Liderança Feminina/ Mulheres reivindicam maior participação
feminina nos processos de tomada de decisões nas instituições públicas
Bissau,
8 Out 26 (ANG) – As participantes do Fórum Nacional de Liderança Feminina e
Empoderamento das Mulheres reivindicam uma maior presença feminina nos
processos de tomada de decisão nas instituições públicas, partidos políticos,
administração local, estruturas comunitárias e tradicionais, organizações da
sociedade civil e setor privado.
A
reivindicação veio expressa na “Declaração de Bissau” adotada no
final dos trabalhos do Fórum Nacional de Liderança Feminina e
Empoderamento das Mulheres, que decorreu de 06 à 07 do corrente mês, em Bissau
e que contou com a participação de mulheres provenientes de diferentes regiões
do país.
A Declaração
refere que a Lei da Paridade deve
traduzir-se não apenas na composição das listas eleitorais, mas também no
exercício efetivo do poder político e na gestão pública.
Entre
as principais recomendações apresentadas estão a necessidade de ampliar o
acesso e o controlo equitativo das mulheres aos recursos produtivos e naturais,
assim como a igualdade de oportunidades na formação profissional , no
empreendedorismo, acesso ao crédito, serviços financeiros, emprego digno,
inovação e aos mercados.
As
participantes pedem a criação . de mecanismos que facilitem a transição das
meninas e jovens mulheres da escola para a formação técnico-profissional e para
a criação dos seus próprios negócios.
A
“Declaração de Bissau” considera que o empoderamento económico das mulheres
deve incluir não apenas a capacidade de gerar rendimentos, mas também o poder
de decidir sobre a sua utilização, possuir bens em nome próprio e ter acesso à
contas bancárias, poupança, titulação da terra e serviços financeiros digitais
seguros.
O
documento apela às autoridades para
reforçarem a proteção das mulheres e meninas e combaterem práticas sociais
nocivas existentes nas famílias, comunidades e locais de trabalho.
O
reforço das medidas de prevenção e resposta à violência baseada no género,
garantindo proteção, assistência jurídica e acesso à justiça para todas as
mulheres, foram outras recomendações saídas do evento.ANG/MI/ÂC//SG

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