sexta-feira, 22 de novembro de 2019

Campanha Eleitoral


Domingos Simões Pereira promete resgatar a tradição guineense caso for eleito Presidente

Bissau, 22 Nov 19 (ANG) – O candidato ás Presidenciais apoiado pelo Partido Africano da Independência da Guiné e Cabo Verde (PAIGC),prometeu quinta-feira resgatar a tradição e costumes nacionais, valorizando os mais velhos, se for eleito como Chefe de Estado no dia 24 de Novembro.

Domingos Simões Pereira que falava durante um comício de campanha eleitoral, realizado no sector de Prabis, região de Biombo, pediu aos militantes do seu partido para olharem para frente e não para trás, porque o objectivo é cortar a meta, por isso pede que não escutem os insultos dos adversários porque a preocupação actual são as dificuldades que o Povo guineense enfrenta.

“São estas dificuldades que queremos combater para que amanhã seja um bom dia para a Guiné-Bissau ou seja, o da esperança e confiança para que possamos todos juntos  erguer o nosso país”, frisou

Simões Pereira disse que a partir da publicação dos resultados das eleições do próximo dia 24 de Novembro as autoridades tradicionais e os idosos vão voltar a ser recipiente do remédio para os guineenses voltarem a ser valorizados ou seja a tradição nacional voltará a ocupar o seu lugar.

O líder do PAIGC sublinhou ter recebido o símbolo de “Nimba”, que representa o poder da etnia Sussu, nas mãos do régulo de Cacine, acrescentando que, este líder tradicional lhe aconselhou que vai ser eleito Presidente da República.

“ O régulo de Cacine afirmou que o referido símbolo deve ser fixado no Palácio da República, porque actualmente ali só existe os quadros da cultura dos outros países, por exemplo da India, China, Turquia e outros”, referiu.

Domingos Simões Pereira salientou que, quando for eleito, irá colocar os símbolos de todas as etnias da Guiné-Bissau no Palácio porque são  a nossa identidade, o nosso valor e devem ser preservados.

Pereira agradeceu a moldura humana, salientando que nunca viu tanta gente num comício em Prabis, tendo dito que tem em mente todas as informações ouvidas da população  e que vai lavá-las em conta  todas  com o objectivo de resgatar, a partir do dia 24 de Novembro, as autoridades dos dirigentes do país. 

ANG/MSC/SG

Campanha eleitoral


Baciro Dja critica candidatos que solicitam “voto étnico”

Bissau, 22 Nov 19 (ANG) – O candidato apoiado pela Frente Patriótica de Salvação Nacional (FREPASNA) criticou os candidatos, não identificados, que diz estarem a  solicitar votos étnicos, em comícios de campanha eleitoral para as próximas presidenciais de 24 de Novembro.

Num comício de campanha eleitoral promovido  quinta-feira na cidade de Gabu, zona leste do país, Baciro Djá disse  que é extremamente perigoso a incitação ao voto étnico no país, uma vez que “pode causar a divisão da sociedade assim como mau estar entre as etnias”.

“Apesar de pretencer a religião muçulmana não estou aqui para vos pedir que votem em mim, só porque somos da mesma etnia. Quero que cada um de vocês aqui presente, vote com a consciência tranquila, apostando num programa governativo que fará com que o país saia da grave crise política que ao longo dos anos enfrenta”, disse Baciro Djá.

Acrescentou  que, caso for eleito futuro Presidente da República da Guiné-Bissau, as  suas prioridades vão ser a  resolução dos problemas que afectam, os jovens e as mulheres.

“É de conhecimento de todos que as nossas mulheres são grandes batalhadoras, porque o maior sustento das famílias da maioria dos guineenses, provem dos esforços das nossas mães. De igual modo temos muitos jovens desempregados nas bancadas, e outros com  formação mas sem  oportunidade de emprego. Entretanto, caso o meu projecto merecer a vossa confiança farei tudo para colmatar essa preocupação que vos assola”, prometeu Baciro Djá.

Disse que , no seu ponto de vista, a Guiné-Bissau, precisa de um Presidente com maturidade, e com uma vasta experiência adquirida ao longo dos anos.

Para Baciro Djá essa figura que o país tanto espera e precisa para poder andar, não é nenhum dos candidatos que concorrem as eleições, a não ser ele, o único candidato que reúne todos os requisitos para tirar o país do marasmo em que se encontra.

Descreveu ainda que, se for eleito no próximo Domingo Presidente da República da Guiné-Bissau, a sua missão será de  mobilizar fundos junto de  parceiros internacionais, para apoiar o governo, no sentido de combater as dificuldades que o país enfrenta, e criar condições para garantia  da estabilidade e do bem estar de todos os guineenses.

ANG/LLA/ÂC//SG          
   

Presidenciais 2019

ONU adverte que Comunidade Internacional vai estar atenta

Bissau, 22 Nov 19(ANG) - A representante das Nações Unidas na Guiné-Bissau, Rosine Sori-Coulibaly, avisou quinta-feira que a comunidade internacional está atenta à situação no país e manifestou esperança que as presidenciais de domingo possam "acabar com o ciclo de instabilidade".

Em entrevista à agência Lusa, em Bissau, a representante especial do secretário-geral da ONU, António Guterres, e responsável pela Missão Integrada das Nações Unidas para a Consolidação da Paz e Segurança na Guiné-Bissau (Uniogbis) considerou que "o país caminha na boa direção", mas advertiu que "se houver uma crise mais grave, a comunidade internacional tem de estar lá".

Segundo a representante, oriunda do Burkina Faso, a comunidade internacional deve "lembrar que são necessárias regras e princípios" que devem ser cumpridos.

Questionada sobre a possibilidade de imposição de sanções caso se mantenha a crise política no país após as eleições presidenciais, Rosine Sori-Coulibaly referiu que a ONU "não impõe sanções de forma gratuita", recordando que isso aconteceu em 2012, mas devido "a um golpe de Estado após as eleições".

"A nossa esperança é que as eleições presidenciais de 24 de novembro possam pôr fim a este ciclo de instabilidade política e institucional" e que tudo decorra "com normalidade", antes e depois das eleições, afirmou a representante.

"É isso que a comunidade internacional espera porque o mandato desta missão é político, veio acompanhar o diálogo político e o processo de paz neste país", acrescentou.

O objetivo, disse, é que "o programa de desenvolvimento possa desenrolar-se normalmente, que o Governo seja capaz de encontrar soluções para as necessidades da população e que os parceiros possam ajudar de acordo com as prioridades do país".

Rosine Sori-Coulibaly se congratulou  com os atores políticos, o povo da Guiné-Bissau e os parceiros que acompanham o país porque as "legislativas decorreram em condições normais, a assembleia nacional está constituída, os representantes do povo estão em funções", e disse esperar que as presidenciais de domingo "fecham o ciclo eleitoral".

A responsável considerou que estão criadas as condições para a realização das eleições porque "os 12 candidatos fizeram campanha" e a "população está mobilizada".

A Uniogbis está no país desde 1999 e o atual mandato termina em dezembro de 2020, estando previsto que o Conselho de Segurança reavalie a situação em fevereiro próximo.

A Guiné-Bissau voltou a viver um clima de tensão política no final de outubro após o Presidente José Mário Vaz ter demitido o Governo de Aristides Gomes, saído das legislativas de 10 de março, e nomeado um outro liderado por Faustino Imbali.

Grande parte da comunidade internacional opôs-se a estas decisões e a Comunidade Económica dos Estados da África Ocidental (CEDEAO) exigiu a demissão de Imbali, sob pena de impor "pesadas sanções" aos responsáveis pela instabilidade política.

Também o Conselho de Segurança das Nações Unidas ameaçou com novas sanções "todos aqueles que minem a estabilidade" na Guiné-Bissau e apelou à "conduta ordenada" dos atores políticos".

Imbali acabou por se demitir, pouco antes de serem conhecidas as decisões dos chefes de Estado da CEDEAO, que se reuniram numa cimeira extraordinária no Níger, em 08 de novembro, que decidiram reforçar a presença da força de interposição Ecomib no país e advertir o Presidente guineense de que qualquer tentativa de usar as forças armadas para impor um ato ilegal será "considerada um golpe de Estado".

Mais de 760 mil eleitores escolhem no domingo o próximo Presidente entre 12 candidatos. A campanha eleitoral termina na sexta-feira e no país estão 23 observadores da Comunidade dos Países de Língua Portuguesa (CPLP), 54 da União Africana, 60 da CEDEAO e 47 dos Estados Unidos da América. ANG/Lusa

Presidenciais 2019


CEDEAO satisfeita com processo eleitoral
Bissau, 22 nov 19 (ANG) - A missão de observação eleitoral da CEDEAO avaliou qinta-feira o andamento do processo eleitoral numa reunião com a célula de monitorização da sociedade civil que integra 400 monitores da sociedade civil que vão acompanhar.
A percepção da sociedade civil sobre a forma como está a ser organizado o processo eleitoral, a participação das mulheres e a votação das pessoas portadoras de deficiência foram outros temas abordados.
A três dias das eleições presidenciais, a missão de observação eleitoral da CEDEAO reuniu-se com a célula de monitorização eleitoral da Guiné-Bissau.
O objectivo do encontro foi avaliar o papel dos cerca de 400 monitores da sociedade civil que serão enviados para o terreno para acompanhar o processo eleitoral.
A percepção da sociedade civil sobre a forma como está a ser organizado o processo eleitoral, a participação das mulheres e a votação das pessoas portadoras de deficiência foram outros temas abordados.
Carlos Cabral, chefe do projecto "Reforço das Práticas Eleitorais Inclusivas na Guiné-Bissau" disse à RFI que nestas eleições presidenciais vai haver 12 mesas de voto, em Bissau e Farim, com kits de acessibilidade para as pessoas portadoras de deficiência, estimadas entre 13.000 a 15.000 no país.
"Nestas eleições, além de formarmos os técnicos responsáveis pelo processo eleitoral também vamos colocar produtos de acessibilidade em 12 mesas de voto em Bissau e Farim. As 12 mesas de voto serão equipadas com kits de acessibilidade, terão cabines de voto, rampas e base para urnas. Todos estes equipamentos constituem um sistema que vai proporcionar uma maior liberdade de votação para pessoas com deficiência", declarou Carlos Cabral.
No final, a CEDEAO mostrou-se satisfeita com o desenrolar do processo, nomeadamente com o facto dos militares e para-militares terem começado a votar esta quinta-feira. ANG/RFI

Israel


Netanyahu é indiciado por corrupção
Bissau, 22 nov 19 (ANG) - O primeiro-ministro israelense, Benjamin Netanyahu, foi formalmente acusado  quinta-feira (21) por corrupção, fraude e abuso de confiança pelo procurador-geral de Israel, Avichai Mandelblit.
Benjamin Netanyahu, à frente da administração desde as eleições parlamentares de setembro, é suspeito de ter aceite ilegalmente cerca de US$ 265.000 em presentes e de oferecer vários benefícios em troca de uma cobertura mais favorável em um jornal e um site de notícias israelense.
O líder do Likud, que nega ter cometido qualquer crime, pode pegar até dez anos de prisão pela acusação de corrupção e três anos para cada uma das duas acusações de fraude e abuso de confiança.
O anúncio, aguardado ansiosamente em Israel, ocorreu apenas algumas horas depois que o presidente do país mandatou o Parlamento para encontrar um novo primeiro-ministro, uma vez que nem Netanyahu nem seu rival, Benny Gantz, conseguiram formar um governo após as eleições de setembro.
A justiça israelense suspeita que Netanyahu cometeu peculato em três casos diferentes, incluindo "o caso Bezeq", o caso mais sensível para Benjamin Netanyahu, que se tornou o mais longevo dos primeiros-ministros da história de Israel contabilizando 13 anos no poder.
Nesta acusação, a justiça suspeita que Netanyahu tenha concedido favores do governo que poderiam ter trazido um lucro de milhões de dólares ao chefe da empresa de telecomunicações Bezeq, em troca da cobertura favorável de uma das mídias do grupo, o site Walla.
A decisão do promotor pode ter importantes consequências políticas, já que os parlamentares têm três semanas para encontrar um futuro primeiro ministro, capaz de unir pelo menos 61 dos 120 deputados do Knesset, o parlamento israelense. ANG/RFI

Angola


General “Zé Maria” condenado a três anos de prisão
Bissau, 22 nov 19 (ANG) - O Supremo Tribunal Militar de Angola condenou, esta sexta-feira, a três anos de prisão efectiva o ex-chefe do Serviço de Inteligência e Segurança Militar, o general “Zé Maria”, por crimes de extravio de documentos militares de carácter confidencial.
De acordo com a agência de notícias angolana, Angop, o general “Zé Maria” foi condenado por crimes de extravio de documentos militares de carácter confidencial, mas absolvido do crime de insubordinação.
O general, de 79 anos, que estava em prisão domiciliária desde Junho e começou a ser julgado em Setembro, era acusado dos crimes de insubordinação e extravio de documentos relacionados com a Batalha do Cuito Cuanavale.
O Ministério Público pediu a condenação do arguido, dando como provados todos os crimes de que é acusado, nomeadamente, o de desobediência às ordens do Presidente da República, João Lourenço, e optando por "manter a fidelidade canina" ao ex-Presidente angolano, José Eduardo dos Santos.
O caso remonta a 2018, quando o general “Zé Maria” foi exonerado do cargo e alegadamente levou consigo documentos secretos sobre a Batalha do Cuito Cuanavale a pretexto que estaria a salvaguardar segredos do antigo Presidente. Os documentos foram entretanto recuperados pela Procuradoria-geral da República após diligências judiciais.ANG/RFI

quinta-feira, 21 de novembro de 2019

Presidenciais 2019


                     As forças de Defesa e Segurança votam hoje

Bissau,21 Nov 19(ANG) -  As forças de defesa e segurança  que vão trabalhar no dia das eleições presidenciais, próximo domingo (24.11), já estão a votar em todo o território nacional para eleger o futuro Presidente da República, disse esta quinta-feira à DW África, a porta-voz da Comissão Nacional de Eleições (CNE) .

"Já começou a votação dos militares e paramilitares que, no dia das eleições, vão garantir segurança ao processo eleitoral. Uma média de 1.600 homens. Quanto aos cidadãos que se recensearam na Guiné-Bissau e que não estarão no país no dia da votação, temos cerca 60 eleitores que vão votar ainda hoje", disse Felisberta Moura Vaz.

A votação antecipada vai decorrer em todas as regiões. "Em Bissau, capital do país, decorre na Comissão Regional de Eleições e também no interior do país tem lugar nas respetivas sedes regionais da CNE", precisou Moura Vaz.

Mais de 700 mil guineenses votam no domingo para escolher o próximo Presidente do país, entre 12 candidatos. A campanha eleitoral termina nesta sexta-feira (22.11). Em entrevista exclusiva à DW África, a CNE garante que, tanto na diáspora como em todo o país, a logística eleitoral está garantida para assegurar eleições transparentes no próximo domingo.

Cada concorrente tem fiscais na mesa de voto.

Nos últimos dias da campanha eleitoral, o candidato suportado pelo segundo maior partido no Parlamento guineense, o Movimento para a Alternância Democrática (MADEM-G15), Úmaro Sissoco Embaló, tem dito que há uma tentativa de fraude eleitoral para favorecer o candidato do partido no poder, o Partido Africano da Independência da Guiné e Cabo Verde (PAIGC), Domingos Simões Pereira.

Sissoco ameaça não aceitar os resultados, tendo afirmado que qualquer irregularidade poderia levar o país a uma guerra civil. O candidato e líder de Assembleia do Povo Unido – Partido Democrático da Guiné-Bissau (APU-PDGB), suportado pelo Partido da Renovação Social (PRS), Nuno Gomes Nabian, igualmente vice-presidente do Parlamento, avisou à comunidade internacional que não "vai aceitar que fabrique Presidente, que não ganhou eleições nas urnas".

À DW África, a porta-voz da CNE minimizou essas afirmações e garantiu que o processo eleitoral da Guiné-Bissau "é dos mais transparentes que existe", por ser fiscalizado passo a passo pelos representantes dos concorrentes nas eleições. ANG/Deutsche Welle

CPLP


Missão de Observadores vê criadas condições para processo eleitoral com normalidade

Bissau, 21 Nov 19(ANG) – O chefe da missão de observação da Comunidade dos Países de Língua Portuguesa (CPLP) para as presidenciais da Guiné-Bissau, Oldemiro Balói, disse quarta-feira que estão criadas as condições para que o escrutínio de domingo decorra com normalidade.
Oldemiro Baloi
“Tudo leva a crer que as condições estão criadas para que o processo eleitoral decorra normalmente. Agora vamos ver qual será o nível de participação da população e gostaríamos que não houvesse abstenção, é bom que nunca se desista, e o resto iremos acompanhar”, afirmou o antigo chefe da diplomacia moçambicano.
Oldemiro Balói, que falava no final de um encontro com a Comissão Nacional de Eleições guineense, disse que a missão inclui 23 observadores eleitorais, que vão estar presentes em todo o território guineense com excepção do arquipélago dos Bijagós.
O ex-ministro dos Negócios Estrangeiros moçambicano salientou também que, apesar de o processo político na Guiné-Bissau ser caracterizado por “alguma turbulência”, é de “saudar o facto de os ditames da democracia continuarem bem vivos”.
A Guiné-Bissau realiza eleições presidenciais neste domingo, 24.
Mais de 700.000 eleitores vão escolher entre 12 candidatos o próximo chefe de Estado do país.
Além da CPLP, as eleições presidenciais de domingo vão também contar com 60 observadores da União Africana, 60 da Comunidade Económica dos Estados da África Ocidental e 47 dos Estados Unidos da América. ANG/Inforpress/Lusa

Sociedade


                                    Jovens homenageiam CEMGFA
Bissau, 21 nov 19 (ANG) - A Rede Nacional das Associações Juvenis da Guiné-Bissau homenageou,  quarta-feira, o chefe de Estado Maior das Forças Armadas, Biaguê Na Ntan, pelo seu “espírito de promover a paz e a estabilidade”, justificou à RFI a vice-presidente da rede Adama Baldé.
Nós, sendo uma estrutura da juventude no país, que congrega a maior parte das associações juvenis do país, decidimos homenageá-lo por ter este espírito de promover a paz e a estabilidade a nível nacional e internacional e por ter contribuído na emancipação da juventude guineense, sobretudo da classe castrense”, disse Adama, acrescentando “isto  passando necessariamente pela autoformação de jovens que se encontrem dentro da classe, mas de uma forma muito mais lúcida por ter ganhado uma consciência e uma visão de como uma força de Estado e de segurança pode normalmente funcionar num país”.
No sábado(!6), dia das Forças Armadas na Guiné-Bissau, o chefe das Forças Armadas , Biague Na Ntan, pediu ao Governo para confiar nos soldados e garantiu que os militares estão submetidos à Constituição, pelo que nunca mais irão realizar golpes de Estado.
Vamos respeitar a Constituição da República, submetermo-nos ao poder político. Posso-vos garantir, tranquilizem ao povo da Guiné-Bissau. A partir de hoje nenhum militar vai sair à rua para fazer golpe de Estado”, disse o general Na Ntan.
O responsável militar acrescentou que as suas palavras também se dirigem à comunidade internacional, nomeadamente aos elementos das Nações Unidas e da força de manutenção de paz da África Ocidental (Ecomib), estacionada na Guiné-Bissau desde 2012, na sequência de um golpe de militar.  ANG/RFI

Campanha eleitoral


  Umaro Sissoco Embalo promete ser um Presidente de “Concórdia Nacional”

Bissau, 21 nov 19 (ANG) – O candidato apoiado pelo Movimento para Alternância Democrática MADEN – G15, Umaro Sissoco Embaló, promete ser Presidente de “concórdia nacional” que não vai excluir e nem decepcionar nenhum guineense, caso for eleito Chefe de Estado.

 O candidato que falava quarta-Feira num encontro de “caça ao voto” com populares da tabanca de Uacaba, sector de Sonaco, região de Gabú, prometeu ser um Presidente que não excluí ninguém.

Embalo disse que o país precisa de um reencontro entre guineenses e que o poder de Presidente da República não se limita em respeitar a Constituição da República, mas também sentar-se à mesma mesa com as diferentes personalidades, tanto da sociedade civil, artistas, desportistas, políticos entres outros, para poder encontrar uma solução para tirar o país da crise em que se encontra.

"Se eu vencer as eleições, vou institucionalizar no país, um Dia de Paz e de Perdão. Vou institucionalizar isto e todo o guineense útil que se encontra fora da Guiné-Bissau vou trazê-lo para dar a sua contribuição como fazem políticos de outros países. Somos irmãos independentemente da convicção política," salientou Sissoco Embalo.

Para aquele político, o que vai fazer a diferença e a nova sinergia que vai dar a Guiné-Bissau, caso for eleito no dia 24 de Novembro, passa pelo trabalho e justiça para toda gente, em estreita colaboração com o governo e a Assembleia Nacional Popular.

Sissoco Embaló , que defende uma polícia judiciária não politizada, considerou grave o facto de a Polícia Judiciária, com vocação de investigação , funcionar apenas em Bissau,  e sem delegacias nas regiões e sectores.

"Se eu for eleito Presidente, nem os militares nem a Policia Judiciária e Guarda Nacional estarão sob a minha tutela. Serão sim os milícias da República, porque, para regulamentar um país, o presidente da República tem que ser isento de toda a estrutura do Estado,disse Embaló.

Ainda o candidato apoiado para MADEN-G 15 compromete a ter uma boa relação com seus adversários, se vier a ser Presidente, porque, segundo disse, todos são úteis para darem contribuição ao país e mostraram suas capacidades de poder fazer.

"Com os  jornalistas vou ter uma relação muito especial porque vão participar na moralização da sociedade. Jornalismo de claque comigo não vai funcionar, mais devem saber que têm um papel preponderante em qualquer sociedade", enfatizou candidato.

 Umaro Embaló apelou a participação e voto massivo dos populares daquela zona nas eleições de próximo  domingo duma forma ordeira,ANG/MI/ÂC//SG             


CPLP/Cabo Verde


Representantes da Justiça  terminam jornadas com recomendações alinhadas de combate ao cibercrime

Bissau,21 nov 19 (ANG) – Os representantes da Justiça da Comunidade dos Países de Língua Portuguesa (CPLP) terminaram, quarta-feira, as jornadas de trabalho que decorreram durante dois dias, no Sal, com recomendações alinhadas de combate ao cibercrime nos Estados membros.
O seminário internacional, subordinado ao tema “Cibercrime e prova electrónica: Harmonização de legislação e a Convenção de Budapeste na Comunidade dos Países de Língua Portuguesa”, tinha na agenda nove sessões de trabalhos, comportando três eixos considerados de “grande interesse e relevância”, visando preparar a todos para os desafios futuros em matéria de prevenção e combate ao cibercrime.
Depois de dois dias de “muito trabalho” saíram deste encontro recomendações e conclusões que deverão ser levadas ao conhecimento dos ministros da Justiça dos Países de Língua Oficial Portuguesa (CMJPLOP), na XVI conferência, que acontece esta sexta-feira, num dos hotéis da cidade de Santa Maria, que elege também como tema “Combater o cibercrime: Um novo desafio para a Justiça”.
Sem enunciar as principais recomendações, já que acabadas de ser produzidas, certo é, segundo o director-geral da Justiça de Cabo Verde, Benvindo Oliveira, trata-se de recomendações “importantes” visando o combate eficaz a esse flagelo.
“Cabo Verde vai assumir um papel importante nessa área, iremos continuar a trabalhar nesse sentido. Neste momento estamos numa fase de formação dos magistrados judiciais e do ministério público, das polícias, já fizemos uma formação de formadores, que está na segunda fase, e vamos fazer uma terceira, talvez no próximo ano. E vamos organizar outras actividades também nessa área do cibercrime”, assinalou.
Benvindo Oliveira conclui dizendo que a legislação cabo-verdiana, neste aspecto, “é boa”, tem em conta a Convenção de Budapeste, porém, ciente, que sem a cooperação “não é possível” dar combate a esse fenómeno.
Já o especialista português, do Conselho de Europa, Manuel Pereira destacando a Convenção de Budapeste que, conforme disse, oferece um modelo para que qualquer país possa utilizar a sua própria legislação nacional, fazer uma legislação sobre o cibercrime “não há muito que inventar”.
“Os crimes estão todos tipificados, os meios processuais estão todos identificados, e o terceiro grande aspecto, é o da cooperação internacional. Portanto, harmonizar significa que todos os países falem numa só vós no que diz respeito ao combate do cibercrime, utilizando os modelos que são providenciados pela Convenção de Budapeste”, concretizou.
Para aquele especialista, este foi um encontro “único” já que, conforme denota, nunca os nove países da CPLP se reuniram para discutir a temática.
“Só isso já é um grande avanço porque o cibercrime é um flagelo multinacional que atinge todos sem qualquer diferença. Não tem fronteiras… qualquer pessoa pode ser vítima de um cibercrime sem o saber. Portanto, é necessário ter os países alinhados”, sublinhou, reiterando que sem cooperação internacional, sem alinhamento das legislações e de políticas nacionais “não se pode combater” o cibercrime.
Cabo Verde já aderiu à Convenção de Budapeste, fazendo parte da comunidade dos 64 países que até agora aderiram à Convenção.
Neste particular, Manuel Pereira assegurou que o que saiu deste seminário, dentro dos países da CPLP, “todos expressaram as suas intenções” em ter uma legislação em conformidade com os parâmetros internacionais, e de iniciarem os procedimentos de adesão à Convenção de Budapeste.ANG/Inforpress

Presidenciais 2019


Carlos Gomes Junior promete colaborar com governo para melhorar qualidade da Saúde, Educação e Cultura

Bissau,21 nov 19 (ANG) – O candidato independente às presidenciais de 24 de novembro, Carlos Gomes Junior prometeu trabalhar em colaboração com governo para melhorar a qualidade da Saúde, Educação e da cultura guineense.

As garantias de Carlos Gomes Júnior foram dadas quarta-feira, num comício popular de “Caça ao voto” no sector de Bissorã, região de Oio.

Por outro lado, o candidato prometeu usar a sua magistratura junto do governo para fomentar o investimento no sector agrícola por forma a assegurar a autossuficiência alimentação da população guineense em geral.

“Temos que liberalizar o mercado de caju ou seja o preço, porque ninguém pode dar orientações sobre produtos que vocês agricultores produzem em termos de fixação de preço”, afirmou.

O candidato exortou os populares, sobretudo os jovens e professores a fiscalizarem o processo de votação e da contagem de votos no dia 24 de novembro.

Em representação do partido Movimento Patriótico (MP), uma das formações políticas apoiantes da sua candidatura,  Mariama Danfa disse aos eleitores de Bissorã  que, para que o país saia da situação de conflito em que se encontra, é preciso votar em Carlos Gomes Júnior para que seja eleito Presidente da República, no próximo Domingo.

Razão pelo qual espera que o número dos votos no próximo Domingo vai corresponder com a presença das pessoas que assistiram ao comício para que de facto o país possa avançar.
Em nome da juventude do sector de Bissorã, Mima Man exortou os jovens a votarem na candidatura de Carlos Gomes Júnior, sustentando ser um homem certo, capaz de tirar a Guiné-Bissau na lista dos países com mais problemas no Mundo.

Em nome dos Anciões, Wam Tunha aconselhou aos populares à elegerem no dia 24 de novembro, Carlos Gomes Júnior como novo Presidente da República para minimizar o sofrimento do Povo. ANG/LPG/ÂC//SG


Moçambique/Dívidas ocultas


       “PR e ex-ministro receberam dinheiro para campanhas”, diz arguido

Bissau, 21 nov 19 (ANG) – O principal arguido de um caso de corrupção, em julgamento nos Estados Unidos, afirmou na quarta-feira que o Presidente de Moçambique e um antigo ministro das Finanças do país receberam milhões de dólares para campanhas eleitorais
Presidente moçambicano 
O negociador da empresa Privinvest, acusada de subornar governantes e políticos, Jean Boustani disse que a companhia pagou quatro milhões de dólares (3,6 milhões de euros) para o partido Frente de Libertação de Moçambique (Frelimo, no poder) para “apoiar a campanha presidencial” do Presidente Filipe Nyusi, em 2014.
Mas o arguido, que enfrenta acusações de fraude económica, fraude de valores mobiliários, suborno de membros do governo e branqueamento de capitais, declarou que nenhum pagamento foi “um suborno” relacionado com os projectos das empresas moçambicanas Ematum, MAM ou Proindicus que, entre 2013 e 2016, assumiram empréstimos internacionais à revelia do Governo de Moçambique e causaram uma “dívida oculta” de 2,2 mil milhões de dólares (dois mil milhões de euros).
Além da contribuição para a campanha presidencial de Nyusi, a Privinvest também contribuiu com cinco milhões de dólares (4,5 milhões de euros) para a “campanha para o parlamento” do antigo ministro das Finanças moçambicano Manuel Chang.
Jean Boustani prestou depoimento sobre as acusações de subornos pagos pela empresa Privinvest a membros do Governo e autoridades de Moçambique, como Manuel Chang, António do Rosário, Isaltina Lucas, Renato Matusse e outros, durante o qual negou que se tratassem “de subornos”, e considerou serem apoios a “negócios privados” ou a “planos pessoais”.
A explicação começou por uma reunião na sede da empresa Privinvest em Abu Dhabi, em 2014, onde estavam presentes o fundador e presidente executivo, Iskandar Safa, e o responsável de vendas, Jean Boustani.
“Acho que era em Maio de 2014, por essa altura já sabíamos qual era a dimensão dos projectos em Moçambique. Era, também, a campanha do futuro Presidente Filipe Nyusi, para a qual contribuímos”, indicou Jean Boustani, antes de ser interrompido pelo advogado Michael Schachter.
Mais adiante no depoimento, a Defesa mostrou um ‘e-mail’ de Jean Boustani para o director financeiro da empresa Privinvest de acordo com o qual uma entidade “A” devia receber quatro milhões de dólares.
Aquele valor referia-se “especificamente (…) no período de tempo da campanha do partido pelo futuro Presidente Nyusi. Estes quatro milhões foram uma contribuição para o partido Frelimo pela campanha nas eleições presidenciais”, explicou Jean Boustani em tribunal.
O advogado de Boustani perguntou se o antigo ministro das Finanças Manuel Chang “tinha falado dos seus planos”, numa das visitas da delegação moçambicana às instalações da Privinvest em França e na Alemanha.
Jean Boustani disse que Manuel Chang respondeu, em confidência, “estar cansado” de cargos políticos e que pensava em abrir um banco.
“Quando forem as eleições para o Presidente Nyusi, ele [Manuel Chang] disse não acreditar que ia continuar a ser ministro das Finanças, por estar cansado e estar a fazer isso há quase duas décadas”, relatou Jean Boustani, em tribunal.
De acordo com o negociador da Privinvest, Chang disse que “tinha vários negócios, tinha uma empresa de consultoria e estava a planear abrir um banco” e “anunciou que queria concorrer para ser membro do parlamento ou congressista”.
Segundo o depoimento, Manuel Chang perguntou se havia interesse “em financiamento” ao que Iskandar Safa concordou e disse que “podia dar apoio para a campanha parlamentar”.
“Perguntámos quanto ele estimava os custos para a campanha e para a licença do banco (…), ele disse que cinco milhões (…) eram suficientes para iniciar o processo”, afirmou Jean Boustani.
Foi assim que Jean Boustani mandou um comprovativo de transferência para uma entidade, a Thyse International Incorportation, no valor de cinco milhões de dólares, numa altura em que Manuel Chang tinha aprovado o empréstimo para a Proindicus há oito meses. O projecto foi assinado em Fevereiro e a transferência foi efectuada em Outubro.
Para a empresa Privinvest, as transferências de dinheiro interceptadas pela Procuradoria dos Estados Unidos eram para “influência e lóbi”, disse Boustani, citando o Presidente da empresa, o bilionário Iskandar Safa.
Os pagamentos faziam partes de “um orçamento” criado por Iskandar Safa para “diferentes actividades, investimentos, construção de relações, ‘lobbying’ e influência, disse o arguido. “Tudo o que queríamos construir para o longo futuro de Moçambique”, acrescentou.
Manuel Chang, detido na África do Sul, enfrenta dois mandados de extradição para os Estados Unidos e para Moçambique, por envolvimento no esquema de subornos.
O caso está a ser investigado nos Estados Unidos porque algumas transferências bancárias de alegados “subornos” terão passado por bancos intermediários em Nova Iorque e porque investidores norte-americanos sofreram grandes perdas com os investimentos em Moçambique. ANG/Inforpress/Lusa

Campanha Eleitoral


“Guiné-Bissau precisa de um Presidente capaz de promover união do seio dos guineenses”, diz Nuno Na Bian

Bissau, 21 Nov 19 (ANG) – O candidato às eleições presidenciais de próximo Domingo, Nuno Gomes Na Bian afirmou  quarta-feira que a Guiné-Bissau precisa de um Presidente da República capaz de promover a união no seio dos guineenses de modo a alcançar o progresso do país.

Em declarações à imprensa, depois da visita que efectuou as sedes do seu partido, Assembleia do Povo Unido(APU-PDGB) e do Partido da Renovação Social (PRS) no sector de Canchungo, região de Cacheu zona norte da Guiné-Bissau, disse que o maior problema dos guineenses actualmente é a falta de união.

“Por isso, é necessário ter um Presidente com capacidade de promover o diálogo franco e construtivo, de modo a conduzir o país à estabilidade para alcançar o desenvolvimento”, defendeu Na Bian.

Sublinhou que a APU-PDGB está e estará sempre disposto para dar a sua contribuição no que diz respeito ao bem-estar e desenvolvimento da Guiné-Bissau, de modo a garantir a paz e a estabilidade política e governativa.

“Caso venho a vencer às eleições presidenciais estarei em condições de promover a paz social, porque terei a capacidade de dialogar com diferentes quadrantes da sociedade, ao contrário do Simões Pereira que mesmo sendo o vencedor das presidenciais, não terá essa capacidade devido os seus problemas com diferentes pessoas”, considerou Nuno Na Bian.

Acrescentou que a capacidade de diálogo e de resolução de problemas é fundamental para um governante e que por isso, jamais deve ser ignorada de modo a priorizar sempre o bem comum.

Nuno Gomes na Bian disse que sendo ele vencedor das eleições presidenciais a sua luta centrará em eliminar a corrupção no país e que priorizará a capacidade intelectual na Função Pública guineense, salientando que vai usar a sua influência junto do governo para que o país tenha um ensino  de qualidade, bons hospitais, boas estradas, entre outros bens.

Na Bian considerou  de alarmante a situação de degradação em que se encontra a cidade de Canchungo com quase tudo em péssimas condições.

“Estou a fazer campanha “porta a porta”, porque como futuro Presidente da Guiné-Bissau não posso limitar em gastar dinheiro uma vez que o Povo está a enfrentar dificuldades. Não é normal aquilo que alguns candidatos estão a fazer neste campanha eleitoral que é gastar o dinheiro do Povo”, disse Na Bian.

Apelou ao povo guineense a não optarem por bens materiais, mas sim  pelo programa ou candidato que vai estar a altura de fazer o país progredir , porque segundo ele, muitos candidatos se limitam a comprar a  consciência do Povo com objectivo de vencer as eleições presidenciais, o que no futuro poderá prejudicar anda mais  o bem-estar da nação. ANG/AALS/ÂC//SG

EUA


Embaixador confirma que pressionou Ucrânia por ordem “expressa” de Trump

Bissau, 21 nov 19 (ANG) -  O embaixador dos EUA na União Europeia, Gordon Sondland, afirmou  quarta-feira no Congresso que pressionou o governo da Ucrânia a investigar as actividades da família de Joe Biden, rival político do Presidente norte-americano, por "instruções expressas" de Donald Trump.
Durante a audição pública na comissão de inquérito para destituição de Trump, Sondland acrescentou ainda que houve uma relação de troca ("quid pro quo") entre a entrega de ajuda militar à Ucrânia e a investigação à família Biden e que transmitiu preocupação sobre esse facto ao vice-presidente, Mike Pence.
Adiantou que ficou surpreendido por mais ninguém ter partilhado com ele a preocupação com a estratégia do presidente para o caso ucraniano.
Na versão do embaixador, que foi um empenhado apoiante da candidatura presidencial de Donald Trump, a pressão sobre o governo ucraniano para realizar a investigação à família Biden foi impelida por Rudolph Giuliani, advogado pessoal de Donald Trump.
"Giuliani exprimiu os desejos do presidente dos Estados Unidos e sabíamos que essas investigações eram importantes para o presidente", disse Sondland, perante a comissão de inquérito.
Gordon Sondland já tinha prestado depoimento no Congresso, em privado, mas pediu para actualizar e corrigir as suas declarações iniciais, tendo quarta-feira confirmado a existência de uma pressão sobre o executivo ucraniano, para benefício político de Donald Trump.
Na declaração pública no Congresso, Sondland confirmou que agiu perante o governo da Ucrânia sob "ordens do presidente" e que elas pressupunham a pressão para investigação sobre Hunter Biden, filho de Joe Biden, e a sua actividade junto de uma empresa ucraniana, Barisma, suspeita de corrupção, em troca de ajuda militar e de uma reunião do líder ucraniano, Volodymyr Zelensky, na Casa Branca.
"Ficou claro para todos" os que participaram no processo que uma reunião na Casa Branca para o presidente da Ucrânia e um telefonema com Trump só aconteceriam se o presidente Volodymyr Zelensky concordasse em lançar uma investigação sobre as eleições nos EUA em 2016 e sobre o filho do ex-vice-presidente Joe Biden, disse Sondland.
O embaixador disse que enviou um 'e-mail' para o Departamento de Estado, antes do telefonema entre Trump e Zelensky, no dia 25 de Julho, revelando estas questões.
No início do depoimento de Sondland, o representante republicano Devin Nunes disse que lamentava que o embaixador fosse obrigado a comparecer no Congresso, "para este circo", e anunciou que o seu partido vai pedir a comparência no Congresso do funcionário da CIA que denunciou o caso, bem como de Hunter Biden.
Donald Trump, 73 anos, está sob investigação do Congresso num inquérito para a sua destituição ('impeachment'), acusado de abuso de poder no exercício do cargo.
Trump é suspeito de ter pressionado o presidente da Ucrânia, Volodymyr Zelenskiy, a investigar uma empresa ucraniana da qual foi administrador o filho do ex-vice-presidente Joe Biden, dado como favorito a concorrer pelos democratas nas eleições de 2020, em troca de uma ajuda militar dos EUA.
O 45.º Presidente norte-americano, em funções desde 20 de janeiro de 2017, qualificou a investigação como uma "caça às bruxas".
As audições públicas do inquérito arrancaram em 13 de Novembro.
Se as conclusões do inquérito forem aprovadas por maioria simples na Câmara dos Representantes, o processo segue para o Senado, sendo necessária uma maioria de dois terços para a destituição de Trump.ANG/Angop