quinta-feira, 19 de outubro de 2023

Sismo em Marrocos/ “Um mês depois, resiliência dos desalojados é posta à prova”- por Eva Massy

Bissau, 19 Out 23 (ANG) - Em que estado se encontra Marrocos, mais de um mês depois do sismo que causou 3 000 mortes e feriu mais de 5 000 pessoas com o epicentro localizado na província de Al-Haus, região de Marraquexe.

Fomos tentar perceber qual é a situação neste território montanhoso do Alto Atlas. O que é feito das 50.000 habitações destruídas, segundo os dados de uma comissão ministerial mobilizada para avaliar os danos, e em que situação vivem os cerca de 300 000 desalojados?

A 8 de Setembro de 2023, era já de noite, e as pessoas preparavam-se para ir dormir quando um sismo assolou uma das regiões mais pobres do país. 

Em Outubro, cerca de um mês depois, avistam-se tendas da Proteção Civil marroquina, de associações nacionais e internacionais e por vezes, tendas de campismo, pelas aldeias do Alto Atlas, de Emil a Taroudant e Ouarzazate. 

Na cidade de Marraquexe, o ambiente é outro. Os comércios estão abertos, os turistas passeiam entre as bancas de sumo de abacate e as de tapeçaria marroquina e espalha-se pela Medina, a parte velha da cidade, a voz do muezim, a pessoa que apela os muçulmanos à oração. 

Sentada num café da muito movimentada praça Jama El Fana, no centro de Marraquexe, Patrícia Lorenzo, portuguesa a viver em Marrocos há 13 anos, onde é professora de yoga, recorda a noite do sismo.

"Estava em casa deitada no sofá, com o meu companheiro, a ver televisão. Eram 23h10 e de repente pôs-se tudo a tremer. Olhei para o meu companheiro do género "O que se está a passar ?" e depois saímos para o jardim. Isto tudo durou cerca de 40 segundos mas havia aquela adrenalina a passar pelo corpo porque realmente é impressionante sentir tudo a tremer à tua volta. Tudo. O chão, as paredes... Há pormenores... Por exemplo, havia o ruído... Parecia que absorvia todos os outros ruídos, era uma espécie de rugido da terra." 

Passado o momento do choque, veio a consciência do drama. Em Marraquexe, nas noites seguintes, os habitantes dormiram ao relento nas praças da cidade, com medo das réplicas. Para as populações das aldeias do Alta Atlas a situação foi mais complicada devido ao acesso difícil, algumas não estando ligadas a qualquer estrada em Betão, atrasando a chegada dos socorros e dos primeiros carregamentos de ajuda humanitária. Para Patrícia Lorenzo, habituada a uma Marraquexe efervescente, os dias que seguiram foram algo sombrios: 

"Foi um bocado surreal saber que eu estava bem, que Marraquexe no geral estava bem, mas houve pessoas que perderam tudo. Muitas pessoas. No fim de semana a seguir havia um clima um bocado pesado na cidade. Marraquexe é uma cidade muito viva, como se está a ver agora. Há muita alegria, muito barulho. Mas a cidade parecia calma, estava tudo assim apaziguado. Era uma sensação um bocado estranho."    

Casas destruídas: para onde ir?

Al-Hassan é paraquedista no exército francês. Chegou a Marrocos inicialmente para formar militares marroquinos, mas dois dias depois o terramoto abalava o país e Al Hassan foi enviado para Marraquexe para participar nas missões que todos os dias partiam da cidade até às aldeias mais remotas, trazendo bens alimentares mas sobretudo tendas para abrigar os desalojados. 

"Fomos até uma aldeia perto de Ouarzazate, aonde os carros não têm acesso. Fomos de helicóptero, não havia outra opção. Quando chegámos ainda havia corpos nos escombros das casas destruídas. Sim. Foi muito triste. 

Há aldeias que já não existem, todas as habitações desmoronaram. Inicialmente, quando chegámos, o plano era levar os habitantes para outra aldeia, mais segura. Mas não quiseram. Não quiseram deixar a sua aldeia. Em muitos casos preferiram que lhes construíssemos tendas para poderem ficar na sua aldeia."  

As autoridades marroquinas distribuíram tendas pelas aldeias, a Proteção Civil e as forças militares, auxiliadas no terreno por várias associações, responderam de forma rápida às necessidades mais urgentes: distribuição de comida, ajuda humanitária e até, apoio psicológico. 

Um mês depois, desalojados continuam à espera de um teto   

Chegamos à aldeia de Messer, 70 quilómetros a sul de Marraquexe, 1 500 metros de altitude. É aqui que vive Mustafa, 43 anos. De pé, no meio dos escombros de uma das casas destruídas, Mustafa recorda as primeiras semanas depois do terramoto, em que mulheres e crianças dormiam no chão, na rua, as tendas ainda não tinham chegado até à aldeia. 

"A maioria das pessoas em Iskra ficou sem teto, e agora vivem em tendas. Naquela casa morreu uma miúda. Ela tinha 18 anos e estava prestes a casar, agora em Outubro. A mãe da menina e o irmão ficaram feridos. O resto da família partiu para Marraquexe porque é difícil para eles ficar aqui e relembrar o acontecimento. Têm família em Marraquexe e preferiram ir para lá porque nos primeiros dias foi complicado... Tinham que dormir na rua, não havia tendas ainda nas primeiras semanas. Não era como agora."

Quando vão começar as reconstruções? Ninguém sabe. Ou, pelo menos, ninguém recebeu a informação, relativiza Mustafa. 

"Nos últimos três dias houve uma comissão de peritos que veio avaliar os danos. Mas quando é que poderemos reconstruir? Ainda não sabemos. Estamos à espera que o Governo diga algo. A vida continua. Estamos melhor do que na primeira semana. Mas ainda há um problema, são as escolas. As aulas não recomeçaram aqui. As crianças iam ao colégio e ao liceu em Asni, mas como está tudo destruído, têm que ir até Marraquexe. Para a escola primária, instalaram umas tendas aqui. Mas para o colégio e o liceu..... Nada." 

O Ministério marroquino da educação anunciou que cerca de 530 escolas e 55 internatos foram destruídos ou danificados, interrompendo as aulas de muitos alunos. 

Mustafa aponta ainda para a dificuldade de enviar diariamente as crianças de Messer para a escola de substituição em Marraquexe, a 70 quilómetros de distância, numa região em que os transportes públicos são quase inexistentes: "Se tiveres família lá, é fácil. Mas sem familiares em Marraquexe, é um problema." 

Uma semana depois do sismo, o Governo anunciou um plano de ajuda de emergência, com, nomeadamente, 250 euros por mês por família cuja habitação foi totalmente ou parcialmente destruída, e isto, durante um ano.  

"Normalmente, o Governo vai nos dar 250 euros por mês. Vai ser melhor. Mas.... Ainda estamos à espera. A reconstrução vai demorar muito tempo, de três a cinco anos... Porque há muitas aldeias, e não sabemos exatamente como é que eles pretendem reconstruir." 

Salima Naji, a arquiteta que defende construções de forma tradicional 

Como reconstruir as aldeias do Alto Atlas, de forma eficaz, pouco custosa e garantindo a segurança dos habitantes? Colocámos a pergunta à arquiteta e antropóloga Salima Naji, membro da comissão de peritos mobilizada em Marrocos depois do sismo e titular de vários prémios internacionais como o Aga Khan, e condecorada como Cavaleiro das Artes e das Letras de França.

Para Salima Naji o importante é reconstruir com base nos materiais do terreno e respeitando as tradições locais

"Apercebemo-nos, com os outros membros da comissão, que todas as arquiteturas em Betão armado, situadas perto do epicentro, colapsaram. Houve momentos de grande estupefacção porque havia arquiteturas em Betão que tinham caído e outras, ao lado, arquiteturas vernaculares que tinham resistido.

Hoje em dia, caímos por vezes na facilidade do "solucionismo". Acho que temos a oportunidade de repensar um modo de construção que sempre existiu nessas regiões. Estamos a falar de comunidades agropastoris, portanto não podemos chegar com planos de reconstrução e planos de realojamento.... Não faz sentido quando vemos a diversidade das situações na montanha. 

Portanto espero que não vamos estragar uma arquitetura milenar para substituí-la por uma arquitetura de má qualidade, supostamente antissísmica com base em materiais inadaptados. 

É preciso pensarmos que por exemplo se utilizarmos o Betão armado, é um material extremamente poluente, e estamos longe das fábricas de cimento... Seria um disparate."  

A outra proposta da arquiteta e antropóloga Salima Naji é a criação de grupos de trabalho com os próprios habitantes das aldeias, através de remunerações. 

"Em vários municípios, fiz uma lista de todos os membros da comunidade que estão em condições de participar nas obras. A reconstrução tem que ser feita com os próprios habitantes das aldeias. Em primeiro lugar para lhes dar salários e, em seguida, para aproveitar os seus conhecimentos e técnicas ancestrais. Fiz então a proposta de uma cooperativa de serviços, com base num modelo que existe nas províncias, liderado pelo governador-geral e utilizado em obras, por exemplo, depois de inundações. Chamamos a isso "Al Kuraj" ou seja, construção, atelier... e então as pessoas são pagas pelo Estado para ajudar a reconstruir uma ponte, para ajudar a emendar uma série de danos materiais, depois de uma inundação, ou para reabilitar o património." 

Depois do traumatismo, vem a resiliência das populações. As aldeias preparam-se para acolher o inverno, Marraquexe voltou à normalidade, irrequieta, agitada e festiva.

A ajuda anunciada por Rabat de cerca de 11 mil milhões de euros para as zonas montanhosas sinistradas servirá para a reconstrução das habitações e poderá beneficiar para o desenvolvimento da agricultura local.  ANG/RFI

Israel/ Reações da UE e Ocidente à contraofensiva israelita ameaçam relações com União Africana – analistas

Bissau, 19 Out 23(ANG) – A forma como a UE e o Ocidente reagiram à contraofensiva israelita em Gaza depois do ataque do Hamas no dia 07 ameaçam “comprometer as relações entre a Europa e a União Africana”, consideram analistas contactados pela Lusa.

“Se a União Europeia (UE) continuar a apoiar Israel, independentemente da situação, criará uma espécie de ferrugem, aumentando as tensões já existentes com a União Africana (UA) – que tem uma posição forte [sobre a questão de apoio à causa palestiniana]”, afirmou em declarações à Lusa a analista do International Crisis Group (ICG), Liesl Louw-Vaudran, conselheira sénior da organização para as questões relacionadas com a UA.

“Espero que isto não influencie as relações fortes entre a UA e a UE”, afirmou, acrescentando que, no processo de tomada de decisões relativas à invasão da Ucrânia pela Rússia, “isto foi claro, porque nem todos os países africanos apoiaram a posição europeia”.

Se, no caso da guerra na Ucrânia, o continente se dividiu sensivelmente pela metade, no caso do conflito no Médio Oriente, “é diferente”, disse ainda Louw-Voudran, apontando os factos de, não só Israel não ser um país europeu, como o de que “a situação está a evoluir muito rapidamente e muitas pessoas sentem que os direitos dos civis em Gaza estão a ser violados”.

A forma como a situação no terreno evoluir determinará também uma maior clarificação sobre os alinhamentos no continente de apoio ou rejeição a cada um dos lados no conflito, ainda que, à partida, como sublinha a analista do Crisis Group, a UA e a grande maioria dos seus 55 estados membros “sempre apoiaram muito claramente a Autoridade Palestiniana de Mahmoud Abbas, e a solução de dois Estados”.

“Em todas as cimeiras da UA, nos últimos anos, Mahmoud Abbas foi convidado a falar à organização. Nenhum outro chefe de Estado estrangeiro teve esse privilégio”, sublinhou Louw-Voudran.

Esse apoio especial da UA à causa palestiniana foi expresso pela tomada de posição do presidente da comissão da organização pan-africana, Moussa Faki Mahamat, logo no dia 07, associando o ataque do Hamas à “negação dos direitos fundamentais do povo palestiniano, em particular de um Estado independente e soberano”, apontando-a como “a principal causa da actual tensão israelo-palestiniana”.

“Não sei até que ponto ele [Faki Mahamat] tinha realmente um mandato para fazer [aquela declaração]”, disse a analista, mas esta “sempre foi uma posição da UA, que afirma que a causa principal do problema é a negação dos direitos dos palestinianos”.

Peter Fabricius, consultor do “think tank” sul-africano Institute for Security Studies (ISS) em Pretória, prevê também que “a forma como o conflito se desenrolar, se Israel invadir Gaza e causar um número ainda maior de vítimas palestinianas, poderá ter impacto” no alinhamento dos Estados africanos em eventuais tomadas de posição no seio das instituições multilaterais.

Israel tem, nos últimos anos, protagonizado feitos diplomáticos expressivos tanto no continente africano como no chamado mundo árabe, sobretudo desde os Acordos de Abraão, assinados com os Emirados Árabes Unidos e o Bahrein em Setembro de 2020.

No continente africano, Chade, Marrocos e Sudão representam igualmente grandes vitórias recentes para Telavive, reconhecida hoje como a capital de um estado por 46 países africanos e onde quase três dezenas têm instaladas representações diplomáticas.

Mas “as relações diplomáticas não significam necessariamente apoio político mútuo”, sublinhou Fabricius, e, dependendo de como a guerra evoluir, “as pessoas tomam as suas próprias posições sobre estas questões”.

Por exemplo, segundo Fabricius, “a África do Sul tem relações diplomáticas com Israel, mas há anos a sua embaixada em Telavive foi retirada como forma de protesto contra a ocupação da Palestina por Israel”.

Pretória e Argel foram também as principais opositoras ao estatuto de observador diplomático na UA oferecido por Mahamat em Fevereiro de 2021 a Israel e assumem-se como as suas vozes mais críticas em África.

A África do Sul pós-apartheid tem-se mantido como apoiante firme da causa palestiniana no continente nas últimas quatro décadas. Nelson Mandela comparou a luta dos palestinianos e a ocupação israelita com a dos negros sul-africanos contra o domínio branco e afirmou como “incompleta” a liberdade dos sul-africanos “sem a liberdade dos palestinianos”. O Congresso Nacional Africano mantém-se fiel a este mantra e foi através do partido no poder que Pretória considerou “a nova conflagração” como “consequência da continuação da ocupação ilegal e da colonização da Palestina”.

Os governos africanos herdeiros dos movimentos de libertação africanos, na sua generalidade, mas em particular os 16 estados-membros da Comunidade de Desenvolvimento da África Austral (SADC, na sigla em inglês, de que fazem parte Angola e Moçambique), afinam pelo diapasão tocado por Mandela relativamente à questão palestiniana.

Entre estes, os membros lusófonos da SADC “estão a tentar equilibrar os seus interesses económicos e estratégicos, pondo de lado o conflito israelo-árabe, e estão muito enredados em tentar ser neutros e não parecer demasiado próximos de um lado em detrimento do outro”, considerou David O. Monda, professor de ciências políticas na City University em Nova Iorque.

“Mas penso que o sentimento mais alargado em Maputo e em Luanda será de simpatia pelos palestinianos, simplesmente devido à relação historicamente próxima entre estas administrações e o movimento de libertação palestiniano”, acrescentou o investigador queniano.

Maputo não tomou posição até agora sobre o ataque do Hamas e a contraofensiva israelita em Gaza, mas Luanda não teve como “escolher o silêncio”, na expressão de Monda, até porque foi provocada pelo embaixador israelita em Luanda, que lamentou a não-condenação expressa do ataque do Hamas na posição assumida pela SADC no passado dia 10, assinada pelo Presidente João Lourenço, na qualidade de líder em exercício da organização.

O chefe da diplomacia angolana, Téte António, chamou o embaixador israelita ao Ministério, acabando por dizer a Shimon Solomon que, não apenas Luanda “condena todo e qualquer tipo de ato violento que venha a perigar a paz e estabilidade da região”, como a “solução para o conflito passa, necessariamente, pelo cumprimento das resoluções das Nações Unidas sobre a existência de dois Estados coabitando pacificamente”.

No seu discurso sobre o estado da nação, segunda-feira, João Lourenço, embora tenha considerado que Israel tem direito a defender-se e proteger a vida dos seus cidadãos, frisou “que esse mesmo direito tem igualmente o povo palestino, que vive há décadas uma situação de contínua ocupação e anexação de partes do seu território, situação inaceitável em pleno século XXI”.

ANG/Inforpress/Lusa

 

quarta-feira, 18 de outubro de 2023

 COMUNICADO

 A Direção da Agência de Notícias da Guiné(ANG) vem por este meio informar à todos os que visualizam as  páginas do órgão através do blogue www.angnoticias.blogspot.com de que já dispõe de um sítio próprio para o efeito – www.ang.gw. Informa que , assim que tudo estiver afinado, vai passar a usar apenas o www.ang.gw para  divulgação dos seus despachos, pondo fim a divulgação simultânea nas duas plataformas.

Bissau, 16 de Outubro de 2023

 O Diretor de Informação

Ângelo da Costa

Economia/Preços das moedas para quarta-feira, 18 de outubro de 2023

MOEDA

COMPRAR

OFERTA

Euro

655.957

655.957

dólares americanos

617.000

624.000

Yen japonês

4.115

4.175

Libra esterlina

753.000

760.000

Franco suíço

686.750

692.750

Dólar canadense

451.500

458.500

Yuan chinês

84.000

85.750

Dirham dos Emirados Árabes Unidos

167.500

170.500


 Fonte: BCEAO


Saúde pública/ Enda Tiers Monde organiza ateliê de consulta nacional  sobre VIH /Sida

Bissau, 18 Out 23 (ANG) – A ONG Ambiente Desenvolvimento e Acção denominada de Enda Santé oraganiza de 18 à 19 deste  mês  um ateliê de consulta e diálogo nacional sobre o papel das  organizações lideradas pelas comunidades, e da esteratégia nacional sobre o VIH/Sida ao nivel pediátrico.


O referido encontro  tem como objetivo analisar e consolidar o trabalho que está a ser feito sobre o VIH pediátrico no país, examinar as necessidades e os pontos críticos, por forma a desenvolver novas estratégias nacionais de responsabilização para acabar com a Sida nas crianças até 2030.

Falando na abertura do seminário, o Director Nacional da Enda Santé Mamadu Aliu Djaló disse que a Guiné-Bissau é um dos países com alta taxa de prevalência do VIH na sub-região africana da África Ocidental e Central.

“Os dados de 2022 da Guiné-Bissau apontam para  cerca de 35 mil pessoas viventes com esta doença”,revelou, frisando que desse número mais de 2 mil são crianças menores de 15 anos de idade.

Mamadu  Djal[o considera de bastante elevado esse número de crianças infetadas, tendo em conta o número de pessoas infetadas por VIH/Sida na Guiné-Bissau.

Djaló salientou que esses  dados demonstram  que há um desafio enorme na subregião  da África Ocidental e Central, onde se estima que 51 mil novas infecções foram registradas em 2022, em crianças e dois terços destas novas infecções estavam relacionadas com a infecção via mãe , mas que não  receberam  tratamento.

 Segundo este responsável, para além das novas infeções registadas nas regiões afrcanas, as mortes provocadas por esta doença fornece um número assustador, na casa dos 34 mil mortes na África Ocidental e Central, em 2022, sendo  a segunda sub-região africana com a mais alta taxa de mortes de cranças vivendo com o este mal .

“ A cobertura do tratamento às mães infectadas com o VIH está aquém do desejado sem citar outras fontes de infeção das crianças, através da transfusão sanguínea, uma vez que nós não asseguramos a qualidade nestas transfusões que é potencial fonte de infecção das crianças”,vincou Djaló.

Para o Ponto Focal Nacional da ONU Sida, Faustino Correia, é urgente aumentar a taxa de tratamento das pessoas viventes com VIH com antiretroviral.

Correia disse que os desafios globais para daqui a 2030 vão ser que  95 por cento destas pessoas possam estar em tratamento e 95 por cento deles possam ter carga de supressão viral zerada.

“Na Guiné-Bissau 47 por cento das pessoas infetadas estão a receber tratamentos antiretrovirais”, informou

Este responsavel garantiu que a instituição que pertence vai ontinuar a prestar assistencia ao país para que se possa atingir as metas globais com relaçâo a eliminação do VIH como problema da saúde pública .

Nom encontro de dois dias vão tomar parte, entre outros,o Parlamento Infantil,diferentes organizações da Sociedade Civil  estruturas estatais e a Presidente da Rede das Pessoas Viventes e não viventes com VIH/SIDA  denominada Renap-G-B. ANG/MSC//SG

 Etiópia/União Africana condena bombardeamento contra um hospital em Gaza

Bissau, 18 Out 23 (ANG) - O presidente da Comissão da União Africana (UA), Moussa Faki Mahamat, condenou na terça-feira o "bombardeamento israelita" contra um hospital na Faixa de Gaza, que terá provocado pelo menos 500 mortos.


“Não há palavras para expressar plenamente a nossa condenação ao bombardeamento israelita de um hospital em Gaza hoje (terça-feira), matando centenas de pessoas", disse Mahamat numa mensagem publicada na rede social X (antigo Twitter).

O Egipto acusou Israel de bombardear deliberadamente o hospital, embora as autoridades israelitas neguem ter atacado o edifício e culpado grupos palestinos pelo massacre.

"Atacar um hospital, considerado um porto seguro ao abrigo do direito humanitário internacional, é um crime de guerra. A comunidade internacional deve agir agora", acrescentou o responsável.

Pelo menos 500 pessoas terão morrido, segundo as autoridades palestinianas, após o bombardeamento do hospital Al Ahli, representando o maior massacre em Gaza das cinco guerras que ocorreram entre as milícias palestinianas e Israel desde 2008.

É também o ataque com maior número de vítimas mortais cometido até agora desde que, em 07 de Outubro, o ataque surpresa do Hamas contra Israel desencadeou a atual guerra, que já causou mais de 3.000 mortos em Gaza e 1.400 mortes em território israelita. ANG/Angop

 Energia/ Ministro anuncia pagamento de 6,6 milhões de dólares a Empresa turca Karpower

Bissau, 18 Out 23 (ANG) – O ministro da Energia, Isuf Baldé anunciou hoje, em conferência de  imprensa, o pagamento de 6,6 milhões de dólares a empresa turca Karpower, que suspendeu desde terça-feira o fornecimento de  energia a cidade de Bissau e arredores, por falta de pagamento.


Isuf Baldé , que diz acreditar no restabelecimento do fornecimentos de energia elétrica  ainda esta quarta-feira, lamentou, na ocasião, o facto de o  país ter ficado quase dois dias sem luz  e  água, por causa de uma dívida contriada pelo anterior  governo de iniciativa presidencial.

“Governo é continuidade,estamos conscientes de que temos a obrigação de resolver está situação. Diligências estão sendo feitas junto dos bancos para o efeito. Estamos muito avançado, provavelmente, se tudo correr como pensamos, somos capazes de chegar a um entedimento com a empresa fornecedora,porque já fizemos algumas transferências bancárias”, informou o ministro da Energia.

Segundo Baldé a Karpower exige o pagamento de 10 milhões de dólares, e diz que a operação para o pagamento do montante exigido está ser feita, e que a pouco e pouco vai ser concretizado,visto que de momento, mais de seis milhões de dólares já teriam sido transferidos.

Instado a precisar para quando será restabelecido o  fornecimento da luz eletrica disse que a empresa condicionou a produção e o forncimento com  a apresentação de um  plano de pagamento do remanecente que deve ser apresentado hoje.

Interrogado sobre a quantidade de enrgia que cidade de Bissau necessita, o ministro disse que varia entre 20 a 24 megawats, e que a EAGB paga cerca de três milhões de dalores por mês.

Sobre o plano de médio  prazo para resolver a questão da luz electrica, Isuf Baldé indicou o projeto de OMVG, que diz alinhar com o Programa de quatro anos do Governo, que visa resulver, paulatinamente, a questão de energia ao nivel do país.

Em relação a Bissau, revelou que existe um projeto para instalação de uma central elétrica de 15 megawats.

“O periodo de interconexão da corrente eletrica da Baragem de Kaleta deve terminar em Novembro, seguido de teste e depois de injeção na linha para os consumidores,porque já assinamos o contrato de fornecimento de energia elétrica no âmbito da OMVG”, revelou.

Em relação  a quantidade de megawats que consta no contrato de fornecimento assinado, em, 2018, com empresa turca Karpower, o ministro da Energia lembrou que o contrato inicial foi de 17 megawats e que deveria  aumentar conforme necessidades do país, mas tendo  em conta o custo que  o governo estaria  em condições de suportar.

“Mas antes do termino desse contrato surgiu uma adenda, que diz ser “danoso” e extremamente caro,porque EAGB não pode suportá-lo”, afirmou.

Acrescentou que nessa adenda o fornecimento subiu para  30 megawats e que até  Dezembro passaria  para 40 megawats e até 2030 para 70 megawats.

Isuf Baldé diz que o país não precisa e nem tem disponibilidade financeira para pagar essas quantidades de energias adicionadas na adenda,pelo anterior Governo..

Interrogado sobre as declarações do ministro das finanças, segundo as quais o governo vai renegociar o contrato de fornecimento de energia com a empresa Karpower, o ministro da Energia disse que sim,porque “não há condições para comprir  o atual”. ANG/LPG//SG


 Electricidade
/Governo promete pagamento a Karpower da dívida correspondente a 15 milhões de dólares

Bissau, 18 Out 23 (ANG) – O Governo assumiu  as dívidas contraídas pelo anteror Governo junto da Empresa turca Karpower, fornecedora da corrente elétrica a  Bissau e arredores, na ordem de 15 milhões de dólares, e garante o pagamento de uma parte desse valor dentro de 15 dias.

A garantia foi dada, terça-feira, pelo ministro da Economia e  Finanças Suleimane Seidi, após uma reunião com os reponsáveis da empresa turca nas instalações do Ministério da Economia e Finanças.

Suleimane Seidi confirmou  que EAGB contraiu uma dívida de 15 milhões de dolares com a empresa Karpower que fornence a luz eletrica em Bissau,através de um barco flutuante.

As partes se comprometeram a estabelecer um plano de pagamento de faturas em atraso e a Karpower promete continuar a fornecer a energia.

Seidi afirmou que as deligências estão sendo feitas para o pagamento parcial da dívida, através de um banco e que “ dentro de 15 dias  essa situação será resolvida”.

Para além dessa situação, um dos responsaveis da  Empresa turca, Prince Lampley disse que a empresa se depara com a insuficiência de combustível para fazer funcionar a central elétrica, a partir do barco flutuante.

A cidade de Bissau continua sem luz elétrica e água desde 00h30 de terça-feira, e em consequência vários serviços públicos e privados foram afetados pelo apagão, e a alternativa está agora a ser procurada  na recuperação de geradores de corrente elétrica, há muito abandonados.

Nas ruas de Bissau, a clientela  da EAGB com contador pré-pago protesta de forma isolada, havendo quem considerasse mesmo a corte de energa sem aviso prévio um *desrespeito aos clientes*, que já pagaram pela eletricidade que não estão agora a receber.  ANG/LPG//SG

       
Comunicação Social
/ Secretário de Estado em visita de trabalho em Espanha

Bissau, 18 Out 23 (ANG) – O Secretário de Estadoda Comunicação Social, Francisco Muniro Conté cumpre desde segunda-feira uma agenda de visita de trabalho em Espanha com o objetivo de angariação de apoios em equipamentos e formaçao profissional.

Depois de uma visita a sede da Assciação de Jornalista de Sevilha e de um encontro de trabalho com o presidente desta associação, Muniro Conté visitou a Reitoria da Universidade de Sevilha.

*Tivemos ontem um importante encontro com a Reitoria da Uniersidade de Sevilha, que tem como vice-reitora uma jornalista de carreira. Temos previsto a assinatura de um Memorando ainda este ano, visando a formação e apoio instituicioal*, disse .

Muniro Conté deve chegar esta quarta-feira a Lisboa antes de rumar para Bissau, e prevé diligências junto das dreções da RDP/RTP e da Lusa, visando o reativação da cooperação destes órgaos portugueses com as suas congéneres da Guiné-Bissau.

O novo Secretário de Estado da Comunicação Social prioriza no seu Plano de Ação a reativação da cooperação com instituições que tutelam a imprensa pública portuguesa e de vários outros países, que no passado se destacaram no apoio a Guiné-Bissau, no domínio da Cumunicação Social. ANG//SG

 

China/Guterres condena ataque a hospital de Gaza e apela a cessar-fogo humanitário imediato

Bissau, 18 Out 23 (ANG) – O secretário-geral das Nações Unidas, António Guterres, condenou hoje o ataque a um hospital no norte da Faixa de Gaza, no qual se registaram centenas de mortos e feridos, num bombardeamento cuja responsabilidade nem o Hamas nem Israel reconhecem.

“Estou chocado com as centenas de pessoas mortas no ataque ao hospital al-Ahli em Gaza, que condeno, e apelo a um cessar-fogo humanitário imediato para aliviar o sofrimento humano a que estamos a assistir. Muitas vidas e o destino da região estão em jogo”, disse Guterres, num fórum internacional em Pequim.

O secretário-geral da ONU afirmou que, apesar de compreender o profundo sofrimento histórico dos palestinianos, “tal não pode justificar atos de terror”. Também “o castigo coletivo” contra o povo palestiniano "não pode ser justificado".

António Guterres tem sido uma das vozes mais proeminentes a pedir a Israel que abra a Faixa de Gaza para permitir a passagem de ajuda humanitária.

“Fiz dois apelos, e cada um deles é válido por si só. Não devem tornar-se moeda de troca e devem ser implementados por si só, porque é a coisa certa a fazer. A minha mensagem é dirigida tanto ao Hamas como a Israel, para que o primeiro liberte os reféns que mantém em cativeiro e para que o segundo permita a entrada de ajuda humanitária na Faixa de Gaza", afirmou.

O enclave, que alberga mais de dois milhões de pessoas, está sob um bloqueio total desde 07 de outubro, sob bombardeamento constante das forças israelitas e no limite da possibilidade de uma invasão terrestre por parte de Israel, que se recusou a permitir a entrada de ajuda humanitária até que os reféns do Hamas sejam libertados.

“As necessidades mais básicas da população de Gaza, incluindo a maioria das mulheres e crianças, têm de ser satisfeitas”, afirmou.

Guterres descreveu a situação como "uma catástrofe", afirmando que a região está "à beira de um precipício".  ANG/Lusa

 

 China/Presidente Junping pede a Putin esforços para salvaguardar justiça internacional

Bissau, 18 Out 23 (ANG) – O Presidente chinês, Xi Jinping, apelou hoje ao homólogo russo, Vladimir Putin, para que faça “esforços” no sentido de “salvaguardar a justiça internacional”, durante um encontro à margem do 3.º Fórum da Iniciativa Faixa e Rota.

Citado pela agência noticiosa oficial Xinhua, o líder chinês elogiou o estado das relações entre os dois países e sublinhou que a “confiança política está a aprofundar-se de forma constante”, com uma “coordenação estratégica estreita e eficaz e o comércio bilateral em máximos históricos”.

Xi e Putin reuniram após a cerimónia de abertura do 3.º Fórum da Iniciativa Faixa e Rota, que está a decorrer em Pequim.

O líder russo viajou para a China apesar do mandado de captura emitido pelo Tribunal Penal Internacional (TPI) contra este, pela deportação ilegal de crianças ucranianas.

“Encontrámo-nos 42 vezes nos últimos dez anos. Desenvolvemos uma boa relação de trabalho e uma profunda amizade”, afirmou.

Durante a reunião, Xi congratulou-se com o facto de os governos dos dois países “estarem a pôr em prática os importantes consensos” a que os dois líderes chegaram nas reuniões anteriores.

“A confiança política mútua está a aprofundar-se de forma constante e a cooperação estratégica é eficaz e estreita. O comércio bilateral atingiu máximos históricos, caminhando firmemente para o objetivo que estabelecemos de 200 mil milhões de dólares por ano”, acrescentou o líder chinês.

Recordando que no próximo ano se assinala o 75.º aniversário desde o estabelecimento das relações entre os dois países, Xi disse que a China quer trabalhar com a Rússia para “compreender a tendência histórica do desenvolvimento global com base nos interesses dos nossos dois povos”.

“Temos de enriquecer ainda mais a cooperação bilateral, refletindo a nossa responsabilidade enquanto potências, e continuar a contribuir para a modernização dos nossos dois países”, afirmou o líder chinês.

“Temos de fazer esforços para salvaguardar conjuntamente a justiça internacional" e "promover o desenvolvimento global", acrescentou.

Citado pela Xinhua, Putin afirmou durante a reunião que a Iniciativa Faixa e Rota “deve ser reconhecida como um bem público global” e que espera que mais países adiram ao projecto chinês no futuro.

O encontro entre os dois surge numa altura de crise geopolítica alimentada pelo conflito israelo-palestiniano ou pela ofensiva russa na Ucrânia, sobre a qual a China tem mantido uma posição ambígua.

A China tem servido como ‘tábua de salvamento’ de Moscovo, após a invasão da Ucrânia. O país asiático é agora o principal parceiro comercial e aliado diplomático da Rússia.

O líder russo viajou para a China com uma grande delegação de altos funcionários, incluindo dois vice-primeiros-ministros e responsáveis pelos negócios estrangeiros, desenvolvimento económico, transportes ou finanças.

Pequim considera a parceria com a Rússia fundamental para contrapor a ordem democrática liberal, numa altura em que a sua relação com os Estados Unidos atravessa também um período de grande tensão, marcada por disputas em torno do comércio e tecnologia ou diferendos em questões de Direitos Humanos, o estatuto de Hong Kong ou Taiwan e a soberania dos mares do Sul e do Leste da China.

Poucas semanas antes da invasão da Ucrânia pela Rússia, Putin e Xi declararam, em Pequim, uma amizade “sem limites”.

A China recusou condenar a Rússia pela invasão da Ucrânia e criticou a imposição de sanções internacionais contra Moscovo. ANG/Lusa

 

Médio Oriente/"É necessário um cessar-fogo imediato na Faixa de Gaza, diz  professora universitária

Bissau, 18 Out 23 (ANG) - Há 10 dias que a escalada de violência entre Israel e a Palestina está a colocar novamente o foco da atenção da comunidade internacional no Médio Oriente, com mais de quatro mil mortos nos dois lados do conflito e uma ofensiva militar israelita a decorrer no Norte da Faixa de Gaza.

O conflito está agora a alastrar-se também ao Líbano e ao Irão, com Joe Biden, Presidente norte-americano, a visitar Israel e a Jordânia já amanhã para tentar encontrar uma solução para esta guerra.

Giulia Daniele, Professora Auxiliar Convidada do ISCTE, em Portugal, que acompanha este conflito no terreno desde 2005, considera que é imperativa a intervenção da comunidade internacional para assegurar um cessar fogo e a passagem da ajuda humanitária enviada pelas Nações Unidas e actualmente bloqueada às portas da Faixa de Gaza.

"É necessário por parte da comunidade internacional um cessar-fogo imediato e outra coisa ainda mais importante para os civis palestinianos é a entrada da ajuda humanitária que neste momento está à espera em Rafa para entrar na Faixa de Gaza e ajudar com medicamentos, comida e tudo que é necessário para a vida das pessoas. Tem de entrar imediatamente", defendeu a investigadora.

Para Giulia Daniele esta actual escalada de violência é "uma continuação" do que se vive na região há várias décadas.

"Estamos numa continuação do que está a acontecer há 75 anos. Isto é uma escala de violência, tensão e morte, mas faz parte de um processo de violação dos direitos humanos e de limpeza étnica que decorre há 75 anos. As imagens destes últimos dias lembram muito o que aconteceu 1948 e 1949 durante a Nakba [o êxodo forçado dos palestinianos após a criação do estado de Israel], logo após a criação do Estado de Israel quando dezenas de milhares pessoas foram forçados a deixar as suas casas e terras e isso continua a acontecer agora do Norte para o Sul da Faixa de Gaza", declarou.

Joe Biden visita amanhã Israel e a Jordânia para tentar encontrar uma solução para a escalada de violência no Médio Oriente que dura há 10 dias, depois de ter dito que Israel tinha todo o direito de se defender. Para Giulia Daniele, Professora Auxiliar Convidada do ISCTE, em Portugal, esta visita vai servir para o Presidente norte-americano apaziguar as críticas a nível interno.

"Biden apoiou completamente Israel, falou do direito de defesa de Israel, continua a apoiar, mas começa a perceber que o que está a acontecer pode ser muito grave a nível internacional, mas também dentro do debate do partido Democrata e este ano temos eleições nos Estados Unidos em 2024, então a relação entre política nacional e política interna é algo que temos de ter em conta", analisou.

Com Israel a bombardear o Líbano e o Irão a alertar para uma possível “acção preventiva” contra Israel nas próximas horas, este é um conflito que se estende a todo o Médio Oriente.

"Este conflito não tem só como foco a Faixa de Gaza, também a Cisjordânia está a explodir, há muitos mortos e detidos, especialmente jovens palestinianos. Também o Líbano e o Irão vão ser actores importantes, com o Líbano a responder aos ataques israelitas e com o Irão a já ter dito muitas vezes que com uma possível invasão terrestre da Faixa de Gaza vai agir contra Israel", indicou a professora universitária.

Quanto aos consecutivos ataques terroristas a que se tem assistido nos últimos dias no Estados Unidos, onde um menino muçulmano de seis anos foi morto, em França, onde um professor foi morto, ou na Bélgica onde dois adeptos suecos foram mortos, Giulia Daniele alerta que se trata de fenómenos diferentes.

"É preciso ter muito cuidado porque estamos a falar de fenómenos diferentes, estamos a falar de uma reacção nacional quando falamos do que aconteceu em França, na Bélgica e nos Estados Unidos, mas quando falamos do Hamas falamos de tentar continuar uma luta que pode ser violenta para combater a ocupação militar de Israel", concluiu. ANG/RFI

terça-feira, 17 de outubro de 2023


Energia eléctrica
/Empresa Karpauwer corta fornecimento à capital Bissau por atraso de pagamento

Bissau,17 Out 23(ANG) – A cidade de Bissau e arredores, estão sem energia eléctrica e água, desde às 00h30, desta terça-feira(17), devido ao corte de fornecimento por parte da empresa Karpouwer, proprietário do barco flutuante que abastece a cidade e arredores.

A empresa de Eletricidade e Águas da Guiné-Bissau(EAGB) acaba de dar conta do que se passa através de um comunicado distribuído à imprensa, segundo o qual a empresa Karpouwer decidiu suspender o fornecimento da luz em reivindicação do pagamento de dívidas em atraso por parte do Governo, num montante não revelado.

Segundo o comunicado, o Governo e a empresa Karpouwer, já estão a negociar a forma a encontrar um consenso para ultrapassar a situação.

“Não obstante estar em curso um avultado pagamento, do qual a Karpauwer esta informada, não tiveram a disponibilidade para aguardar a conclusão do processo”, revela o comunicado que acrescenta que o contrato de fornecimento de energia à Guiné-Bissau é “danoso, por ser excessivo, desequilibrado e demasiado oneroso”.

A EAGB justifica o atraso de pagamento com insuficiência de receitas por atraso de pagamento de muitos clientes ou por situação de fraude não detectado e que agravam as dificuldades da tesouraria. ANG/ÂC//SG