Etiópia/África vai formar e reter três milhões de profissionais de saúde até 2035
Bissau,
26 Ago 26(ANG) - Os ministros da Saúde africanos adotaram hoje um plano que
compromete formar, empregar e reter mais de três milhões de profissionais da
área no continente até 20235, com o objetivo de "fortalecer os sistemas de
saúde" no continente.
Segundo
Janabi, ao adotar a Agenda Africana para a Força de Trabalho em Saúde
2026-2035, os “estados-membros reconheceram que a formação de profissionais de
saúde é apenas o começo”.
O
responsável sublinhou que é também necessário criar oportunidades, apoiar e
melhorar as condições dos profissionais.
Este
plano também procura fortalecer os mercados de trabalho dos sistemas de saúde
africanos “por meio de um melhor planeamento, educação, emprego e retenção”.
A agenda
“exige investimentos coordenados para garantir que os países tenham a força de
trabalho competente, motivada e bem apoiada necessária para atender às
crescentes necessidades de saúde” do continente africano, enfatizou a agência
das Nações Unidas.
Os
centros de saúde em África enfrentam falta de pessoas, estimando-se que um
milhão de profissionais de saúde qualificados estejam desempregados, um
problema que afeta particularmente os recém-formados, de acordo com a
OMS.
Em
diversos países de África, mais de metade dos enfermeiros, médicos e parteiras
recém-formados não conseguem encontrar emprego logo após a graduação.
Esta
realidade, segundo a OMS, demonstra “a necessidade urgente de uma melhor
coordenação na formação de profissionais de saúde com a criação de empregos, o
financiamento sustentável e o planeamento a longo prazo”.
Para
colmatar esta lacuna, seria necessário um investimento adicional entre quatro e
seis dólares (entre 3,43 e 5,14 euros) por pessoa anualmente, o que geraria
“benefícios económicos e sociais significativos”, uma vez que cada dólar (cerca
de 86 cêntimos de euro) investido em pessoal de saúde pode gerar um retorno de
até 10 dólares (cerca de 8,57 euros).
“Estes
dados reforçam a ideia de que investir em profissionais de saúde não é apenas
uma prioridade para a saúde, mas também um investimento inteligente para o
futuro da África”, concluiu a OMS.
Os
ministros chegaram a este compromisso após um êxodo crescente para o norte
global nos últimos anos de profissionais de saúde africanos em busca de novas
oportunidades diante da falta de recursos, das más condições de trabalho e da
escassez de empregos nos seus países.
A
reunião de Adis Abeba, que se estende até sexta-feira, também ocorre quando há
cortes drásticos na ajuda internacional impostos pelos Estados Unidos e vários
países europeus desde o ano passado, que colocaram em risco a saúde e a vida de
milhões de pessoas em todo o mundo, especialmente em África. ANG/Inforpress/Lusa

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