quinta-feira, 13 de dezembro de 2018

Eleições legislativas



Governo reitera seu empenho para um  processo mais transparente 

Bissau, 13 Dez 18 (ANG) – O governo reiterou o seu empenho em tornar o processo eleitoral em curso mais transparente , com dados de recenseamento mais credíveis.

Esta vontade foi declarada à imprensa pelo Primeiro-ministro Aristides Gomes  no final do encontro convocado pelo  Presidente Mário Vaz, em que tomaram parte os partidos políticos com e sem assento parlamentar e técnicos de Gabinete de Apoio ao Processo Eleitoral (GTAPE),  que serviu para apresentar a metodologia e os objetivos da auditoria do recenseamento.

O chefe do Executivo disse que é uma forma de dar garantia aos partidos políticos em como o governo está empenhado para que as eleições possam decorrer num clima de maior transparência ou seja para que os resultados dessas eleições sejam aceites por todos.

Instado se o encontro permitiu clarificar  as dúvidas existentes a volta do processo do recenseamento eleitoral,  o Primeiro-ministro disse que os resultados da auditoria vão esclarecer todas as dúvidas.

“A apresentação da metodologia e os objetivos e a forma de trabalho já deixaram  alguma ideia daquilo que se está a fazer para que os dados sejam fiáveis e sobretudo para que o recenseamento seja  validado pela auditoria”, explicou.

Perguntado sobre a data  do término do registo eleitoral, o Primeiro-ministro afirmou  que a data vai ser declarada, o mais rápido possível, para permitir que o Presidente Mário Vaz possa fixar também a nova data das eleições legislativas antes da Cimeira da Comunidade Económica dos Estados da África Ocidental (CEDEOA) prevista para o dia 22 do mês em curso.

A CEDEAO recomenda que se faça eleições o mais tardar até fim de janeiro do próximo ano.
 ANG/LPG/ÂC//SG
   
 

Justiça


Ministério Público levanta suspensão dos trabalhos no GTAPE 

Bissau, 13 Dez 18 (ANG) – O Ministério Público (MP) levantou  quarta-feira a suspensão  dos trabalhos do recenseamento no Gabinete Técnico de Apoio ao Processo Eleitoral (GTAPE), que tinha ordenado alegando  suspeitas de fraudes nos cartões eleitorais denunciadas por alguns partidos políticos.
 
Num comunicado de imprensa daquela instituição judicial à que a ANG teve acesso, informa que devido a imperiosa necessidade de prosseguir com os trabalhos de recenseamento para as eleições legislativas, decidiu mandar continuar os trabalhos sob as seguintes condições:

“Solicitar a presença de todos os técnicos dos partidos políticos para assistir os trabalhos do GTAPE, fornecendo aos mesmos todas as informações solicitadas, exigir ao Director interino daquela instituição o cumprimento do termo de referência elaborado pelo Director-Geral.

O MP  informa que doravante passa  a assistir e fiscalizar todos os actos até a conclusão do processo em causa.

No comunicado o MP frisa que os factos reportados pelos partidos políticos queixosos para além de revelarem a existência de indícios dos crimes previstos e puníveis no Código Penal, motivaram uma investigação aturada e, inclusive alguns técnicos de GTAPE foram ouvidos e constituídos suspeitos.

O Ministério Público disse em comunicado que foi obrigado a suspender temporariamente os trabalhos do GTAPE, para  acautelar os trabalhos de recenseamento e prevenir conflitos internos , tendo em conta os interesses do Estado da Guiné-Bissau.

Os partidos que participaram criminalmente no Ministério Público contra os trabalhos levados a cabo por GETAPE,  são, entre outros, o Partido da Renovação Social (PRS),Aliança Popular Unida (APU-PDGB),Movimento para Alternância Democrática (MADEM –G -15),União Patriótica Guineense (UPG) e o grupo de 18 partidos políticos sem assento parlamentar.
 ANG/MSC/ÂC//SG

Sociedade



Bissau,13 Dez 18 (ANG) - Mais de 100 famílias vão receber, a partir de quarta-feira, 'kits' de gás butano no âmbito de um projeto da União Europeia e da Fundação Galp para fazer chegar aquele tipo de energia à cozinha de cerca de 130 mil guineenses.

Orçado em um milhão de euros, o projeto designado Fumu Kaba (acabou a fumaça), é financiado em 90% pela União Europeia e em 10% pela Fundação Galp e pretende incentivar os guineenses a deixarem de utilizar o carvão para cozinhar os alimentos e, em substituição, passarem a utilizar o gás butano.

O projeto que terá a duração de 24 meses, vai ser executado pela União da Cidades Capitais de Língua Portuguesa (UCCLA), em parceria com a Câmara Municipal de Bissau.

A representante da fundação Galp, Sandra Aparício, enalteceu a importância do projeto para a promoção da cooperação e desenvolvimento sustentável, destacando que a sua empresa está presente na Guiné-Bissau "há cerca de 50 anos".

Sandra Aparício falava na segunda-feira durante a apresentação do projeto no Centro Cultural Português, em Bissau.

Iniciado com as comunidades da capital guineense, o objetivo será, após uma avaliação do seu impacto, levar o projeto às restantes localidades guineenses, frisou.

O desafio é ajudar os guineenses a enfrentarem a transição energética, visando a produção de alimentos com uma energia limpa, declarou a representante da fundação Galp.

No âmbito do projeto, serão distribuídas 25 mil botijas de gás butano a cerca de 25 mil agregados familiares de Bissau, o equivalente a cerca de 50% das famílias a residir na capital guineense.

Os dinamizadores do projeto acreditam que a sua implementação levará a uma redução de 530 mil toneladas de emissões de dióxido do carbono (Co2) e ainda evitará a deflorestação do equivalente à uma área de 100 mil hectares.

Também esperam que com a introdução do gás butano na cozinha, as mulheres passem a ter mais tempo para outras atividades e a trabalhar com uma tecnologia segura, o que trará impacto positivo na sua saúde.

ANG/Lusa

Saúde Pública



Bissau,13 Dez 18 (ANG) - O diretor do banco de sangue do Hospital Nacional Simão Mendes, José Indi, alertou quarta-feira para a falta de sangue em reserva naquela unidade e pediu o reforço de dadores voluntários em todo o país.

Segundo Indi, nos últimos anos, têm diminuído o número de dadores voluntários de sangue na Guiné-Bissau.

O diretor de banco de sangue do Simão Mendes apela às autoridades sanitárias para lançarem "uma nova e maciça campanha" de recrutamento de novos dadores voluntários, nos bairros de Bissau e nas localidades do interior do país.

"Doar sangue não faz mal a ninguém, pois só é feito depois de realizadas análises para ver se a pessoa não tem nenhuma doença infecciosa", declarou José Indi.

O responsável sublinhou que o doador terá que ter a hemoglobina suficiente e ainda ter entre 18 e 65 anos.

José Indi confirmou que o sangue é pago no hospital Simão Mendes a preço de 7.500 francos CFA (cerca de 11,45 euros), por cada bolsa de 450 mililitros, conforme as orientações do Ministério da Saúde guineense.

"É uma cobrança legal de acordo com orientações do Ministério da Saúde no âmbito da iniciativa de Bamaco", observou José Indi, referindo-se a uma iniciativa de alguns países da África Ocidental para recuperação de custos com a saúde pública.

O diretor do banco de sangue do Simão Mendes enfatizou que o dinheiro coletado com aquelas cobranças serve, às vezes, para compra de reagentes para as análises clínicas aos doentes.
ANG/Lusa