terça-feira, 11 de dezembro de 2018

Desporto/futebol


Novo Presidente do Benfica toma posse no próximo sábado 

Bissau, 11 Dez 18 (ANG) – O novo Presidente do Sport Bissau e Benfica (SBB), Francisco Sofia, eleito para um mandato de 5 anos, na segunda Assembleia Geral do clube , decorrida recentemente, vai ser empossado no próximo sábado, dia 15 de Dezembro. 

Em entrevista exclusiva á Agência de Notícias da Guiné (ANG), o presidente da comissão organizadora do referido evento, Xavier António Gomes, disse que todos os trabalhos relativamente a organização do segundo congresso do clube, já  estão concluídos e que foram  bem-sucedidos.

De acordo com aquele responsável, não foi nada fácil organizar a eleição no Sport Bissau e Benfica, devido as  exigências feitas pelos sócios do clube. 

“Fizemos um trabalho árduo e na base de transparência para evitar problemas no futuro, mas com tudo isso, a comissão que dirigi trabalhou com uma maturidade forte e conseguimos dar resposta aos desafios que fomos colocados, com a  realização de um congresso justo e transparente para o clube”, defendeu o presidente da Comissão Organizadora.

Xavier António Gomes realçou, por outro lado, que não houve apenas uma única candidatura à liderança do clube na pessoa de Francisco Sófia e que entretanto venceu o congresso com 122 votos a favor, três brancos, e dois nulos num universo de 127 sócios que tomaram parte na votação.
 ANG/LLA/ÂC//SG
 


Turismo


Operadores da Guiné-Bissau criam associação para defesa da classe

Bissau,11 Dez 18 (ANG) – Os Operadores Turísticos e Semilares da Guiné-Bissau criaram em Setembro do corrente ano, uma associação com o objetivo de organizar melhor o sector, anunciou no último-fim-de semana o presidente da organização, em conferência de imprensa.

Jorge Cabral disse que outro objetivo almejado se prende com a necessidade de dar formação de base à todos os operadores turísticos do país bem como incentivar uma colaboração eficaz com o governo, visando o  desenvolvimento de uma atividade turística sustentável.

Salientou que estão cientes de que todos juntos vão poder contribuir para que o país possa ter um turismo de qualidade e que sirva de alavanca económica do país.

Referindo-se as razões da criação da associação, Cabral disse que têm a ver  com a necessidade de defesa dos interesses dos intervenientes associados e para que, com responsabilidade, possam exercer as suas atividades com base nos seus direitos e cumprindo os  seus deveres.

Declarou que os operadores turísticos também sentem os efeitos colaterais das sucessivas crises políticas que tem abalado o país, mas que têm a consciência de que não se pode esperar que a vontade política resolva tudo.

 “Por isso, tentamos organizar de forma a dar um sinal positivo aos políticos de que queremos uma Guiné-Bissau diferente , para  atrair e cativar operadores estrangeiros e nacionais que querem investir no sector. Não temos dúvidas de que o turismo é a única alavanca viável para o avanço do país”, disse.  
ANG/ÂC//SG




Cooperação


Governos da Guiné-Bissau e Líbia definem modalidades de liquidação da dívida guineense ao país Árabe

Bissau,11 Dez 18 (ANG) – Os governos guineenses e líbios rubricaram no último fim-de-semana um acordo visando a amortização da dívida que o país contraiu com aquele estado árabe do Magreb orçados em cerca de sete milhões de dólares.
 
Em declarações à imprensa após a assinatura do memorando, o secretário de Estado do Tesouro afirmou que é uma dívida que data de 1975, num valor inicial de três milhões de dólares, explicando que devido as dificuldades registadas no seu pagamento amontoou-se na ordem de cerca de sete milhões de dólares.

“Portanto, queremos informar  que a Guiné-Bissau que beneficiou em 2010 da iniciativa de perdão de dívida enquanto país pobre e altamente endividado, tinha uma obrigação de estabelecer acordos com todos os doadores”, explicou Suleimane Seidi.

O governante disse que a Líbia é dos países que restava para rubricar um acordo com a Guiné-Bissau neste sentido.

“Portanto hoje é um dia muito importante para nós porque conseguimos estabelecer um acordo de reescalonamento da dívida e que permite a Guiné-Bissaui iniciar o pagamento da referida dívida a partir de 2020 e num período de 10 anos”, salientou.

Suleimane Seidi sublinhou que o acordo ora alcançado é muito bom e que vai permitir ao país ter um alívio no  seu pagamento no  valor de cerca de 300 mil dólares em cada semestre.

Afirmou que os trabalhos foram realizados no âmbito dos esforços de cooperação entre os dois países.

“Portanto isso vai permitir igualmente a Líbia reestruturar e relançar as suas empresas existentes na Guiné-Bissau. E daí atribuímos uma importância capital ao acordo e vamos continuar a negociar com outros credores nesse sentido, nomeadamente Angola, Rússia, entre outros”, informou.

Por sua vez, o conselheiro técnico do Ministério das Finanças da Líbia, afirmou estar satisfeito por notar uma grande vontade das autoridades guineenses em trabalhar com eles no sentido de aprofundar e consolidar os laços de cooperação existentes entre os dois países.

Abdulhakin Mohamed Elmajurati, disse que o facto foi evidenciado nos encontros realizados entre as partes , o  que demonstra que pertencem à mesma família.

“Espero que brevemente vamos manter encontros semelhantes com a finalidade de fortalecer os laços de cooperação entre os dois países” desejou.
 ANG/ÂC//SG

COP24


Falta "vontade política de países desenvolvidos", diz Comissária da União Africana
Bissau, 11 dez 18 (ANG) - O continente africano quer que a COP24 adopte um roteiro “claro” para a implementação dos compromissos financeiros prometidos para a luta contra as alterações climáticas.
Segundo a RFI, Três anos após o Acordo de Paris, o continente africano continua a consolidar os seus esforços num caminho de desenvolvimento de baixo carbono e resiliente às alterações climáticas através da implementação das Contribuições Nacionalmente Determinadas (NDC’s -Nationally Determined Contributions).
África quer que a COP24 adopte um roteiro “claro” para a implementação do compromisso dos 100 mil milhões de dólares por ano até 2020 para o financiamento da luta contra as alterações climáticas.
Em 2018, as emissões globais de dióxido de carbono registaram um aumento de 3%. Dados que pressionam as partes presentes na Conferência das Nações Unidas sobre Mudanças Climáticas a encontrar uma solução para travar o aquecimento global do planeta. 2018 foi um ano de recordes de temperaturas.
Em declarações à RFI, em Katowice, Polónia, Josefa Sacko, Comissária para a Economia Rural e Agricultura da União Africana, alertou para a necessidade de implementação do Acordo de Paris, “o meu continente tem cerca de 47 ratificações e os relatórios que estamos a receber indicam que se nada for feito vamos ter situações caóticas a nível global”. “Todos dependemos da sustentabilidade do planeta”, acrescentou a angolana.
No continente africano a nossa responsabilidade em termos de poluição é pouca, mas somos muito vulneráveis aos impactos climáticos. De dois em dois dias há calamidades a acontecer no continente”, ressalvou Josefa Sacko.
Questionada sobre o que falta fazer para a implementação efectiva do Acordo de Paris, a Comissária para a Economia Rural e Agricultura da União Africana foi peremptória: falta vontade política, sublinhando que os relatórios existem e têm por base dados científicos, por isso, “temos de agir hoje se queremos um futuro sustentável”. Josefa Sacko concluiu dizendo que a prioridade de África é a “implementação dos NDC’s e a adaptação”.
A COP24 decorre em Katowice, na Polónia, onde segunda-feira a Aliaça Internacional de Agências de Desenvolvimento Católico(CIDSE) procedeu a esttreia do documentário “Energy to Change”(Energia para Mudar), em que os protogonistas estão unidos pela vontade de mudar a produção e consumo de energia. ANG/RFI

Recenseamento eleitoral


 “Irregularidades verificadas no processo só podem ser reclamadas perante entidades competentes ”, defende CNE 

Bissau, 11 Dez 18 (ANG) - A Comissão Nacional de Eleições (CNE) defendeu que as irregularidades verificadas no processo de recenseamento devem ser reclamadas perante brigadas de recenseamento, comissões e tribunais sectoriais. 

A informação consta numa nota à imprensa à que ANG teve acesso hoje da Comissão Nacional de Eleições em jeito de reacção  ao despacho do Ministério Público que suspendeu o processo de recenseamento eleitoral no país no passado dia 07 do corrente mês por motivo de alegadas irregularidades verificadas no mesmo.

Na nota a CNE salienta  que os actos praticados por quaisquer instâncias administrativas de recenseamento, fora da lei da registação incorrem na incompetência orgânica, porquanto, a legislação eleitoral apenas determina que a última instância do recurso contencioso cabe aos tribunais judiciais regionais das áreas onde se verificarem as irregularidades.

“O sucesso de uma eleição depende do seu caracter legítimo que se consubstancia no estrito cumprimento dos procedimentos legais, estatuídos nos diferentes ordenamentos com ênfase no ordenamento jurídico-constitucional regulada pela legislação eleitoral”, refere o documento.

De acordo com a nota à imprensa, os actos jurídicos devem observar os fundamentos e enquadramentos no contexto jurídico, de forma clara e precisa com a finalidade de fornecer o grau de confiança necessário ao processo eleitoral. 

No documento, a CNE assegura executar as suas responsabilidades de forma rigorosa, apartidária, equitativa e politicamente neutra, em observância a um dos princípios éticos que regem as Administrações Eleitorais Modernas. 

A CNE reitera por via dessa Nota  que a vontade do povo será a base de autoridade do governo e que, por isso, essa vontade será expressa em eleições periódicas, por sufrágio universal por um voto secreto ou equivalente que assegure a liberdade do voto, acrescentado que, assim sendo, “existe a necessidade de respeitar a vontade do povo na base de uma eleição justa e transparente”.

A CNE apela as autoridades públicas, partidos políticos e as organizações da sociedade civil no sentido de conjugarem os seus esforços na busca de soluções que contribuam para um clima de paz social.

ANG/AALS/ÂC//SG