sexta-feira, 29 de novembro de 2019

Cultura


                           Artista guineense expõe obras sobre Angola

Bissau,29 Nov 19(ANG) - O artista guineense Nú Barreto tem em exposição, até 29 de Janeiro, no Espaço Luanda Arte (ELA), em Luanda, uma mostra no âmbito da residência artística denominada ?Angola AIR?.

O trabalho é uma abordagem diferente entre a fotografia, a pintura, o desenho, as instalações e as colagens, privilegiando materiais do uso quotidiano.

O foco da exposição recai para assuntos relacionados com o nepotismo e a corrupção. Com 13 telas, Nú Barreto chama a atenção também para a lacuna da vida social face ao futuro caótico em flagrante.
Nú Barreto nasceu em 1966, em São Domingos, região de Cacheu, no norte da Guiné-Bissau. Instalou-se em Paris, em 1989, onde vive e trabalha actualmente.
Interessa-se, inicialmente, pela fotografia, tendo realizado formação na Ecole de Photografie 4AEP, em Paris, em 1993.
Concluiu os seus estudos na École Nationale des Metiers d’Image, em Paris, em 1996.
Artista pluridisciplinar, procura interpelar o espectador através das suas pinturas, fotografias, desenhos e vídeos.
Dentre outras acções, faz da condenação dos actos de opressão do mundo o tema principal da sua obra, denunciando, em particular, a miséria e o sofrimento que atingem o continente africano.
Tem realizado exposições em França, em Portugal, em Espanha, em Macau e nos Estados Unidos da América.ANG/Angop

Presidenciais 2019





Bissau, 29 nov 19 (ANG) - O Presidente cessante da Guiné-Bissau, José Mário Vaz, disse quinta-feira que não foi reeleito por ter demitido o primeiro-ministro Aristides Gomes, em cumprimento da Constituição que "obriga à demissão" do Governo quando há formação de uma nova maioria.

"Foi isso que me custou a reeleição como Presidente da República", afirmou José Mário Vaz.

O Presidente cessante falava aos jornalistas na sua sede de candidatura às eleições presidenciais do passado domingo, em Bissau, onde fez uma declaração à imprensa de cerca de 15 minutos, sem direito a perguntas.

"Num atentado à nossa soberania, a CEDEAO [Comunidade Económica dos Estados da África Ocidental] foi ludibriada a fim de ditar limitações ilegais ao mandato do chefe de Estado, apesar da lei eleitoral da Guiné-Bissau ser clara e inequívoca ao estabelecer que o mandato termina com a realização de eleições, que se devem realizar entre os dias 23 de outubro e 25 de novembro", afirmou José Mário Vaz.

Segundo o Presidente cessante, a "comunidade de interesses" violou a Carta da Organização das Nações Unidas e "impediu o cumprimento do ditame constitucional que obriga à demissão do Governo minoritário quando a dinâmica constitucional dá lugar à formação de uma nova maioria, celebrada um mês antes das eleições" de domingo (reunindo o Madem, PRS e APU).

Na declaração, José Mário Vaz agradece também às forças de defesa e segurança pelo "comportamento republicano".

"A acalmia, o sossego, a liberdade, a paz social e a tranquilidade interna conquistadas nos últimos cinco anos são um legado comum das forças de defesa e segurança e do chefe de Estado", disse, pedindo aos militares e à polícia para continuarem naquele "timbre".

Aos jovens, o Presidente cessante pede para continuarem a combater a corrupção e a "comunidade de interesses", que impede a soberania, aconselhando-os a desenvolver o setor agrícola, o turismo e a pesca artesanal, que "podem dar de comer a todos os guineenses e dar emprego aos jovens" e ser o motor da economia.

"Assim, os nossos recursos marinhos e a nossa riqueza mineral permaneceriam como a reserva económica e estratégica para gerações futuras e evitaria a cobiça e a ganância que podem provocar a instabilidade política no nosso país patrocinada pela comunidade de interesses", afirmou.

José Mário Vaz não passou à segunda volta das eleições presidenciais na Guiné-Bissau, marcadas para 29 de dezembro, tendo obtido 12,41% dos votos.

A segunda volta das presidenciais vai ser disputada entre Domingos Simões Pereira e Umaro Sissoco Embaló.

Domingos Simões Pereira, apoiado pelo Partido Africano para a Independência da Guiné e Cabo Verde (PAIGC, no poder), foi o candidato que obteve maior percentagem de votos, 40,13%, não conseguindo mais de metade para vencer à primeira volta.

Umaro Sissoco Embaló, apoiado pelo Movimento para a Alternância Democrática (Madem-G15), foi o segundo mais votado e obteve 27,65% dos votos.ANG/Lusa


Classe castrense





Bissau,29 Nov 19)ANG) - O Chefe da divisão dos assuntos sociais e relações públicas do Estado Maior General das Forças Armadas advertiu a classe castrense a não imiscuir nos assuntos políticos, caso contrário o sujeito será castigado conforme gravidade da infracção cometida.
 
Quintino Napoleão dos Reis fez advertência esta quinta-feira, durante a visita dos 12º finalistas da Universidade Lusófona da Guiné ao Estado Maior General das Forças Armadas da Guiné-Bissau.

Não devemos imiscuir na política. Somos apartidários, não temos partido e nem ala. Portanto, quem violar a lei tem que ser castigado conforme a gravidade da infracção que cometeu, ou mostrando ser indisciplinado, então, o seu lugar é no cemitério, como tinha avisado o chefe do Estado-maior, General Biague Na N´tan”, avisa Quintino.

O responsável disse ainda que, as Forças de Defesa e Segurança vão, assegurar igualmente a segundo volta das eleições presidenciais marcadas para 29 de Dezembro de 2019.

“Já passou a primeira volta das eleições presidenciais realizadas a 24 de Novembro de 2019, como tinham escutado de um comando único na Defesa e Segurança que foi constituído para assegurar as eleições, de igual modo, vamos fazer na segunda volta marcada para dia 29 de Dezembro deste ano”, assegurou o Chefe da Divisão.ANG/Rádio Sol Mansi


Presidenciais 2019


 Presidente cessante José Mário Vaz aceita resultados apresentados pela CNE

Bissau 29 nov 19(ANG) – O Presidente da Republica cessante disse que aceita os resultados eleitorais das eleições presidenciais realizadas no passado domingo, 24 de Novembro 2019 a fim de contribuir para pacificação  das sociedade, mas disse que a CNE sabe perfeitamente quem deve estar na disputa da segunda volta.

José Mário Vaz reagia esta quinta feira aos resultados provisórios gerais apresentado quarta-feira pela Comissão Nacional de Eleições(CNE).

“A Comissão Nacional de Eleições (CNE) e a sua equipa estão na posse de todos os dados das eleições presidenciais e sabem perfeitamente quem realmente deveria estar nesta disputa da segunda volta”, vincou o chefe de Estado cessante perante centenas de apoiantes, na sua Directoria Nacional de Campanha em Bissau.

José Mário Vaz disse que apesar de algumas irregularidades, continua fiel aos ideais da paz, da democracia e da liberdade que sempre lhe nortearam a aceitar quaisquer resultados que sejam publicados pelo órgão de gestão eleitoral, neste caso a Comissão Nacional de Eleições.

Indicou o atraso na publicação dos cadernos  eleitorais, funcionamento de mesas de votos e o aparecimento de urnas com votos previamente preenchidos como algumas irregularidades detectadas no processo.

Por outro lado, José Mário Vaz  felicitou todos os candidatos que participaram nestas eleições  e desejou boa sorte  aos  dois que vão disputar a segunda volta marcada  para 29 de Dezembro.

Agradeceu igualmente ao Povo guineense pela forma cívica e pacífica  que participaram nestas eleições presidenciais.

Quanto ao seu futuro, José Mário Vaz  sublinhou que vai  regressar ao sector privado de onde saiu para política, mas prometeu  continuar a servir o país e o povo.

“Ao transferir a faixa presidencial ao meu sucessor, facto inédito na Guiné-Bissau, ao fim de 46 anos, farei com orgulho, pois será um marco na democracia da Guiné-Bissau. Eu sairei de cabeça erguida, com a missão cumprida e caminharei pelas ruas desta nossa terra com a consciência tranquila, em paz, porque não matei, não roubei,não menti, não torturei, não violei direitos e cumpri o meu dever  enquanto Presidente da Republica”, assegurou.

Prometeu estar na linha da frente em defesa daquilo que conseguiu durante os cinco anos do mandato, relativamente a perseguição, prisão arbitrária e ódio entre outros males que disse ter combatido.ANG/LPG/ÂC

Greve/Saúde


Funcionários contratados do Hospital Nacional Simão Mendes ameaçam suspender os serviços mínimos

Bissau, 29 Nov 19 (ANG) –O sindicato dos funcionários contratados do Hospital Nacional Simão Mendes (HNSM), que estão a observar desde o passado dia 11 do corrente mês, uma greve de  15 dias, ameaçam suspender os serviços mínimos caso o patronato não cumprir com as suas exigências.

Em entrevista exclusiva á Agência de Notícias da Guiné (ANG), o porta-voz da Comissão Negocial de sindicato dos funcionários do Hospital Simão Mendes, Nanhacra Sami revelou que, na última ronda negocial com o patronato, exigiram a liquidação dos cinco meses de dívidas em atraso, assim como outros pontos alencados no caderno reivindicativo.

Aquele sindicalista, afirmou que depois de reivindicação feita pelos funcionários contratados e técnicos de saúde, o patronato iniciou o pagamento do mês de setembro ou seja um dos cinco meses, à apenas uma parte dos trabalhadores, tendo prometido liquidar os restantes nos próximos tempos o que não aconteceu até a data presente.

 “Mas em breve o Sindicato convocará uma reunião com os seus associados,  para tomar uma posição perante a situação e tudo indica que se tudo continuar como está, irão suspender os serviços mínimos em todos os serviços que compõe aquele estabelecimento hospitalar”, sustentou o Porta-Voz.

O sindicalista acrescentou ainda que, depois de terem constatado esta situação, convocaram uma reunião de imediato com o Director de Hospital Nacional Simão Mendes, para inteirarem de motivo que está a impedir o pagamento de restantes técnicos de saúde.
“E este por sua vez, informou-nos que o governo está a carecer no momento de meios financeiros, mas fará de tudo para liquidar a dívida com os restantes funcionários que ainda não recebem o mês de Setembro”, disse o Sindicalista.

Explicou que o Director Geral do Hospital Simão Mendes alegou que por motivo de falta de dinheiro, é que está á condicionar o atraso no comprimento de acordo existente entre ambas as parte, e ao mesmo tempo autorizou o estágio com direito ao ordenado, a alguns estudantes de curso de contabilidade, provenientes de Centro de Formação Profissional (CIFAP).

“E nos aqui dando os nossos esforços, salvando vidas humanas, levamos tempos sem receber e o governo tem ainda coragem de nos dizer que carece de meios para cumprir com as nossas exigências”, sustentou Nanhacra.ANG/LLA/ÂC

quinta-feira, 28 de novembro de 2019

Saúde

 África de Sul prepara o lançamento de novo tratamento contra VIH sida

Bissau,28 Nov 19(ANG) - A África do Sul, considerado o país mais afectado pelo Vírus da Imunodeficiência Humana (HIV), prepara-se para lançar no mercado um novo tratamento, mais eficaz do que os existentes, anunciou hoje à Lusa o ministro da Saúde.
O tratamento denominado TLD, que será lançado em 01 de Dezembro, por ocasião do Dia Mundial da Sida, é considerado pelas autoridades sul-africanas, citadas pela agência France-Presse, "a maneira mais rápida de reduzir a carga viral".
O tratamento foi apresentado quarta-feira pelo ministro da Saúde da África do Sul, Zweli Mkhize, em KwaZulu-Natal, a província daquele país mais afectada pelo vírus
O TLD combina num único comprimido três drogas anti-retrovirais: tenofovir disoproxil, lamivudina e dolutegravir.
O medicamento é apoiado financeiramente pela Unitaid, uma organização internacional para a saúde global, cujo director de operações, Robert Matiru, disse tratar-se de "um tratamento altamente eficaz", que permite "uma supressão de vírus muito mais rápida" do que outros e causa "menos efeitos colaterais".
É esperado que o tratamento seja lançado a um preço acessível, (de cerca de 75 dólares por ano e por pessoa) e que permita que cerca de cinco milhões de pessoas infectadas na África do Sul iniciem ou possam continuar o tratamento.
Na África do Sul 7,7 milhões de pessoas vivem com HIV, 4,8 milhões das quais a receber terapia anti-retroviral.
A maior taxa de prevalência da doença regista-se em pessoas dos 15 aos 49 anos.
Segundo a Unitaid, 10% das mortes por sida e 15% das novas infecções por HIV em todo o mundo ocorrem na África do Sul.ANG/Angop

Presidenciais 2019/Segunda volta

   CNE anuncia início de campanha eleitoral no próximo dia 13 de Dezembro

Bissau, 28 nov 19 (ANG) – A Comissão Nacional de Eleições (CNE), anunciou o início da campanha eleitoral da segunda volta das eleições presidenciais no dia 13 de dezembro e termina no dia 27 do mesmo mês, de acordo com o cronograma eleitoral.

Em conferência de imprensa realizada hoje, a Secretária Executiva Adjunta e porta voz da CNE, Felisberta Moura Vaz, disse que o encontro com a imprensa serviu para esclarecer a comunidade nacional e internacional das falhas detectadas nos resultados das regiões 1 e 2, nomeadamente Tombali e Quinará, sublinhando ainda que o facto foi registado só nos “slides” de apresentação de resultados, afirmando contudo, que não afecta os resultados eleitorais.

Felisberta Moura Vaz afirmou que todas as candidaturas já dispõem em versão eletrónica dos “slides” corrigidos.

“A CNE quer informar de que, ao transpor o ficheiro (tabela) com a totalização de dados de Quinará, região 2, por falha técnica copiou-se a tabela com os resultados de Tombali, Região 1”, revelou.

Aquela responsável informou que, caso persistir as dúvidas, os dados poderão ser consultados no Departamento de Estatística e Informática da CNE. 

No que tange ao pagamento de subsídios aos Membros Não Permanentes na CNE e nas CRE´s nas eleições legislativas de março e nas presidenciais de 24 de Novembro, Felisberta Moura Vaz informou que a CNE não tem actualmente nenhuma dívida em termos de subsídios a ninguém.

“As diligências estão patentes nas cartas endereçadas ao governo, que neste momento está a fazer um grande esforço para o pagamento dos referidos subsídios, que poderá acontecer a breve trecho”, explicou.

Acrescentou que o pagamento dos Membros Não Permanentes que era assumido pela comunidade internacional, frisou que,  nestas duas últimas eleições, decidiu-se deixar de assumir esse encargo.

Moura Vaz disse que a CNE encoraja os beneficiários, nomeadamente, Membros Não Permanentes a se mantiverem serenos porque o governo está preocupado e interessado em resolver a situação.ANG/DMG/ÂC

Presidenciais 2019


Representante especial da ONU na Guiné-Bissau felicita Povo guineense pela participação “significativa” nas eleições de 24 de Novembro

Bissau,28 Nov 19(ANG) – A representante especial do secretário geral das Nações Unidas na Guiné-Bissau, felicitou o Povo guineense pela participação “significativa” nas eleições pacíficas de 24 de Novembro e pela sua demonstração de responsabilidade cívica e sentido do dever patriótico.

Em comunicado de imprensa a que ANG teve acesso, Rosine Sori Coulibali disse, reconhecer e elogiar o trabalho árduo, o profissionalismo e o empenho da Comissão Nacional de Eleições (CNE), das Comissões Regionais de Eleições (CREs) e de todos os que votaram e que permitiram que a eleição tivesse lugar.

“Também elogiamos os candidatos, que corajosamente se apresentaram e submeteram os seus manifestos eleitorais a escrutínio, bem como os seus representantes, e apelamos à sua contínua participação positiva e construtiva na vida pública do seu país”, enalteceu.

Rosine Sori Coulibali felicitou as organizações da sociedade civil pela sua contribuição na monitorização das eleições, bem como na sensibilização e mobilização da população em geral.

“Aplaudimos as autoridades nacionais, incluindo as forças de segurança, por garantirem com eficiência a segurança do processo eleitoral, contribuindo assim para a criação geral de um clima propício para a realização bem-sucedida das eleições”, disse a representante especial da ONU no país.

Além disso, prosseguiu, reconhecemos com profunda apreciação a forte parceria, colaboração e trabalho coordenado entre as autoridades nacionais e a comunidade internacional, incluindo os esforços da ECOMIB, em apoio ao processo eleitoral.

Afirmou que, observaram que nenhuma queixa formal foi registada, e que os poucos incidentes foram tratados imediatamente pela CNE, acrescentando que isso mostra o alto grau de transparência do processo eleitoral na Guiné-Bissau, que ele testemunhou pessoalmente, e que constitui um exemplo para toda a região.

“Como todas as missões de observadores internacionais afirmaram, a eleição foi pacífica, transparente e os resultados da primeira volta foram aceites por todos.

No entanto, o vencedor desta eleição deve ser o povo da Guiné-Bissau que, durante todo o processo, demonstrou sua determinação em virar a página da instabilidade e abrir um novo capítulo de trabalho conjunto em paz para o futuro do seu país”, vincou Rosine Sori Coulibali.

Afirmou que tomaram a nota dos resultados provisórios oficiais da primeira volta, anunciados quarta-feira pela CNE, frisando que  felicita os candidatos Domingos Simões Pereira e Sissoco Embaló, que disputarão a segunda volta no próximo dia 29 de Dezembro do ano em curso.ANG/ÂC

Presidenciais 2019


Economista guineense Carlos Lopes enaltece o civismo demonstrado pelos eleitores guineenses

Bissau,28 Nov 19(ANG) – O economista guineense Carlos Lopes disse quarta-feira que os dois candidatos que vão disputar a segunda volta das Presidenciais na Guiné-Bissau devem fazer um esforço para ter um apelo nacional e não um apelo étnico, religioso e regional.

Segundo a Comissão Nacional de Eleições, Domingos Simões Pereira, apoiado pelo Partido Africano da Independência da Guiné e Cabo Verde (PAIGC), e Umaro Sissoco Embaló, apoiado pelo Movimento para a Alternância Democrática (Madem-G15), vão disputar a segunda volta das eleições presidenciais da Guiné-Bissau.

Domingos Simões Pereira foi o candidato que obteve maior percentagem de votos, 40,13%, enquanto Umaro Sissoco Embalo obteve 27,65% dos votos.

Os resultados não surpreenderam Carlos Lopes que enalteceu e felicitou “o civismo demonstrado pelos guineenses e um pouco em contradição com o ambiente de alguma hostilidade da parte de uma camada de candidatos presentes que utilizaram um discurso de ódio e de hostilidade e desqualificação dos oponentes”.

“A Guiné Bissau viveu durante bastante tempo uma crise intensa e precisa de transformação. Os guineenses demonstraram que havia um comportamento cível que eu espero que se reproduza também na segunda volta”, prosseguiu o antigo assessor de Kofi Annan nas Nações Unidas, que atualmente leciona na África do Sul.

Segundo o académico, “do ponto de vista da matemática eleitoral era difícil que qualquer dos candidatos pudesse alcançar a vitória na primeira volta, tendo em conta os partidos que os apoiam e tendo por base o cálculo das últimas legislativas”.

Em relação à segunda volta, Carlos Lopes disse que os dois candidatos “têm de fazer um esforço para ter um apelo nacional e não um apelo étnico, religioso, regional”.
E acrescentou: “Têm de ter um discurso pacífico e preponente”.

Assumido apoiante de Domingos Simões Pereira, por considerar que este “tem um projeto com cabeça, tronco e membros”, O economista referiu que a Guiné-Bissau tem atualmente “características de um estado que não consegue fazer aquilo que chamamos de reprodução económica normal, precisa de muletas.

Para sair desta situação, prosseguiu, é preciso “uma proposta de transformação do país que tenha reflexo nas instituições da República, entre as quais a Presidência da República”.

A taxa de abstenção destas eleições, que se realizaram domingo, foi a mais elevada desde, pelo menos, 2005, situando-se nos 25,63%.

O Presidente cessante, José Mário Vaz, falhou a reeleição, sendo o quarto mais votado, com 12,41% dos votos.

O ex-chefe de Estado ficou atrás do candidato apoiado pela Assembleia do Povo Unido – Partido Democrático da Guiné-Bissau (APU-PDGB) e pelo Partido da Renovação Social (PRS), Nuno Nabian, que conseguiu 13,16% dos votos.

Em quinto lugar ficou o ex-primeiro-ministro Carlos Gomes Júnior, que conseguiu 2,66%, seguido de Baciro Djá, com 1,28%.

Os restantes seis candidatos ficaram abaixo de 1%: Vicente Fernandes (0,77%), Mamadu Iaia Djaló (0,51%), Idriça Djaló (0,46%), Mutaro Intai Djabi (0,43%), Gabriel Fernando Indi (0,36%) e António Afonso Té (0,19%).

Segundo o cronograma eleitoral para as eleições presidenciais da Comissão Nacional de Eleições, a segunda volta vai realizar-se em 29 de dezembro.ANG/Lusa




Presidenciais 2019


                      Abstenção registada foi na ordem 25, 63 por cento

Bissau, 28 nov 19 (ANG) – A Comissão Nacional de eleições(CNE ), revelou esta quarta-feira que a abstenção nas eleições presidenciais de 24 de Novembro, situam-se na ordem de 25,63 por cento, correspondente a 195.203 eleitores, num universo de 566.473 votantes igual à 74,37 por cento, no total de 761.676 inscritos no caderno eleitoral.

De acordo com a CNE, Isto significa que abstenção subiu na ordem de 10,60 por cento em comparação com as eleições legislativas de 10 de março que era de 15,3 por cento.

O órgão responsável pela gestão eleitoral, revelou ainda que os votos em branco foram na ordem de 5.821 correspondentes  à 1,05 por cento, informando que os votos nulos 5. 097 igual a 0,90 por cento e os votos de protestos ou reclamações situam-se em 207 correspondente 0,04 por cento.

Segundo a CNE na região de Tombali, o candidato apoiado pelo PAIGC,  Domingos Simões Pereira obteve  8.288 votos igual 29,03 por cento, seguido por Umaro Sissoco Embalo com 6.250 votos (21,89 %), na terceira posição encontra-se José Mário Vaz com 19,57 por cento correspondendo a 5.587 votos, de seguida, Nuno Gomes Nabiam com 18,91 por cento equivalente a 5.399 votos, Baciro Djá arrecadou 1.518 votos (5,32%) e  Carlos Gomes Júnior conseguiu 432 votos (1,51%).

Ainda nesta região, o candidato e Presidente do Partido da Convergência Democrática(PCD) Vicente Fernandes obteve 243 votos equivalente a (0,85%), o candidato do Partido da Unidade Nacional(PUN) Idriça Djalo teve 225 votos correspondente a (0,79%), o independente Mutaro Intai Djabi 201 votos igual 0,70 %, o candidato do Partido da Unido Social Democrata (PUSD) Gabriel Fernando Indi 171 votos (0,50%), Mamadu Iaia Djalo 136 corresponde 0,48 % e António Afonso Té 100 votos (0,35%).

Ao passo que na região de Quinara Domingos Simões Pereira teve 8.288 votos igual 35,52 %, Umaro Sissoco Embalo obteve 26,78 % e que corresponde 6.250 votos, José Mário Vaz com 5.587 votos (23,94%), Nuno Gomes Nabiam 32,14 % equivalente a 5.399  eleitores, Baciro Djá arrecadou 1.518 votos(6,50%),  Carlos Gomes Júnior com 432 votos igual (1,85%), Vicente Fernandes 243 (1,04%), Idriça Djaló conseguiu 225 votos (0,96%), Mutaro Djabi 201 (0,86%), Gabriel Indi  171 votos (0,73%), Mamadu Iaia Djaló 136 (0,58%) e Afonso Té com 100 votos (0,43%).

Na região de Oio, Domingos Pereira arrecadou 28.376 votos (34,66%), Nuno Nabiam 22.434 votos (28,19%), Umaro Sissoco Embalo 17.046 votos (21,42%), José Mário Vaz com 6.652 votos (8,36%), Carlos Gomes Júnior 1.571 (1,97%),  Baciro Djá 1.550 votos (1,95%),   Mutaro Djabi obteve 392 votos (0,49%), Idriça Djaló 0,36% igual a 289 votos, Mamadu Iaia Djaló com 279 votos (0,35%), Gabriel Fernando 265 votos (0,33%), Vicente Fernandes 553 votos (0,69%) e Afonso Té com 168 (0,21%)”, indicou a Comissão Nacional de Eleições.

De acordo com CNE na região de Biombo Domingos Simões Pereira obteve 19.691 votos (52,88%), seguido por Sissoco Embalo com 5.187 (13,93%), José Mário Vaz figura no terceiro lugar com 4.755 votos (12,77%), quarto lugar para Nuno Nabian com 4.723 votos (12,68%), Carlos Gomes Júnior 1.500 votos (4,03%) e Vicente Fernandes 422 votos (1,13%), Gabriel Fernando Indi conseguiu 274 votos (0,74%), Mutaro Djabi 205 votos (0,55%),Baciro Djá arrecadou 135 votos (0,36%), Idriça Djaló 167 votos (0,45%) Iaia Djaló 106 votos (0,28%) e Afonso Té 69 votos igual à (0,19%).

Na região de Bolama/Bijagós, segundo os dados da CNE, Domingos Simões Pereira obteve 8.469 votos (68,72%), Sissoco Embalo com 1.438 votos (11,67%), José Mário Vaz conseguiu 115 votos (9,33%), Nuno Nabian 535 votos (4,34%), Carlos Gomes Júnior conta com 351 votos (2,85%), Vicente Fernandes obteve 106 votos igual (0,86%), Idriça Djaló garantiu 50 votos(0,4%), Iaia Djaló com 47 votos correspondente à (0,39%), Gabriel Fernando Indi conseguiu 45 votos (0,37%), Afonso Té (0,25%) equivalente a 31 eleitores, Baciro Djá 28 votos (0,23%) e Mutaro Intai Djabi com 74 votos (0,60%).

Em Bafatá, Umaro Sissoco Embalo obteve 37.671 votos (50,62%), Domingos Simões Pereira com 19.469 votos (26,16%), José Mário Vaz 7.304 votos (9,82%), depois Nuno Nabiam com 5.407 votos (7,27%9), Carlos Gomes Júnior conta com 1.190 votos (1,60%), Baciro Djá também com 1.046 votos (1,41%), seguido por Vicente Fernandes 623 votos (0,84%), Idriça Djaló com 494 votos (0,66%), Mutaro Djabi obteve 411 votos (0,55%), Gabriel Indi 268 votos (0,36%), Iaia Djaló com 383 votos (0,51%) e Afonso Té 147 votos (0,20%).

Conforme a CNE, em Gabu Umaro Sissoco Embalo arrecadou 36.945 votos (52,07%), Domingos Simões Pereira com 20.192 votos (28,46%), José Mário Vaz 5.013 votos (7,06%), Nuno Nabiam 3.651 votos (5,15%), Iaia Djaló 1.396 votos corresponde (1,97%),Carlos Gomes Júnior 933 votos (1,31%), Vicente Fernandes 958 votos (1,35%),Baciro Djá conseguiu 803 votos (1,13%),Idriça Djaló 261 votos 80,37%), Mutaro Djabi 405 votos (0,57%),Gabriel Indi 220 votos (0,31%) e Afonso Té 181 votos (0,26%).

Na região de Cacheu, José Mário Vaz arrecadou 19.947 votos (32,12%), Domingos Simões Pereira 17.231 votos (27,74%), Nuno Nabian com 12.652 votos (20,37%), Sissoco Embalo obteve 7.267 votos (11,70%), Carlos Gomes Júnior 6.308 votos (3,72%), Vicente Fernandes 699 votos (1,13%); Idriça Djaló com 629 (1,01%); Baciro Djá 486 votos (0,78%); Iaia Djaló 172 votos (0,28%),Gabriel Fernando Indi 314 votos (0,51%),Mutaro Intai Djabi 282 votos (0,45%) e Afonso Té 120 votos (0,19%).

 Na Diáspora, a CNE aponta que Mutaro Intai Djabi 32 votos( 0,38%), Domingos Simões Pereira 4.762 votos (56,55%), Vicente Fernandes 67 votos (0,59%), António Afonso Té 10 votos (0,12), Nuno  Gomes Nabian 422 votos (5,01%), Baciro Dja 32 votos (0,38%), Carlos Gomes Júnior 168 votos (2,00%), Gabriel Fernando Indi 9 votos (0,11%), Idriça Djalo 36 (0,43), José Mário Vaz 1591 (18,89%),Umaro Sissoco Embalo 1.272 (15,11%),Mamadu Iaia Djalo 20 (0,24).

No sector Autónimo de Bissau, Mutaro Dabi obteve 20 votos igual 0,24%, Domingos Simões Pereira com 87.570 votos (55,27%), seguido por Vicente Fernandes com 437 votos corresponde à (0,28%), Afonso Té obteve 141 votos (0,09%), Nuno Nabian 14.968 votos (9,45%), Baciro Djá 722 votos (0,46%), Carlos Gomes Júnior 5.941 votos (3,75%), Gabriel Indi 332 votos (0,21%), Idriça Djaló com 328 votos (0,21%), José Mário Vaz conseguiu 13.885 votos (8,76%), Sissoco Embalo 33.647 votos (21,24%) e Mamadu Iaia Djaló com 177 votos (0,11%).ANG/LPG/ÂC



INTERNACIONAL
Johnson poderá conseguir o melhor resultado para os conservadores em mais de 30 anos, diz as sondagens
Bissau,28 Nov 19(ANG) - Segundo a empresa de sondagens YouGov, os ‘tories’ poderão conseguir 359 dos 650 assentos em disputa nas eleições no Reino Unido marcadas para 12 de dezembro. A projeção aponta para uma recuperação de 42 lugares face às eleições de 2017.
O Labour deverá perder 51 assentos, passando de 262 para 211. E o Partido do Brexit não deverá conseguir qualquer lugar.

O primeiro-ministro britânico, Boris Johnson, poderá conseguir o melhor resultado para o Partido Conservador desde a vitória de Margaret Thatcher em 1987, sugere uma projeção divulgada no final desta quarta-feira.

Segundo um modelo usado pela empresa de sondagens YouGov, os ‘tories’ poderão conseguir 359 dos 650 assentos parlamentares em disputa nas eleições de 12 de dezembro.

O modelo, que previu correctamente os resultados das eleições de 2017, aponta para uma recuperação de 42 assentos pelos conservadores face ao ato eleitoral de há dois anos.

O Partido Trabalhista, de Jeremy Corbyn, deverá perder 51 assentos, passando de 262 para 211. O Partido Nacional Escocês conquistará 43, os Liberais Democratas 13, o Partido do País de Gales 4 e o Partido Verde 1. O Partido do Brexit não deverá conseguir qualquer assento.

De acordo com a projeção, os conservadores deverão ‘roubar’ 44 assentos dos trabalhistas, dois dos Liberais Democratas e ainda o antigo assento do presidente da Câmara dos Comuns. Já o Labour não deverá conseguir ocupar qualquer assento novo.

O modelo da YouGov reúne dados de mais de 100 mil entrevistas feitas durante sete dias, tendo em conta o desenho demográfico, as circunstâncias específicas dos círculos eleitorais e as estatísticas nacionais na elaboração de uma projeção.

No final de maio de 2017, pouco mais de uma semana antes das eleições, o YouGov usou este modelo e previu que a então primeira-ministra, Theresa May, iria perder a sua maioria. A projeção confirmou-se, o que complicou o cenário do Brexit e acabou por ditar o fracasso da liderança de May.

Após quase quatro anos de crise política, desde o referendo ao Brexit, Johnson promete tirar o Reino Unido da União Europeia (UE) até 31 de janeiro se vencer as eleições.

O Reino Unido vai a votos três anos antes da data prevista por causa do impasse em que o Brexit mergulhou o Parlamento britânico. Os deputados mostraram-se incapazes de chegar a um entendimento sobre o caminho certo para deixar a UE, sendo que alguns defendem que a decisão de sair deve ser revertida.

Os eleitores escolherão entre o programa socialista de Corbyn, que propõe um segundo referendo ao Brexit, e o programa do Partido Conservador, liderado por Johnson.

No manifesto que apresentou no último fim de semana, o primeiro-ministro fala nas eleições “mais cruciais da história moderna”. Segundo o documento de 50 páginas, a proposta de saída será novamente apresentada antes do Natal para que seja votada pelos deputados e consumada no final de janeiro.

O Brexit é apresentado como a chave para resolver toda a “amargura e caos”, que permitirá depois “dar gás ao potencial de todo o país”.

Após as eleições, a Câmara dos Comuns, a câmara baixa do Parlamento britânico, deverá reunir-se a 17 de dezembro. Nessa mesma semana, será lido o discurso da rainha, que marca o início da legislatura do Governo.ANG/Expresso


Presidenciais 2019


Candidato Úmaro Sissoco Embaló reafirma que a sua candidatura visa devolver a esperança ao povo guineense

Bissau 28 de Nov. 19 (ANG) – O candidato às eleições presidenciais de 24 de Novembro, Umaro Sissoco Embalo apoiado pelo Movimento para Alternância Democrática(Madem G15), reafirma que a sua candidatura visa devolver esperança ao martirizado povo guineense, que lhes são negados durante 40 anos da “desastrosa” governação do PAIGC.

Sissocó Embalo falava quarta-feira em conferência de imprensa em reacção a divulgação dos resultados provisórios das eleições presidenciais de 24 de Novembro pela Comissão Nacional de Eleições(CNE), e que determina uma segunda volta entre ele e o candidato do PAIGC Domingos Simões Pereira no próximo dia 29 de Dezembro do ano em curso.

Umaro Sisso Embaló declarou que, ao contrário do seu adversário do PAIGC, a sua candidatura não visa procurar riqueza pessoal através de apropriação abusiva e ilegal dos recursos financeiros país.

"Caros cidadãos guineenses, a nossa soberania e os nossos recursos naturais estão em perigo nestas eleições presidenciais, porque o candidato do PAIGC está usar os meios pertencentes ao povo para sustentar a sua campanha eleitoral”, explicou.

O político sustentou que, o PAIGC e o seu candidato presidencial estão a amortiçar as liberdades essenciais dos cidadãos com o objectivo único de estalar um regime “absoluto, revanchista e ditatorial” na Guiné-Bissau.

Embalo disse ainda que os valores da unidade nacional, tolerância e da solidariedade que caracterizam os guineenses estão em perigo perante uma candidatura alicerçado pelo “ódio monumental e sentimentos de vingança” contra seus opositores e certas franzas da sociedade.

" As forças da defesa e segurança, enquanto instituições republicanas, espelho da nossa República estão em perigo com aquelas cuja as acções representa uma manifesta falta de confiança das nossas gloriosas forças da defesa e segurança," disse Umaro Sissoco Embalo.

O candidato aproveita o momento para pedir ao povo guineense e as todas as forças democráticas do país para ultrapassarem as diferenças ideológicas e mobilizarem em torno do seu projecto político.

Para Embalo os resultados ora publicados para CNE quer demonstra a rejeição absoluta da actual estratégia do PAIGC e seu candidato Simões Pereira em vencer as eleições presidenciais logo na primeira volta.

O candidato felicitou os guineenses pela forma ordeira e responsável, como  votaram e participaram na campanha eleitoral e aos partidos políticos pelo apoio prestado a sua candidatura.
Umaro Sissoco Embaló foi o segundo candidato mais votado nas presidenciais de 24 de Novembro, obtendo um total de 153.530 votos equivalente á 27.65 por cento e vai disputar a segunda volta do escrutínio com o líder do PAIGC Domingos Simões Pereira. 
ANG/MI/ÂC