sábado, 28 de março de 2020

Covid-19




Bissau,28 Mar 20(ANG) – A comunidade internacional residente no país, agrupados no denominado Grupo P5 , a Organização Mundial de Saúde(OMS) e Banco Mundial, decidiram apoiar as autoridades do país com uma verba de 16 milhões de dólares para o combate a pandemia do novo coronavirus.

A decisão saiu  numa reunião realizada sexta-feira, em Bissau, entre a comunidade internacional agrupados no formato do P5, mais a OMS e o Banco Mundial e a Comissão Interministerial que participou na elaboração do Plano de Contingência para o coronavirus(Covid-19).

“O objectivo da reunião é de coordenar esforços nacionais com apoio da comunidade internacional para o combate a esta epidemia, declarada como pandemia pela OMS , respeitando as directrizes desta organização”, informa o comunicado de imprensa do Ministério dos Negócios Estrangeiros à que a ANG teve acesso.

A nota refere que  os membros da comunidade internacional, frisaram no referido encontro que o senso da urgência em delinear e aplicar as medidas de contingência, prende-se com a necessidade primordial de proteger a saúde dos guineenses e a necessidade de diminuir os impactos que esta crise terá sobre a economia do país.ANG/ÂC//SG


Covid-19


                 Decretado Estado de Emergência na Guiné-Bissau

Bissau,28 Mar 20(ANG) – O Presidente da República anunciou sexta-feira através do Decreto Presidencial número 06/2020, o Estado de Emergência no país por razões da pandemia de Covid-19, por um período de 15 dias, com início às zero horas do dia 28 do corrente mês até ao dia 11 de Abril próximo.

No Decreto Presidencial à que ANG teve acesso, Úmaro Sissoco Embalo fundamenta a sua decisão com a situação da pandemia mundial, ocasionada pela doença de Covid-19, declarada pela Organização Mundial de Saúde(OMS), no passado dia 11 de Março do ano em curso e qualificada como uma emergência de saúde pública que obriga que sejam tomadas medidas de prevenção para evitar a sua propagação.

“Infelizmente, não obstante as medidas preventivas que o Governo tomou, e que a população em certa medida acatou e cumpriu, o país está a atravessar um momento crítico, visto que já foram confirmados dois casos de infecção pelo Covid-19 no território nacional”, explicou o chefe de Estado.

Umaro Sissoco Embalo adiantou ainda no seu Decreto, que a Constituição da República permite que em situações como esta a que estamos a viver, de calamidade pública, sejam suspensos alguns direitos, liberdades e garantias dos cidadãos através da declaração de Estado de Emergência.

Salientou  que é uma medida excepcional com vista a salvaguardar os bens essenciais, valores e princípios fundamentais previstos na Constituição da República.

O Presidente da República destacou no Decreto que a declaração do Estado de Emergência não afectará os direitos à vida, a integridade pessoal e a identidade pessoal, a capacidade cívil e a cidadania, a não retroatividade da lei penal, o direito de defesa dos arguidos, a liberdade de consciência e de religião.

O ponto três, do referido Decreto Presidencial refere que fica temporariamente suspenso o exercício do direito de deslocação e fixação em qualquer parte do território nacional, direito dos trabalhadores, da propriedade e iniciativa económica privada, da circulação internacional, da reunião e manifestação, da liberdade e culto na sua dimensão colectiva e o direito de resistência.

A Guiné-Bissau já registou dois casos do novo coronavírus e dadas as fragilidades sanitárias do país, as autoridades decidiram pelo encerramento de fronteiras, com exceção para abastecimento de produtos de primeira necessidade e urgências médicas.

As autoridades encerraram também escolas públicas e privadas, mercados nacionais e todo o comércio, que não forneça bens de primeira necessidade.

Foi também decidido fechar locais de culto, nomeadamente à sexta-feira, sábado e domingo, piscinas, praias e complexos de lazer e desportivos.

O novo coronavírus, responsável pela pandemia da covid-19, já infetou mais de 345 mil pessoas em todo o mundo, das quais mais de 15.100 morreram.

Depois de surgir na China, em dezembro, o surto espalhou-se por todo o mundo, o que levou a Organização Mundial da Saúde (OMS) a declarar uma situação de pandemia.
ANG/ÂC//SG

sexta-feira, 27 de março de 2020

Emissões da TGB


“Televisão da Guiné-Bissau volta a cobrir todo o país após cerca de 20 anos”, diz secretário de Estado da Comunicação Social

Bissau,27 Mar 29(ANG) – As emissões da Televisão da Guiné-Bissau(TGB) já podem ser vistas em todo o território nacional, após cerca de 20 anos, graças ao apoio técnico da Rádio Televisão Senegalesa(RTS).

A afirmação é do Secretário de Estado da Comunicação Social, Conco Turé.

“A equipa técnica da RTS esteve no país durante uma semana para dar apoio técnico à TGB no sentido de as suas emissões podussem cobrir todo o país, graças ao apoio que o Presidente da República da Guiné-Bissau conseguiu junto do seu homólogo senegalês”, disse o secretário de Estado da Comunicação Social á saída da audiência esta sexta-feira com o Presidente da República.

Conco Turé disse que os técnicos da RTS conseguiram atingir esse desígnio nacional, acrescentando que, contudo, existem pequenos pormenores técnicos que têm a ver com a empresa Orange Bissau e  que devem ser superados brevemente  para que as emissões da TGB possam ser vistas em todo o país.

Instado a dizer sobre o que o executivo irá fazer no sentido da Rádio Difusão Nacional(RDN), igualmente conseguir cobrir todo o território nacional, Conco Turé afirmou que quando abraçou esse projecto, pensou, logo no início, nos dois órgãos públicos de comunicação social.

“Durante a audiência com o Presidente da República, o chefe da equipa técnica da RTS disse que no próximo passo vão atacar a RDN de forma a que possa cobrir igualmente todo o país”, garantiu.

Há 20 anos que parte do território nacional não acompanha a vida nacional através das emissões da TGB. ANG/ÂC//SG

Covid-19





Bissau, 27 mar 20 (ANG) -- A médica pediatra guineense Fatumata Diallo revelou quinta-feira que tem sido contactada por pessoas "que pensam erradamente" que a cloroquina pode ser usada para evitar contrair o novo coronavirus.
 
"Não podemos pensar em usar a cloroquina como profilaxia, pois ela não pode impedir ninguém de apanhar o coronavírus", afirmou a medica, que trabalha nos serviços da pediatria do centro maternoinfantil, em Bissau.

Segundo a Lusa,médica formada no Brasil, Fatumata Diallo disse  que tem sido constantemente contactada, nos últimos três dias, por guineenses, no país e no estrangeiro, com perguntas sobre se podem tomar a cloroquina, um medicamento para tratameto de doenças como a malária, como elemento de profilaxia para a covid-19.

A médica desaconselha sobretudo às pessoas que pensam na automedicação, lembrando que a cloroquina até já tinha sido suprimida do mercado, sendo apenas prescrita à pacientes com lúpus e reumatoide, justamente, disse, por conter "muitos efeitos colaterais".

No caso concreto do covid-19, fatumata Diallo disse que as informações da comunidade médica internacional apontam no sentido de que a cloroquina "tem estado a ajudar" doentes já infetados.

"O que sei é que (a cloroquina) deve ser usada apenas para pacientes em caso grave, com problemas de insuficiência pulmonar, porque há evidências de que a cloroquina consegue matar o vírus", declarou a médica guineense, que disse não pretende, contudo, oficializar o uso daquele medicamento.

"Apenas quero alertar os guineenses, pós tenho sido contactada por conhecidos, que me perguntam se podem começar a tomar a cloroquina como elemento profilático", observou Fatumata Diallo.

Nos últimos dias, as farmácias de Bissau têm relatado que as pessoas aumentaram a procura pela cloroquina e em muitos estabelecimentos já não há mais aquele remédio, que era bastante usado no combate à malária.

A médica recomendou ainda aos pais que reforcem a higiene pessoal às crianças, a quem deve ser explicado o que é o novo coronavírus, quais as formas do contágio e que cuidados devem ter, ao mesmo tempo que se deve impor o isolamento no ambiente familiar, disse.

O uso da cloroquina foi recomendado nomeadamente pelos presidentes dos Estados Unidos, Donald Trump, e do Brasil, Jair Bolsonaro, mas ainda decorrem estudos científicos sobre a eficácia do medicamento.

Em entrevista à Lusa, o presidente do Instituto português de Higiene e Medicina Tropical, Filomeno Fortes, referiu que a cloroquina não previne infeções pelo novo coronavírus, mas admitiu que pode ajudar a conter o vírus em doentes com covid-19.

"O nosso conselho é que as pessoas não utilizem a cloroquina profilaticamente porque não vai funcionar. A cloroquina só vai começar a funcionar a partir do momento em que a pessoa estiver infetada e vai ajudar a diminuir a replicação do vírus ao nível do pulmão", disse o médico angolano.

As autoridades no poder na Guiné-Bissau declararam, na terça-feira, que duas pessoas (cidadãos estrangeiros) testaram positivo por covid-19 e hoje foi imposto ao confinamento social, que se traduz na redução de liberdade de circulação de pessoas e veículos.

As fronteiras terrestres, marítimas e áreas já tinham sido encerradas desde o dia 17 deste mês.


O continente africano registou até hoje 73 mortes devido ao novo coronavírus, ultrapassando os 2.700 casos, em 46 países.

O novo coronavírus, responsável pela pandemia da covid-19, já infetou mais 480 mil pessoas em todo o mundo, das quais morreram perto de 22.000.

Depois de surgir na China, em dezembro, o surto espalhou-se por todo o mundo, o que levou a Organização Mundial da Saúde (OMS) a declarar uma situação de pandemia.

Vários países adotaram medidas excecionais, incluindo o regime de quarentena e o encerramento de fronteiras.ANG/lusa


Media


Direcção Executiva da Rádio Capital FM denuncia o que diz ser “tentativas de silenciar a estação”

Bissau,27 Mar 20(ANG) – “A rádio Capital FM acaba de ser, mais uma vez , atacada por um grupo de pessoas armado, não identificado, mas com uniforme militar”,denunciou o Adjunto Director Executivo desta estação emissora privada numa conferencia de imprensa.

Sumba Nansil considera o acto de covarde, que aconteceu pouco mais das 23
horas, do dia 24 de março, vitimando o seu jornalista, Serifo T. Camará, que acabava de editar o último jornal da noite.

“É bom dizer que a situação não é nova. Mudou-se apenas o modus operandi. Até aqui eram ataques verbais, tentativas de intimidações por vias judiciais, através de sucessivas notificações/queixas que a direção da Rádio Capital tem assistido nos últimos tempos”, explicou Sumba Nansil.

Informa que, em face desta “condenável realidade”, não tem outra interpretação, se não afirmar, perentoriamente, que se trata de uma “tentativa de silenciar” uma das mais activas rádios da Guiné-Bissau, cuja missão assenta e assentará apenas na verdade e no rigor de informação.

“Com o agravar da situação, viemos, por este meio, não só denunciar a perseguição de que estamos a ser alvo, desde 2017, por parte do então Primeiro-ministro, hoje autoproclamado Presidente da Republica”, disse Nansil.

Recordou que, na cronologia dos factos recentes,  durante uma semana, três dos jornalistas da Rádio Capital FM, foram chamados à justiça, “numa estratégia única de fazer-nos calar e submeter-se ao silêncio absoluto”, quando o povo augura pela liberdade e autodeterminação.

“Tal como havíamos referido, a Direção da Rádio Capital FM, renova ao conhecimento de todos os guineenses que esses condenáveis actos praticados por homens armados e com fardamentos militares, que põem em causa a integridade física de todo o pessoal, sejam levados  em conta e os seus presumíveis autores responsabilizados judicial e criminalmente”, disse..ANG/ÂC//SG

Ambiente





Bissau,27 Mar 20(ANG) - O ministro do Ambiente e da Biodiversidade alertou que a degradação do ecossistema de mangal e das florestas têm contribuído no aumento do fenómeno da erosão no país.

Viriato Cassamá falava no âmbito da cerimónia de entrega de vários lotes de materiais que a direcção-geral do ambiente e da agricultura recebeu por parte do Instituto da Biodiversidade e Áreas Protegidas (IBAP) através da União Internacional para a Conservação da Natureza (UICN).

Os donativos financiados pelo Fundo Mundial de Ambiente foram doados no quadro do projecto de protecção e restauração de mangais e paisagem produtiva para fortalecer a segurança alimentar e mitigar os efeitos das alterações climáticas .

“A Guiné-Bissau é considerada um dos países mais vulneráveis ao impacto das alterações climáticas devido a sua baixa costa,  irregularidade do regime da chuva e aumento da temperatura associada a fraca capacidade técnica e tecnológica, e ao défice de meios financeiros para fazer face aos problemas decorrentes dessa inegável realidade”, diz o governante.

Adiantou que os aumentos dos fenómenos da erosão e da segmentação devido a degradação do ecossistema de mangais e das florestas têm contribuido para o aumento do fenómeno da erosão associada a má gestão de água de cultivo de arroz, que ameaça a subsistência das comunidades locais.

A  ocasião serviu  para o ministro do Ambiente e da Biodiversidade pedir o respeito na aplicabilidade de medidas de prevenção contra o coronavírus que assola o mundo.


O director-geral do IBAP, Justino Biai defendeu a valorização de mangais assim como a sua protecção sobretudo no contexto da alteração climática.

“Hoje cada vez mais, estamos a descobrir o papel económico e social do mangal, o que aumenta a sua importância. Por isso, é imperioso a valorização sistemática de mangal e por outro lado, devemos protegê-lo porque joga um papel de grande importante sobretudo neste momento em que deparamos com mudanças climáticas”, advertiu Justino Biai. ANG/Rádio Sol Mansi


Covid-19




Bissau,27 Mar 20(ANG) - O economista guineense Paulo Gomes e a epidemiologista Magda Robalo disseram à Lusa estar disponíveis para integrar qualquer equipa nacional para enfrentar o que consideram de "guerra contra a doença" que já contaminou duas pessoas no país.

Antigo candidato à presidência do país, Paulo Gomes, que se encontra atualmente fora da Guiné-Bissau, disse à Lusa estar pronto para, nos próximos dias, regressar e ajudar a "fazer avançar a iniciativa corajosa e proativa" de Idrissa Djaló, líder do Partido da Unidade Nacional (PUN), que propôs um pacto entre guineenses para lutar contra a pandemia da covid-19.

Segundo Djaló, o pacto que propôs em carta aberta não só serviria para dar resposta aos problemas económicos, sociais e políticos, mas sobretudo respostas à pandemia do novo coronavirus.

O líder do PUN entende que com o pacto seria dada uma trégua às querelas políticas, que disse estarem a dificultar a assistência ao país por parte dos parceiros da comunidade internacional.

Aristides Gomes, primeiro-ministro do Governo saído das eleições legislativas, mas entretanto demitido pelo autoproclamado Presidente guineense, Umaro Sissoco Embaló, saudou a ideia de Idrissa Djaló, mas mostrou-se relutante em se juntar aos que considera de "golpistas".

"A interrupção provocada pelo golpe de Estado é responsável pela rutura de uma série de medidas que estavam em curso, entre elas o combate ao COVID-19, em perfeita sintonia com as determinações da OMS e parceiros internacionais", declarou, em carta de resposta ao repto de Idrissa Djaló.

Para Paulo Gomes, "o momento não é para se falar de lutas políticas, perante a guerra que vai mudar a sociedade humana", mas de delinear estratégias para identificar melhor o vírus, que chama de inimigo, garantir a salubridade das populações guineenses e juntar as competências nacionais.

Também antigo administrador do Banco Mundial para 25 países africanos, Paulo Gomes diz ser "um grande alento" para si saber que a epidemiologista guineense Magda Robalo, ex-quadro sénior da Organização Mundial da Saúde (OMS) está disponível para abraçar a ideia de Idrissa Djaló.

"Estamos numa guerra para a qual nós não estamos minimamente preparados, mas saber que gente como a doutora Magda Robalo está pronta para abraçar a causa, é um grande alento para mim", declarou Paulo Gomes.

O economista pede aos líderes políticos guineenses que vejam "as dificuldades que países mais poderosos estão a ter" para perceberem que "o momento não é para atrasos ou hesitações, mas de juntar forças e saberes culturais locais", que acha que também poderão ajudar a enfrentar a doença.

Por seu turno, Magda Robalo, ministra da Saúde Pública do Governo de Aristides Gomes, diz que a proposta lançada por Idrissa Djaló "deve ser tomada em conta", embora recomende que seja analisada no fórum próprio, através de forças partidárias que apoiam o executivo saído das eleições de 10 de março.

Se for chamada, Magda Robalo promete dar a sua contribuição, ao lado de outras capacidades nacionais.

"Esse problema não se enfrenta apenas com o pessoal médico, mas também com logísticos, motoristas, gestores, administradores, psicólogos, assistentes sociais, sob uma liderança capaz e eficaz", enfatizou a ministra.

A Guiné-Bissau vai atravessar esta pandemia no meio de uma crise política, após Sissoco Embaló se ter autoproclamado Presidente enquanto ainda decorre no Supremo Tribunal de Justiça um recurso do candidato Domingos Simões Pereira, que alega irregularidades nas eleições de 29 de dezembro.

Depois de ter tomado posse, Embaló nomeou um Governo, liderado por Nuno Nabian, que ocupou os ministérios com apoio de militares, mas recusa que esteja em curso um golpe de Estado no país e diz que aguarda a decisão do Supremo sobre o contencioso eleitoral.

O continente africano registou até hoje 73 mortes devido ao novo coronavírus, ultrapassando os 2.700 casos, em 46 países.

O novo coronavírus, responsável pela pandemia da covid-19, já infetou mais 480 mil pessoas em todo o mundo, das quais morreram perto de 22.000.

Depois de surgir na China, em dezembro, o surto espalhou-se por todo o mundo, o que levou a Organização Mundial da Saúde (OMS) a declarar uma situação de pandemia.

Vários países adotaram medidas excecionais, incluindo o regime de quarentena e o encerramento de fronteiras.ANG/Lusa


quinta-feira, 26 de março de 2020

Defesa e segurança


Chefe de Estado reconhece  importância da  presença da Ecomib na Guiné-Bissau

Bissau 26 Mar 20 (ANG) – O Presidente da República afirmou hoje que a Presença da Força de Interposição da Comunidade de Estados da África Ocidental denominada de Ecomib e o seu papel na estabilização politica do país foi “muito importante” e deve ser reconhecido pelos guineenses.

Umaro Sissoco Embaló proferiu estas afirmações depois de visitar os acantonamentos da Ecomib em Bairro Militar e Bissalanca disse que desde do ano 2012 esta força estacionou na Guiné-Bissau e apesar de estarem acantonados nos seus quartéis no momento pelo motivo do fim da missão ,eles não foram expulsos do país como muitos querem fazer parecer.

“Como sabem nós fazemos parte da CEDEAO e as nossas forças já estiveram em missão como estas de manutenção da paz em Libéria ,Angola ,Serra Leoa e outros e o mesmo pode vir a acontecer no futuro ,por isso estou aqui para testemunhar a minha solidariedade com as forças de Ecomib dissipar certas informados que estão a pairar sobre a nossa relação “,disse.

Questiona se a retirada da referida força vai ser uma realidade no final do mês como anunciado,Embaló lembrou que neste momento devido a epidemia de Coronavirus o as fronteiras estão fechadas e o país não esta a receber voos ,frisando que isso não é o mais importante, uma vez que não estão a ser expulsos e não há razão para alarme e a decisão vai ser tomado pelos chefes de Estados da CEDEAO .

“Eles aqui podem ser úteis em ajudar no combate a Covid-19 ,porque vai chegar altura em que só os militares é que vão tomar conta da situação tendo em conta a delicadeza da doença como está a acontecer em outros países”, disse Embaló acrescentando  que a possibilidade de declarar  situação de emergência é uma hipótese em cima da mesa e que até sábado haverá novidades.

A Guiné-Bissau confirmou quarta-feira dois casos de coronavírus em Bissau. ANG/MSC//SG

Covid-19


Materiais doados pela fundação Ali Baba e Fundação Jack Ma chegam esta tarde à Bissau

Bissau, 26 mar 20 (ANG) – O lote de materiais médico/sanitário oferecido pelas  Fundações Ali Baba e Jack Ma à todos os países africanos chegam hoje à Bissau, noticiou a Radiodifusão Nacional que cita uma fonte da embaixada da República Popular da China, em Bissau.

O donativo é constituído de  20 mil testes, 100 mil máscaras e 1000 batas médicas.
As autoridades sanitárias guineenses confirmaram quarta-feira a existência de dois caos de coronavírus em Bissau.

A situação motivou o reforço das restrições de circulação no quadro da prevenção contra a pandemia.

A partir de sexta-feira, (27) entra em vigor o funcionamento de mercados, lojas e supermercados, para efeitos de venda de produtos de primeiras necessidades entre as sete  e as 11 horas da manhã.

Nos locais de trabalho o governo determinou a redução do pessoal  em função ao mínimo necessário para que os diferentes serviços públicos se mantenham em funcionamento.
A circulação na via pública de transportes públicos ficam proibidas, salvo por questões de emergência hospitalar. Caros particulares podem circular  mas nunca com mais de três pessoas.

A restrição de circulação nas vias públicas, segundo um comunicado do Ministério do Interior, não abrange os profissionais de órgãos de comunicação social, de bancos, Finanças, farmácias e Saúde.

Entretanto uma equipa médica cubana iniciou esta quinta-feira uma campanha de sensibilização nos bairros de Bissau sobre medidas de prevenção e controlo da propagação do coronavírus, em colaboração com a comissão inter-ministerial de prevenção e combate ao coronovirus. Trata-se da Brigada médica cubana em missao na Guiné-Bissau.ANG/SG

Covid-19/Economia


 FMI e Banco Mundial defendem perdão imediato da dívida dos países mais pobres

Bissau,26 Mar 20 (ANG) - O Fundo Monetário Internacional (FMI) e o Banco Mundial (BM) defenderam hoje, com efeito imediato, um perdão da dívida oficial bilateral dos países mais pobres, entre os quais estão a Guiné-Bissau, Moçambique, Cabo Verde e São Tomé e Príncipe.
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“Com efeito imediato, e consistente com as leis nacionais dos países credores, o Grupo BM e o FMI apelam à todos os credores oficiais bilaterais que suspendam os pagamentos das dívidas dos países [abrangidos pela] Associação para o Desenvolvimento Internacional (IDA, na sigla em inglês) que assim o solicitem”, lê-se num comunicado conjunto difundido hoje em Washington pelas duas instituições financeiras internacionais.

“Isto vai ajudar os países da IDA com necessidades imediatas de liquidez a lidarem com os desafios colocados pela pandemia do novo coronavírus e dar tempo para uma análise do impacto da crise e sobre as necessidades de financiamento para cada país”, lê-se ainda no texto.
A IDA é uma instituição que funciona no âmbito do Banco Mundial com a missão de apoiar os 76 países mais pobres, entre os quais estão todos os países lusófonos africanos, à exceção de Angola e Guiné Equatorial.

Neste apelo ao G20, o BM e o FMI apelam à estes países “que façam esta avaliação, incluindo a identificação dos países em situação de dívida insustentável, e preparem propostas para uma ação abrangente dos credores oficiais bilaterais sobre as necessidades de financiamento e de alívio de dívida nestes países”.

O grupo dos 20 países mais industrializados está esta semana a realizar um conjunto de reuniões no seguimento da pandemia da covid-19, tentando delinear um plano de ação conjunto.

“O FMI e o BM acreditam que neste momento é imperativo fornecer um sentimento global de alívio aos países em desenvolvimento, bem como um forte sinal aos mercados financeiros”, conclui-se no comunicado, que incide apenas sobre a dívida bilateral e não sobre a dívida emitida nos mercados internacionais e detida por investidores privados ou institucionais.

Dos países lusófonos, apenas São Tomé e Príncipe não tem, até ao momento, registo de contágio pelo novo coronavírus.

O novo coronavírus, responsável pela pandemia da covid-19, já infetou perto de 428 mil pessoas em todo o mundo, das quais morreram mais de 19.000.

O continente africano registou 64 mortes devido ao novo coronavírus, ultrapassando os 2.300 casos.

Vários países adotaram medidas excecionais, incluindo o regime de quarentena e o encerramento de fronteiras.ANG/Lusa


Covid-19


                         China regista 67 novos casos importados

Bissau,26 Mar 20(ANG) - A China anunciou hoje 67 novos casos da covid-19, todos oriundos do exterior, numa altura em que o país está a regressar à normalidade, após dois meses de paralisia, devido ao surto, que teve origem na província de Hubei.

A Comissão de Saúde da China indicou que, até à meia-noite na China (16:00 tempo universal de quarta-feira), morreram mais seis pessoas no país devido a infecção pelo novo coronavírus, o que fixa o número de vítimas mortais em 3.287.

Quando a doença começou a atingir o resto do mundo, muitos chineses regressaram ao país, que passou assim a registar centenas de casos oriundos do exterior.

Para impedir uma segunda vaga de contágios no país, o Governo chinês impôs uma quarentena rigorosa de 14 dias a quem entrar na China. Os voos internacionais com destino a Pequim estão também a ser desviados para outras cidades, depois de um aumento contínuo de casos importados na capital chinesa.

O número de infectados diagnosticados na China continental, que exclui Macau e Hong Kong, desde o início da pandemia, é de 81.285, entre os quais 74.051 receberam alta, após terem superado a doença.

O número de infectados "activos" fixou-se assim nos 3.947, entre os quais 1.235 permanecem em estado grave.

Desde o início do surto, em Dezembro passado, 695.305 pessoas em contacto próximo com infectados estiveram sob vigilância médica, incluindo 14.714 ainda sob observação, de acordo com dados oficiais.

No dia 12, o Governo chinês declarou que o pico das transmissões terminou no país, embora tenha lançado medidas adicionais para evitar novos surtos, face ao aumento de casos "importados".

O novo coronavírus, responsável pela pandemia da covid-19, já infectou perto de 450 mil pessoas em todo o mundo, das quais morreram mais de 20 mil.

Depois de surgir na China, em Dezembro, o surto espalhou-se por todo o mundo, o que levou a Organização Mundial da Saúde (OMS) a declarar uma situação de pandemia.

O continente europeu, com mais de 240 mil casos, é aquele onde está a surgir actualmente o maior número de casos, e a Itália é o país do mundo com mais vítimas mortais, com 7.503 mortos em 74.386 casos registados até quarta-feira.

A Espanha é o segundo país com maior número de mortes, registando 3.434, entre 47.610 casos de infecção.ANG/Angop


Covid-19




Bissau,26 Mar 20(ANG) - Uma empresa portuguesa de importação  de medicamentos, doou ao Ministério da Saúde Pública,máscaras, luvasgel alcoólico e sabão líquido, para o combate ao novo Coronavírus.

Saegundo a Lusa, David Peixoto, administrador da empresa detida por três grupos farmacêuticos portugueses, disse que entregaram ao Ministério da Saúde guineense 32.500 máscaras, 50.000 luvas, 30 litros de gel e 15 litros de sabão líquido concentrado.

O responsável disse que a doação decorre também da responsabilidade social que a sua empresa tem para «ajudar o Ministério da Saúde na luta contra o novo Coronavírus», responsável pela pandemia de Covid-19.

David Peixoto defendeu que a sua empresa, contando com a casa mãe em Portugal, tem capacidade de, no prazo máximo de três semanas, colocar na Guiné-Bissau, cerca de 40 toneladas de materiais de proteção e de teste de infeção pelo novo Cononavírus.

A questão para David Peixoto é saber se o Ministério da Saúde guineense poderá encontrar parceiros dispostos a financiar uma operação do género.

O responsável do grupo português espera, no entanto, que os materiais agora doados sejam devidamente racionados, lembrando que a nível mundial, está difícil de encontrar, no mercado, máscaras de proteção.

David Peixoto disse também à Lusa que vai permanecer em Bissau por considerar a sua presença de fundamental para a estratégia de luta contra o novo coronavírus.

«É como se fosse uma obrigatoriedade ficar cá. Sentimos que a nossa empresa é um parceiro muito importante para o Ministério da Saúde da Guiné-Bissau, neste contexto atual», afirmou David Peixoto.ANG/Lusa


quarta-feira, 25 de março de 2020

Media


         Dois jornalistas  da rádio Capital FM ouvidos na  Polícia Judiciária

Bissau,25 Mar 20 (ANG) - Os jornalistas da rádio Capital FM, estação privada da Guiné-Bissau apresentaram-se na terça-feira na Polícia Judiciária (PJ), onde responderem à queixa de uma cidadã.

Ansumane Sow e Adão Ramalho, ambos animadores de um popular programa matinal da Capital FM.

A queixa contra os dois jornalistas foi apresentada à PJ pela cidadã guineense Salimatu Camará, que disse estar a "defender o nome e a honra do seu pai", Seco Camará, delegado da Comissão Regional de Eleições (CRE) na região de Quinará, sul da Guiné-Bissau.
Segundo Ansumane Sow, a queixosa entende que os dois jornalistas "colocaram em causa o bom nome do pai", ao terem passado uma entrevista em que a atuação de Seco Camará, enquanto agente eleitor, foi criticada.

O jornalista da Capital FM defendeu-se, frisando que "a rádio apenas emitiu uma denúncia" feita por Lamine Mané, administrador de Fulacunda, um dos setores da região de Quinará, dando a oportunidade a Seco Camará para se defender.

"A rádio emitiu as versões dos dois lados, como é obvio, mas parece que a filha de Seco Camará agora vem dizer que não demos a versão do pai dela, mas é o que vamos provar na justiça, se for o caso", afirmou Ansumane Sow.

Acompanham os dois jornalistas da Capital FM, os advogados Luís Vaz Martins, antigo presidente da Liga Guineense dos Direitos Humanos, Fodé Mané, reitor da Universidade Amílcar Cabral, Victor Mbana e Roberto Indeque, ambos membros da ordem dos Advogados da Guiné-Bissau.

Na passada quarta-feira, o jornalista Sabino Santos, da mesma estação, foi ouvido no Ministério Público, no âmbito de uma queixa-crime que lhe foi movida por um dirigente partidário, sob acusação de alegada utilização indevida do "bom nome".
Santos aguarda pela decisão do Ministério Público.
ANG/Aliu Candé/site Bissau on line

Covid-19


                      Confirmados primeiro dois casos na  Guiné-Bissau

Bissau, 25 mar 20(ANG) - O Primeiro-ministro, Nuno Nabian confirmou  hoje a existência dos primeiros dois  casos de Coronovirus na Guiné-Bissau e que envolvem cidadãos expatriados da Índia e de Congo.

Os dois se encontram em quarentena sob cuidados das autoridades sanitárias. O congolês trabalha ao serviço da ONU, e se encontra isolado nas dependências desta organização mundial, em Bissau, e o congolês se encontra na sua residência.

Pessoas que terão estado em contacto com os infectados, segundo Nabiam, estão ser acompanhados pelos serviços sanitários guineenses.

A conformação de casos da pandemia ocorre numa altura em que, segundo Nabiam,  o governo aguarda  a chegada de equipamentos e materiais sanitários necessários para fazer face a pandemia de coronavírus.

Falando do assunto o Presidente Umaro Sissoco Embaló escreveu na sua página de facebook: “temos que adoptar novos comportamentos para a nossa protecção”.

Segundo Embaló, estes números podem aumentar de forma “preocupante”. “É preciso agirmos juntos para conter a propagação”, apelou.

As autoridades sanitárias da Guiné-Bissau estão a ser apoiadas na prevenção e combate a pandemia de coronavírus pela OMS, que já disponibilizou kits de diagnóstico, mas em quantidade não suficiente.

O governo, de acordo com Nuno Nabiam, está ainda a preparar o local onde pessoas contaminadas com coronavírus serão assistidas.

Chegou-se de falar da possibilidade de um antigo quartel-general das Forças Armadas, em São Vicente, norte da Guiné-Bissau ser transformado em hospital de tratamento de coronavírus.

Outra hipótese é dos infectados serem assistidos nos pavilhões, recém construídos, do Hospital Simão Mendes, em Bissau, vulgarmente chamados de  Uambo.ANG//SG