segunda-feira, 25 de junho de 2018

Caso 500 milhões de CFA


Presidente da República insta Baciro Djá a apresentar provas de que lhe devolveu o cheque

Bissau, 22 Jun 18(ANG) – O Presidente da República instou ao ex. Primeiro-ministro Baciro Djá a apresentar provas de que de facto lhe devolveu o cheque de 500 milhões de francos CFA destinado à construção da Avenida João Bernardo Vieira.

“No dia em que eu pequei no cheque entreguei-o ao então Primeiro-ministro na presença da comunicação social. A história foi muito contada porque essa avenida é muito importante para mim. Trata-se de uma pessoa que fez muito para a Guiné-Bissau. Se esse então Primeiro-ministro disse que devolveu o cheque ao Presidente da República deve, de facto, apresentar provas”, afirmou.

José Mário Vaz fez estas declarações em entrevista coletiva que concedeu aos órgãos de comunicação social, nacional e internacional,  na qual fez o balanço dos quatro anos de seu mandato a completar no sábado, 23 de Junho.

Ao ser abordado sobre se concorda com a nomeação do Procurador-Geral da República entre os seus pares, José Mário Vaz, disse que ele funciona em estrita observância da Lei.
“O Presidente da República não é fazedor da Lei. Isso compete a outro órgão da soberania. Eu sou um cumpridor da Lei. Se porventura, a Lei diz que é assim, não tenho outra alternativa senão cumprir. É essa a minha missão, cumprir a fazer cumprir a Lei. Não posso tomar nenhuma decisão que esteja fora da Lei”, disse.

Questionado sobre como justifica a mudança do projeto Mon Na Lama para a Fundação do mesmo nome, o Presidente da República explicou que ele não nasceu hoje, acrescentando que iniciou desde quando ele era ministro das Finanças.

“O Projeto Mon Na Lama é muito importante e iria resolver dois problemas: a criação de emprego para jovens e fixá-los na sua terra natal. Bissau não consegue aguentar todo esse êxodo rural e entendemos que podíamos contribuir para que os jovens tivessem uma vida melhor através daquela iniciativa”, disse.

José Mário Vaz contou que na altura trabalhavam com muitos jovens e mandava os mesmos para alguns países a fim de serem treinados para virem assumir o destino da economia do país, começando pela agricultura, indo ao encontro das aspirações do fundador da nacionalidade guineense, Amílcar Cabral.

“Depois da minha saída como ministro das Finanças, tudo isso acabou. Cada um que vinha mudava os responsáveis do projeto. A Fundação Mon Na Lama destina-se a permitir maior estabilidade do projeto. É uma organização para atender a situação dos jovens, porque é de interesse público, com autonomia administrativa e financeira e é mais estável. Um dia vou convidar os jornalistas a visitarem o berço da Fundação e verem os trabalhos que estão sendo feitos”, salientou.

O Presidente da República frisou que neste momento, o objetivo é criar uma escola de formação para preparar jovens interessados a ir para o campo, desenvolver a economia e serem ricos, a partir de agricultura.

“Inicialmente, pensei que fosse fácil, mas é difícil trabalhar na agricultura. É preciso uma dedicação total para se ter sucesso. Nesta Fundação não se exclui ninguém por ser de um ou outro partido, ser amigo ou não de quem quer que seja”, afirmou José Mário Vaz.

 ANG/ÂC//SG

sexta-feira, 22 de junho de 2018

PR/balanço


Presidente da República destaca importância de “esforço interno” na nomeação de um primeiro-ministro e governo inclusivo 

Bissau,21 Jun 18(ANG) – O Presidente da República afirmou que em nenhum momento sentiu a pressão da Comunidade Internacional para nomear o atual primeiro-ministro, Aristides Gomes e seu governo de inclusão.

“Tudo foi construído, sem sombra de dúvidas, entre nós os guineenses. Foi nós os guineenses que conseguimos dialogar e pôr de lado tudo o que nos dividia na altura, e com intervenção de figuras importantes do país: o Bispo de Bissau, Plataforma das Mulheres e a Sociedade Civil”, salientou o Presidente da República durante uma entrevista coletiva à imprensa nacional.

José Mário Vaz acrescentou que não foi por causa da Comunidade Internacional que conseguimos resolver esse problema, mas sim com os esforços internos dos guineenses e que hoje estamos felizes com a estabilidade que vivemos.

Perguntado sobre alegações de corrupção que evocou para demitir o Governo de Domingos Simões Pereira e que até então o Ministério Público não confirmou, José Mário Vaz respondeu que ele, na qualidade de chefe de Estado recebe muitas informações diárias sobre diversos assuntos de governação.

“Na base disso fiz muitas chamadas de atenção à comunidade nacional sobre desvios de procedimentos no aparelho de Estado. Aí já não compete ao Presidente da República tomar decisões fora da sua competência”, disse.

José Mário Vaz referiu , a título de exemplo, que,  se fechar o perímetro a volta da Praça dos Heróis Nacionais,  parar todas as viaturas e questionar as pessoas que estão dentro desse perímetro das suas funções, poucos vão dizer que são ministros, secretários de Estado ou Directores Gerais, mas sim, simples funcionários, em carros de luxo.

 “Mas se acompanharem essas pessoas para verem as suas casas, vão com certeza constatar vivendas que nem os grandes empresários conseguem ter ao longo das suas vidas. Casas melhores que o Palácio da República”, disse.

“É só para ver como é que a corrupção é terrível para o país e para os guineenses em geral e está a corroer a economia da Guiné-Bissau”, sustentou salientando que compete ao poder judicial resolver esses problemas.

“Tenho informações que algum trabalho já está a ser feito e que  o Tribunal de Contas já colocou informações no Ministério Público e até agora nada foi resolvido. E como isso não compete ao Presidente da República, porque existe a separação de poderes e nada posso fazer e estou igualmente a aguardar como todos”, disse. 

ANG/ÂC//SG


Política


Presidente da República enaltece obras realizadas ao longo dos quatro anos de  mandato

Bissau,21 Jun 18(ANG) – O Presidente da República enalteceu as obras realizadas no país ao longo dos quatro anos do seu mandato, contrariando a versão de algumas pessoas segundo a qual não houve o salto qualitativo do país, desejado pelo povo.

Em entrevista coletiva concedida aos órgãos de comunicação social nacional e estrangeira sobre o balanço dos quatro anos do seu mandato, José Mário Vaz disse que de facto houve algumas realizações importantes.

“Se olharem para a Avenida Combatentes da Liberdade da Pátria e Amílcar Cabral vão ver hotéis novos. Se forem para o interior do país vão ver a estrada Buba/Catió quase no fim. Se continuarem ainda pelo Sul vão ver muitas pistas rurais em reabilitação. Se forem para o Hospital Nacional Simão Mendes verão que estão a ser fornecidos as refeições para os doentes”, indicou.

O Presidente da República sublinhou que a maioria das casas no interior do país está coberta de zinco, com painéis solares, pessoas com suas próprias viaturas e motorizadas fruto da boa campanha de caju  do ano passado.

Disse que, hoje em dia, o país conta com mais escolas e famílias disponíveis a financiar estudos dos seus filhos, salientando que ao nível da agricultura nota-se que está a ser feito muitos trabalhos com o surgimentos de novas propriedades agrícolas.

“Recentemente, visitei algumas localidades do interior do país e muitos chefes de família me disseram, Presidente, graças à boa campanha de castanha de caju, hoje temos poderemos  dar pequeno-almoço, almoço e jantar aos nossos filhos e temos uma qualidade de vida nunca vista no passado”, disse.

Instado a dizer sobre a alegada suspensão de apoios da Comunidade Internacional durante a crise política que assola o país nos últimos três anos, o Presidente da República disse que o país vive de três coisas,  nomeadamente de ajuda externa, dos seus recursos internos e de investimentos ou seja empréstimos.

“ Pelo que sei, a comunidade internacional nunca virou costas à Guiné-Bissau, porque os apoios continuam e espero que vão continuar. Às vezes, as pessoas pensam que o país perdeu muito com a Comunidade Internacional nos últimos anos. Mas, de facto, o que o país não conseguiu foi  trazer os investidores estrangeiros”, explicou.

Disse que a Guiné-Bissau continua a beneficiar de apoios do Banco Mundial e o seu programa de cooperação com o Fundo Monetário Internacional continua no bom caminho .

“Nós guineenses é que estamos a fazer muito pouco para o nosso país e temos de confiar sempre nos outros para resolver os nossos problemas. Precisamos de fazer muito mais para o nosso país e não continuar eternamente a estender as mãos. Hoje em dia todos os países do mundo estão com problemas. É por causa disso que as ajudas de desenvolvimento diminuíram drasticamente no mundo”, referiu José Mário Vaz. 

ANG/ÂC//SG