sexta-feira, 24 de fevereiro de 2017

Comunicação Social


Ministro promete solucionar problemas da RDN

Bissau, 24 Fev 17 (ANG) – O Ministro da Comunicação Social prometeu quinta-feira evidenciar no máximo para responder as exigências que levaram a greve  na semana passada, na RDN.

Segundo a Rádio Jovem, Victor Pereira confirmou que o governo já disponibilizou dinheiro para pagar os subsídios de Janeiro dos funcionários.

Pereira acrescentou que a situação se deve simplesmente à falta de comunicação entre as partes, pelo que depois de ter reunido com o Sindicato de Base da RDN, tudo ficou esclarecido.

“Creio que a desconfiança já esta completamente ultrapassada entre as partes”, disse frisando que ambas possuem o mesmo objectivo, que é de melhorar as condições de trabalho e a vida dos funcionários daquela “casa”.  

O responsável da Comunicação Social revelou que fizeram entender ao Sindicato da Base da RDN a situação que o pais enfrenta, e eles acharam por bem que não deviam estar na puxa-puxa. 

A greve da RDN convocada para quatro dias foi desconvocada no segundo dia de paralisação. Os trabalhadores reivindicavam, entre outras, o pagamento do subsídio de Janeiro, um complemento salarial, acordado, em 2012, entre o governo e o sindicato de base dos trabalhadores dos quatro órgãos de comunicação social estatal, nomeadamente a Agência de Notícias da Guiné-ANG, o Jornal Nô Pintcha, que também não recebeu à tempo os seus subsídios, a Radiodifusão Nacional e TGB.

ANG/PFC/JAM/SG    
                 

Campanha Caju2017


Governo aprova 500 francos CFA/kg como preço de referência

Bissau,24 Fev17 (ANG) – O governo da Guiné-Bissau aprovou a proposta apresenta pela Associação Nacional dos Agricultores (ANAG) de fixar em 500 francos cfa o preço mínimo ao produtor por cada quilo da castanha de caju vendida.

A decisão do executivo consta no comunicado do conselho de ministros lida quinta feira na Televisão Nacional da Guiné-Bissau (TGB), através do qual o o executivo anuncia 31 de Março de 2017 para a abertura da campanha de comercialização da castanha de caju  em todo o território nacional.

O executivo fixou ainda a base tributária em 1150 dólares por cada tonelada de castanha exportada e aprovou o projecto de decreto de comercialização interna, externa e os projectos de regulamentação da profissão de intermediário e do exportador de caju.

No ano passado o preço mínimo e compra da castanha ao produtor foi de 350fcfa.

Por outro lado, o governo deu sua anuência para o alargamento do sistema das áreas protegidas de 15 para 26 por cento do território nacional.

No comunicado, o executivo deliberou igualmente a criação de dois parques e três corredores ecológicos, nomeadamente Parque nacional de Boié, de Telombé e corredores ecológicos de Tchetche, de Salifo Chitóle e Cuntabane Quebo, numa superfície de mais 46.556 hectares.

Entretanto, o governo ainda deu a sua anuência para as seguintes nomeações: Presidência de Conselho de Ministros- Domingos Gomes Jorge Pereira Director-geral de Presidência de Conselho de Ministros

Enquanto isso, no Ministério do Comercio e Promoção Empresarial o executivo deu a sua anuência a nomeação de Abas Djaló as funções do Director-geral do comércio e Luís Filipe Monteiro Araújo, director geral de comércio interno, ao passo que Wilson Manuel Fernandes Dias nomeado para director-geral do comércio externo.

ANG/LPG/JAM/SG
  







quinta-feira, 23 de fevereiro de 2017

ANP


UM e PCD satisfeitos com o  não agendamento do Programa do governo

Bissau,23 Fev 17 (ANG) – A União para Mudança (UM) e o Partido da Convergência Democrática (PCD), ambos com assento parlamentar, congratularam-se com a decisão da Comissão Permanente de não agendar a discussão e eventual aprovação do  programa do governo de Umaro Sissoco na plenária da ANP.

Ouvidos hoje pela Rádio Difusão Nacional (RDN) em relação a deliberação da Comissão Permanente da Assembleia Nacional Popular (ANP), o líder do PCD Vicente Fernandes disse estar de acordo com a decisão deste órgão e que é uma prova de que a saída para esta crise, “imposta pelo Presidente da República”, passa pelo respeito ao Acordo de Conacri.

 “O cumprimento deste acordo irá permitir a revisão de todas as propostas, porque no momento da sua assinatura todos os  partidos aceitaram”, informou.

Por sua vez, o partido  União para Mudança, segundo o seu deputado João Baticã Ferreira concorda  com a decisão da Comissão Permanente da ANP.

“A UM compreende e aceita plenamente a posição da Comissão Permanente, por trazer a luz os resultados eleitorais, os quais ditam o exercício do poder. Portanto o PAIGC na qualidade de vencedor das eleições com maioria absoluta fez vincar essa maioria, porque não se pode só constituir maioria na plenária, ela também está reflectida nos órgãos da ANP”, sustentou João Baticã Ferreira.

Enquanto isso, o líder do partido da Nova Democracia (PND) sugere a realização de uma mesa redonda de diálogo para negociar uma solução para que a ANP possa retomar o seu normal funcionamento e promover as reformas necessárias.

Iaia Djalo disse que a ANP tem outros assuntos relacionados com a vida nacional para debater, pelo que é preciso a criação de condições para que haja um diálogo interno e franco entre as forças vivas da nação para encontrar uma saída que permita o seu funcionamento.

Djalo acrescenta que, para tal, o Presidente da República da Guiné-Bissau deve promover um encontro de negociação para acabar com esta crise, tendo admitindo a possibilidade da dissolução da ANP e convocação de eleições antecipadas.

A Comissão Permanente da ANP, composta de 15 elementos, deliberou quarta-feira não agendar a discussão do programa de governo alegando que o executivo *é ilegal e inconstitucional*.

O não desta comissão foi expressa por nove deputados do PAIGC contra os seis votos a favor do PRS.


ANG/LPG/ÂC/SG

  

  

Campanha de cajú 2017


Presidente da Associação Nacional dos Agricultores propõe fixação de 500 francos CFA como preço base

Bissau, 23 Fev 17 (ANG) – O Presidente da Associação Nacional dos Agricultores da Guiné-Bissau (ANAG) propõe esta quarta-feira a fixação de 500 francos CFA como preço de referência para a comercialização da castanha de cajú do presente ano.

Citado pela Rádio Nossa,
Jaime Boles Gomes disse que a sua proposta será objecto de análise e eventual aprovação na próxima reunião de Conselho de ministros. 

“Fico muito satisfeito  caso o governo aceite esta proposta de 500 francos CFA  para a comercialização de cada quilograma de castanha de caju e isso vai certamente  favorecer os produtores, tendo em conta a qualidade que o referido produto tem no mercado.

O presidente da ANAG fez  críticas aos comerciantes, dizendo que se aproveitam do momento da campanha de comercialização da castanha de caju  para colocarem  produtos impróprios ao consumo humano no mercado nacional, prejudicando assim  ás  populações.  
No campanha passada o preço mínimo de referência foi de 350 francos cfa o quilo mas a procura do produto provocou oscilações do preço até cerca de 800 francos cfa. 

ANG/ PFC/SG

   

ONU


Oslo acolhe conferência internacional para mobilização de fundos para combate a mal nutrição severa

Bissau, 23 Fev 17 (ANG) - A Organização das Nações Unidas (ONU) realiza amanhã na capital norueguesa, Oslo, uma conferência internacional de doadores destinada a mobilizar 1,5 mil milhões de dólares norte-americanos para apoiar onze milhões de pessoas nos países da Bacia do Lago Chade - Chade, Níger e Nigéria - onde, segundo a organização, cerca de 500.000 crianças sofrem de malnutrição severa.

Em declarações à ONU News sobre os últimos preparativos da conferência de doadores, o subsecretário-geral para os Assuntos Humanitários, Stephen O’Brien, disse haver grandes necessidades nas áreas afectadas pelo Boko Haram.

Stephen O’Brien afirmou que cerca de 8,5 milhões de pessoas vivem no Nordeste da Nigéria, nos Estados de Borno,Yobe e Adamawa, com uma grande concentração na cidade de Maiduguri, e que o esforço contínuo da ONU, parceiros e organizações não governamentais é feito em áreas onde há necessidades de alimentos, medicamentos, água potável e para melhorar as condições de ajuda a um grande número de deslocados a recomeçar a vida depois de perderem as casas.

O responsável humanitário apelou à generosidade dos doadores e propôs que “seja garantido o financiamento que vai ajudar a ONU e as ONG parceiras a chegar aos habitantes de áreas remotas e a trabalhar em áreas inseguras”. Também pediu que a conferência “marque um ponto de viragem” no auxílio à região africana.

As Nações Unidas estimam que  2,3 milhões de pessoas vivem como deslocados na Bacia do Lago Chade e que outros 7 milhões passam fome. Além da assistência às vítimas do conflito, as Nações Unidas pretendem evitar o retorno de crianças-soldado aos grupos armados.

A Conferência Internacional de doadores acontece depois de os directores-gerais da Organização das Nações Unidas para a Agricultura e Alimentação (FAO), do Fundo da ONU para a Infância (Unicef) e do Programa Mundial da Alimentação (PAM) terem debatido nesta semana, por teleconferência, como combater a fome no Sudão do Sul, onde 5 milhões de pessoas enfrentam uma severa insegurança alimentar, sendo que a situação deve piorar neste ano.

No debate, José Graziano da Silva (FAO), Anthony Lake (Unicef) e Ertharin Cousin (PMA) deploraram a fome na nação mais jovem do mundo “causada pelo homem”, denunciaram que 4,9 milhões de sul-sudaneses, 42 por cento da população total do país, precisam de ajuda alimentar urgente, que milhões de pessoas em Unidade, no Norte do país, foram afectados pela fome e cerca de um milhão de sul-sudaneses correm o risco de passar fome nos próximos meses.  

ANG/JA



Moçambique


Visto de fronteira alargado para impulsionar turismo e investimento

Bissau, 23 Fev 17 (ANG) - O Conselho de Ministros de Moçambique decidiu, na terça-feira, autorizar a concessão de visto de fronteira aos estrangeiros oriundos de países onde Moçambique detém representação diplomática, para impulsionar o turismo e os investimentos.

A vice-ministra da Cultura e Turismo, Ana Comoana, confirmou que, com a decisão, deixa de ser obrigatório que cidadãos dos países abrangidos pela medida obtenham o visto de entrada nas embaixadas ou consulados de Moçambique, podendo conseguir a autorização na fronteira de entrada. 

 “Com a nova disposição, a entrada de investidores e turistas estrangeiros fica flexibilizada, o que vai melhorar o ambiente de negócios, particularmente no sector do turismo, que pode atrair mais e novos investimentos.”  Antes da medida, apenas cidadãos estrangeiros provenientes de países sem uma representação diplomática moçambicana é que podiam obter visto na fronteira de entrada no país. 

Também no sentido de catalisar os investimentos, prosseguiu a vice-ministra da Cultura e Turismo, o Conselho de Ministros decidiu introduzir o visto para a actividade de investimento, destinado a empresários que pretendem aplicar os seus activos em Moçambique. 

Segundo Ana Comoana, o Governo reduziu de 50 milhões de dólares   para 500 mil dólares o montante de investimento mínimo estrangeiro no país.

Esta decisão, disse a responsável do Turismo, abre as portas aos investidores da região Austral de África e de outras partes do mundo.

ANG/JA



ANP


“PAIGC não podia dar anuência a discussão do programa de um governo ilegal e inconstitucional”, diz Hélder Barros

Bissau,23 Fev 17(ANG) – O deputado do PAIGC, Hélder Barros disse à Lusa no final da reunião da Comissão Permanente que o seu partido «não podia dar a sua anuência para a discussão do programa de um Governo ilegal e inconstitucional».

A Comissão Permanente do Parlamento da Guiné-Bissau, composta de 15 elementos, chumbou na quarta-feira o pedido do governo para um debate do seu programa em sessão plenária do órgão.

Nove deputados do Partido Africano da Independência da Guiné e Cabo Verde (PAIGC) votaram contra, e os restantes parlamentares do Partido da Renovação Social (PRS) votaram a favor do agendamento.

Em nome dos deputados do PRS, Artur Sanhá considerou ser este um «dia triste», por o PAIGC ter impedido a discussão do programa do governo liderado por Umaro Sissoco Embaló.

Sanhá defendeu que não compete à Comissão Permanente do Parlamento agendar ou não agendar aquela matéria, que disse ser de «interesse nacional».

O deputado do PRS propõe um «debate nacional sério, em busca de uma saída para a crise política que se vive na Guiné-Bissau».

O presidente do Parlamento guineense, Cipriano Cassamá, disse lamentar a rejeição do debate do programa do Governo, que afirmou ser fruto da «persistência de desavenças entre as duas principais bancadas no Parlamento», PAIGC e o PRS.

Cipriano Cassamá disse ainda que já na quinta-feira vai solicitar uma audiência de trabalho ao chefe de Estado, José Mário Vaz, a quem vai levar uma proposta de solução para acabar com o impasse político.


ANG/Lusa

Crise Política


Movimento de Cidadãos Conscientes e Inconformados exige dimissão do Presidente da República

Bissau, 23 Fev 17 (ANG) – O Movimento de Cidadoes Conciente e Inconformados (MCCI), realizaram hoje uma marcha pacífica que culminou na Praça dos Mártires de Pindjigui, exigindo a demissão do Presidente da República, José Mário Vaz.

Durante o comício, a Coordenadora de uma das organizações integrantes da marcha a MIGUILAN (Mindjeres de Guine no Lanta), Nelvina Barreto, disse que o movimento pretende que Presidente da República José Mário Vaz ponha o seu cargo a disposição.

“Exigimos a sua demissão porque quando a alguém é confiada uma responsabilidade pelo povo, e  se a mesma não for capaz de corresponder com as espectativas, deve dar lugar a quem seja capaz”, defendeu a Coordenadora de MIGUILIN.

De acordo com aquela responsável, o Movimento levou um longo tempo sem manifestar devido a interdição feita por parte do Ministério da Administracao Territorial.

“Temos plena certeza que, na próxima  vez, haverá maior aderência de cidadãos inconformados que irão se juntar a nós para exigirem o respeito aos seus direitos”, sustentou Nelvina Barreto.

Por seu turno, o porta-voz do Movimento de Cidadoes Concientes e Inconformados, Sumaila Djalo instou ao Presidente José Mário Vaz a ter a coragem de deixar o país  andar com os seus próprios pés, convocando, o mais rapidamente possível ,eleições gerais antecipadas, a bem do povo.


“A nossa história não pode ser destruída por pessoas que pretendem implimentar a ditadura e tirania no seio do povo”, enfatizou para justificar as posições adoptadas pela sua organização em relação ao poder instalado no pais. 

ANG/LLA/JAM/SG

Campanha de Caju 2017


Exportadores dizem que o sucesso vai depender do preço do produto no mercado internacional

Bissau 23 Fev 17 (ANG) – O vice-presidente da Associação dos Exportadores da Guiné-Bissau (AEGB), disse hoje , a semelhança dos anos transactos, a campanha da comercialização de caju do ano 2017, vai depender do preço deste produto no mercado internacional.

Em entrevista exclusiva à ANG, Fernando Flamengo disse que o sucesso ou insucesso da campanha de caju não depende do país, pois depende do nível da procura internacional deste produto “estratégico” para a economia da Guiné-Bissau.

“Por isso, o nosso país pouco pode fazer a nível das decisões nos mercados internacionais. No plano nacional pode sim organizar e ser eficientes e capazes.”, advertiu sublinhando que o problema é o envolvimento do Estado que acaba por estragar tudo.

“Imiscuem naquilo que não sabem nem têm capacidade para fazer e quando é assim iremos continuar na mesma ”, disse.

Fernando Flamengo referiu-se ainda aos problemas de organização do porto de Bissau, as “elevadíssimas” taxas de impostos, a fiscalização e a disfunção das organizações estatais.
O vice-presidente AEGB, defendeu que a classe é que realmente devia obter ganhos com a campanha mas as vezes não conseguem ter lucros.

“Não há nenhum investimento de um exportador nacional no país, pois não obtém lucros que lhes permitam  melhorar as infra-estruturas que utilizam durante a campanha, nomeadamente o armazém de stock e compras de camiões de carga “, sublinhou.

O empresário frisou ainda , com 40 anos de independência, a classe ja devia ter  capacidade para competir com empresários estrangeiros e ter uma voz activa dentro e fora do país. “São estes que mais beneficiam com o negócio da castanha de caju”.


Como solução apontou a não criação de uma lei só para caju, a necessidade de se acautelar com as emissões de  licenças de exportação, porque, segundo Flamengo, actualmente não existem critérios específicos para atribuição do referido documento, por forma a beneficiar os operadores económicos nacionais. 

ANG/MSC/JAM/SG

Carnaval


Citadinos de Bissau apontam crise política como principal motivo para  não realização do desfile nacional

Bissau, 23 Fev 17 (ANG) – Alguns citadinos de Bissau consideraram esta quinta-feira que a não realização do desfile de grupos carnavalescos se deve, principalmente, a crise política vigente no país .

O Director-geral da Cultura , Cornélio Correia anunciou segunda-feira que este ano nao vai haver o habitual desfile de grupos que disputam os difefrentes prémios de carnaval, devido a falta de fundos.

Ouvido pela Agência de Notícias de Guiné (ANG), o estudante universitário Danilson Massa disse que a crise política vigente no país motivou com que as empresas de telecomunicações que outrora patrocinavam o evento, se abdicarem de fazê-lo este ano.

“Quando um país é estável tudo corre bem. Por isso, os governantes devem pôr termo as constantes crises e promover o bem-estar, sobretudo a cultura guineense”, aconselhou Danilsom Massa.

Por sua vez, a funcionária pública Eunícia Bacurím disse que a cultura guineense é que estará em causa com a não realização do desfile nacional, sublinhando que  é necessário que o país saia da situação de crise política.

Eunícia Bacurím acrescentou que o conflito e jogos de interesse jamais contribuirão para o desenvolvimento do país, a promoção da paz e estabilidade e o progresso.

O professor Nuno Djata disse que não se pode culpar as empresas patrocinadoras por não terem dado as suas contribuições no presente ano ao desfile nacional carnavalesca, uma vez que quando a situação política não favorece cada um faz o que lhe convém.

A vendedeira de frutas, Maria Biaguê considerou desagradável  a  não realização do desfile nacional por falta de meios, tendo acrescentado que a Guiné-Bissau precisa de paz para que tudo volta a normalidade.

“A culpa disso tudo reside na classe política que temos. Acho que já chegou o momento de pensar a nossa terra e não simplesmente pensar nos interesses pessoais porque o benefício comum é o melhor caminho para a progressão de um país”, disse Maria Biaguê.

O Director-geral da Cultura declarou segunda-feira  que o carnaval deste ano não vai ter o desfile nacional, alegando a insuficiência de meios financeiros para o efeito.


O Director-geral da Cultura informou ainda que a instituição que dirige precisa de 217 milhões francos CFA, para realizações de todas as actividades carnavalescos, desde os desfiles regionais e nacional entre outras, mas que só dispõe de  30 milhões de francos CFA, doados pelo Governo. 

ANG/AALS/JAM

quarta-feira, 22 de fevereiro de 2017

ANP


     Comissão Permanente chumba agendamento do Programa do Governo

Bissau,22 Fev 17(ANG) - A Comissão Permanente da Assembleia Nacional Popular (ANP), não aprovou o agendamento do programa do governo liderado por Umaro Sissoco Embalo, revelou na sua página de facebook  o conselheiro para a imprensa do presidente da ANP.
 
Segundo Antônio Óscar Barbosa, o agendamento solicitado pelo governo foi reprovado com nove votos do Partido Africano da Independência da Guiné e Cabo Verde (PAIGC) contra  seis votos a favor do Partido da Renovação Social(PRS).

Em consequência, segundo a mesma fonte, a comissão deliberou não convocar a sessão plenária ordinária na qual poderia ser discutido e eventualmente aprovado o programa de governo.

Após as reuniões da Mesa e da Conferência de Líderes, a Comissão Permanente da ANP com a presença de todos os seus membros, reuniu-se hoje tendo analisado  a possibilidade de agendamento ou não do Programa do Governo para a II Sessão Ordinária do Ano 2016/17.

O  Primeiro-ministro, Umaro Sissoco Embaló entregou ao parlamento, o seu programa de governação no dia 06 de janeiro deste ano, com o propósito de ser debatido e aprovado pelos representantes do povo.
ANG/ÂC/SG

Saúde Pública


   UNICEF doa uma viatura e 85 motorizadas ao Ministério da Saúde Pública

Bissau, 22 Fev 17 (ANG) – O Fundo das Nações Unidas para Infância (UNICEF) ofereceu esta terça-feira uma viatura e oitenta e cinco motorizadas ao Ministério da Saúde Pública.

Vista do Ministério de Saúde
Citado pela Rádio Sol Mansi,  o ministro da Saúde Pública, Carlitos Barai disse que a referida ajuda visa apoiar o reforço da capacidade institucional do governo em termos de transportes para que os  técnicos  possam  penetrar nas tabancas mais longínquas do país, permitindo assim o melhoramento da vida sanitária das populações.   

Por sua vez, a representante de UNICEF no pais Cristian Juelme revelou que estes donativos surgiram no quadro de implementação de um plano de trabalho conjunto entre a sua instituição e o Ministério da Saúde Pública, tendo como objectivo reforçar os serviços de saúde comunitária.

 Frisou que isso inclui nomeadamente, a vacinação, prevenção e tratamento de paludismo TVA , infeção respiratória, suplementação  de Vitamina A, desparasitação,  promoção da amamentação precoce e exclusiva e alimentação complementares.

Juelme acrescentou  que o apoio perspectiva igualmente resultados satisfatorios nos dominios de redução   da mortalidade infantil neonatal e juvenil  no sector autónomo de Bissau, nas regiões de Bolama e Bijagós,  Bafatá,  Gabú, Quinará e  Tombali.   
ANG/ PFC/SG       

Mídia


                       Suspensa a greve na Rádio Difusão Nacional

Bissau, 22 Fev 17 (ANG) – O Sindicato de Base dos Funcionários da Rádio Difusão Nacional (RDN), suspendeu hoje a greve de quatro dias iniciada terça-feira, após o governo ter cumprido a reivindicação de pagamento de  subsídios do mês de Janeiro.
 
Em entrevista exclusiva à Agência de Notícias da Guiné (ANG), o Porta-vez do Sindicato de Base dos Funcionários da RDN, Emerson Gomes Correia disse que a suspensão da greve iniciada terça-feira se deve o facto do ministro da Comunicação Social Victor Pereira e o das Finanças, João Aladje Fadia terem honrado  as suas exigências.

“Depois da segunda ronda negocial com o governo, conseguimos chegar a um entendimento, onde este se dignou ordenar o pagamento imediato dos nossos subsídios que constituiu o principal ponto do caderno revindicativo”, disse o porta-voz do Sindicato.

De acordo com Emerson Gomes Correia, não foram atendidos outros pontos constantes no Caderno Reivindicativo tendo em conta a conjuntura que o país atravessa.

Consta no caderno reivindicativo entre outros pontos a junção dos valores de subsídio aos de salários para um pagamento único e melhoria das condições de trabalho.

“O Sindicato irá trabalhar juntamente com o governo, no sentido de solucionar  os outros pontos que também constituem grandes défices para o funcionamento da nossa Estação Emissora”, disse Emerson Gomes Correia.  
ANG/LLA/ÂC/SG    

Brexit


                           Britânicos vão pagar factura muito cara

Bissau, 22 Fev 17 (ANG). - O presidente da Comissão Europeia (CE), Jean-Claude Juncker, disse aos cidadãos britânicos que vão pagar uma factura muito cara pela sua decisão de retirar o Reino Unido da União Eurpeia (UE).
“Os britânicos devem saber que [o ‘Brexit’] não será a custo reduzido ou a custo zero, devem respeitar os compromissos em cuja confecção tenham participado”, disse Juncker, num discurso terça-feira perante o Parlamento Federal belga.

“Por isso, a factura será, para dizê-lo de uma forma um pouco vulgar, muito cara”, acrescentou.

Juncker afirmou que “será uma negociação difícil” e que levará “anos para chegar a acordo sobre as modalidades de saída e sobre a arquitectura futura das relações entre o Reino Unido e a UE”.

O político luxemburguês deixou claro que a Europa “não pode construir-se contra as nações. Os que imaginam que as nações são uma invenção provisória da História, perceberão que as nações estão feitas para durar, nas suas diferentes declinações”.
 
“Há um nível nacional, há um nível federal, há um nível regional”, afirmou, considerando que “daqui a 20 anos, a verdadeira competição não terá lugar entre os Estados, mas sim entre as regiões”.

Juncker disse que o ‘Brexit’ é uma crise que “diz respeito a todos” e mostrou-se decepcionado por haver países que consideram que este assunto está resolvido, garantindo: “Não está”.

“Quando a primeira-ministra britânica [Theresa May] nos enviar a sua carta de divórcio, as negociações vão começar. Teremos dois anos para negociar as modalidades de saída do Reino Unido da UE”, afirmou.

Juncker disse que sairá um país “não de pouca importância”, mas sim “um verdadeiro actor europeu”, e que será preciso procurar um acordo “não com sentimento de hostilidade, mas com a noção de que o continente deve muito ao Reino Unido”.

“Sem [Winston] Churchill não estaríamos aqui, não podemos esquecer, mas não vamos tão-pouco ser ingénuos”, afirmou.

“Que os nossos amigos britânicos compreendam que vamos continuar a desenvolver a integração europeia (…) reafirmando os laços que há entre nós”, concluiu.
ANG/JA