros de transição elegeram Idriça Djaló para o cargo de Secretário Executivo da CNE. Durante a anterior direção, liderada por M’Pabi Cabi, Djaló exercia as funções de 1.º Secretário Executivo da instituição responsável pela gestão do processo eleitoral no país.

A juíza desembargadora Felizberta Maura Vaz, que desempenhava o cargo de 2.ª Secretária Executiva, foi eleita 1.ª Secretária Executiva. Para o cargo de 2.ª Secretária Executiva, os conselheiros escolheram a juíza desembargadora Telma Pigna Embassa.

Com a eleição dos membros do Secretariado Executivo ficou completo o figurino da nova direção da Comissão Nacional de Eleições, agora liderada pela juíza conselheira Carmem Isaura Baptista Lobo, eleita Presidente da CNE no passado dia 20 de fevereiro de 2026.

Após a votação, o presidente do Conselho Nacional de Transição, Major‑general Tomas Djassi, disse que o Alto Comando Militar decidiu realizar um “teste” com vista a reforçar a representação feminina na composição da CNE.

Tomas Djassi agradeceu aos conselheiros por “marcarem a história no processo de transição”, ao aprovarem, por unanimidade, os membros do Secretariado Executivo. Disse estar confiante de que  o país segue “um bom caminho” para alcançar os objetivos definidos pelo Alto Comando Militar.

O presidente do CNT destacou igualmente que foi possível integrar duas personalidades externas no novo Secretariado Executivo — nomeadamente a presidente da CNE, Carmem Lobo, e a 2.ª Secretária Executiva, Telma Pigna Embassa — com o objetivo de conjugar novas perspectivas com a experiência dos anteriores membros da instituição.

“Faremos recomendações, no ato da cerimónia de empossamento, à todos os membros da Comissão Nacional de Eleições. Por agora, importa realçar o trabalho desenvolvido pelos conselheiros em prol do bem‑estar da Guiné‑Bissau”, sublinhou. ANG/O Democrata

 

China/Comité Permanente do parlamento aprova reformas e  desenvolvimento da economia por meio de legislação

Bissau, 10 Mar 26(ANG) - O Comitê Permanente da Assembleia Popular Nacional (APN), o mais alto órgão legislativo da China, aprovou as  reformas preconizadas  e o desenvolvimento por meio de legislação “de alta qualidade” para o setor económico nacional inclusive o setor privado, revela a Xinhua que cita um relatório.

O relatório de trabalho do Comitê Permanente da APN foi apresentado nesta segunda-feira no âmbito da IV sessão da 14ª reunião da  APN para deliberação.

Para o fortalecimento da legislação económica, o Comitê Permanente da APN promulgou no ano passado a Lei de Promoção do Setor Privado, estabelecendo os princípios de tratamento imparcial, concorrência justa,
proteção igualitária e desenvolvimento comum.

Segundo o relatório, esse órgão legislativo da China ainda procedeu a revisão da Lei de Concorrência Desleal, considerado  fundamental para o desenvolvimento de uma economia baseada na credibilidade sob o Estado de Direito.

Também foram feitas revisões na  Lei Marítima,  Lei de Arbitragem e na Lei de Comércio Exterior, a fim de alinhar-se ainda mais às regras internacionais estabelecidas e servir. melhor a abertura de “alto padrão”.

Relativamente a  legislação voltada à governança social e ao bem estar público, o Comitê Permanente da APN promulgou a Lei de Resposta à Emergências de Saúde Pública e procedeu a revisão da Lei de Prevenção e Controle de Doenças Infecciosas.

Para fortalecer a legislação sobre Segurança Nacional e Pública, o Comitê Permanente da APN promulgou a Lei de Energia Atómica, a fim de apoiar a pesquisa, o desenvolvimento e o uso pacífico da energia atômica de acordo com a lei.

Também revisou a Lei de Cibersegurança para reforçar a segurança de dados e  proteção de informações pessoais

No exercício de suas responsabilidades de supervisão, o Comitê Permanente da APN ouviu e deliberou sobre relatórios do Conselho de Estado relativos a desenvolvimento de novas forças produtivas de qualidade e à promoção da aplicação de avanços científicos e tecnológicos, a fim de impulsionar a integração profunda entre inovação tecnológica e inovação industrial.

O relatório citado pela Xinhua ainda refere que esse Comité ainda reforçou a supervisão dos assuntos fiscais e económicos e adotou medidas concretas para realizar inspeções da aplicação da lei. .ANG/Xinhua

China/Governo promete intensificação do combate à crimes de “golpes de telecomunicações”

Bissau, 10 Mar 26(ANG) - A China intensificará os esforços para combater crimes de “golpes de telecomunicações e online” este ano, noticiou  a agência Xinhua que cita um relatório de trabalho da Suprema Procuradoria Popular divulgada  segunda-feira.

No ano passado, cerca de 69 mil indivíduos foram indiciados por crimes de golpes de telecomunicações e online, revela o  relatório submetido à sessão legislativa nacional que decorre , para deliberação.

O país reprimiu severamente golpes transfronteiriços de telecomunicações em 2025, processando 285 pessoas por suspeitas de crimes de golpes, homicídio intencional e lesão intencional contra cidadãos chineses, sob a proteção de gangues criminosas que atuam no norte de Mianmar, segundo o relatório citado pela agência de notícias da China.  ANG/Xinhua

China/Governo reitera compromisso  com protecção da ordem do mercado de capitais, segundo supremo tribunal

Bissau, 10 Mar 26(ANG) -  A República Popular da China está comprometida em salvaguardar a ordem do mercado de capitais e promover seu desenvolvimento de “alta qualidade”, revela  um relatório de trabalho do Supremo Tribunal Popular, divulgado segunda-feira.

Os tribunais chineses concluíram cerca de 25 mil casos relacionados a valores anuais, de acordo com o relatório submetido à atual sessão legislativa nacional para deliberação.

“Crimes como emissão fraudulenta, falsificação financeira e manipulação de mercado foram severamente punidos para proteger os direitos e interesses legítimos dos investidores”, indica o relatório. ANG/Xinhua

segunda-feira, 9 de março de 2026


Dia Internacional da Mulher-Regiões
/ Coordenadora Nacional da WANEP-GB admite haver  retrocesso na aplicação da lei da paridade no país

Mansabá, 09 Mar 26 (ANG) – A coordenadora nacional da Rede da África Ocidental para a Construção da Paz na Guiné-Bissau (WANEP-GB), Denise Cabral dos Santos, disse estar preocupado  com o que considera ser um retrocesso na aplicação da lei da paridade no país, evidenciada com a fraca representação feminina nos órgãos de decisão.

Denise Cabral falava domingo, na secção de Cutia, setor de Mansabá, região de Oio,   nas celebrações do Dia Internacional da Mulher, organizadas pela estrutura regional da Carta21, na região de Oio, em parceria com a WANEP-GB.

Na ocasião, a responsável lamentou o facto de as mulheres não terem conseguido alcançar, pelo menos 36 por cento de representação no parlamento guineense e nos órgãos de decisão política.

 Denise dos Santos destacou que a presença feminina no parlamento tem registado uma tendência de queda.

Segundo explicou, nas eleições legislativas de 2019, após aprovação da Lei de Paridade, as mulheres representavam cerca de 14 por cento dos deputados eleitos, enquanto que em 2023 essa percentagem desceu para cerca de 10 por cento. Acrescentou  que a situação se agravou pelo facto de a maioria dos partidos políticos não ter apresentado mulheres como cabeças de lista.

Apesar das limitações no campo político, Denise Cabral dos Santos        destacou o papel determinante das mulheres no setor económico e social, sobretudo no setor informal, em que  muitas desenvolvem atividades comerciais que contribuem para sustentar as famílias e garantir a educação dos filhos.

“Se a mulher já desempenha um papel importante na sociedade, não há razão para que não possa ocupar cargos na administração do Estado”, afirmou.

Defendeu  maior participação feminina na liderança política e institucional, como forma de promover o acesso à saúde, educação, justiça e ao desenvolvimento.

Considerou  que o Dia Internacional da Mulher deve servir, sobretudo, como um momento de reflexão e análise sobre os desafios enfrentados pelas mulheres e os caminhos a seguir, e não apenas como uma data festiva.

Por sua vez, o coordenador regional da Carta21 na região de  Oio, Siaca Cissé, denunciou a sub-representação das mulheres e raparigas nos espaços de decisão e apelou ao reforço da sua participação em cargos de liderança.

Cissé afirmou que, apesar de alguns progressos registados, a paridade ainda está longe de ser alcançada, defendendo medidas concretas que garantam a presença ativa das mulheres nos processos de tomada de decisão.

Sob o lema “Investir nas mulheres e meninas para uma sociedade mais justa e pacífica para todos”, Siaca Cissé sublinhou que investir nas mulheres não significa apenas apoio financeiro, mas também criar oportunidades, garantir educação para as raparigas, apoiar o empreendedorismo feminino e combater práticas que limitam o seu potencial.

Segundo disse, nas comunidades da região de Oio, as mulheres desempenham um papel central na economia informal, na educação dos filhos e na mediação de conflitos, mas continuam, muitas vezes, afastadas dos cargos de liderança.

Siaca Cissé reafirmou  o compromisso da Carta21 com a promoção da paz,  diálogo e da inclusão, defendendo que uma paz duradoura só será possível com a participação ativa das mulheres.

“A paz não se constrói apenas evitando conflitos, mas também criando oportunidades e promovendo o respeito mútuo”, concluiu Siaca Cissé.

ANG/AD/LPG/ÂC//SG