sexta-feira, 18 de setembro de 2026

China/ Empresa agrícola de Jiangsu manifesta interesse em ampliar cooperação com países africanos

Bissau, 18 Set 26(ANG) – A empresa chinesa Jiangsu Jiangzhou Agricultural Science and Technology Development Co., Ltd. manifestou interesse em reforçar a cooperação agrícola com países africanos, incluindo através de investimentos, transferência de tecnologia, mecanização e formação de técnicos do continente.

 

A posição foi expressa pelo presidente da Câmara de Comércio de Jiangsu em Angola e presidente da Jiangsu Jiangzhou Agricultural Science and Technology Development Co., Ltd., Zhu Jinlin, em declaração aos jornalistas africanos participantes na edição de 2026 do China International Press Communication Center (CIPCC).

 

Segundo Zhu Jinlin, a empresa já possui espaços de cooperação na Namíbia, em Zanzibar e no Quénia, e pretende que os governos africanos possam convidá-la a investir nos seus países, bem como facilitar a entrada de outras empresas chinesas interessadas em contribuir para o desenvolvimento local.

 

“Desejamos que o vosso governo possa convidar-nos para investir no vosso país. E também outras empresas chinesas”, afirmou.

 

O responsável considerou que os países africanos podem desempenhar um papel na aproximação entre empresas chinesas e os seus mercados, de forma a reforçar o desenvolvimento.

 

A Jiangsu Jiangzhou Agricultural Science and Technology Development Co., Ltd., fundada em 2014, está vocacionada para o desenvolvimento da agricultura moderna em África e tem como principais áreas de actividade o cultivo de cereais, o processamento de produtos agrícolas e a formação técnica agrícola.

 

Em Angola, a empresa possui dez mil hectares de terra com direitos de propriedade permanentes e desenvolveu uma exploração agrícola moderna de grande escala.

 

A unidade produz anualmente 20 mil toneladas de cereais e subprodutos agrícolas para o mercado angolano.

 

Do total da área, 2.000 hectares foram desenvolvidos para cultivo, contando com um sistema de secagem de cereais com capacidade para 300 toneladas por dia, armazenamento inteligente de nível de dez mil toneladas e instalações de irrigação de precisão.

 

A produção anual ultrapassa 20 mil toneladas de cereais básicos, incluindo milho e soja.A empresa também opera linhas de processamento de farinha e óleo, cujos produtos representam 15 por cento da quota do mercado local, segundo as informações disponibilizadas.

 

Além da produção agrícola, a formação constitui uma das áreas de intervenção da empresa.

 

Através de uma parceria com o Jiangsu Animal Husbandry and Veterinary College, foi criada uma base de formação no exterior, tendo sido realizadas, no total, 27 sessões de formação técnica agrícola.

 

Em 2024, na sequência de uma candidatura conjunta com aquela instituição, aprovada pelo Departamento Provincial de Educação de Jiangsu, foi criada a “Angola Zheng-He College”.

 

A empresa estabeleceu ainda, em parceria com a Heilongjiang Academy of Agricultural Sciences, um centro de demonstração no exterior, através do qual foram introduzidas e divulgadas 14 variedades de culturas adaptadas às condições locais.

 

De acordo com o perfil da empresa, o projecto foi reconhecido como projecto modelo de cooperação agrícola China-Angola.

 

A empresa afirma também ter investido mais de um milhão de yuans em iniciativas de responsabilidade social, abrangendo infra-estruturas, educação, saúde e outras áreas, tendo recebido, em 2021, a Medalha de Contribuição Excepcional de Angola.

 

No continente africano, a Jiangsu Jiangzhou Agricultural Science and Technology Development Co., Ltd. está igualmente a promover projectos de cooperação agrícola na Zâmbia e noutros países, com o objectivo de desenvolver a presença da agricultura chinesa no exterior.

 

Durante a declaração aos jornalistas africanos, Zhu Jinlin explicou que a empresa pretende actuar não apenas na produção, mas também no desenvolvimento tecnológico agrícola, na mecanização e na formação.

 

“Visamos o desenvolvimento tecnológico agrícola, mas também a mecanização agrícola e a formação neste domínio para os amigos africanos, mas também para os chineses”, afirmou. ANG/Inforpress

 

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