quarta-feira, 17 de junho de 2026

Caju/Ministério do Comércio valida proposta de lei para criação do Sistema de Recibo de Armazém

Bissau, 17 Jun 26(ANG) – O Ministério do Comércio e Indústria, em parceria com as Cooperativas da Cadeia de Valor do Caju, validou , terça-feira, a proposta de lei para a criação do Sistema de Recibo de Armazém .

A iniciativa tem como objetivo melhorar os mecanismos de comercialização e transformação da castanha de caju, um dos principais produtos de exportação do país.

Durante o encontro de validação, o assessor principal do ministro do Comércio, Horta dos Santos, destacou a importância da futura legislação para o desenvolvimento do sector do caju e para o fortalecimento da economia nacional.

Por sua vez, o consultor e gestor do projecto, Mário Alfredo Mendonça, explicou que o Sistema de Recibo de Armazém trará vantagens significativas para os produtores, porque vai lhes proporcionar   melhores condições de armazenamento e maior acesso ao financiamento.

Mendonça acrescentou  que a nova lei permitirá ao Estado reforçar o controlo das operações de compra e venda da castanha de caju em todo o território nacional, contribuindo para uma maior transparência e organização do sector.

A proposta de lei visa o fortalecimento da estrutura organizacional da cadeia de valor do caju, criação de  melhores condições para produtores e comerciantes e dar mais impulsão a  competitividade do sector no mercado nacional e internacional. ANG/RDN


China/Presidente XI Jinping perspectiva  com homólogo de Mianmar o   fortalecimento da cooperação bilateral

Bissau, 17 Jun 26(ANG) - O presidente chinês Xi Jinping analisou terça-feira com o seu homólogo de Mianmar,Min Aung Hlaing, as possibilidades de incrementação da cooperação bilateral, em benefício dos dois povos.

“A China coloca os laços com Mianmar como uma prioridade na diplomacia de vizinhança e apoia o novo governo de Mianmar na coordenação dos imperativos de desenvolvimento e segurança, para encontrar um caminho correto de desenvolvimento que se adapte às suas condições nacionais e ganhe apoio popular”, disse Xi a Min Aung Hlaing, que está em uma visita de Estado à China.

Xi disse que a China adere ao princípio de não interferência nos assuntos internos de outros países, segue uma política de amizade com todo o povo de Mianmar e apoia firmemente Mianmar na salvaguarda de sua soberania e integridade territorial.

considerando que este ano marca o início do 15º Plano Quinquenal (2026-2030) da China, Xi reiterou que a China está pronta para partilhar sua experiência de desenvolvimento com Mianmar e construir, em conjunto  uma comunidade China-Mianmar com um futuro compartilhado,  sustentada pela amizade política e confiança mútua, desenvolvimento de benefícios mútuos, coordenação de segurança e intercâmbios interpessoais.

Xi destacou que, enquanto  vizinha de Mianmar com a mais longa fronteira comum, a China é uma amiga e parceira confiável, e apela  a ambos os lados para fortalecerem a solidariedade e  colaboração perante o cenário internacional em mudança e turbulências.

Xi chamou o Corredor Económico China-Mianmar de  projeto emblemático da cooperação do Cinturão e Rota entre os dois países, afirmando que ambos os lados devem avançar de forma constante na construção, com segurança, de projetos-chave, a fim de ajudar Mianmar a desenvolver sua economia e melhorar as condições de vida da população.

Segundo Xi, a China está disposta a aumentar o apoio à reconstrução pós-terremoto de Mianmar, e diz que os dois lados devem continuar a combater atividades criminosas, incluindo os jogos de azar online, as fraudes em telecomunicações e o tráfico de drogas.

Xi disse que a China apoia à todas as partes em Mianmar na promoção da paz e  reconciliação, através de negociações para alcançar uma estabilidade duradoura no norte de Mianmar, que serve aos interesses fundamentais e de longo prazo de Mianmar e de seu povo.

Elogiando a amizade "pauk-phaw" consagrada pelo tempo entre os dois países, Min Aung Hlaing agradeceu à China pelo seu apoio de longa data e altruísta ao desenvolvimento, estabilidade, paz e reconciliação de Mianmar, acrescentando que Mianmar aderirá firmemente ao princípio de Uma Só China.

Considerando  que a implementação do 15º Plano Quinquenal pela China traz oportunidades importantes para seus vizinhos asiáticos, incluindo Mianmar, Min Aung Hlaing declarou que Mianmar espera aprofundar a cooperação abrangente com a China, construir, em conjunto, o Corredor Económico Mianmar-China e elevar o comércio bilateral e a cooperação em investimentos.

Min  Hlaing indicou que Mianmar atribui grande importância à segurança das empresas e do pessoal da China em Mianmar e que fará todos os esforços para garantir sua segurança.

“Mianmar está disposto a trabalhar em estreita colaboração com a China para reprimir, resolutamente, os jogos de azar online e as fraudes em telecomunicações e salvaguardar a segurança e a estabilidade fronteiriças”, acrescentou.

Reafirmou que Mianmar apoia plenamente as quatro grandes iniciativas globais apresentadas pelo presidente Xi e está pronto para aprofundar a comunicação e a coordenação multilaterais com a China.

Após audiência entre delegações dos dois países , os dois chefes de Estado testemunharam  a assinatura de documentos de cooperação em áreas  de transporte e condições de vida da população.

Antes da reunião, Xi realizou uma cerimónia de boas-vindas ao Min Aung Hlaing, encerrada com  um banquete .ANG/Xinhua

China/Xi declara  apoio ao novo governo de Mianmar para coordenação de desenvolvimento e segurança

 Bissau, 17 Jun 26(ANG) -  A China coloca os laços com Mianmar como uma prioridade na diplomacia de vizinhança e apoia o novo governo deste país na coordenação dos imperativos de desenvolvimento e de segurança.

 È o presidente Xi Jinping que o declara terça-feira e diz que a iniciativa visa encontrar um caminho correto de desenvolvimento que se adapte às  condições nacionais de Miamar e que ganhe apoio popular.

 Xi fez essas declarações numa audiência concedida ao presidente de Mianmar, Min Aung Hiaingao que realiza visita de  Estada na República Popular na China. ANG/Xinhua

terça-feira, 16 de junho de 2026

Política/Governo congratula-se com resultados da XI avaliação do Programa de Facilidade de Crédito Alargado do FMI 

Bissau, 16 Jun 26(ANG) – O Conselho de Ministros, manifestou hoje em comunicado, a sua congratulação com os resultados da XI avaliação do Programa de Facilidade de Crédito Alargado do Fundo Monetário Internacional (FMI),  que declara que a  Guiné-Bissau cumpriu na integra as metas quantitativas e estruturais estabelecidas por esse programa , valendo ao país  um desembolso imediato de 1,6 milhões de dólares.

O comunicado lido na voz do ministro da Comunicação Social, Abduramane Turé, refere que, na parte deliberativa, o Conselho de Ministros, após análise e discussão, aprovou a Lei Orgânica de Base das Forças Armadas,  Lei de Defesa Nacional e das Forças Armadas, da Condição Militar,  e os Estatutos dos Militares das Forças Armadas.

Ainda na parte deliberativa, de acordo com o comunicado, o Coletivo governamental aprovou o  Decreto relativo ao regime financeiro das Autarquias Locais, o Código da Pecuária, o  Decreto sobre a Ética e Deontologia dos Procedimentos de Contratação Pública,  e  a Regulação das Obras Públicas.

No capítulo  de nomeações, o Conselho de Ministros aprovou a nomeação de Lucas Na Sanhá, nas funções de  Secretário-geral do Ministério dos Transportes, Telecomunicação e Economia Digital. ANG/ÂC//SG

Dia Olímpico-2026/Presidente do CO-GB promete trabalhar para promoção de uma  cultura desportiva inclusiva para todos

Bissau, 16 Jun 26 (ANG) – O Presidente do Comité Olímpico da Guiné-Bissau(CO-GB), prometeu hoje continuar a trabalhar para a promoção de uma cultura desportiva inclusiva, educativa e acessível para todos os guineenses.

Fernando Arlete fez a promessa  num encontro  com os jornalistas desportivos, por ocasião de celebração de 23 de Junho, Dia “Olímpico-2026”.

Ao discursar na cerimónia de abertura do  encontro que decorreu sob o lema:“ Aprender para Inspirar Valores Olímpico em Movimento”, Fernando Arlete disse que a  data é assinalada em todo o mundo, e que o encontro com os jornalistas desportivos serve para, juntos, refletirem sobre os mecanismos para a promoção de  modalidades menos apreciados pelos guineenses.

Acrescentou que, no decorrer desta semana olímpica, será promovida uma palestra sobre o desporto com os estudantes da Universidade Lusófona da Guiné (ULG), professores, atletas, representantes de instituições educativas, dirigentes desportivos e  parceiros do Movimento Olímpico, para aprender a dialogar e inspirar a sociedade.

Segundo aquele responsável, a celebração de  23 de Junho, coincide com uma altura particularmente significativa para a África, devido a aproximação dos Jogos Olímpicos de Dakar-2026, os primeiros realizados em solo africano.

“Acreditamos que o conhecimento é uma ferramenta de transformação e que os valores olímpicos devem ser vividos, não apenas nas competições, mas também nas escolas,  famílias, nos locais de trabalho e em toda a sociedade”, disse Fernando Arlete.

O Comité Olímpico comemora  de 16 à 27 deste mês, o dia 23 de Junho mundialmente conhecido por “Dia Olímpico”, em Bissau, com realização de  palestras e encontros com os jornalistas desportivos e varias entidades ligados ao setor, com o objetivo de fazer com que a sociedade guineense dê importância à outras modalidades menos apreciadas no país.ANG/LLA/ÂC//SG    

Sociedade/INE anuncia que a Guiné-Bissau ultrapassa  dois milhões de habitantes

Bissau, 16 Jun 26(ANG) – O Instituto Nacional de Estatística(INE), anunciou hoje que a Guiné-Bissau acaba de ultrapassar os dois milhões de pessoas recenseadas no âmbito do RGPH4!.

Este é um marco histórico que reflete o compromisso dos cidadãos com a construção de um país mais bem preparado para planear o seu futuro”, refere o   INE através na sua página oficial no Facebook.

O anúncio da instituição foi feito quando ainda faltam cinco dias para o termino dos  trabalhos de Recenseamento Geral da População e Habitação.

“Se o agente recenseador ainda não visitou a tua habitação, ou se ainda não foste recenseado, mantém-te atento e colabora com a equipa de recenseamento”, Lê-se na comunicação do INE.

A instituição garante que os dados  recolhidos serão essenciais para melhorar o planeamento sobre  escolas, hospitais, habitação, estradas e outros serviços públicos em todo o país. ANG/ÂC//SG



Comunicação Social/Fundação Hirondelle  promove formação para reforçar cobertura jornalística sobre género e direitos das crianças

Bissau, 16 Jun 26 (ANG) - A organização Repórter sem fronteiras, em parceria com a Fundação para a África Ocidental (MFWA), promove  entre 15 e 19 de Junho, em Bissau, uma formação dedicada ao jornalismo responsável, liberdade de expressão e combate à desinformação, reunindo profissionais dos órgãos de comunicação social do país.


A iniciativa se realiza no âmbito do  projeto "Promover e Proteger a Democracia e Salvaguardar a Liberdade de Opinião e de Expressão através da Formação na Guiné-Bissau".

A primeira actividade a ter lugar no âmbito dessa formação consistira na realização de um workshop de quatro dias, de 15 a 18 de junho, subordinado ao tema "Como abordar género, desigualdade, direitos das mulheres e direitos das crianças no jornalismo".

A ação pretende, segundo um documento distribuído aos participantes, reforçar as capacidades dos jornalistas para uma cobertura ética e socialmente responsável desses temas, com enfoque em entrevistas, linguagem adequada, proteção das vítimas, ética visual e tomada de decisões editoriais.

O programa prevê igualmente debates sobre violência baseada no género,  pobreza, violência digital, desinformação e jornalismo de soluções, visando incentivar práticas jornalísticas que privilegiem a responsabilidade social e reduzam os riscos de sensacionalismo, revitimização e exposição prejudicial.

Segundo os organizadores, a formação abordará ainda conceitos fundamentais relacionados com sexo, género, identidade de género, orientação sexual e representação mediática, bem como desafios específicos enfrentados na Guiné-Bissau, incluindo casamento infantil, gravidez precoce, mutilação genital feminina, desigualdades no acesso à educação e violência sexual.

No último dia, 19 de Junho, será realizado um workshop de encerramento sob o lema "Reflexões, Lições Aprendidas e Perspetivas Futuras", destinado a promover uma avaliação participativa do projeto e a partilha de experiências entre jornalistas e gestores de órgãos de comunicação social.

Os participantes irão refletir sobre os avanços alcançados, os desafios enfrentados e as perspetivas futuras para o fortalecimento do jornalismo responsável, do acesso à informação fiável, da proteção editorial e do combate à desinformação na Guiné-Bissau.

O encontro reunirá jornalistas e responsáveis dos órgãos de comunicação social convidados a participar nos cinco dias de trabalhos dedicados ao reforço da qualidade da informação e à promoção dos direitos humanos no país.

ANG/LPG//SG

Côte D`Ivoire/ BAD e Banco Mundial fortalecem parceria em pesquisas sobre desafios económicos de África

Bissau, 16 Jun 26 (ANG) -  O Banco Africano de Desenvolvimento (BAD) e o Banco Mundial concordaram recentemente, em Abidjan, em aprofundar sua parceria em pesquisas sobre os desafios económicos mais urgentes da África.

Este anúncio foi feito durante uma reunião de alto nível entre representantes das duas instituições, uma oportunidade para analisar os desafios económicos que estão dificultando o crescimento na África, incluindo a mobilização de recursos internos e a sustentabilidade da dívida, a criação de empregos, o dividendo demográfico e a transição energética.

Durante esta reunião, o AfDB e o Banco Mundial enfatizaram a importância desta estreita coordenação, que pode ajudar a reduzir as sobreposições em prioridades comuns.

Os dois bancos multilaterais de desenvolvimento concordaram em realizar reuniões técnicas regulares, desenvolver conjuntamente programas de trabalho anuais, conduzir missões conjuntas a países africanos e coordenar suas operações de campo, a fim de alinhar seus programas de pesquisa ao longo dos anos.

Nessa ocasião, a delegação do Banco Mundial, liderada por Seynabou Sakho, Diretor Regional do Banco Mundial para Prosperidade na África Ocidental e Central, apresentou uma estratégia de três frentes sobre resposta a crises e resiliência, gestão de recursos nacionais e criação de empregos em larga escala.

Por sua vez, Kevin Chika Urama, economista-chefe e vice-presidente do Grupo AfDB responsável pela Governança Económica e Gestão do Conhecimento, analisou as principais conclusões dos relatórios recentemente publicados pela instituição pan-africana, a saber: “Desempenho e Perspectivas Macroeconómicas da África 2026” e “Perspectivas Económicas da África 2026”. ANG/Faapa

    

 

Teerão/Governo iraniano anuncia que a guerra com os EUA e Israel terminou oficialmente

 

Biss au, 16 Jun 26(ANG) – O Irão anunciou hoje que a guerra com os Estados Unidos e Israel terminou na segunda-feira, após o acordo com Washington, reiterando que qualquer ataque israelita e a presença das suas tropas em território libanês constituem uma violação do pacto.

 

“A guerra terminou oficialmente ontem de manhã [referindo-se a segunda-feira] em todas as frentes”, disse o ministro dos Negócios Estrangeiros iraniano, Abbas Araghchi, citado pela televisão estatal iraniana IRIB.

 

Abbas Araghchi adiantou que “qualquer ataque israelita contra o Líbano é uma violação dos entendimentos” alcançados.

“Do nosso ponto de vista, as duas partes deste acordo são os Estados Unidos e Israel, por um lado, e o Irão e o Hezbollah, por outro“, sublinhou.

 

“O fim da guerra no Líbano é parte inseparável [do acordo]“, afirmou, reiterando que “a guerra não terminará até que Israel se retire dos territórios libaneses que ocupou”, segundo a agência de notícias Mehr.

 

O ministro iraniano confirmou ainda que na sexta-feira “haverá uma nova ronda de negociações” com os Estados Unidos em Genebra, na Suíça, com o objetivo de “chegar a um acordo final”.

“Após três meses de negociações, conseguimos concluir a primeira fase [das conversações]”, afirmou Araghchi.

 

O acordo preliminar prolonga por 60 dias o cessar-fogo em vigor desde 08 de Abril e estabelece um quadro negocial para futuras negociações sobre o acordo nuclear.

Os compromissos garantem a reabertura do estreito de Ormuz e um levantamento progressivo das sanções sobre Teerão.

 

Israel ocupa grandes áreas do sul do Líbano, em resposta a ataques do grupo radical pró-iraniano Hezbollah, e continua a bombardear o país vizinho apesar do anúncio do acordo mediado pelo Paquistão.

 

Desde o início das hostilidades entre Israel e o movimento xiita libanês, como parte da guerra lançada pelos EUA e Israel contra o Irão, cerca de 3.800 pessoas foram mortas só no Líbano por ataques israelitas, que também forçaram mais de um milhão de pessoas a fugir das suas casas.

ANG/Inforpress/Lusa

 

Líbano/Libaneses estão divididos entre alívio, cautela e ceticismo após acordo de cessar-fogo entre Irã e EUA

Bissau, 16 Jun 26 (ANG) - Após quinze semanas de combates que causaram cerca de 3.800 mortos e deixaram mais de 11.500 feridos, em sua maioria civis, o cessar-fogo parece estar se mantendo no Líbano, apesar de alguns confrontos entre o exército israelense e o Hezbollah em certos pontos da linha de frente no sul do país.

Nesta terça-feira (16), observa-se um tímido movimento de retorno dos deslocados, sobretudo nas localidades situadas ao norte do rio Litani, apesar do anúncio do primeiro-ministro israelense, Benyamin Netanyahu, de que seu exército não se retirará das áreas ocupadas.

O ministro das Relações Exteriores do Irã, Abbas Araghchi, conversou por telefone na segunda-feira (15) com o presidente libanês, Joseph Aoun, e o presidente do Parlamento, Nabih Berry, para informá-los da entrada em vigor “imediata e por um período de 60 dias” do cessar-fogo no Líbano.

Os libaneses estão divididos entre alívio, cautela e ceticismo, relata Paul Khalifé, correspondente da RFI em Beirute. Há alívio diante da clara diminuição da intensidade dos combates, após três meses e meio de uma onda de violência que deixou milhares de mortos e feridos. O período também foi marcado por um nível de destruição considerado sem precedentes, mesmo em comparação com guerras anteriores vividas pelo país.

Bairros inteiros foram devastados, com a demolição de casas e a degradação de vastas áreas rurais. Bombardeios com substâncias tóxicas tornaram parte dessas terras impróprias para cultivo, inviabilizando a retomada das atividades agrícolas e prolongando os impactos económicos e sociais do conflito.

Mas a esperança vem acompanhada de cautela, porque os desdobramentos do processo de paz permanecem incertos. O acordo entre o Irã e os Estados Unidos prevê a paralisação dos combates, mas não a retirada do exército israelense, que ocupa cerca de 10% do território libanês.

O Hezbollah afirmou em um comunicado que continua “comprometido com o direito legítimo e consagrado do Líbano de defender seu território, seu povo e sua soberania, até a retirada total e a libertação dos detidos libaneses por parte de Israel”.

O ceticismo dos libaneses se deve ao fato de que as reais intenções de Israel não são conhecidas. O líder druso Walid Jumblatt declarou, assim, que só acreditaria no acordo entre Teerã e Washington “no dia em que Israel parar de bombardear o Líbano e de demolir casas no sul”. Ele reafirmou sua oposição às discussões diretas com o Estado hebreu.

Além disso, começam a surgir obstáculos políticos. OHezbollah exige a suspensão das negociações diretas com Israel e privilegia as discussões indiretas. O primeiro-ministro Nawaf Salam parece favorável às trocas diretas, enquanto o presidente Joseph Aoun não deixou claras suas intenções.

O ministro iraniano das Relações Exteriores anunciou o provável início de conversas aprofundadas com os Estados Unidos para sexta-feira (19), data prevista para a cerimónia de assinatura do memorando de entendimento alcançado entre os dois países após mais de três meses de guerra.

"Provavelmente na sexta-feira, em um local ainda a ser determinado, terá início uma nova rodada de negociações entre o Irã e os Estados Unidos, com o objetivo de chegar a um acordo final", disse Abbas Araghchi durante uma reunião com diplomatas estrangeiros transmitida pela televisão estatal.

Ele ainda enfatizou a importância de encerrar a guerra no Líbano entre Israel e o Hezbollah, grupo pró-Irã.

"Este é, sem dúvida, o ponto mais importante do acordo: o anúncio da suspensão imediata e permanente das hostilidades em todas as frentes, inclusive no Líbano", concluiu Araghchi. :ANG/RFI

 

Médio Oriente/Lideranças políticas de Israel consideram que acordo entre EUA e Irã representa um risco ao país

Bissau, 16 Jun 26 (ANG) - Ao contrário do otimismo dos mercados e do alívio demonstrado por lideranças ocidentais, Israel considera que o acordo entre Estados Unidos e Irã representa uma série de riscos ao país.

Dessa vez, as críticas são contundentes e não passam apenas por conversas de bastidores.

Neste momento, há uma situação incomum na política israelense: o consenso. Não há nenhuma voz dos principais partidos que tenha demonstrado apoio ao acordo. A diferença é como as respostas se manifestam.

Membros da atual coalizão de governo, liderada porBenjamin Netanyahu, não o criticam, mas consideram prejudicial a Israel o que se sabe sobre o Memorando de Entendimentos entre Estados Unidos e Irã.

Os pontos fundamentais ao país supostamente não são mencionados: o desmantelamento da infraestrutura de enriquecimento de urânio, o programa de mísseis balísticos e a atuação regional dos chamados “proxies”, grupos aliados do Irã que recebem recursos financeiros e armas do regime, como o Hezbollah, no Líbano, os Houthis, no Iêmen, o Hamas e a Jihad Islâmica Palestina, na Faixa de Gaza, e as milícias pró-Irã, no Iraque.

Os nomes mais radicais da coalizão, como os ministros Bezalel Smotrich e Itamar Ben Gvir, dizem abertamente que “Israel não recebe ordens dos Estados Unidos” e que “Israel não é uma república das bananas”. Mas a oposição segue por outro caminho, responsabilizando diretamente Netanyahu.

O ex-primeiro-ministro e líder do Partido Be'Yachad, Naftali Bennett, declarou que “o mandato do governo Netanyahu começou com uma guerra civil, continuou com o massacre de 7 de outubro de 2023 e termina com um fracasso histórico contra o Irã".

Gadi Eisenkot, líder do partido Yashar, disse que o acordo é um “resultado deplorável de um governo falido” e que a coalizão “perdeu a confiança do público” e “abandonou os cidadãos de Israel”.

Tanto Bennet quanto Eisenkot são dois dos principais candidatos para substituir Netanyahu em eleições gerais.  A data do pleito ainda não foi definida, mas deve acontecer em algum ponto entre os meses de Setembro e Outubro.

Houve desgastes importantes principalmente na relação pessoal entre Donald Trump e Benjamin Netanyahu. Trump chegou a dizer mais de uma vez que falta bom senso a Netanyahu, que ele é uma pessoa difícil da qual discorda muitas vezes. O presidente dos EUA chegou a falar abertamente sobre o assunto em declarações à imprensa norte-americana.

A dúvida é como tudo isso influencia os acontecimentos daqui para frente. Um sinal importante ocorreu num momento de tensão que antecedeu o anúncio sobre o Memorando de Entendimentos entre EUA e Irã.

No último final de semana, o Hezbollah continuou a disparar foguetes e drones contra as comunidades do norte de Israel. O Estado hebreu também continuou a atacar o Hezbollah e aatuar nio sul do Líbano.

 

Uma semana antes, Tel Aviv já havia deixado claro que, em caso de novos ataques contra o seu território, agiria em Beirute ou Dahieh, o distrito que é o reduto do Hezbollah ao sul da capital libanesa.

Israel realizou um ataque contra um edifício em Dahieh argumentando que se tratava de uma resposta. Trump então telefonou a Netanyahu e teve uma conversa dura com o líder israelense dizendo justamente que ele não tinha bom senso.

Esta conversa teve muita repercussão em Israel, justamente pela sequência dos acontecimentos. O presidente norte-americano disse que o Estado hebreu não deveria ter realizado qualquer ataque a Dahieh, na medida em que os drones e foguetes do Hezbollah disparados no final de semana “não haviam provocado a morte” de nenhum cidadão israelense.

Segundo a imprensa local, em conversas privadas autoridades israelenses expressam profunda frustração com as concessões de Washington a Teerã.

“Os iranianos não cumprirão o acordo, e as futuras operações para eliminar o seu programa nuclear e reduzir as suas capacidades de mísseis são uma questão de tempo”, disse uma fonte israelense.

Os números em Israel são cada vez menos favoráveis a Netanyahu. Uma pesquisa da Universidade Hebraica de Jerusalém mostra que 45% dos entrevistados dizem que votarão apenas em um partido que se oponha à continuidade do primeiro-ministro no cargo. Enquanto 31% disseram exatamente o oposto, que querem uma legenda que demonstre apoio a Netanyahu.

Outro levantamento aponta que 23% dos eleitores do norte do país dizem que apoiarão o Likud, o partido liderado por Netanyahu, nas próximas eleições – uma queda em relação aos 35% de apoiadores nesta região durante as eleições de 2022.

Os moradores do norte de Israel são justamente os mais afetados pelos disparos de foguetes e drones do Hezbollah. Essa população corresponde a cerca de 30% do total de eleitores do país.

Em uma sondagem do Canal 12, Netanyahu aparece apenas como a terceira opção para o cargo de primeiro-ministro, com apoio de 20% dos eleitores. O ex-general Gadi Eisenkot aparece em primeiro lugar, com 27%, e o ex-primeiro-ministro Naftali Bennet tem 21%.

Na divisão dos blocos de partidos no Knesset, o parlamento, a atual coalizão de governo liderada por Netanyahu aparece nas pesquisas mais recentes com 50 das 120 cadeiras, número insuficiente para formar o próximo governo.

Em Israel, é preciso ter o controle de 61 pelo menos, uma maioria simples, para formar uma coalizão de governo.

O bloco de oposição tem 60 cadeiras. Se o cenário permanecer desta forma e os resultados das pesquisas se confirmarem, os dez assentos que os partidos árabes possuem serão decisivos para a formação do próximo governo Henry Galsky. ANG/RFI

 

  Togo/Convenção e exposição Africana de transporte Aéreo aberto em Lomé

Bissau, 16 Jun 26 (ANG) – A Convenção e Exposição Africana de Transporte Aéreo (AFCAC Expo 2026) foi inaugurada  segunda-feira em Lomé, com o objetivo de acelerar a implementação do Mercado Único Africano de Transporte Aéreo (SAATM), lançado pela UA em 2018 com vistas à liberalização do espaço aéreo africano e ao fortalecimento da conectividade entre os países do continente.

Iniciada pela Comissão Africana de Aviação Civil (AFCAC), em parceria com a União Africana (UA), sob o tema “Um Céu Africano: Conectividade e Desenvolvimento Sustentável do Transporte Aéreo”, esta reunião, que se estende até 19 de junho, deverá culminar na adoção da Declaração Ministerial de Lomé e no lançamento de uma plataforma africana para o desenvolvimento de mecanismos de cooperação, com o objetivo de fortalecer a integração do mercado aéreo africano.

A cerimônia de abertura deste evento foi marcada pela presença, entre outros, do Presidente do Conselho da República do Togo, Faure Gnassingbé, do Presidente de Ruanda, Paul Kagame, e pela participação de uma delegação marroquina liderada pelo Ministro dos Transportes e Logística, Abdessamad Kayouh.

O programa deste encontro, que reúne ministros, autoridades de aviação civil, companhias aéreas, investidores e especialistas, inclui reuniões bilaterais, exposições e sessões plenárias dedicadas, em particular, à redução do custo do transporte aéreo em África, ao reforço da resiliência e competitividade das companhias aéreas africanas, às parcerias de investimento em infraestruturas aeronáuticas e à transformação digital do setor.ANG/Faapa

 

Justiça/Magistrados pedem mais recursos humanos  e melhoria das infraestruturas judiciais

Bissau, 16 Jun 26 (ANG) – A Associação Sindical Livre dos Magistrados do Ministério Público manifestou preocupação com a insuficiência de magistrados na Guiné-Bissau e apelou ao Governo para investir de forma mais consistente nos recursos humanos e nas infraestruturas do setor da justiça.

De acordo com a Rádio Sol Mansi, essa preocupação  foi transmitida ao ministro da Justiça e dos Direitos Humanos, João Bernardo Vieira , num encontro realizado segunda-feira.

Na ocasião, os magistrados lamentaram as condições precárias em que funcionam vários tribunais, prisões e centros de detenção em todo o território nacional.

O  presidente da organização sindical, Henrique Pinhel, afirmou que a falta de magistrados constitui um dos principais fatores responsáveis pela morosidade dos processos judiciais no país.

Segundo Pinhel, é necessário um investimento sério no sistema judicial, de forma a melhorar a capacidade de resposta das instituições e garantir uma justiça mais eficiente para os cidadãos.

Henrique Pinhel destacou que a melhoria das infraestruturas judiciais é uma das prioridades da classe, e defendeu a criação de melhores condições de trabalho para os profissionais da justiça.

A Associação Sindical Livre dos Magistrados do Ministério Público apelou ainda ao Governo de transição para que proceda à reabilitação e ao apetrechamento do Tribunal de Bubaque, com o objetivo de reduzir as dificuldades de acesso à justiça enfrentadas pelas populações da região insular.RMS/ANG/ÂC//SG

Educação/INDE recomenda harmonização de currículos escolares  para reforço da qualidade do ensino  

Bissau, 16 Jun 26 (ANG) - O Instituto Nacional para o Desenvolvimento da Educação (INDE), recomendou  segunda-feira a harmonização de currículos escolares para o reforço da  qualidade do ensino na Guiné-Bissau.

A recomendação feita no âmbito da  recente reunião do Conselho Diretivo foi revelada pelo Ministério da Educação Nacional, Ensino Superior e investigação Científica na sua página de Facebook.

Na ocasião, o Director Geral de INDE Lívio A. Silva defendeu que a melhoria da qualidade do ensino na Guiné-Bissau passa pela reforma curricular, pela formação dos professores,  produção de materiais adequados e por uma gestão mais organizada do sistema educativo nacional.

“O INDE procura reforçar a necessidade de harmonizar os  conteúdos programáticos nas escolas do país, reduzir disparidades no ensino e assegurar uma educação mais coerente, moderna e alinhada com os objectivos nacionais de desenvolvimento”, referiu aquele responsável.

Lívio  Silva, destacou que o sistema educativo nacional sofreu mudanças profundas com a aprovação da Lei de Bases do Sistema Educativo, Lei nº 4/2011, acompanhada por outros instrumentos orientadores, como o Estatuto da Carreira Docente, o Plano Sectorial da Educação 2017-2025, a Carta da Política Educativa e o Documento Orientador da Reforma do Currículo.

Sublinhou que a reforma curricular tornou-se urgente porque o currículo do ensino na Guiné-Bissau não conhecia alterações profundas desde o início da década de 1990, encontrando-se desactualizado e pouco ajustado ao quadro constitucional vigente e aos novos desafios do desenvolvimento nacional.

“A educação guineense integra duas grandes dimensões: a educação não formal e a educação formal. A primeira abrange áreas como alfabetização de jovens e adultos, reconversão profissional, educação cívica e ocupação criativa dos tempos livres. Já a educação formal compreende o ensino pré-escolar, básico, secundário, técnico-profissional, superior e outras modalidades especiais”, referiu.

Silva salientou que a estrutura curricular está organizada em três ciclos e que o primeiro tem quatro anos, o segundo dois anos e o terceiro três anos, tendo acrescentado que, a proposta curricular valoriza disciplinas como Língua Portuguesa, Matemática, Ciências, História, Geografia, Educação para a Cidadania, Educação Física, línguas estrangeiras e integração comunitária.

Lívio informou ainda que, para ensino secundário, o INDE apresentou três grandes grupos de orientação: Ciências e Tecnologias, Gestão/Economia/Administração e Ciências Sociais e Humanas, e que cada grupo desses se organiza  de acordo com as necessidades de formação dos alunos e a preparação para o prosseguimento dos estudos ou inserção na vida activa.

O Director-geral do INDE alertou  que a implementação efectiva da reforma curricular exige apoios didácticos adequados, nomeadamente programas, manuais, cadernos de actividades, guias dos professores, materiais didáticos, bibliotecas, centros documentais e laboratórios.

ANG/AALS/ÂC//SG

 

   Regiões/Cerca de 320 crianças e jovens fora do sistema do ensino em Cabedu

Bissau 16 Jun 26 (ANG) - Mais de 300 crianças e jovens da tabanca de Cabedu, setor de Bedanda, região de Tombali, sul da Guiné-Bissau estão fora da rede escolar naquela localidade.

Segundo a Capital News, o representante dos jovens de Cabedu, Sadja Sene Camará, apresentou no domingo um diagnóstico da realidade e relatou que 318 crianças e jovens, dos 6 aos 18 anos, estão fora da rede escolar. .

Segundo explicou, a ausência de escola obriga os alunos a caminhar mais de  sete km até à tabanca de Cabanti,sendo qu muitos  desistem a meio do caminho.

O líder juvenil lembra que, desde o encerramento do Projeto Effective Intervention, não existe escola nesta localidade e o edifício onde funcionava encontra-se totalmente degradado.

Segundo o  representante dos jovens, a falta de escola gera impactos diretos no desenvolvimento humano e comunitário e um dos mais graves é o casamento precoce e forçado.

Sadja Camará contou que raparigas de  12 à 15 anos de idade são levadas ao  casamento para “garantir o futuro” e, em consequência, interrompem os estudos.

 “O êxodo rural também avança, uma vez que famílias saem para Bissau, Quebo, Catió e outras localidades à procura de escola para os filhos . Cabedu perde mão-de-obra jovem, a produção agrícola reduz e a coesão social da tabanca enfraquece”, disse.

Acrescentou que diante desse cenário, a comunidade elaborou um Projeto Político-Pedagógico para uma escola do 1.º ao 6.º ano, com turmas de aceleração para jovens de 14 a 18 anos.

A escola será de gestão participativa, envolvendo a Associação de País e Conselho de Anciões mas ainda não há  financiamento para sua construção.

Camará  realçou que a comunidade exige resposta “urgente” da Delegacia Regional de Educação de Tombali e o apoio de parceiros como UNICEF e ONGs para tirar o projeto do papel e contribuir para a melhoria de vida da população.

“Sem escola, Cabedu perde geração atrás de geração. A escola é a intervenção mais direta para quebrar esse ciclo”, disse Sadja Sene Camará. ANG/MSC//SG

 

Política/ Yessenia  Suad  Ibrahim assume funções e promete dar continuidade aos  projetos do Ministério da Mulher e Solidariedade Social

Bissau, 16 Jun 26 (ANG) - Yessenia  Suad  de Brito Arif Ibrahim,  assumiu  funções  segunda-feira e se compromete a dar continuidade aos  projetos do Ministério da Mulher e Solidariedade Social em curso, nomeadamente a promoção dos direitos das mulheres.

Na sua intervenção, a nova titular da pasta do Ministério da Mulher Solidariedade Social enalteceu o trabalho desenvolvido pela ministra cessante, Khady Florence Dabó Correia,  e reafirmou o compromisso de dar continuidade aos projetos e programas em curso, visando o reforço da proteção social, a promoção efetiva dos direitos das mulheres e a inclusão das camadas mais vulneráveis da sociedade.

A ministra cessante  apelou a colaboração de todos os funcionários e parceiros do Ministério com a  nova Ministra no cumprimento da sua missão.

Khady Florence Dabó Correia agradeceu  ao Presidente da Transição, Horta Inta-a, e Primeiro-ministro, Ilídio Vieira Té, pela oportunidade que lhe deram para  servir a Nação, e ainda à  todos os técnicos, colaboradores e parceiros que contribuíram para a materialização das ações do Ministério.

Yessenia Suad de Brito Arif Ibrahim foi nomeada sexta-feira passada ministra da Mulher e  Solidariedade Social, substituindo no cargo Khady Florence Dabo Correia.

A nova ministra da Mulher e Solidariedade Social exercia, desde Dezembro de 2025, o cargo de Conselheira do Presidente da República de Transição. ANG/JD//SG