África do Sul/ Governo fecha centro de repatriamento de
estrangeiros
Bissau, 26 Ago 26 (ANG) - As autoridades
sul-africanas anunciaram na terça-feira o encerramento do centro de repatriação
temporário em Musina (norte do país), devido a uma queda drástica no número de
chegadas que tornou sua manutenção desnecessária.
Mais de 49.000 estrangeiros foram
atendidos neste local desde a sua abertura no final de Junho, sendo que o
governo afirma que mais de 95% deles se encontravam em situação irregular em
território sul-africano.
No auge das tensões em torno da
imigração ilegal, este centro foi criado para centralizar os procedimentos e
aliviar a superlotação em vários locais do país, como o de Durban, onde
milhares de pessoas se aglomeravam na esperança de conseguir um lugar nos
ônibus que seguiam para a fronteira norte.
Nas últimas semanas, o fluxo diminuiu
significativamente, chegando a passar vários dias sem nenhuma chegada de novos
indivíduos.
Embora a infraestrutura em Musina já
tenha sido desmantelada, o governo afirmou que as operações de repatriação e
deportação continuarão pelos canais legais habituais.
Por sua vez, o Ministério do Interior
reconheceu na terça-feira que o sucesso da operação de repatriação exigiu o
desrespeito às salvaguardas de governança habituais, bem como um pedido de
financiamento emergencial que ainda aguarda validação.
Liderada por quase 11.000 pessoas no
terreno, esta repatriação mobilizou um custo total de 341,2 milhões de rands
(mais de 21,3 milhões de dólares).
Na sequência dos protestos massivos
contra a imigração ilegal, um total de 99.933 pessoas deixaram a África do Sul,
incluindo 89.936 retornos voluntários e 9.997 deportações.
Os cidadãos do Malawi representam o
maior contingente de partidas voluntárias (54.541 pessoas), seguidos pelos do
Zimbabué (27.920), Moçambique (2.417) e Nigéria (1.145).
ANG/aapa

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