Ambiente/ Mulheres dos Bijagós partilham experiências com MULEIDE sobre governação comunitária e conservação marinha
Bissau,
6 Out 26 (ANG) – As mulheres do Arquipélago
de Bijagós participaram num intercâmbio com uma delegação da Associação Mulher,
Lei e Desenvolvimento (MULEIDE), de Moçambique, no âmbito do projeto Ação
Climática Feminista.
Trata-se
de uma iniciativa de promoção de trocas de conhecimentos, estratégias e
ferramentas entre organizações e comunidades da Guiné-Bissau e de Moçambique.
Numa
incursão pelas diferentes localidades do
Arquipélago, as participantes percorreram diferentes ilhas, bancas de moluscos
e perímetros hortícolas para conhecer
experiências relacionadas com agroecologia comunitária, resiliência às
alterações climáticas, conservação de áreas comunitárias, igualdade de género,
governação e empoderamento económico.
Mércia
Fabião Chitinze, representante da MULEIDE destacou a importância da visita para
o conhecimento da realidade guineense, sublinhando a produção de arroz, a
preservação dos mangais e a força da identidade cultural africana nas
comunidades bijagós.
Segundo
Chitinze, Moçambique também desenvolve esforços para recuperar os mangais e
preservar elementos culturais que se encontram em risco de desaparecimento.
Por
seu turno, Sharon Truzão, coordenadora do projeto RESEA em Moçambique,
considerou positivas as trocas de experiências estabelecidas com as comunidades
bijagós e a Tiniguena, destacando a articulação entre a organização e as
comunidades locais na preservação ambiental e cultural.
Naentrem
Sanca, responsável pela área de Género da Tiniguena no projeto Ação Climática
Feminista, salientou a importância da partilha de experiências sobre o
funcionamento das bancas de moluscos e sobre os processos que têm permitido
aumentar a participação das mulheres em posições de liderança nas estruturas
comunitárias.
O
projeto Ação Climática Feminista na África Ocidental (ACF-AO) é implementado na
Guiné-Bissau pela Tiniguena, em parceria com a ONG internacional Inter Pares. a
iniciativa pretende reforçar as respostas comunitárias às alterações climáticas
e aumentar a participação das mulheres rurais e dos jovens na proteção da
biodiversidade e na promoção da justiça climática.ANG/MI/ÂC//SG

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