quinta-feira, 18 de junho de 2026


Sociedade/
Ministra da Mulher, Família e Solidariedade Social pede apoio de todos para pôr fim à Mutilação Genital Feminina(MGF)

Bissau, 18 Jun 26 (ANG) – A Ministra da Mulher, Família e Solidariedade Social (MFSS), pediu hoje o apoio e a união de todos os guineenses na luta para a eliminação da prática de mutilação genital feminina na Guiné-Bissau.

Ao presidir a cerimónia de abertura do workshop de “validação da Estratégia Nacional Multissetorial e do Plano de Acção para a eliminação desta prática no país, Yassenia Suad de Brito Arif Hibrahim sustentou que este  assunto, não é apenas uma responsabilidade do Governo mas sim de toda a sociedade.

A governante disse que a mutilação genital feminina continua a constituir uma grave violação dos direitos humanos, da integridade física e da dignidade das meninas e mulheres.

Para Yassenia Suad, trata-se de uma prática que compromete a saúde, limita oportunidades de desenvolvimento e perpetua dignidades de género imcompatíveis com os valores da justiça, igualidade e  respeito pela pessoa humana.

“Apesar dos progressos alcançados ao longo dos últimos anos, através da aprovação da lei que criminaliza a prática, e de inúmeros esforços de sensibilização desenvolvidos pelas instituições públicas, os desafios permanecem significativos”, disse a ministra.

Segundo a responsável, os dados apresentados pelos técnicos do sector desmostram que a prevalência da Motilação Genital Feminina continua elevada em várias regiões do país, e exige uma resposta mais coordenada, mais abrangente e mais eficaz.

Referiu que a Estratégia Nacional Multissetorial para a eliminação da MGF/2026-2030, em curso, resulta de um amplo processo participativo e inclusivo do documento que incorpora as lições aprendidas no cíclo anterior, artravés das recomendações, da avaliação realizada em 2022, através de contributos de diversos intervenientes nacionais e internacionais.

O  workshop terá a duração de dois dias, e os participantes terão a oportunidade de abordar temas como, “Quatros Eixos Estratégicos e Respetivas para Ações Priotárias, Análise, Validação ou Proposta de Alterações das Ações por Eixo Estratégico, Analise, Validação ou Proposta  de Alteração de Indicadores, Metas e Meios de Validação por Eixo Estratégico e Ação.ANG/LLA//SG

 

             Zimbabué/Governo repatria 660 cidadãos da África do Sul

Bissau, 18 Jun 26 (ANG) - O Zimbabué repatriou um contingente inicial de 660 cidadãos que viviam na África do Sul, após crescentes temores de possíveis ataques xenófobos, antes do prazo de 30 de Junho estabelecido por um grupo de pressão anti-imigração.

"Até o momento, conseguimos repatriar 660 cidadãos do Zimbabué da África do Sul e continuamos empenhados em apoiar todos aqueles que desejam retornar para casa", disse Nick Mangwana, Secretário Permanente do Ministério da Informação do Zimbabué, na terça-feira.

Em uma publicação em sua conta no X, o mesmo funcionário pediu a seus compatriotas que entrassem em contato, se necessário, com a embaixada ou os consulados do Zimbabué, garantindo-lhes que "não deixaremos ninguém para trás".

Segundo a Agência de Estatísticas do Zimbabué (ZimStat), o governo estima que entre 800 mil e um milhão de zimbabueanos residam na África do Sul.

Essa situação ocorre em meio ao aumento das tensões na África do Sul, após ameaças do grupo March and March, que declarou o dia 30 de Junho como prazo final para que todos os imigrantes indocumentados deixem o país.

Além disso, o governo sul-africano prometeu aumentar o patrulhamento policial em áreas consideradas sensíveis. ANG/Faapa

    

 

Suíça/Mais de 3.000 mortos e 13 milhões afetados por fenómenos climáticos em África em 2025 - ONU

 

Bissau, 18 Jun 26(ANG) - Mais de 3.000 pessoas morreram e 13 milhões foram afetadas devido aos fenómenos meteorológicos e climáticos extremos em 2025 no continente africano, disse hoje a Organização Meteorológica Mundial (OMM).

 

Estes fenómenos causaram “impactos em cascata em todos os setores da economia e da sociedade” africana, com os sinais das alterações climáticas “visíveis em toda a África, desde o aumento das temperaturas e da subida do nível do mar até às cheias e secas devastadoras“, disse a secretária-geral da OMM, Celeste Saulo, a propósito do relatório divulgado esta quinta-feira por esta agência especializada das Nações Unidas.

 

“Este relatório evidencia não apenas a dimensão dos riscos, mas também a crescente importância dos alertas precoces, dos serviços climáticos e da ação coordenada para proteger vidas e meios de subsistência”, sublinhou a responsável.

 

Segundo o relatório, que reúne contributos de dezenas de especialistas, serviços meteorológicos e hidrológicos nacionais, centros climáticos e parceiros do sistema das Nações Unidas, “o continente continua a ter dificuldades em lidar com estes impactos e apenas 40% dos países dispõem de sistemas de alerta precoce multirriscos, essenciais para salvar vidas e meios de subsistência”.

 

Ainda assim, enalteceu as melhorias no reforço da cooperação entre os serviços meteorológicos, os organismos de gestão de catástrofes e as autoridades locais, bem como os progressos nos serviços climáticos, como as previsões sazonais.

 

No mesmo relatório, a OMM detalhou que, em 2025, a temperatura média anual do ar à superfície em África ficou 0,51 graus centígrados acima da média do período 1991-2020.

 

Por outro lado, os glaciares africanos perderam mais de 90% da sua área desde o final do século XIX. No Monte Kilimanjaro, a área glaciar diminuiu de 11,4 quilómetros quadrados (km²) em 1900 para menos de 1 km² nos últimos anos.

 

Já o aquecimento dos oceanos prossegue em todo o continente, embora em 2025 o conteúdo térmico dos oceanos e a temperatura da superfície do mar tenham sido inferiores aos níveis recorde observados em 2023 e 2024, com a subida do nível do mar ao longo das costas africanas entre 1999 e 2025 a ultrapassar a média mundial de 3,6 milímetros por ano em várias regiões.

 

Quanto aos países lusófonos, foram registados totais anuais de precipitação acima da média na maior parte da África Austral, em particular Moçambique.

 

A agência recordou ainda que os ciclones tropicais e as cheias afetaram várias zonas da África Austral no início de 2025.

 

“Moçambique foi atingido pelos ciclones Dikeledi, em janeiro, e Jude, em março, agravando os impactos já provocados pelo ciclone Chido, em dezembro de 2024”, recordou, detalhando que “mais de um milhão de pessoas foram afetadas pela passagem do Jude em Moçambique, tendo sido registadas 16 mortes e mais de 492 mil deslocados”.  ANG/Inforpress/Lusa

 

Médio Oriente/Irã e EUA assinam acordo para encerrar guerra e liberar Estreito de Ormuz

Bissau, 18 JN “& (ANG)- Os presidentes dos Estados Unidos e do Irã firmaram, na quarta-feira (17), um acordo para encerrar a guerra no Oriente Médio.

O entendimento foi selado durante um jantar no Palácio de Versalhes com o presidente francês, Emmanuel Macron, e Donald Trump. O memorando de 14 pontos, segundo a chancelaria iraniana, foi assinado eletronicamente pelo presidente Masud Pezeshkian.

O texto do acordo prevê que Washington suspenda, a partir da assinatura, sanções à venda de petróleo iraniano e o bloqueio a portos do país.

Nos próximos dois meses, os dois países vão discutir um mecanismo para tratar da estocagem das reservas de urânio enriquecido do Irã, que prevê a utilização de um método de diluição sob a supervisão da Agência Internacional de Energia Atómica (AIEA).

O compromisso assinado prevê a abertura imediata do Estreito de Ormuz, conforme destacou nesta quinta-feira (18) o primeiro-ministro do Paquistão, Shehbaz Sharif, que atuou como mediador.

Sharif confirmou uma cerimónia na Suíça na próxima sexta-feira (19) para "comemorar esse evento de destaque e dar o impulso inicial às negociações técnicas", que devem durar 60 dias.

O Estreito, que deve ser totalmente liberado num prazo de 30 dias, ficará aberto durante a nova rodada de negociações. Mas o principal negociador iraniano, Mohammad Bagher Ghalibaf, disse à TV estatal que a passagem "não voltará à situação anterior à guerra".

 

"O Irã tem direito de soberania sobre Ormuz e certamente cobraremos um pedágio por esses serviços", ressaltou. Para Ghalibaf, "o acordo atesta o fracasso dos Estados Unidos". "As pessoas vão conhecê-lo e tirar suas próprias conclusões." 

 

O governo americano se comprometeu, em caso de acordo definitivo, a mediar, "com seus parceiros regionais", a disponibilização de um fundo de US$ 300 bilhões (R$ 1,53 trilhão) para a reconstrução e o desenvolvimento económico do Irã, sem participação financeira americana.

Para o secretário-geral do Hezbollah, Naim Qasem, o acordo é ”uma grande vitória” para Irã.

Ele agradeceu ao país por ter insistido em incluir o Líbano nas negociações. O país entrou no conflito quando o Hezbollah disparou foguetes contra Israel em apoio ao regime iraniano, em 2 de Março.

O chefe do Hezbollah também pediu que o governo libanês encerre as negociações diretas com Israel, iniciadas em Abril e acompanhadas por Washington. O presidente libanês, Joseph Aoun, havia assegurado que esse processo é “independente” do acordo entre Estados Unidos e Irã.

Para a China, a assinatura “tem um significado positivo para apaziguar as tensões e reforçar a dinâmica do cessar-fogo. O país celebra essa evolução e espera que todas as partes envolvidas,  incluindo os Estados Unidos e o Irã, respeitem o acordo e honrem escrupulosamente seus compromissos”, afirmou um porta-voz do Ministério das Relações Exteriores, Lin Jian.

“A China espera que tanto os Estados Unidos quanto o Irã abordem a segunda fase das negociações de maneira racional e pragmática e façam concessões recíprocas”, acrescentou Jian durante uma coletiva de imprensa regular em Pequim.

O porta-voz lembrou a ação diplomática da China e o apoio concedido à mediação paquistanesa. A China “continuará a desempenhar um papel ativo e construtivo para alcançar uma paz e estabilidade duradouras no Oriente Médio e na região do Golfo”, afirmou.

“Neste estágio crítico, todas as partes interessadas, incluindo Israel, devem agir no interesse da paz e da estabilidade regionais” e em favor da diplomacia “em vez do contrário”, respondeu, ao ser questionado sobre a continuidade das operações militares de Israel no Líbano.

A Agência Internacional de Energia Atómica (AIEA) afirmou nesta quinta estar pronta para definir as “medidas concretas” que deverão ser adotadas após a assinatura do acordo entre o Irã e os Estados Unidos. “Agora, cabe a nós nos sentarmos com nossos colegas americanos e iranianos e começar a definir as medidas adotadas” no âmbito de negociações previstas para ocorrer dentro de 60 dias, declarou à imprensa, em Genebra, o diretor-geral da AIEA, Rafael Grossi.

Em declaração conjunta, os membros do G7 (Alemanha, Canadá, Estados Unidos, França, Itália, Japão e Reino Unido) celebraram o acordo como "uma oportunidade histórica para impedir que o Irã adquira qualquer arma nuclear e abordar as ameaças relacionadas a suas atividades regionais e balísticas".

ANG/RFICom agências

 

 

Níger/Discussões frutíferas para reabertura iminente da fronteira com Benim

Bissau, 18 Jun 26 (ANG) – O comité conjunto de especialistas encarregado de examinar as modalidades de reabertura da fronteira entre Benim e Níger saudou os “resultados frutíferos” obtidos ao final deste primeiro ciclo de trabalhos técnicos.

Com base nessas conquistas, especialistas de ambos os países se reunirão conjuntamente até o final da semana para consolidar suas conclusões e apresentar um relatório conjunto aos líderes de ambos os países, de acordo com uma declaração conjunta divulgada na terça-feira pelos comités de especialistas do Benim e do Níger.

As delegações do Benim e do Níger realizaram, dentro de suas respectivas equipes, um trabalho aprofundado sobre todas as questões incluídas em seu mandato, acrescenta a mesma fonte, observando que as duas delegações apresentaram os resultados de seu trabalho aos seus respectivos Chefes de Estado.

"Este passo marcará o feliz culminar de um processo conduzido com seriedade, rapidez e um forte senso de interesse comum", observaram as duas partes.

Neste comunicado, os governos do Benim e do Níger reafirmam, com convicção, o compromisso pessoal do Presidente Wadagni e do Presidente Tiani com "uma parceria Benim-Níger reforçada que abrirá um novo capítulo nas relações entre os dois países irmãos".

Vale lembrar que a última visita do presidente beninense Romuald Wadagni a Niamey permitiu discussões sobre diversos aspectos da cooperação bilateral, incluindo a questão da reabertura da fronteira entre Benim e Níger. ANG/Faapa

 

EUA /Governo reassume parte da ajuda e libera US$ 800 milhões ao Programa Alimentar Mundial da ONU

Bissau, 18 Jun 26 (ANG) - O Programa Mundial de Alimentos (PMA) da ONU, duramente atingido por cortes de financiamento dos Estados Unidos e de países europeus, anunciou  quarta-feira (17) ter recebido uma contribuição de US$ 800 milhões de Washington, considerada essencial para manter operações em um cenário de forte restrição orçamentária.

Em comunicado, a agência com sede em Roma informou que os recursos vão apoiar suas operações de assistência alimentar e beneficiar mais de 38 milhões de pessoas em situação de extrema vulnerabilidade em pelo menos 37 países.

O aporte ocorre após meses de alerta sobre uma deterioração sem precedentes no financiamento do sistema humanitário.

 

No início de Junho, o PMA havia advertido sobre uma grave escassez de recursos em meio ao aumento das necessidades globais. As contribuições caíram significativamente, passando de cerca de US$ 10 bilhões em 2024 para US$ 6 bilhões em 2025.

 

A queda acontece em um contexto de multiplicação das crises, com conflitos, choques climáticos e instabilidade económica,elevando a demanda por assistência.

 

 A guerra no Oriente Médio, em particular, tem complicado a logística de distribuição e contribuído para o aumento dos custos das operações humanitárias.

 

“Em um momento em que as necessidades superam os recursos, esse generoso apoio dos Estados Unidos é muito oportuno”, afirmou Carl Skau, diretor-executivo interino do PMA.

Apesar da nova contribuição, o desafio permanece significativo. Para 2026, o PMA estima que pretende atender cerca de 110 milhões de pessoas, o que exigiria um orçamento da ordem de US$ 13 bilhões — mais do que o dobro dos recursos disponíveis atualmente.

Os cortes da ajuda externa dos Estados Unidos desde 2025 tiveram impacto direto no conjunto das agências da ONU e são apontados como um dos principais fatores por trás da crise atual.

Tradicionalmente maior doador do sistema humanitário global, Washington reduziu substancialmente suas contribuições, levando ao encolhimento de operações, cortes de pessoal e à diminuição do número de beneficiários.

O resultado é uma situação em que programas de assistência vital são reduzidos ou suspensos, enquanto o número de pessoas em situação de insegurança alimentar continua a crescer em diversas regiões do mundo.

Mesmo com aportes pontuais como o anunciado agora, o sistema humanitário internacional ainda enfrenta um déficit significativo, que ameaça a continuidade da assistência a milhões de pessoas em dezenas de países.

ANG/RFI/AFP

 

          Obituário/Morreu Armando da Costa Marna, diretor-geral do SIS

 Bissau, 18 Jun 26(ANG) - O Diretor-geral do Serviço de Informação e Segurança (SIS), Major-general Armando da Costa Marna, morreu esta madrugada, em Bissau, confirmaram à Rádio Capital FM fontes das autoridades nacionais.

O também antigo Comandante-geral da Guarda Nacional (GN) terá estado, recentemente, em Marrocos para tratar de problemas de saúde, tendo o processo corrido aparentemente bem e regressado a Bissau. Mas o seu estado de saúde "voltou a complicar-se" na manhã desta quinta-feira e morreu no Hospital Militar, na capital.

Segundo a Rádio Capital FM, Armando Marna  foi nomeado Diretor-geral do SIS em Março de 2023. ANG/CFM

 

Comunicação Social /Ministra da Administração Pública pede colaboração aos trabalhadores da Inacep e TGB

Bissau, 18 Jun 26 (ANG) - A ministra da Administração Pública, Trabalho, Emprego e Segurança Social  apelou , quarta-feira, aos sindicatos da Inacep e  TGB para que mantenham uma postura de colaboração e parceria.

Assucénia Donate de  Barros falava num encontro com representantes dos sindicatos de base dos trabalhadores destas duas instituições, e defendeu  que o atual contexto nacional exige esforços conjuntos e soluções equilibradas capazes de responder, de forma gradual e sustentável, às reivindicações dos trabalhadores.

Segundo uma nota do Gabinete de Comunicação do Ministério da Administração Pública, Emprego e Segurança Social, trata-se de uma  iniciativa da governante, que visa o reforço do diálogo social e a promoção da estabilidade laboral nas instituições públicas de comunicação social do país.

As duas instituições tuteladas pelo Ministério da Comunicação Social estão em processos de greve, reivindicando melhorias das condições de trabalho e pagamento de salários e subsídios em atraso.

Durante o encontro, as partes analisaram as principais preocupações dos profissionais da comunicação social e debateram os desafios enfrentados pelas instituições públicas do sector num contexto marcado por constrangimentos económicos e financeiros.

Na ocasião, Assucénia Donate de Barros, destacou a importância estratégica da comunicação social para o fortalecimento da democracia,  cidadania e  estabilidade institucional da Guiné-Bissau reconhecendo  o papel desempenhado pelos profissionais do setor na garantia do direito dos cidadãos à informação.

As discussões abordaram  igualmente na necessidade de privilegiar o diálogo, a concertação e  negociações como mecanismos fundamentais para a resolução dos problemas existentes, salvaguardando a paz social e o funcionamento regular dos serviços públicos.

No final da reunião, ambas as partes manifestaram a disponibilidade para manter um diálogo permanente e reforçar os mecanismos de concertação social, com o objetivo de alcançar consensos e promover a estabilidade no setor da comunicação social.

O Ministério da Administração Pública, Trabalho, Emprego e Segurança Social reafirmou o seu compromisso com a valorização dos trabalhadores e com a procura de soluções que contribuam para o desenvolvimento sustentável do país e para o fortalecimento das instituições nacionais.

Os funcionarios da Inacep, terminaram no passado dia 16 do corrente mês, uma paralização de três dias em reivindicação de, entre outras,  pagamento de três meses de salários em atraso.

Enquanto que os trabalhadores da TGB observaram uma greve de três dias(10 à 13 de Junho), em reivindicação de pagamento imediato de quatro meses de salários em atraso aos contratados, e dos subsídios relacionados a Taxa Audio-visual, cujo o desembolso relacionado ao 2025 se efectuou esta semana. ANG/MI/ÂC//SG

              Aviação civil/”Air Bissau” em processo de relançamento

 Bissau, 18 Jun 26 (ANG) - A Guiné-Bissau assinou no dia 15 deste  mês  um memorando de entendimento com a empresa nigeriana United Nigéria Airlines para a criação de uma nova companhia aérea nacional, denominada “Air Bissau”, com o objectivo de reforçar a sua conectividade aérea com os mercados regionais e internacionais.

A informação foi avançada pela Agência Ecofin / Digital Mídia Global Tv, segundo a qual a futura transportadora terá sede no Aeroporto Internacional Osvaldo Vieira, em Bissau, e assumirá o estatuto de companhia aérea nacional do país.

“No âmbito da parceria, a United Nigéria Airlines fornecerá a maior parte do investimento necessário para o lançamento da companhia aérea. A empresa disponibilizará ainda as aeronaves, assistência técnica e operacional, bem como apoio à formação e ao desenvolvimento de competências locais no setor da aviação”, revela a mesma fonte.

De acordo com a Agência Ecofin / Digital Mídia Global Tv, a iniciativa poderá contribuir para a melhoria das ligações aéreas do país, impulsionar o turismo e o comércio, além de criar novas oportunidades de emprego.

“O lançamento da “Air Bissau” marca o regresso de uma companhia aérea nacional à Guiné-Bissau, que está sem uma transportadora de bandeira há quase 28 anos.

A antiga Air Bissau foi liquidada em 1998, após vários anos de dificuldades operacionais e financeiras”, refere.

A antiga companhia enfrentou dois acidentes consecutivos com aeronaves, em 1991 e 1992, antes de vender toda a sua frota em 1996, devido a problemas de gestão.

O  projecto de relançamento da “Air Bissau "insere-se na estratégia do Governo guineense de modernização do  sector da aviação civil.

Em 2020, a Turquia havia manifestado  a intenção de apoiar a modernização do Aeroporto Internacional Osvaldo Vieira com a  construção de um novo aeroporto em Bissau, reforçando as infraestruturas aeroportuárias do país.

“O relançamento da Air Bissau representa um passo importante para o fortalecimento do sector dos transportes e para a integração da Guiné-Bissau nas rotas aéreas regionais e internacionais”, refere a agência Ecofin/Digital Mídia GlobalTV. ANG/AALS/ÂC//SG

Obituário/Ministério dos Negócios Estrangeiros lamenta morte do embaixador Mário Lopes da Rosa

Bissau, 18 Jun 26 (ANG) - Ο Ministério dos Negócios Estrangeiros, Cooperação Internacional e das Comunidades manifestou o seu pesar pelo falecimento do embaixador Mário Lopes da Rosa, antigo ministro dos Negócios Estrangeiros, ocorrido no dia 16 de Junho, em Bissau, vítima de doença prolongada.

A nota de pesar assinada pelo Secretário-Geral do Ministério dos Negócios Estrangeiros, embaixador Marcelo Pedro de Almeida e divulgada na página do Facebook do Ministério, destaca  o percurso profissional de Mário Rosa, considerada um das figuras marcantes da diplomacia guineense.

Salienta que, ao longo da sua carreira, Mário Lopes da Rosa desempenhou funções em diversas missões diplomáticas, nomeadamente em Argel, Bruxelas e Nova Iorque, representando a Guiné-Bissau em diferentes palcos internacionais.

A instituição recorda ainda que, enquanto ministro dos Negócios Estrangeiros entre 2014 e 2015, о diplomata contribuiu para o reforço da política externa do país e para o fortalecimento das relações de amizade, cooperação e diálogo com os parceiros internacionais da Guiné-Bissau.

Segundo a nota, Mário Lopes da Rosa distinguiu-se pelo profissionalismo, integridade e dedicação ao serviço público, deixando um legado  relevante para a diplomacia nacional e para as futuras gerações de diplomatas e servidores do Estado.

O Ministério prestou homenagem à memória do antigo governante e reconheceu a sua contribuição para o desenvolvimento da ação diplomática do país.

Neste momento de luto, a instituição endereça condolências à família enlutada, aos amigos, antigos colegas e à comunidade diplomática nacional.ANG/MI/ÂC//SG

    Obituário/Governo lamenta morte do ex-embaixador Mário Lopes da Rosa

Bissau 18 Jun 26 (ANG) – O Governo de Transição lamentou , quarta-feira, o desaparecimento físico do diplomata Mário Lopes da Rosa ,vulgo Maruca, em Bissau, vítima de doença prolongada.

 No comunicado do Conselho de Ministros, á que a ANG teve acesso , o Executivo diz ter recebido com profunda consternação a notícia do falecimento de uma  figura que durante muitos anos ,dedicou a sua vida na arena diplomática ,servindo o país como Embaixador Extraordinária e Plenipotenciário da Guiné-Bissau em África ,Europa e nos Estados Unidos de América, e junto das Nações Unidas.

Segundo o documento, Mário Lopes da Rosa, posteriormente exerceu as funções governamentais ,com destaque para a chefia da diplomacia guineense ,tendo prestado um contributo importante para a afirmação do país na arena internacional.

“Nesta hora de dor e  consternação ,o Governo aproveita a circunstância para endereçar as suas mais sentidas condolências aos familiares do malogrado”, lê-se na nota.

No comunicado o Governo salienta que atendendo o seu longo percurso na vida política nacional ,particularmente na área diplomática ,o Governo delibera que o funeral do malogrado ,será realizado com honras fúnebres.

ANG/MSC



 

Cooperação/China doa 16 computadores de mesa ao Ministério de Saúde Pública

Bissau, 18 Jun 26 (ANG) -  A República Popular da China doou, quarta-feira, 17 computadores de mesa  ao  Ministério de Saúde Pública, com a finalidade de reforçar a capacidade institucional da instituição e contribuir para a modernização do sistema de saúde na Guiné-Bissau.

Segundo a Rádio Sol Mansi, na ocasião, o ministro da Saúde Pública, Quinhim Na N'Tote, disse que os computadores representam uma ferramenta importante para a modernização dos serviços administrativos e para o fortalecimento da gestão da informação sanitária no país.

O governante sublinhou  que a China desempenha um papel importante no reforço do Sistema Nacional de Saúde com envio regular de equipas médicas chinesas à Guiné-Bissau, apara além de apoios à construção de infraestruturas sanitárias.

Por sua vez, o Embaixador da República Popular da China na Guiné-Bissau, Yang Renhuo, reafirmou o compromisso do seu país de continuar a apoiar o desenvolvimento do sector da saúde guineense, garantindo que novas iniciativas serão implementadas em benefício da população.

A China é considerada um dos principais parceiros da Guiné-Bissau, intervém em diversos sectores, nomeadamente na saúde, educação e justiça, entre outros”, referiu,o diplomata chinês. ANG/AALS/ÂC//SG

         China//Governo  abre mercado à castanhas de caju de África

Bissau, 18 Jun 26(ANG) - Castanhas de caju produzidas nos países africanos que mantêm relações diplomáticas com a China passam a ter acesso ao mercado chinês, desde que cumpram um conjunto  de requisitos de inspeção, quarentena e higiene sanitária, anunciou a Administração Geral das Alfândegas da China (AGA).

Segundo a agência de notícias da China-Xinhua, a  decisãoestá em vigor desde 09 de Junho, e a Xinhua destaca que a  África é a maior fornecedora mundial de castanhas de caju.

Antes, apenas alguns países africanos, entre eles a Guiné-Bissau, Moçambique e Gâmbia, tinham obtido acesso para exportar o produto para a China sob regime de quarentena.

Segundo a AGA, avaliações mostraram que os riscos de pragas e doenças relacionados à produção de castanhas de caju são, em geral, semelhantes em todo o continente africano, o que permitiu à China adotar um conjunto unificado de requisitos de inspeção, quarentena e higiene sanitária para a importação do produto africano.

Um funcionário da AGA disse que o novo arranjo elimina a necessidade de negociar, país por país, o acesso sob regime de quarentena para as nações africanas que buscam exportar castanhas de caju para a China. desde que atendam aos requisitos pertinentes, os produtos poderão ser exportados para o mercado chinês.

Segundo o funcionário, a medida contribuirá para ampliar as fontes de importação, diversificar a oferta no mercado interno e aprofundar a cooperação prática no comércio agrícola entre a China e  África, com a garantia da segurança dos alimentos.

A AGA informou que continuará acelerando as avaliações de acesso sob regime de quarentena para os produtos agrícolas e alimentícios africanos e implementará, plenamente, medidas aprimoradas de facilitação de canais expressos, permitindo que mais produtos africanos de alta qualidade da África entrassem no mercado chinês e atendessem melhor à demanda diversificada dos consumidores. ANG/Xinhua


quarta-feira, 17 de junho de 2026

Sociedade/Sector Autónimo de Bissau lidera a contagem do RGPH4 com 502.711 mil pessoas recenseadas   

Bissau 17 Jun 26 (ANG) – O Instituto Nacional de Estatística (INE), informou esta terça-feira que, até terça-feira,(16),  o Sector Autónimo de Bissau (SAB), lidera a contagem do Recenseamento Geral da População e Habitação (RGPH4), com 502.711 pessoas recenseadas.

De acordo com o Boletim de Acompanhamento da Coleta de Dados do INE envia da à ANG pelo assessor de imprensa da instituição, nos mais de 2 milhões de pessoas já registadas, depois de Bissau, segue a região de Oio com 330.762 mil, Gabu com 291.806 mil pessoas, Bafata 285.581 mil e Cacheu com 239.931 mil pessoas, Biombo com 171.881 mil, Tombali com 124.653 mil, Quinará com 90.953 mil e Bolama/Bijagós com 36.723 mil pessoas recenseadas, totalizando 2.075.30 mil pessoas.

Destes números, de acordo com INE,  foram recenseadas 1.018.184 homens correspondendo 49,1 por cento e 1.056.846 mulheres correspondente a 50,9 por cento.

No que tem a ver com as estruturas, foram registado até terça-feira/16),   1.886 em Tombali, 1.250 em Quinara, na região de Oio 4.613, Biombo 1.340, Bolama /Bijagós com 308, Bafatá 6.257, Gabu com 10.263 estruturas recenseadas, Cacheu com 2.118 e o SAB com 6.317, totalizando, ao nível nacional, 34.352.

A nota salienta que foram recenseados 58.851 edifícios no SAB, 42.626 em Cacheu, 59.168 em Gabu, 46.826 em Bafata, Bolama/Bijagós conta com 9.062, Oio com 42.994, Quinara com 15.260 e Tombali com 23.484, totalizando a nível da Guiné-Bissau 330.209.

“Os números de Alojamentos inscritos são 37.580 na região de Tombali, 28.896 em Quinará, 67.183 na região de Oio, 59.837 em Biombo,14.447 em Bolama/Bijagós, 80.702 em Bafata, 82.136 em Gabu, 72.074 em Cacheu e 156.114 no SAB, totalizando a nível do país 598.972 alojamentos recenseados”, informou o Boletim do INE.

O Boletim refere que, no que tange as Infraestruturas locais, a região de Tombali tem 2.608, Quinara 2.099, Oio 4.709, Biombo com 3.096, Bolama/Bijagós 1.130, Bafata conta com 5.679, Gabu com 5.081, Cacheu com 6.233 e Bissau com 12.515, fazendo um total a nível nacional de 43.150.

Por último, a nota trás os números dos Agregados ao nível das regiões, com Tombali a contar com 16.096, Quinará com 11.740, Oio com 32.822, Biombo com 27.654, Bolama/Bijagós com 6.644, Bafatá com 30.227, Gabu conta com 34.138, Cacheu com 34.849 e o SAB com 84.308, contabilizando 278.481 agregados a nível do país.

O Recenseamento Geral da População e Habitação (RGPH4), foi iniciado no dia 01 de Junho e termina no dia 21 de Junho em todo o território nacional. ANG/MSC/ÂC//SG

 

 


Regiões
/Projeto Boa Governação lança inquérito para avaliar impacto das suas intervenções nas comunidades de Gabu

Gabu, 17 Jun 26 (ANG) – O Projeto Boa Governação iniciou um inquérito na Região de Gabu, leste do país, com o objetivo de avaliar o impacto das suas intervenções nas comunidades onde atua.

A iniciativa vai consistir na  recolha de  opiniões dos beneficiários e identificação das  áreas que necessitam de melhorias.

Em entrevista à TV Rádio Gandal, a Técnica de Reforço Institucional do projeto, Nérida Varela Pereira, destacou que a auscultação das populações é fundamental para garantir uma governação mais participativa e eficaz.

“Sem ouvir as pessoas, não há boa governação”, afirmou a responsável, explicando que este é o primeiro de três inquéritos previstos ao longo da implementação do projeto.

Segundo Nérida Pereira, esta primeira fase servirá como linha de base para avaliar a perceção das comunidades sobre as ações desenvolvidas, permitindo orientar e corrigir intervenções nas cinco cidades abrangidas pelo projeto.

A responsável acrescentou que o segundo inquérito será direcionado para a análise das atividades realizadas pelas Organizações da Sociedade Civil beneficiárias de subvenções.

Afirmou que, em Gabu várias iniciativas já estão em curso através dos Grupos de Ação Local (GAL), com foco na promoção da cidadania, transparência, participação comunitária e melhoria dos serviços públicos.

“Com o próximo inquérito vamos conseguir medir, de forma concreta, se houve mudanças reais na vida das pessoas, se os GALs estão a funcionar, se as formações estão a produzir resultados e se a voz das comunidades está a chegar às autoridades”, salientou.

A técnica pede à participação ativa da população, sublinhando que o processo é essencial para adequar as ações do projeto às necessidades reais das comunidades.

“Este inquérito não é uma burocracia. É a voz da comunidade a orientar o projeto. Quanto mais pessoas participarem, melhor conseguiremos responder aos desafios locais”, afirmou.

De acordo com a equipa técnica, os inquiridores estarão no terreno durante os próximos dias, visitando bairros e tabancas, para recolher opiniões de cidadãos, líderes comunitários e membros dos GAL.

O Projeto Boa Governação considera que a avaliação contínua das suas ações constitui um instrumento fundamental para reforçar a participação cidadã e melhorar a qualidade da governação local. ANG/Rádio Gandal 

Regiões/Administrador do sector de Calequisse considera de “roubo” o aumento unilateral dos preços de transporte público

Bissau, 17 Jun 26 (ANG) - O Administrador do sector de Calequisse, região de Cacheu, norte do país, considerou hoje de  “roubo” o aumento unilateral dos preços de transportes públicos, que fazem ligação entre Calequisse e Canchungo, por parte dos condutores daquela zona.

 Adelino Pereira da Costa fez essa acusação em  entrevista ao Correspondente da ANG para Região de Cacheu, Armando Gomes.

Disse que  os carros de 10 lugares que cobravam 600 francos CFA e de 22 lugares que cobravam 500 francos passaram a praticar preço de 1000 francos CFA por passageiro.

 “Não há motivo neste momento para o aumento do preço de transporte público, uma vez que suspendi no passado dia 07 de Junho a prática da tarifa de  1000 francos CFA e decidi aplicar uma multa de 50.000 francos para quem o praticar”, disse.

Adelino da Costa  afirmou que alguns condutores foram apanhados a cometer  infraçáo, mas que  tendo em conta os pedidos dos mesmos  e dos responsáveis da Associação de Motoristas, cada um dos implicados acabou por pagar apenas 10.000 francos CFA de multa.

Acrescentou que  apesar da suspensão administrativa da aplicação do preço de 1000 francos CFA,  alguns condutores de Calequisse, que saem por volta de 04 horas de madrugada, continuam a  cobrar, clandestinamente, o preço de 1000 francos CFA.

Da Costa refere que nos últimos anos, o aumento dos preços de transportes público para 1000 francos CFA, nos carros que percorrem Canchungo à Calequisse e nos que percorrem Canchungo à Caio, começou a ser aplicado a partir  de Agosto, com base num  consenso entre os condutores e as populações.

Disse que a medida tem a ver com o estado avançado de degradação das estradas, a estagnação de águas das chuvas, e foi aceite para  minimizar os custos financeiros de reparação dos carros. ANG/AG/AALS/ÂC//SG