EUA/ONU deplora a “falta de vontade” da comunidade internacional diante da “tragédia” sudanesa
Bissau, 25 ago 26 (ANG) – O coordenador
de ajuda humanitária de emergência das Nações Unidas, Tom Fletcher, lamentou na
segunda-feira, perante o Conselho de Segurança, a “falta de vontade” da
comunidade internacional para pôr fim à “tragédia” que se desenrola no Sudão,
onde a crise humanitária continua a agravar-se.
"A tragédia no Sudão não é que não
saibamos o que fazer", disse o Sr. Fletcher em Istambul durante uma
coletiva de imprensa sobre a situação humanitária no país. "É que ainda
não encontramos a vontade de fazê-lo", acrescentou.
A crise humanitária continua a
agravar-se, sublinhou, salientando que mais de dois terços da população
sudanesa necessitam de assistência vital. No que diz respeito à segurança,
cerca de 1.400 civis foram mortos no primeiro semestre de 2026, incluindo mais
de 1.100 em consequência de ataques com drones.
O Sr. Fletcher destacou, em particular,
a escalada da violência em Kordofan do Norte, Kordofan do Sul, Estado do Nilo
Azul e Darfur, onde os combates, os ataques com drones e as fortes chuvas estão
causando deslocamentos populacionais em massa e dificultando as operações
humanitárias.
Em El Obeid, os combates forçaram 15 mil
famílias a buscar refúgio na cidade desde meados de julho, afirmou ele,
acrescentando que o estado do Nilo Azul abriga agora mais de 370 mil deslocados
internos. Outros civis fugiram para a Etiópia.
Referindo-se à ação humanitária da ONU e
seus parceiros, o funcionário indicou que quase 11 milhões de pessoas receberam
algum tipo de assistência, o que representa 52% da população visada.
O Sr. Fletcher, no entanto, lamentou que
o plano de resposta humanitária da ONU, que necessita de US$ 2,87 bilhões até
2026, esteja financiado em pouco mais de 40% da sua capacidade. Já o plano
regional de resposta aos refugiados recebeu apenas 17% dos US$ 1,59 bilhão
necessários. ANG/Faapa

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